Categoria: Tecnologia

Invenções ligadas à eletricidade que mudaram o mundo

Muitas invenções ligadas à eletricidade mudaram o mundo, mas algumas têm destaque. Confira a lista!

Uma das principais características do ser humano é a capacidade de lidar com situações de maneira criativa, criando meios e ferramentas para solucionar problemas ou simplesmente para compreender melhor o universo. Nessa bagagem, está a descoberta do fogo, a criação da roda, a invenção da escrita e até a descoberta do DNA, citando apenas alguns exemplos.

Entre as invenções pelo mundo mais significativas e também mais importantes para nossa evolução, está a eletricidade, é dela que advém parte do mundo moderno em que vivemos hoje.

Muitas invenções ligadas à eletricidade mudaram o mundo, mas algumas têm destaque por sua importância e pela maneira que afetaram nosso modo de agir e pensar nos dias atuais. 

Invenções elétricas de importância mundial

1. Semicondutores

Os semicondutores são a base de todos os aparelhos eletrônicos da era digital moderna. São pequenos chips que fazem parte de núcleos essenciais de smartphones e smart TVs até dispositivos médicos e sistemas militares.

Por serem, em sua maioria, feitos de silício, estão por trás do apelido “Vale do Silício”, lar das maiores empresas de computação do mundo. O primeiro eletrônico com semicondutores foi apresentado em 1947 por John Bardeen, Walter Brattain e William Shockley.

A partir dos avanços feitos nas tecnologias de semicondutores, foram desenvolvidos computadores, equipamentos de telecomunicação digital e até robôs industriais.

2. Lâmpada

James Bowman Lindsay, em 1835, apresentou ao mundo a primeira lâmpada elétrica. No entanto, sem ter consciência da importância de sua invenção, ele não se preocupou em registrar sua patente e abandonou o projeto para trabalhar em tecnologias de telegrafia sem fio. Graças a inventores como Thomas Edison, o invento se manteve vivo e recebeu a devida importância, tornando-se praticamente indispensável nos dias atuais.

3. Pilhas e baterias

Em meados de 1779, o cientista italiano Alessandro Volta apresentou a pilha voltaica, dando início ao que, tempos depois, iria se transformar em baterias de íon-lítio que utilizamos em nossos aparelhos eletrônicos.

Sem essa invenção, dificilmente teríamos aparelhos que não necessitam ficar o tempo todo conectados a uma tomada para funcionar corretamente.

4. Telefone

Há controvérsias sobre a invenção do telefone. Segundo o Congresso dos Estados Unidos, o aparelho foi inventado por volta de 1860 pelo Italiano Antonio Meucci, que o chamou de “telégrafo falante”.

Mas coube a Alexander Graham Bell, em 1876, aprimorar o invento e apresentar as bases do que viria a se transformar nos aparelhos presentes nas casas de grande parte da população mundial. Foi Graham Bell o primeiro a produzir o dispositivo em grande escala, fazendo com que, em 1886, 150 mil residências nos Estados já tivessem a invenção.

5. Televisão

Desde 1926, a televisão tem sido utilizada como meio de levar entretenimento, notícias e educação a grande parte da população mundial. Especialistas concordam que o título de “pai da televisão” é do físico escocês John Logie Bardie. Já que seus experimentos em 1925 resultaram na primeira transmissão de imagens em nível de cinza em movimento.

Em 1928, aconteceu a primeira transmissão transatlântica, entre Londres e Nova York, e a primeira transmissão ao vivo ocorreu três anos depois. Em 1930, Bardie lançou um sistema para transmitir sons de maneira simultânea com as imagens, é aí que a televisão surgiu oficialmente.

6. Internet 

A rede mundial dos computadores começou a dar os primeiros passos durante a década de 60. Foi originalmente usada pelo exército norte-americano para transmitir dados entre redes pequenas. Em pouco tempo, a internet progrediu e cresceu em escala assustadora.

Seu potencial comercial começou a ser explorado, e hoje é uma das principais ferramentas de trabalho e comunicação no mundo todo.

O primeiro site do mundo foi criado em 06 de agosto de 1991 por Tim Berners-Lee, físico do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear, considerado o pai da Web. A página nomeada de “The Project” pode ser acessada até hoje e conta com a descrição dos principais fundamentos da World Wide Web.

7. Motor elétrico

Foram quase três séculos entre os primeiros estudos, as primeiras pesquisas e invenções até o surgimento dos motores elétricos em 1886. A descoberta é atribuída ao cientista alemão Werner Siemens, inventor do primeiro gerador de corrente contínua autoinduzido.

Hoje os motores elétricos são utilizados no dia a dia doméstico e industrial, e é quase impossível pensar na vida sem eles.

Atualmente, milhares de inventos facilitam nossa vida. Eles são resultados de muito estudo e experimentos de inventores e cientistas que não mediram esforços por suas criações.

É por isso que a ciência é tão importante para nossa vida. Sem ela, não existiria a eletricidade e, consequentemente, nenhuma das invenções citadas acima. Um super viva às grandes descobertas! 🙂

Leia também: Como seria o mundo sem eletricidade?

Caminhões autônomos: o futuro do transporte de cargas

Essa tecnologia promete mudar a realidade do setor de transportes no país.

24 de março de 2021
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A história da mobilidade vem passando por muitas mudanças ao longo dos anos. Em 1900, os carros elétricos se tornaram populares, mas, com a baixa do valor da gasolina, baixa tecnologia de baterias, a construção de um sistema de rodagem mais desenvolvido para conectar as cidades e a descoberta doméstica de petróleo, os carros elétricos acabaram perdendo valor de mercado.

Atualmente, os carros elétricos vêm ganhando nova popularidade, assim como os ônibus elétricos, caminhões e mais recentemente os veículos autônomos. Inclusive no Brasil, onde, por exemplo, existem caminhões autônomos sendo desenvolvidos. Essa tecnologia promete mudar a realidade do setor de transportes no país. 

Caminhões autônomos 

No Brasil, grande parte da produção agrícola é transportada por caminhões que cruzam as estradas, conduzidos por motoristas que passam horas dirigindo para transportar diversos materiais e alimentos.

Pensando nessa realidade, diversas empresas já têm desenvolvido projetos de caminhões autônomos, alguns dispensam até mesmo a presença do motorista, outros aboliram inclusive a cabine. 

