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Banner com o título "O que é pressão atmosférica e como ela funciona?", apresentado pelo Ministério da Cultura, com imagem de fundo de um avião sobrevoando nuvens e montanha nevada, e logos do Lei Rouanet, Museu WEG de Ciência e Tecnologia, WEG e Ministério da Cultura/Brasil.

O que é pressão atmosférica e como ela funciona?

O que é pressão atmosférica? Entenda por que o ar tem peso, como isso afeta o seu corpo e onde você sente esse fenômeno no dia a dia.

Você já parou para se perguntar o que é pressão atmosférica? O nome pode soar técnico, mas o fenômeno é algo que você sente na pele todos os dias, às vezes literalmente. 

Aquela pressão estranha no ouvido ao subir num elevador rápido ou durante uma viagem de avião, o líquido que sobe pelo canudinho sem nenhum esforço aparente, a previsão do tempo que muda quando a pressão cai. Tudo isso é a atmosfera exercendo força sobre o que está abaixo dela. 

Neste conteúdo, vamos entender de onde vem essa força, por que ela varia e onde você já a sentiu sem saber o nome.

O que é pressão atmosférica?

Montanha nevada com picos rochosos emergindo de um mar de nuvens, com uma cidade visível no vale abaixo sob céu azul.

Pressão atmosférica é a força que o peso do ar exerce sobre a superfície da Terra e sobre tudo o que está nela. A atmosfera terrestre é uma camada espessa de gases, principalmente nitrogênio e oxigênio, que envolve o planeta e é puxada pela gravidade em direção à superfície.  

Toda essa massa de ar empilhada acima de você tem peso, e esse peso, distribuído por área, é o que chamamos de pressão atmosférica. 

Ao nível do mar, essa pressão equivale a aproximadamente um quilo (kg) por centímetro quadrado de superfície. Isso significa que uma força considerável está sendo exercida sobre o seu corpo agora mesmo, sobre cada centímetro quadrado de pele, de cima a baixo. 

Por que você não sente esse peso? Porque o seu corpo está completamente adaptado a essa pressão. A pressão interna do seu organismo equilibra a pressão externa de forma automática, sem que você precise pensar nisso. É quando esse equilíbrio é perturbado, como numa subida rápida de altitude, que você começa a perceber que ele existe. 

Leia também: Por que o céu é azul? Entenda o fenômeno das diferentes cores do céu

Por que a pressão atmosférica varia com a altitude?

Vista pela janela de um carro de uma mulher observando paisagem montanhosa coberta por nuvens baixas e vegetação verde.

Pense na atmosfera como uma pilha de cobertores empilhados sobre você. Quem está embaixo sente o peso de todas as camadas acima. Quem está no topo sente apenas o peso do cobertor mais próximo. 

O mesmo acontece com o ar: quanto mais alto você está, menos camadas de atmosfera existem acima e, portanto, menos pressão você recebe. É por isso que no topo de uma montanha alta a pressão atmosférica é significativamente menor do que ao nível do mar. 

Essa diferença tem consequências práticas bem concretas. O ar fica mais rarefeito, com menos moléculas de oxigênio por metro cúbico, o que dificulta a respiração, daí o cansaço que alpinistas sentem em grandes altitudes.  

A água também ferve a uma temperatura mais baixa do que os 100°C que estamos acostumados: em altitudes muito elevadas, ela pode ferver a 80°C ou menos, porque a pressão que precisa ser vencida para a água entrar em ebulição é menor. E em aviões, a cabine precisa ser pressurizada artificialmente para que os passageiros respirem normalmente durante o voo. 

Pressão atmosférica no seu dia a dia

Você não precisa ir ao topo de uma montanha para perceber a pressão atmosférica. Ela aparece em situações bem comuns, muitas delas tão rotineiras que nunca chamaram sua atenção. Confira!

O canudinho

Quando você coloca um canudinho num copo e suga, está retirando o ar de dentro do canudo e reduzindo a pressão naquele espaço. A pressão atmosférica que continua agindo sobre a superfície do líquido no copo fica maior do que a pressão dentro do canudo, e essa diferença empurra o líquido para cima, em direção à sua boca.  

Você não “puxa” o líquido: a pressão atmosférica a empurra. O canudinho é, na prática, um instrumento que explora a diferença de pressão.  

A previsão do tempo

O barômetro é o instrumento que mede a pressão atmosférica e é um dos mais importantes para a meteorologia. Pressão alta geralmente indica tempo seco e estável, porque o ar está descendo e comprimindo a atmosfera.  

Pressão baixa costuma anunciar chuva e instabilidade, porque o ar está subindo e criando condições para a formação de nuvens. Toda vez que um meteorologista fala em “frente de baixa pressão” chegando, é exatamente esse mecanismo que ele está descrevendo.

A pressão no ouvido

Ao subir rapidamente num elevador, avião ou montanha, a pressão externa cai depressa. O ar dentro do ouvido médio, que estava equilibrado com a pressão anterior, fica com uma pressão maior do que a do ambiente, e essa diferença cria a sensação de ouvido tampado ou “cheio”.  

Quando você engole saliva ou boceja, abre a trompa de Eustáquio, um canal que conecta o ouvido médio à garganta e equaliza as pressões. A sensação passa porque o equilíbrio foi restaurado.

As ventosas e embalagens a vácuo 

Ventosas funcionam pelo mesmo princípio do canudinho: ao pressionar uma ventosa contra uma superfície, você expulsa o ar de dentro dela. A pressão atmosférica do lado de fora a mantém colada.  

Embalagens a vácuo fazem o oposto, retiram o ar interno para que a pressão externa comprima a embalagem e preserve o conteúdo por mais tempo. 

Leia também: Transformações químicas: o que são e exemplos práticos do dia a dia

O experimento que provou tudo isso: Torricelli e o barômetro

Mão de uma pessoa manuseando um tubo de vidro (semelhante a um barômetro) inserido em um recipiente com líquido, sobre uma mesa com livros antigos e instrumentos científicos, em cena de ambientação histórica.

Durante séculos, os cientistas sabiam que o ar “fazia alguma coisa”, mas não conseguiam medir ou provar com precisão. Em 1643, o físico italiano Evangelista Torricelli mudou isso com um experimento simples e elegante. 

Torricelli encheu um tubo de vidro fechado numa extremidade com mercúrio, tampou a abertura com o dedo, virou o tubo de cabeça para baixo dentro de uma cuba também com mercúrio e soltou. 

O esperado seria que todo o mercúrio escorresse para fora do tubo, mas não foi o que aconteceu: uma coluna de cerca de 76 centímetros de mercúrio ficou suspensa dentro do tubo, com um vácuo formado acima dela. 

O que segurava aquela coluna no ar? A pressão atmosférica agindo sobre o mercúrio na cuba, ela era forte o suficiente para sustentar exatamente 76 cm de metal líquido. Torricelli havia encontrado uma forma de medir o peso do ar. E, sem planejar, acabou de inventar o barômetro. 

Esse experimento foi tão importante que a unidade de pressão atmosférica leva seu nome até hoje: o torr. 

A ciência que você já vive sem perceber no Museu WEG

No Museu WEG, você encontra um espaço pensado para tornar essas forças invisíveis visíveis, palpáveis e inesquecíveis. Para estudantes, professores e famílias curiosas, o museu é o lugar onde a ciência que você leu aqui vira algo que você pode ver, tocar e sentir de verdade! 

Leia também: O que gera energia elétrica e como ela chega nas casas?

Banner azul com o título “Leis de Newton: quais são, suas aplicações e exemplos do cotidiano”, ao lado de uma estrutura de trilhos de madeira com bolas roxas e carrinhos em movimento, ilustrando conceitos de física. Na parte inferior, aparecem os logotipos da Lei Rouanet, Museu WEG, WEG e Ministério da Cultura.

Leis de Newton: quais são, suas aplicações e exemplos do cotidiano

Entenda o que dizem as três leis de Newton com exemplos do cotidiano e descubra que essa física está presente em tudo o que você faz.

Quando você freia o carro de repente e sente o corpo ir para frente, quando empurra um carrinho de mercado ou quando nada numa piscina, as leis de Newton estão em ação. Elas explicam por que os corpos se movem, param, aceleram e reagem a forças.

Ao formular suas leis no século XVII, o físico inglês Isaac Newton unificou e formalizou ideias que já vinham sendo desenvolvidas por outros estudiosos, especialmente Galileu Galilei. Seu trabalho permitiu explicar por que o movimento dos corpos muda e deu origem a uma das teorias mais bem-sucedidas da história da ciência em termos de aplicação.

Neste conteúdo, vamos entender o que diz cada uma das leis de Newton com exemplos que você já viveu e provavelmente nunca tinha associado à física.

Leia também: Por que as estrelas piscam? Saiba como diferenciar planetas e estrelas a olho nu!

Primeira Lei de Newton: a Lei da Inércia

carrinho de madeira parado sobre uma rampa, bloqueado por uma peça vertical, enquanto uma bola roxa se aproxima pela direita.

A primeira Lei de Newton diz que um objeto em repouso tende a continuar parado, e um objeto em movimento tende a continuar se movendo em linha reta com a mesma velocidade, a menos que uma força externa atue sobre ele. 

Em outras palavras: os corpos são “preguiçosos”. Eles resistem a mudanças no seu estado de movimento. Essa resistência tem nome: inércia.

Exemplo do cotidiano: o freio do carro

Quando um carro freia bruscamente, o veículo para, mas o seu corpo tende a continuar em movimento. É por isso que você “vai para frente” no banco. O carro parou, mas a inércia do seu corpo ainda quer continuar andando. É exatamente por isso que o cinto de segurança existe. 

Outro exemplo clássico: aquela toalha de mesa que você puxa rápido tentando deixar os pratos no lugar. Se o movimento for rápido o suficiente, os objetos em cima ficam parados, porque a inércia deles resiste à mudança.

Segunda Lei de Newton: Força, Massa e Aceleração

peso metálico suspenso por uma corda se movimenta acima de uma plataforma de madeira, enquanto uma bola roxa segue em velocidade para a direita.

A segunda Lei é a mais famosa e vem com uma equação que você provavelmente já viu: F = m · a. Ela diz que a força aplicada sobre um objeto é igual à sua massa multiplicada pela aceleração que ele vai adquirir. 

