Categoria: Tecnologia

Mas, afinal, para que é utilizado e como funciona o código Morse?

Você tem curiosidade de entender para que é utilizado e como funciona o código Morse? Então vamos lá!

Você já deve ter visto em filmes, séries ou até mesmo em desenhos, alguém se comunicando por batidinhas, piscar de luzes ou bilhetes que só têm pontinhos e risquinhos. 

Trata-se do código Morse, um importante instrumento de comunicação muito utilizado em vários momentos da nossa história, como na Segunda Guerra Mundial e no naufrágio do Titanic, em 1908.

Apesar dessa linguagem não ser mais tão utilizada como foi no passado, ela ainda pode ser muito útil nos dias de hoje.

Você tem curiosidade de entender para que é utilizado e como funciona o código Morse? Então vamos lá!

O que é código Morse?

O código Morse é uma ferramenta de comunicação que representa letras, números e sinais de pontuação por meio de uma sequência de pontos (.) e traços (-) chamados de bits e dahs, respectivamente.

Esses sinais criam uma mensagem codificada que é enviada pausadamente, conforme o ritmo e os intervalos com que aparecem.

A transmissão de mensagens codificadas em código Morse pode ser feita de diferentes formas, como: 

1) por pulsos elétricos, através de uma rede telegráfica;

2) por ondas mecânicas, através do som;

3) por ondas eletromagnéticas, através de sinais de rádio com pulsos ou tons curtos e longos;

4) por sinais visuais, utilizando ferramentas como lâmpadas e bilhetes.

O código Morse pode ser visto como uma forma de código digital, já que é binário: ou há o pulso ou não.

Podemos, por exemplo, usar uma lanterna para nos comunicarmos apenas ligando ou desligando a luz nos tempos certos. Também é possível usar o Morse com o som do apito, fazendo as diferentes variações do tempo ao apitar.

A história do código Morse

O código Morse surgiu em 1835 e leva o nome do seu criador, Samuel Morse. A criação surgiu para ser a linguagem utilizada na transmissão de mensagens através do telégrafo elétrico, também criado por Morse.

Esse aparelho, por sua vez, funcionava emitindo pulsos elétricos através de cabos a um eletroímã que, ao receber a mensagem, fazia o registro dos sinais em uma fita de papel. 

Quando a corrente estava ligada, a agulha do aparelho riscava uma fita magnética; quando a corrente era desligada, a fita ficava sem marca.

Samuel Morse também é inventor do telégrafo elétrico.

Inicialmente a ideia de Morse era transmitir apenas números e utilizar um dicionário para relacioná-los com as palavras, mas, por fim, acabou criando códigos para representar também as letras, permitindo a transmissão de mensagens mais completas. 

Ao longo do tempo, o código sofreu alterações. Em 1948, onze letras foram alteradas na Alemanha, adotadas para o padrão internacional em 1865 pelo Congresso Internacional Telegráfico.

A linguagem também passou a ser utilizada no rádio, e os pontos e traços foram transformados em sons curtos e sons longos.

O código foi amplamente utilizado no período da I Guerra Mundial para envio de mensagens rápidas de longa distância entre navios e aviões dos exércitos. Até hoje, nenhum outro sistema de codificação de informação eletrônico ultrapassou seu feito.

Até o ano de 1999, foi utilizado como o padrão internacional para comunicações marítimas. O exército americano também treinou soldados em código Morse até 2015.

A única alteração feita desde a I Guerra Mundial foi, em 2004, a inserção do código “AC” para representar o @. 

Como aprender código Morse?

Com o avanço da tecnologia na área de comunicação militar e naval, o código Morse não é muito utilizado hoje em dia. Porém, alguns sinais são bem famosos e podem ser reconhecidos em muitos casos, o clássico é o sinal de socorro: o SOS é composto pela combinação •••⁃⁃⁃•••.

Se você precisar de socorro e, por exemplo, só tiver uma lanterna para se comunicar, vale a pena tentar o sinal, já que ele é conhecido mundialmente.

O código Morse é relativamente simples. Seguindo a tabela de códigos, fica bastante fácil aprender a representação de cada sinal, lembrando que não se faz diferença entre letras maiúsculas ou minúsculas.

O mais importante é reconhecer os dits e dahs (também chamados de pulso e não pulso) para saber os intervalos entre letras e palavras. Atualmente, o código Morse Internacional conta com seis “símbolos”:

  1. pulso curto ou ponto;
  2. pulso longo ou traço;
  3. espaço entre pontos e traços;
  4. espaço curto entre letras;
  5. espaço médio entre palavras;
  6. espaço longo entre frases.

Lendo no papel, fica fácil de identificar, mas, para o som e o piscar de luzes, é um pouco mais complicado. Um dah (-) tem a duração de 3 dits (…) e o tempo de um dit (.) é utilizado para o intervalo entre caracteres, o de um dah (-) para os intervalos curtos. Usa-se o período de 7 dits (…….) para o intervalo médio e 4 dahs (—-) para o intervalo longo.

O código Morse nos dias atuais

Nos dias atuais, o código Morse é geralmente representado nas telinhas, em produções cinematográficas. Também é utilizado por escoteiros e radioamadores, sendo parte da grade curricular do exame para licença de radioamadores no mundo todo.

Para além dos filmes, outra arte que também se aproveita das mensagens codificadas é a música. Alguns músicos inseriram o Morse em suas melodias, ele é encontrado, por exemplo, em Wireless Fantasy, de Vladimir Ussachevsky, e em músicas de rock’n’roll como a YYZ do Rush, em A Revolta dos Dândis II dos Engenheiros do Hawaii e no pedido de socorro feito pela guitarra do Iron Maiden na música Empire of the Clouds, que narra o acidente sofrido pelo dirigível britânico R101, na sua primeira viagem, em 1930.

E agora é com você: que tal começar hoje mesmo e criar sua primeira mensagem em código morse? 😉

Você sabe qual é a diferença entre a energia sustentável, a renovável e a limpa?

A busca por energias sustentáveis, renováveis e limpas tem aumentado nos últimos anos, e, embora pareçam sinônimos, existem diferenças entre elas.

Grande parte das atividades realizadas pelo homem moderno requer o uso da energia, sendo ela um fator fundamental para satisfazer as necessidades da sociedade ao redor do mundo.

Por esse motivo, o conceito de energia sustentável nunca esteve tão em evidência. Uma vez que as principais fontes energéticas mundiais, os combustíveis fósseis como petróleo, carvão mineral e gás natural, não durarão para sempre.

