Categoria: Tecnologia

Malhe o cérebro: conheça jogos que exercitam a mente

Entre os diversos exercícios para a mente, estão os jogos.

Assim como o corpo necessita de exercícios regulares para o bom funcionamento, o cérebro também deve ser exercitado. Ele realiza funções de extrema importância para nós, como ver, ouvir, sentir cheiro e sabor, lembrar, aprender e memorizar toda a informação que recebemos no dia a dia.

Entre os diversos exercícios para a mente, estão os jogos: sejam digitais, de cartas ou de tabuleiros. Fazer jogadas inesperadas, diversificar os estímulos que recebemos e o tipo de atividade que fazemos, ajuda a mobilizar nossos sentidos e fazer com que nosso cérebro se esforce com novas situações, melhorando o foco, a memória e o raciocínio.

Estudos provam que, em tempos de pandemia, a procura por jogos aumentou já que as pessoas precisaram reinventar sua rotina e o modo como estimulam o cérebro. Você faz parte disso? Confira agora jogos que ajudam a exercitar a mente

Jogos que exercitam a mente

Tetris, Sudoku e até mesmo Candy Crush Saga são alguns exemplos de jogos para estimular o cérebro. Eles melhoram a agilidade, a memória e o raciocínio, assim como a capacidade de tomar decisões e criar soluções rapidamente. 

Mas nada de exageros! É recomendado dedicar em média 30 minutos por dia para jogar. Conheça agora alguns jogos para estimular o cérebro: 

War

Neste jogo de estratégia, o planeta é dividido em seis regiões, os jogadores devem usar a inteligência e a astúcia para derrotar os adversários e conquistar territórios com seus exércitos.

Jogo da memória

O clássico jogo da memória pode ser jogado on-line ou off-line, com cartinhas ou papéis distribuídos aleatoriamente de cabeça para baixo. É um ótimo exercício para afiar a memória de curto prazo (aquela que armazena coisas que acabamos de ver). Clique aqui para jogar o jogo da memória do Museu WEG.

Quebra cabeça

Montar um quebra-cabeça reforça as conexões existentes do cérebro e incentiva a formação de novas ligações. O jogo estimula tanto o lado esquerdo do cérebro, com lógica e racionalidade, quanto o lado direito, com criatividade e visão artística da obra.

Imagem e ação

Além de ser divertido e garantir boas risadas, este jogo estimula a criatividade já que o cérebro deve encontrar diversas estratégias para encontrar a mímica perfeita para determinada palavra.

Xadrez

Um jogo antigo, mas muito jogado ao redor do mundo. O xadrez fortalece a capacidade de concentração e a memória. O jogo também estimula o raciocínio, a criatividade e o processo de tomar decisões.

“O xadrez é a ginástica da inteligência.” (GOETHE, 1876)

Tetris

Um jogo muito popular, o Tetris também ajuda a malhar o cérebro. O jogo sobrevive há gerações como uma forma divertida de estimular o raciocínio lógico e permite que os jogadores exercitem a habilidade de pensar rápido, além disso desenvolve o senso de espaço.

Sudoku

O Sudoku também é muito popular em todo o mundo e faz parte da lista de jogos que exercitam a mente. Nele, o jogador deve preencher 81 quadradinhos, 9 linhas e 9 colunas, usando os números de 1 a 9. O objetivo desse jogo é usar os números de 1 a 9 em cada linha, coluna e quadradinho de 3 x 3 sem repetir os números.

Cada Sudoku tem apenas uma solução, e existem diferentes níveis de dificuldade, que devem ser escolhidos de acordo com a prática, capacidade de cálculo e raciocínio do jogador. 

Candy Crush Saga

Jogos como Candy Crush Saga são muito populares nas redes sociais e também ajudam a exercitar o cérebro. O objetivo dele é formar sequências de “doces” virtuais da mesma cor e formato de modo a atingir os objetivos definidos pelo jogo.

Esse estilo de jogo pode ser encontrado em outras versões semelhantes com nomes diferentes, como Farm Heroes Saga, Pet Rescue Saga, Bejeweled Classic ou Diamond Battle, por exemplo. 

Jogo de 7 Erros

O Jogo de 7 erros é antigo e muito popular nas escolas. O objetivo é comparar duas imagens e encontrar as 7 diferenças (ou os 7 erros) entre as duas imagens. 

Que tal começar procurando eles na imagem abaixo?

Imagem: Youtube.

Viu só? Existem diversos jogos que ajudam a desenvolver as habilidades cognitivas: concentração, memória, raciocínio, linguagem, entre outras. Basta praticar um pouco todo dia – sua mente ficará mais ágil e preparada para desafios.

Outro modo de exercitar o cérebro é por meio de brincadeiras. Veja aqui 5 brincadeiras para aprender ciência. E, se quiser conhecer o segredo de grandes cientistas, leia nossas recomendações de filmes que falam sobre eles.

Benefícios da robótica para as crianças

É na infância que experiências e descobertas são levadas para o resto da vida.

A ciência explica quase tudo que nos cerca, e ensinar ciência para as crianças colabora para a compreensão do mundo e do nosso papel como parte do universo. É na infância que experiências e descobertas são levadas para o resto da vida.

Nesse contexto, a robótica tem se destacado como uma excelente ferramenta de educação para estas novas gerações que nasceram inseridas em um mundo tecnológico.

A prática ajuda a desenvolver o lado intelectual e cognitivo das crianças. Além disso, abre um grande leque de oportunidades no mercado de trabalho no futuro.

Neste artigo, apresentamos alguns dos benefícios que o aprendizado da robótica para crianças pode trazer para o seu filho. Você vai se surpreender.

Conheça os benefícios da robótica para crianças

Apesar de parecer uma tarefa para adultos, o desenvolvimento de máquinas inteligentes pode começar ainda na infância, sendo uma forma de estimular habilidades e desenvolver competências essenciais para o futuro.

Conheça agora os benefícios do aprendizado da robótica.

1. Raciocínio lógico

O raciocínio lógico é a habilidade de organizar o pensamento para chegar a uma conclusão ou resolver um determinado problema, e essa é uma das áreas mais estimuladas pela robótica.

Isso porque é preciso que as crianças tenham uma visão completa do processo de criação, programação e resposta da máquina que está sendo elaborada, pensando em qual é a melhor forma de construir comandos para o robô.

Com isso, elas encontram caminhos diferentes e soluções alternativas para resolução de problemas — e esse raciocínio se torna cada vez mais fácil.

2. Criatividade e curiosidade

Criatividade e curiosidade são características fundamentais para o aprendizado e a educação infantil. Por meio dos questionamentos, podemos descobrir os interesses dos pequenos.

