Categoria: Museu WEG

Ao lado das estrelas, a lua ilumina nossas noites e encanta todo o planeta Terra com sua beleza, sua luz e suas formas.

Diante de tanto encanto, ela também levanta muitas questões, como, por exemplo: qual é a sua composição? Como surgiu? Por que ela muda de forma e tamanho? 

Não é à toa que o astro iluminado já recebeu tripulações espaciais, e muitas suposições já surgiram sobre ele. Conheça agora algumas curiosidades sobre a lua.

Como se formou a lua?

A lua não é um planeta, mas sim um satélite natural da Terra. Segundo os astrólogos, a lua se formou da própria Terra há 4,5 mil milhões de anos. O evento é conhecido como Teoria do Impacto:

  1. Um asteroide do tamanho de Marte (aproximadamente metade do diâmetro da Terra) colidiu com a Terra a uma velocidade de 40 quilômetros por segundo.
  2. Pedaços do asteroide e do manto rochoso da Terra formaram um anel a sua volta.
  3. Os pedaços ficaram em órbita e, ao longo de milhões de anos, se chocaram uns contra os outros e fundiram-se.
  4. Formaram assim um grande corpo, o qual chamamos de lua que, lentamente, chegou a sua órbita atual.

Qual é o tamanho da lua?

A Terra e a lua estão muito mais próximas em tamanho se comparadas a outros planetas e suas luas. O tamanho da lua é de cerca de 3.500 quilômetros de largura, o equivalente a mais de 1/4 do tamanho da Terra (cerca de 12.600 quilômetros de largura). 

Tamanho da Terra comparado ao da lua. 

A distância média da Terra até a lua é de 384.000 quilômetros. Outra curiosidade é que a lua é 400 vezes mais pequena que o sol, mas, por estar 400 vezes mais próxima da Terra, parece ser do mesmo tamanho.

Do que a lua é feita?

Diferente da Terra, a lua não tem atmosfera, sendo desprovida de gases como oxigênio e hidrogênio. A água em estado líquido também é inexistente em sua superfície. Durante o dia, é quente, mas, à noite, é gelada. 

Assim como a Terra, a lua se subdivide em três partes: crosta, manto e núcleo, sendo que, em virtude de um maior resfriamento, a crosta da lua é bem dura.

A superfície da lua é bastante irregular, cheia de rochas e crateras, a maior delas é chamada de South Pole-Aitken Basin e tem aproximadamente 2.500 km de diâmetro.

Na lua também existem áreas mais escuras, chamadas de maria (ou mares), que são grandes piscinas de lava que esfriaram há muito tempo.

A composição da lua foi comprovada por meio de amostras retiradas do espaço na década de 1960. A análise revelou a presença de basalto (um componente rochoso), o que comprova se tratar de uma rocha vulcânica, como as encontradas aqui na Terra.

O basalto surgiu em nosso planeta com a erupção de vulcões, que, por sua vez, lançaram rochas derretidas para o ar e o mar. O basalto é composto por ferro, alumínio, magnésio e silício, sendo o silício encontrado em maiores quantidades.

Acredita-se que a lua também tenha um pequeno núcleo com cerca de 300 quilômetros de diâmetro, e que ele é composto de ferro sólido. Por ser um núcleo sólido, a lua não tem seu próprio campo magnético.

Por que a lua muda de forma e tamanho?

Apesar de parecer, a lua não muda de tamanho. A impressão de ver a lua maior é simplesmente uma questão de um truque de nossa visão. Ela também não muda de forma, embora pareça que sim.

Isso acontece porque a forma que vemos no céu depende de quanto a face da lua está iluminada. Ou seja, a forma como vemos a lua é alterada conforme sua posição em relação ao sol, é isso que origina o que chamamos de fases da lua:

  • Chamamos de lua cheia quando o sol ilumina totalmente a parte voltada para a Terra.
  • A lua minguante acontece quando ela fica pouco iluminada. A maior parte da lua fica no escuro, e nós vemos apenas um pedacinho iluminado que parece a letra C ao contrário.
  • A lua nova acontece quando está pouco iluminada, dando uma sensação de “apagadinha”, porque a parte que está voltada para a Terra fica pouco iluminada pelo sol.
  • Chamamos de lua crescente quando ela está mudando de lua nova para lua cheia. Neste ciclo, a lua recebe a luz do sol apenas em um dos lados, sendo o lado oposto da lua minguante.
A forma como vemos a lua é alterada conforme sua posição em relação ao sol.

A primeira visita à lua

A primeira pessoa a pisar na lua foi Neil Armstrong em 20 de julho de 1969. Buzz Aldrin fez o feito logo em seguida, 19 minutos depois. Os astronautas viajaram na Apollo 11, e suas pegadas na lua mudaram a história para sempre.

Legal, não é? Se quiser saber mais sobre a primeira visita à lua, clique aqui para saber mais!

Conheça os principais métodos de ensino do Brasil

Conheça os fundamentos e os objetivos dos principais métodos de ensino do Brasil.

O direito à educação foi universalizado nos últimos 100 anos em diversos países do mundo, ou seja, o que antes era restrito a um pequeno número de pessoas passou a ser uma oportunidade para grande parte da população em idade escolar ou não.

Nesse tempo, muitos educadores transformaram a educação pelo mundo. No Brasil, o surgimento das novas escolas resultou em diferentes metodologias de ensino com propostas distintas, mas com o mesmo objetivo: ensinar. Inclusive, é comum que esses métodos sejam utilizados de maneira mesclada nas escolas. 

Conheça agora os fundamentos e os objetivos dos principais métodos de ensino do Brasil

O que são métodos de ensino?

Para começar, precisamos entender que um método de ensino é o caminho pelo qual se atinge os objetivos de ensino/aprendizagem. Ou seja, o método é um conjunto de ações de ensino que visam garantir que o aluno esteja aprendendo. 

Eles também tornam a aula mais dinâmica e interessante. Ao conhecer os diferentes métodos de ensino, o educador pode promover diversas experiências e oportunidades de aprendizado para seus alunos. Vamos conhecê-los?

