Categoria: Tecnologia

Som surround: o que é e como funciona a tecnologia que cria áudios 8D

Já ouviu falar em som surround e áudios 8D? Conheça a tecnologia que garante entregar uma experiência de imersão para o usuário.

Já imaginou se sentir em um show ao ouvir as músicas de suas bandas favoritas ou receber “massagens” no seu cérebro? Conheça a tecnologia som surround que garante entregar uma experiência de imersão para o usuário.

A tecnologia som surround passa a sensação de o usuário ser rodeado pelo som, garantindo uma imersão sonora ainda mais realista. Quer saber mais? Então é só continuar a leitura!

O que é tecnologia som surround?

De modo resumido, a tecnologia som surround possibilita que o ouvinte sinta o áudio rotacionando ao seu redor, precisando de múltiplas caixas de som ou sistemas que simulem o movimento do áudio.

Em salas de cinema e jogos do tipo FPS, já são utilizados sistemas som surround, aumentando a experiência dos usuários para que se sintam dentro daquelas histórias, como um integrante das cenas.

Mas não é preciso contar com estímulo visual para viajar nesse mar de experiências inovadoras, as músicas recebem ainda mais qualidade de reprodução quando fazem uso dessa tecnologia.

Graças ao sistema de imersão proporcionado pelo som surround, é possível identificar com mais facilidade vozes, instrumentos e efeitos sonoros, possibilitando sons mais “limpos”. Você encontra diversos áudios gratuitos com efeito som surround no YouTube, como é o caso do canal 8D Tunes.

Justamente pelo fator “qualidade de imersão”, é aconselhável ouvir áudios 8D com fones de ouvido. A maioria dos fones de ouvido vendidos atualmente conta com uma boa isolação sonora, impedindo que sons externos atrapalhem a imersão.

Existem dois estilos de fones de ouvido que causam o efeito som surround: o real e o virtual. A diferença dos dois está na qualidade da imersão, já que o real faz uso de drives diferentes dentro do fone (como o sistema de caixas de som) e o virtual simula essa imersão.

Como é criado um som surround?

Para ficar mais claro, primeiro é preciso diferenciar som 8D de som 3D. Na experiência, as diferenças são poucas, mas, em questão de criação, são bem diferentes.

Enquanto o som 3D é mais associado a efeitos proporcionados pelas gravações (localização dos músicos no estúdio), o 8D abraça a mixagem por meio de ferramentas de software, criando as rotações digitalmente.

Para que um sistema de som possa ser categorizado como “sistema som surround” é necessário que ele possa transmitir (ou similar a transição) do áudio em diversas direções.

Como saber, em dados técnicos, se um áudio é surround? De modo técnico, um áudio precisa estar classificado como 5.1, 6.1 ou 7.1 (sete alto-falantes por uma caixa de som, por exemplo).

O que som surround tem a ver com ASMR?

O ASMR (Resposta Sensorial Meridiana Autônoma) é uma técnica de reprodução sonora que é relaxante e causa arrepios cerebrais e corporais para a maioria das pessoas. Ainda não existem estudos validados sobre o que esse efeito causa no cérebro, já que não são todas as pessoas que sentem esse estímulo.

Mesmo que ainda não existam estudos comprovados, muitas terapias psicológicas fazem uso de sons suaves e sussurros para fazerem os pacientes pararem de pensar nas preocupações do dia a dia.

Justamente pelo seu efeito calmante, esses vídeos e conteúdos são muito utilizados por seus adeptos para curar insônia e transtornos psicológicos, como a ansiedade e o estresse, por exemplo.

Quando casado com um sistema som surround, é possível potencializar a “massagem” no cérebro, simulando sensações profundas e únicas.

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Você também pode conferir no Blog do Museu WEG outros assuntos mega interessantes.

Fonte:

Música 8D: cinco perguntas e respostas sobre a tecnologia de áudio – Techtudo

O mistério dos sussurros que são um sucesso no YouTube – El país

A ciência confirma: vídeos de ASMR (os sussurros do YouTube) funcionam – Superinteressante

Entenda o que é ASMR e que efeitos causa no corpo – Portal comunicare

Saiba tudo sobre James Webb, o maior telescópio espacial já lançado

Estamos próximos de descobrir ainda mais sobre o surgimento do universo! Saiba tudo sobre James Webb, o maior telescópio já lançado.

Visualizar o passado e compreender o futuro do espaço com ainda mais detalhes? Agora é possível! Uma das missões recentes mais importantes da NASA já está no espaço coletando dados e fotos em qualidade que nunca foram possíveis antes: a missão do James Webb.

Esse é o nome que os amantes da ciência mais têm ouvido nos últimos dias. O telescópio lançado no dia 25 de dezembro de 2021 já está dando o que falar, reproduzindo imagens em alta resolução que, além de lindas, são carregadas de significado para o mundo da ciência.

O maior investimento que a NASA já fez em uma missão, o telescópio James Webb promete revolucionar todo o conhecimento que possuímos até agora.

Com 25 anos de desenvolvimento e investimento de US$ 10 bilhões, o telescópio James Webb abrirá portas para o que conhecemos sobre o universo. Quer saber mais? Continue a leitura!

Tá, mas o que é esse Telescópio James Webb?

O presente de Natal de 2021 foi bem memorável para os amantes da ciência. Contando com milhares de cientistas, engenheiros e técnicos, 14 países participaram da criação do telescópio James Webb.

Esse gigante foi criado com o intuito de observar objetos e eventos extremamente distantes no universo, alcançando 13,5 bilhões de anos e possibilitando que sejam vistos a formação e o nascimento das primeiras galáxias.