O tema é tão importante que a ONU o transformou em um dos seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: “garantir o acesso a fontes de energia viáveis, sustentáveis e modernas para todos”. Logo, a busca por energias sustentáveis, renováveis e limpas tem aumentado nos últimos anos, e, embora pareçam sinônimos, existem algumas diferenças entre elas.

É importante conhecermos seus conceitos para entender que uma energia classificada como renovável ou limpa não é necessariamente uma energia sustentável. Vamos começar?

O que é energia sustentável?

Vamos começar com o conceito de energia sustentável. Ele está intrinsecamente conectado ao desenvolvimento sustentável. Em resumo, é a energia capaz de suprir as necessidades da sociedade atual sem comprometer as necessidades das gerações futuras.

Com esse tipo de energia, é possível manter um equilíbrio entre produção e consumo. Ela é gerada sem provocar grandes impactos ao meio ambiente e consumida em quantidade e velocidade nas quais a natureza ou a ação humana sejam capazes de repor.

Como exemplos de energia sustentável estão a energia solar e a eólica, que podem ser consideradas sustentáveis desde que sejam desenvolvidas com planejamento, envolvendo uma visão integrada entre economia, meio ambiente e compreensão social. 

A energia eólica pode ser considerada sustentável desde que seja desenvolvida com planejamento.

Já as usinas hidroelétricas, por exemplo, utilizam o potencial hidráulico de rios e da força da água para gerar energia. Porém, por mais que a água seja um recurso abundante que está constantemente se repondo na natureza, as usinas podem impactar severamente o meio ambiente, mudando o curso de um rio, causando prejuízos à fauna, à flora e à vida humana, por isso, geralmente não é considerada sustentável.

Seguindo essa linha de pensamento, a lenha, que provavelmente é o produto energético mais antigo utilizado pelo homem, só será uma fonte de energia sustentável quando a madeira for cultivada para esse fim por meio de um manejo florestal adequado e quando houver controle dos poluentes liberados durante sua queima. 

O que é energia renovável?

A energia renovável é toda energia obtida de recursos naturais que nunca se esgotam, uma vez que são repostos pela própria natureza. A chuva, o sol, o vento, o calor da terra, a biomassa e até mesmo as ondas e as marés são exemplos de fontes renováveis.

Esse tipo de energia agride minimamente o meio ambiente quando comparada às fontes convencionais de energia.

A biomassa é considerada uma energia renovável, mas isso não quer dizer que seja uma energia limpa.

Porém, existem casos de energias renováveis que emitem algum grau de poluente que as impede de serem consideradas limpas. Por isso, precisamos prestar atenção aos detalhes. 

É preciso destacar, novamente, a energia hidrelétrica e a obtida a partir da lenha: elas são exemplos de energias renováveis já que utilizam recursos que são naturalmente reabastecidos, mas isso não significa que essas fontes de energia sejam limpas.

Até os recursos renováveis podem se esgotar

É preciso ter em mente que essas fontes renováveis de energia podem se tornar insustentáveis. Se um recurso for usado em uma quantidade ou uma velocidade superior à sua capacidade de reposição, ele se esgotará.

E aí está a diferença! Além de ser renovável, a energia sustentável precisa ser usada com cautela e consciência. É fundamental preservar o meio ambiente e se adaptar ao desenvolvimento econômico e social das comunidades.

O que é energia limpa?

A energia limpa é todo tipo de energia que libera quantidades minúsculas ou praticamente zero de gases poluentes geradores do efeito estufa, como radiação, dióxido de carbono e qualquer tipo de contaminante químico para a atmosfera do planeta.

A energia solar e a energia eólica são os exemplos mais comuns. Isso não significa que elas não causem impactos ambientais, mas sim que esses impactos são bem menores e que, por meio de algumas medidas, podem ser amenizados.

A energia solar é uma energia limpa porque tem pouco impacto sobre o meio ambiente.

Outros tipos de energia que entram para o grupo das energias limpas são a geotérmica, a hidrelétrica e a biomassa. Todas elas são consideradas mais benéficas para o meio ambiente, mas isso não as torna automaticamente renováveis, ou seja, por mais que uma energia faça bem ao mundo, é possível que, um dia, o seu uso se torne impraticável.

Consumimos cada vez mais energia

Basta olhar para os dados para perceber o quanto a produção de energia cresceu durante os anos. Entre 1990 e 2010, por exemplo, o número de pessoas com acesso à eletricidade cresceu 1,7 bilhão; como a população global continua a crescer, também crescerá a demanda por energia.

A economia global dependente de combustíveis fósseis e o aumento das emissões de gás carbônico estão criando drásticas mudanças no clima, o que impacta diretamente em todos os continentes.

Por isso, garantir o acesso universal à energia significa investir em fontes de energia limpa, como a energia solar, a eólica e a térmica. Expandir a infraestrutura e modernizar a tecnologia para fornecer energia limpa em todos os países é um objetivo crucial para que o crescimento econômico colabore com o meio ambiente.

Conheça o webdocumentário “Sirius: Acelerando o futuro da Ciência”

Produzido entre 2017 e 2021, o webdocumentário retrata as principais fases de desenvolvimento do Sirius.

O primeiro acelerador de partículas da América Latina, Sirius, é a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil.

O laboratório que foi projetado e construído por brasileiros e financiado pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) é uma das fontes de luz síncrotron mais avançadas do mundo, gerando novas oportunidades de pesquisa científica em diversas áreas de conhecimento. 

Para contar sua história, o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) lançou, no dia 13 de agosto, o primeiro episódio de uma série especial de vídeos sobre o Sirius.

O webdocumentário “Sirius: Acelerando o futuro da Ciência” é composto por sete episódios independentes, cada um com cerca de 5 minutos, que explicam os principais desafios envolvidos no seu desenvolvimento. Continue lendo este artigo para conhecer e assistir ao primeiro episódio.

O que são aceleradores de partículas?

Eles são laboratórios gigantes. Por fora, parecem grandes túneis, que podem ser retos ou em forma de anel e ter vários quilômetros de extensão. Dentro deles, as partículas que compõem os átomos – como prótons e elétrons – são aceleradas a velocidades próximas à da luz para que elas possam bombardear núcleos atômicos estáveis.

A utilização desse tipo de equipamento é muito importante, afinal de contas, só com ele é possível quebrar partículas incrivelmente densas e milhões de vezes menores que o átomo.

Existem diversos tipos de aceleradores de partículas, como: Aceleradores de elétrons, Colisores de Partículas e Aceleradores de Prótons. 

Por que o Sirius é tão importante? 