Traduzindo: quanto maior a força aplicada, maior a aceleração. E quanto maior a massa do objeto, mais força você precisa para acelerá-lo.

Exemplo do cotidiano: o carrinho de mercado

Empurrar um carrinho vazio é fácil. Agora imagine o mesmo carrinho cheio de compras, você precisa de muito mais força para fazê-lo se mover com a mesma velocidade. A massa aumentou, então a força necessária também aumenta. 

O mesmo princípio explica por que um carro esportivo acelera mais rápido que um caminhão com o mesmo motor: o caminhão tem muito mais massa para ser acelerada.

Exemplo do cotidiano: o saque no vôlei

Quando um jogador saca com força máxima, está aplicando uma grande força sobre a bola, que tem massa pequena. O resultado é uma aceleração enorme, e a bola atravessa a quadra em alta velocidade. F = m · a em ação.

Leia também: O que é corrente alternada e contínua? Entenda as diferenças!

Terceira Lei de Newton: Ação e Reação

barco de madeira com roda de pás girando na água e lançando respingos para trás, enquanto uma bola roxa está dentro da embarcação.

A Terceira Lei diz que para toda ação existe uma reação de igual intensidade e direção oposta. Ou seja: se você empurra algo, esse algo te empurra de volta com a mesma força. 

Essa lei parece simples, mas tem consequências profundas, e está por trás de algumas das tecnologias mais impressionantes da história humana.

Exemplo do cotidiano: nadar

Quando você nada, suas mãos empurram a água para trás. A água, por sua vez, te empurra para frente com a mesma força. É essa reação que faz você avançar na piscina. Se a água não empurrasse de volta, a natação seria impossível.

Exemplo do cotidiano: o foguete decolando

Um foguete não tem onde “se apoiar” no espaço, não há chão nem ar para empurrar. Então como ele sobe? Simples: ele expele gases com força para baixo, e esses gases empurram o foguete com força igual para cima. Ação e reação, a terceira Lei de Newton levando humanos ao espaço.

Experimentos e atividades práticas para entender as leis de Newton

montagem caseira com trilhos de palitos, carrinhos, porcas metálicas, copo plástico e um foguete de balão preso a um fio.

A melhor forma de fixar as leis de Newton é tirá-las do papel. Alguns experimentos simples, que você pode fazer em casa ou em sala de aula, tornam cada lei muito mais concreta:

Primeira Lei: o truque da moeda e do copo

Coloque um cartão sobre um copo e uma moeda em cima do cartão. Puxe o cartão rapidamente para o lado. A moeda cai direto dentro do copo, porque a inércia dela resiste à mudança de posição enquanto o cartão se move. Simples, rápido e impressionante.

Segunda Lei: carrinhos e pesos diferentes

Com dois carrinhos de brinquedo e objetos de pesos variados, aplique a mesma força de empurrão em cada configuração. O carrinho mais leve acelera mais; o mais pesado, acelera menos. F = m · a acontecendo bem na sua frente.

Terceira Lei: o balão foguete

Encha um balão, prenda-o numa linha esticada e solte sem amarrar a boca. O ar sai para trás e o balão avança para frente, ação e reação, o mesmo princípio de um foguete, com material de papelaria.

Leia também: Como funciona um painel solar? Entenda de onde vem a energia do sol

Viva a ciência no Museu WEG

Entender as leis de Newton é o primeiro passo, mas ver a ciência acontecendo de verdade é uma experiência completamente diferente.  

No Museu WEG de Ciência e Tecnologia, você encontra um espaço pensado para aproximar pessoas de todas as idades da ciência e da tecnologia de forma interativa e acessível.

Uma visita ao museu é a chance de sair do cotidiano e mergulhar num ambiente onde curiosidade e descoberta andam juntas. Seja em família, com a turma da escola ou por conta própria, o museu tem algo para despertar a sua vontade de entender o mundo ao redor.

Imagem de trabalhador em fundição com título sobre ligas metálicas.

O que são ligas metálicas: propriedades e exemplos do dia a dia

Descubra o que são ligas metálicas, como são formadas, suas principais propriedades e exemplos presentes no cotidiano.

22 de julho de 2026
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Você já parou para pensar no que faz a sua panela durar anos sem enferrujar, ou por que o corpo do celular é tão resistente sendo tão fino? A resposta está nas ligas metálicas, combinações de metais que, juntos, formam materiais muito mais eficientes do que cada um seria sozinho.

A ciência por trás dessas combinações é chamada de metalurgia, e ela acompanha a humanidade desde a Antiguidade. Do bronze das primeiras ferramentas ao aço das grandes construções modernas, as ligas metálicas transformaram e continuam transformando a forma como construímos o mundo.

Neste post, você vai entender o que são ligas metálicas, por que elas existem, quais são as suas principais propriedades e onde você as encontra no dia a dia sem nem perceber.

Metais puros × ligas metálicas: qual a diferença?

Os metais puros têm suas propriedades naturais, mas nem sempre são as ideais para uso prático. O ferro puro, por exemplo, enferruja com facilidade e não tem a rigidez necessária para estruturas maiores. O cobre puro conduz bem a eletricidade, mas é maleável demais para muitas aplicações industriais.

É aí que entram as ligas metálicas. Uma liga metálica é um material formado pela mistura de dois ou mais elementos, sendo pelo menos um deles um metal. Essa combinação é feita de forma controlada, em laboratórios e indústrias, para criar materiais com características específicas que o metal puro, sozinho, não teria.

Leia também: Transformações químicas: o que são e exemplos práticos do dia a dia

Por que misturar metais?

A mistura de metais é uma forma de “ajustar” as propriedades do material conforme a necessidade. Quer um material mais resistente? Adiciona carbono ao ferro e você tem aço. Precisa de algo que não oxide? Liga o cobre com o estanho e nasce o bronze.

Cada adição muda o comportamento do metal: pode aumentar a dureza, reduzir o peso, melhorar a condutividade ou aumentar a resistência à corrosão. É quase como uma receita, cada ingrediente tem um papel específico.

Principais propriedades das ligas metálicas

Dependendo da combinação de elementos, uma liga metálica pode apresentar propriedades muito diferentes. Veja as mais importantes:

Resistência mecânica e durabilidade

Imagem de diversos talheres metálicos, representando resistência mecânica e durabilidade.

Uma das razões mais comuns para criar uma liga é aumentar a resistência do material. O aço inoxidável, por exemplo, é muito mais resistente à tração e ao desgaste do que o ferro puro. Isso o torna ideal para facas, talheres, equipamentos cirúrgicos e estruturas da construção civil.

Resistência à corrosão

Imagem de pinças e instrumentos médicos metálicos sobre mesa cirúrgica.

Metais puros oxidam com facilidade ao entrar em contato com água e ar. Ligas como o aço inoxidável, que leva cromo na composição, formam uma camada protetora que impede esse processo. É por isso que utensílios de cozinha e instrumentos médicos mantêm o brilho por tanto tempo.

Leveza

Imagem de avião em voo, representando a leveza aplicada à aviação.

Ligas de alumínio unem baixo peso e boa resistência. Por isso, são amplamente usadas na indústria aeronáutica, na fabricação de automóveis e até em bicicletas e smartphones. O objetivo é ter um material mais leve sem abrir mão da estrutura.

Condutividade elétrica e térmica

Imagem aproximada de cabos elétricos com filamentos de cobre expostos.

Algumas ligas são desenvolvidas para melhorar ou controlar a condutividade. O latão, por exemplo, conduz bem o calor e é resistente à corrosão, sendo muito usado em conexões elétricas e encanamentos. Já ligas de níquel são usadas em ambientes de alta temperatura justamente porque resistem bem ao calor extremo.

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Ligas metálicas que você encontra no dia a dia

A boa notícia é que você não precisa ir longe para ver ligas metálicas em ação. Elas estão em praticamente tudo ao seu redor:

Aço: uma das ligas mais conhecidas do mundo, formada principalmente por ferro e carbono. Está nas estruturas de prédios, pontes, veículos e eletrodomésticos. O aço inoxidável, com cromo e níquel, é o que aparece nos seus talheres e panelas.

Bronze: mistura de cobre e estanho, foi uma das primeiras ligas criadas pela humanidade. Hoje aparece em esculturas, sinos, mancais industriais e instrumentos musicais de sopro, como a trompa e o trompete.

Latão: liga de cobre e zinco com cor dourada característica. Está nas torneiras, fechaduras, instrumentos musicais e componentes elétricos. É fácil de moldar e muito resistente à corrosão.

Ligas de alumínio: combinam alumínio com elementos como magnésio, cobre ou silício. São leves, resistentes e aparecem em aviões, carros, embalagens, janelas e na carcaça de notebooks e celulares.

Amálgama: liga de mercúrio com outros metais, historicamente usada em obturações dentárias. Um exemplo de como as ligas chegam até a área da saúde, embora hoje venha sendo substituída por materiais mais modernos.

Da sala de aula para o mundo real

Imagem de utensílios, torneira, laptop, trompete e maçaneta metálicos.

Para estudantes e professores, o tema das ligas metálicas é um dos mais ricos da química e da física do ensino médio. Ele conecta conceitos como estrutura atômica, tabela periódica, ligações metálicas e propriedades dos materiais com situações reais do cotidiano.

E para os pais, perceber que a ciência está nos utensílios da cozinha, nos carros e nos celulares é uma forma poderosa de aproximar os filhos do aprendizado. A ciência não é algo distante, ela está na sua mesa de jantar.

Leia também: Como funciona um painel solar? Entenda de onde vem a energia do sol

Veja a ciência dos materiais de perto no Museu WEG

O estudo das ligas metálicas é um dos pilares da inovação tecnológica e industrial. Sem elas, não haveria motores elétricos eficientes, estruturas seguras ou dispositivos eletrônicos compactos. A metalurgia e a ciência dos materiais são a base silenciosa de boa parte do que chamamos de progresso.

Se você quer ver essa ciência em ação, o Museu WEG é o lugar certo. Nos equipamentos, máquinas e materiais em exposição, é possível encontrar exemplos concretos de como a indústria aplica o conhecimento científico na prática, incluindo os materiais que fazem os motores WEG funcionarem há décadas.