Método 1 – Tradicional

A abordagem de ensino tradicional é predominante no país. Seu objetivo está em preparar o aluno para a vida em sociedade por meio de uma relação hierárquica. Nela, o foco está no professor, que detém conhecimentos e repassa-os ao aluno.

O conteúdo é apresentado igualmente para os alunos que recebem metas e prazos para cumprir suas atividades, que são verificadas, avaliadas e pontuadas. Sem atingir a meta mínima, o aluno é reprovado.

Nessas instituições, o aluno é preparado para ir bem em provas como o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e o vestibular.

Método 2 – Construtivista

Desenvolvida pelo pensador suíço Jean Piaget. A abordagem construtivista traz a ideia central de que o conhecimento é uma construção e que as crianças têm um papel ativo no processo de aprendizagem.

Nela, o conhecimento é ativamente construído pelo sujeito que está aprendendo, e o professor tem o papel de mediar as atividades que estimulem o aprendizado. Cada estudante é visto como alguém que tem um tempo único de aprendizado, e o trabalho em grupo é valorizado.

O construtivismo considera que o desenvolvimento cognitivo acontece por meio de um movimento que Piaget classifica como assimilação e acomodação. Nela, são criadas situações em que o estudante é estimulado a pensar e a solucionar os problemas propostos.

Nessas instituições, também há provas e reprovação.

Método 3 – Montessoriano

Criado pela educadora italiana Maria Montessori, o método de ensino montessoriano dá maior autonomia à criança, que é estimulada pelos adultos a buscar sua autoformação e construção. Assim, ao aprender sozinha, desenvolve seu conhecimento por meio da curiosidade e da independência.

Isso porque o método montessori acredita que é agindo que se adquire o conhecimento. Ao adulto, cabe ordenar e atribuir dificuldade crescente às atividades, respeitando o ritmo de cada aluno.

As classes têm crianças de idades diferentes, e o ambiente da sala de aula é preparado para que o aluno tenha a possibilidade de vivenciar diversas experiências. 

Exemplo de sala de aula seguindo o modelo montessoriano.

Tanto os objetos quanto o mobiliário da sala de aula são feitos em tamanhos e formatos adequados para a criança ter autonomia sobre eles. Neste método, a avaliação é feita a partir da observação dos professores.

Método 4 – Waldorf

Desenvolvido pelo filósofo austríaco Rudolf Steiner, o método Waldorf ficou conhecido em todo o mundo por visar o desenvolvimento integral do aluno, formando as crianças para a vida.

Nele, procura-se equilibrar os aspectos cognitivos (capacidade de adquirir conhecimento) com o desenvolvimento de habilidades artísticas por meio de atividades corporais, manuais, musicais, contato com a natureza e artesanato, por exemplo, além das disciplinas exigidas pela Lei de Diretrizes e Bases (legislação que regulamenta o sistema educacional do Brasil).

São aplicados testes e provas em algumas matérias, e os pais têm papel fundamental para estimular as habilidades dos estudantes em casa.

A avaliação do aluno engloba a execução de trabalhos, o empenho em aprender, o comportamento e a atitude diante das tarefas solicitadas.

O professor acompanha a mesma turma por toda uma etapa (elas são divididas de 0 a 7 anos, de 7 a 14 e de 14 a 21 anos).

Método 5 – Freinet

Apesar de não ser exatamente uma linha pedagógica, o método do pedagogo francês Célestin Freinet também é utilizado em algumas escolas. Ao colocar em prática seus conceitos, o aprendizado acontece por meio do trabalho e da cooperação.

Ou seja, a criança é incentivada a compartilhar suas produções com os colegas de sua classe, de outras turmas ou de escolas diferentes.

Escolas que se identificam com o pensamento de Freinet valorizam também o desenvolvimento da capacidade de análise pelos estudantes.

Algumas atividades comuns são, por exemplo, estudos de campo nos quais as aulas acontecem em locais fora da sala de aula; elaboração de jornais em grupo e debates.

Neste caso, as avaliações levam em conta o progresso do aluno em comparação a seu desempenho anterior, e não em relação aos demais alunos.

Método 6 – Ensino Freireano

O pedagogo Paulo Freire é um dos intelectuais brasileiros mais respeitados no mundo todo graças a sua metodologia de ensino. O método freireano foi criado pelo brasileiro na década de 1960. 

Neste método, a alfabetização não ocorre somente a partir de letras, palavras e frases, mas também com base no dia a dia do estudante, levando em conta sua realidade e os problemas que enfrenta. Outra característica é o diálogo entre aluno e educador, isto é, há uma relação horizontal entre eles.

Na educação freireana, o foco está na liberdade e na autonomia. O professor não é apenas quem faz a mediação do conhecimento, ele também aprende com o aluno a partir do compartilhamento de suas vivências e sabedoria popular.

Bônus: educação não formal

A educação não formal ocorre fora do sistema tradicional de ensino. O processo de ensino e aprendizagem é feito de maneira organizada, mas sem seguir vários requisitos formais, não substitui outros métodos formais, mas existe para complementá-los.

Alunos em visita ao Museu WEG.

Este tipo de educação acontece por meio do desenvolvimento de atividades fora do ambiente escolar, como ONGs, instituições religiosas, visitas a espaços públicos e privados, museus e outras alternativas.

A educação não formal utiliza ferramentas didáticas atrativas, e os espaços devem ser prazerosos para aumentar o interesse dos alunos.

É por isso que o Museu WEG também atua em parceria com os professores para complementar as atividades propostas em salas de aula de maneira divertida e interativa. 

Entre em contato e conheça nossas oficinas educativas on-line e presenciais. Clique aqui para saber mais. 🙂

Por que acontecem tempestades de areia?

Você sabe o motivo por trás das tempestades de areia?

Em setembro deste ano, tempestades de areia foram registradas em diferentes proporções por várias cidades do Brasil nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Maranhão.