Sirius é uma infraestrutura aberta, à disposição da comunidade científica brasileira e internacional. É financiado com recursos do MCTI e projetado por pesquisadores e engenheiros do CNPEM em parceria com a indústria nacional.

Ele permitirá que centenas de pesquisas acadêmicas e industriais sejam realizadas anualmente, por milhares de pesquisadores, contribuindo para a solução de grandes desafios científicos e tecnológicos, como novos medicamentos e tratamentos para doenças, novos fertilizantes, espécies vegetais mais resistentes e adaptáveis e novas tecnologias para agricultura, fontes renováveis de energia, entre muitas outras potenciais aplicações, com fortes impactos econômicos e sociais.

Entre os primeiros experimentos já realizados no Sirius, estão imagens em 3D de estruturas de proteínas de SARS-CoV-2, os detalhes obtidos por essas imagens puderam auxiliar na compreensão do vírus e no desenvolvimento ou melhoramento de remédios contra o COVID-19.

Assista webdocumentário “Sirius: Acelerando o futuro da Ciência”

O webdocumentário “Sirius: Acelerando o futuro da Ciência” possui sete episódios que explicam os desafios para a construção do maior projeto da ciência brasileira, produzidos ao longo de quatro anos de acompanhamento.

Produzido entre 2017 e 2021, o webdocumentário retrata as principais fases de desenvolvimento do Sirius, e cada episódio da série explica um aspecto diferente do projeto. 

Entre os temas apresentados, estão: obras civis, estabilidade, aceleradores, estações de pesquisa, parcerias com empresas brasileiras e perspectivas científicas.

A série conta com a participação de algumas das mentes mais brilhantes que estiveram envolvidas no projeto ao longo dos seus anos de desenvolvimento.

Uma delas é Ricardo Rodrigues, extraordinário cientista e engenheiro, falecido em janeiro de 2020, que foi um dos principais responsáveis pela origem da primeira fonte de luz síncrotron brasileira e um dos principais idealizadores do projeto Sirius. 

Os episódios da série podem ser vistos no canal da CNPEM do YouTube. Vamos começar assistindo ao primeiro episódio agora mesmo? Dê o play!

Incrível, não é mesmo? Não deixe de assistir aos demais episódios para se tornar um conhecedor desse projeto tão importante para a ciência e tecnologia do Brasil e do mundo.

Falando em mundo, que tal continuar no blog para ler o bate papo que tivemos com o jaraguaense que trabalha com aceleradores de partículas na Suécia?

Fonte: CNPEM

Alessandro Volta: conheça o inventor da pilha voltaica

As descobertas de Alessandro Volta abriram portas para muitos experimentos e estudos.

Conhecido apenas como Alessandro Volta,  Alessandro Giuseppe Antonio Anastasio Volta, nasceu em 1745, na Itália, e foi um famoso cientista, que, entre várias contribuições, ficou mais conhecido por sua invenção da pilha elétrica.

Aos 16 anos abandonou o colégio jesuíta para estudar por conta própria, apenas com a assistência de um mentor. Este lhe ensinou os princípios básicos da Física, e também forneceu alguns aparelhos necessários para suas experimentações.

Volta aprendeu sozinho Física, Matemática, Latim, Francês, Alemão e Inglês. Mesmo não possuindo um diploma ou não tendo defendido uma tese, conseguiu um emprego como professor. Com o tempo ele passou de professor substituto a professor regente.

Inventos e descobertas de Alessandro Volta

Volta se tornou um inventor muito notável. Entre 1774 e 1979, lecionou Física na Escola Real de Como, na Itália. Nessa época aperfeiçoou o eletróforo, uma máquina usada para gerar eletricidade estática. O eletróforo foi usado para descobrir muitas das leis que determinaram o funcionamento do que conhecemos hoje como condensador ou capacitor.

Um dos seus primeiros inventos foi realizado em 1776 – o eudiômetro –, um aparelho que por meio de uma centelha elétrica causava a reação entre dois compostos gasosos. Esse aparelho foi usado para confirmar as leis das proporções definidas de Proust e as dos gases, incluindo a lei da dilatação dos gases submetidos a aquecimento, que foi uma lei que Volta determinou, juntamente com Gay-Lussac.

Outro feito de Alessandro Volta foi o isolamento do gás metano, o que aumentou ainda mais a sua fama, levando-o a ser nomeado para organizar o departamento de Física e lecionar na Universidade de Pavia, na Itália, onde permaneceu por 25 anos.

Ele também sugeriu a produção industrial de vacinas, difundiu o uso do amianto para a indústria, difundiu a cultura controlada do bicho-da-seda e também racionalizou o cultivo do lúpulo e da batata.

A invenção da pilha voltaica

O primeiro físico a realizar experimentos relacionados às pilhas elétricas foi Galvani, mas a interpretação dos resultados por ele foi errada. Volta repetiu os experimentos e propôs uma interpretação que se mostrou exata para os fenômenos observados por Galvani.

Foi em 1800, que ele causou uma enorme agitação no mundo científico. Provando sua teoria, Volta empilhou discos alternados de zinco e cobre, separando-os por pedaços de tecidos embebidos em solução de ácido sulfúrico. Sempre que um fio condutor era ligado aos discos de zinco e de cobre das extremidades, o aparelho produzia corrente elétrica. Surgia a pilha de Volta. 

A explicação foi a seguinte: a eletricidade, no caso, era produzida pelo contato entre os dois metais – o cobre e o ferro – cujas cargas elétricas tinham sido ativadas por um fator de desequilíbrio entre os seus potenciais elétricos. Ou seja, por uma força eletromotriz. 

A partir daí, todos os aparelhos que produziam eletricidade por meio de processos químicos passaram a ser denominados de células voltaicas (em homenagem a Volta), pilhas galvânicas (em homenagem a Luigi Galvani) ou, como chamamos, pilhas.

Bateria elétrica de Alessandro Volta (Tempio Voltiano em Como, Itália)

Honrarias

Volta se tornou uma celebridade! Em 1801 foi recebido por Napoleão, no Instituto de Paris, para quem demonstrou suas pesquisas sobre a geração de corrente elétrica por uma bateria. 

Além de uma medalha de ouro e de 2000 escudos de ouro, Alessandro Volta também foi nomeado senador do Reino da Itália em 1810, com o título de conde.

Em 1815, o imperador da Áustria o nomeou como diretor da Faculdade de Filosofia de Pádua. 

Em 1893, o Congresso dos Eletricistas deu o nome de “volt” a unidade de força eletromotriz.