Venha visitar o museu e explore outros conteúdos do nosso blog sobre materiais, tecnologia e ciência aplicada. A curiosidade é o melhor ponto de partida!

Tecnologia na educação: confira as principais tendências para 2026

Conheça as principais tendências para 2026 em tecnologia na educação e veja como inovações digitais apoiam escolas, professores e alunos.

09 de fevereiro de 2026
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A tecnologia na educação se tornou uma força que reorganiza tarefas cotidianas e amplia possibilidades de ensino e aprendizagem, alinhada a competências previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que inclui a cultura digital como parte das habilidades essenciais a serem desenvolvidas pelos estudantes.

Em muitas escolas brasileiras, professores e estudantes já usam recursos didáticos tecnológicos, como tablets, jogos e ambientes virtuais, para explorar conteúdos que antes só apareciam em livros.

Esse movimento também influencia a forma como conteúdos são apresentados, como o aprendizado é acompanhado e como professores, estudantes e famílias se envolvem com a educação. Confira neste conteúdo as principais tendências tecnológicas para a educação em 2026!

Aprendizagem personalizada com apoio da tecnologia na educação

Professora sentada em mesa com alunos.

A diversidade de ritmos, interesses e formas de aprender sempre esteve presente nas salas de aula. A diferença é que, agora, a tecnologia permite lidar com essa diversidade de forma mais organizada e eficaz.

Plataformas educacionais baseadas em dados conseguem mapear o desempenho dos estudantes, identificar pontos de dificuldade e sugerir caminhos de aprendizagem personalizados. Um aluno que apresenta dificuldade em matemática pode receber exercícios extras focados naquele conteúdo, enquanto outro avança para desafios mais complexos.

Para professores, esse tipo de recurso significa:

  • Facilidade no planejamento pedagógico
  • Visão clara do progresso dos alunos
  • Acompanhamento do desenvolvimento da turma

Já para as famílias, a personalização amplia a compreensão sobre como cada estudante aprende e evolui. Agora, como isso funciona na prática? Confira a seguir.

Inteligência artificial aplicada ao ensino

A inteligência artificial ganha espaço no ambiente educacional como ferramenta de apoio, organização e análise. Em 2026, seu uso tende a ser ainda mais integrado a plataformas de ensino e gestão escolar.

Na prática, a IA pode auxiliar na correção de atividades, no acompanhamento de desempenho e na criação de relatórios que ajudam educadores a tomar decisões pedagógicas mais embasadas.

Tutores virtuais, por exemplo, conseguem responder dúvidas frequentes, orientar estudos e indicar materiais complementares, ampliando o tempo de aprendizagem fora da sala de aula:

  • Para professores, isso representa mais tempo disponível para atividades que exigem interação humana, escuta e mediação
  • Para estudantes, significa acesso mais rápido a orientações e feedbacks
  • Para escolas e famílias, a IA contribui para um acompanhamento mais consistente e transparente do processo educacional

Leia também: IA na educação: como a inteligência artificial está chegando à escola

Realidade aumentada e virtual para conteúdos complexos

Nem todo conteúdo é fácil de visualizar apenas por meio de textos ou imagens estáticas. Conceitos científicos, históricos ou tecnológicos se tornam mais claros quando podem ser explorados de forma visual e interativa.

A realidade aumentada e a realidade virtual permitem criar experiências imersivas que ajudam a compreender fenômenos complexos. É possível observar o funcionamento de máquinas, explorar o interior do corpo humano, simular experimentos físicos ou visitar ambientes históricos sem sair da sala de aula.

Esses recursos ampliam o engajamento dos estudantes e favorecem a aprendizagem ativa, estimulando a curiosidade e a investigação. Para educadores, representam novas possibilidades didáticas. Para escolas, agregam valor ao projeto pedagógico ao integrar tecnologia, ciência e experimentação.

Gamificação como estratégia de engajamento

Elementos inspirados em jogos seguem como uma forte tendência em tecnologia na educação. A gamificação utiliza desafios, metas, pontuações e recompensas para tornar o aprendizado mais envolvente.

Plataformas gamificadas ajudam a transformar atividades tradicionais em experiências mais dinâmicas, incentivando a participação contínua dos estudantes. Resolver um problema pode render pontos, completar um módulo libera novos conteúdos e o progresso se torna visível ao longo do percurso.

Além de aumentar o interesse, a gamificação contribui para o desenvolvimento de habilidades como autonomia, colaboração e resolução de problemas. Para professores, oferece novas formas de avaliar o aprendizado. Para escolas e famílias, ajuda a manter o vínculo dos estudantes com os estudos.

Educação híbrida e modelos flexíveis de ensino

A combinação entre atividades presenciais e digitais se consolida como um modelo educacional relevante para os próximos anos. A educação híbrida permite que parte do conteúdo seja acessada on-line, enquanto o tempo presencial é dedicado à troca, ao debate e à prática.

Esse formato amplia o acesso ao conhecimento, respeita diferentes rotinas e favorece a autonomia dos estudantes. Para educadores, possibilita diversificar estratégias de ensino. Para as instituições, oferece maior flexibilidade na organização curricular.

A tecnologia atua como suporte para integrar esses formatos, garantindo continuidade, acompanhamento e qualidade no processo de aprendizagem.

Alfabetização de dados e pensamento tecnológico

Aluno usando computador da escola.

Entender dados, interpretar informações e desenvolver raciocínio lógico tornam-se competências cada vez mais relevantes no cotidiano escolar. No Brasil, o letramento digital e a integração das tecnologias já são garantidos pela Política Nacional de Educação Digital (PNED) como parte da formação básica.

Isso representa a implementação de práticas pedagógicas que incluem o pensamento crítico, uso de dados e competências tecnológicas desde as etapas iniciais do ensino. Na prática, isso envolve:

  • Aprender a analisar gráficos
  • Compreender indicadores
  • Questionar fontes
  • E usar dados para resolver problemas reais

Para educadores, representa a oportunidade de integrar ciência, matemática, tecnologia e pensamento crítico de forma aplicada. Essa tendência contribui para a formação de cidadãos mais preparados para compreender e atuar em contextos complexos e tecnológicos.

Tecnologia como ferramenta de inclusão

A tecnologia na educação também amplia o acesso à educação ao oferecer recursos que atendem diferentes necessidades. Ferramentas de acessibilidade, conteúdos adaptáveis, leitores de tela, legendas automáticas e interfaces mais inclusivas ajudam a reduzir barreiras no aprendizado.

Esses recursos permitem que mais pessoas participem ativamente do processo educacional, independentemente de limitações físicas, cognitivas ou sociais. Para escolas e educadores, representam um passo importante rumo a um ensino mais equitativo e diverso.

Segurança digital e uso consciente da tecnologia

Com o crescimento do uso de plataformas digitais, a atenção à segurança e à ética digital se torna indispensável. Em 2026, a tecnologia na educação caminha junto com práticas voltadas à proteção de dados, privacidade e bem-estar no ambiente on-line.

Escolas passam a investir em sistemas mais seguros e em ações educativas que orientam estudantes e famílias sobre o uso responsável da tecnologia. Questões como tempo de tela, comportamento on-line e proteção de informações pessoais ganham espaço no debate educacional.

Esse cuidado contribui para um ambiente de aprendizagem mais saudável e confiável, fortalecendo a relação entre tecnologia, educação e cidadania digital.

Leia também: ChatGPT na educação: entenda quais são as possibilidades e os impactos dessa IA

Educação para adultos e formação continuada de profissionais

O processo de aprendizagem não termina com a conclusão da educação formal. Para adultos, profissionais e educadores, a necessidade de atualização constante tem se intensificado nos últimos anos, diante das rápidas mudanças no mercado de trabalho e nas demandas pedagógicas.

Além de conteúdos técnicos, há uma valorização crescente de competências socioemocionais, como empatia, autogerenciamento e resiliência, que auxiliam tanto no contexto profissional quanto nas relações interpessoais.

Estudos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) apontam que sistemas de aprendizagem para adultos precisam ser mais flexíveis e orientados para a aquisição contínua de habilidades essenciais ao longo da vida, integrando formatos curtos e acessíveis de aprendizagem como o microlearning e cursos modulares.

O que acontece na prática?

Programas de formação continuada para educadores têm sido estruturados para apoiar professores na adaptação a novas tecnologias, metodologias ativas e práticas inclusivas.

Esses programas combinam workshops presenciais, cursos on-line e redes colaborativas de aprendizagem, onde docentes trocam experiências, materiais e estratégias didáticas. Isso significa:

  • Fortalecimento das competências pedagógicas
  • Contribuição para um ambiente escolar mais dinâmico
  • Maior preparo para responder às necessidades dos estudantes

Além disso, o reconhecimento e valorização de competências socioemocionais também permeiam esse cenário. O desenvolvimento dessas habilidades ajuda adultos a gerenciar melhor desafios cotidianos, colaborar em equipes e adaptar-se a mudanças.

Na educação, isso significa que iniciativas formativas não focam apenas no conteúdo técnico, mas também em fortalecer capacidades que sustentam o desempenho profissional e a qualidade das interações humanas.

Leia também: Mulheres que transformaram a educação pelo mundo

Educação em constante evolução

Alunos fazendo experimento de robótica.

As tendências para 2026 mostram que a tecnologia na educação atua como um meio para ampliar possibilidades, conectar pessoas e criar experiências de aprendizagem mais significativas. Quando utilizada com propósito, ela contribui para um ensino mais interativo, acessível e alinhado aos desafios do presente e do futuro.

A educação segue em movimento, acompanhando as transformações da sociedade, e o Museu WEG permanece como um aliado na missão de inspirar a curiosidade, estimular novas habilidades e aproximar diferentes públicos das inovações científicas e tecnológicas que moldam o futuro do conhecimento.

Fontes:
O que a BNCC fala sobre tecnologia?
Lei nº 14.533, de 11 de janeiro de 2023
Tendências em Educação: O que esperar em 2026?
Competências socioemocionais de educadores
Trends in Adult Learning

Banner com texto branco e imagem de um homem ao fundo.

