Categoria: Museu WEG

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Você sabia que no calendário nacional existe uma semana dedicada à Ciência e Tecnologia?

E que o período foi criando pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) para aproximar o tema da população, por meio de eventos envolvendo instituições de todo o País?

Fique ligado que a “Semana Nacional de Ciência e Tecnologia” é neste mês e acontece entre os dias 21 e 27 de outubro.

Várias instituições estão preparando ações educativas para comemorar a data e é claro que o Museu WEG de Ciência e Tecnologia não poderia ficar de fora, afinal o nosso acervo está totalmente direcionado a esta temática e nós adoramos compartilhar conhecimento com os nossos visitantes.

Para marcar a data vamos oferecer uma palestra sobre: “Geração de Energia através de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU)”. O palestrante será o Engenheiro Alexandre dos Santos Fernandes, Gerente do Depto. Centro de Negócios de Energia da WEG.

A apresentação será direcionada para estudantes, colaboradores da WEG e todos que se interessam pelo tema!  A participação é gratuita e a inscrição deve ser feita antecipadamente AQUI.

Não fique de fora, aproveite a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia para atualizar conhecimentos e visitar o maior Museu de Ciência e Tecnologia do Sul do Brasil.

Palestra: Geração de Energia através de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU)

Dia: 22/10/2019

Horário: 19h às 20h30

Local: Museu WEG de Ciência e Tecnologia

Inscrições: https://forms.gle/LDHjPX19gxtLwQ2c6

 

Tintas

WEG Tintas: história e curiosidades

A WEG Tintas, inicialmente chamada de WEG Química, foi fundada em novembro de 1983, em Guaramirim – Santa Catarina.

Você sabia que o Brasil está entre os 5 maiores mercados mundiais de tintas? A posição foi alcançada porque indústrias do setor investiram pesado em tecnologia de ponta e sustentabilidade para suprir a demanda do mercado, que está cada vez mais competitivo.

O constante desenvolvimento tecnológico na fabricação de tintas não se limita em melhorar suas propriedades químicas e mecânicas. Mas também com a obtenção de tintas ecologicamente corretas e seguras, além de outros aspectos, como a redução de custos, diminuindo, por exemplo, as exigências na preparação das superfícies ou permitindo a aplicação em condições ambientais agressivas.

 

Tintas mais resistentes

A partir da revolução industrial, com o desenvolvimento de máquinas e equipamentos, a pintura deixou de ter apenas o papel decorativo para também assumir o de proteção contra as agressividades do meio em que o produto atuará, por exemplo, um motor de uma plataforma de petróleo deverá ser resistente às intempéries e à maresia.

No processo produtivo, as tintas são aplicadas normalmente em duas etapas: a pintura de base (primer), que ocorre logo no início em alguns componentes e a pintura de acabamento, quando o aspecto visual é também importante.

 

WEG Tintas e Vernizes

De uma pequena fábrica de motores elétricos no interior de Santa Catarina, a WEG se tornou uma indústria focada em soluções eletroeletrônicas sinérgicas presente no mundo inteiro. As empresas do grupo são organizadas em 5 grandes negócios, entre eles está o mercado de Tintas.

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Balde de Tinta em frente à WEG Tintas, em Guaramirim/SC.

Foto: O Correio do Povo

A WEG Tintas, inicialmente chamada de WEG Química, foi fundada em novembro de 1983, em Guaramirim – Santa Catarina, trabalhando com tintas industriais líquidas, que tinha como principal cliente a WEG Motores. Em 2010, a empresa passou a se chamar WEG Tintas.

Desde então, os investimentos em tecnologia e treinamento da equipe são constantes. A WEG caminha frente às atualizações tecnológicas, buscando um objetivo: fabricar tintas ecologicamente corretas, preservando o meio ambiente, investindo em processos e máquinas de alta tecnologia, garantindo entrega em tempo cada vez mais reduzido e com alta qualidade.

Entre suas soluções com alto padrão de qualidade e o mínimo de impacto ambiental estão: desenvolvimento de tintas em pó; desenvolvimento de tintas líquidas (industriais e repintura automotiva) e desenvolvimento de resinas e vernizes eletroisolantes.

Presente em diferentes mercados, oferece as melhores soluções em tintas no Brasil e América Latina. A WEG atua no mercado de tintas industriais, OEM e automotivas, pesquisando e desenvolvendo produtos de alta tecnologia. Destaca-se também pela presença nos segmentos de tintas para plásticos, vidros e espelhos.