Algumas empresas já realizaram viagens com veículos autônomos nos Estados Unidos, como a Daimler Trucks em parceria com a empresa de tecnologia Torc Robotics. As viagens nesses testes, por questões de segurança, foram acompanhadas por um engenheiro que supervisionou o funcionamento do sistema e por um motorista.

Os caminhões autônomos da Daimler estão no nível 4 de automação de direção na escala definida pela SAE International (Society of Automotive Engineers). Isso quer dizer que, nesse nível, o veículo pode se “autodirigir” sob condições limitadas. No nível 5, os recursos de direção automatizados do veículo fazem com que ele possa ser conduzido em qualquer condição. Entre outras empresas iniciantes americanas que trabalham com caminhões autônomos, estão TESLA, TuSimple, Kodiak, Einride e Waymo.

Caminhão autônomo sem cabine

Se já é difícil imaginar caminhões autônomos, então imagine um caminhão que sequer tem cabine. O conceito foi apresentado pela empresa sueca Scania em setembro de 2019.

Caminhão autônomo sem cabine. Fonte: Scania Group/Divulgação

O protótipo “AXL” percorreu um trecho em asfalto molhado e, para mostrar sua eficácia, técnicos da Scania deixaram um automóvel no meio do trajeto para que o AXL pudesse desviar.

Nos testes, o caminhão passou a aproximadamente 1 metro do carro. Uma faixa de LEDs foi colocada em todo o caminhão, e as cores indicam a direção que o caminhão fará. Por exemplo: luzes azuis significam que ele seguirá em frente; já a luz vermelha aponta que ele começará a andar em marcha à ré.

Caminhões autônomos nos setores agrícola e mineração

Já há diversos exemplos de produtores rurais que utilizam caminhões autônomos. Uma companhia canavieira do Paraná recebeu em 2017, após 2 anos de desenvolvimento, um caminhão autônomo da Volvo com o objetivo de aumentar a produtividade da cultura. 

Como resposta, o uso do caminhão autônomo conseguiu diminuir a perda ao rodar ao longo das linhas de plantação sem esmagar os brotos da cana que ficam para trás após a colheita. A perda foi de aproximadamente 4% da produção total, enquanto o método convencional chega a ter 12% de perda.

Frota autônoma da Caterpillar em obra de mineração. Fonte: Caterpillar/Divulgação

Caminhões e tratores já estão trabalhando no mundo todo em obras de mineração sem um operador a bordo das cabines dos veículos. Para os especialistas, os resultados são: segurança humana, eficiência, precisão, produtividade e mais lucratividade.

Vale lembrar que, apesar de dispensar um motorista, essas máquinas necessitam de controle humano à distância, no qual os operadores técnicos podem monitorar os veículos confortavelmente. 

Curtiu o assunto? Então fique conosco e conheça os robôs e máquinas que vão a lugares onde o ser humano não é capaz de ir.

Eletricidade: países e exemplos de fiação subterrânea pelo mundo

A fiação subterrânea pode abranger toda a rede elétrica, bem como a rede de cabos de telefonia e TV.

Além da questão estética que confere um visual urbanístico mais agradável às cidades, a fiação subterrânea evita problemas de descarga na rede elétrica, diminui os apagões nos bairros e reduz riscos de queda de raios. Cidades como Barcelona, Londres, Amsterdã, Paris e Washington são citadas com frequência por engenheiros e arquitetos como exemplos de cidades que enterraram praticamente toda a sua fiação. 

Em contrapartida, a realidade brasileira possui apenas uma pequena parte da rede de eletricidade feita por redes subterrâneas. Neste artigo veremos países e exemplos de fiação subterrânea pelo mundo.

Fiação subterrânea: o que é

É comum nos depararmos com postes e fios de energia cortando o céu das cidades. Porém o cabeamento aéreo pode representar alguns perigos. Além da poluição visual e do alto custo de manutenção, ele está exposto ao risco de vandalismo, ventanias e trovoadas.

Uma das soluções inteligentes para substituir esse tipo de fiação é a subterrânea, ela pode abranger toda a rede elétrica, bem como a rede de cabos de telefonia e TV, e apresenta diversas vantagens do ponto de vista da infraestrutura das cidades. 

 Além da poluição visual, o cabeamento aéreo pode representar alguns perigos 

O procedimento para instalação da rede subterrânea consiste na instalação de dutos enterrados em valas. O sistema subterrâneo é mais duradouro e, em longo prazo, acaba sendo economicamente mais viável. Isso acontece porque os custos com reparos chegam a ser até 80% menores do que na rede aérea, exigindo menos substituições de cabos e consertos mais espaçados.

As redes subterrâneas tiveram as primeiras experiências no Brasil ainda em 1938 no Rio de Janeiro, o que na época se justificava apenas como medida estética.

Em Santa Catarina, onde está localizada a matriz da WEG, várias cidades já deram início – mesmo que em pequena porcentagem – à instalação de redes subterrâneas. É o caso, por exemplo, de Joinville, São José, Florianópolis e Lages.

Instalação da fiação subterrânea 

A fiação subterrânea possui um sistema composto por dutos embutidos separadamente no solo a uma profundidade de aproximadamente 50 cm. As concessionárias de energia elétrica utilizam geralmente o duto de PEAD – Polietileno de alta densidade – nessas instalações.

A mudança da rede elétrica aérea para a subterrânea é bastante complexa. Os dutos são apoiados em uma base de concreto. Depois, a cobertura é feita, geralmente, com areia para que seja possível acompanhar a movimentação da terra de modo que, ao passar um caminhão, por exemplo, o impacto da vibração não traga prejuízos. Dependendo da situação, no final, a via volta a ser coberta por terra ou pavimentação.

Na sua extensão, são instaladas caixas de passagem a distâncias variáveis, e pode ser preciso fazer caixas maiores denominadas câmaras de transformação – salas subterrâneas, que abrigam os equipamentos das concessionárias, como transformadores e chaves de desligamento. Essas salas são colocadas nas calçadas e, em casos específicos, em áreas também acessíveis pelos consumidores.