Adaptação do corpo humano: como sobrevivemos a situações extremas

Adaptação do corpo humano: entenda como sobrevivemos a situações extremas, controlando temperatura, respiração e energia em ambientes hostis.

23 de setembro de 2025
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Saber que nosso corpo é capaz de resistir a frio intenso, calor escaldante, falta de oxigênio ou pressão das profundezas do mar parece coisa de filme — mas é pura ciência. Ao longo de milhões de anos, desenvolvemos mecanismos incríveis de adaptação do corpo humano para manter a vida mesmo nos ambientes mais hostis.

De ajustar a respiração no topo de uma montanha a economizar energia em um deserto sem água, nosso organismo ativa respostas automáticas para se proteger. E a parte mais incrível? Muitas dessas adaptações podem ser treinadas.

Neste conteúdo, vamos compreender como o corpo controla a temperatura, o que acontece com músculos e órgãos em condições adversas e quais estratégias naturais entram em ação quando enfrentamos situações extremas.

Leia também: A eletricidade do cérebro poderia acender uma lâmpada? Veja o que a ciência diz!

Por que entender as adaptações do corpo humano é tão importante?

Quando descobrimos como funcionam nossos próprios “superpoderes” biológicos, passamos a enxergar o corpo como uma máquina de sobrevivência.

Conhecer essas estratégias não serve só para quem escala montanhas ou cruza desertos — ajuda a compreender melhor nossos limites e até valorizar hábitos simples do dia a dia.

Saber como reagimos em situações extremas:

  • Ajuda a prevenir acidentes: entender sinais de desidratação ou exaustão pode salvar vidas.
  • Aumenta a consciência corporal: percebemos quando o corpo está pedindo pausa ou ajustes.
  • Conecta ciência e cotidiano: a biologia deixa de ser algo distante e passa a explicar experiências reais.

Continue lendo para conhecer os principais cenários extremos e como nosso corpo se transforma para enfrentá-los.

Cenários onde o corpo humano é colocado à prova

Cada ambiente extremo exige ajustes diferentes — e nosso organismo responde ativando mecanismos específicos para proteger órgãos vitais, regular temperatura e manter a energia.

1. Sobrevivendo no calor extremo dos desertos

Grupo de turistas caminhando pelas dunas de deserto.

No deserto, o grande desafio é evitar o superaquecimento e a perda rápida de líquidos. O corpo aumenta a produção de suor para resfriar a pele, mas isso leva à desidratação se não houver reposição de água.

A exposição prolongada ao calor pode levar a insolação, um quadro grave que afeta o sistema nervoso central.

Mecanismo de adaptação:

  • Sudorese intensa para dissipar calor, regulada pelo hipotálamo.
  • Redução temporária do metabolismo para economizar energia e minimizar produção de calor interno.
  • Redistribuição do fluxo sanguíneo para a pele, facilitando a troca de calor por radiação e convecção.

Adaptações adicionais: o corpo pode aumentar a quantidade de glândulas sudoríparas ativas após dias de exposição ao calor, processo conhecido como aclimatação térmica.

Curiosidade: em treinamentos militares e esportivos, o corpo pode “aprender” a suar de forma mais eficiente, perdendo menos sais minerais. Isso ocorre pela maior reabsorção de sódio e cloro nas glândulas sudoríparas.

2. Resistindo ao frio intenso das regiões polares

Grupo de pessoas explorando uma paisagem de neve.

Quando a temperatura despenca, a prioridade é proteger órgãos vitais. O corpo contrai vasos sanguíneos nas extremidades para manter o calor no tronco, preservando o funcionamento do coração, pulmões e cérebro.

O risco maior é a hipotermia e, em casos extremos, a congelamento de tecidos.

Mecanismo de adaptação:

  • Tremores involuntários para gerar calor muscular.
  • Produção acelerada de calor pelo metabolismo, estimulada pela liberação de hormônios como adrenalina e tiroxina.
  • Uso de gordura como fonte de energia rápida, especialmente a gordura marrom, que produz calor sem necessidade de contração muscular.

Adaptações adicionais: pessoas expostas constantemente ao frio podem desenvolver maior proporção de tecido adiposo marrom, aumentando a capacidade de gerar calor.

Curiosidade: povos que vivem há séculos no Ártico, como os Inuit, têm dieta rica em gorduras e metabolismo ajustado para gerar mais calor, além de roupas tradicionais extremamente eficientes.

Leia também: IA na educação: como a inteligência artificial está chegando à escola

3. Enfrentando o ar rarefeito das grandes altitudes

Dois aventureiros com mochilas contemplando uma paisagem.

Em altitudes elevadas, a pressão atmosférica reduzida diminui a quantidade de oxigênio disponível por respiração. Isso afeta diretamente a produção de energia nas células.

A falta de adaptação pode causar o “mal da montanha”, com sintomas como dor de cabeça, náusea e fadiga.

Mecanismo de adaptação:

  • Respiração acelerada para captar mais oxigênio (hiperventilação).
  • Produção extra de hemoglobina pela medula óssea, aumentando a capacidade de transporte de oxigênio.
  • Alterações temporárias no pH do sangue devido à eliminação maior de dióxido de carbono, facilitando a liberação de oxigênio para os tecidos.

Adaptações adicionais: atletas e moradores de alta montanha podem ter coração e pulmões ligeiramente maiores, otimizando a captação de oxigênio.

Curiosidade: alpinistas experientes fazem “aclimatação”, subindo gradualmente para evitar o edema pulmonar ou cerebral induzido pela altitude.

4. Lidando com a pressão nas grandes profundidades

Exploradores de mergulho explorando uma caverna subaquática.

Mergulhar a grandes profundidades submete o corpo a pressões altíssimas, que comprimem o ar nos pulmões e alteram o funcionamento de gases no sangue. Um dos riscos é a narcose por nitrogênio, que afeta o sistema nervoso central.

Mecanismo de adaptação:

  • Deslocamento de líquidos corporais para evitar o colapso pulmonar.
  • Redução da frequência cardíaca (reflexo de mergulho) para economizar oxigênio.
  • Maior tolerância temporária à baixa quantidade de oxigênio, devido ao aumento da afinidade da hemoglobina em condições de pressão elevada.

Adaptações adicionais: mergulhadores de apneia treinam técnicas de relaxamento e expansão pulmonar para suportar maior pressão e reter o ar por mais tempo.

Curiosidade: alguns mergulhadores de elite chegam a 10 minutos de apneia estática, graças à combinação de reflexo de mergulho e treinamento cardiovascular intenso.

5. Mantendo-se vivo sem água ou comida

Pessoa agachada no inverno, quase tocando uma fogueira de galhos

A escassez de recursos força o corpo a operar no “modo de sobrevivência”. Sem água, o corpo rapidamente perde desempenho físico e mental. Sem comida, o organismo usa reservas energéticas, priorizando funções vitais.

Mecanismo de adaptação:

  • Uso de estoques de glicogênio e gordura para produção de energia.
  • Diminuição do ritmo metabólico para reduzir o gasto calórico.
  • Conservação de líquidos pelos rins, aumentando a concentração de urina.

Adaptações adicionais: a liberação de hormônios como cortisol e vasopressina ajuda a manter a pressão arterial e reter líquidos.

Curiosidade: relatos de sobreviventes indicam que, em condições extremas, o corpo pode sobreviver até 3 dias sem água e semanas sem comida, mas sempre com danos progressivos aos órgãos.

Como treinar e aumentar sua resistência

Embora muitas respostas do corpo sejam automáticas, é possível melhorar nossa capacidade de adaptação com hábitos e treinos seguros. Além das estratégias já citadas, é importante monitorar sinais de alerta, como tontura, confusão mental ou cansaço extremo.

Dicas práticas:

  • Hidratação constante antes, durante e depois das atividades, usando também reposição de sais minerais em ambientes quentes.
  • Exercícios regulares para melhorar condicionamento cardiovascular e respiratório.
  • Alimentação equilibrada, rica em nutrientes e calorias adequadas à atividade.
  • Treinamento mental, pois resistência física também está ligada à resiliência psicológica.
  • Sono adequado, pois é durante o descanso que ocorrem reparos e adaptações fisiológicas.

O que a ciência explica sobre os nossos limites

Essas respostas do corpo não surgiram do nada, são resultados da evolução. Sobrevivemos porque nossos ancestrais conseguiram enfrentar frio, fome, calor e alturas extremas, transmitindo essas capacidades às próximas gerações.

Cada vez que estudamos e entendemos essas adaptações, aproximamos ciência e vida real, percebendo que o corpo humano é muito mais preparado do que imaginamos.

Acompanhe o nosso blog e redes sociais

Resistir ao frio, suportar o calor, respirar em ar rarefeito ou mergulhar fundo — tudo isso só é possível porque carregamos, dentro de nós, mecanismos automáticos de sobrevivência.

Essas capacidades não nos tornam invencíveis, mas mostram que somos feitos para nos adaptar. E, quanto mais conhecemos sobre elas, mais preparados estamos para cuidar de nós mesmos.

Continue acompanhando o blog e as redes sociais do Museu para mais conteúdos que unem ciência, curiosidade e descobertas sobre o corpo humano.

Leia também: Conheça três descobertas científicas realizadas em cidades onde há parques fabris da WEG

Fontes:

Como nossos corpos se adaptam a temperaturas extremas? – Mega Curioso
3 maneiras de adaptar o corpo a situações extremas – Go Outside
Situações Extremas: Como o Corpo Humano Reage – Anatomia de uma leitora

Banner azul com imagem de estudante.

10 temas que podem cair na redação do ENEM 2025

10 temas que podem cair na redação do ENEM 2025: veja dados, dicas e estratégias para tirar nota 1.000 na redação.

12 de agosto de 2025
...

Estudar para a redação do ENEM 2025 pode ser o diferencial entre conquistar ou não uma vaga na universidade dos sonhos. A redação representa até 20% da nota final e, por isso, dominar os possíveis temas e saber como abordá-los de maneira técnica e crítica é essencial.

Neste guia completo, você vai conhecer 10 temas com alto potencial de aparecer na redação do ENEM 2025, além de repertórios socioculturais, dados, propostas de intervenção e curiosidades para enriquecer seus argumentos.