Outra amostra de popularidade foi a imagem de Volta e sua pilha foi reproduzida em uma nota de 10 mil liras, emitida pelo Banco da Itália, em 1984.

Volta nunca se envolveu em movimentos ou controvérsias políticas, tendo uma vida tranquila até os 82 anos de idade, quando faleceu em 1827, na cidade de Cammago, na Itália. 

As descobertas de Alessandro Volta e a invenção da pilha voltaica abriram portas para muitos experimentos e estudos, que, ao longo dos anos, se tornaram em facilidades para nossa vida atual. Que tal continuar no blog e conhecer outras invenções ligadas à eletricidade que mudaram o mundo?

Conheça derivados do petróleo que fazem parte do seu dia a dia

Conheça derivados do petróleo que fazem parte do seu dia a dia.

Você sabia que a presença de derivados do petróleo no nosso dia a dia vai muito além da gasolina, diesel e gás?  Na verdade, é praticamente impossível pensar no nosso cotidiano sem a participação de algum produto obtido a partir da indústria petroquímica.

Antes de começar, vale lembrar que o petróleo é uma mistura de moléculas de carbono e hidrogênio que tem origem na decomposição de matéria orgânica, restos vegetais, algas, alguns tipos de plâncton e restos de animais marinhos. 

No decorrer de milhões de anos, esse material se acumulou no fundo de oceanos, mares e lagos. E, ao ser pressionado pelos movimentos da crosta terrestre, deu origem à substância que chamamos de petróleo.

Derivados do petróleo presentes em nossa casa

A indústria petroquímica transforma o petróleo refinado em produtos que são a base para grande parte da indústria química, muitas vezes não imaginamos quanta tecnologia e conhecimento estão envolvidos nas coisas mais simples da nossa casa.  

Entre os produtos estão roupas, colchões, embalagens para alimentos e medicamentos, brinquedos, eletrodomésticos, carros, aviões e até cosméticos. Conheça agora derivados do petróleo que fazem parte do seu dia a dia:

1. Brinquedos

Muitos utensílios infantis de uso diário são feitos de derivados do petróleo: mamadeiras, chupetas, copos, pratos e principalmente brinquedos. Isso porque eles são, em sua maioria,  feitos de plásticos e polímeros, contribuição da indústria do petróleo.

2. Cosméticos

Xampus, óleos, perfumes, tinturas e cremes de cabelo são alguns exemplos que levam derivados do petróleo em sua composição. Acredite, até 80% dos ingredientes encontrados em cosméticos são provenientes de petróleo, como acrilatos e propilenoglicol.

3. Borracha sintética

A borracha sintética substitui o látex em diversos produtos, como artigos esportivos, tênis e pneus, por ser mais forte e resistente a mudanças intensas de temperatura. Você sabia que, em geral, um pneu demanda o equivalente a 8 galões de petróleo? 

4. Remédios

Parece estranho pensar em petróleo quando estamos tentando resolver algum problema de saúde. Mas a verdade é que muitos medicamentos (em especial os analgésicos e, curiosamente, até mesmo os homeopáticos) contêm benzeno, um derivado do petróleo.

5. Produtos de limpeza

Quase todos os produtos de limpeza são feitos com derivados do petróleo. O interessante (e um pouco assustador) é que todos eles possuem ingredientes que ao mesmo tempo que deixam a casa limpa, podem nos fazer mal. 

Por isso, os rótulos dos produtos de limpeza trazem informações de segurança para que o usuário não deixe entrar em contato com os olhos, e que os mantenha longe de crianças e animais de estimação.

6. Asfalto

O que nós geralmente chamamos de “asfalto” é, na verdade, “concreto asfáltico” – ou seja, uma mistura de diversos minerais unidos graças ao asfalto propriamente dito, que é um derivado semi-sólido do petróleo.

7. Tecidos sintéticos

Sim! Sua roupa também tem petróleo. Os tecidos sintéticos como náilon, acrílico, spandex e poliéster são derivados do petróleo, e por serem mais baratos que os naturais, são largamente utilizados em roupas, cortinas e carpetes, por exemplo.

8. Comida

Para tudo! Você sabia que o petróleo também é utilizado direta e indiretamente na produção de alimentos? Entre os ingredientes estão os corantes, os flavorizantes e os conservantes, utilizados diretamente nos alimentos, e fertilizantes artificiais e pesticidas, utilizados no cultivo de alimentos.

9. Plástico

Este é um dos usos mais conhecidos de derivados do petróleo. O plástico vem das resinas derivadas do petróleo e pertence ao grupo dos polímeros. É um composto sintético extremamente presente no dia a dia da maioria das pessoas, é encontrado em garrafas pet, materiais de construção civil, embalagens, sacolas plásticas e copos descartáveis.

Em resumo, os produtos petroquímicos que vimos nos exemplos acima são classificados como básicos, intermediários e finais. 

Os petroquímicos básicos são eteno, propeno, butadieno, aromáticos, amônia e o metanol, a partir deles são produzidas uma grande diversidade dos intermediários. Estes, por sua vez, são transformados em produtos petroquímicos finais como os plásticos, borrachas sintéticas, detergentes, solventes, fios e fibras sintéticos, tintas, fertilizantes, etc.

Olhe para seu lado agora e perceba quantas coisas são derivadas do petróleo! Já pensou que se ninguém tivesse descoberto esse material, muitos produtos que usamos no dia a dia seriam extremamente diferentes? 

Essa e tantas outras descobertas criaram facilidades na vida moderna, da rotina doméstica ao ambiente industrial. Conheça agora 3 coisas comuns hoje que eram high tech há 100 anos.

Malhe o cérebro: conheça jogos que exercitam a mente

Entre os diversos exercícios para a mente, estão os jogos.

Assim como o corpo necessita de exercícios regulares para o bom funcionamento, o cérebro também deve ser exercitado. Ele realiza funções de extrema importância para nós, como ver, ouvir, sentir cheiro e sabor, lembrar, aprender e memorizar toda a informação que recebemos no dia a dia.

Entre os diversos exercícios para a mente, estão os jogos: sejam digitais, de cartas ou de tabuleiros. Fazer jogadas inesperadas, diversificar os estímulos que recebemos e o tipo de atividade que fazemos, ajuda a mobilizar nossos sentidos e fazer com que nosso cérebro se esforce com novas situações, melhorando o foco, a memória e o raciocínio.