No mercado de Tintas líquidas, Industriais e anticorrosivas, a WEG tem fornecido seus sistemas de pintura a diversos estrutureiros em todo o território nacional. Essas estruturas estão presentes em obras dos mais variados segmentos como estádios, shoppings, indústrias, aeroportos, portos, plataformas marítimas e refinarias. Além disso, conta com soluções amplas e eficazes para a área marítima, atendendo embarcações de todos os portes, do barco de pesca à Marinha Brasileira.

A WEG Tintas também possui uma avançada tecnologia para o desenvolvimento de tintas em pó, os produtos podem ser utilizados em diversos segmentos como: perfis de alumínio, móveis metálicos, eletrodomésticos, luminárias, rodas etc.

Outro mercado que atende é o de esmaltação e impregnação. Os esmaltes para fios possuem alto desempenho comprovado em máquinas de aplicação com alta classe térmica, para aplicação em todas as bitolas de fios e nos mais variados tipos de máquinas. Os vernizes à base de poliéster e epóxi, possuem excelentes propriedades dielétricas, flexibilidade, dureza, resistência química e aderência para motores, transformadores e geradores de baixa e alta tensão.

 

É visto que a WEG Tintas tem ampliado seu portfólio, buscando estar presente no mercado de Tintas e Vernizes com o que há de melhor em qualidade, tecnologia e sustentabilidade. Já são 36 anos neste mercado que não para de crescer. E há muito mais por vir!

Primavera

Museu WEG abre nova exposição temática durante a 13ª Primavera dos Museus

Atendendo a programação, neste ano o Museu WEG de Ciência e Tecnologia busca fomentar a visitação ao museu com a ampliação da temática da sala 11 – Visões do Futuro.

A primavera vem chegando e com ela a 13ª edição do Primavera dos Museus, a ação anual acontece entre os dias 23 a 29 de setembro, promovendo a reflexão e mobilizando museus brasileiros a elaborarem uma programação especial voltada para um mesmo tema, neste ano o tema escolhido é “Museus por dentro, por dentro dos Museus”.

O ano de 2019 iniciou com a experiência da perda irreparável causada pelo incêndio no Museu Nacional. Essa crise proporcionou que o IBRAM – Instituto Brasileiro de Museus, aos museus, seus profissionais e a própria sociedade buscassem novas formas de prevenção, gestão e manutenção, para que possamos cumprir a função de preservação e comunicação daquilo que nos une, nossa lembrança pessoal e coletiva. 

A compreensão de que os museus são guardiões das nossas memórias, dos nossos afetos e, por excelência, espaços que auxiliam as pessoas na busca e na manutenção da sua identidade, nos envolve – enquanto indivíduos parte dessa relação – numa série de responsabilidades compartilhadas na tarefa de preservar. O ato de produzir processos, guardar artefatos e expor memoráveis coleções, sem abrir mão da segurança, demanda batalha diária contra os mais variados agentes de riscos que ameaçam de maneira incessante a integridade física e química dos museus e seus acervos, pois existir é correr riscos e resistir é combater riscos.

É este o intuito da 13ª edição da Primavera dos Museus: envolver ainda mais os públicos de museus na aventura de conhecer, preservar e compartilhar memórias. Olhar os museus por dentro para ficar por dentro dos museus permitirá explorar os aspectos do cotidiano museológico aplicados aos diversos métodos legais, éticos, técnicos e científicos, aos quais as coleções/museus são submetidas no constante processo de formação, organização, conservação e exposição para interação e apreciação pelas pessoas ou grupos sociais.

 

Nova exposição no Museu WEG

Atendendo a programação, neste ano o Museu WEG de Ciência e Tecnologia busca fomentar a visitação ao museu com a ampliação da temática da sala 11 – Visões do Futuro. O novo espaço terá como tema “Desafios e Conquistas”, onde serão expostos os principais troféus da WEG, compartilhando e preservando memórias e demonstrando sua evolução tecnológica e governança corporativa ao longo dos anos.

A nova exposição vem para lembrar que além de criar oportunidades de aprendizado e desenvolvimento em diversas áreas de atuação, a WEG tem diversificado o portfólio, ampliado a participação no mercado global e expandindo os negócios. Conquistando o respeito dos stakeholders, construiu credibilidade, reputação, força e capacidade de crescer continuamente, e tudo isso é reconhecido tanto pelo mercado de capitais, como pelos clientes e entidades.  Mais do que merecedores de todos estes troféus, a WEG é, acima de tudo, grata àqueles que sempre depositaram confiança na companhia. 