Como usar este conteúdo para estudar para a redação

Preparamos este guia com muito cuidado para te ajudar a treinar redações, ampliar seu repertório e chegar confiante no dia da prova.

  • Crie um cronograma: dedique um dia para cada tema
  • Faça redações simuladas com tempo cronometrado
  • Monte fichas de repertório com citações, dados e exemplos prontos para usar
  • Construa repertórios visuais (mapas mentais, infográficos, quadros comparativos)
  • Leia redações nota 1.000 e compare com os seus próprios textos
  • Use os temas como base para debates em grupo, aumentando sua argumentação oral e escrita

Dica final: não guarde seus textos na gaveta! Mostre para professores, colegas, use corretores on-line e aprenda com os erros mais comuns: fuga do tema, estrutura confusa e proposta de intervenção incompleta.

Leia também: 5 descobertas da ciência dignas do prêmio Nobel, que talvez você ainda não conheça

Tema 1: Sustentabilidade e mudanças climáticas nas cidades

Prédio moderno coberto por árvores.

A pauta ambiental e climática ganha cada vez mais relevância global e local. No Brasil, os desafios são imensos, especialmente em áreas urbanas.

As cidades concentram mais de 80% das emissões de CO₂ no Brasil, segundo o Observatório do Clima. Além disso, o IPCC alerta que grandes centros urbanos são os mais vulneráveis a extremos climáticos, como ocorreu no RS em 2024.

Citação chave:
“O desenvolvimento sustentável não é uma opção, é a única saída.” – Gro Harlem Brundtland, ex-primeira-ministra da Noruega.

Exemplo internacional:
Copenhague quer ser carbono zero até 2025, investindo em bicicletas e energia limpa (Copenhagen Climate Plan).

Propostas de intervenção:

  • Investir em mobilidade urbana sustentável (ônibus elétricos, ciclovias)
  • Gerenciar resíduos com economia circular
  • Implementar infraestrutura verde (parques urbanos, drenagens eficientes)
  • Planejamento urbano resistente a riscos climáticos
  • Educação ambiental formal nos currículos escolares

Curiosidade: Curitiba, no Brasil, é frequentemente citada como um modelo de planejamento urbano e sustentabilidade, com seu sistema de transporte público integrado e extensas áreas verdes.

Tema 2: Privacidade, segurança de dados e ética na IA

Mão robótica tocando em mão humana.

A inteligência artificial avança em ritmo acelerado, mas quem controla os algoritmos? Em 2024, deepfakes falsos de políticos geraram crise de confiança em diversos países.

Segundo o relatório “Deepfake Detection Challenge” (Meta AI), 96% das pessoas não sabem identificar uma deepfake bem feita.

No Brasil, a LGPD (Lei 13.709/2018) regulamenta o uso de dados, mas especialistas apontam falhas na aplicação. (Fonte: Agência Senado).

Citação chave:
“A IA é uma ferramenta poderosa, mas sem ética vira uma arma.” – Timnit Gebru, pesquisadora em ética de IA.

Exemplos práticos:

  • Escândalo Cambridge Analytica: dados de milhões de usuários do Facebook usados sem consentimento
  • ChatGPT: debates sobre direitos autorais de textos gerados

Propostas de intervenção:

  • Educação digital obrigatória
  • Regulamentação específica para IA generativa
  • Fiscalização de algoritmos por agências independentes
  • Campanhas de conscientização sobre fake news e golpes virtuais

Tema 3: Violência doméstica e contra a mulher

Mulher estendendo a mão fechada em punho.

A cada 7 minutos, uma mulher sofre violência física no Brasil, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) é um marco, mas ainda insuficiente para conter os altos índices de feminicídio: em 2023, o Brasil registrou 1.463 casos, o maior número em 10 anos. (Fonte: G1)

Citação chave:
“Uma sociedade que naturaliza a violência contra a mulher é uma sociedade doente.” – Maria da Penha Maia Fernandes.

Exemplos práticos:

  • Casa da Mulher Brasileira: programa federal que centraliza serviços de acolhimento, saúde e delegacia especializada
  • Campanha Sinal Vermelho: mulheres podem pedir ajuda em farmácias com um X na palma da mão

Propostas de intervenção:

  • Fortalecimento da rede de proteção: mais casas-abrigo, psicólogos e defensores públicos
  • Punição mais rápida: aumento de delegacias especializadas e uso de tecnologia (botão do pânico, tornozeleiras)
  • Campanhas de conscientização em mídias populares

Tema 4: Analfabetismo e alfabetização funcional no século XXI

Criança com a cabeça apoiada na parede.

Segundo o IBGE, cerca de 11 milhões de brasileiros com mais de 15 anos são analfabetos. Pior: o analfabetismo funcional atinge 29% dos jovens, que sabem ler, mas não entendem o que leem. (Fonte: INAF 2022).

Citação chave:
“Um país se faz com homens e livros.” – Monteiro Lobato.

Exemplos práticos:

  • PNL – Plano Nacional do Livro e Leitura: bibliotecas comunitárias em regiões carentes
  • ONGs como o Projeto Agente de Leitura: levam leitura porta a porta em comunidades do Nordeste

Propostas de intervenção:

  • Investimento em bibliotecas públicas e itinerantes
  • Formação de professores alfabetizadores com metodologias ativas
  • Parcerias com universidades para extensão comunitária
  • Clubes de leitura escolares e feiras literárias locais

Tema 5: Inclusão LGBTQIAPN+ e combate à homofobia

Casal de mãos dadas com bandeira LGBT.

Apesar de leis avançadas, o Brasil ainda registra altos índices de violência contra pessoas LGBTQIAPN+. A decisão do STF de criminalizar a homofobia (2019) foi um avanço, mas ainda faltam políticas educativas e proteção no mercado de trabalho.

Citação chave:
“Direitos humanos não são privilégios. São direitos.” – Jean Wyllys.

Exemplos práticos:

  • Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ de SP: maior do mundo, fortalece a visibilidade e o debate público
  • Escolas sem censura: combate a censura de materiais didáticos sobre diversidade

Propostas de intervenção:

  • Programas de inclusão no mercado de trabalho com metas de contratação
  • Educação para a diversidade desde o ensino fundamental
  • Campanhas anti-bullying específicas
  • Aprimorar leis de proteção e delegacias especializadas em crimes de ódio

Curiosidade:
A Holanda foi o primeiro país a legalizar o casamento homoafetivo em 2001. (Fonte: BBC)

Leia também: Cartografia: conheça a arte de confeccionar mapas

Tema 6: Uso excessivo de telas e saúde mental dos jovens

Mulher mexendo em celular.

A OMS aponta que jovens passam, em média, 7 a 9 horas por dia em frente a telas. Isso está relacionado ao aumento de insônia, ansiedade e baixo rendimento escolar.

Citação chave:
“A geração mais conectada é também a mais ansiosa.” – Jean Twenge, psicóloga americana.

Exemplos práticos:

  • Escolas na Finlândia aplicam o “Detox Digital” semanal, incentivando brincadeiras ao ar livre
  • Mindfulness em sala de aula: Reino Unido inseriu meditação no currículo em 2019

Propostas de intervenção:

  • Horários regulados de uso de telas em escolas
  • Oficinas de mindfulness e autocuidado
  • Campanhas de conscientização para famílias
  • Espaços de lazer acessíveis para jovens

Tema 7: Desinformação e fake news

Homem mexendo em computador.

A proliferação de fake news ameaça a democracia. Segundo a UNESCO, 85% dos jovens recebem fake news pelas redes sociais. Casos como negacionismo vacinal e manipulação de eleições mostram o perigo.

Citação chave:
“A desinformação é o vírus que se espalha mais rápido que qualquer pandemia.” – Audrey Azoulay, diretora da UNESCO.

Exemplos práticos:

  • Agências de checagem: como Lupa e Aos Fatos combatem fake news
  • Leis de regulação: Alemanha aplica multas a plataformas que não retiram fake news

Propostas de intervenção:

  • Educação midiática no currículo
  • Programas de fact-checking em escolas
  • Parcerias com redes sociais para identificar conteúdo falso
  • Fortalecimento de agências públicas de regulação

Tema 8: Inclusão digital e desigualdade tecnológica na educação

Professora conversando com alunos.

Segundo o IBGE, 4,3 milhões de estudantes brasileiros não têm acesso à internet em casa. A pandemia expôs essa lacuna.

Citação chave:
“Sem inclusão digital, não há inclusão social.” – Tim Berners-Lee, inventor da World Wide Web.

Exemplos práticos:

  • Parcerias público-privadas para ampliar a banda larga
  • Capacitação digital para professores e alunos
  • Distribuição de equipamentos como tablets e notebooks
  • Espaços públicos com Wi-Fi gratuito

Tema 9: Saúde mental entre jovens

Menina de costas em pose pensativa.

A depressão já é considerada uma das principais causas de afastamento escolar entre adolescentes no Brasil. Dados da OMS indicam que 1 em cada 4 jovens apresenta sintomas de ansiedade. Esse tema pode aparecer na redação exigindo uma reflexão profunda sobre as causas, como pressão por desempenho, bullying e falta de apoio emocional.

Citação chave:
“A saúde mental precisa ser prioridade, não tabu.” – Drauzio Varella.

Exemplos práticos:

  • Programa Saúde na Escola: prevê equipes multiprofissionais
  • Rodas de conversa e acolhimento em escolas públicas

Propostas de intervenção:

  • Psicólogos em escolas públicas
  • Treinamento de professores para primeiros sinais
  • Campanhas de prevenção ao suicídio (Setembro Amarelo)
  • Ações de combate ao bullying

Tema 10: Diversidade religiosa e intolerância

Pessoas de mãos dadas.

Embora o Brasil seja um país laico, casos de intolerância religiosa vêm aumentando. Em 2023, foram mais de 2 mil denúncias, segundo o Ministério dos Direitos Humanos.

Citação chave:
“Liberdade religiosa é pedra angular da democracia.” – Dalai Lama.