A robótica desperta esse sentimento de modo natural por meio de questões como: Qual peça devo utilizar? O que vai acontecer se eu desconectar essa peça? E se o robô não funcionar? Como o robô vai resolver o problema proposto?

Ao serem estimuladas, curiosidade e criatividade são refletidas no dia a dia, despertando o senso de investigação dos pequenos.

3. Senso de organização

A tecnologia precisa seguir uma determinada ordem para que se consiga alcançar os resultados esperados. Todas as ações devem ser realizadas passo a passo para evitar erros no processo.

Por essa razão, o desenvolvimento do senso de organização é fundamental para crianças e adolescentes inseridos na robótica tanto para criação e programação do robô como para determinar tarefas dos membros de uma equipe.

Ao desenvolver essa habilidade, a criança passa a ter mais comprometimento e desenvolvimento da sua responsabilidade. Isso pode ajudar na organização das tarefas do dia a dia durante seu crescimento pessoal.

4. Trabalho em equipe

Aprender robótica não é uma prática exclusivamente individual. Logo, ela também estimula o trabalho em equipe. Essa habilidade é desenvolvida porque a criança precisa interagir com seus colegas, pais ou professores, entendendo que a cooperação é fundamental.

Logo, as crianças aprendem a dividir tarefas e exercitar a comunicação. Também são estimuladas a paciência e a disciplina para aceitar e respeitar opiniões diferentes.

5. Interdisciplinaridade

O aprendizado tecnológico compreende uma série de conhecimentos. Brinquedos que envolvem eletrônica, kits educacionais e até mesmo a montagem de pequenos robôs permitem que diversas matérias sejam contempladas.

Números, novas palavras e curiosidades gerais são absorvidas em teoria e aplicadas na prática. Até mesmo a língua inglesa é trabalhada nesse processo, pois muitos termos presentes no mundo tecnológico ainda não têm tradução.

Algumas áreas de estudo estimuladas pelo aprendizado da robótica para crianças são:

  • física;
  • matemática;
  • ciências;
  • mecânica;
  • eletrônica;
  • engenharia;
  • português e inglês etc.

Como inserir a robótica para crianças

É válido lembrar que a robótica não diz respeito apenas a máquinas gigantes, utilizadas em grandes unidades fabris. Ela está presente em nossa vida cotidiana de diferentes formas, desde brinquedos até utensílios domésticos.

Uma opção para inserir as crianças no estudo da robótica é matricular os pequenos em instituições de ensino que oferecem esse diferencial, que já é uma tendência no mercado. Também é possível encontrar escolas com cursos específicos do ensino de robótica.

É possível, ainda, aprender os conceitos básicos da robótica por meio de criadores de conteúdos nas redes sociais, kits e brinquedos de robótica e ensino de programação e sites educacionais.

Idade para aprender robótica

Como vimos, a infância pode ser a melhor fase para aprender sobre robótica. Veja abaixo o que as crianças podem aprender em cada faixa etária:

  • A partir dos 2 anos, é possível começar a aprender robótica por meio da montagem de brinquedos.
  • A partir dos 4 anos, a criança já é capaz de começar a solucionar pequenos problemas, como consertar um brinquedo.
  • A partir dos 7 anos, as crianças podem lidar com atividades lúdicas e softwares especiais, por exemplo, inserindo um comando para que os robôs realizem funções.
  • A partir dos 14 anos, com maior habituação sobre a linguagem técnica da programação, é possível tornar o ensino mais complexo, ensinando os adolescentes a criarem aplicativos específicos.

Como vimos, a robótica pode ser uma forma de incentivar o aprendizado de diversos assuntos. É uma atividade que desperta o senso de responsabilidade, organização, criatividade e cooperação das crianças, preparando-as para os desafios ao longo da vida.

Já que você chegou até aqui, que tal continuar no mundo da ciência e preparar um experimento com os pequenos? Descubra aqui o que é areia mágica e como fazê-la em casa.

Origem e curiosidades sobre o forno micro-ondas

Confira a história e algumas curiosidades sobre o forno de micro-ondas.

O forno micro-ondas está presente em milhares de residências pelo mundo todo. Simples e prático, o eletrodoméstico auxilia a descongelar e aquecer alimentos, sendo o queridinho daqueles que não têm muito tempo para cozinhar no fogão convencional.

Você sabia que a descoberta do princípio do forno micro-ondas foi por acaso? Continue lendo para conhecer essa história e conferir algumas curiosidades sobre o forno de micro-ondas.

A origem do micro-ondas 

O forno de micro-ondas surgiu por um mero acaso. Durante a Segunda Guerra Mundial, micro-ondas eletromagnéticas eram produzidas por um magnetron (uma válvula eletrônica que funciona como um oscilador na faixa de micro-ondas) com a intenção de detectar aviões inimigos. 

Por volta de 1946, nos Estados Unidos, o engenheiro eletrônico Percy Spencer, 

que trabalhava em uma empresa fabricando magnetrons para esses aparelhos de radar, colocou uma barra de chocolate no bolso da calça e foi trabalhar.

Enquanto trabalhava em um aparelho de radar ativo, ele percebeu que a barra que estava no bolso da sua calça havia derretido. Spencer sabia que as micro-ondas geravam calor, logo, supôs que essas ondas escaparam do tubo de magnetron, atingiram e derreteram a barra de chocolate.

Intrigado com o fato, ele resolveu fazer um experimento. Comprou milho de pipoca e colocou o pacote na frente do tubo de magnetron; em poucos instantes, as pipocas começaram a estourar. 

Spencer ainda resolveu fazer um novo experimento. Colocou um ovo cru dentro de um pote com um buraco e deixou-o voltado para o tubo de magnetron. O resultado foi a explosão do ovo. Sua conclusão foi que o ovo cozinhou de dentro para fora e estourou em razão da pressão.

Naquela época, o magnetron já estava muito desenvolvido. Ao perceber que poderia fazer a mesma coisa com outros alimentos, Spencer tratou de fazer com que se pudesse obter o máximo de proveito das micro-ondas. 

Após diversos experimentos, Spencer obteve, em 1946, a primeira patente para uso das micro-ondas para efeitos culinários. Logo, em 1947, a Raytheon produziu e comercializou o primeiro forno micro-ondas da história. Ele media 1,8 metros de altura e pesava 340 kg, sendo essa uma das curiosidades sobre o forno de micro-ondas.

Percy LeBaron Spencer – O criador do micro-ondas

No entanto, foi só a partir de 1975 que a invenção começou a “invadir” os ambientes domésticos, revolucionando o modo de cozinhar, essencialmente em termos de rapidez e poupança de energia (quando comparado aos fornos elétricos), sendo uma grande contribuição para a sociedade atual.

Como funciona o micro-ondas?