Depois de enterradas, as tubulações são interligadas com os imóveis dos consumidores. As caixas de passagem ao longo da extensão da via servem também de caixa de derivação para atender o consumidor final, fazendo a ligação com cada uma das casas ou dos escritórios.

Exemplos de fiação subterrânea 

São Paulo: a energia da região central da cidade de São Paulo é subterrânea há mais de 20 anos. A Enel Distribuição São Paulo realizou dois projetos de conversão: um na Vila Olímpia, onde foram enterrados fios elétricos em 13 vias da região, correspondentes a 4,2 quilômetros de extensão, e outro na área do Mercado Municipal com nove quilômetros em 40 vias. Existe um decreto que obriga a cidade a enterrar a cada ano cerca de 250 quilômetros de cabos. O projeto em ruas como a Oscar Freire foi iniciativa de empresários. 

Londres: a empresa responsável pela infraestrutura elétrica em Londres investiu mais de US $1 bilhão nos últimos anos para criar um sistema de linhas de transmissão em túneis mais profundos, substituindo a fiação que já ficava embaixo da camada de asfalto. 

Buenos Aires: apesar de ainda ter muita rede aérea, o governo da capital argentina tem avançado na troca dos cabos aéreos por fios subterrâneos. No centro da cidade, a substituição já foi feita. A medida foi incluída em uma grande reforma na área promovida pela prefeitura da cidade na década de 1950. Em outros bairros, está proibida a instalação de novas fiações sobre o solo. 

Paris: a rede elétrica subterrânea de Paris começou a ser instalada em 1910. Conhecida como Cidade Luz, a capital francesa tem toda a sua fiação no subsolo há mais de 60 anos. 

Vantagens e desvantagens da fiação subterrânea

Vantagens da fiação subterrânea

  • Maior confiabilidade
  • Menores indicadores de interrupção/queda de energia
  • Vida útil maior do que 30 anos
  • Paisagem urbana mais limpa

Desvantagens da rede subterrânea

  • Alto custo de implantação (varia de três a 15 vezes mais do que a aérea)
  • Manutenção corretiva demorada pela dificuldade de localização de defeito
  • Interferência de outras empresas (de telefonia, gás, água, TV a cabo)
  • Operação e manutenção especializadas

Agora que você aprendeu um pouco mais sobre a fiação subterrânea pelo mundo, que tal conferir quais são os maiores parques eólicos do Brasil? Clique aqui e saiba mais.

Como funciona o raio-x? Descubra sua história e suas características

Os raios-x foram descobertos em novembro de 1895.

Os raios-x são um tipo de radiação de alta energia produzida a partir da colisão de feixes de elétrons com metais. Essa radiação pode não ser percebida a olho humano, pois está além da frequência máxima que o ser humano pode distinguir. Além disso, possui capacidade de penetrar em organismos vivos e atravessar tecidos de menor densidade.

É muito importante na medicina, pois o raio-x é absorvido pelas partes mais densas do corpo, como ossos e dentes. Também é usado industrialmente, para observar a estrutura interna de objetos, procurando ver se há falhas em sua estrutura.

A descoberta

Os raios-x foram descobertos em novembro de 1895 quando o físico alemão Wilhelm Conrad Röentgen (1845-1923) realizava experimentos em seu laboratório. Trabalhando com tubos de raios catódicos (descobertos por Crookes), Röentgen observou uma inesperada luminosidade e, ao interrompê-la com a mão, viu a imagem de seus ossos exposta em uma tela.

Ao investigar mais a fundo, para entender a origem dessa luminosidade, Roentgen colocou vários objetos entre a ampola e a tela e observou que todos pareciam ficar transparentes. O físico observou que a radiação era capaz de enegrecer filmes fotográficos. Visto que considerava esses raios ainda muito enigmáticos, ele os denominou raios-x.

Em dezembro de 1895, ele pediu que sua esposa, Anna Bertha Röentgen, colocasse a mão entre um filme fotográfico e o tubo no qual os raios eram produzidos. Depois de cerca de 15 minutos, ele percebeu que a imagem dos ossos e as partes moles da mão da mulher estavam impressas no filme fotográfico. Essa foi a primeira radiografia feita no mundo. Em 1901, Wilhelm Conrad Röentgen ganhou o prêmio Nobel de Física por sua descoberta.

Röentgen e a primeira radiografia realizada no mundo
Röentgen e a primeira radiografia, reproduzida em 1985.

Características dos raios-x

O raio-x é produzido em um tubo de raios catódicos. O cátodo, após ser aquecido pela passagem de corrente elétrica, libera elétrons com alta velocidade. Esses elétrons são fortemente atraídos pelo ânodo; nessa atração, eles se colidem. Logo, quando os elétrons dos átomos pertencentes ao ânodo recebem a energia oriunda dos elétrons em movimento, o resultado é a produção de radiações eletromagnéticas que são denominadas raios-x.

Assim como toda radiação eletromagnética, os raios-x não precisam de meio de propagação e movem-se na velocidade da luz (3,0 x 108 m/s). Essa radiação é ionizante, isso quer dizer que ela pode gerar danos ao corpo humano em caso de exposições prolongadas; quanto mais distante da fonte, menor será a intensidade dos raios.

Por isso, pessoas que trabalham com radiografias usam aventais de chumbo (que não permitem que essas radiações atravessem) e se mantêm longe no momento do disparo. 

O equipamento de raio-x na medicina

O grande benefício oriundo da descoberta dos raios-x foi a possibilidade de realizar diagnósticos por imagens. O equipamento de raio-x serve para tirar radiografias, que são como fotografias da parte interna do corpo.

Por meio das imagens geradas, é possível observar estruturas anatômicas, como ossos, órgãos e vasos sanguíneos, sem precisar de cirurgia e facilitando diagnósticos em diversas partes do organismo. É um exame barato, não invasivo e indolor.

O estudo de órgãos do abdômen, a radiografia do tórax para análise de doenças do pulmão e a mamografia, exame que busca identificar câncer de mama, são exemplos de aplicações dos raios-x. Inclusive, o exame é muito importante neste momento em que estamos passando pela pandemia do COVID-19, ajudando no diagnóstico da doença através de imagens do pulmão.

Impressionante como algumas descobertas que acontecem, aparentemente por acaso, podem facilitar e melhorar nossa vida, não é mesmo? Uma dessas descobertas é a bússola, quer saber como ela foi inventada? Clique aqui e descubra! =)

Por que as antigas TVs arrepiam os pelos do braço?