Exemplos práticos:

  • Campanhas educativas: “Respeite Meu Sagrado”, do governo federal
  • Escolas laicas: debates inter-religiosos

Propostas de intervenção:

  • Leis mais rigorosas contra crimes de ódio
  • Campanhas de conscientização nas comunidades
  • Espaços de diálogo inter-religioso

Estratégias para tirar nota 1.000 na redação

Tirar nota 1.000 não é impossível. É questão de treino, técnica e repertório. Veja os principais pontos:

Critério avaliadoO que fazer
Domínio da norma cultaEvite gírias, erros gramaticais e informalidade
Compreensão do temaResponda exatamente ao que a proposta pede
Organização textualUse parágrafos bem estruturados: introdução, desenvolvimento e conclusão
Repertório socioculturalUse dados, citações e exemplos reais
Proposta de intervençãoSeja clara, viável e respeite os direitos humanos

Use conectivos adequados e mantenha uma progressão lógica entre os parágrafos. A prática semanal é a chave para aprimorar sua escrita.

Dicas práticas para uma proposta de intervenção consistente

A proposta de intervenção é o diferencial que pode te levar à nota máxima. Ela deve responder ao problema apresentado no texto de forma:

  • Agente: quem vai realizar a ação (governo, escolas, ONGs, etc.)
  • Ação: o que será feito (campanhas, leis, programas)
  • Meio: como será realizado (meios de comunicação, eventos, currículos escolares)
  • Finalidade: com qual objetivo
  • Detalhamento: quanto mais específica e viável, melhor

Exemplo: “O Ministério da Educação deve incluir, no currículo do ensino médio, oficinas de alfabetização midiática, por meio de parcerias com universidades públicas, com o objetivo de combater a desinformação entre adolescentes.”

Curiosidades e exemplos reais para enriquecer seu texto

Quando o corretor do ENEM percebe que o aluno traz repertórios originais, dados e comparações, ele entende que o candidato tem visão de mundo, pensamento crítico e capacidade de relacionar diferentes contextos. Veja como detalhar cada exemplo:

  • Finlândia é o país com o sistema educacional mais admirado do mundo, investe em aulas de felicidade para ajudar jovens a equilibrar estudo e bem-estar.
  • Portugal zerou praticamente o uso de sacolas plásticas gratuitas, apostando em políticas públicas de consumo consciente. Bom para temas de sustentabilidade e economia circular.
  • Nova Zelândia foi o primeiro país a lançar um Ministério da Solidão, para combater o isolamento social, principalmente de jovens e idosos. Excelente repertório para temas de saúde mental, conexões humanas e políticas públicas inovadoras.
  • União Europeia aprovou o AI Act, primeira lei robusta para regular o uso ético da inteligência artificial, garantindo direitos de privacidade. Bom para temas de ética na IA, proteção de dados e responsabilidade tecnológica.

Assim, você tem argumentos prontos, contextualizados e com comprovação, exatamente o que o ENEM valoriza.

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Agora que você já conhece os 10 temas mais prováveis para a redação do ENEM 2025 e aprendeu estratégias infalíveis para tirar nota 1.000, é hora de colocar a mão na massa! Treine, revise, pesquise e mantenha-se atualizado. Lembre-se: a prática constante é o segredo do sucesso.

E se você ama ciência, tecnologia e inovação, visite o Museu WEG de Ciência e Tecnologia. Lá, você vai encontrar experiências interativas, exposições incríveis e muita inspiração para aplicar em suas redações e projetos escolares.

Leia também: Como a velocidade da luz foi medida pela primeira vez?

Fontes:

ABAFE – Possíveis temas de redação ENEM
Estuda.com – Temas prováveis de redação ENEM 2025
Aprova Total – Temas de redação para treinar

Como se preparar para o Enem 2024

Como se preparar para o ENEM 2024: dicas, conteúdos e estratégias

Descubra como se preparar para o ENEM 2024 com dicas para matérias de exatas e história. Aprenda macetes para decorar fórmulas e revise eventos históricos importantes.

08 de agosto de 2024
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O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) é uma das principais portas de entrada para o ensino superior no Brasil. Preparar-se adequadamente para essa prova é essencial para garantir uma boa performance.  

Mas, antes de entrarmos em dicas práticas, vamos entender um pouco sobre a relevância do ENEM para os brasileiros.  

Criado em 1998 pelo Ministério da Educação (MEC), o ENEM, primeiramente, tinha como objetivo apenas diagnosticar o nível educacional aplicado no Brasil, seria uma forma de analisar e sugerir pontos para melhorá-lo.  

Porém, em 2009, passou a ser a porta de entrada para o ensino superior, possibilitando que os participantes tenham acesso ao SISU (Sistema de Seleção Unificada) e ao ProUni (Programa Universidade para Todos) e também possam se candidatar às instituições de Portugal.  

Bem, agora que você já está por dentro da importância do ENEM, vamos entender um pouco sobre a estrutura técnica desse exame. 

Estrutura do ENEM 2024

Estrutura do ENEM 2024

Na edição de 2024, a prova será realizada em dois domingos consecutivos, nos dias 3 e 10 de novembro e será composta por 180 questões e uma redação.  

Confira a composição do exame:  
1º dia: Redação; 45 questões de Linguagens e Códigos; 45 questões de Ciências Humanas. 
2º dia: 45 questões de Ciências da Natureza; 45 questões de Matemática. 

Para ficar mais fácil de se organizar, fique ligado nas matérias que serão cobradas em cada uma das áreas de conhecimento:  

  • Linguagens: Língua Portuguesa, Literatura, Língua Estrangeira (Inglês ou Espanhol), Artes, Educação Física e Tecnologias da Informação e Comunicação. 
  • Matemática: Matemática (sim, só essa matéria mesmo). 
  • Ciências da Natureza: Química, Física e Biologia. 
  • Ciências Humanas: História, Geografia, Filosofia e Sociologia. 

Dicas para as questões de exatas

Agora, vamos abordar dicas e exemplos de fórmulas importantes e macetes para decorá-las. Continue lendo para saber mais!

Leia também: Radiação Hawking: conheça a teoria da gravitação gerada por um buraco negro  

Fórmulas matemáticas essenciais

Fórmulas matemáticas essenciais

As fórmulas matemáticas são fundamentais para resolver questões no ENEM. Aqui estão algumas das fórmulas mais importantes que você deve decorar e compreender: 

  • Geometria plana 
    Área do círculo 
    Área do triângulo 
    Teorema de Pitágoras 

  • Álgebra 
    Equação de 1º Grau 
    Equação do 2º Grau 
    Fórmula de Bhaskara 
    Equação da Reta 
    Progressão Aritmética (PA) 
    Progressão Geométrica (PG)

  • Estatística 
    Média Aritmética 
    Média Ponderada 

  • Porcentagem e Matemática Financeira 
    Porcentagem 
    Juros Simples 
    Juros Compostos  

Macetes para decorar as fórmulas

Memorizar fórmulas pode ser desafiador. Aqui estão alguns macetes para ajudar a fixar a matéria: 

  • Música e rimas: transforme fórmulas em músicas ou rimas para facilitar a memorização. Por exemplo: “♪ Área do círculo é pi r ao quadrado, multiplica o raio por ele mesmo dobrado. ♪” 

  • Flashcards: use flashcards para revisar as fórmulas regularmente. 

  • Prática constante: resolva muitas questões de provas anteriores para fixar as fórmulas na memória. 

Principais tópicos de história para o ENEM 2024

Principais tópicos de história para o ENEM 2024

Desde eventos marcantes da história brasileira até influências globais, conheça os temas essenciais para o seu estudo eficaz. 

70 anos da Era Vargas

Em 2024, o fim da Era Vargas completa 70 anos. A Era Vargas foi um dos períodos mais controversos e influentes da história brasileira. Governando em duas ocasiões distintas (1930-1945 e 1951-1954), Getúlio Vargas deixou um legado marcado por profundas transformações políticas, econômicas e sociais.  

Durante seu governo, implementou políticas de industrialização, como a criação da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) e a fundação da Petrobras, além de promover um nacionalismo econômico que moldou a identidade econômica do país por décadas. 

O fim de sua vida em 1954 encerrou uma era de grandes mudanças e controvérsias, deixando um impacto duradouro na política brasileira.  

A Era Vargas marcou uma transição significativa no Brasil para uma economia mais industrializada e uma sociedade com novas expectativas em relação aos direitos trabalhistas e políticos. 

60 anos da Ditadura Militar

60 anos da Ditadura Militar 

A Ditadura Militar no Brasil, que completará 60 anos em 2024, foi um período sombrio marcado pelo regime autoritário que governou o país de 1964 a 1985. Iniciada com o golpe militar de 1964, a ditadura trouxe consigo repressão política, censura, perseguições e violações dos direitos humanos. 

O AI-5 (Ato Institucional nº 5), de 1968, consolidou o poder dos militares e intensificou a repressão, marcando um período de resistência e luta pela redemocratização do Brasil.  

A transição para a democracia, com a eleição de Tancredo Neves em 1985, encerrou um dos capítulos mais turbulentos da história recente do país. 

A Ditadura Militar não apenas moldou a política brasileira contemporânea como também teve um impacto profundo na cultura, nas artes e na conscientização política da sociedade civil. 

Idade Média

A Idade Média é um período crucial da história europeia, compreendendo aproximadamente do século V ao XV.  

Caracterizada pelo feudalismo (a sociedade estava organizada em feudos e era dominada por senhores feudais), essa era testemunhou eventos como as Cruzadas, que foram expedições militares cristãs para recuperar a Terra Santa do domínio muçulmano, e o Renascimento Carolíngio, um renascimento cultural e intelectual sob o governo de Carlos Magno. 

A Idade Média também viu o surgimento da peste negra, uma pandemia que devastou a Europa no século XIV, mudando irreversivelmente a estrutura social e econômica da época.  

Esse período foi crucial para a formação das instituições feudais que moldaram a Europa Medieval, e suas consequências ainda são perceptíveis na organização social e política de muitos países europeus. 

Brasil Império

Brasil Império

O Brasil Império se refere ao período histórico em que o Brasil era governado por monarcas, iniciando-se com a independência do país de Portugal em 1822, indo até a Proclamação da República em 1889. A independência foi proclamada por Dom Pedro I, que se tornou o primeiro imperador do Brasil. 

Durante o Império, o país passou por diversas fases, como o Primeiro Reinado, marcado por conflitos internos e externos, e o Segundo Reinado, período de maior estabilidade sob o governo de Dom Pedro II.  