O aquecimento do forno micro-ondas ocorre em razão de uma radiação eletromagnética de 2.450 MHz, gerada por um magnetron e irradiada por um ventilador de metal, localizado na parte superior do aparelho.

Essa é a mesma frequência de ressonância das moléculas de água. Quando o forno é utilizado, a radiação aumenta a agitação das moléculas assimétricas da água, óleos e açúcares dos alimentos, e as ondas são refletidas várias vezes nas paredes metálicas sobre os alimentos, aquecendo-os de modo quase uniforme.

Por agitar as moléculas de água e de gordura das camadas mais externas com mais intensidade que as camadas mais internas do alimento, aquece os produtos de fora para dentro.

Três curiosidades sobre o micro-ondas 

1. O micro-ondas inventado por Spencer produzia 3.000 watts, cerca de três vezes a quantidade de radiação produzida por fornos de micro-ondas atuais.

2. O magnetron do primeiro micro-ondas precisava ser resfriado por meio de água, o que obrigava o produto a ter uma ligação com água canalizada.

3. A segurança é garantida porque as micro-ondas não são nucleares, pertencendo ao mesmo tipo de ondas do rádio ou mesmo da luz, só que em menor tamanho.

Incrível descobrir a história por trás de algo tão comum no nosso dia a dia, não é? Agora que você já sabe como é possível esquentar seu lanche no micro-ondas e como essa descoberta aconteceu por acaso, que tal descobrir como seria o mundo sem eletricidade?

Cientistas brasileiros: conheça 10 invenções criadas no Brasil

Conheça alguns dos inventos mais notáveis criados por cientistas brasileiros.

Ao pensar em grandes invenções, muitos tendem a considerar o Brasil um país que pouco contribuiu com a história dos avanços científicos, sendo pouco afamado por suas contribuições ao mundo moderno. 

Porém, a verdade é que, durante séculos e até mesmo hoje em dia, cientistas brasileiros têm se destacado e criado importantes elementos da sociedade utilizados no mundo todo – e que também servem de base para novas invenções.

Conheça agora alguns dos inventos mais notáveis criados por cientistas brasileiros

1. Transmissão radiofônica

A tecnologia de transmissão do som por ondas de rádio foi desenvolvida no final do século XIX, e, apesar da criação do rádio ser atribuída a Nikola Tesla, foi o padre e inventor brasileiro Roberto Landell de Moura que, em 1893, realizou a primeira transmissão radiofônica do mundo. 

Na época, outros inventos gringos já enviavam sinais telegráficos a curta distância, mas foi Landell quem conseguiu se comunicar através da voz humana com outros bairros, algo impensável na época. 

Infelizmente, ele não teve apoio do governo nem de iniciativas privadas e acabou abandonando seus experimentos.

2. Urna eletrônica

Foi em 1989 que um juiz eleitoral do estado de Santa Catarina chamado Carlos Prudêncio e seu irmão, um empresário da área de informática, criaram o que seria o primeiro terminal de votação por computador. 

No mesmo ano, ele foi instalado em caráter experimental na cidade de Brusque, em Santa Catarina. Seis anos depois, em 1995, o estado de SC experimentou a primeira eleição totalmente informatizada da história.

Graças a essa invenção, o Brasil é o país responsável pela maior eleição informatizada do mundo e, consequentemente, com a apuração mais rápida.

3. Radiografia

As radiografias também foram criadas por um brasileiro. Foi o médico Manuel de Abreu quem pesquisou durante muitos anos uma forma de radiografar órgãos do corpo humano. Em 1936, conseguiu criar um sistema que usava chapas radiográficas para fotografar a parte interna do corpo, em especial, os pulmões. 

A invenção criada no Brasil foi chamada de “abreugrafia” e permitia que doenças como a tuberculose fossem diagnosticadas de maneira mais rápida. Graças a essa invenção, Manuel de Abreu foi indicado ao Prêmio Nobel.

Recentemente, a revista Nature publicou os nomes dos cientistas mais importantes de 2020, provando que invenções e estudos médicos têm seu lugar de destaque na nossa história.

4. Walkman

O aparelho considerado o “avô do iPod” foi inventado por um alemão naturalizado brasileiro. Andreas Pavel mudou-se para São Paulo quando criança e, aos 27 anos, em 1972, criou o aparelho de toca-fitas portátil, batizado de stereobelt. 

Sete anos mais tarde, em 1979, a Sony lançou seu grande sucesso de vendas, o Walkman. Após anos de brigas judiciais, o inventor e a Sony entraram em um acordo, e a empresa reconheceu a autoria do invento a Pavel.

5. Máquina de escrever

Outra invenção brasileira é a primeira máquina de escrever da qual se tem registro de 1861 em Recife. Ela foi criada pelo padre João Francisco de Azevedo quando ele teve a ideia de adaptar um piano de 24 teclas para que ele pudesse imprimir letras em um papel. 

Sem dúvida, a ideia era bastante promissora. Azevedo confiou a sua invenção ao negociante George Napoleon, que dizia ter possíveis interessados em fabricá-la nos Estados Unidos.

Nunca mais teve notícias do vendedor, mas, anos depois, um modelo quase igual foi apresentado em solo americano por Christofer Sholes. Em seguida, a empresa Remington comprou a ideia e passou a fabricá-la em escala comercial.

6. Coração artificial

Em 2000, o engenheiro mecânico Aron de Andrade do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (SP) elaborou o primeiro coração artificial, um aparelho ligado ao coração natural e alimentado por um motor elétrico.

A invenção brasileira dá uma chance aos pacientes em estado grave que não conseguem se adaptar às medicações e permite que possam ter mais tempo de vida enquanto esperam por um doador real.

7. Balão a ar

Bartolomeu Lourenço de Gusmão é conhecido como o primeiro inventor e cientista brasileiro graças à criação do balão a ar quente.

Na época, Bartolomeu de Gusmão observou que o ar quente era mais leve que o ar exterior e que, com essa informação, seria possível criar um veículo que, com esse princípio, pudesse levitar.

Em 1709, seu invento chamado de “Passarola” foi exibido para a corte portuguesa. O aparelho movido a ar quente subiu a quatro metros de altura.

8. Câmbio automático

Em 1932, os engenheiros mecânicos José Braz Araripe e Fernando Lehly Lemos desenvolveram um sistema de troca de marchas automática por fluido hidráulico. 

O projeto e o protótipo foram vendidos para a General Motors que, em 1940, lançou um modelo do carro Oldsmobile com a chamada transmissão “Hydra-Matic”, uma precursora do que pode ser encontrado em veículos automáticos de hoje em dia.

9. Cinema 3D

Apesar de parecer uma tecnologia um tanto quanto nova, a ideia do cinema 3D não é tão recente assim. Ela surgiu em 1934 quando Sebastião Comparato criou dois modelos de projetores 3D e os apresentou no Rio de Janeiro.