A nova exposição será aberta ao público a partir das 10h do dia 24/09. Venha conferir!

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5 experiências para fazer em casa ou na escola

Para inspirar o cientista que existe em você, separamos algumas experiências de eletrostática, pressão atmosférica, decomposição das cores e até um vulcão em erupção!

Existem muitas experiências de física e química que podem ser feitas em casa ou na escola, seja para a feira de ciências, para aprender algum assunto ou se divertir, que é o que amamos fazer aqui no Museu WEG. O importante é sempre ter um adulto junto, ok? Para inspirar o cientista que existe em você, separamos algumas experiências de eletrostática, pressão atmosférica, decomposição das cores e até um vulcão em erupção! Vamos lá?

 

Cabo de guerra eletrostático 

Essa é uma maneira diferente de brincar de cabo de guerra, porque aqui você vai usar cargas elétricas!

Você vai precisar de:

- 2 balões

- 2 flanelas

- 1 latinha de alumínio vazia

O que acontece? O atrito do balão contra a flanela resulta em eletrização por atrito, e o balão fica carregado eletricamente. Ao aproximá-lo de uma latinha de alumínio, ela é carregada por indução e é atraída, se movendo em direção do balão. No vídeo abaixo vemos a brincadeira acontecer, quem será que consegue atrair mais a latinha?


Experiência sobre a pressão atmosférica

Nessa experiência vemos o efeito da pressão atmosférica no nosso dia-a-dia.

Você vai precisar de:

- 1 balão

- 1 copo de vidro

- 1 vela

O que acontece? Ao colocar o copo com o balão dentro da água, o ar quente que está dentro do copo, perde calor para a água e reduz seu volume. Assim, a pressão atmosférica empurra o balão para dentro do copo. Veja na prática:

 

Disco de Newton

Essa experiência mostra como é possível a cor branca ser criada a partir da mistura das cores do arco-íris.

Você vai precisar de:

- 1 CD com dois furinhos 

- 2 papéis com as cores do arco-íris ou tinta para pintar

- Cola

- Barbante

O que acontece? Depois que você montar o disco de Newton, ele demonstra que a cor branca é, na verdade, a soma de todas as cores do espectro luminoso. É por isso que, quando as cores se sobrepõem rapidamente, nossos olhos enxergam um grande círculo de cor branca.

 

A caixa que anda sozinha

Você já viu um objeto de papel andar sozinho? Essa experiência é super fácil, divertida e um pouco viciante.

Você vai precisar de:

- Bolinhas de gude

- Cartolina

- Cola branca e cola quente

- Régua e lápis

- Tesoura

O que acontece? As bolinhas são o centro de massa do objeto, o formato da caixinha possibilita que as bolinhas andem, como se o papel não existisse, pois é muito mais leve. As bolinhas empurram o papel, que sai por aí, andando sozinho!

 

Erupção vulcânica

Que tal fazer uma experiência que imita a erupção de um vulcão? É possível fazer “lava” de mentirinha, olha só:

Você vai precisar de:

- Jornal 

- 2 potes de vidro

- Massinha de modelar ou argila

- Bicarbonato de sódio

- Tinta vermelha

- Água

- Detergente

- Vinagre

O que acontece? Utilizando os vidros como base, primeiro precisamos criar nosso vulcão (veja no vídeo o passo a passo). Coloque bicarbonato de sódio, tinta vermelha, água e uma gota de detergente no seu vulcão. Misture tudo e para a erupção acontecer, coloque a gota de vinagre. Aproveite o espetáculo! Quando o bicarbonato se mistura com o vinagre, há uma reação que libera água, sal e dióxido de carbono. As bolhas de gás expulsam todo o conteúdo para fora. Criando a “lava”.


E aí, conta pra gente: qual experiência você vai fazer? ;)

 

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Como funcionam as usinas nucleares?

O Brasil possui um elemento radioativo em abundância: o urânio. Ele é capaz de gerar uma enorme quantidade de energia através das usinas nucleares. Você sabe como isso funciona?

O sol é a maior fonte de energia em nosso planeta, e sua força vem dos átomos. A ciência nos deu a chave para controlar toda essa energia e sua matéria prima é o urânio, matéria em abundância em nosso país. Alguns átomos de urânio são capazes de liberar tanta energia, que  uma pequena pastilha pode gerar eletricidade suficiente para abastecer uma casa por um ano. 

O urânio é um elemento radioativo, ele é o átomo com o núcleo mais pesado que existe naturalmente na Terra. E é em usinas nucleares que ele é manipulado para produzir energia elétrica.