Outro ponto revolucionário desse telescópio está na sua capacidade de responder perguntas como “quais exoplanetas são potencialmente habitáveis”. Ou seja, o Webb pode revolucionar os conhecimentos da humanidade respondendo algumas das maiores perguntas da ciência.

Como foi criado o Telescópio James Webb?

Juntando as forças de 14 países, o Telescópio James Webb foi desenvolvido com o apoio e o investimento da NASA (Estados Unidos), que dirigiu o projeto; da ESA (Europa), que forneceu sistema de infravermelho e o foguete em sua base de lançamento; e da CSA (Canadá), que ofereceu sistema de infravermelho e o sensor responsável pela criação das imagens coletadas.

É um trabalho em equipe que trará inúmeros benefícios para o mundo da tecnologia espacial e muita ansiedade para os amantes da ciência.

Você deve estar se perguntando “por que esse telescópio tem nome de gente”. Seu nome foi inspirado em James Edwin Webb, o segundo administrador da NASA (entre 1961 e 1968), responsável pelo desenvolvimento do programa Apollo (que levou o homem à Lua).

Qual é a diferença entre o Hubble e o Webb?

As diferenças entre o Hubble e o Webb são gigantescas. O Webb é o segundo mais avançado desenvolvimento científico da humanidade, e o Hubble é seu antecessor.

Para ficar mais fácil de compreender a dimensão dessa diferença, enquanto o Hubble está localizado a 500 km da Terra, o Webb ficará a exposto a 1,5 milhões de km do nosso planeta (no Ponto de Lagrange, local onde a força gravitacional de dois corpos cancela a aceleração centrípeta).

Além da distância gritante e da evidente superioridade tecnológica: enquanto o Hubble pode (e precisa) receber manutenção de tempos em tempos, o Webb está longe demais para receber melhorias e consertos.

Justamente por isso, o lançamento do Webb causou tensão entre os cientistas. Por ser muito grande, esse telescópio precisou ser dobrado para ser acomodado dentro do foguete de lançamento, necessitando que se desdobrasse sozinho no espaço.

Outro ponto que diferencia esses dois telescópios está na sua capacidade de observação.

Enquanto o Hubble reflete imagens de galáxias que se formaram a 400 milhões de anos após o Big Bang, o Webb poderá apresentar imagens de 250 milhões de anos após o Big Bang, cerca de 150 milhões de anos mais potente que seu antecessor.

Parece irreal, não é? Mas, com as primeiras imagens coletadas pelo Webb, já é possível compreender a potência desse telescópio. O James Webb coletou imagens do espaço profundo, confira abaixo e veja a resolução incrível desse telescópio.

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Fontes:

NASA

Como o novo telescópio espacial James Webb deve revolucionar a ciência – UOL

James Webb: saiba tudo sobre o telescópio que é a missão mais cara na história da Nasa – Olhar digital

Telescópio James Webb: o arqueólogo das estrelas – Superinteressante

Telescópio espacial James Webb: saiba tudo sobre o maior observatório da NASA – Canal Tech

Saiba o que é Turismo Espacial e curiosidades sobre esse assunto

Já imaginou civis viajando para o espaço? Sim, está acontecendo! Entenda o que é o turismo espacial em nosso conteúdo.

Civis viajando pelo espaço através de excursões milionárias, sim, já está acontecendo! Até o ano de 2021, essa realidade era possível apenas para astronautas treinados, mas, com o crescente interesse de bilionários no assunto, o turismo espacial se tornou realidade.

Para entender melhor o que é turismo espacial e saber mais curiosidades, continue a leitura!

O que é Turismo Espacial?

Star Wars, Interestelar, Guardiões da Galáxia… filmes como esses, parecem muito distantes da nossa realidade. Realmente, não descobrimos nenhuma forma de vida fora do nosso planeta ainda, mas esses filmes carregam um conceito que já não é mais impossível: a viagem espacial.

A ideia de uma viagem espacial seduziu muitas pessoas, inclusive as mais ricas do mundo, gerando uma “corrida” entre as empresas privadas para conquistar esse mercado que, até então, não existia.

Essa “corrida”, que impulsionou o desenvolvimento desse mercado, trouxe à tona o conceito de turismo espacial. Esse conceito resume o envio de civis, ou seja, pessoas comuns, que não são astronautas, para a atmosfera da Terra através de um foguete.

Curiosidades sobre o turismo espacial

Atualmente, pessoas que podem arcar com uma pequena fortuna, podem passear pelo espaço, como foi o caso do primeiro voo espacial da Blue Origin, que cobrou US$28 milhões pelo único assento vago.

Outra gigante do mercado, a SpaceX, de Elon Musk, foi a primeira empresa privada do mundo a levar apenas civis para uma viagem de turismo espacial.

Mas calma, para participar de uma viagem espacial é preciso atender a alguns requisitos que serão solicitados pela empresa responsável pelo voo.

De modo geral, o padrão é ter mais de 18 anos, medir de 1,50 m a 1,92 m, pesar de 50 a 101 kg, passar por uma série de testes de resistência e participar de um treinamento.

Lembrando que não existe um padrão definido, como é o caso da SpaceX que ainda não definiu suas diretrizes de lançamento de turistas.

Mesmo que o turismo espacial tenha se tornado recorrente no mundo, ainda é uma modalidade de viagem muito nova e que está realizando seus primeiros testes reais em campo, o que irá, com certeza, gerar aprimoramentos para o futuro da viagem espacial.

Como é o caso do futuro das viagens da SpaceX, que planeja acrescentar um forno ao foguete. Por que? Porque uma das refeições oferecidas na viagem era pizza e, com o tempo de viagem, acabou ficando fria.

Mas e quanto custa, em média, uma viagem como essa? Tomando como base o preço da Virgin Galatic, a “passagem econômica” custa US$250 mil (ou seja, R$ 1,4 milhão), fora o preço da fila de espera que custa US$1 mil (R$5,65 mil).