Para entender esse desequilíbrio, é preciso conhecer a eletricidade estática.

Chegar perto da tela da TV e sentir os pelos do braço arrepiarem. Se você já experimentou essa sensação, conhece as televisões de tubo, certo? Isso acontece por causa de um fenômeno chamado eletricidade estática, e, com o avanço da tecnologia, os novos televisores não têm o mesmo efeito. Neste artigo, vamos descobrir por que as antigas TVs arrepiam os pelos do braço e podem causar pequenos choquinhos nas pontas dos dedos.

Como funcionam as TVs de tubo

As TVs de tubo funcionam com uma base eletromagnética. Existem três filetes de elétrons que percorrem a tela pela parte de trás em uma grande velocidade, formando a imagem, pixel por pixel, de cima para baixo e da esquerda para direita. A tarefa é tão rápida que o olho não consegue captar a formação da imagem, apenas o resultado dela pronta.

Por que os pelos do braço arrepiam ao chegar perto da tela de TVs antigas?

Quando a televisão de tubo é ligada, seus circuitos internos geram uma alta tensão para o seu funcionamento. Logo, o bombardeio de elétrons responsável pela formação de imagens estabelece uma carga negativa que recobre toda a tela do aparelho. Ao tocarmos nela, reagimos como um fio-terra, que retira a eletricidade do televisor. Os elétrons são atraídos para um corpo não polarizado, sejam as pontas dos nossos dedos ou os pelos do braço, produzindo pequenas faíscas ou deixando os pelos em pé.

De maneira resumida, a alta tensão gerada ao ligar o aparelho é aplicada internamente, bem próximo a tela, e o campo elétrico formado pela alta tensão atrai corpos não polarizados. Para entender esse desequilíbrio, é preciso conhecer a eletricidade estática, que também está relacionada ao pequeno choque que levamos ao encostar nas pessoas ou nos objetos de vez em quando.

Eletricidade estática

Basicamente, a eletricidade estática estuda o comportamento do desequilíbrio elétrico dos átomos de um corpo. Ela está muito presente no nosso dia a dia, seja ao ligar uma TV ou um monitor, ao tomarmos pequenos choques ao encostar na maçaneta de uma porta ou um vidro que, após esfregado com lã, passa a atrair pequenos pedacinhos de papel.

É comum que as pessoas associem o termo eletricidade a equipamentos, algo criado pelo ser humano. Mas, na realidade, a eletricidade se fez presente desde o surgimento do Universo. Um bom exemplo disso é o relâmpago, outro exemplo são os impulsos nervosos que ocorrem em nosso corpo. Muitas vezes, nosso corpo fica tão eletrizado (com acúmulo de elétrons) que acaba descarregando essa energia no primeiro objeto condutor (metal ou o corpo de outra pessoa, por exemplo) que aparece pela frente.

A matéria é constituída por átomos, e eles são formados por prótons, nêutrons e elétrons. Os prótons possuem carga positiva, os elétrons possuem carga negativa, e os nêutrons são eletricamente neutros. Os prótons e os nêutrons formam o núcleo, e os elétrons ficam em constante movimento envolta deste.

Estrutura de um átomo

Para eletrizar um corpo, é necessário fazer com que o número de elétrons se torne diferente do número de prótons nos átomos que formam esse corpo. Se o número de elétrons for maior que o número de prótons, o corpo estará eletrizado negativamente; se o número de elétrons for menor que o número de prótons, o corpo estará eletrizado positivamente.

É quando esse processo de eletrizar um corpo acontece que ele passa a ter eletricidade estática. Ou seja, a eletricidade é chamada estática quando as cargas elétricas se acumulam em um corpo e não se movimentam. As cargas elétricas de sinais diferentes, quando aproximadas uma das outras, atraem-se mutuamente, e cargas de sinais iguais tendem a se repelir. 

Vale lembrar que o arrepio dos pelos ou o choquinho não é igual para todo mundo, pois cada pessoa é única e composta por proporções diferentes entre os tecidos que formam o corpo. Imagine quanto estudo foi necessário para termos toda essa informação. Incrível, não é? Agora que você descobriu por que as TVs arrepiam os pelos dos braços, que tal conhecer alguns mistérios que a física ainda não conseguiu explicar?

Conheça as 10 pessoas mais influentes da ciência em 2020 segundo a revista Nature

Entre as 10 pessoas mais influentes da ciência em 2020, sete estão ligadas à luta para conter a pandemia.

Publicada desde 1869, a revista britânica Nature está entre as mais prestigiadas da comunidade científica do mundo todo. A cada fim de ano, a revista publica a lista das 10 pessoas que se destacaram nos meses anteriores, por contribuições significativas para a ciência.

Em 2020, ano marcado pela pandemia do novo coronavírus, aconteceram muitos estudos científicos em busca do tratamento e das vacinas para a Covid-19, e a lista não poderia ser diferente. Entre as 10 pessoas mais influentes da ciência em 2020, sete estão ligadas à luta para conter a pandemia. É importante frisar que a lista não se trata de um prêmio ou ranking.

Conheça abaixo as 10 pessoas mais influentes da ciência em 2020

Tedros Adhanom Ghebreyesus

Natural da Etiópia, Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde desde 2017, foi um dos nomes mais citados no noticiário global em 2020. Ele foi reconhecido por enfrentar desafios e unir o planeta contra a doença, incluindo os EUA, que acusou a organização de falta de transparência no gerenciamento da pandemia do novo coronavírus. 

Tedros Adhanom Ghebreyesus / Foto: reprodução vídeo

Verena Mohaupt

A alemã Verena Mohaupt foi reconhecida pela Nature por salvar colegas de adversidades no Ártico, onde atuou como chefe de logística de uma missão de pesquisadores. Mohaupt chegou a livrar colegas de um ataque de urso polar ao acionar uma equipe de pesquisa que estava perto do local e manteve cerca de 300 pesquisadores a salvo quando o navio que os transportava ficou preso no gelo por um ano.