Uma usina nuclear é uma instalação industrial que produz energia elétrica a partir de reações nucleares. As reações nucleares de elementos radioativos, como o urânio, produzem uma grande quantidade de energia térmica. Essas grandes instalações são construídas envolvidas por uma contenção feita de ferro armado, concreto e aço, tudo isso para proteger o reator nuclear de emitir radiações para o meio ambiente.

No vídeo abaixo você poderá entender, de forma resumida, como funciona o processo de reação nuclear — da transformação de átomos em combustível para as usinas até a distribuição de energia.

Basicamente, uma usina nuclear é composta por três fases: a primária, a secundária e a refrigeração. Na primária, o urânio é colocado no vaso de pressão. Com a fissão (quebra do núcleo de um átomo instável em dois núcleos menores), há a produção de energia térmica. Nesta etapa, a água é utilizada para resfriar o núcleo do reator nuclear.

Na etapa secundária, a água que foi aquecida no sistema primário (agora radioativa) é transformada em vapor de água em um sistema chamado gerador de vapor. O vapor produzido no sistema secundário é utilizado para movimentar a turbina de um gerador elétrico, o que irá produzir a energia.

Em seguida, o vapor de água produzido no sistema secundário é transformado em água através de um sistema de condensação, ou seja, através de um condensador que é resfriado por um sistema de refrigeração de água. Esse sistema bombeia água do mar (fria), através de circuitos de resfriamento que ficam dentro do condensador, a água do mar vai resfriar o sistema para fazer com que a água que foi vaporizada volte para o sistema na forma líquida.

Por fim, a energia que é gerada através deste processo de fissão nuclear chega às residências por meio das redes de distribuição de energia elétrica. Veja abaixo a esquemática:

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Esquemática de uma Usina Nuclear

 

Existem usinas nucleares no Brasil?

Sim! Elas estão localizadas na Central Nuclear em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. As usinas chamadas de Angra 1 e Angra 2, são responsáveis pela produção de 3% da energia consumida no país. Uma terceira usina está sendo construída, mas está longe da conclusão.

Por ser um país tropical e ter uma imensidade de rios formando grandes bacias hidrográficas, o Brasil tem diversas fontes de energia, como solar, eólica, hidrelétrica, das marés, do etanol, da biomassa, etc. O uso da energia nuclear vem da necessidade de diversificar a matriz energética brasileira – mesmo que o custo da energia nuclear não seja barato. Leia mais sobre a matriz energética brasileira clicando aqui. =)

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6 mistérios que a física ainda não conseguiu explicar

Cientistas criaram teorias para entender e até tentar explicar alguns mistérios do universo, mas até hoje nada foi comprovado. Será que um dia teremos respostas para eles?

Assim como nós, os físicos, astrofísicos e cientistas estão cheios de perguntas. E, apesar dos avanços nestes campos, há mistérios que ainda são impossíveis de serem explicados. Para tentar entender certos fenômenos, foram estabelecidas teorias que, mesmo não podendo ser observadas ou comprovadas diretamente, são a única explicação para definir alguns enigmas do universo. Conheça a seguir alguns deles.

 

  1. A matéria escura

Cientistas calculam que 84% da matéria presente em nosso universo não emite e sequer absorve luz, a chamada matéria escura. Por não absorver nem emitir radiação, ela não pode ser vista diretamente, nem detectada de maneira indireta.

Eles acreditam na existência dessa matéria graças ao efeito gravitacional que exerce sobre outros elementos e sobre a estrutura do universo. Acredita-se que é composta por partículas massivas que interagem sem força entre elas e, por carecer de luz, os astrofísicos não conseguem detectá-la, apesar de saber que está ali.

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Matéria escura – Fonte: Superinteressante.

 

  1. A energia escura

Cientistas acreditam que há algo que contraria a força gravitacional de atração e, mesmo que a gravidade empurre tudo para o centro do nosso universo, ele continua em expansão.

A gravidade deveria evitar que isso acontecesse, mas na prática é diferente. Para explicar isso, sugere-se que exista uma energia invisível que se contrapõe à força da gravidade — a energia escura. Ela é tida como uma propriedade inerente do próprio espaço. À medida que o espaço se expande, mais espaço é criado e, consequentemente, mais energia escura.

Porém, também não é possível detectar a energia escura e os cientistas não conseguem comprovar sua existência, mas essa é a única explicação que existe até hoje. E mais: embora ninguém saiba como constatar, estima-se que 70% do universo é composto por energia escura!