Você sabe o motivo por trás das tempestades de areia? Em resumo, o fenômeno mostra a necessidade de ações locais e de âmbitos maiores para conter os extremos climáticos. Continue lendo para entender mais sobre o assunto.

O que são tempestades de areia?

Normalmente, as tempestades de areia ocorrem durante o verão e a primavera em lugares com climas áridos e semiáridos, onde o solo é geralmente coberto por areia e pequenas rochas. É comum em países da Ásia, onde é conhecido como haboob.

As tempestades de areia são causadas por temporais de chuva com ventos fortes que entram em contato com o solo seco, encontram resquícios de queimadas, poeira e vegetação em regiões por onde não chove há muito tempo. Com o impacto, esses detritos acabam criando um “rolo compressor” de sujeira que, segundo especialistas, pode chegar a 10 quilômetros de altura – a chamada tempestade de areia.

Os detritos que sobem ao céu e são carregados por esses ventos de no mínimo 40 quilômetros por hora têm entre 0,08 milímetro e 1 milímetro e, apesar de pequenos, podem causar muitos danos a casas e rede elétrica. 

Uma intensa haboob registrada no Arizona em 2018. (Foto: Mike Olbinski)

Diferença entre tempestades de poeira e areia

As tempestades de poeira e as tempestades de areia são muito similares e acontecem pelo mesmo motivo. O que muda é somente a grossura dos grãos em suspensão.

Nas tempestades de areia, encontramos partículas maiores de rocha, já as tempestades de poeira são formadas por partículas menores.

As partículas maiores acabam ficando em suspensão por menos tempo devido ao seu peso, enquanto as partículas menores se mantêm mais tempo no ar formando nuvens mais altas, densas e duradouras. 

Tempestades de areia são perigosas?

Independentemente do tipo, da duração ou do tamanho, as tempestades de areia podem causar alguns problemas. Entre eles, estão problemas de saúde causados pelo efeito que a areia tem sobre as mucosas do nariz, do ouvido, da boca e dos olhos. Também podem ser responsáveis pela movimentação de fungos e bactérias, causando problemas respiratórios.

Além disso, seus detritos podem causar danos à infraestrutura elétrica das cidades (ferramentas, carros e edifícios), provocando também atrasos em voos e pousos de avião.

Outro problema causado pelas tempestades de areia é a baixa visibilidade para motoristas, o que pode ocasionar colisões e outros acidentes; por isso, é recomendado que o motorista pare fora da via e espere que a tempestade passe. 

Tempestades de areia no Brasil

Os registros do fenômeno no Brasil estão relacionados tanto a fatores locais quanto de espaços mais amplos.

As questões locais são, por exemplo, as queimadas registradas em regiões atingidas pelas tempestades de areia. Isso porque as queimadas deixam fuligens e a vegetação destruída, cujas partículas entram em suspensão com a força dos ventos. 

Entre os fatores de espaços mais amplos, está a devastação da Amazônia, cuja evapotranspiração (umidade liberada pelas árvores) regula o regime de chuvas de outras partes do País, como a região sudeste, onde a maioria das tempestades de areia foram registradas. 

Apesar da devastação da Amazônia e das tempestades no sudeste estarem distantes, os fenômenos estão muito ligados. Se a floresta amazônica continuar sofrendo, o cenário das chuvas ficará cada vez mais irregular, e a tendência é que o tempo fique cada vez mais seco. 

Caso você esteja em um local onde ocorra uma tempestade de areia, a recomendação é buscar proteção e ficar em um local fechado. Se precisar sair, tente sempre proteger o nariz, o ouvido, a boca e os olhos para evitar danos à saúde. 

Já que o assunto é areia, aproveite e leia o artigo como as areias do deserto do Saara contribuem com a diversidade da Amazônia. 

Você também pode aprender a fazer uma “areia mágica” em casa! Clique aqui para descobrir como.

Voz dos Oceanos: conheça a expedição que está dando a volta ao mundo estudando a poluição dos oceanos

A iniciativa Voz dos Oceanos conta o apoio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA)

A expedição Voz dos Oceanos tem o intuito de testemunhar, registrar e sensibilizar a população mundial a respeito da poluição dos oceanos, causada especialmente por detritos plásticos e, enquanto navega, buscar soluções inovadoras para combater esse problema.

A viagem começou em agosto de 2021 e possui apoio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). A bordo do veleiro Kat, liderado pela Família Schurmann, os tripulantes visitarão 60 destinos durante 2 anos, entre eles, 11 cidades brasileiras.

Diferente das expedições passadas, desta vez, a viagem está sendo registrada pelas redes sociais, aumentando ainda mais o alcance para falar sobre a necessidade de ações urgentes para a preservação das águas.

O plástico nos Oceanos

Nos últimos 37 anos, a família Schurmann realizou três voltas ao mundo a bordo de veleiros. Nessas viagens, a família constatou de perto que os oceanos estão sofrendo mudanças severas devido ao aumento da poluição. 

A poluição causada por detritos plásticos é visível em nossos oceanos.

Um estudo global publicado na revista científica Nature Sustainability em junho de 2021 revelou que 80% do lixo encontrado nos oceanos é composto por plástico, em sua maioria, sacolas e garrafas. 

Para se ter uma ideia da gravidade disso, pelo menos 11 milhões de toneladas de plástico entram em nossos mares anualmente – o equivalente a um caminhão de lixo sendo despejado nos oceanos a cada minuto. 

Como consequência disso, a vida marinha sofre diariamente. Animais como tartarugas, baleias e aves marinhas morrem devido à ingestão de plásticos e microplásticos.

O tema é tão urgente que a ONU definiu o período de 2021 a 2030 como a Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável.

Voz dos Oceanos: conheça a expedição

A iniciativa Voz dos Oceanos conta o apoio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) como parte da Campanha Mares Limpos e tem como objetivo aumentar a sensibilização sobre a poluição por plásticos e microplásticos, bem como encontrar soluções inovadoras a bordo do veleiro Kat, que zarpou no Sul do Brasil com previsão de terminar sua rota na Nova Zelândia em 2023.