Gonzalo Moratorio

Virologista do Instituto Pasteur e da Universidade da República em Montevidéu, Gonzalo Moratorio ficou famoso durante a pandemia da Covid-19 por ser um dos responsáveis pela rápida contenção do vírus no Uruguai. Ele e a pesquisadora Pilar Moreno desenvolveram o teste diagnóstico de coronavírus que permitiu ao Uruguai ter menos de 100 mortes após oito meses de pandemia. O país, que tem sistema de saúde universal e políticas de contenção de epidemias, já se livrou rapidamente de surtos de febre amarela, zika e outras doenças.

Gonzalo Moratorio / Foto: Daniela

Adi Utarini

Em meio à pandemia do novo coronavírus, Adi Utarini,  professora e pesquisadora da Universidade de Gadjah Mada, foi considerada pela Nature uma das personalidades da ciência em 2020 por seu trabalho no combate contra outra doença: a dengue. Ela e sua equipe reduziram em 77% os casos de dengue em partes da cidade de Utarini na Indonésia ao liberarem mosquitos geneticamente modificados, técnica biológica que impede a propagação de doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti.

Kathrin Jansen

Kathrin Jansen é a chefe de pesquisa e desenvolvimento de vacinas da farmacêutica americana Pfizer, uma das poucas empresas do mundo que conseguiram criar uma vacina contra a Covid-19. Atuando junto com a BioNTech, companhia alemã, realizou o projeto em tempo recorde: 210 dias. A vacina traz desafios logísticos como o armazenamento em -70 graus para manter sua eficácia contra o novo coronavírus, mas, ainda assim, o feito científico representou um avanço significativo para a saúde global. Junto a outras vacinas, a vacina da Pfizer ajudará a combater a pandemia e a evitar mortes no mundo todo.

Kathrin Jansen / Foto: Reuters/Carlo Allegri

Zhang Yongzhen

Zhang Yongzhen é virologista do Centro Clínico de Saúde Pública de Xangai e foi reconhecido pela comunidade científica como o primeiro a compartilhar o genoma do novo coronavírus na internet. Tudo começou em 3 de janeiro de 2020 quando ele recebeu uma caixa de metal que continha um tubo de ensaio embalado em gelo seco com cotonetes de um paciente que estava sofrendo de uma pneumonia nunca vista e que varria a cidade de Wuhan na China. Com sua equipe, Zhang analisou as amostras usando a mais nova tecnologia de sequenciamento de alto rendimento para RNA. Em dois dias, depois de trabalharem por 48 horas seguidas, terminaram de mapear o primeiro genoma completo do vírus. A medida permitiu que pesquisadores de todo o mundo pudessem trabalhar a fim de criar tratamentos e vacinas para pessoas infectadas pelo vírus causador da Covid-19.

Chanda Prescod-Weinstein

Apesar da pandemia, 2020 foi um ano bastante agitado para Chanda Prescod-Weinstein, cosmóloga e professora na Universidade de New Hampshire. Ela foi uma das organizadoras do movimento online por diversidade na ciência chamado Strike for Black Lives. O movimento exigia que as instituições científicas enfrentassem o racismo na ciência e na sociedade. Após isso, a comunidade científica adotou a justiça social como parte de sua responsabilidade.

Chanda Prescod-Weinstein / Foto: reprodução vídeo

Li Lanjuan

Aos 73 anos de idade, a epidemiologista Li Lanjuan, da Universidade Zhejiang em Hangzhou, foi rápida ao reconhecer a periculosidade do vírus da Covid-19 para a saúde das pessoas na China. Em 22 de janeiro de 2020, ela pediu uma forte política de isolamento social na populosa cidade de Wuhan. No dia seguinte, a cidade adotou o lockdown que teve importância significativa para conter a propagação do vírus, ainda que algumas pessoas tenham ficado sem atendimento médico durante esse período.

Jacinda Ardern

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, é apontada como a principal responsável pela contenção da pandemia do novo coronavírus no país. Em junho de 2020, ela anunciou que a pandemia estava controlada. Esse cenário foi resultado da adoção rápida de medidas rígidas de isolamento social, logo quando a pandemia foi anunciada pela OMS. Com a colaboração dos 4,8 milhões de habitantes, o país teve 1.504 casos confirmados e apenas 22 mortes. Conheça também outras mulheres que fizeram diferença na história da ciência internacional.

Anthony Fauci

Chefe do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos desde 1984, Anthony Fauci teve uma atuação persistente em 2020, sendo conselheiro do presidente americano Donald Trump sobre como lidar com a pandemia da Covid-19. Mesmo com quase 80 anos de idade, Fauci permanecerá na função para aconselhar o presidente eleito Joe Biden a partir deste ano. Um verdadeiro defensor da ciência, Fauci recebeu ameaças e precisou andar com seguranças para se proteger. 

Anthony Fauci / Foto: Graeme Jennings – Bloomberg – Getty Images

Essa foi a lista tão esperada da revista Nature de 2020. Você citaria mais alguém? Conta para a gente. Já que o assunto é cientistas, conheça os inventos de Marie Curie e como suas descobertas ajudaram centenas de soldados. 😉

Qual é a diferença entre Amperes, Volts, Watts e kVA?

Você lembra qual é a diferença entre Amperes, Volts, Watts e kVA?

Hoje em dia, é quase impossível imaginar uma vida sem eletricidade. Ela está presente nas tarefas mais simples do nosso cotidiano e também em incríveis e gigantescos projetos pelo mundo afora. Provavelmente você já estudou ou está estudando as características desse fenômeno nas aulas de física, mas você ainda lembra qual é a diferença entre Amperes, Volts, Watts e kVA? Entender exatamente o que significam algumas unidades de medidas do Sistema Internacional de Unidades pode ser difícil. Se você precisa de uma ajudinha para se lembrar desses conceitos, continue neste artigo.

Diferença entre Amperes, Volts, Watts e kVA

Você já deve ter visto termos como Volt, kVA e Watts estampados em produtos eletrônicos.  Eles são amplamente utilizados no mercado para expressar algumas características técnicas desses produtos. Saber o significado de cada um desses termos pode ajudar a tomar decisões na hora de comparar um eletrônico com outro.

O que são Amperes?

Usamos a medida Ampere (A) para medir a corrente elétrica. Essa corrente é gerada quando os elétrons de um átomo começam a se mover de um átomo para o outro de modo ordenado. A unidade Ampere é usada para medir quantos elétrons formam essa corrente por segundo. O nome é uma homenagem ao físico francês André-Marie Ampère.