A Blue Origin ainda não divulgou valores sobre suas viagens, mas, como mencionamos, sua primeira passagem custou US$28 milhões. E, por fim, a SpaceX cobrou cerca de US$55 milhões por passageiro para participarem da primeira viagem comercial totalmente privada para a ISS.

Mesmo parecendo algo apenas luxuoso e focado em entretenimento, essa não é a única função do turismo espacial. Com a possibilidade de algum dia a Terra não existir mais, será preciso desenvolver um transporte capaz de levar a humanidade para outro lugar, quem sabe um exoplaneta.

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Natureza como inspiração tecnológica: conheça 5 invenções inspiradas na natureza

A criatividade está presente em quem sabe observar o que acontece ao seu redor. Confira 5 invenções que foram inspiradas na natureza.

Estamos constantemente aprendendo algo com a natureza, mas, com a correria do dia a dia, fica difícil prestar atenção em todos os detalhes e esses aprendizados acabam guardados em nosso subconsciente.

Porém, quando se analisa com o olhar de aprendiz alguns fenômenos naturais, a criatividade voa pelos ares das invenções. Já ouviu a expressão “nada se cria, tudo se transforma”? Tendo ela em mente, fica mais fácil exemplificar o que será abordado neste conteúdo.

Continue a leitura e confira 5 invenções inspiradas na natureza.

5 invenções inspiradas na natureza

A natureza é a fonte de muitos recursos essenciais para a vida humana, assim como é uma fonte de inspiração também. Confira abaixo 5 invenções que foram inspiradas pela natureza:

1.Painéis Girassolares

Os girassóis são flores conhecidas por “perseguirem” a luz solar, voltando-se sempre para onde o sol se encontra.

Com a recente popularização das energias renováveis, a energia solar ganhou muito destaque. Além de muito mais eficiente que as demais, a energia fotovoltaica é ainda menos prejudicial ao meio ambiente.

Com base no estudo do Massachusetts Institute of Technology (MIT), foi desenvolvido uma forma de captação solar otimizada, sendo inspirada nas flores dos girassóis.

Essa estratégia reduziu em 20% o espaço necessário para a geração energética, assim como se aproximou do “ângulo dourado” de 137° presente nessas flores.

2.Ventosas de Lagartixa

Já ouviu falar na fita Gecko Tape? Essa fita adesiva possui alta fixação, sendo inspirada nas patas das lagartixas, permitindo que objetos de peso muito elevado sejam fixados na parede e no teto sem causar nenhum perigo.

Como as lagartixas, a fita Gecko Tape não deixa vestígios nas paredes e pode ser retirada facilmente quando puxada em direção oposta à fixação.

Isso acontece porque as patas das lagartixas contam com vilosidades minúsculas, permitindo sua movimentação em qualquer ângulo.

3.Olhos de Gatos

Já percebeu como os olhos dos gatos refletem a luz durante a noite? Esse fenômeno acontece porque, ao refletir a luz, os gatos conseguem enxergar melhor durante a escuridão.

Analisado esse efeito de “brilho” foi inventado o revestimento refletivo, presente em sinais de trânsito e roupas de pilotagem.

4.Escaravelho do Deserto e o poder de criar água

Está bem, não é bem “criar” água, mas sim “captar” a água do ar. O couro desses insetos tem o poder de captar a umidade do ar e transformá-la em água para sua sobrevivência.

Analisando sua fisiologia, os cientistas inventaram um material que capta a humidade do ar e o transforma em água, transferindo o líquido pra regiões mais secas.

Levando em consideração o aumento da temperatura global e, por consequente, a evaporação das águas, essa tecnologia poderá manter um recurso hídrico para as populações.

Outro ponto legal que essa invenção pode auxiliar, está em poder inspirar projetos de resfriamento evaporativo mais eficientes que reduzam o consumo de água em usinas de energia e instalações industriais.

5.Olhos de borboleta e a absorção de luz

Já percebeu como os olhos de uma borboleta sempre parecem pretos nas fotos? Isso acontece porque os olhos das borboletas absorvem totalmente a luz visível (como um buraco negro, mas sem causar mal a ninguém).

Esse fenômeno ocorre porque seus olhos são formados por várias filas de microesferas que, quando a luz as atravessa, não consegue ser refratada.

Tendo essa fisiologia incrível, os cientistas desenvolveram um plástico que é utilizado em baterias de energia solar, mantendo seu funcionamento durante a noite e dentro dos edifícios.

A capacidade de projetar uma superfície bidimensional final para a captura de luz em uma faixa espectral é necessária para aplicações de energia, optoeletrônica e espectroscopia.

Gostou dessa matéria? Então continue em nosso blog para acompanhar mais conteúdos como este e confira esses três conteúdos ligados à inovação listados abaixo:

Casa inteligente: o que é e como funciona?

Uma casa inteligente gera conforto, economia, segurança e incorpora cada vez mais funcionalidades.

Estamos vivendo a era digital e das inovações científicas e tecnológicas, onde boa parte do mundo está conectada com a internet. Com isso, os processos do nosso dia a dia têm se tornado mais cômodos e nossos utilitários mais inteligentes.

O uso de recursos que contam com conectividade Wi-Fi e Inteligência Artificial (IA) vem ganhando força em diversas áreas, como na operação de máquinas e automação dos processos produtivos, na medicina, na educação e até mesmo dentro de nossas casas.

A tecnologia dentro de casa é uma grande tendência, pois permite automatizar tarefas do cotidiano e controlar a casa como quiser, a qualquer hora e de qualquer lugar. 

Uma casa inteligente gera conforto, economia, segurança e incorpora cada vez mais funcionalidades. Vamos entender o que é uma casa inteligente?