A escravidão e as lutas pela abolição, além das questões políticas que culminaram na Proclamação da República, são temas centrais desse período da história brasileira. 

O Brasil Império não apenas consolidou a independência nacional como também enfrentou desafios sociais e políticos que moldaram a identidade nacional brasileira até os dias atuais. 

Segunda Guerra Mundial

A Segunda Guerra Mundial foi o conflito global mais devastador da história, ocorrido entre 1939 e 1945.  

Iniciado com a invasão da Polônia pela Alemanha nazista, o conflito envolveu as principais potências mundiais, incluindo os Aliados (liderados por Estados Unidos, Reino Unido e União Soviética) e o Eixo (liderado por Alemanha, Itália e Japão). 

O conflito teve repercussões profundas em escala global, resultando em milhões de mortes, genocídios como o Holocausto, e a destruição de cidades inteiras.  

A Segunda Guerra Mundial redefiniu o equilíbrio de poder mundial, inaugurando a era da Guerra Fria e moldando as relações internacionais até os dias de hoje. 

Além de suas consequências geopolíticas, a guerra acelerou avanços tecnológicos e científicos que impactaram o mundo moderno. 

Revoluções Industriais

Revoluções Industriais 

As Revoluções Industriais foram períodos de transformação econômica e social profundas, marcados pelo surgimento da produção em larga escala, tecnologias como a máquina a vapor e a mecanização dos processos produtivos.  

A Primeira Revolução Industrial teve início na Inglaterra no final do século XVIII, impulsionando a urbanização e mudando drasticamente as condições de trabalho. 

A Segunda Revolução Industrial, no final do século XIX, trouxe avanços tecnológicos como eletricidade, aço e petróleo, intensificando a industrialização global.  

Esses períodos, além de alterarem a economia e a sociedade, contribuíram para o surgimento do movimento operário e questões sociais como a desigualdade de classe. 

As Revoluções Industriais são fundamentais para entender a transição do trabalho artesanal para o industrial e seu impacto nas relações sociais e econômicas em todo o mundo. 

Iluminismo

O Iluminismo foi um movimento intelectual que dominou o pensamento europeu no século XVIII, destacando-se pela ênfase na razão, na ciência e na crítica à autoridade tradicional.  

Inspirado pelo racionalismo de pensadores como Descartes e pelos avanços científicos da época, o Iluminismo defendia ideais como liberdade individual, igualdade perante a lei e separação entre Igreja e Estado. 

Filósofos como Voltaire, Rousseau e Montesquieu influenciaram profundamente o movimento, que teve impactos significativos na política, na filosofia e nas revoluções que moldaram o mundo moderno.  

O Iluminismo é considerado um marco na história intelectual europeia, promovendo ideias que foram fundamentais para o surgimento dos ideais democráticos e dos direitos humanos modernos. 

Acompanhe o Museu WEG e fique atualizado! 

Esperamos que essas dicas ajudem você a manter a calma e arrasar no ENEM 2024. Você também pode conferir o Blog do Museu WEG para encontrar alguns desses temas e muitos outros assuntos sobre o mundo da ciência. Boa sorte nos estudos!   

DICA BÔNUS: lembre-se de que os portões abrem às 12 horas e fecham às 13 horas. Não se atrase!  

Curiosidade infantil: qual é a importância de estimulá-la no aprendizado? 

Conheça os benefícios e os desafios de estimular a curiosidade infantil das crianças.

07 de dezembro de 2023
...

Quem já teve filhos ou convive com crianças já sabe que, quando elas chegam na fase do porquê, é preciso já estar preparado com as respostas. Isso acontece porque a curiosidade é uma característica do ser humano que surge já no início da vida.  

Segundo observações de especialistas, no primeiro ano de vida, a criança possui um processo de curiosidade apenas interior.  

Já na fase dos dois anos, a criança já começa a mostrar a sua curiosidade pelo mundo ao seu redor, já que percebe tudo à sua volta.  

Nesta matéria, você irá compreender por que e como essa curiosidade infantil pode ser estimulada durante a infância.  

A importância da fase dos porquês 

A importância da fase dos “por quês”

Como já falamos anteriormente, no segundo ano de vida, as crianças experimentam a famosa fase dos porquês, na qual a sua curiosidade e a sua motivação estão à flor da pele.  

Mesmo que algumas perguntas gerem um desconforto, é preciso compreender que elas são puramente curiosas e não mal-intencionadas.  

Essa fase precisa ser estimulada e receber informações coesas e verdadeiras já que, quando tiver consciência das mentiras contadas, a criança poderá buscar informações em fontes que não sejam tão confiáveis assim.  

Benefícios do estímulo da curiosidade infantil  

Benefícios do estímulo da curiosidade infantil

Quando a curiosidade infantil é bem estimulada, é possível notar os benefícios para o desenvolvimento pessoal a longo prazo. Confira a seguir, os principais deles. 

Desenvolvimento cognitivo  

Com o hábito de perguntar e entender as respostas, a criança desenvolve as suas habilidades cognitivas, como o pensamento crítico e a capacidade de resolver problemas e ter raciocínio lógico.  

Melhora do vocabulário

Ao compreender as respostas dos demais, a criança cria um portfólio de vocabulário e possibilidades de conversas. 

Maior criatividade 

Estimulando a curiosidade da criança, é possível que ela se torne mais inventiva, inovadora e observadora, o que possibilita que a criatividade se torne rotina no seu dia a dia.  

Conexão com o mundo 

Ao questionar as suas dúvidas e compreender as respostas, a criança começa a relacionar os seus conhecimentos com tudo à sua volta, criando relações entre objetos, pessoas e conceitos.  

Autoestima 

Quando as perguntas são respondidas com respeito, paciência e atenção, as crianças se sentem valorizadas e encorajas.  

Desenvolvimento social e emocional 

A curiosidade promove a interação social, de maneira geral, o que possibilita que o desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais comecem a acontecer.  

Aprendizado ativo

A curiosidade é uma forma de aprendizado ativo, no qual as crianças estão motivadas a buscar conhecimento por conta própria, uma estratégia muito mais eficaz do que a aprendizagem passiva.  

Dicas de como estimular a curiosidade infantil 

Dicas de como estimular a curiosidade infantil

Para garantir que o desenvolvimento da criança seja ainda mais completo, é preciso estimular a curiosidade infantil desde muito cedo. Para facilitar o entendimento, separamos seis dicas que ajudam esse processo. 

1. Estimule o pensamento lógico 

A veracidade das respostas fornecidas às crianças é ideal para que o aprendizado seja ideal, mas nem sempre é preciso fornecer todas as informações da resposta.  

Antes de entregar a resposta de bandeja, explique a lógica por trás da resposta. Essa atitude ensinará a criança a investigar o fundamento por trás de cada uma das suas perguntas. 

2. Estimule a leitura 

Não adianta falar para a criança ler algum livro se você mesmo não dá o exemplo. Faça um esforço! Um hábito presenciado pela criança em seu meio familiar, com mais facilidade, se tornará um hábito da própria criança.  

3. Pratique atividades artísticas 

A arte requer sensibilidade, concentração e dedicação para acontecer – habilidades que são muito úteis para desenvolver ainda mais a curiosidade e a motivação de uma criança.  

Além disso, quando mostra os seus trabalhos artísticos para os demais e é parabenizada por isso, a criança acaba tendo uma ajuda extra para construir a sua autoestima.  

4. Cozinhe em família

Ao ensinar as crianças a cozinharem, é despertado nelas o hábito de comer saudável, preparar as suas refeições (com supervisão de adultos). Isso gera um senso de responsabilidade além de possibilitar mais autonomia e respeito com o próximo.  

5. Brinque ao ar livre 

Brincar ao ar livre possibilita que a criança aprenda coisas novas, memorize o que já foi aprendido, crie brincadeiras e ressignifique as experiências já vividas.  

Brincando de “faz de conta”, a curiosidade é estimulada e a criatividade também.  

6. Visite o Museu WEG 

Aqui no Museu WEG você encontra diversas atividades educativas e curiosidades em exposição – e não há nada melhor do que estimular a curiosidade com ainda mais curiosidades e diversões. 

Já está seguindo o Museu WEG no Instagram? Lá você encontra diversas dicas e atividades para estimular ainda mais a curiosidade das crianças. 

Fontes: 

Curiosidade infantil: qual a sua importância no aprendizado e como estimulá-la? – Museu da Imaginação 

Como usar a curiosidade infantil a favor da aprendizagem? – Unisinos 

A curiosidade infantil e a descoberta do mundo – Trilha da Criança 

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2023

SNCT 2023: saiba mais sobre a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia deste ano

Conheça a história da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e confira qual é a temática para o ano de 2023.

18 de outubro de 2023
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Você já ouviu falar da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia? A SNCT é um evento de grande relevância no calendário brasileiro, já que promove a disseminação do conhecimento científico e tecnológico para a sociedade.

Por que a SNCT é tão importante? Porque é justamente durante este evento que o Brasil abre as portas dos laboratórios, das universidades e dos centros de pesquisa do país para que o público em geral possa conhecer de perto o fascinante mundo da ciência.

Mas, antes de falar sobre a temática abordada no evento deste ano, que tal conhecer um pouco mais sobre a história da SNCT?

Como surgiu a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT)?

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2023

Em 2004, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações do Brasil teve a iniciativa de desenvolver um evento que, com uma semana de duração, focasse em aproximar a ciência e a tecnologia da sociedade brasileira – independentemente da idade e da formação.

Graças ao decreto presidencial de 9 de junho de 2004, todos os anos, é realizada a SNCT no mês de outubro.

Desde o início da SNCT, o objetivo principal sempre foi possibilitar o acesso à informação e às novidades do meio para os brasileiros, tanto que, no decorrer de suas edições, o evento começou a abordar uma série de temas relevantes para a sociedade.

Os temas sempre abordam questões como sustentabilidade, saúde, inovação e educação.

O grande foco da SNCT é despertar o interesse e a curiosidade das pessoas no mundo da ciência e da tecnologia; por isso, cada temática apresentada no decorrer dos anos sempre foi cuidadosamente escolhida para refletir os desafios e as oportunidades pelo Brasil e pelo mundo.