O projeto do italiano naturalizado brasileiro consistia em um pequeno equipamento que podia ser adaptado a projetores comuns e a uma tela especial. A imagem projetada era refletida por um espelho, e o processo criava a sensação de que a imagem estava passando em um espaço vazio, como uma espécie de palco de teatro.

Sebastião estudou na Faculdade de Medicina de São Paulo e chegou a receber convites para aprimorar seu projeto fora do Brasil, mas recusou, pois queria que essa fosse uma criação brasileira. Infelizmente, com o passar do tempo, suas criações acabaram caindo no esquecimento.

10. Avião

Um dos maiores inventores brasileiros de todos os tempos, Alberto Santos Dumont, mudou completamente a aviação moderna contribuindo diretamente no desenvolvimento de dirigíveis e aviões.

Em 1903, os irmãos Orville e Willbur Wright conseguiram alçar voo com o Flyer I, considerado o primeiro objeto mais pesado que o ar a conseguir essa proeza. O detalhe é que eles precisaram de uma catapulta para impulsionar o aparelho.

Dois anos depois, em 1905, o brasileiro Santos Dumont conseguiu fazer com que o 14-Bis levantasse voo por meios próprios, sem auxílio externo, usando apenas um motor a combustão. 

Graças aos seus projetos, Santos Dumont abriu as portas para o surgimento de uma nova forma de transporte e, ao considerar isto um bem mundial, nunca patenteou suas invenções.

Gostou de saber um pouco mais sobre as invenções criadas no Brasil? Que tal agora conhecer a história de grandes cientistas de todo o mundo? Fizemos uma lista de filmes para você assistir e aprender mais sobre suas trajetórias. Veja no link: Filmes incríveis sobre a vida de grandes cientistas. 🙂

Curiosidades sobre os satélites: o que você sabe sobre eles?

O que você sabe sobre os satélites? O que eles estão fazendo lá em cima?

Você sabia que já foram lançados mais de 20 mil objetos no espaço? Desses, cerca de 3 mil estão ativos cruzando a atmosfera terrestre. Tratam-se de satélites, objetos que se mantêm girando ao redor da Terra sem cair. 

A Terra tem um único satélite natural, que é a Lua, e milhares de satélites artificiais − lançados no espaço por meio de foguetes. Mas o que você sabe sobre eles? O que os satélites estão fazendo lá em cima? Veja algumas curiosidades a seguir.

Para que servem os satélites?

Os satélites têm muitas funções. Eles são capazes de captar imagens de grandes áreas e possibilitam o mapeamento de territórios. Alguns podem auxiliar meteorologistas a prever mudanças no tempo e no clima, além de fenômenos naturais como furacões. 

Eles também podem captar imagens de outros planetas, auxiliando astrônomos em suas pesquisas. Os sinais de televisão e telefone também são transmitidos por meio dos satélites. Além disso, o Sistema de Posicionamento Global (GPS) só é viável com o auxílio de mais de 20 satélites em órbita.

A Organização das Nações Unidas (ONU) é responsável pelo controle desses objetos na atmosfera terrestre e também pela regularização e pela autorização de novos lançamentos. Também é responsável pela comunicação entre as principais agências espaciais do mundo.

Como são os satélites?

As características em comum entre os satélites são uma antena e uma fonte de energia, que pode ser solar ou por bateria. A antena é responsável por enviar e receber informações. Os satélites também podem conter sensores e câmeras apontadas para a Terra ou para o espaço.

Sputnik 1: o primeiro satélite do mundo

Em 4 de outubro de 1957, a humanidade invadiu o espaço com o lançamento do Sputnik 1. Lançado pela então União Soviética, ele abriu caminhos para as viagens espaciais. Foi um grande feito científico e teve uma grande repercussão no mundo; após isso, diversos países construíram seus satélites com diferentes objetivos, e os lançamentos continuam até hoje.

O Sputnik tinha o tamanho de uma bola de basquete e pesava cerca de 83 kg, produzido em uma liga de alumínio. As antenas do Sputnik 1 foram responsáveis por enviar sinal de rádio e tinham 2,4 e 2,9 metros de comprimento. 

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Sputnik 1, o primeiro satélite lançado. Foto: NASA.

Os satélites podem cair?

O risco é pequeno, mas pode acontecer. Ao orbitarem em diferentes alturas, velocidades e caminhos, os satélites conseguem permanecer em órbita porque sua velocidade está em constante equilíbrio com a força da gravidade. Quando isso deixa de acontecer – e, por algum motivo, o satélite perde velocidade −, ele pode cair na Terra ou continuar em linha reta viajando pelo espaço. Mas não se preocupe, é provável que o satélite se desintegre antes de chegar ao solo.

Os satélites podem bater uns nos outros?

É possível, mas também é muito raro. Ao serem lançados, os satélites são colocados em rotas específicas para que não interferiram nas rotas de outros. Mas acidentes podem acontecer.

Em 2009, dois satélites de comunicação colidiram. Segundo os astrônomos, foi a primeira vez que isso aconteceu com satélites artificiais.

Os satélites do Brasil

No Brasil, o órgão responsável pelo desenvolvimento espacial é o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), criado em 1961 com o objetivo de capacitar o país nas pesquisas científicas e nas tecnologias espaciais.

Somente em 1979, cerca de 20 anos após o início da corrida especial no mundo, foi criado o Programa Espacial Brasileiro, e o primeiro lançamento de um satélite brasileiro foi realizado apenas em 1990.  

A partir disso, várias missões foram realizadas, e o último satélite desenvolvido no Brasil foi o Amazonia 1, lançado em fevereiro de 2021.

Amazonia 1: um satélite nacional

O satélite brasileiro Amazonia 1 foi enviado ao espaço para tirar fotos do planeta a fim de monitorar o desmatamento, os reservatórios de água, a agricultura, os desastres ambientais e outras aplicações. 

É o primeiro satélite em órbita que foi totalmente desenvolvido em território nacional. O equipamento faz parte da Missão Amazônia, que deverá criar outros dois satélites de sensoriamento remoto.

O Amazonia 1 gera fotos do planeta a cada cinco dias, sua câmera é capaz de observar uma faixa de aproximadamente 850 quilômetros. Ele está em uma altura de 700 km e pesa cerca de 638 kg. Por dentro, o equipamento contém cerca de 6 km de fios e 14 mil conexões elétricas.

Satélite Amazonia-1 será lançado em 28 de fevereiro (Imagem: Reprodução/INPE)
Satélite Amazonia 1 irá tirar fotos da Terra a cada cinco dias. Foto: Reprodução/INPE.