 

  1. A inflação cósmica

A inflação cósmica é um conjunto de teorias concedida para explicar alguns enigmas que a teoria do Big Bang não podia responder. Diz-se que com a inflação cósmica, houve partes do universo que ficaram mais densas em matéria, e isso explicaria as galáxias e outros fenômenos.

Ao olharmos para o universo, observamos uma esfera que parece se estender por partes iguais em todas as direções. O que torna difícil a explicação de haver uma temperatura uniforme: como duas partes distantes do universo podem ter a mesma temperatura e densidade sem ter estado em contato? A inflação cósmica explica esse fenômeno.

A teoria sugere que essas partes chegaram a formar uma unidade e que, menos de um bilionésimo de segundo depois do Big Bang, o universo se inflou de forma repentina e em grande velocidade, expandido sua matéria a uma velocidade superior à da luz. Durante essa expansão, houve pequenas diferenças de temperaturas, pontos de maior densidade que se materializaram em galáxias e grupos de galáxias. Também foram produzidas as ondas gravitacionais previstas por Albert Einstein.

Apesar deste conhecimento, os físicos não podem atestar o que formou esses conjuntos de estrelas e ondas gravitacionais. Portanto, um fenômeno como a inflação cósmica pode fazer com que seja mais compreensível.

energia escuraA energia escura é uma pressão negativa que empurra o universo a expandir mais rápido. Fonte: Astrofísica para Todos.

  1. O destino do universo

“Para onde vamos?” Essa é uma das perguntas científicas que mais causam curiosidade e outras perguntas até hoje. Acredita-se que isso depende de um fator desconhecido que mede a densidade da matéria e a energia que existe no cosmos.

Considerando que esse fator é maior que a unidade, o universo seria uma esfera. Sem a energia escura mencionada antes, o universo deixaria de se expandir e tenderia a se contrair, provocando o colapso absoluto, num processo inverso ao Big Bang, conhecido também como Big Crunch. Mas, como essa energia existe, os cientistas acreditam que o universo seguirá se expandindo de maneira infinita.

Mas o universo se expandirá para sempre? Considerando-o como uma esfera e caso a energia escura exista de fato, esse universo esférico se expandirá eternamente.

De maneira alternativa, o universo pode ser curvo e aberto, como a superfície de uma sela para montar cavalos. Neste caso, o universo pode caminhar para dois processos — o Big Freeze e Big Rip. No primeiro, a aceleração do universo fará com que ele acabe desfazendo galáxias e estrelas, deixando matéria fria e abandonada. Depois, a aceleração aumentaria de maneira tão grande, que poderia superar a força que mantém os elementos de um átomo em seus devidos lugares, destruindo-o completamente.

Outra alternativa é que o universo pode ter uma estrutura planar, como uma mesa que se expande para todas as direções. Caso a energia escura não exista, neste modelo a aceleração da expansão do universo seria reduzida aos poucos, até parar completamente. Mas se a energia escura existir, tudo terminaria destruído com o Big Rip.

big ripSimulação do Big Rip. Fonte: Theweek.

 

  1. A entropia

Você sabia que alguns cientistas duvidam que o tempo tenha corrido sempre para a frente, mas não conseguem provar o contrário? Isso é explicado por uma propriedade da matéria chamada entropia, que é a quantidade de desordem de um sistema. Neste caso, das partículas do universo.

Basicamente, se o universo se desloca de uma baixa entropia para uma alta entropia, nunca poderemos ver os acontecimentos se reverterem. Esse movimento é irreversível, mas suscita um novo enigma para os cientistas: por que o universo era tão organizado em seu início? Se, como confirmado em outras teorias, havia uma grande quantidade de energia acumulada em um espaço tão reduzido, por que a entropia (a desordem) era tão baixa na origem do cosmos? Ainda não há resposta para isso.

 

  1. Os universos paralelos

Será que o universo em que vivemos é único? Até hoje, nada garante isso. Muitos cientistas defendem a hipótese de que é possível que o que chamamos de universo seja somente um entre outros infinitos espaços.

As leis da física quântica dizem que a configuração das partículas dentro de cada espaço é finita e que esta configuração deve, necessariamente, se repetir, o que implicaria em uma infinidade de universos paralelos. É daí que vem o conceito de multiverso, ou seja, diversos universos paralelos coexistindo sem que um tenha contato com o outro.

universos-paralelosUniversos paralelos. Fonte: Hypescience.