Qual será o tema da SNCT de 2023?

Qual será o tema da SNCT de 2023

Durante a sua 20ª edição, a temática abordada será “Ciências Básicas para o Desenvolvimento Sustentável” – fazendo alusão ao Ano Internacional das Ciências Básicas para o Desenvolvimento Sustentável, reconhecendo a importância do uso das ciências básicas para atingir pelo menos 7 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

Segundo o secretário Inácio Arruda, em uma matéria apresentada no site GOV.BR, é muito importante a escolha desse tema já que essa temática é voltada ao desenvolvimento forte da inclusão social. 

Pode se preparar: durante o evento, já é esperado que aconteça uma série de atividades diversificadas, como exposições interativas, palestras com especialistas e, no caso do Museu WEG, a realização de um curso de robótica gratuito.

A importância da robótica

Estudantes na robótica e sua importância

Neste ano, o Museu WEG, em parceria com o SESI/SENAI, participará da SNCT oferecendo um curso de robótica de 40 horas totalmente gratuito para estudantes de escolas públicas da região.

Durante o curso, os alunos participantes estarão desenvolvendo uma torre eólica que, através da programação aplicada, simulará a geração de energia para as residências.

E as possibilidades do uso da robótica vão muito além do experimento aplicado no curso. A robótica é uma parte da ciência que se responsabiliza pela tecnologia das máquinas, dos computadores, dos softwares e dos sistemas mecânicos e automáticos.

Além disso, a robótica desempenha um papel muito importante em situações críticas na sociedade, ajudando na medicina e, até mesmo, nas tarefas do dia a dia.

Mesmo que os robôs estejam presentes no dia a dia de muitas pessoas, é muito improvável que eles possam substituir de vez o serviço humano, então pode ficar tranquilo.

Na realidade, os robôs estão aqui para melhorar a nossa qualidade de vida, não para se tornarem uma ameaça.

Conforme a população for envelhecendo, mais comum será contar com a presença da robótica no dia a dia.

Já está acompanhando o Museu WEG no Instagram? Siga aqui e fique por dentro das curiosidades do mundo da ciência e da tecnologia!

Como se preparar para o ENEM 2023: dicas, conteúdos e redação

Saiba como se preparar corretamente para o ENEM 2023 e conquiste uma pontuação alta na prova.

04 de outubro de 2023
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ENEM 2023 está se aproximando. Para ajudá-lo a se preparar adequadamente para suas provas, aqui você encontrará tudo o que precisa saber sobre o Exame Nacional do Ensino Médio. 

Mas, antes de entrarmos em dicas práticas, vamos entender um pouco sobre a relevância do ENEM para os brasileiros. 

Criado em 1998 pelo Ministério da Educação (MEC), o ENEM, primeiramente, tinha como objetivo apenas diagnosticar o nível educacional aplicado no Brasil, seria uma forma de analisar e sugerir pontos para melhorá-lo. 

Porém, lá em 2009, passou a ser a porta de entrada para o ensino superior, possibilitando que os participantes tivessem acesso ao SISU (Sistema de Seleção Unificada) e ao ProUni (Programa Universidade para Todos) e também pudessem se candidatar às instituições de Portugal. 

Bem, agora que você já está por dentro da importância do ENEM, vamos entender um pouco sobre a estrutura técnica desse exame.

Estrutura do ENEM 2023

Prova Enem 2023

Na sua edição de 2023, o ENEM acontecerá nos dias 5 e 12 de novembro. Atualmente, a prova do ENEM é dividida em dois domingos seguidos, o primeiro deles tem duração de 5h30 e é dedicado às provas de Ciências Humanas, Linguagens e Redação; já o segundo é dedicado às provas de Matemática e Ciências da Natureza e conta com 5 horas de prova. 

No total, as duas provas contam com 180 questões, nas quais cada área de conhecimento conta com 45 questões. Para ficar mais fácil de se organizar, fique ligado nas matérias que serão cobradas em cada uma das áreas de conhecimento: 

  • Linguagens: Língua Portuguesa, Literatura, Língua Estrangeira (Inglês ou Espanhol), Artes, Educação Física e Tecnologias da Informação e Comunicação.
  • Matemática: Matemática (sim, só essa matéria mesmo).
  • Ciências da Natureza: Química, Física e Biologia.
  • Ciências Humanas: História, Geografia, Filosofia e Sociologia.

Referente à redação cobrada, que segue o modelo dissertativo e argumentativo, o tema só será descoberto no momento da prova – mas calma, pois a seguir vêm as dicas para você arrasar na sua.

O que levar no dia da prova?

Prova Enem 2023

O ENEM é cheio de normas que precisam ser seguidas à risca para que você não perca a chance de fazer a sua prova, como é o caso dos itens que precisam ser levados. Para ficar mais fácil, fizemos uma listinha:

  • Caneta esferográfica PRETA com tubo TRANSPARENTE (não pode mais levar caneta azul).
  • Documento de identificação oficial com foto.
  • Lanche e garrafa de água TRANSPARENTE e SEM RÓTULO, se quiser levar.

É muito comum que os participantes do ENEM levem um lanchinho para comerem durante a prova, que é longa. 

Aqui vai uma dica: se você for levar um lanche, fuja de chocolates e doces ultraprocessados. Optar por sanduíches, frutas, suco ou biscoitos integrais é a melhor opção (sério, dica de quem passou por isso). 

Por fim, tente levar duas canetas esferográficas pretas, assim, se uma falhar, você tem a outra para concluir a prova. Se você for levar só uma, pelo menos teste ela antes de ir para a prova. 

Quais são os conteúdos mais cobrados?

Prova Enem 2023

Para ajudar você a fazer um “intensivão” antes do ENEM 2023, separamos os 5 conteúdos mais cobrados em cada uma das matérias. Confira:

Prova de Linguagens

→ Interpretação textual. 

→ Gramática. 

→ Estruturas textuais.

→ Movimentos literários.

→ Conjugação verbal. 

Prova de Matemática

→ Equações de funções de 1º e 2º grau. 

→ Porcentagem. 

→ Matemática financeira.

→ Razões e proporções.

→ Noções de estatística.

BÔNUS: é sempre bom estudar a Regra de Três (muitas equações podem ser solucionadas com ela).

Prova de Ciências da Natureza

→ Biologia: Biologia Celular, Ecologia, Ecossistema, DNA e RNA, Células Tronco e Clonagem. 

→ Física: Movimento Uniforme e Movimento Uniformemente Variado, Cinemática, Aceleração, Leis de Newton e Energia e Trabalho.→ Química: Ligações Químicas, Forças Intermoleculares, Química Inorgânica, Funções Orgânicas e Reações Orgânicas e Estequiometria. 

Prova de Ciências Humanas:


→ História: Civilização Romana, Civilização Grega, Feudalismo, Absolutismo e Reforma Protestante e Revolução Francesa. 

→ Geografia: Cartografia e Leitura de Mapas, Climas do Brasil e Climas do Mundo, Acordo de Paris e Conferências Ambientais, Aquecimento Global e Efeito Estufa e Bacias Hidrográficas. 

→ Filosofia: Filosofia Clássica e Pré-socráticos, Sócrates e seu legado, Platão e Aristóteles, Filósofos Medievais e Renascimento. 

→ Sociologia: Auguste Comte e o Positivimo, Bauman, Foucault, Cultura Material e Imaterial, Patrimônio Histórico Cultural. 

Agora que você já sabe o que é quase certeza de que vai ser cobrado, veja as dicas para arrasar na redação.

Dicas para a Redação

Alunos na prova Enem 2023

Como prometido, chegou o tão desejado tópico sobre Redação do ENEM.  

Antes de se aprofundar nas dicas, vale lembrar de que a redação nada mais é do que uma “argumentação escrita”, é uma forma de mostrar aos avaliadores que você está por dentro do que está acontecendo no mundo. Daí vem a primeira dica: 

1ª dica: fique atento às tendências e aos assuntos que impactaram o ano de 2023  

É impossível argumentar com fundamento sem conhecer o tema, então bora maratonar sites de notícia e assistir reportagens que foram importantes neste ano.  

2ª dica: estude os temas que caíram nos últimos anos 

Não irá cair o mesmo tema, mas, com certeza, estudar esses temas irá abrir a sua mente para assuntos sociais e que podem cair na prova.  

3ª dica: faça pelo menos 3 redações por semana e as corrija 

Além de estimular o seu senso crítico e argumentativo, corrigir as suas próprias redações irá trazer um olhar mais técnico para você.  

Nossa sugestão é que você escreva a redação em um dia e corrija no outro para o assunto não ser lido no automático.  

4ª dica: divida o seu texto em um esqueleto estratégico 

Nada de deixar tudo para o improviso. Leia o tema da redação, pense em uma estrutura convincente e monte o esqueleto textual sempre se lembrando de seguir: introdução, desenvolvimento e conclusão.  

Na introdução, você irá apresentar a sua tese contextualizando o tema; no desenvolvimento, você irá trazer os seus argumentos apresentando fatos e dados sobre o assunto (escreva pelo menos dois parágrafos); na conclusão, você deverá sugerir uma solução para esse problema.  

5ª dica: mantenha o seu argumento com confiança 

Defenda os seus argumentos com unhas e dentes. Se você duvidar do que está escrevendo e abrir o tópico em mil e um argumentos diferentes, nem você, nem o avaliador irão compreender o seu texto.  

DICA: lembre-se de manter a ciclicidade do seu argumento durante todo o texto. O título deve conversar com todos os parágrafos do texto, inclusive com a etapa de conclusão.  

Esperamos que essas dicas ajudem você a manter a calma e arrasar no ENEM 2023. Você também pode conferir o Blog do Museu WEG para encontrar alguns desses temas e muitos outros assuntos sobre o mundo da ciência.  

DICA BÔNUS: lembre-se de que os portões se abrem às 12 horas e se fecham às 13 horas. Não se atrase!  

Fontes: 

FAESA – Como estudar para o Enem 2023: dicas, conteúdos e redação 
CNN Brasil – Como estudar para o Enem 2023: Veja 10 dicas práticas 
Brasil Escola – O que estudar para o Enem 2023