É válido citar que “amperagem” é o termo leigo quando queremos nos referir à corrente elétrica. Podemos usar amperagem ao conversar com outra pessoa de modo coloquial, mas, para respeitar o termo técnico, usamos “corrente”.

O que são Volts?

A medida Volt (V) é utilizada para se obter a tensão elétrica, ou seja, a diferença de potencial elétrico. O nome é em homenagem a Alessandro Volta, o inventor da pilha voltaica, que pode ser considerada a precursora da bateria elétrica. Falando em pilha, sabia que o equipamento elétrico mais antigo que se tem notícia é a pilha de Bagdad?

O Volt é equivalente ao potencial de transmissão de energia (medido em Joules) dividido pela carga elétrica (medida em Coulombs) entre dois pontos distintos. Ou seja, dizer que a tensão entre dois pontos é igual a 1 Volt significa que cada carga de Coulomb que se movimenta nesse espaço transmite 1 Joule de energia elétrica. Portanto, uma pilha de 1,5 V tem uma tensão elétrica de mesmo valor.

O que são Watts?

Watt é a medida de potência que expressa a capacidade na qual a energia elétrica é capaz de realizar trabalho. Quando fazemos um exercício físico, gastamos calorias, certo? Com os equipamentos que utilizam energia elétrica, acontece a mesma coisa. Só que, para medir esse gasto energético, utilizamos a unidade de medida Watts (W). O valor de 1 Watt é equivalente a 1 joule por segundo. O nome é em homenagem ao grande cientista James Watt.

O que é kVA?

O kVA é uma unidade de medida composta por Volt (V), Ampere (A) e K (que significa mil, como quilogramas). Logo, kVA é 1 quilovolt ampere. VA é a sigla para volt-ampere, que nada mais é do que a potência aparente de uma fonte geradora de energia. Essa unidade é utilizada para planejar o circuito elétrico. De um jeito simples: se uma lâmpada consome 60 Watts, o circuito que a alimentará precisará ter no mínimo 60 VA ou 0,06 kVA.

Em resumo

Cada unidade de medida que vimos serve para mensurar uma grandeza diferente. Portanto, não são sinônimos. Usamos a medida Ampere (A) para medir a corrente elétrica. A medida Volts (V) é relacionada à tensão elétrica. Watt (W) é a medida de potência elétrica que indica a quantidade de energia em joules que é convertida, usada ou dissipada em um segundo. A unidade kVA significa 1 quilovolt ampere, sendo VA a potência aparente de uma fonte geradora de energia.

Já que estamos falando sobre energia elétrica, que tal ler algumas curiosidades sobre os raios?

Tendências tecnológicas para 2021

As principais tendências tecnológicas para 2021.

Sem dúvida, um dos principais papéis da tecnologia é facilitar nossa vida – um trabalho que ela vem desempenhando muito bem. Passam os anos, e as transformações acontecem de maneira acelerada no setor da tecnologia. Sendo assim, as empresas do setor precisam estar um passo à frente tanto para poderem antecipar as tendências tecnológicas quanto para preverem os possíveis cenários e assim se inserirem neles. 

O ano mal começou, e já temos diversas notícias sobre as principais tendências tecnológicas para 2021. Apesar de não serem novidades, elas estão cada vez mais presentes dentro das empresas e no nosso dia a dia. Para falar sobre elas, é preciso analisar o ano que passou e as mudanças de comportamento que vieram com ele.

Que mudanças ocorreram em 2020?

Para compreender as tendências, é preciso analisar o panorama de transformação atual.

O ano de 2020 foi marcado pela pandemia do COVID-19, afetando economias inteiras, acelerando processos e influenciando de modo significativo o comportamento do consumidor.

O lockdown foi adotado em muitos países, o home office se tornou uma realidade, a nuvem ganhou mais importância, e o serviço de delivery se popularizou ainda mais. A área médica foi profundamente afetada deparando-se com novos desafios e novas formas de lidar com o paciente. O mercado financeiro e a segurança dos dados do usuário também tiveram avanços significativos.

Ou seja, apesar dos efeitos negativos do ponto de vista econômico, o ano também foi marcado por muitos avanços e adaptações. Em meio à crise sanitária, a demanda por novos tipos de serviços fomentou o desenvolvimento de novas tecnologias. Esse foi um momento propício para vencer as barreiras culturais e de curva de aprendizagem com o uso de algumas tecnologias já adotadas pela população. As profissões do futuro ficaram ainda mais evidentes – e a tecnologia se encontra na linha de frente deste novo cenário.

Quais são as tendências tecnológicas para 2021?

Como vimos, algumas tecnologias tiveram destaque especial no ano de 2020 e viraram tendências para 2021. Elas estão em constante desenvolvimento e prometem facilitar ainda mais nossas vidas. Veja algumas:

1 – Rede de dados 5G

O 5G foi uma das tecnologias mais comentadas em 2020 e é possível que chegue com força ao Brasil em 2021. Para que seja adotado por aqui, será preciso realizar algumas adaptações das estruturas tanto por parte das empresas quanto das operadoras de internet.

A nova rede de dados será importante para dar conta de um futuro em que trilhões de dispositivos estarão permanentemente conectados à rede, entre drones, carros autônomos, lâmpadas, cafeteiras e diversos outros objetos.

Muitos negócios já estão se preparando para sua chegada. A tecnologia 5G está impulsionando a adoção de outras tecnologias, desde a computação de ponta até a realidade virtual. Você ainda vai ler muito sobre ela!

2 – Inteligência Artificial

Com empresas cada vez mais focadas na experiência do consumidor, sabemos que a inteligência artificial já é uma realidade. O propósito deste campo da ciência é estudar, desenvolver e empregar máquinas para realizarem atividades humanas de maneira autônoma. Há alguns anos, vem sendo usada para facilitar a execução de diversos processos.

A tendência é que para 2021 o seu uso aumente ainda mais em diversas áreas da tecnologia da informação. Pequenas, médias e grandes empresas usarão a Inteligência Artificial principalmente para segurança e coleta de dados. Isso ajudará na tomada de decisões com embasamento e análise de dados, aumentando a produtividade e economizando tempo.