Família Schurmann parte para sua quarta volta ao mundo. Foto: divulgação

O movimento será coletivo. A Família Schurmann envolverá nesta jornada cientistas, educadores, ambientalistas, empreendedores, empresas, influenciadores, formadores de opinião, ONGs, gestores públicos e sociedade civil com ações de empreendedorismo e educação. 

A bordo do veleiro Kat, estão: Vilfredo Schurmann (capitão), Heloisa Schurmann (pesquisadora), Wilhelm Schurmann (skipper), Erika Ternex (chef de cozinha), Carmina Reñones (assistente de câmera), Alan Schvarsberg (diretor de fotografia) e o jaraguaense Jeferson França (criador de conteúdo digital).

Desta vez, a tripulação está registrando e compartilhando em suas redes toda sua viagem e as ações pelo caminho. Graças à evolução da tecnologia, todos podemos acompanhar o dia a dia da expedição pelos 60 destinos nacionais e internacionais nestes dois anos pelos mares.

Ações são registradas no Instagram Voz dos Oceanos.

Os três pilares da expedição

Assim como os oceanos são gigantes, o desafio da expedição também é. Por isso, a iniciativa se divide em três pilares: Vozes do Oceano Inovação, Vozes do Oceano Científico e Vozes do Oceano Educação.

O primeiro deles, Vozes do Oceano Inovação, possui vertente empreendedora e atua junto com a aceleradora SPIN, focada em encontrar soluções ambientais para indústrias.

A ideia é ajudar empreendedores e startups que tenham como proposta encontrar soluções para diminuir ou eliminar o uso do plástico no âmbito industrial. Buscando, por exemplo, soluções e novas tecnologias para reduzir os impactos dos plásticos e microplásticos de indústrias de polímeros.

Para investigar os diferentes níveis de impactos que os oceanos estão sofrendo, o segundo pilar, Vozes do Oceano Científico, coletará dados usando aparelhos e tecnologias de alta qualidade em parceria com a Infinito Mare, empresa fundada pelo cientista ambiental e marinho Bruno Libardoni.

Este pilar está dividido em três metas principais: investigar a qualidade da água e a biogeoquímica dos oceanos; com voos de drone e sensoriamento remoto via satélite, analisar áreas mais amplas dos oceanos; e construir uma rede global para disponibilizar, de modo veloz, dados e informações confiáveis para a comunidade científica e a população em geral.

Dados coletados serão compartilhados com a comunidade científica.

A presença científica conta ainda com a participação do Conselho Científico Consultivo, composto por 14 renomados cientistas brasileiros e estrangeiros.

O terceiro pilar, Vozes do Oceano Educação, em parceria com o Instituto IRAPA e o Instituto Supereco, fará o levantamento de escolas, ONGs e parceiros locais nos pontos de parada da expedição.

O objetivo é realizar jornadas educativas nesses locais, que incluem: núcleos locais Voz dos Oceanos, criação dos materiais educativos e gamificação, oficinas de formação com estudos sobre os oceanos, resíduos e sustentabilidade, rádio e TV Voz dos Oceanos para divulgação de notícias da expedição e das ações em terra, e proposta de inclusão temática no currículo escolar.

WEG Tintas e Voz dos Oceanos

O veleiro Kat, casa da tripulação pelos próximos dois anos, conta com o apoio da WEG Tintas. Isso porque as tintas têm um papel de extrema importância para se ter mais resistência e gerar mais segurança ao barco.

Veja abaixo o depoimento do sr. Vilfredo Schurmann, capitão da tripulação Voz dos Oceanos, sobre a parceria com a WEG Tintas.

Incrível, não é mesmo? Esperamos que os bons ventos acompanhem a expedição! E, se você quiser acompanhá-los, basta acessar o site e a Instagram do projeto: @vozdosoceanos.

Continue no blog e entenda também: por que os navios não afundam?

Você sabe qual é a diferença entre a energia sustentável, a renovável e a limpa?

A busca por energias sustentáveis, renováveis e limpas tem aumentado nos últimos anos, e, embora pareçam sinônimos, existem diferenças entre elas.

Grande parte das atividades realizadas pelo homem moderno requer o uso da energia, sendo ela um fator fundamental para satisfazer as necessidades da sociedade ao redor do mundo.

Por esse motivo, o conceito de energia sustentável nunca esteve tão em evidência. Uma vez que as principais fontes energéticas mundiais, os combustíveis fósseis como petróleo, carvão mineral e gás natural, não durarão para sempre.

O tema é tão importante que a ONU o transformou em um dos seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: “garantir o acesso a fontes de energia viáveis, sustentáveis e modernas para todos”. Logo, a busca por energias sustentáveis, renováveis e limpas tem aumentado nos últimos anos, e, embora pareçam sinônimos, existem algumas diferenças entre elas.

É importante conhecermos seus conceitos para entender que uma energia classificada como renovável ou limpa não é necessariamente uma energia sustentável. Vamos começar?

O que é energia sustentável?

Vamos começar com o conceito de energia sustentável. Ele está intrinsecamente conectado ao desenvolvimento sustentável. Em resumo, é a energia capaz de suprir as necessidades da sociedade atual sem comprometer as necessidades das gerações futuras.

Com esse tipo de energia, é possível manter um equilíbrio entre produção e consumo. Ela é gerada sem provocar grandes impactos ao meio ambiente e consumida em quantidade e velocidade nas quais a natureza ou a ação humana sejam capazes de repor.

Como exemplos de energia sustentável estão a energia solar e a eólica, que podem ser consideradas sustentáveis desde que sejam desenvolvidas com planejamento, envolvendo uma visão integrada entre economia, meio ambiente e compreensão social. 

A energia eólica pode ser considerada sustentável desde que seja desenvolvida com planejamento.