Estudos provam que, em tempos de pandemia, a procura por jogos aumentou já que as pessoas precisaram reinventar sua rotina e o modo como estimulam o cérebro. Você faz parte disso? Confira agora jogos que ajudam a exercitar a mente

Jogos que exercitam a mente

Tetris, Sudoku e até mesmo Candy Crush Saga são alguns exemplos de jogos para estimular o cérebro. Eles melhoram a agilidade, a memória e o raciocínio, assim como a capacidade de tomar decisões e criar soluções rapidamente. 

Mas nada de exageros! É recomendado dedicar em média 30 minutos por dia para jogar. Conheça agora alguns jogos para estimular o cérebro: 

War

Neste jogo de estratégia, o planeta é dividido em seis regiões, os jogadores devem usar a inteligência e a astúcia para derrotar os adversários e conquistar territórios com seus exércitos.

Jogo da memória

O clássico jogo da memória pode ser jogado on-line ou off-line, com cartinhas ou papéis distribuídos aleatoriamente de cabeça para baixo. É um ótimo exercício para afiar a memória de curto prazo (aquela que armazena coisas que acabamos de ver). Clique aqui para jogar o jogo da memória do Museu WEG.

Quebra cabeça

Montar um quebra-cabeça reforça as conexões existentes do cérebro e incentiva a formação de novas ligações. O jogo estimula tanto o lado esquerdo do cérebro, com lógica e racionalidade, quanto o lado direito, com criatividade e visão artística da obra.

Imagem e ação

Além de ser divertido e garantir boas risadas, este jogo estimula a criatividade já que o cérebro deve encontrar diversas estratégias para encontrar a mímica perfeita para determinada palavra.

Xadrez

Um jogo antigo, mas muito jogado ao redor do mundo. O xadrez fortalece a capacidade de concentração e a memória. O jogo também estimula o raciocínio, a criatividade e o processo de tomar decisões.

“O xadrez é a ginástica da inteligência.” (GOETHE, 1876)

Tetris

Um jogo muito popular, o Tetris também ajuda a malhar o cérebro. O jogo sobrevive há gerações como uma forma divertida de estimular o raciocínio lógico e permite que os jogadores exercitem a habilidade de pensar rápido, além disso desenvolve o senso de espaço.

Sudoku

O Sudoku também é muito popular em todo o mundo e faz parte da lista de jogos que exercitam a mente. Nele, o jogador deve preencher 81 quadradinhos, 9 linhas e 9 colunas, usando os números de 1 a 9. O objetivo desse jogo é usar os números de 1 a 9 em cada linha, coluna e quadradinho de 3 x 3 sem repetir os números.

Cada Sudoku tem apenas uma solução, e existem diferentes níveis de dificuldade, que devem ser escolhidos de acordo com a prática, capacidade de cálculo e raciocínio do jogador. 

Candy Crush Saga

Jogos como Candy Crush Saga são muito populares nas redes sociais e também ajudam a exercitar o cérebro. O objetivo dele é formar sequências de “doces” virtuais da mesma cor e formato de modo a atingir os objetivos definidos pelo jogo.

Esse estilo de jogo pode ser encontrado em outras versões semelhantes com nomes diferentes, como Farm Heroes Saga, Pet Rescue Saga, Bejeweled Classic ou Diamond Battle, por exemplo. 

Jogo de 7 Erros

O Jogo de 7 erros é antigo e muito popular nas escolas. O objetivo é comparar duas imagens e encontrar as 7 diferenças (ou os 7 erros) entre as duas imagens. 

Que tal começar procurando eles na imagem abaixo?

Imagem: Youtube.

Viu só? Existem diversos jogos que ajudam a desenvolver as habilidades cognitivas: concentração, memória, raciocínio, linguagem, entre outras. Basta praticar um pouco todo dia – sua mente ficará mais ágil e preparada para desafios.

Outro modo de exercitar o cérebro é por meio de brincadeiras. Veja aqui 5 brincadeiras para aprender ciência. E, se quiser conhecer o segredo de grandes cientistas, leia nossas recomendações de filmes que falam sobre eles.

Benefícios da robótica para as crianças

É na infância que experiências e descobertas são levadas para o resto da vida.

A ciência explica quase tudo que nos cerca, e ensinar ciência para as crianças colabora para a compreensão do mundo e do nosso papel como parte do universo. É na infância que experiências e descobertas são levadas para o resto da vida.

Nesse contexto, a robótica tem se destacado como uma excelente ferramenta de educação para estas novas gerações que nasceram inseridas em um mundo tecnológico.

A prática ajuda a desenvolver o lado intelectual e cognitivo das crianças. Além disso, abre um grande leque de oportunidades no mercado de trabalho no futuro.

Neste artigo, apresentamos alguns dos benefícios que o aprendizado da robótica para crianças pode trazer para o seu filho. Você vai se surpreender.

Conheça os benefícios da robótica para crianças

Apesar de parecer uma tarefa para adultos, o desenvolvimento de máquinas inteligentes pode começar ainda na infância, sendo uma forma de estimular habilidades e desenvolver competências essenciais para o futuro.

Conheça agora os benefícios do aprendizado da robótica.

1. Raciocínio lógico

O raciocínio lógico é a habilidade de organizar o pensamento para chegar a uma conclusão ou resolver um determinado problema, e essa é uma das áreas mais estimuladas pela robótica.

Isso porque é preciso que as crianças tenham uma visão completa do processo de criação, programação e resposta da máquina que está sendo elaborada, pensando em qual é a melhor forma de construir comandos para o robô.

Com isso, elas encontram caminhos diferentes e soluções alternativas para resolução de problemas — e esse raciocínio se torna cada vez mais fácil.

2. Criatividade e curiosidade

Criatividade e curiosidade são características fundamentais para o aprendizado e a educação infantil. Por meio dos questionamentos, podemos descobrir os interesses dos pequenos.

A robótica desperta esse sentimento de modo natural por meio de questões como: Qual peça devo utilizar? O que vai acontecer se eu desconectar essa peça? E se o robô não funcionar? Como o robô vai resolver o problema proposto?

Ao serem estimuladas, curiosidade e criatividade são refletidas no dia a dia, despertando o senso de investigação dos pequenos.

3. Senso de organização

A tecnologia precisa seguir uma determinada ordem para que se consiga alcançar os resultados esperados. Todas as ações devem ser realizadas passo a passo para evitar erros no processo.

Por essa razão, o desenvolvimento do senso de organização é fundamental para crianças e adolescentes inseridos na robótica tanto para criação e programação do robô como para determinar tarefas dos membros de uma equipe.

Ao desenvolver essa habilidade, a criança passa a ter mais comprometimento e desenvolvimento da sua responsabilidade. Isso pode ajudar na organização das tarefas do dia a dia durante seu crescimento pessoal.