O que é e como funciona uma casa inteligente?

A casa inteligente, também chamada de smart home, é uma casa conectada e controlada por aparelhos eletrônicos. 

Você se lembra da casa futurista da família Jetsons, em “Os Jetsons”? O desenho, referência para quem viveu nas décadas de 70, 80 e 90, mostrava casas com tecnologias avançadas e automatizadas. 

Hoje, essas tecnologias são possíveis e, diferente do desenho animado, podem ser discretas e acessíveis.

Os Jetsons viviam em uma casa futurista, com robôs e automação residencial.

Em uma casa inteligente, através de comandos de voz ou um toque no smartphone, é possível ligar e desligar algum aparelho eletrônico como o ar-condicionado ou o aspirador de pó, abrir e fechar o portão e até mesmo fechar cortinas. 

Você também conseguirá mudar de playlist, carregar aparelhos e até mesmo fazer listas de compras para o mercado. 

Vantagens de uma casa inteligente

Uma casa inteligente pode trazer diversos benefícios para os moradores. Com as tecnologias certas e criatividade, a automação residencial pode fazer muito por você em diversas áreas, como:

Segurança

A automação residencial é uma grande aliada para a segurança. Entre as opções estão, por exemplo, as câmeras de vigilância com vídeos que podem ser acompanhados em tempo real e as trancas automatizadas para portas e portões, que podem ser acionadas à distância.

Há também os sensores de presença inteligentes que identificam quando há alguém no ambiente e acendem as luzes automaticamente, por um tempo que pode ir de 10 segundos a 5 minutos, dependendo da sua preferência.

Os sensores também ajudam a evitar riscos de se acidentar ou de ser surpreendido por alguém que poderia tirar vantagem da escuridão, por exemplo.

Conforto e praticidade

Com os assistentes virtuais e sistemas de automação residencial, o dono de uma casa inteligente pode controlar praticamente tudo no ambiente sem precisar parar suas tarefas, usufruindo de muito mais conforto e praticidade.

É possível concentrar os controles remotos em um único dispositivo, reproduzir músicas, controlar a iluminação e a temperatura mesmo sem estar em casa. É possível, por exemplo, programar o ar-condicionado para quando você chegar em casa encontrar ela fresquinha.

Para os idosos, uma casa inteligente pode trazer mais autonomia como, por exemplo, uma gaveta de remédios com sensores programados, que avisam ao morador o horário da medicação.

Casas inteligentes podem ter vários aparelhos conectados no mesmo dispositivo.

Economia de energia

As tecnologias utilizadas em uma smart home permitem gerenciar e monitorar o consumo de energia da casa, além de configurar aparelhos para serem desativados automaticamente quando não estiverem sendo utilizados.

Isso quer dizer que, com uma casa inteligente, você consegue identificar dispositivos eletrônicos que gastam energia sempre que estão conectados à rede elétrica, mesmo que desligados, e interromper a alimentação de energia para esses aparelhos.

Você também pode programar as luzes da sua casa para se apagarem ou diminuir a intensidade da lâmpada depois de um determinado horário, evitando que alguma seja esquecida acesa por toda a noite. 

WEG Home: sua casa inteligente com a WEG!

A WEG está sempre inovando no setor tecnológico e as casas inteligentes também podem contar com uma linha super especial: a WEG Home. A linha nasceu para simplificar rotinas, transformar ambientes e cuidar do que é importante para você. 

Os produtos são voltados às soluções que geram conforto, economia e segurança. Entre eles estão os módulos de controle para iluminação e energia, sensores de presença e abertura de portas e janelas, câmeras IP e o controle universal.

Conheça a WEG Home:

Viu só? Com criatividade e conectividade, sua casa pode ser ainda mais confortável e segura. E você? Já começou a automatizar sua casa? Conta pra gente por onde começou ou pretende começar! 

Veja também: 3 coisas comuns hoje que eram high tech há 100 anos ou menos. 

Preservação da água da chuva: captando essa ideia!

Você sabe como funcionam os sistemas de captação e como a água da chuva pode ser reaproveitada?

A água é um recurso indispensável para a vida e o ecossistema do planeta. Desde 2010, a Organização das Nações Unidas (ONU), reconheceu o direito à água limpa e segura como um direito humano essencial, fundamental e universal, indispensável à vida com dignidade.

Para que todas as pessoas tenham acesso a água, muito tem-se falado sobre o uso consciente e como evitar seu desperdício e escassez. Entre as práticas para amenizar o gasto individual de água, está o uso de sistemas de captação de água da chuva.

Mas você sabe como funcionam os sistemas de captação e como a água da chuva pode ser reaproveitada? Através da ação educativa que o Museu WEG oferece você vai aprender na prática como isso funciona!

Ação educativa “Preservação da água: captando essa ideia”

Na nova ação educativa do Museu WEG, os alunos do ensino fundamental e médio vão conhecer o ciclo da água desde sua formação, repensar hábitos de consumo e descobrir como cuidar do nosso recurso mais precioso por meio de pequenas mudanças na nossa rotina.

Também será possível conhecer o projeto de captação da água da chuva do Museu WEG – uma ação interativa, com jogos, diversão e conhecimentos que contribuem para o desenvolvimento intelectual dos alunos.

Segundo as professoras Michele Facin Hansen Schunke e Leonice H. Ilha, que já participaram com suas turmas, a ação foi importante para que os alunos entendessem a importância sobre o consumo consciente da água e a reutilização da mesma, aprendendo a economizar o recurso e preservar o meio ambiente. 

Alunos da E.E.B. Julius Karsten participam da ação educativa sobre a preservação de água no Museu WEG.

Para participar com sua turma, agende uma visita em nosso site: https://www.museuweg.net/agendamento/

O que é um sistema de captação de água?

