Categoria: Curiosidades

Os 10 museus mais visitados do mundo em 2021

A arte e a história garantem anualmente milhões de visitantes ao redor do mundo. Confira os 10 museus mais visitados do mundo em 2021!

Entrando no clima da 20ª Semana Nacional de Museus, nada melhor que viajar pelos maiores e mais visitados museus de todo o mundo. Devido ao Covid-19, muitos museus fecharam suas portas por vários dias e, quando abertos, atendiam um limitado número de pessoas por vez.

Mesmo assim, a sede por história e conhecimento se manteve nos turistas, contabilizando milhões e mais milhões de visitas ao redor do mundo. Confira os 10 museus mais visitados do mundo em 2021.

Confira os 10 museus mais visitados do mundo 2021

A arte e a história andam juntas e registram os períodos mais importantes da vida humana, enquanto os museus são responsáveis por preservar ambos. Listamos abaixo os museus mais visitados do mundo, confira:

10. Centro Pompidou, Paris

Conhecido por ter uma das melhores coleções de arte moderna e contemporânea do mundo, o Centro Pompidou levou o 10º lugar no pódio de museus mais visitados do mundo em 2021.

Dono de uma obra pioneira da arquitetura contemporânea, esse museu chama a atenção por garantir um contraste gritante em meio à paisagem cinza, já que contém tubos no exterior do museu que são pintados e coloridos.

9. Galeria Estatal Tretiakov, Moscou

Esse museu conta com mais de 170 mil trabalhos expostos, tendo obras datadas do século XI. Conta com 62 salas distribuídas em dois andares em um prédio no centro de Moscou. A galeria estatal Tretiakov tem como foco a preservação da arte nacional Russa.

Além das obras incríveis, o museu também conta com um café bem aconchegante, repleto de pratos da culinária russa.

8. Museus Vaticanos, Cidade do Vaticano

Uns dos museus mais antigos do mundo, os Museus do Vaticano são a verdadeira viagem para o passado, nesses museus você encontra artes egípcias, gregas, romanas e etruscas, contando com tapeçarias, mapas, cerâmicas e muitos outros tesouros.

São nesses museus que se pode encontrar obras primas de grande nome, como quadros de Raphael, Leonardo, Michelangelo, Giotto, Caravaggio, Van Gogh e Matisse. Para visitar esses museus, você precisa reservar sua entrada com antecedência.

7. Museu Rainha Sofia, Madri

O Museu Rainha Sofia é um dos mais importantes museus de arte contemporânea espanhola, contendo obras de Picasso, Salvador Dalí e Joan Miró.

Além de estar localizado no antigo hospital, o Museu Rainha Sofia utiliza o Palácio de Velázquez e o Palácio de Cristal (no Parque do Retiro) para fazer exposições temporárias.

6. Museu Hermitage, São Petersburgo

Utilizado na gravação de diversos filmes, o local onde o Museu Hermitage se encontra é de tirar o fôlego.

Possui um acervo rico e vasto, com cerca de 3 milhões de obras distribuídos em seis magníficos palácios. Conta com obras de Rembrandt, Hals, Veronese, Van Dyck e muitos outros.

5. Galeria Nacional de Arte, Washington

Chegando ao top 5 dos museus mais visitados do mundo em 2021, encontra-se o museu Galeria Nacional de Arte em Washington. Esse museu conta com um acervo de mais de 110 mil obras, envolvendo pinturas, esculturas, gravuras, desenhos e fotografias.

No museu Galeria Nacional de Arte é possível encontrar obras de El Greco, Rembrandt, Leonardo da Vinci e entre outros.

4. Museu Metropolitano de Arte, Nova Iorque

Mais um museu de renome mundial nos Estados Unidos, o Museu Metropolitano de Arte recebe mais de 6 milhões de visitas por ano. Inaugurado no século XIX, o museu conta com mais de 2 milhões de obras, incluindo pinturas de Monet, Cézanne e Rembrandt.

3. Museu de Arte Multimídia, Moscou

O Museu de Arte Multimídia em Moscou, foi o primeiro museu russo a focar na arte da fotografia e teve como objetivo familiarizar o público russo com a arte contemporânea, incluindo tecnologias multimídia.

Atualmente, o museu conta com um acervo de mais de 1.300 exposições na Rússia e no exterior.

2. Museu Estatal da Rússia, São Petersburgo

Em segundo lugar no pódio de museus mais visitados no mundo em 2021, encontra-se o Museu Estatal da Rússia, inaugurado pelo czar Nicolau II (em 1898). Atualmente, o museu conta com mais de 400.000 peças da arte russa, datadas do século XI em diante.

1.Louvre, Paris

O ganhador do 1º lugar de museus mais visitados no mundo continua sendo o museu Louvre, em Paris. Conta com coleções da monarquia francesa, tendo cerca de 300.000 obras que antecedem o ano de 1948, das quais apenas 35.000 estão em exposição.