Da matéria escura aos universos paralelos: são tantos questionamentos! Que a ciência esteja sempre em evolução e que possamos presenciar a solução desses mistérios. <3

 

Tensão

110 V ou 220 V? Por que regiões do Brasil têm padrões de tensão diferentes?

Existe uma linha que divide o mundo em duas partes: uma delas usa a tensão de 110 V a 120 V e a outra de 220 V a 240 V.

Existe uma linha que divide o mundo em duas partes: uma delas usa a tensão de 110 V a 120 V e a outra de 220 V a 240 V. No Brasil a situação é ainda mais complicada, pois a tensão varia de um estado para outro, de uma cidade para outra e até mesmo dentro de uma cidade.

Isto acontece porque, quando a instalação da rede elétrica ocorreu no Brasil, lá no início do século 20, as companhias contratadas para o serviço eram estrangeiras e não tinham um padrão a seguir. Assim, a escolha do sistema elétrico como sendo de 110 volts ou de 220 volts, dependeu da empresa que executou a instalação nas diferentes regiões do Brasil.

Na região sudeste, por exemplo, empresas canadenses optaram por estabelecer a voltagem de 110 V, enquanto as primeiras concessionárias de energia que atuaram na região nordeste optaram pela rede elétrica de 220 V. Um dos motivos para a rede de energia elétrica nunca ser padronizada no Brasil é que o custo seria altíssimo.

 

Polêmica histórica

A “guerra das correntes”, ocorrida no fim do século 19, época da introdução dos primeiros sistemas de transmissão de energia, envolve Thomas Edison e Nikola Tesla.

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Thomas Edison e Nikola Tesla

Nessa época, Edison promovia o uso da Corrente Contínua (DC, na sigla em inglês), que trabalhava com 100 V e era impossível de converter em outras tensões até então. Já Tesla afirmava que a Corrente Alternada (AC) era melhor: sua tensão podia ser modificada com facilidade, reduzindo os custos, e poderia transportar energia por grandes distâncias.

Edison, por sua vez, sustentava que a AC era perigosa. E, para demonstrar isto, ele organizou demonstrações nas quais eletrocutou animais com a corrente “rival”. Mas, apesar da guerra de publicidade, Tesla saiu ganhando. Na Feira Mundial de Chicago, o cientista fez passar pelo próprio corpo uma corrente alternada de milhões de volts e saiu ileso.

Tudo indica que Tesla foi ajudado em sua experiência ao usar uma alta frequência e sapatos com sola de borracha. Essa demonstração, somada aos custos menores da corrente alternada e à capacidade de transmissão, marcaram sua vitória e a adoção deste sistema.

Mas as lâmpadas de Edison eram muito populares nos Estados Unidos. E como funcionavam com voltagem de 100 V, elas foram adaptadas à Corrente Alternada de Tesla. Hoje, o sistema AC é usado em linhas de transmissão de energia em grandes distâncias, muito populares em vários países.

Já falamos sobre esta guerra aqui no blog, clique aqui para saber mais.

 

110 V ou 220 V?

Não existe uma diferença técnica entre as duas tensões. O desempenho de aparelhos iguais que trabalham em uma tensão elétrica diferente é exatamente o mesmo. Portanto, a quantidade de energia consumida por um aparelho que funciona a 110 V é igual a de um aparelho de 220 V.

No caso de aparelhos elétricos que transformam energia elétrica em calor, como aquecedores, ferros elétricos e secadores de cabelo, a tensão de 220 V pode garantir um melhor desempenho para instalações elétricas que apresentam as mesmas características.

É por questão de segurança que a maior parte do Brasil utiliza 110 V.  O choque elétrico que resulta de uma tensão de 220 V pode gerar mais danos que um choque de uma tensão de 110 V. Além disso, as grandes distâncias percorridas pela corrente elétrica, desde a usina até o consumidor final, geram uma grande perda de energia, o que justifica uma tensão menor para a maioria dos consumidores.

 

Tomadas

Vale lembrar também que no Brasil, até pouco tempo atrás, não possuímos um padrão de tomadas e plugues. Visto isso, a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) criou a norma NBR14136 que se refere à padronização de tomadas e plugues, de forma que possam garantir maior segurança do usuário no manuseio do equipamento, bem como eliminar o uso de adaptadores para a ligação dos plugues incompatíveis.

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Linha Sobrepor e Móveis & Pedras – WEG Tomadas

 

Você sabia que a WEG também atua nesse ramo? Confira o blog da WEG Tomadas e saiba mais sobre a linha de Tomadas e Interruptores: https://www.weg.net/tomadas/blog/ :)

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Férias no Museu: programação especial para crianças de 4 a 12 anos

O Programa de Férias do Museu WEG contará com oficinas temáticas entre os dias 18 a 24 de julho.