Basicamente, o sistema também chamado de cisterna é um reservatório que faz a captação e o armazenamento da água da chuva para reaproveitamento no uso doméstico.

Esse sistema é considerado uma forma eficiente e econômica para o melhor aproveitamento da água, podendo ser instalado em apartamentos, condomínios, casas e empresas para consumos que não exijam água potável.

Quais são as vantagens da captação da água da chuva?

A prática é considerada uma das melhores e mais eficazes opções em relação à redução no consumo de água, podendo diminuir em até 50% o valor da conta de água. Veja outras vantagens:

  • É uma atitude sustentável.
  • A cisterna pode ser instalada tanto em ambientes rurais quanto urbanos.
  • Pode ser adaptada para diferentes necessidades, existem desde mini cisternas até cisternas de 10 mil litros.
  • É muito útil em tempos de crise hídrica.
  • Cria uma cultura de sustentabilidade ecológica em construções.

Em certas áreas do Nordeste brasileiro, a seca é tão extrema que as vantagens de armazenar a água da chuva para o consumo humano é ainda maior. 

Nesses locais, a água é acumulada em cisternas e passa por processos de tratamento como a filtração e adição de cloro; dessa forma, também pode ser utilizada para fins potáveis.

Como a água da chuva pode ser utilizada?

A não ser que passe por tratamentos específicos como o dito acima, a água captada da chuva não é considerada potável, pois pode conter partículas de poeira, fuligem, sulfato, nitrato e outras impurezas. Por isso, não é apropriada para consumo humano.

Sendo assim, essa água pode ser utilizada para descargas de banheiros, irrigação de jardins, lavagem de calçadas e carros, entre outros usos secundários em residências e também nas empresas.

Dessa forma, a água proveniente da Estação de Tratamento é utilizada apenas para beber, tomar banho e cozinhar.

Como funciona o processo de captação da água da chuva?

Normalmente, a cisterna é localizada no interior do solo, mas existem cisternas que podem ser colocadas no quintal ou em outros ambientes, desde que não bata muito o sol, para evitar a proliferação de fungos.

Caso for instalar o reservatório no alto, leve em consideração o peso que seu telhado ou sua laje terá que aguentar. Uma caixa de mil litros, por exemplo, equivale a uma tonelada. 

A cisterna funciona da seguinte maneira:

A água da chuva passa pelas calhas e é levada a um filtro que elimina as grandes impurezas, como galhos e folhas.

Um freio d’água reduz a velocidade da água proveniente do filtro ao chegar na cisterna, assim as partículas finas que permanecem na água descem lentamente e são depositadas no fundo do reservatório.

Quando a cisterna estiver cheia, o excesso de água é descartado automaticamente através de um cifrão ligado diretamente na tubulação de água pluvial do sistema.

Para captar e utilizar o conteúdo do interior da cisterna, são utilizados uma bomba e um conjunto de sucção que levam a água para a caixa d’água superior, onde passa por mais uma filtragem e é destinada aos locais de uso.

Aproveitar os recursos naturais abundantes em muitas partes do mundo, como a água da chuva, é simples e economiza a água tratada. É uma forma de fazer sua parte e ajudar a diminuir os impactos da crise hídrica em todo o planeta.

Outra forma de economizar nas contas e utilizar recursos naturais em sua casa ou empresa, é por meio da captação da luz solar para gerar energia. Que tal conhecer agora os benefícios da energia solar?

O que é a força motriz?

Vamos entender mais sobre a termodinâmica e o que é a força motriz.

A força motriz é muito utilizada quando o assunto é termodinâmica. Significa, de maneira resumida, uma força que impulsiona, que faz mover ou ocasiona movimento de alguma máquina ou algum objeto.

É muito utilizada no sentido figurado dentro de empresas e ocasiões do dia a dia nas quais representa o motivo para alguma ação ou atitude. Neste texto, vamos entender mais sobre a termodinâmica e o que é a força motriz.

Termodinâmica

A palavra termodinâmica vem do grego therme que significa calor + dynamis que significa movimento. 

Logo, a termodinâmica é uma área da física que estuda os processos de troca de calor entre sistemas ou entre um sistema e sua vizinhança observando as variações da temperatura, da pressão e do volume e como elas interferem nos sistemas físicos.

Os estudos da área de termodinâmica iniciaram durante a revolução industrial, a partir da necessidade da criação e do aumento da eficiência das primeiras máquinas a vapor.

Em 1824, o físico, matemático e engenheiro mecânico Sardi Carnot foi tido como “o pai da termodinâmica” com seu estudo “Reflexões sobre a Potência Motriz do Fogo”, que trouxe as relações energéticas básicas entre a máquina de Carnot, o ciclo de Carnot e a potência motriz.

Sadi Carnot ficou conhecido como “o pai da termodinâmica”.

Inclusive, você sabe por que o motor elétrico é tão importante?

O que é a força motriz?

Também chamada de energia motriz ou potência motriz, a força motriz é um agente usado para transmitir movimento a uma máquina. Geralmente, é definida como um agente natural, como água, vapor, vento, eletricidade etc.

Entretanto, o termo também pode definir uma locomotiva ou um motor, por exemplo, que fornecem a potência motriz de um sistema.

Em resumo, pode ser definida como um sinônimo para qualquer trabalho, força ou potência que produz um efeito de movimento, dependendo do contexto da discussão.

Força motriz na prática

A força motriz está presente no nosso dia a dia impulsionando movimentos em vários setores das indústrias, no trânsito e na energia que chega até a nossa casa. Vamos ver alguns exemplos? 