É no museu Louvre que se encontra algumas das obras mais procuradas do mundo, como a Monalisa, de Leonardo da Vinci e a Vênus de Milo, da Antiga Grécia, por exemplo.

Sabia que você pode conhecer algumas instituições culturais mais importantes do mundo e fazer passeios virtuais sem sair de casa? Clique aqui e saiba como.

Confira também as curiosidades sobre os museus brasileiros que têm importância mundial.

Conheça 5 mulheres que mudaram o mundo com suas invenções

Confira 5 mulheres que mudaram o mundo da ciência com suas invenções

Na sociedade atual ainda podemos encontrar desigualdade entre homens e mulheres. Mas através da coragem e determinação de mulheres em variados setores da sociedade como: educação, saúde, política e ciências, vemos uma evolução igualitária que só tende a crescer.

Dentre os variados setores, nas ciências encontramos muitas invenções criadas por mulheres, que mudaram o mundo. Continue a leitura e confira as mulheres que desafiaram o nível de excelência com as suas criações e se tornaram extremamente relevantes para a ciência e para a história.

Cinco mulheres que mudaram o mundo com suas invenções

Inovações movem o mundo e podem originar grandes alterações sociais. Listamos abaixo cinco mulheres que mudaram o mundo e deixaram seus nomes e suas invenções marcados na história da humanidade, confira:

Aciclovir, por Gertrude Belle Eilon

Precisamos falar sobre Gertrude Belle Elion, ninguém menos que a bioquímica responsável pelo remédio Aciclovir. O medicamento que possibilitou que pessoas com Leucemia, Herpes e AIDS tivessem os sintomas de suas doenças suavizados.

Sua invenção garantiu o Nobel de Medicina em 1988 e não é para menos, o Aciclovir é um composto que consegue inibir ou matar a produção do organismo nocivo do corpo, sem prejudicar ou causar danos às células saudáveis da pessoa.

Gertrude Belle Eilon faz parte do grupo de mulheres da ciência que colaboraram para o desenvolvimento da medicina.

O Primeiro Software de Computador, por Grace Hopper

O computador em que você faz seus trabalhos, joga com os amigos e assiste Netflix foi uma adaptação da invenção de Grace Hopper, também conhecida como “Rainha da Computação”, Hopper foi a criadora do primeiro Software de Computador.

Enquanto Grace era uma analista de sistemas da Marinha dos Estados Unidos, durante as décadas de 1940 e 1950, foi a responsável pelo desenvolvimento do Flow-Matic, uma linguagem de programação.

Essa linguagem serviu como base para a criação do Common Business Oriented Language (COBOL), que é utilizado até hoje em processamento de bancos de dados comerciais.

Graças a suas realizações, Grace Hopper foi a única mulher convidada para participar de uma reunião em 1959 com especialistas da IBM, RCA e da Sylvania Eletric Products.

Curiosidade:Sabe o termo “bug” que usamos para mencionar falhas em códigos-fontes? Foi criado pela Rainha da Computação!

Telecomunicação, por Shirley Ann Jackson

Shirley Jackson não só foi a primeira mulher negra a conquistar um PhD em física nuclear no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), como também originou invenções como o telefone de toque, o fax portátil, células solares e cabos de fibra óptica.

Além de todas essas invenções Shirley foi a décima-oitava presidente do Instituto Politécnico de Rensselaer, uma prestigiada instituição de ensino superior norte-americana.

Wireless, por Hedy Lamarr

Hedy Lamarr inventou e patenteou o FHSS (Frequency Hopping Spread Spectrum) que contribuiu para que os Estados Unidos tivessem um sistema de comunicações para as forças armadas utilizarem durante a Segunda Guerra Mundial.

Sua tecnologia permitiu que as mensagens enviadas tivessem suas frequências de rádio alteradas, para assim enganar seus inimigos.

Lamarr era uma atriz de Hollywood que, além de arrasar na frente das câmeras, fez a diferença na história criando a tecnologia Wireless, que serviria como base para a criação do Wi-Fi, do GPS, do Bluetooth e dos celulares.

Impressora Blissymbol, por Rachel Zimmerman

Rachel Zimmerman desenvolveu um programa de software que permite às pessoas com deficiências em comunicação conseguirem se comunicar com os demais. Como se isso não fosse incrível por si só, Zimmerman desenvolveu essa invenção aos doze anos de idade.

A Impressora Blissymbol foi desenvolvida como um projeto de feira de ciências da escola e possibilitava que pessoas mudas e com paralisia cerebral pudessem imprimir seus pensamentos ou se comunicar via e-mail, apenas apontando vários símbolos em uma página através do uso de uma almofada de toque especial.