Já as usinas hidroelétricas, por exemplo, utilizam o potencial hidráulico de rios e da força da água para gerar energia. Porém, por mais que a água seja um recurso abundante que está constantemente se repondo na natureza, as usinas podem impactar severamente o meio ambiente, mudando o curso de um rio, causando prejuízos à fauna, à flora e à vida humana, por isso, geralmente não é considerada sustentável.

Seguindo essa linha de pensamento, a lenha, que provavelmente é o produto energético mais antigo utilizado pelo homem, só será uma fonte de energia sustentável quando a madeira for cultivada para esse fim por meio de um manejo florestal adequado e quando houver controle dos poluentes liberados durante sua queima. 

O que é energia renovável?

A energia renovável é toda energia obtida de recursos naturais que nunca se esgotam, uma vez que são repostos pela própria natureza. A chuva, o sol, o vento, o calor da terra, a biomassa e até mesmo as ondas e as marés são exemplos de fontes renováveis.

Esse tipo de energia agride minimamente o meio ambiente quando comparada às fontes convencionais de energia.

A biomassa é considerada uma energia renovável, mas isso não quer dizer que seja uma energia limpa.

Porém, existem casos de energias renováveis que emitem algum grau de poluente que as impede de serem consideradas limpas. Por isso, precisamos prestar atenção aos detalhes. 

É preciso destacar, novamente, a energia hidrelétrica e a obtida a partir da lenha: elas são exemplos de energias renováveis já que utilizam recursos que são naturalmente reabastecidos, mas isso não significa que essas fontes de energia sejam limpas.

Até os recursos renováveis podem se esgotar

É preciso ter em mente que essas fontes renováveis de energia podem se tornar insustentáveis. Se um recurso for usado em uma quantidade ou uma velocidade superior à sua capacidade de reposição, ele se esgotará.

E aí está a diferença! Além de ser renovável, a energia sustentável precisa ser usada com cautela e consciência. É fundamental preservar o meio ambiente e se adaptar ao desenvolvimento econômico e social das comunidades.

O que é energia limpa?

A energia limpa é todo tipo de energia que libera quantidades minúsculas ou praticamente zero de gases poluentes geradores do efeito estufa, como radiação, dióxido de carbono e qualquer tipo de contaminante químico para a atmosfera do planeta.

A energia solar e a energia eólica são os exemplos mais comuns. Isso não significa que elas não causem impactos ambientais, mas sim que esses impactos são bem menores e que, por meio de algumas medidas, podem ser amenizados.

A energia solar é uma energia limpa porque tem pouco impacto sobre o meio ambiente.

Outros tipos de energia que entram para o grupo das energias limpas são a geotérmica, a hidrelétrica e a biomassa. Todas elas são consideradas mais benéficas para o meio ambiente, mas isso não as torna automaticamente renováveis, ou seja, por mais que uma energia faça bem ao mundo, é possível que, um dia, o seu uso se torne impraticável.

Consumimos cada vez mais energia

Basta olhar para os dados para perceber o quanto a produção de energia cresceu durante os anos. Entre 1990 e 2010, por exemplo, o número de pessoas com acesso à eletricidade cresceu 1,7 bilhão; como a população global continua a crescer, também crescerá a demanda por energia.

A economia global dependente de combustíveis fósseis e o aumento das emissões de gás carbônico estão criando drásticas mudanças no clima, o que impacta diretamente em todos os continentes.

Por isso, garantir o acesso universal à energia significa investir em fontes de energia limpa, como a energia solar, a eólica e a térmica. Expandir a infraestrutura e modernizar a tecnologia para fornecer energia limpa em todos os países é um objetivo crucial para que o crescimento econômico colabore com o meio ambiente.

Dia da Árvore: por que esta data é tão importante?

WEG realiza ações de plantio e distribuição de árvores nativas.

O Dia da Árvore é comemorado no Brasil no dia 21 de setembro. A data foi escolhida por anteceder o início da primavera no hemisfério Sul. Tem por objetivo conscientizar a sociedade a respeito da importância das árvores para o meio ambiente e também para nós, seres humanos e, com isso, incentivar a proteção da natureza.

Neste texto, falaremos um pouco sobre a importância das árvores e como a WEG tem realizado ações de cuidado e preservação do meio ambiente que incluem a distribuição de mudas e o plantio de árvores.

Por que as árvores são tão importantes?

Sabemos que existem árvores de diversas alturas e dimensões, e elas podem viver centenas de anos e até mesmo milênios. Um pessegueiro, por exemplo, não passa dos 30 anos, enquanto uma sequóia gigante, espécie de conífera americana, supera os 3.000 anos de idade.

É inegável a importância das árvores para o equilíbrio do ecossistema. Um exemplo disso é a Amazônia, que é considerada pela comunidade científica uma peça importante para o equilíbrio climático em quase toda a América do Sul, mas também interfere positivamente em todo o planeta.

O Dia da Árvore é um ótimo momento para lembrar de que, além da sua beleza, as árvores proporcionam o oxigênio que respiramos, refrescam o ambiente, dão sombra, fazem barreiras contra o vento, ajudam a manter a umidade do ar, diminuem a poluição, mantêm o solo firme e são abrigos para outras espécies de plantas, pássaros e animais (responsáveis por espalhar novas sementes pelas matas).

Ações da WEG em 2021: plantação e distribuição de árvores nativas

Em março de 2021, a WEG realizou o plantio de 900 mudas de árvores em uma das margens do rio Itapocu, localizada nos fundos do parque fabril II, em Jaraguá do Sul, SC.

Com a ajuda de dois grupos de voluntários da própria empresa, coordenados pela equipe técnica da WEG Reflorestadora, a ação faz parte do projeto de recuperação da mata ciliar do rio Itapocu.

A atividade iniciou com a supressão dos eucaliptos que impediam o crescimento da mata nativa, seguida da limpeza do local e da preparação do solo para receber as mudas de 29 espécies diferentes de árvores nativas. 

Todas as mudas plantadas foram identificadas e receberam um QR code contendo informações sobre as espécies, como formato das folhas e dos frutos, coloração das flores, tipo de fauna que atrai, tempo de floração e frutificação.