A primeira força motriz

Antigamente, a força motriz dos equipamentos era a força humana ou animal. O primeiro equipamento a substituir essa força por uma natural foi a roda d’água no século I. As rodas d’água se popularizaram na Europa e eram usadas na moagem de grãos e na irrigação.

Automóveis

Em um automóvel, o torque é o responsável pela capacidade de o motor produzir força motriz, ou seja, o movimento giratório. Essa força faz com que o veículo saia da inércia e possa arrancar e subir ladeiras sem que o condutor precise efetuar muitas trocas de marchas.

A embreagem, localizada entre o volante do motor e a caixa de câmbio, permite desligar a energia motriz da parte restante da transmissão.

Usinas hidrelétricas

Usinas hidrelétricas são conjuntos de construções que têm o objetivo de obter energia elétrica e necessitam de uma quantidade abundante de água como força motriz. Quando há quantidade em excesso de água, a força motriz é armazenada em grandes reservatórios.

Usinas eólicas

As usinas eólicas utilizam o vento como força motriz para gerar energia. O vento representa um recurso natural abundante e limpo, logo, a produção energética por meio dessa força motriz apresenta baixo custo. Conheça os principais parques eólicos do Brasil.

Indústrias

A força motriz atua em motores de diversos tipos, aplicados a máquinas e a sistemas nos quais se requer movimento, com funções imprescindíveis em várias indústrias e serviços.

Para finalizar, há ainda uma força motriz muito difundida no sentido figurado por palestrantes, líderes e pensadores no mundo todo. Como já diria Albert Einstein:

“Há uma força motriz mais poderosa que o vapor, a eletricidade e a energia atômica: a vontade.”

O que é possível ver com um telescópio?

Conheça a história do telescópio e o que é possível ver com ele!

O telescópio é o instrumento que permite que as pessoas possam enxergar objetos que se encontram a uma distância muito grande da Terra.

Muito importante na astronomia, o aparelho tem capacidade de ampliar e formar uma imagem virtual de planetas, estrelas e outros objetos no espaço cósmico.

Não é necessário ser astrônomo para ter um telescópio. Qualquer pessoa pode aprender a usar o aparelho e fazer suas próprias observações.

Mas você sabe o que é possível ver com um telescópio? Continue lendo para descobrir.

História do telescópio 

Em 1609, o cientista italiano Galileu Galilei melhorou o projeto de uma luneta com lentes de óculos criada em 1608 pelo holandês Hans Lippershey. 

Galileu construiu um equipamento com tubos e lentes que foi batizado de perspicillum. Ao ser apontado pela primeira vez ao céu, foi possível observar diversos corpos celestes, como a lua e Júpiter.

Mais tarde, no século XVII, vários inventores, como o cientista inglês Isaac Newton, construíram seus próprios telescópios.

telescópio
Galileu Galilei demonstrou o uso de seu telescópio para duques e senadores de Veneza em 1609 (ilustração de Louis Figuier, 1870). 

Telescópios ópticos 

Há dois tipos de telescópios ópticos: os que operam por refração (refratores) e os que funcionam por reflexão (refletores). 

Quando o telescópio é produzido com lentes, chamamos de refrator. O telescópio refrator usa lentes de vidro em forma de curva que são bem potentes para ver objetos que estão muito distantes. O problema é que a produção dessas lentes é mais difícil.

Mais poderoso que os refratores, quando é produzido com um espelho curvo, chamamos o telescópio de refletor. Nele, há espelhos finos que fazem com que a luz se concentre quando refletida. 

Sua vantagem é a leveza do espelho, o que facilita o envio para missões no espaço. Certos telescópios usam tanto lentes como espelhos.

O telescópio espacial Hubble, que orbita a Terra em uma nave espacial, é um tipo de telescópio refletor.

Outros telescópios 

Os telescópios citados acima captam luz. Mas há aparelhos que, ao invés de captarem luz, captam outras formas de energia do espaço, como ondas de rádio, raios infravermelhos e raios X. 

Esse tipo de energia é emitida, por exemplo, dos planetas, das estrelas e do gás presente no espaço. Todos os tipos de telescópios permitem reunir informações sobre elementos espaciais que não podem ser vistos a olho nu. 

Foi por meio desse tipo de observação que cientistas entenderam como as estrelas e os planetas se formam e como as estrelas morrem, por exemplo.

O que é possível ver com um telescópio?

O que dá poder a um telescópio é sua “abertura”. O diâmetro da abertura (da lente objetiva ou do espelho) é o que proporciona a resolução e a qualidade das imagens de um telescópio. 

Portanto, com um telescópio de maior abertura, você terá imagens melhores e mais nítidas.

Com um telescópio de 70 mm, por exemplo, é possível observar tudo o que é observado nos de 60 mm e 50 mm, porém com qualidade superior; além disso, é possível observar mais estrelas, nebulosas e mais detalhes nos objetos.

Já com um telescópio de 150 mm, você verá tudo o que os de menor abertura também mostram, porém com muito mais detalhes e definição, além de mais estrelas, nebulosas, etc.

Entretanto, com qualquer telescópio, você pode realizar ótimas observações. Esse é um passatempo que desenvolve a curiosidade e a inteligência e proporciona ótimos momentos de satisfação. 

Entre os objetos espaciais que podemos visualizar com um telescópio, estão:

Lua: um dos objetos astronômicos mais belos de se observar. É possível apreciar as crateras e as planícies lunares, bem como o contraste causado pela sombra da parte escura da lua sobre essas crateras.

Por ser grande e próxima da Terra, quando está cheia, cobre quase todo o campo de visão do telescópio; por isso, muitos preferem observá-la quando está na fase minguante ou crescente.

Sol: o sol é o único objeto que pode ser observado durante o dia. Para vê-lo, os telescópios são equipados com filtros especiais para deixar uma fração diminuta da luz, sendo possível observar uma esfera laranja quase perfeita.