Além de ganhar a feira de ciências da escola de 1980, Rachel Zimmerman conquistou a medalha de prata na Exposição Mundial de Realizações dos Jovens Inventores e ganhou o prêmio de mérito YTV Television Youth.

Vimos aqui algumas inovações criadas por mulheres que mudaram o mundo em diversos aspectos. Confira também as inovações originadas do setor espacial que você utiliza no seu dia a dia!

Como surgem as nascentes de água?

Entenda o ciclo da água e como surgem as nascentes.

Assim como as pessoas, os rios também possuem um ciclo de vida. Eles nascem, vivem e se aventuram pela natureza, por onde descem cachoeiras, atravessam cidades, servem como morada para diferentes animais, refrescam as pessoas e por fim, acabam no mar. 

Mas esse não é o seu fim definitivo, os rios vivem um ciclo sem fim e são responsáveis pela água que fará parte de uma nova nascente. Neste artigo você vai entender o ciclo da água e como surgem as nascentes.

O que são nascentes? 

Nascentes podem ser conhecidas por vários nomes, como: mananciais, olho d’água, mina d’água, fio d’água, cabeceira e fonte. 

Toda nascente representa um ponto por onde a água infiltrada no subsolo se reúne e alcança a superfície do solo, dando origem a cursos d’água, como rios, lagos e córregos, ou jorrando água, dependendo da pressão, erosão ou movimento das placas tectônicas. 

Como surgem as nascentes?

Para que a água atinja a superfície da Terra, é necessário que a água esteja em seu interior. Isso significa que não existe a produção do líquido: a água não nasce de uma nascente, ela apenas sai por ela. 

Uma nascente pode surgir a partir de chuvas, lagos, derretimento de geleiras ou através de aquíferos (formação geológica subterrânea capaz de armazenar água). Essa água é absorvida pelo solo e pode ficar bem perto ou a centenas de quilômetros de distância, no lençol subterrâneo.

Quando a água chega a uma camada menos permeável, dá origem às nascentes como conhecemos, de onde brotam águas cristalinas para dar início a um novo ciclo da água.

Como funciona o ciclo da água?

Entender o ciclo da água esclarece muita coisa sobre o surgimento das nascentes. Veja só: toda a água que existe no planeta está sempre evaporando. Esse vapor é capaz de subir muito alto, até lugares bem frios na atmosfera.

Esse frio faz o vapor virar gotas – e essas gotas formam as nuvens que são carregadas pelo vento. Nesse caminho, as nuvens vão se encontrando até ficarem tão grandes e pesadas, que caem na Terra sob a forma de chuva.

Essa chuva penetra o solo e vai para reservatórios até encontrar uma saída: ou seja, uma nascente. E assim surgem os rios, de onde a água novamente será evaporada, recomeçando o seu ciclo. 

Toda água vira vapor, que, por sua vez, volta a virar água.

Leia também: Saiba como a água da chuva pode ser reaproveitada em sua casa.

Tipos de nascentes

As nascentes são divididas em dois tipos: as de contato e as nascentes de depressão, ambas provenientes de lençóis freáticos. Saiba mais detalhes nos tópicos abaixo:

Nascentes de contato

Essas nascentes surgem, normalmente, aos pés de morros ou vales, e são conhecidas como nascentes de encostas. Elas são formadas a partir das chuvas que penetram o solo e as rochas ou então a partir do derretimento de geleiras que ficam no topo de altas montanhas.

Nascentes de depressão

As nascentes de depressão se manifestam, normalmente, em pontos de borbulhamento bem definidos (chamados olhos d’água) ou, então, por pequenos vazamentos superficiais, espalhados por uma área encharcada que vai acumulando água em poças até dar início aos fluxos contínuos de água.

Como preservar as nascentes

Em várias partes do mundo, diversos órgãos (governamentais e não governamentais) têm criado meios para despertar a consciência sobre o uso racional da água, bem como da preservação das suas nascentes. 

As estratégias de preservação englobam pontos como: controle da erosão do solo através de estruturas físicas e barreiras vegetais de contenção, minimização de contaminação química e biológica, e evitar perdas de água através da transpiração das plantas.

O incentivo por locais menos impermeabilizados (com menos concreto e asfalto, por exemplo) e mais vegetação é um dos meios de fazer isso. 

As cidades precisam de locais por onde a água possa se infiltrar, e isso também reduz os casos de inundação. Esse também é um dos motivos para as matas ciliares serem tão importantes.

Evitar o desmatamento também é um ponto importante, afinal, quanto menos florestas, maiores serão as temperaturas, o que diminui a quantidade de gelo nos picos das montanhas, além da quantidade de chuvas, que servem como recarga das nascentes.

E, falando em preservação, que tal continuar no blog e conhecer a expedição brasileira que está dando a volta ao mundo, estudando a poluição dos oceanos? 