3 – Realidade aumentada

Com grande potencial para educação, reabilitação, entretenimento e marketing, a realidade aumentada, assim como a inteligência artificial, já existe e faz parte do cotidiano de muita gente. Um exemplo dessa tecnologia é o QR code, que pode ser escaneado pela câmera do celular e direcionar o usuário para um site, uma imagem, entre outros.

Para 2021, a tendência é que o uso da realidade aumentada venha com mais força. Muitas empresas já a adotaram para fins comerciais, como o MC Donald’s da Suécia, por exemplo, que substituiu os balões, que geralmente enchem suas lojas, por um minigame com realidade aumentada. Tudo nos diz que ela se tornará uma grande aliada do marketing para os negócios.

4 –  Automação

A automação é uma parte essencial da Indústria 4.0 e está cada vez mais em alta. Tecnologias como a Inteligência Artificial, Big Data, Robótica e Computação em Nuvem têm tirado proveito da automação, que vem revolucionando os processos produtivos e a forma como vivemos e trabalhamos a partir de redes inteligentes – que podem controlar a si mesmas.

Muitas empresas e estudiosos enxergam que a automação está a um passo de um crescimento explosivo, muito acelerado com a crise sanitária do coronavírus. O uso de robôs no processo de automação industrial deixou de ser uma ameaça para os empregos e vem sendo visto como um importante aliado, substituindo a mão de obra humana nas funções de maior risco à saúde e à segurança. 

5 – Blockchain e Cibersegurança

Com o avanço da tecnologia, também avançam os perigos globais, como as fraudes, os ataques cibernéticos e o roubo de informação. A cibersegurança surge como medida capaz de garantir que os processos sejam desenvolvidos corretamente sem interferências externas. Com isso, a identidade de uma pessoa pode ser determinada com agilidade, o que garante um perímetro de segurança e redução dos riscos. 

Impedir fraude na Internet tem sido um grande desafio, principalmente para as empresas do setor financeiro. Esta é uma tecnologia que promete bastantes novidades para 2021, e já temos uma amostra dela com o emprego do PIX no Brasil.

Cada vez mais digital

A transformação tecnológica está acontecendo de maneira cada vez mais acelerada. As previsões para o ano de 2021 estão alinhadas com as mudanças de 2020 e já se encontram em curso no mundo todo. Agora é hora de as empresas ajustarem seus processos, sua cultura organizacional e seus sistemas rapidamente para atenderem as necessidades e exigências dos novos hábitos do consumidor – que está cada vez mais digital.

O avanço da tecnologia, por vezes, parece assustador, mas é benéfico na medida em que permite a geração de resultados melhores e com custos cada vez mais baixos. Agora que você já sabe as tendências tecnológicas para 2021, que tal assistir uma série ou documentário sobre ciência e tecnologia? 

A importância da tecnologia em tempos de pandemia

Já parou para pensar no privilégio que é ter acesso à tecnologia em tempos de pandemia?

Já parou para pensar no privilégio que é ter acesso à tecnologia em tempos de pandemia? Além de ajudar na corrida para salvar vidas, criando novos equipamentos e medicações, a tecnologia faz com que muita gente tenha acesso à informação, seja através da internet ou dos meios de comunicação tradicionais. Dessa forma, grande parte da população sabe quais são os perigos e as consequências do vírus e também quais são as melhores formas de se cuidar e preservar sua família. É também em meio a essa crise sanitária que a demanda por novos tipos de serviços fomenta o desenvolvimento de novas tecnologias.

Tecnologia em tempos de pandemia: Distanciamento social e comunicação

Em momentos de reclusão devido à pandemia, a tecnologia desempenha um papel importantíssimo para que as pessoas possam se comunicar e se apresenta como uma peça fundamental no âmbito pessoal e profissional. A possibilidade de se comunicar com outras pessoas mantendo o distanciamento ameniza alguns dos efeitos negativos do isolamento e também da economia. 

Novos hábitos e aceleração de serviços

Com novas necessidades e a adoção de novos hábitos, a demanda por determinados tipos de serviços aumentou. Professores e alunos tiveram que se adaptar ao ensino à distância por meio de ferramentas online. Empresas buscaram novas funcionalidades para conseguir integrar as equipes e ter produtividade durante o trabalho remoto. Negócios baseados em vendas presenciais começaram a operar por meio de vendas online – segundo pesquisa feita pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm), os e-commerces aumentaram 100% em relação a 2019.

As experiências culturais também mudaram, agora, contam com transmissões ao vivo de shows e espetáculos. A entrega de produtos em casa ou nas empresas, que antes ainda era vista como tendência, tornou-se uma necessidade, acelerando as mudanças não só nessa área, mas em diversas. Confira a seguir.

Atendimento virtual ao paciente

Com o isolamento social, a comunicação por videochamadas se tornou frequente. Muitas consultas médicas têm sido realizadas pelo atendimento virtual para evitar a contaminação de pacientes em clínicas e hospitais. A telemedicina se tornou tão importante que foi liberada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em caráter excepcional durante o período de combate ao COVID-19. A telemedicina passou a ser exercida para orientação, encaminhamento e monitoramento de pacientes, assim como para troca de informações entre médicos no auxílio de tratamentos e diagnósticos.

A telemedicina foi liberada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) durante o período de combate ao coronavírus. Foto: Istock.

A saúde mental também apresentou alta demanda no atendimento virtual, aumentando a procura por terapia online. Para atender a essa necessidade, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) ampliou as possibilidades das consultas sem limite no número de sessões.

Cruzamento de dados

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que é preciso testar e rastrear o maior número de casos possíveis para que as pessoas infectadas possam ser isoladas. Esse tipo de medida requer o uso de cruzamento de informações na base de dados da Saúde.

Pioneira no uso dessa tecnologia no combate contra o coronavírus, a China, por meio de parceria com companhias telefônicas, conseguiu cruzar as informações dos casos de contaminação com os lugares onde as pessoas infectadas estiveram.

Companhias telefônicas são grandes aliadas para o cruzamento de dados. Foto: Istock.

Em determinados estabelecimentos chineses, o indivíduo precisa mostrar o QR Code na entrada. Caso não tenha passado por lugares com foco de contaminação de coronavírus, pode entrar. Contudo, ainda existem preocupações sobre a privacidade dos dados desses usuários depois da pandemia.