Uma curiosidade muito animadora para nosso avanço científico é que os dados coletados pelo Amazonia 1 estarão à disposição da comunidade científica, dos órgãos de governo e demais interessados. A vida útil prevista para o satélite é de quatro anos.

Agora que você já conhece melhor os satélites, que tal continuar a leitura e descobrir o que aconteceria se o sol desaparecesse?

Como a WEG executará testes práticos de conectividade à rede 5G

A rede 5G é uma das tecnologias mais comentadas nos últimos anos e vem chegando com força ao Brasil.

A rede 5G é uma das tecnologias mais comentadas nos últimos anos e vem chegando com força ao Brasil. Para que funcione, empresas e operadoras de internet precisam se adaptar para receber a nova rede.

Essas adaptações se devem ao fato de que trilhões de dispositivos estarão permanentemente conectados à rede, entre drones, carros autônomos, lâmpadas, cafeteiras e diversos outros objetos.

Não pense que isso está longe de acontecer. Muitos negócios já estão se preparando para sua chegada. Você ainda vai ler muito sobre a conectividade à rede 5G. Que tal começar agora? 

O que é o 5G?

Se pararmos para pensar na nomenclatura, a letra “G” é a geração, e o número 5 é a quinta geração dos padrões, sendo o 5G sucessor dos já conhecidos 3G e 4G. Simples, certo? Porém o salto em termos de tecnologia e benefícios é bastante diferente.

Até o momento, as empresas que estão na vanguarda do desenvolvimento das tecnologias embarcadas na quinta geração não dão muitos detalhes sobre os benefícios da rede, já que a questão estratégica e de liderança tecnológica podem lhe render muito dinheiro. Entretanto, alguns benefícios e características da rede já foram divulgadas:

  • Taxas de transferência de dados (velocidade da internet) muito mais altas, sendo de no mínimo 5.000 Mbps e podendo chegar a 20 Gbps (gigabits por segundo). Para comparação, atualmente o limite do 4G é de 100 Mbps.
  • Maior confiabilidade da operação da rede de telefonia, com meta de 99,999% de disponibilidade.
  • Latências bastante baixas visando 1 milésimo de segundo, sendo que latência é o tempo decorrido entre o envio de um pacote de dados e o seu recebimento.
  • É estimado que poderá ter 1.000 vezes mais usuários conectados por km², o que significa que cada antena ou célula poderá comportar mais usuários sem sobrecarregar a rede.
  • Eficiência espectral melhor do que 4G, ou seja, o espectro de frequências é bem mais largo, isso porque um aparelho celular opera de modo semelhante a um rádio e utiliza faixas de frequência de ondas.
  • Menor consumo de energia comparado aos dispositivos 4G, ou seja, maior durabilidade das baterias e menor consumo de energia destinada à conectividade.
  • Fatiamento (divisão) e virtualização de funções da rede, permitindo que a rede celular tenha sub-redes para atender dispositivos com outras finalidades.

Em um simples resumo, a rede 5G vai possibilitar fazer um download de um filme 1.000 vezes mais rápido do que você faz em um 4G e assistir a vídeos de streaming em alta qualidade e sem travamentos.

Também teremos a possibilidade de ter muitos dispositivos conectados, uma vez que o fatiamento da rede para atender a classes específicas de dispositivos, bem como o maior número de conexões por km², permitirá o acesso a mais dispositivos do que apenas aparelhos celulares. 

O desenvolvimento de veículos autônomos, que muitas montadoras já têm trabalhado, vai encontrar um grande apoio na rede 5G, visto que a tecnologia depende muito da conectividade, da velocidade e da confiabilidade de acesso à internet.

Veículos autônomos poderão até mesmo ‘conversar’ entre si e com sistemas de gerenciamento de tráfego

Ou seja, muito mais que uma simples evolução do 4G, a rede 5G deve permitir novos patamares de conectividade melhorada e ampliada. Com esse avanço, as demais tecnologias que dependem ou são influenciadas pelo acesso à internet também serão potencializadas.

WEG anuncia a criação de um projeto inovador para a execução de testes práticos de conectividade à rede 5G

O projeto chamado “Open Lab WEG/V2COM” conta com parceria da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Seu objetivo é viabilizar o avanço do desenvolvimento de soluções economicamente efetivas para a indústria utilizando a rede 5G.

Por meio de testes práticos em uma das fábricas mais automatizadas, robotizadas e com maior nível de automação e monitoramento de chão de fábrica da WEG localizada em Jaraguá do Sul/SC, será possível avaliar o desempenho e a convivência de dispositivos e antenas com a tecnologia 5G para reunir informações sobre faixas de frequência, latência, potência e outras características necessárias às aplicações.

O compromisso da WEG é gerar dados consistentes acerca da viabilidade econômica e do ponto de equilíbrio na transição para a tecnologia 5G, além de testar e validar o desempenho de produtos e softwares neste novo ambiente de conectividade. 

Ainda que o projeto seja realizado em um ambiente fabril, os benefícios gerados não se limitarão à indústria em específico, pois as aplicações são amplamente utilizadas em variadas áreas.

Os testes com a rede 5G fornecerão dados e informações à Anatel para apoiar o processo de definição dos requisitos e das condições de uso de faixas de frequência para a regulação e outorga das redes privadas para uso industrial.

Além disso, vão gerar dados para novos modelos de negócios, considerando diferentes ambientes de implementação. Outra vantagem é que as informações podem ajudar as empresas a minimizar riscos e custos de implantação de redes privadas de 5G em plantas industriais e fazendas, por exemplo.

A rede 5G é considerada hoje uma tecnologia habilitadora para a chamada Quarta Revolução Industrial – a qual já estamos vivendo – e uma grande promessa tecnológica para modificar estruturas de produção com ganhos para a produtividade e a competitividade.

O que você precisa saber sobre os diferentes tipos de energia solar

A demanda pelo uso da energia solar em território nacional aumenta a cada ano.

A luz do sol é uma das principais fontes de energia renovável, e, como o Brasil é um dos principais países com maior irradiação solar do mundo, a demanda pelo uso da energia solar em território nacional aumenta a cada ano. 

Mas você sabe quais são os tipos de energia solar existentes e como ela funciona? A energia solar é produzida por painéis instalados em grandes campos ou telhados das construções, que absorvem a luz proveniente do sol e a transformam em energia elétrica. 

A energia solar é considerada limpa porque não produz resíduos poluentes e gases de efeito estufa. Ela é sustentável porque é gerada por um processo natural que se repõe constantemente, necessitando apenas da emissão de raios solares para existir. 