O que fazer com pneus velhos? Confira dicas para descartar ou reutilizar

Descartados da maneira correta, os pneus podem ter novos usos.

Pneus são feitos com materiais muito resistentes. A partir da data de fabricação, eles possuem cerca de 5 a 6 anos de vida útil, depois disso, precisam ser trocados por estepes temporários ou novos.

Mas você já parou para pensar o que acontece com os pneus que não podem mais ser utilizados? Sabemos que jogá-los na natureza não é uma opção, pois podem demorar até 600 anos para se decompor.

Descartados da maneira correta, os pneus podem ter novos usos, como virar asfalto de borracha e até mesmo móveis para sua casa. Entenda agora o que fazer com pneus velhos e confira dicas de como reutilizá-los.

Os perigos de não fazer o descarte correto dos pneus 

Os pneus são produzidos com borrachas especiais, poliéster, aço e nylon, materiais tóxicos que podem causar grandes problemas quando são jogados nas ruas ou na natureza. 

Durante o período de decomposição (cerca de 600 anos), os pneus descartados de forma incorreta causam a contaminação do solo e dos rios. 

Além disso, pneus espalhados no meio ambiente acumulam água e tornam-se criadouros de mosquitos transmissores de doenças, como o Aedes aegypti, um grave problema de saúde pública.

Cabe lembrar que pneus descartados inadequadamente resultam em sérios riscos ao meio ambiente, pois podem provocar o entupimento de redes de esgoto e colaborar com enchentes, por exemplo.

É por isso que o descarte dos pneus deve ser feito em um local apropriado, onde sejam reciclados ou recebam o tratamento adequado para reduzir os impactos ambientais.

Como fazer o descarte correto de pneus? 

Existem diversas alternativas para o reaproveitamento dos pneus. Desde opções mais simples, como transformá-los em objetos decorativos, até mesmo a transformação do material em em pó para a fabricação do asfalto de borracha.

Os pneus também podem ser transformados em gramado sintético, tapetes, combustível para a indústria cimenteira, pisos para quadras poliesportivas e industriais, e até mesmo compor solados de sapato. 

Escolher produtos feitos a partir de materiais reciclados é uma ótima forma de ser mais sustentável. Caso você tenha um pneu em casa e não saiba o que fazer para descartá-lo, temos quatro dicas para você:

1. Devolva ao fabricante

Essa é uma atitude simples. Você pode levar o pneu a qualquer fabricante ou revendedor de pneus. Com o processo de logística reversa, as empresas recebem esses pneus usados para reciclar o que for possível e eliminar os demais componentes.

É importante conferir a marca dos seus pneus para descobrir a loja onde pode levá-los.

2. Deixe na borracharia

Ao fazer a troca dos pneus em uma borracharia, é comum a possibilidade de deixar os antigos por lá mesmo. 

Esses locais, além de usarem os pneus para recapagem, se encarregam de destinar corretamente os componentes fora de circulação, livrando o motorista dessa responsabilidade. 

3. Leve até um ponto de coleta

São raras as cidades que não possuem pontos de coleta de materiais recicláveis. Nesses locais, é possível fazer o descarte de pneus e diversos materiais que não devem ser jogados no lixo comum.

Você pode encontrar os pontos de coleta entrando em contato com a prefeitura ou pela internet. O site Reciclanip aponta locais em todo o Brasil, cheque o ponto de coleta mais próximo à sua residência acessando: www.reciclanip.org.br.

4. Faça você mesmo: transforme pneus em objetos 

Com um pouco de criatividade, imaginação e habilidade para manusear os materiais necessários, um pneu inutilizado pode se tornar um móvel, brinquedo ou adorno novo para decorar a sua casa. 

Você já pensou em fazer artesanato com pneus? Separamos algumas peças para te inspirar! Confira: 

Brinquedos para as crianças e suporte para plantas

Pneus podem ser ótimos suportes para plantas e ainda servirão como itens decorativos divertidos e charmosos. Caso você tenha crianças em casa, fazer brinquedos artesanais com os pneus também podem ser ótimas opções, como por exemplo gangorras e balanços. 

Pufes, mesas de centro e caminhas para pets

Pensando na linha de móveis artesanais e praticidades do lar, o uso de pneus com aplicações e revestimentos é muito utilizado para fazer pufes, mesas de centro e até mesmo caminhas acolchoadas para pets.

Gostou? Seguindo as dicas deste artigo, temos certeza que você vai garantir o descarte correto dos pneus e colaborar ainda mais com a preservação do meio ambiente.

Lembre-se que ao usar o pneu no jardim, seja para brincadeiras ou como suporte para plantas, é imprescindível que ele não acumule água, mantenha os pneus secos para evitar a proliferação de mosquitos que possam causar doenças. 