Inteligência Artificial e outras tecnologias

Algumas tendências tecnológicas deixaram de ser apenas tendências e viraram aliadas no combate contra o Sars-CoV-2. Ferramentas tecnológicas como Inteligência Artificial (IA), Big Data, computação em nuvem e Internet das Coisas Médicas (IoMT) são alguns dos recursos que podem ser utilizados para encontrar formas de tratamento, evitar a propagação e até a desinformação da população.

Por exemplo, aqui no Brasil, a startup Portal Telemedicina desenvolveu um algoritmo de inteligência artificial capaz de identificar a doença a partir de imagens de raios X e tomografias do tórax. Criado com o auxílio da nuvem do Google Cloud, o diagnóstico é complementar aos exames atuais.

Ainda no Brasil, o maior investimento da ciência nacional, Sírius, teve entre seus primeiros experimentos imagens em 3D de estruturas de proteínas de SARS-CoV-2. Os detalhes obtidos podem auxiliar na compreensão do vírus e no desenvolvimento ou melhoramento de remédios contra o COVID-19.

Entregas automatizadas

Os serviços de entregas se tornaram indispensáveis, com isso, surgiu também a questão da diminuição do contágio entre o entregador e a pessoa que receberá o produto. Pelo mundo, algumas empresas já estão atuando ou testando novas formas de entregas, como por meio de um carro elétrico sem motorista, uma van autônoma para entregar medicamentos em regiões contaminadas e transportar alimentos para trabalhadores que atuam na linha de frente contra a covid-19.

Mudanças que vieram para ficar

O que vivenciamos, mesmo diante de tantas calamidades, é um momento propício para vencer as barreiras culturais e de curva de aprendizagem com o uso de algumas tecnologias já adotadas pela população. As profissões do futuro ficaram ainda mais evidentes – e a tecnologia se encontra na linha de frente deste novo cenário. Continue no blog e veja como os museus também se adaptaram a esta nova era digital.

Supervelocidade: o que aconteceria se alguém corresse tão rápido quanto o Flash?

O que aconteceria se alguém corresse tão rápido quanto o Flash?

O personagem dos quadrinhos The Flash, criado por Gardner Fox e Harry Lampert, é um super-herói que possui uma velocidade sobre-humana. Além de correr com uma incrível velocidade, o herói pode criar vácuo, fazer leituras em supervelocidade, suportar controles telepáticos, criar clones, escalar paredes e andar sobre a água. Já imaginou o que poderia acontecer se você também corresse tão rápido quanto ele? 

Segundo o físico Rhett Allan, que observou vídeos e filmes com o personagem, a estimativa de velocidade do herói deve ser algo em torno de 1.100 km/h, ou aproximadamente 305,5 m/s. Em alguns episódios de filmes ou quadrinhos, Flash já atingiu velocidades muito superiores à da luz. Na vida real, você sabe por que nada pode ir mais rápido que a velocidade da luz?

Surgimento do poder de supervelocidade do Flash

No universo da DC Comics, Barry Allen, formado em química orgânica e criminologia, estava trabalhando em seu laboratório quando um raio acertou a janela. O químico foi atingido pelos destroços e banhado por vários produtos químicos. Aos poucos, ele foi descobrindo que aquele acidente havia lhe dado uma velocidade sobre-humana.

Se por acaso algum dia isso acontecer com você, por motivos que com certeza serão muito estranhos, é importante saber os efeitos e os desafios que a supervelocidade traria para sua vida. Vamos lá?

Efeitos físicos da supervelocidade

Inúmeros efeitos ocorreriam em uma pessoa que atingisse velocidades tão elevadas quanto as atingidas pelo super-herói. Falaremos sobre alguns deles a seguir:

1. Você ficaria sempre descalço

A força de atrito entre nossos pés e o solo é o que nos permite caminhar. Ao empurrar o chão para trás, a força de atrito estabelecida entre o calçado e o solo faz com que a gente vá para frente. Ao correr em uma velocidade tão elevada, o atrito entre o chão e seus pés poderia desintegrar totalmente o material dos seus calçados. 

2. Sairia do planeta com facilidade

Com sua supervelocidade, seria possível atingir a velocidade de escape, ou seja, a mínima velocidade necessária para que um corpo abandone um planeta, algo em torno de 40.000 km/h. Se corresse em qualquer direção com uma velocidade igual ou superior a essa, você poderia ir para o espaço.

3. Viajaria no tempo

Atingindo velocidades próximas à da luz, o herói sofreria os efeitos da dilatação temporal, prevista na Teoria da Relatividade Especial de Einstein. Os objetos que estão em velocidades muito altas marcam intervalos de tempo mais baixos que os que estão em repouso.

Ou seja, caso corresse com 99% da velocidade da luz, um ano de corrida para você corresponderia a sete anos para alguém que estivesse parado. Ao atingir o repouso, você estaria sete anos no futuro!

4. Precisaria de uma aura antiatrito

A supervelocidade seria muito perigosa se não viesse acompanhada de uma aura antiatrito. Isso porque, quanto mais rápido estamos correndo, maior é a força de resistência do ar. No caso de correr como o super-herói, o ar poderia se tornar o grande vilão do seu principal poder. 

A medida que uma pessoa corre, ela empurra o ar à sua frente fazendo-o condensar em uma massa de ar cada vez mais densa. Com velocidades muito altas, o ar se tornaria quase como uma parede, o que faria qualquer pessoa comum ser completamente esmagada por ele.

A explicação para isso não acontecer com o Flash, segundo os editores, é que ele possui uma aura anti-atrito, que cria uma espécie de blindagem aerodinâmica, impedindo que ele sofra qualquer dano com a força do ar.

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O poder do Flash é realmente fascinante e desafia algumas leis da ciência, em particular da física. Aparentemente, um banho de produtos químicos e a aquisição de uma supervelocidade não seriam o suficiente para sairmos correndo próximo a velocidade da luz por aí. Ah, se você tiver supervelocidade, evite abraçar pessoas quando estiver em alta velocidade, a força do atrito poderia arrancar algum membro dela… Vá com calma!

Já que o assunto é velocidade, que tal aprender sobre aceleradores de partículas e o que eles fazem?