Existem três principais tipos de energia solar desenvolvidos com tecnologias distintas para aproveitar os raios solares:

  • Tecnologia solar fotovoltaica, que converte diretamente a luz solar em eletricidade, usando painéis feitos de células semicondutoras.
  • Tecnologia solar térmica, que capta o calor do sol, usado diretamente ou convertido em energia mecânica e, por sua vez, em eletricidade.
  • Tecnologia de energia solar concentrada, que concentra o calor dos raios solares usando coletores para aquecer um fluido de transferência.

Essas diferentes tecnologias aproveitam a energia do sol localmente e em fazendas solares em larga escala. Falaremos mais sobre os diferentes tipos de energia solar neste artigo.

Energia solar fotovoltaica

A energia solar fotovoltaica pode ser produzida até mesmo em dias nublados e chuvosos, porém, quanto maior for a radiação solar, maior será a quantidade de eletricidade produzida. 

O efeito fotovoltaico (ou efeito fotoelétrico), que converte luz em eletricidade, foi descoberto em 1839 pelo físico francês Edmond Becquerel e usado pela primeira vez em aplicações industriais em 1954. Seu princípio se baseia em uma corrente elétrica que ocorre quando os elétrons são deslocados. Para que isso aconteça, os fótons (partículas de luz) excitam os elétrons mais externos dos átomos dos elementos semicondutores.

Na prática, a luz solar que atinge uma célula fotovoltaica é convertida em eletricidade por meio de um semicondutor, geralmente o silício. Um painel fotovoltaico é composto de várias células que produzem corrente contínua que então é convertida em corrente alternada por meio de um inversor. 

Os painéis podem ser usados ​​em pequenos sistemas ou grandes plantas e instalados por profissionais de empresas de energia solar. 

A energia fotovoltaica pode oferecer solução para diversas necessidades: desde ligar uma simples lâmpada de um poste de iluminação até uma grande usina solar, produzindo energia para milhares de famílias. 

Atualmente, esse é um dos principais tipos de energia solar utilizados com a finalidade de gerar eletricidade e resulta em uma grande economia nos gastos com energia. A grande vantagem desse tipo de energia é que a quantidade de energia gerada que sobra pode ser revertida em crédito, que fica disponível para ser utilizado em até 5 anos.

Energia solar térmica 

A tecnologia de energia solar térmica produz calor a partir dos raios solares e é o tipo de energia solar mais comum utilizado no mundo. 

A principal diferença entre a energia fotovoltaica e a energia solar térmica é que a primeira gera eletricidade e atua em todo o funcionamento de uma construção, já a segunda oferece o aquecimento solar que pode ser utilizado somente em alguns pontos da residência ou do estabelecimento. 

Portanto, as instalações da energia solar térmica atendem residências e indústrias para fornecer água quente e aquecimento, bem como uma ampla variedade de necessidades industriais em locais determinados. Ela funciona da seguinte forma: os coletores solares térmicos são usados ​​para absorver o calor dos raios solares e, em seguida, transferi-los para um fluido de transferência de calor, como ar, água ou anticongelante, que por sua vez o transporta para as áreas a serem aquecidas.

Os mais difundidos são os coletores de placas planas, eles são constituídos por uma superfície escura que absorve os raios solares e uma camada de isolamento térmico coberta com uma folha de vidro, responsável por gerar um efeito estufa. Os coletores operam em até 70 °C acima da temperatura ambiente. 

Existem também coletores solares térmicos de ar, usados ​​para secagem de culturas agrícolas, por exemplo, e sistemas feitos de borracha ou plástico, em vez de uma cobertura de vidro, usados principalmente para aquecer piscinas. 

Diferença entre energia solar fotovoltaica e energia solar térmica

Energia solar concentrada

Também chamada de energia termossolar, essa tecnologia concentra o calor dos raios solares usando coletores para aquecer um fluido de transferência, como gás, óleo ou sal fundido, por exemplo, a uma temperatura alta. O fluido aquece uma rede de água que produz vapor e aciona uma turbina (energia mecânica), gerando eletricidade.

O calor dos raios solares é coletado em grandes usinas nas quais espelhos (ou concentradores) planos ou curvos são instalados em vastas áreas.

A tecnologia é mais adequada para países onde a luz solar é intensa, por exemplo, em regiões desérticas. Esse é o tipo de energia solar é menos utilizado devido ao alto custo e à complexidade.

Alternativa para o futuro

A energia provinda do sol é inesgotável – uma excelente fonte de calor e luz e uma das grandes alternativas energéticas para o futuro. 

Ao comparar os três tipos de energia, a energia solar térmica é a que possui menor custo para aquisição, porém fornece somente aquecimento sem gerar a energia necessária para acender uma lâmpada, por exemplo.

Já a energia fotovoltaica é muito versátil e confiável, e o avanço dessa tecnologia está proporcionando o aumento da capacidade de fornecimento de energia elétrica no mundo todo. Apesar de mais cara que a solar térmica, ela está cada vez mais atrativa, e o retorno acontece com poucos anos de uso.

Por último, a energia solar concentrada também tem restrições devido ao alto custo e é mais adequada para grandes instalações. Ela une as vantagens da energia solar térmica por possibilitar a armazenagem do calor enquanto também apresenta a versatilidade da energia fotovoltaica.

Você sabia que a WEG é pioneira no fornecimento de energia solar fotovoltaica no Brasil? Com uma parceria global de fornecedores e uma forte rede de integradores capacitados e homologados, a WEG oferece capacidade e flexibilidade para atender grandes usinas, indústrias de diversos portes e segmentos, pequenos comércios ou residências. Saiba mais sobre a WEG Solar aqui.

Invenções ligadas à eletricidade que mudaram o mundo

Muitas invenções ligadas à eletricidade mudaram o mundo, mas algumas têm destaque. Confira a lista!

Uma das principais características do ser humano é a capacidade de lidar com situações de maneira criativa, criando meios e ferramentas para solucionar problemas ou simplesmente para compreender melhor o universo. Nessa bagagem, está a descoberta do fogo, a criação da roda, a invenção da escrita e até a descoberta do DNA, citando apenas alguns exemplos.

Entre as invenções pelo mundo mais significativas e também mais importantes para nossa evolução, está a eletricidade, é dela que advém parte do mundo moderno em que vivemos hoje.

Muitas invenções ligadas à eletricidade mudaram o mundo, mas algumas têm destaque por sua importância e pela maneira que afetaram nosso modo de agir e pensar nos dias atuais. 

Invenções elétricas de importância mundial

1. Semicondutores

Os semicondutores são a base de todos os aparelhos eletrônicos da era digital moderna. São pequenos chips que fazem parte de núcleos essenciais de smartphones e smart TVs até dispositivos médicos e sistemas militares.

Por serem, em sua maioria, feitos de silício, estão por trás do apelido “Vale do Silício”, lar das maiores empresas de computação do mundo. O primeiro eletrônico com semicondutores foi apresentado em 1947 por John Bardeen, Walter Brattain e William Shockley.