Agora que você sabe como descartar os pneus, que tal descobrir o destino certo para celulares, tablets e notebooks?

Brincar faz parte do desenvolvimento infantil. Uma infância com brincadeiras é mais divertida e possui vantagens nos campos cognitivo, psicológico, social e afetivo.

Brincando, a criança desenvolve novas habilidades e a curiosidade pela busca de novas respostas. O bom jogo é aquele em que o indivíduo é desafiado a ampliar sua capacidade de pensar e agir, seja sozinho ou em grupo.

Aprender não deve ser um processo entediante. Por isso, é preciso conquistar a atenção das crianças – e jogos e brincadeiras podem ser grandes aliados para isso. Conheça agora algumas vantagens de incluir jogos e brincadeiras na aprendizagem infantil.

Vantagens de jogos e brincadeiras na aprendizagem infantil

No Brasil existem diferentes métodos de ensino que tornam a aula mais dinâmica e interessante. Ao conhecê-los, os professores podem promover diversas experiências e oportunidades de aprendizado para seus alunos, inclusive incluindo jogos e brincadeiras. 

Isto porque incluir jogos e brincadeiras na aprendizagem infantil possibilita que a criança compreenda as informações de forma mais natural, pela forma que o assunto é abordado e pela linguagem específicas da infância.

As brincadeiras devem ser coordenadas e seguir uma estratégia de ensino e de aprendizagem, favorecendo a construção do conhecimento científico e proporcionando a vivência de situações reais ou imaginárias.

Vale lembrar que jogos e brincadeiras não são apenas para crianças! Conheça jogos que ajudam a exercitar a mente em todas as idades. Aprender brincando transforma tarefas e promove o engajamento dos envolvidos. Veja alguns benefícios:

1. Familiaridade

Hoje em dia, boa parte das crianças cresce em contato com algum tipo de jogo, seja digital ou analógico. Muitas aprendem a jogar antes mesmo de serem alfabetizadas.

Sendo assim, os jogos fazem parte do universo do estudante e utilizá-los no processo de aprendizagem pode aproximar a criança dos estudos. 

2. Aulas dinâmicas

Um ambiente lúdico faz com que o ensino seja mais prazeroso, flexível e motivador, estimulando as crianças a completar tarefas e participar ativamente no processo de aprendizado.

3. Desenvolvimento da área motora

A exposição tecnológica atual hiperestimula a área cognitiva e pouco a parte motora e afetiva. Por isso, as brincadeiras são indispensáveis para que haja diversidade e equilíbrio no desenvolvimento dos pequenos.

Por meio dos jogos e brincadeiras, é possível criar  uma série de situações que envolvam equilíbrio, com desafios corporais, manuseio de objetos, obstáculos e alvos. 

4. Compreender e constituir regras 

Em brincadeiras, as crianças começam a aprender e estabelecer regras constituídas por si e/ ou pelo grupo. Dessa forma, elas aprendem a resolver conflitos e desenvolvem sua capacidade de entender pontos de vista diferentes do seu e de se fazer entender.

5. Ganhar e perder

Durante as brincadeiras, os estudantes aprendem a esperar a sua vez e também a ganhar e perder. Dessa forma também é incentivada a autoavaliação da criança, que poderá constatar por si mesma seus avanços e fortalecer sua autoestima.

Aprender brincando no Museu WEG

Vimos algumas vantagens de incluir jogos e brincadeiras na aprendizagem infantil. E motivados por isso, aqui no Museu WEG oferecemos Ações Educativas para turmas de ensino fundamental e médio.

As Ações Educativas buscam integrar conhecimento e diversão através de jogos e brincadeiras que buscam o desenvolvimento completo, trabalhando competências e habilidades essenciais para o futuro.

Conhecimento e diversão andam lado a lado no Museu WEG.

Entre as Ações Educativas estão assuntos como: A Evolução das Máquinas e a Revolução Industrial; Energia Solar Fotovoltaica; Preservação da Água e Captação de Água da Chuva; Fenômenos Eletromagnéticos; e Gerando e Transformando Energia.

Ainda não conhece as nossas atividades? Então acesse a página e conheça as nossas Ações Educativas, estamos esperando por você e sua turma!

Preservação da água da chuva: captando essa ideia!

Você sabe como funcionam os sistemas de captação e como a água da chuva pode ser reaproveitada?

A água é um recurso indispensável para a vida e o ecossistema do planeta. Desde 2010, a Organização das Nações Unidas (ONU), reconheceu o direito à água limpa e segura como um direito humano essencial, fundamental e universal, indispensável à vida com dignidade.

Para que todas as pessoas tenham acesso a água, muito tem-se falado sobre o uso consciente e como evitar seu desperdício e escassez. Entre as práticas para amenizar o gasto individual de água, está o uso de sistemas de captação de água da chuva.