Assista ao vídeo da ação:

Dia da Árvore 2021

Para comemorar o Dia da Árvore, neste mês de setembro, a WEG está distribuindo 4 mil mudas de árvores nativas aos colaboradores do parque fabril de Jaraguá do Sul, valorizando o contato com a natureza do colaborador que terá a oportunidade de plantar e cultivar uma muda nativa da nossa região junto aos seus familiares.

Mudas de árvores serão entregues aos colaboradores da WEG.

As mudas serão entregues em caixinhas de leite que foram coletadas nos refeitórios da WEG. Vários setores da empresa ajudaram na higienização e no recorte das caixinhas.

O principal objetivo da ação é conscientizar as pessoas a respeito da preservação do meio ambiente. A ação representa a preocupação da WEG com os temas de Sustentabilidade (ESG).

Além disso, neste ano, para cada familiar dos fundadores da WEG (Werner, Eggon e Geraldo), foi plantada uma muda de árvore, reforçando o quanto é importante levar esse tipo de conscientização para todos os membros da família. O plantio aconteceu na ARWEG (Associação Recreativa e Cultural WEG) no dia 13 de setembro. 

Familiares dos fundadores da WEG plantaram árvores na ARWEG.
Harry Schmelzer Jr, presidente executivo da WEG, também fez o plantio de uma muda de árvore.

Essas iniciativas estão alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, mais especificamente ao ODS 15 que é proteger, recuperar e promover o uso sustentável do ecossistema terrestre, gerir de modo sustentável florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e a perda de biodiversidade.

As ações realizadas pela WEG respeitam todas as determinações do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina e as regras de convívio da pandemia e dão continuidade às iniciativas da WEG de tornar o mundo cada dia mais sustentável e limpo.

E você? O que tem feito para contribuir com a preservação da natureza? Que tal começar plantando uma mudinha de árvore no dia hoje? 🙂

Museu WEG promove Capacitação para Professores – EAD

A Capacitação para Professores é um programa voltado para os professores do ensino fundamental e médio das redes municipais, estaduais…

A Capacitação para Professores é um programa voltado para os professores do ensino fundamental e médio das redes municipais, estaduais e particulares. Uma oportunidade ímpar para que os professores conheçam a exposição e as atividades do Museu WEG e possam tê-lo como meio de extensão da sala de aula. 

O Museu WEG sempre realizou visitas guiadas para grupos, sendo em sua maioria grupos escolares.

Desde 2014, passou a desenvolver e aplicar ações educativas voltadas para as escolas com temáticas, programação e conteúdos específicos para cada fase de aprendizado. Desde então, já capacitou mais de 500 professores de toda a rede de ensino. 

Devido à pandemia da COVID-19, as aulas nas escolas passaram a ser virtuais para garantir a segurança dos alunos. Então, para se adequar à nova realidade, o Museu WEG também começou a realizar ações educativas e visitas virtuais que estão servindo como ferramenta de engajamento dos alunos durante o estudo à distância.

Nesse sentido, também sentiu a necessidade de oferecer uma capacitação para professores em formato virtual, para que possam conhecer e entender todos os recursos e as ferramentas de ensino do museu e assim tornar as aulas ainda mais produtivas e interessantes.

O Programa de Capacitação para Professores oportuniza ao professor descobrir os potenciais do museu como aliado na sala de aula, orientando os alunos para que eles aprendam de um modo mais autônomo e construam experiências durante as atividades realizadas.

A capacitação faz parte do evento Primavera dos Museus e acontecerá de 04 a 29 de outubro. Todos os professores estão convidados a participar. Nos vemos lá?

Inscrições:

De 20/09 a 03/10 via Google Docs: inscreva-se aqui! 

O curso estará liberado do dia 04/10 ao 29/10.

Dúvidas e informações: (47) 3276-4550

Museu WEG na 15ª Primavera dos Museus

A Primavera dos Museus chegou!

A Primavera dos Museus é um evento anual que acontece em conjunto entre as instituições museológicas de todo o país e o Ibram – Instituto Brasileiro de Museus. É uma oportunidade ímpar para que os museus se aproximem da comunidade, estreitando laços sociais, culturais e afetivos.

Durante o evento, museus, instituições de memória, espaços e centros culturais de todo o país criam atividades que proporcionam reflexão, troca de experiências e discussões em torno de temas específicos.

Neste ano, o evento será realizado de 20 a 26 de setembro e abordará o tema “Museus: perdas e recomeços”.

Visando atividades virtuais devido à pandemia da COVID-19, o Museu WEG preparou uma programação especial para a nova edição do Primavera dos Museus.

Programação do Museu WEG na 15ª Primavera dos Museus

Para o evento, o Museu WEG fará lives juntamente com outras instituições. Serão elas: Museu Catavento, Museu da PUC (RS), MAST – Museu de Astronomia e Ciências Afins, Museu da Cana e Museu Casa da Memória Italiana. 

O bate-papo entre os museus leva a hashtag #DeMuseusParaMuseus.

Além disso, haverá o lançamento do curso EAD de Capacitação de Professores. O curso tem como objetivo apresentar aos professores as ações educacionais desenvolvidas no Museu WEG, para que o museu possa se tornar uma extensão da sala de aula. 

Confira a programação: 

1) Lançamento da Capacitação de Professores 

Data: 20/09 

Local: Facebook, Instagram e blog do Museu WEG

Inscreva-se aqui! 

2) Live com participação do Museu Catavento (SP) 

A Live contará com a participação da Assessora do Educativo do Museu Catavento, Ana Rita C. Lima, graduada em História e em Administração de Empresas, com especialização em finanças e que já atuou em empresas de médio e grande porte.

Data: 22/09

Horário: 15h

Local: Instagram do Museu WEG

3) Live com a participação da PUC (RS)

A Coordenadora de Projetos Museológicos do Museu de Ciências e Tecnologia PUCRS, Simone Flores Monteiro, participará desta live rica em informações e conhecimento.