A partir dos avanços feitos nas tecnologias de semicondutores, foram desenvolvidos computadores, equipamentos de telecomunicação digital e até robôs industriais.

2. Lâmpada

James Bowman Lindsay, em 1835, apresentou ao mundo a primeira lâmpada elétrica. No entanto, sem ter consciência da importância de sua invenção, ele não se preocupou em registrar sua patente e abandonou o projeto para trabalhar em tecnologias de telegrafia sem fio. Graças a inventores como Thomas Edison, o invento se manteve vivo e recebeu a devida importância, tornando-se praticamente indispensável nos dias atuais.

3. Pilhas e baterias

Em meados de 1779, o cientista italiano Alessandro Volta apresentou a pilha voltaica, dando início ao que, tempos depois, iria se transformar em baterias de íon-lítio que utilizamos em nossos aparelhos eletrônicos.

Sem essa invenção, dificilmente teríamos aparelhos que não necessitam ficar o tempo todo conectados a uma tomada para funcionar corretamente.

4. Telefone

Há controvérsias sobre a invenção do telefone. Segundo o Congresso dos Estados Unidos, o aparelho foi inventado por volta de 1860 pelo Italiano Antonio Meucci, que o chamou de “telégrafo falante”.

Mas coube a Alexander Graham Bell, em 1876, aprimorar o invento e apresentar as bases do que viria a se transformar nos aparelhos presentes nas casas de grande parte da população mundial. Foi Graham Bell o primeiro a produzir o dispositivo em grande escala, fazendo com que, em 1886, 150 mil residências nos Estados já tivessem a invenção.

5. Televisão

Desde 1926, a televisão tem sido utilizada como meio de levar entretenimento, notícias e educação a grande parte da população mundial. Especialistas concordam que o título de “pai da televisão” é do físico escocês John Logie Bardie. Já que seus experimentos em 1925 resultaram na primeira transmissão de imagens em nível de cinza em movimento.

Em 1928, aconteceu a primeira transmissão transatlântica, entre Londres e Nova York, e a primeira transmissão ao vivo ocorreu três anos depois. Em 1930, Bardie lançou um sistema para transmitir sons de maneira simultânea com as imagens, é aí que a televisão surgiu oficialmente.

6. Internet 

A rede mundial dos computadores começou a dar os primeiros passos durante a década de 60. Foi originalmente usada pelo exército norte-americano para transmitir dados entre redes pequenas. Em pouco tempo, a internet progrediu e cresceu em escala assustadora.

Seu potencial comercial começou a ser explorado, e hoje é uma das principais ferramentas de trabalho e comunicação no mundo todo.

O primeiro site do mundo foi criado em 06 de agosto de 1991 por Tim Berners-Lee, físico do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear, considerado o pai da Web. A página nomeada de “The Project” pode ser acessada até hoje e conta com a descrição dos principais fundamentos da World Wide Web.

7. Motor elétrico

Foram quase três séculos entre os primeiros estudos, as primeiras pesquisas e invenções até o surgimento dos motores elétricos em 1886. A descoberta é atribuída ao cientista alemão Werner Siemens, inventor do primeiro gerador de corrente contínua autoinduzido.

Hoje os motores elétricos são utilizados no dia a dia doméstico e industrial, e é quase impossível pensar na vida sem eles.

Atualmente, milhares de inventos facilitam nossa vida. Eles são resultados de muito estudo e experimentos de inventores e cientistas que não mediram esforços por suas criações.

É por isso que a ciência é tão importante para nossa vida. Sem ela, não existiria a eletricidade e, consequentemente, nenhuma das invenções citadas acima. Um super viva às grandes descobertas! 🙂

Leia também: Como seria o mundo sem eletricidade?

Caminhões autônomos: o futuro do transporte de cargas

Essa tecnologia promete mudar a realidade do setor de transportes no país.

24 de março de 2021
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A história da mobilidade vem passando por muitas mudanças ao longo dos anos. Em 1900, os carros elétricos se tornaram populares, mas, com a baixa do valor da gasolina, baixa tecnologia de baterias, a construção de um sistema de rodagem mais desenvolvido para conectar as cidades e a descoberta doméstica de petróleo, os carros elétricos acabaram perdendo valor de mercado.

Atualmente, os carros elétricos vêm ganhando nova popularidade, assim como os ônibus elétricos, caminhões e mais recentemente os veículos autônomos. Inclusive no Brasil, onde, por exemplo, existem caminhões autônomos sendo desenvolvidos. Essa tecnologia promete mudar a realidade do setor de transportes no país. 

Caminhões autônomos 

No Brasil, grande parte da produção agrícola é transportada por caminhões que cruzam as estradas, conduzidos por motoristas que passam horas dirigindo para transportar diversos materiais e alimentos.

Pensando nessa realidade, diversas empresas já têm desenvolvido projetos de caminhões autônomos, alguns dispensam até mesmo a presença do motorista, outros aboliram inclusive a cabine. 

Algumas empresas já realizaram viagens com veículos autônomos nos Estados Unidos, como a Daimler Trucks em parceria com a empresa de tecnologia Torc Robotics. As viagens nesses testes, por questões de segurança, foram acompanhadas por um engenheiro que supervisionou o funcionamento do sistema e por um motorista.

Os caminhões autônomos da Daimler estão no nível 4 de automação de direção na escala definida pela SAE International (Society of Automotive Engineers). Isso quer dizer que, nesse nível, o veículo pode se “autodirigir” sob condições limitadas. No nível 5, os recursos de direção automatizados do veículo fazem com que ele possa ser conduzido em qualquer condição. Entre outras empresas iniciantes americanas que trabalham com caminhões autônomos, estão TESLA, TuSimple, Kodiak, Einride e Waymo.

Caminhão autônomo sem cabine

Se já é difícil imaginar caminhões autônomos, então imagine um caminhão que sequer tem cabine. O conceito foi apresentado pela empresa sueca Scania em setembro de 2019.

Caminhão autônomo sem cabine. Fonte: Scania Group/Divulgação

O protótipo “AXL” percorreu um trecho em asfalto molhado e, para mostrar sua eficácia, técnicos da Scania deixaram um automóvel no meio do trajeto para que o AXL pudesse desviar.

Nos testes, o caminhão passou a aproximadamente 1 metro do carro. Uma faixa de LEDs foi colocada em todo o caminhão, e as cores indicam a direção que o caminhão fará. Por exemplo: luzes azuis significam que ele seguirá em frente; já a luz vermelha aponta que ele começará a andar em marcha à ré.