Mas você sabe como funcionam os sistemas de captação e como a água da chuva pode ser reaproveitada? Através da ação educativa que o Museu WEG oferece você vai aprender na prática como isso funciona!

Ação educativa “Preservação da água: captando essa ideia”

Na nova ação educativa do Museu WEG, os alunos do ensino fundamental e médio vão conhecer o ciclo da água desde sua formação, repensar hábitos de consumo e descobrir como cuidar do nosso recurso mais precioso por meio de pequenas mudanças na nossa rotina.

Também será possível conhecer o projeto de captação da água da chuva do Museu WEG – uma ação interativa, com jogos, diversão e conhecimentos que contribuem para o desenvolvimento intelectual dos alunos.

Segundo as professoras Michele Facin Hansen Schunke e Leonice H. Ilha, que já participaram com suas turmas, a ação foi importante para que os alunos entendessem a importância sobre o consumo consciente da água e a reutilização da mesma, aprendendo a economizar o recurso e preservar o meio ambiente. 

Alunos da E.E.B. Julius Karsten participam da ação educativa sobre a preservação de água no Museu WEG.

Para participar com sua turma, agende uma visita em nosso site: https://www.museuweg.net/agendamento/

O que é um sistema de captação de água?

Basicamente, o sistema também chamado de cisterna é um reservatório que faz a captação e o armazenamento da água da chuva para reaproveitamento no uso doméstico.

Esse sistema é considerado uma forma eficiente e econômica para o melhor aproveitamento da água, podendo ser instalado em apartamentos, condomínios, casas e empresas para consumos que não exijam água potável.

Quais são as vantagens da captação da água da chuva?

A prática é considerada uma das melhores e mais eficazes opções em relação à redução no consumo de água, podendo diminuir em até 50% o valor da conta de água. Veja outras vantagens:

  • É uma atitude sustentável.
  • A cisterna pode ser instalada tanto em ambientes rurais quanto urbanos.
  • Pode ser adaptada para diferentes necessidades, existem desde mini cisternas até cisternas de 10 mil litros.
  • É muito útil em tempos de crise hídrica.
  • Cria uma cultura de sustentabilidade ecológica em construções.

Em certas áreas do Nordeste brasileiro, a seca é tão extrema que as vantagens de armazenar a água da chuva para o consumo humano é ainda maior. 

Nesses locais, a água é acumulada em cisternas e passa por processos de tratamento como a filtração e adição de cloro; dessa forma, também pode ser utilizada para fins potáveis.

Como a água da chuva pode ser utilizada?

A não ser que passe por tratamentos específicos como o dito acima, a água captada da chuva não é considerada potável, pois pode conter partículas de poeira, fuligem, sulfato, nitrato e outras impurezas. Por isso, não é apropriada para consumo humano.

Sendo assim, essa água pode ser utilizada para descargas de banheiros, irrigação de jardins, lavagem de calçadas e carros, entre outros usos secundários em residências e também nas empresas.

Dessa forma, a água proveniente da Estação de Tratamento é utilizada apenas para beber, tomar banho e cozinhar.

Como funciona o processo de captação da água da chuva?

Normalmente, a cisterna é localizada no interior do solo, mas existem cisternas que podem ser colocadas no quintal ou em outros ambientes, desde que não bata muito o sol, para evitar a proliferação de fungos.

Caso for instalar o reservatório no alto, leve em consideração o peso que seu telhado ou sua laje terá que aguentar. Uma caixa de mil litros, por exemplo, equivale a uma tonelada. 

A cisterna funciona da seguinte maneira:

A água da chuva passa pelas calhas e é levada a um filtro que elimina as grandes impurezas, como galhos e folhas.

Um freio d’água reduz a velocidade da água proveniente do filtro ao chegar na cisterna, assim as partículas finas que permanecem na água descem lentamente e são depositadas no fundo do reservatório.

Quando a cisterna estiver cheia, o excesso de água é descartado automaticamente através de um cifrão ligado diretamente na tubulação de água pluvial do sistema.

Para captar e utilizar o conteúdo do interior da cisterna, são utilizados uma bomba e um conjunto de sucção que levam a água para a caixa d’água superior, onde passa por mais uma filtragem e é destinada aos locais de uso.

Aproveitar os recursos naturais abundantes em muitas partes do mundo, como a água da chuva, é simples e economiza a água tratada. É uma forma de fazer sua parte e ajudar a diminuir os impactos da crise hídrica em todo o planeta.

Outra forma de economizar nas contas e utilizar recursos naturais em sua casa ou empresa, é por meio da captação da luz solar para gerar energia. Que tal conhecer agora os benefícios da energia solar?

O que é possível ver com um telescópio?

Conheça a história do telescópio e o que é possível ver com ele!