4. Trabalho em equipe

Aprender robótica não é uma prática exclusivamente individual. Logo, ela também estimula o trabalho em equipe. Essa habilidade é desenvolvida porque a criança precisa interagir com seus colegas, pais ou professores, entendendo que a cooperação é fundamental.

Logo, as crianças aprendem a dividir tarefas e exercitar a comunicação. Também são estimuladas a paciência e a disciplina para aceitar e respeitar opiniões diferentes.

5. Interdisciplinaridade

O aprendizado tecnológico compreende uma série de conhecimentos. Brinquedos que envolvem eletrônica, kits educacionais e até mesmo a montagem de pequenos robôs permitem que diversas matérias sejam contempladas.

Números, novas palavras e curiosidades gerais são absorvidas em teoria e aplicadas na prática. Até mesmo a língua inglesa é trabalhada nesse processo, pois muitos termos presentes no mundo tecnológico ainda não têm tradução.

Algumas áreas de estudo estimuladas pelo aprendizado da robótica para crianças são:

  • física;
  • matemática;
  • ciências;
  • mecânica;
  • eletrônica;
  • engenharia;
  • português e inglês etc.

Como inserir a robótica para crianças

É válido lembrar que a robótica não diz respeito apenas a máquinas gigantes, utilizadas em grandes unidades fabris. Ela está presente em nossa vida cotidiana de diferentes formas, desde brinquedos até utensílios domésticos.

Uma opção para inserir as crianças no estudo da robótica é matricular os pequenos em instituições de ensino que oferecem esse diferencial, que já é uma tendência no mercado. Também é possível encontrar escolas com cursos específicos do ensino de robótica.

É possível, ainda, aprender os conceitos básicos da robótica por meio de criadores de conteúdos nas redes sociais, kits e brinquedos de robótica e ensino de programação e sites educacionais.

Idade para aprender robótica

Como vimos, a infância pode ser a melhor fase para aprender sobre robótica. Veja abaixo o que as crianças podem aprender em cada faixa etária:

  • A partir dos 2 anos, é possível começar a aprender robótica por meio da montagem de brinquedos.
  • A partir dos 4 anos, a criança já é capaz de começar a solucionar pequenos problemas, como consertar um brinquedo.
  • A partir dos 7 anos, as crianças podem lidar com atividades lúdicas e softwares especiais, por exemplo, inserindo um comando para que os robôs realizem funções.
  • A partir dos 14 anos, com maior habituação sobre a linguagem técnica da programação, é possível tornar o ensino mais complexo, ensinando os adolescentes a criarem aplicativos específicos.

Como vimos, a robótica pode ser uma forma de incentivar o aprendizado de diversos assuntos. É uma atividade que desperta o senso de responsabilidade, organização, criatividade e cooperação das crianças, preparando-as para os desafios ao longo da vida.

Já que você chegou até aqui, que tal continuar no mundo da ciência e preparar um experimento com os pequenos? Descubra aqui o que é areia mágica e como fazê-la em casa.

Origem e curiosidades sobre o forno micro-ondas

Confira a história e algumas curiosidades sobre o forno de micro-ondas.

O forno micro-ondas está presente em milhares de residências pelo mundo todo. Simples e prático, o eletrodoméstico auxilia a descongelar e aquecer alimentos, sendo o queridinho daqueles que não têm muito tempo para cozinhar no fogão convencional.

Você sabia que a descoberta do princípio do forno micro-ondas foi por acaso? Continue lendo para conhecer essa história e conferir algumas curiosidades sobre o forno de micro-ondas.

A origem do micro-ondas 

O forno de micro-ondas surgiu por um mero acaso. Durante a Segunda Guerra Mundial, micro-ondas eletromagnéticas eram produzidas por um magnetron (uma válvula eletrônica que funciona como um oscilador na faixa de micro-ondas) com a intenção de detectar aviões inimigos. 

Por volta de 1946, nos Estados Unidos, o engenheiro eletrônico Percy Spencer, 

que trabalhava em uma empresa fabricando magnetrons para esses aparelhos de radar, colocou uma barra de chocolate no bolso da calça e foi trabalhar.

Enquanto trabalhava em um aparelho de radar ativo, ele percebeu que a barra que estava no bolso da sua calça havia derretido. Spencer sabia que as micro-ondas geravam calor, logo, supôs que essas ondas escaparam do tubo de magnetron, atingiram e derreteram a barra de chocolate.

Intrigado com o fato, ele resolveu fazer um experimento. Comprou milho de pipoca e colocou o pacote na frente do tubo de magnetron; em poucos instantes, as pipocas começaram a estourar. 

Spencer ainda resolveu fazer um novo experimento. Colocou um ovo cru dentro de um pote com um buraco e deixou-o voltado para o tubo de magnetron. O resultado foi a explosão do ovo. Sua conclusão foi que o ovo cozinhou de dentro para fora e estourou em razão da pressão.

Naquela época, o magnetron já estava muito desenvolvido. Ao perceber que poderia fazer a mesma coisa com outros alimentos, Spencer tratou de fazer com que se pudesse obter o máximo de proveito das micro-ondas. 

Após diversos experimentos, Spencer obteve, em 1946, a primeira patente para uso das micro-ondas para efeitos culinários. Logo, em 1947, a Raytheon produziu e comercializou o primeiro forno micro-ondas da história. Ele media 1,8 metros de altura e pesava 340 kg, sendo essa uma das curiosidades sobre o forno de micro-ondas.

Percy LeBaron Spencer – O criador do micro-ondas

No entanto, foi só a partir de 1975 que a invenção começou a “invadir” os ambientes domésticos, revolucionando o modo de cozinhar, essencialmente em termos de rapidez e poupança de energia (quando comparado aos fornos elétricos), sendo uma grande contribuição para a sociedade atual.

Como funciona o micro-ondas?

O aquecimento do forno micro-ondas ocorre em razão de uma radiação eletromagnética de 2.450 MHz, gerada por um magnetron e irradiada por um ventilador de metal, localizado na parte superior do aparelho.

Essa é a mesma frequência de ressonância das moléculas de água. Quando o forno é utilizado, a radiação aumenta a agitação das moléculas assimétricas da água, óleos e açúcares dos alimentos, e as ondas são refletidas várias vezes nas paredes metálicas sobre os alimentos, aquecendo-os de modo quase uniforme.

Por agitar as moléculas de água e de gordura das camadas mais externas com mais intensidade que as camadas mais internas do alimento, aquece os produtos de fora para dentro.