O Museu WEG de Ciência e Tecnologia preparou uma programação especial com diversas atividades ludo pedagógicas para as férias escolares. Neste ano, o Programa de Férias contará com oficinas temáticas pensadas para cada faixa de idade e, entre os dias 18 a 24 de julho, crianças de 4 a 12 anos poderão aprender e se divertir nas oficinas educativas do Museu.

O Programa de Férias conta com o apoio de voluntários e a expectativa é atender, em média, 100 crianças neste período. Veja abaixo quais serão as oficinas disponíveis e não esqueça de inscrever seus pequenos. A participação é gratuita.

 

OFICINAS

1 – Colorindo a História (peça teatral: O Homem Cinza)

18/07/2019 das 10h às 12h

Crianças de 4 a 6 anos

Atividades: 

Contação de história. 

Trabalho em equipe.

Pintura em uma tela com a ajuda das crianças que irão “carimbar” as mãos, montando um cenário que elas irão escolher de acordo com a história que ouviram.

 

2 – Cartões de Papel Reciclado

19/07/2019 das 10h às 12h

Crianças de 07 a 12 anos

Atividades: 

Através de papéis reciclados pela AMA a facilitadora (em parceria com seus alunos autistas) irá ensinar as crianças e ajudá-las na confecção de cartões.

Isso, além de auxiliar no processo criativo, irá conscientizá-las quanto a importância da reciclagem.

 

3 – Cantação de História – O Ninho

23/07/2019 das 15h às 17h

Crianças de 4 a 6 anos

Atividades: 

História cantada por meio de voz e violão pelo escritor Silvio Celeste.

Relacionando a história  “O Ninho” com cada espaço do museu.

Roda de conversa. 

Construção de ninhos.

 

4 – Papa Livros em Origami 

24/07/2019 das 15h às 17h

Crianças de 07 a 12 anos

Atividades: 

Apresentação da história da biblioteca da WEG.

Oficina de montagem de papa livros (marcadores de página) em origami, sendo uma forma de estimular a criatividade e a leitura. 

Contação de história para que  as crianças possam acompanhar e marcar com seu papa livros.

 

Todas as oficinas foram pensadas e preparadas com muito carinho para incentivar a criatividade e a visitação ao Museu. 

As inscrições para as oficinas devem ser realizadas no link abaixo:

http://bit.ly/FeriasMuseuWEG

Participe do evento no Facebook:

https://www.facebook.com/events/2420415534844907/

Cobre

Condutor elétrico: a importância do cobre nas instalações elétricas

A principal razão para utilizar o cobre em sistemas elétricos é sua excelente condutividade elétrica.

Todo material que permite a passagem da corrente elétrica com grande facilidade — quando está submetido a uma diferença de potencial elétrico — é chamado de condutor. É o caso do cobre, graças às suas propriedades únicas, ele ajuda as instalações elétricas a se tornarem eficientes, duráveis e seguras.

Existem diversos materiais que podem ser utilizados como condutores elétricos. Mas, para se tornar um candidato sério para a posição, o material deve combinar condutividade muito alta com suas características mecânicas. É aí que entra o cobre, a principal razão para utilizá-lo em sistemas elétricos é sua excelente condutividade elétrica.

O cobre apresenta a resistência elétrica mais baixa entre todos os metais não-preciosos. Fios e cabos de cobre são capazes também de reduzir as perdas de energia e contribuir para a baixa de emissão de CO2. O metal possui grande resistência contra a deformação e a corrosão, o que aumenta a vida útil e a segurança dos produtos aplicados nas instalações elétricas.

A quantidade de eletricidade que utilizamos hoje em dia, exige que o cabeamento elétrico de nossos lares se encontre em ótimas condições, para evitar falhas e sobrecargas que possam provocar incêndios e lesões físicas. É por esses e outros motivos que o cobre está presente em dispositivos, como os disjuntores, fusíveis, hastes de aterramento, barramentos, interruptores e tomadas.

 

Características e aplicações

- O cobre é um metal muito utilizado para a construção de condutores elétricos, já que é muito dúctil e maleável.

- A eletricidade que flui por meio dos fios de cobre encontra muito menos resistência que encontraria em fios de alumínio ou aço, por exemplo. Além disso, além da prata, o cobre é melhor condutor elétrico que qualquer outro metal não precioso.

 

cobre-fotoAs peças da WEG também utilizam o cobre, como é o caso das bobinas. Foto: Acervo Museu WEG.