Planetas: é possível ver em detalhes os planetas do Sistema Solar, em especial Marte, Júpiter e Saturno. Vênus e Mercúrio estão muito próximos ao sol; por isso, só são visíveis próximos ao horizonte e em poucas épocas do ano. 

Urano e Netuno, os planetas mais distantes do sol, podem ser observados como pequenos pontos azulados no telescópio.

Estrelas: aglomerados de estrelas, nebulosas, galáxias e estrelas solitárias também geram imagens incríveis e podem ser observadas e estudadas por meio dos telescópios.

Ficou curioso? No Brasil, e pelo mundo afora, existem diversos planetários para visitar, conhecer mais sobre a Astronomia e fazer sua primeira viagem pelo espaço com o uso de um telescópio. 

Já que o assunto é objetos do espaço, que tal conhecer a diferença entre asteroides, meteoroides, meteoros e meteoritos?

Inovações do setor de exploração aeroespacial que você usa no dia a dia

Confira tecnologias criadas para a exploração espacial que foram adaptadas para o nosso dia a dia.

Em 1957, o satélite Sputnik foi enviado à órbita da Terra, desde então, as inovações do setor aeroespacial evoluíram a passos largos e permitiram que a humanidade chegasse a lugares onde jamais imaginaríamos que o homem poderia alcançar. 

A partir disso, chegamos à lua, foi permitido que estações espaciais pudessem ficar em órbita para abrigar os astronautas, além de milhares de estudos sobre a Terra, o sistema solar e o espaço interestelar. 

Para que missões como essas fossem possíveis, durante anos, muitas tecnologias foram desenvolvidas para serem usadas em naves, sondas e pelos astronautas – e diversas delas ganham versões muito úteis no nosso dia a dia. Continue a leitura e saiba mais.

Tecnologias e inovações do setor aeroespacial usadas no dia a dia

Confira agora as tecnologias que foram criadas para a exploração espacial e que acabaram sendo adaptadas para o nosso dia a dia na Terra.

Filtro de água

O filtro de água foi desenvolvido pela NASA na década de 1960. O sistema de filtros usava cartuchos de iodo para limpar as fontes de água das naves. 

A tecnologia provou a sua eficácia em eliminar bactérias e passou a ser aplicada em filtros de água aqui na Terra, inclusive para a limpeza de piscinas.

Um novo tipo de filtro foi criado por estudantes brasileiros em 2019, a invenção foi enviada em um foguete da SpaceX para ser testada pelos astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS).

Comida para bebês

As fórmulas de leite artificial e papinhas para bebês já existiam, mas foram enriquecidas graças aos estudos da NASA que envolviam a alimentação dos astronautas no espaço. 

Nos seus estudos, os pesquisadores descobriram uma fonte natural do ácido graxo ômega-3, existente no leite materno e que possui papel fundamental para o desenvolvimento infantil.

Hoje, a fonte de ômega-3 descoberta pela NASA está presente na maioria das fórmulas infantis em todo o mundo, ajudando no bom desenvolvimento do cérebro, do coração e dos olhos dos bebês.

Câmera de telefones celulares

Ao procurar soluções para instalar câmeras em sondas espaciais, em 1990, a NASA iniciou uma pesquisa para descobrir tecnologias mais compactas e eficientes para aprimorar os sensores das câmeras existentes.

Foi então que o físico e engenheiro Eric Fossum combinou técnicas japonesas com uma nova tecnologia de construção de chips, resultando em um sensor que era extremamente compacto, de baixo consumo e 100 vezes mais rápido que os sensores já utilizados.

A solução foi compartilhada com a indústria – atualmente, um terço de todas as câmeras tem a tecnologia, especialmente as de computadores e celulares. 

Tênis de corrida

Você sabia que o impacto da sua corrida é minimizado graças à borracha utilizada nos capacetes dos astronautas?

É isso mesmo, o material criado pelos engenheiros da NASA para os capacetes dos astronautas possui grande capacidade de absorção de impactos, e hoje a mesma tecnologia é utilizada na fabricação dos tênis de corrida.

Espuma de travesseiro

Já ouviu falar sobre os famosos “travesseiros da NASA”? Eles são muito comuns no nosso dia a dia, e, por mais que pareça, a NASA jamais desenvolveu esse travesseiro para os astronautas.

Mas ela tem parte nisso. O travesseiro de viscoelástico só existe por causa de tecnologias desenvolvidas pela agência espacial. 

O material foi desenvolvido em 1966 com o objetivo de criar assentos que aliviassem os efeitos da gravidade nos corpos dos astronautas. Mas, como todos os corpos são diferentes, não seria nada prático desenvolver novas cadeiras para cada pessoa.

A saída foi desenvolver um material capaz de se moldar ao corpo e que, depois de usado, voltasse à forma original.

Em 1980, a patente entrou em domínio público, como boa parte das tecnologias desenvolvidas pela NASA. Isso deu oportunidade para que muitas empresas passassem a fabricar travesseiros com esse material, os chamados “travesseiros da NASA”.

Pneus mais seguros e duradouros

O programa Viking Lander enviou sondas a Marte nos anos de 1970. Para os pneus das sondas, a Goodyear desenvolveu um material mais forte que o ferro.

Desde então, o material também é utilizado nos seus pneus para carros comerciais na Terra, adicionando milhares de quilômetros de vida útil a eles.

GPS preciso

O GPS é uma invenção do início dos anos 1970 e conta com satélites em órbita que se comunicam com receptores na Terra para mapear todo o planeta e auxiliar nas navegações.

Mesmo assim, ainda existiam muitas incertezas das posições exatas daqueles satélites, o que podia gerar erros nos dados. Logo, em 1990, a NASA criou um software capaz de corrigir os erros da rede global de receptores de GPS. 