Três curiosidades sobre o micro-ondas 

1. O micro-ondas inventado por Spencer produzia 3.000 watts, cerca de três vezes a quantidade de radiação produzida por fornos de micro-ondas atuais.

2. O magnetron do primeiro micro-ondas precisava ser resfriado por meio de água, o que obrigava o produto a ter uma ligação com água canalizada.

3. A segurança é garantida porque as micro-ondas não são nucleares, pertencendo ao mesmo tipo de ondas do rádio ou mesmo da luz, só que em menor tamanho.

Incrível descobrir a história por trás de algo tão comum no nosso dia a dia, não é? Agora que você já sabe como é possível esquentar seu lanche no micro-ondas e como essa descoberta aconteceu por acaso, que tal descobrir como seria o mundo sem eletricidade?

Cientistas brasileiros: conheça 10 invenções criadas no Brasil

Conheça alguns dos inventos mais notáveis criados por cientistas brasileiros.

Ao pensar em grandes invenções, muitos tendem a considerar o Brasil um país que pouco contribuiu com a história dos avanços científicos, sendo pouco afamado por suas contribuições ao mundo moderno. 

Porém, a verdade é que, durante séculos e até mesmo hoje em dia, cientistas brasileiros têm se destacado e criado importantes elementos da sociedade utilizados no mundo todo – e que também servem de base para novas invenções.

Conheça agora alguns dos inventos mais notáveis criados por cientistas brasileiros

1. Transmissão radiofônica

A tecnologia de transmissão do som por ondas de rádio foi desenvolvida no final do século XIX, e, apesar da criação do rádio ser atribuída a Nikola Tesla, foi o padre e inventor brasileiro Roberto Landell de Moura que, em 1893, realizou a primeira transmissão radiofônica do mundo. 

Na época, outros inventos gringos já enviavam sinais telegráficos a curta distância, mas foi Landell quem conseguiu se comunicar através da voz humana com outros bairros, algo impensável na época. 

Infelizmente, ele não teve apoio do governo nem de iniciativas privadas e acabou abandonando seus experimentos.

2. Urna eletrônica

Foi em 1989 que um juiz eleitoral do estado de Santa Catarina chamado Carlos Prudêncio e seu irmão, um empresário da área de informática, criaram o que seria o primeiro terminal de votação por computador. 

No mesmo ano, ele foi instalado em caráter experimental na cidade de Brusque, em Santa Catarina. Seis anos depois, em 1995, o estado de SC experimentou a primeira eleição totalmente informatizada da história.

Graças a essa invenção, o Brasil é o país responsável pela maior eleição informatizada do mundo e, consequentemente, com a apuração mais rápida.

3. Radiografia

As radiografias também foram criadas por um brasileiro. Foi o médico Manuel de Abreu quem pesquisou durante muitos anos uma forma de radiografar órgãos do corpo humano. Em 1936, conseguiu criar um sistema que usava chapas radiográficas para fotografar a parte interna do corpo, em especial, os pulmões. 

A invenção criada no Brasil foi chamada de “abreugrafia” e permitia que doenças como a tuberculose fossem diagnosticadas de maneira mais rápida. Graças a essa invenção, Manuel de Abreu foi indicado ao Prêmio Nobel.

Recentemente, a revista Nature publicou os nomes dos cientistas mais importantes de 2020, provando que invenções e estudos médicos têm seu lugar de destaque na nossa história.

4. Walkman

O aparelho considerado o “avô do iPod” foi inventado por um alemão naturalizado brasileiro. Andreas Pavel mudou-se para São Paulo quando criança e, aos 27 anos, em 1972, criou o aparelho de toca-fitas portátil, batizado de stereobelt. 

Sete anos mais tarde, em 1979, a Sony lançou seu grande sucesso de vendas, o Walkman. Após anos de brigas judiciais, o inventor e a Sony entraram em um acordo, e a empresa reconheceu a autoria do invento a Pavel.

5. Máquina de escrever

Outra invenção brasileira é a primeira máquina de escrever da qual se tem registro de 1861 em Recife. Ela foi criada pelo padre João Francisco de Azevedo quando ele teve a ideia de adaptar um piano de 24 teclas para que ele pudesse imprimir letras em um papel. 

Sem dúvida, a ideia era bastante promissora. Azevedo confiou a sua invenção ao negociante George Napoleon, que dizia ter possíveis interessados em fabricá-la nos Estados Unidos.

Nunca mais teve notícias do vendedor, mas, anos depois, um modelo quase igual foi apresentado em solo americano por Christofer Sholes. Em seguida, a empresa Remington comprou a ideia e passou a fabricá-la em escala comercial.

6. Coração artificial

Em 2000, o engenheiro mecânico Aron de Andrade do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (SP) elaborou o primeiro coração artificial, um aparelho ligado ao coração natural e alimentado por um motor elétrico.

A invenção brasileira dá uma chance aos pacientes em estado grave que não conseguem se adaptar às medicações e permite que possam ter mais tempo de vida enquanto esperam por um doador real.

7. Balão a ar

Bartolomeu Lourenço de Gusmão é conhecido como o primeiro inventor e cientista brasileiro graças à criação do balão a ar quente.

Na época, Bartolomeu de Gusmão observou que o ar quente era mais leve que o ar exterior e que, com essa informação, seria possível criar um veículo que, com esse princípio, pudesse levitar.

Em 1709, seu invento chamado de “Passarola” foi exibido para a corte portuguesa. O aparelho movido a ar quente subiu a quatro metros de altura.

8. Câmbio automático

Em 1932, os engenheiros mecânicos José Braz Araripe e Fernando Lehly Lemos desenvolveram um sistema de troca de marchas automática por fluido hidráulico. 

O projeto e o protótipo foram vendidos para a General Motors que, em 1940, lançou um modelo do carro Oldsmobile com a chamada transmissão “Hydra-Matic”, uma precursora do que pode ser encontrado em veículos automáticos de hoje em dia.

9. Cinema 3D

Apesar de parecer uma tecnologia um tanto quanto nova, a ideia do cinema 3D não é tão recente assim. Ela surgiu em 1934 quando Sebastião Comparato criou dois modelos de projetores 3D e os apresentou no Rio de Janeiro.

O projeto do italiano naturalizado brasileiro consistia em um pequeno equipamento que podia ser adaptado a projetores comuns e a uma tela especial. A imagem projetada era refletida por um espelho, e o processo criava a sensação de que a imagem estava passando em um espaço vazio, como uma espécie de palco de teatro.