O telescópio é o instrumento que permite que as pessoas possam enxergar objetos que se encontram a uma distância muito grande da Terra.

Muito importante na astronomia, o aparelho tem capacidade de ampliar e formar uma imagem virtual de planetas, estrelas e outros objetos no espaço cósmico.

Não é necessário ser astrônomo para ter um telescópio. Qualquer pessoa pode aprender a usar o aparelho e fazer suas próprias observações.

Mas você sabe o que é possível ver com um telescópio? Continue lendo para descobrir.

História do telescópio 

Em 1609, o cientista italiano Galileu Galilei melhorou o projeto de uma luneta com lentes de óculos criada em 1608 pelo holandês Hans Lippershey. 

Galileu construiu um equipamento com tubos e lentes que foi batizado de perspicillum. Ao ser apontado pela primeira vez ao céu, foi possível observar diversos corpos celestes, como a lua e Júpiter.

Mais tarde, no século XVII, vários inventores, como o cientista inglês Isaac Newton, construíram seus próprios telescópios.

telescópio
Galileu Galilei demonstrou o uso de seu telescópio para duques e senadores de Veneza em 1609 (ilustração de Louis Figuier, 1870). 

Telescópios ópticos 

Há dois tipos de telescópios ópticos: os que operam por refração (refratores) e os que funcionam por reflexão (refletores). 

Quando o telescópio é produzido com lentes, chamamos de refrator. O telescópio refrator usa lentes de vidro em forma de curva que são bem potentes para ver objetos que estão muito distantes. O problema é que a produção dessas lentes é mais difícil.

Mais poderoso que os refratores, quando é produzido com um espelho curvo, chamamos o telescópio de refletor. Nele, há espelhos finos que fazem com que a luz se concentre quando refletida. 

Sua vantagem é a leveza do espelho, o que facilita o envio para missões no espaço. Certos telescópios usam tanto lentes como espelhos.

O telescópio espacial Hubble, que orbita a Terra em uma nave espacial, é um tipo de telescópio refletor.

Outros telescópios 

Os telescópios citados acima captam luz. Mas há aparelhos que, ao invés de captarem luz, captam outras formas de energia do espaço, como ondas de rádio, raios infravermelhos e raios X. 

Esse tipo de energia é emitida, por exemplo, dos planetas, das estrelas e do gás presente no espaço. Todos os tipos de telescópios permitem reunir informações sobre elementos espaciais que não podem ser vistos a olho nu. 

Foi por meio desse tipo de observação que cientistas entenderam como as estrelas e os planetas se formam e como as estrelas morrem, por exemplo.

O que é possível ver com um telescópio?

O que dá poder a um telescópio é sua “abertura”. O diâmetro da abertura (da lente objetiva ou do espelho) é o que proporciona a resolução e a qualidade das imagens de um telescópio. 

Portanto, com um telescópio de maior abertura, você terá imagens melhores e mais nítidas.

Com um telescópio de 70 mm, por exemplo, é possível observar tudo o que é observado nos de 60 mm e 50 mm, porém com qualidade superior; além disso, é possível observar mais estrelas, nebulosas e mais detalhes nos objetos.

Já com um telescópio de 150 mm, você verá tudo o que os de menor abertura também mostram, porém com muito mais detalhes e definição, além de mais estrelas, nebulosas, etc.

Entretanto, com qualquer telescópio, você pode realizar ótimas observações. Esse é um passatempo que desenvolve a curiosidade e a inteligência e proporciona ótimos momentos de satisfação. 

Entre os objetos espaciais que podemos visualizar com um telescópio, estão:

Lua: um dos objetos astronômicos mais belos de se observar. É possível apreciar as crateras e as planícies lunares, bem como o contraste causado pela sombra da parte escura da lua sobre essas crateras.

Por ser grande e próxima da Terra, quando está cheia, cobre quase todo o campo de visão do telescópio; por isso, muitos preferem observá-la quando está na fase minguante ou crescente.

Sol: o sol é o único objeto que pode ser observado durante o dia. Para vê-lo, os telescópios são equipados com filtros especiais para deixar uma fração diminuta da luz, sendo possível observar uma esfera laranja quase perfeita.

Planetas: é possível ver em detalhes os planetas do Sistema Solar, em especial Marte, Júpiter e Saturno. Vênus e Mercúrio estão muito próximos ao sol; por isso, só são visíveis próximos ao horizonte e em poucas épocas do ano. 

Urano e Netuno, os planetas mais distantes do sol, podem ser observados como pequenos pontos azulados no telescópio.

Estrelas: aglomerados de estrelas, nebulosas, galáxias e estrelas solitárias também geram imagens incríveis e podem ser observadas e estudadas por meio dos telescópios.