 

- O cobre caracteriza-se por apresentar uma grande capacidade de condução de corrente. Isto quer dizer que um cabo de cobre é menor que um de alumínio, considerando o mesmo índice de resistência. Um exemplo se dá ao comparar um condutor de alumínio e outro de cobre de uma mesma seção; este último tem uma capacidade 28% superior ao do primeiro. Igualmente, as perdas por Efeito Joule são 58% menor em relação ao alumínio.

- Os condutores de cobre garantem a eliminação de prováveis falhas causadas por maus contatos devido ao óxido que se forma no condutor, como o que poderia ocorrer ao alumínio. Além disso, dão maior facilidade no uso de soldas nos terminais e emendas.

- Durante uma instalação ou qualquer tipo de trabalho, os condutores sofrem inevitáveis dobramentos; quanto a isto os condutores de cobre são mais resistentes. É uma grande vantagem para eles já que podem dobrar e passar com mais facilidade pelos condutos sem medo de que se quebrem.

- Outra característica é que os cabos de cobre são menos volumosos, o que faz com que seu transporte e instalação sejam mais fáceis.

- Sua vida útil é muito mais longa que outros tipos de cabos. Por isto, a longo prazo, cabos de cobre são mais econômicos.

- Outra vantagem do cobre é sua alta resistência à corrosão, por isso também é aplicado em instalações subterrâneas e em linhas aéreas em regiões costeiras ou de alta poluição.

E aí? Gostou de saber mais sobre esse material tão importante para a história da WEG? Venha conhecer aplicações práticas! A entrada no Museu é gratuita. =)

 

Artes

Brasileiros analisam história da arte usando física

Haroldo, físico da Universidade de Maringá, no Paraná, foi criticado por vários pintores que achavam que não era possível quantificar a arte.

Segundo historiadores, a arte é dividida por suas características e estilos como, por exemplo, moderna e contemporânea. Pensando nisso, os físicos brasileiros Haroldo Ribeiro e Higor Sigaki buscaram verificar essa afirmação histórica, mas desta vez de uma maneira matemática.

No início, ao utilizar fórmulas matemáticas para analisar pinturas, Haroldo, físico da Universidade de Maringá, no Paraná,  foi criticado por vários pintores que achavam que não era possível quantificar a arte. Mas ele não desistiu e em parceria com Higor, desenvolveu um programa de computador que desconstrói obras de arte e as transforma em conjuntos de números para encontrar um padrão nas pinturas e na evolução da arte.

Nesta pesquisa, os físicos calcularam a probabilidade de os pintores seguirem um determinado padrão em cada momento da história.

Analisando a quantidade de pixels nas pinturas e as transformando em matrizes, as obras são caracterizadas a partir de dois critérios: entropia e complexidade. A entropia é a desordem, ou seja, os pixels dispostos de maneira aleatória em uma imagem. Já o conceito de complexidade, dando jus ao nome, é um pouco mais difícil de entender.

Segundo Ribeiro, em entrevista à GALILEU, a pesquisa aborda como complexo algo que não é totalmente aleatório mas que também não segue um padrão regular. “Uma pintura muito aleatória não é complexa. No entanto, uma pintura completamente ordenada também não é. O complexo está entre o aleatório e o regular. Tem que estar no meio, mas distante dos dois”, explicou.

Como já diziam os historiadores, a dupla foi capaz de encontrar uma mudança nos padrões das obras. Na arte moderna, por exemplo, as pinturas costumam ter uma grande entropia, mas pouca complexidade, mostrando que a arte é mais aleatória e desordenada. No caso da arte pós-moderna, as pinturas têm alta complexidade e baixa entropia. As artes da renascença ficam entre os dois conceitos.

No trabalho, as duas pinturas abaixo são tomadas como exemplos. A primeira, “Who’s Afraid of Red, Yellow and Blue”, de Barnett Newman, é classificada como tendo baixa entropia e baixa complexidade, já que segue padrão regular. Já a segunda pintura, “The Garden of Earthly Delights”, feita por Hieronymus Bosch, é considerada mais complexa, mas com um grau de entropia mediano.

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Exemplos de pinturas analisadas pela complexidade e entropia (Foto: reprodução)

O objetivo da análise é realizar uma classificação cada vez mais efetiva das obras de arte, que é algo muito demorado para ser feito, mesmo por um especialista de obras de arte. Mais uma vez fomos surpreendidos pelas equações e tudo o que elas podem fazer por nós e nossa história!

Fonte: Revista Galileu.