Data: 22/09

Horário: 19h

Local: Instagram do Museu WEG

4) Live com participação do Museu de Astronomia e Ciências Afins (RJ) 

Douglas Falcão, Presidente da Associação de Centros de Museus de Ciência (ABCMC), marcará presença nesta live e compartilhará um pouco da sua vasta experiência na área da Educação em Ciência e Tecnologia. Douglas possui licenciatura em Física, mestrado em Educação e doutorado em Educação pela University of Reading. É Tecnologista sênior do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), já ocupou o cargo de Coordenador de Educação em Ciências do Museu de Astronomia e Ciências Afins. Foi diretor do Departamento de Popularização e Difusão de Ciência e Tecnologia do MCTI. 

Data: 23/09  

Horário: 15h

Local: Instagram do Museu WEG

5) Live com participação do Museu da Cana e Museu Casa da Memória Italiana

A live terá a participação de três grandes profissionais. São eles: Leila Heck, Gestora do Museu da Cana, com formação em Comunicação Social e MBA em Gestão de Museus; Alice Registro Fonseca, Gestora do Museu Casa da Memória Italiana, mestre em Artes e com MBA em Gestão de Museu; e Clark dos Santos Alves, Orientador Educacional no Museu da Cana, Historiador e Técnico de Conservação e Restauro.

Data: 24/09  

Horário: 15h

Local: Instagram do Museu WEG

Todas as lives terão a mediação da Coordenadora do setor educativo do Museu WEG, Patrícia Tatiane Schubert.

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Conheça mais sobre a Primavera dos Museus: eventos.museus.gov.br

Mitos e verdades sobre os vulcões

Conheça algumas curiosidades sobre os vulcões!

Poucos eventos geológicos mexem tanto com nossa imaginação como um vulcão em erupção. É comum a aparição de vulcões em filmes, desenhos e documentários, e, muitas vezes, esquecemos que eles são reais: sejam ativos, sejam inativos.

A capacidade que esse fenômeno natural tem de expelir o magma terrestre e destruir cidades próximas proporciona teorias que nem sempre são reais. Pensando nisso, hoje vamos explicar o que ele é e contar alguns mitos e verdades sobre os vulcões. Confira abaixo!

O que é um vulcão?

Visualmente, um vulcão assemelha-se a uma montanha, especialmente quando se encontra inativo. Contudo, são estruturas diferentes desde a sua formação até a sua composição.

O vulcão é caracterizado como uma abertura na crosta terrestre (camada superficial da Terra) por onde são expelidos para a superfície materiais líquido-pastosos e incandescentes, que recebem o nome de magma. Da fenda de um vulcão, também podem ser emitidos materiais gasosos e poeira vindos do interior do planeta.

O magma expelido dos vulcões pode causar bastante destruição por onde passa, especialmente quando a área é habitada. Pois, além de ser um líquido-pastoso, ele é muito quente, tendo entre 600 °C e 1.200 °C.

Os vulcões podem ser localizados nos continentes e até mesmo nos oceanos, a sua formação e a sua distribuição estão relacionadas à existência das placas tectônicas.

O estudo dessas estruturas é bastante relevante para compreender os eventos ocorridos no interior da Terra.

Mitos e verdades sobre os vulcões

1. A lava sempre escorre lentamente

Nem sempre. O intenso calor e a pressão do interior da Terra fazem com que alguns tipos de rocha derretam e formem o magma.

Esse material subterrâneo produz gases que, quando exercem uma pressão maior do que a crosta terrestre pode suportar, causam uma erupção, e esse magma (lava) é expelido para fora do vulcão. Ele pode escorrer lentamente ou explodir agressivamente, mas isso depende da elevação da temperatura e da viscosidade do magma.  

2. Vulcões expelem fumaça

Apesar de parecer, vulcões não expelem fumaça. O que podemos ver no ar são minúsculos pedaços de lava e rocha que são quebrados e expelidos.

Segundo pesquisadores, esses materiais, que podem até parecer fumaça, chegam a derrubar um telhado, sobrecarregar a rede de energia e danificar carros, por exemplo. 

Erupção do Vulcão Krakatau. Foto: feygraphy / Shutterstock.com

3. A lava é o elemento mais perigoso do vulcão

A lava é uma grande preocupação durante as erupções vulcânicas. Mas geralmente o vulcão dá sinais e a lava se move de modo que os moradores próximos tenham tempo para fugir.

Já os fluxos piroclásticos, que são compostos de gás quente, cinza e pedras, são mais perigosos e se equiparam ao lahar, uma espécie de lama que se forma quando a água se mistura com cinzas vulcânicas gerando uma mistura pesada que se move tão rápido que as pessoas não conseguem correr dela.

4. Os vulcões são mais ativos hoje do que no passado

Quando os vulcões começam a ser notícia em todo o mundo, vemos manchetes como: “O núcleo da Terra está em crise?”. Mas, apesar desses questionamentos, a Terra não está se tornando mais geologicamente ativa.

A atividade geológica ao longo do tempo tem fluxo e refluxo, e algumas áreas têm mais erupções ou terremotos que outras. Segundo pesquisadores, não há razão para pensar que esses números tenham variado muito ao longo do tempo. 

Com a nossa capacidade atual de monitorar vulcões em locais remotos, graças aos satélites e à velocidade das informações, uma erupção que poderia passar despercebida há 100 anos certamente chegaria às manchetes hoje.

Ou seja, os vulcões não estão mais ativos, somos nós que estamos mais conscientes quanto a isso. 

Piton de la Fournaise, um dos vulcões mais ativos do mundo, visto do alto.
Foto: lechaudrondevulcain.com 

5. Os vulcões contribuem significativamente para as mudanças climáticas 

Entre os gases produzidos pelos vulcões, está o dióxido de carbono. Por isso, eles se tornaram alvo para quem nega que as mudanças climáticas são provocadas pelo homem.