A tecnologia foi cada vez mais aprimorada até chegarmos aos GPS que temos hoje, funcionando em qualquer celular, com alta precisão e em tempo real.

O que vimos acima são apenas algumas das tecnologias criadas para a exploração espacial que usamos no dia a dia. Todos os anos, engenheiros e cientistas do mundo todo trabalham em novas invenções para melhorar a experiência espacial e também aqui na Terra.

Conheça também 10 invenções criadas no Brasil.

Como os cegos navegam na internet?

Você já parou para pensar como um cego navega na internet?

Como milhares de pessoas, os deficientes visuais também consomem conteúdo digital e navegam por sites, blogs, redes sociais e aplicativos. 

Mas para que isso aconteça, é necessário o uso de recursos de acessibilidade que promovem o acesso dos cegos ao mundo digital.

Você já parou para pensar como um cego navega na internet? Entenda no decorrer do texto o que é acessibilidade na web e como ela funciona para o deficiente visual.  

O que é Acessibilidade na web e como funciona

A principal contribuição da acessibilidade na internet é a segurança e a autonomia que as pessoas com deficiência possuem ao navegar em sites, blogs, aplicativos e redes sociais. 

Com a acessibilidade na web, todas as pessoas podem perceber, entender, navegar, interagir e contribuir com os conteúdos que encontramos ao navegar pela internet.

Para isso acontecer, os sites devem seguir as Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web (WCAG2), fornecer alternativas textuais para imagens, alternativas para multimídia (audiodescrição) e tornar a visualização mais fácil (contrastes, tamanho das fontes etc).

Também é essencial que todas as funcionalidades estejam disponíveis no teclado – veremos o motivo no decorrer do artigo –, além de maximizar a compatibilidade entre as interfaces utilizadas pelos usuários. 

Você pode conferir todas as diretrizes do WCAG2 através desse link.

Como os cegos navegam na internet?

A resposta é simples: os cegos navegam na internet com a ajuda de um programa que lê em voz alta cada palavra escrita em uma página web. E os primeiros programas deste tipo surgiram na década de 1980.

O computador que os cegos usam é um modelo comum, possuem apenas alguns programas especiais instalados, às vezes com algum periférico como sintetizadores de voz, impressoras braille, display braille, entre outros.

Além disso, por não poder ver o cursor do mouse, o deficiente visual usa apenas o teclado – e ele não precisa, necessariamente, ser especial. Verifique em seu teclado a existência de três pontos, no “F”, “J” e o “5” da calculadora.

É para isso que servem essas saliências, elas ajudam a memorizar a posição das outras teclas, por exemplo: o D fica ao lado esquerdo do F, o M fica embaixo e ao lado direito do J. Outra opção para digitar é utilizar a digitação por voz, também conhecida como “ditado”.

Para os dispositivos móveis, os sistemas operacionais Android e IOS já disponibilizam leitores de tela. Essas ferramentas já vêm instaladas como recurso de acessibilidade padrão para deficientes visuais, basta apenas ativá-los nas opções de acessibilidade do dispositivo.

Para esses usuários, é importante conhecer o movimento ou combinações de gestos para realizar as tarefas e ações em seus dispositivos. Quando um leitor de tela estiver ativo, os toques e gestos na tela ganham novas funções, como por exemplo:

• Tocar: fala e seleciona um item;

• Tocar duas vezes: ativa o item selecionado;

• Deslizar para a direita: move o foco para o próximo item na tela;

• Deslizar para a esquerda: move o foco para o item anterior da tela.

Além dos gestos básicos citados acima, cada leitor de tela possui suas particularidades, podendo a mesma ação ser realizada por um gesto diferente, conforme o sistema operacional. 

O canal Ponto de Vista, criado pelo desenvolvedor de software Lucas Radaelli, traz videos objetivos sobre como pessoas cegas interagem com o computador sem a resposta visual:

#PraCegoVer: conheça a hashtag

A hashtag #PraCegoVer foi idealizada pela professora Patrícia Braille em meados de 2016, com o objetivo de incluir nas esferas da internet pessoas cegas ou com baixa visão. 

É uma ferramenta simples, educativa e inclusiva, que qualquer pessoa nas redes sociais pode utilizar.

A #PraCegoVer possibilita a audiodescrição para a compreensão de imagens, transformando elementos visuais em palavras que podem ser lidas pelo leitor de tela. Várias marcas e empresas aderiram a hashtag para tornar seus posts mais acessíveis.

Para utilizar a ferramenta é muito simples. Após colocar a legenda normalmente em suas publicações, adicione a #PraCegoVer e em seguida, faça uma descrição da imagem classificando o tipo (foto, ilustração, gif etc).

Depois faça uma descrição da direita para a esquerda e de cima para baixo, descreva também as cores e utilize frases curtas e objetivas. Evite adjetivos, pois é a pessoa que irá decidir os adjetivos da publicação a partir da sua própria percepção.

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Como vimos, existem recursos específicos para os deficientes visuais utilizarem a internet, isso faz com que muitos, inclusive, atuem no mercado de trabalho na área da tecnologia e computação. 

Porém, há muitos sites e aplicativos que não adotam os padrões internacionais de acessibilidade. Informe-se para ajudar a construir um mundo mais acessível e comece hoje mesmo com as páginas web que estão em suas mãos.

Aqui no blog do Museu WEG, por exemplo, é possível baixar aplicativos para leitura na internet: Museu WEG Acessibilidade. Entre eles estão aplicativos recomendados para pessoas com diferentes níveis de visão e também para pessoas com deficiência auditiva. 

Juntos fazemos uma internet mais acessível! Continue no blog e conheça: mulheres que transformaram o mundo a partir da educação.