Sebastião estudou na Faculdade de Medicina de São Paulo e chegou a receber convites para aprimorar seu projeto fora do Brasil, mas recusou, pois queria que essa fosse uma criação brasileira. Infelizmente, com o passar do tempo, suas criações acabaram caindo no esquecimento.

10. Avião

Um dos maiores inventores brasileiros de todos os tempos, Alberto Santos Dumont, mudou completamente a aviação moderna contribuindo diretamente no desenvolvimento de dirigíveis e aviões.

Em 1903, os irmãos Orville e Willbur Wright conseguiram alçar voo com o Flyer I, considerado o primeiro objeto mais pesado que o ar a conseguir essa proeza. O detalhe é que eles precisaram de uma catapulta para impulsionar o aparelho.

Dois anos depois, em 1905, o brasileiro Santos Dumont conseguiu fazer com que o 14-Bis levantasse voo por meios próprios, sem auxílio externo, usando apenas um motor a combustão. 

Graças aos seus projetos, Santos Dumont abriu as portas para o surgimento de uma nova forma de transporte e, ao considerar isto um bem mundial, nunca patenteou suas invenções.

Gostou de saber um pouco mais sobre as invenções criadas no Brasil? Que tal agora conhecer a história de grandes cientistas de todo o mundo? Fizemos uma lista de filmes para você assistir e aprender mais sobre suas trajetórias. Veja no link: Filmes incríveis sobre a vida de grandes cientistas. 🙂

Curiosidades sobre os satélites: o que você sabe sobre eles?

O que você sabe sobre os satélites? O que eles estão fazendo lá em cima?

Você sabia que já foram lançados mais de 20 mil objetos no espaço? Desses, cerca de 3 mil estão ativos cruzando a atmosfera terrestre. Tratam-se de satélites, objetos que se mantêm girando ao redor da Terra sem cair. 

A Terra tem um único satélite natural, que é a Lua, e milhares de satélites artificiais − lançados no espaço por meio de foguetes. Mas o que você sabe sobre eles? O que os satélites estão fazendo lá em cima? Veja algumas curiosidades a seguir.

Para que servem os satélites?

Os satélites têm muitas funções. Eles são capazes de captar imagens de grandes áreas e possibilitam o mapeamento de territórios. Alguns podem auxiliar meteorologistas a prever mudanças no tempo e no clima, além de fenômenos naturais como furacões. 

Eles também podem captar imagens de outros planetas, auxiliando astrônomos em suas pesquisas. Os sinais de televisão e telefone também são transmitidos por meio dos satélites. Além disso, o Sistema de Posicionamento Global (GPS) só é viável com o auxílio de mais de 20 satélites em órbita.

A Organização das Nações Unidas (ONU) é responsável pelo controle desses objetos na atmosfera terrestre e também pela regularização e pela autorização de novos lançamentos. Também é responsável pela comunicação entre as principais agências espaciais do mundo.

Como são os satélites?

As características em comum entre os satélites são uma antena e uma fonte de energia, que pode ser solar ou por bateria. A antena é responsável por enviar e receber informações. Os satélites também podem conter sensores e câmeras apontadas para a Terra ou para o espaço.

Sputnik 1: o primeiro satélite do mundo

Em 4 de outubro de 1957, a humanidade invadiu o espaço com o lançamento do Sputnik 1. Lançado pela então União Soviética, ele abriu caminhos para as viagens espaciais. Foi um grande feito científico e teve uma grande repercussão no mundo; após isso, diversos países construíram seus satélites com diferentes objetivos, e os lançamentos continuam até hoje.

O Sputnik tinha o tamanho de uma bola de basquete e pesava cerca de 83 kg, produzido em uma liga de alumínio. As antenas do Sputnik 1 foram responsáveis por enviar sinal de rádio e tinham 2,4 e 2,9 metros de comprimento. 

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Sputnik 1, o primeiro satélite lançado. Foto: NASA.

Os satélites podem cair?

O risco é pequeno, mas pode acontecer. Ao orbitarem em diferentes alturas, velocidades e caminhos, os satélites conseguem permanecer em órbita porque sua velocidade está em constante equilíbrio com a força da gravidade. Quando isso deixa de acontecer – e, por algum motivo, o satélite perde velocidade −, ele pode cair na Terra ou continuar em linha reta viajando pelo espaço. Mas não se preocupe, é provável que o satélite se desintegre antes de chegar ao solo.

Os satélites podem bater uns nos outros?

É possível, mas também é muito raro. Ao serem lançados, os satélites são colocados em rotas específicas para que não interferiram nas rotas de outros. Mas acidentes podem acontecer.

Em 2009, dois satélites de comunicação colidiram. Segundo os astrônomos, foi a primeira vez que isso aconteceu com satélites artificiais.

Os satélites do Brasil

No Brasil, o órgão responsável pelo desenvolvimento espacial é o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), criado em 1961 com o objetivo de capacitar o país nas pesquisas científicas e nas tecnologias espaciais.

Somente em 1979, cerca de 20 anos após o início da corrida especial no mundo, foi criado o Programa Espacial Brasileiro, e o primeiro lançamento de um satélite brasileiro foi realizado apenas em 1990.  

A partir disso, várias missões foram realizadas, e o último satélite desenvolvido no Brasil foi o Amazonia 1, lançado em fevereiro de 2021.

Amazonia 1: um satélite nacional

O satélite brasileiro Amazonia 1 foi enviado ao espaço para tirar fotos do planeta a fim de monitorar o desmatamento, os reservatórios de água, a agricultura, os desastres ambientais e outras aplicações. 

É o primeiro satélite em órbita que foi totalmente desenvolvido em território nacional. O equipamento faz parte da Missão Amazônia, que deverá criar outros dois satélites de sensoriamento remoto.

O Amazonia 1 gera fotos do planeta a cada cinco dias, sua câmera é capaz de observar uma faixa de aproximadamente 850 quilômetros. Ele está em uma altura de 700 km e pesa cerca de 638 kg. Por dentro, o equipamento contém cerca de 6 km de fios e 14 mil conexões elétricas.

Satélite Amazonia-1 será lançado em 28 de fevereiro (Imagem: Reprodução/INPE)
Satélite Amazonia 1 irá tirar fotos da Terra a cada cinco dias. Foto: Reprodução/INPE.

Uma curiosidade muito animadora para nosso avanço científico é que os dados coletados pelo Amazonia 1 estarão à disposição da comunidade científica, dos órgãos de governo e demais interessados. A vida útil prevista para o satélite é de quatro anos.

Agora que você já conhece melhor os satélites, que tal continuar a leitura e descobrir o que aconteceria se o sol desaparecesse?