Há, por exemplo, quem diga que a eliminação de praticamente todos os automóveis do mundo seria compensada por um vulcão explodindo.

Mas essa teoria vai por “água abaixo” quando lembramos que as taxas de atividade vulcânica não estão aumentando. Logo, não há razão para que mais dióxido de carbono seja adicionado à atmosfera a partir de erupções vulcânicas hoje do que em épocas passadas.

De acordo com pesquisa do vulcanologista Terry Gerlach, a quantidade de dióxido de carbono produzida por humanos a cada ano é mais de 100 vezes maior que a produzida pelos vulcões. Assim, anualmente, todos os vulcões do mundo produzem aproximadamente a mesma quantidade de dióxido de carbono que o estado de Ohio nos Estados Unidos. 

Esses foram alguns mitos e verdades sobre os vulcões. Vale ainda citar alguns dos vulcões mais famosos do mundo: Vesúvio e Etna (Itália), Mount Rainier (Washington), Lassen Peak (Califórnia), Mount Kilauea (Havaí), Sakurajima (Japão) e Popocatépetl (México).

Você conhece algum vulcão? Conta para a gente! Agora que você já sabe muitas curiosidades sobre esse fenômeno tão lindo e também assustador, que tal entender como é formado o arco-íris? Continue no blog e descubra muitos mistérios sobre o nosso universo!

Alessandro Volta: conheça o inventor da pilha voltaica

As descobertas de Alessandro Volta abriram portas para muitos experimentos e estudos.

Conhecido apenas como Alessandro Volta,  Alessandro Giuseppe Antonio Anastasio Volta, nasceu em 1745, na Itália, e foi um famoso cientista, que, entre várias contribuições, ficou mais conhecido por sua invenção da pilha elétrica.

Aos 16 anos abandonou o colégio jesuíta para estudar por conta própria, apenas com a assistência de um mentor. Este lhe ensinou os princípios básicos da Física, e também forneceu alguns aparelhos necessários para suas experimentações.

Volta aprendeu sozinho Física, Matemática, Latim, Francês, Alemão e Inglês. Mesmo não possuindo um diploma ou não tendo defendido uma tese, conseguiu um emprego como professor. Com o tempo ele passou de professor substituto a professor regente.

Inventos e descobertas de Alessandro Volta

Volta se tornou um inventor muito notável. Entre 1774 e 1979, lecionou Física na Escola Real de Como, na Itália. Nessa época aperfeiçoou o eletróforo, uma máquina usada para gerar eletricidade estática. O eletróforo foi usado para descobrir muitas das leis que determinaram o funcionamento do que conhecemos hoje como condensador ou capacitor.

Um dos seus primeiros inventos foi realizado em 1776 – o eudiômetro –, um aparelho que por meio de uma centelha elétrica causava a reação entre dois compostos gasosos. Esse aparelho foi usado para confirmar as leis das proporções definidas de Proust e as dos gases, incluindo a lei da dilatação dos gases submetidos a aquecimento, que foi uma lei que Volta determinou, juntamente com Gay-Lussac.

Outro feito de Alessandro Volta foi o isolamento do gás metano, o que aumentou ainda mais a sua fama, levando-o a ser nomeado para organizar o departamento de Física e lecionar na Universidade de Pavia, na Itália, onde permaneceu por 25 anos.

Ele também sugeriu a produção industrial de vacinas, difundiu o uso do amianto para a indústria, difundiu a cultura controlada do bicho-da-seda e também racionalizou o cultivo do lúpulo e da batata.

A invenção da pilha voltaica

O primeiro físico a realizar experimentos relacionados às pilhas elétricas foi Galvani, mas a interpretação dos resultados por ele foi errada. Volta repetiu os experimentos e propôs uma interpretação que se mostrou exata para os fenômenos observados por Galvani.

Foi em 1800, que ele causou uma enorme agitação no mundo científico. Provando sua teoria, Volta empilhou discos alternados de zinco e cobre, separando-os por pedaços de tecidos embebidos em solução de ácido sulfúrico. Sempre que um fio condutor era ligado aos discos de zinco e de cobre das extremidades, o aparelho produzia corrente elétrica. Surgia a pilha de Volta. 

A explicação foi a seguinte: a eletricidade, no caso, era produzida pelo contato entre os dois metais – o cobre e o ferro – cujas cargas elétricas tinham sido ativadas por um fator de desequilíbrio entre os seus potenciais elétricos. Ou seja, por uma força eletromotriz. 

A partir daí, todos os aparelhos que produziam eletricidade por meio de processos químicos passaram a ser denominados de células voltaicas (em homenagem a Volta), pilhas galvânicas (em homenagem a Luigi Galvani) ou, como chamamos, pilhas.

Bateria elétrica de Alessandro Volta (Tempio Voltiano em Como, Itália)

Honrarias

Volta se tornou uma celebridade! Em 1801 foi recebido por Napoleão, no Instituto de Paris, para quem demonstrou suas pesquisas sobre a geração de corrente elétrica por uma bateria. 

Além de uma medalha de ouro e de 2000 escudos de ouro, Alessandro Volta também foi nomeado senador do Reino da Itália em 1810, com o título de conde.

Em 1815, o imperador da Áustria o nomeou como diretor da Faculdade de Filosofia de Pádua. 

Em 1893, o Congresso dos Eletricistas deu o nome de “volt” a unidade de força eletromotriz.

Outra amostra de popularidade foi a imagem de Volta e sua pilha foi reproduzida em uma nota de 10 mil liras, emitida pelo Banco da Itália, em 1984.

Volta nunca se envolveu em movimentos ou controvérsias políticas, tendo uma vida tranquila até os 82 anos de idade, quando faleceu em 1827, na cidade de Cammago, na Itália. 

As descobertas de Alessandro Volta e a invenção da pilha voltaica abriram portas para muitos experimentos e estudos, que, ao longo dos anos, se tornaram em facilidades para nossa vida atual. Que tal continuar no blog e conhecer outras invenções ligadas à eletricidade que mudaram o mundo?