Caminhões autônomos nos setores agrícola e mineração

Já há diversos exemplos de produtores rurais que utilizam caminhões autônomos. Uma companhia canavieira do Paraná recebeu em 2017, após 2 anos de desenvolvimento, um caminhão autônomo da Volvo com o objetivo de aumentar a produtividade da cultura. 

Como resposta, o uso do caminhão autônomo conseguiu diminuir a perda ao rodar ao longo das linhas de plantação sem esmagar os brotos da cana que ficam para trás após a colheita. A perda foi de aproximadamente 4% da produção total, enquanto o método convencional chega a ter 12% de perda.

Frota autônoma da Caterpillar em obra de mineração. Fonte: Caterpillar/Divulgação

Caminhões e tratores já estão trabalhando no mundo todo em obras de mineração sem um operador a bordo das cabines dos veículos. Para os especialistas, os resultados são: segurança humana, eficiência, precisão, produtividade e mais lucratividade.

Vale lembrar que, apesar de dispensar um motorista, essas máquinas necessitam de controle humano à distância, no qual os operadores técnicos podem monitorar os veículos confortavelmente. 

Curtiu o assunto? Então fique conosco e conheça os robôs e máquinas que vão a lugares onde o ser humano não é capaz de ir.

Eletricidade: países e exemplos de fiação subterrânea pelo mundo

A fiação subterrânea pode abranger toda a rede elétrica, bem como a rede de cabos de telefonia e TV.

Além da questão estética que confere um visual urbanístico mais agradável às cidades, a fiação subterrânea evita problemas de descarga na rede elétrica, diminui os apagões nos bairros e reduz riscos de queda de raios. Cidades como Barcelona, Londres, Amsterdã, Paris e Washington são citadas com frequência por engenheiros e arquitetos como exemplos de cidades que enterraram praticamente toda a sua fiação. 

Em contrapartida, a realidade brasileira possui apenas uma pequena parte da rede de eletricidade feita por redes subterrâneas. Neste artigo veremos países e exemplos de fiação subterrânea pelo mundo.

Fiação subterrânea: o que é

É comum nos depararmos com postes e fios de energia cortando o céu das cidades. Porém o cabeamento aéreo pode representar alguns perigos. Além da poluição visual e do alto custo de manutenção, ele está exposto ao risco de vandalismo, ventanias e trovoadas.

Uma das soluções inteligentes para substituir esse tipo de fiação é a subterrânea, ela pode abranger toda a rede elétrica, bem como a rede de cabos de telefonia e TV, e apresenta diversas vantagens do ponto de vista da infraestrutura das cidades. 

 Além da poluição visual, o cabeamento aéreo pode representar alguns perigos 

O procedimento para instalação da rede subterrânea consiste na instalação de dutos enterrados em valas. O sistema subterrâneo é mais duradouro e, em longo prazo, acaba sendo economicamente mais viável. Isso acontece porque os custos com reparos chegam a ser até 80% menores do que na rede aérea, exigindo menos substituições de cabos e consertos mais espaçados.

As redes subterrâneas tiveram as primeiras experiências no Brasil ainda em 1938 no Rio de Janeiro, o que na época se justificava apenas como medida estética.

Em Santa Catarina, onde está localizada a matriz da WEG, várias cidades já deram início – mesmo que em pequena porcentagem – à instalação de redes subterrâneas. É o caso, por exemplo, de Joinville, São José, Florianópolis e Lages.

Instalação da fiação subterrânea 

A fiação subterrânea possui um sistema composto por dutos embutidos separadamente no solo a uma profundidade de aproximadamente 50 cm. As concessionárias de energia elétrica utilizam geralmente o duto de PEAD – Polietileno de alta densidade – nessas instalações.

A mudança da rede elétrica aérea para a subterrânea é bastante complexa. Os dutos são apoiados em uma base de concreto. Depois, a cobertura é feita, geralmente, com areia para que seja possível acompanhar a movimentação da terra de modo que, ao passar um caminhão, por exemplo, o impacto da vibração não traga prejuízos. Dependendo da situação, no final, a via volta a ser coberta por terra ou pavimentação.

Na sua extensão, são instaladas caixas de passagem a distâncias variáveis, e pode ser preciso fazer caixas maiores denominadas câmaras de transformação – salas subterrâneas, que abrigam os equipamentos das concessionárias, como transformadores e chaves de desligamento. Essas salas são colocadas nas calçadas e, em casos específicos, em áreas também acessíveis pelos consumidores.

Depois de enterradas, as tubulações são interligadas com os imóveis dos consumidores. As caixas de passagem ao longo da extensão da via servem também de caixa de derivação para atender o consumidor final, fazendo a ligação com cada uma das casas ou dos escritórios.

Exemplos de fiação subterrânea 

São Paulo: a energia da região central da cidade de São Paulo é subterrânea há mais de 20 anos. A Enel Distribuição São Paulo realizou dois projetos de conversão: um na Vila Olímpia, onde foram enterrados fios elétricos em 13 vias da região, correspondentes a 4,2 quilômetros de extensão, e outro na área do Mercado Municipal com nove quilômetros em 40 vias. Existe um decreto que obriga a cidade a enterrar a cada ano cerca de 250 quilômetros de cabos. O projeto em ruas como a Oscar Freire foi iniciativa de empresários. 

Londres: a empresa responsável pela infraestrutura elétrica em Londres investiu mais de US $1 bilhão nos últimos anos para criar um sistema de linhas de transmissão em túneis mais profundos, substituindo a fiação que já ficava embaixo da camada de asfalto. 

Buenos Aires: apesar de ainda ter muita rede aérea, o governo da capital argentina tem avançado na troca dos cabos aéreos por fios subterrâneos. No centro da cidade, a substituição já foi feita. A medida foi incluída em uma grande reforma na área promovida pela prefeitura da cidade na década de 1950. Em outros bairros, está proibida a instalação de novas fiações sobre o solo. 

Paris: a rede elétrica subterrânea de Paris começou a ser instalada em 1910. Conhecida como Cidade Luz, a capital francesa tem toda a sua fiação no subsolo há mais de 60 anos. 

Vantagens e desvantagens da fiação subterrânea

Vantagens da fiação subterrânea

  • Maior confiabilidade
  • Menores indicadores de interrupção/queda de energia
  • Vida útil maior do que 30 anos
  • Paisagem urbana mais limpa

Desvantagens da rede subterrânea

  • Alto custo de implantação (varia de três a 15 vezes mais do que a aérea)
  • Manutenção corretiva demorada pela dificuldade de localização de defeito
  • Interferência de outras empresas (de telefonia, gás, água, TV a cabo)
  • Operação e manutenção especializadas

Agora que você aprendeu um pouco mais sobre a fiação subterrânea pelo mundo, que tal conferir quais são os maiores parques eólicos do Brasil? Clique aqui e saiba mais.