Ficou curioso? No Brasil, e pelo mundo afora, existem diversos planetários para visitar, conhecer mais sobre a Astronomia e fazer sua primeira viagem pelo espaço com o uso de um telescópio. 

Já que o assunto é objetos do espaço, que tal conhecer a diferença entre asteroides, meteoroides, meteoros e meteoritos?

Inovações do setor de exploração aeroespacial que você usa no dia a dia

Confira tecnologias criadas para a exploração espacial que foram adaptadas para o nosso dia a dia.

Em 1957, o satélite Sputnik foi enviado à órbita da Terra, desde então, as inovações do setor aeroespacial evoluíram a passos largos e permitiram que a humanidade chegasse a lugares onde jamais imaginaríamos que o homem poderia alcançar. 

A partir disso, chegamos à lua, foi permitido que estações espaciais pudessem ficar em órbita para abrigar os astronautas, além de milhares de estudos sobre a Terra, o sistema solar e o espaço interestelar. 

Para que missões como essas fossem possíveis, durante anos, muitas tecnologias foram desenvolvidas para serem usadas em naves, sondas e pelos astronautas – e diversas delas ganham versões muito úteis no nosso dia a dia. Continue a leitura e saiba mais.

Tecnologias e inovações do setor aeroespacial usadas no dia a dia

Confira agora as tecnologias que foram criadas para a exploração espacial e que acabaram sendo adaptadas para o nosso dia a dia na Terra.

Filtro de água

O filtro de água foi desenvolvido pela NASA na década de 1960. O sistema de filtros usava cartuchos de iodo para limpar as fontes de água das naves. 

A tecnologia provou a sua eficácia em eliminar bactérias e passou a ser aplicada em filtros de água aqui na Terra, inclusive para a limpeza de piscinas.

Um novo tipo de filtro foi criado por estudantes brasileiros em 2019, a invenção foi enviada em um foguete da SpaceX para ser testada pelos astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS).

Comida para bebês

As fórmulas de leite artificial e papinhas para bebês já existiam, mas foram enriquecidas graças aos estudos da NASA que envolviam a alimentação dos astronautas no espaço. 

Nos seus estudos, os pesquisadores descobriram uma fonte natural do ácido graxo ômega-3, existente no leite materno e que possui papel fundamental para o desenvolvimento infantil.

Hoje, a fonte de ômega-3 descoberta pela NASA está presente na maioria das fórmulas infantis em todo o mundo, ajudando no bom desenvolvimento do cérebro, do coração e dos olhos dos bebês.

Câmera de telefones celulares

Ao procurar soluções para instalar câmeras em sondas espaciais, em 1990, a NASA iniciou uma pesquisa para descobrir tecnologias mais compactas e eficientes para aprimorar os sensores das câmeras existentes.

Foi então que o físico e engenheiro Eric Fossum combinou técnicas japonesas com uma nova tecnologia de construção de chips, resultando em um sensor que era extremamente compacto, de baixo consumo e 100 vezes mais rápido que os sensores já utilizados.

A solução foi compartilhada com a indústria – atualmente, um terço de todas as câmeras tem a tecnologia, especialmente as de computadores e celulares. 

Tênis de corrida

Você sabia que o impacto da sua corrida é minimizado graças à borracha utilizada nos capacetes dos astronautas?

É isso mesmo, o material criado pelos engenheiros da NASA para os capacetes dos astronautas possui grande capacidade de absorção de impactos, e hoje a mesma tecnologia é utilizada na fabricação dos tênis de corrida.

Espuma de travesseiro

Já ouviu falar sobre os famosos “travesseiros da NASA”? Eles são muito comuns no nosso dia a dia, e, por mais que pareça, a NASA jamais desenvolveu esse travesseiro para os astronautas.

Mas ela tem parte nisso. O travesseiro de viscoelástico só existe por causa de tecnologias desenvolvidas pela agência espacial. 

O material foi desenvolvido em 1966 com o objetivo de criar assentos que aliviassem os efeitos da gravidade nos corpos dos astronautas. Mas, como todos os corpos são diferentes, não seria nada prático desenvolver novas cadeiras para cada pessoa.

A saída foi desenvolver um material capaz de se moldar ao corpo e que, depois de usado, voltasse à forma original.

Em 1980, a patente entrou em domínio público, como boa parte das tecnologias desenvolvidas pela NASA. Isso deu oportunidade para que muitas empresas passassem a fabricar travesseiros com esse material, os chamados “travesseiros da NASA”.

Pneus mais seguros e duradouros

O programa Viking Lander enviou sondas a Marte nos anos de 1970. Para os pneus das sondas, a Goodyear desenvolveu um material mais forte que o ferro.

Desde então, o material também é utilizado nos seus pneus para carros comerciais na Terra, adicionando milhares de quilômetros de vida útil a eles.

GPS preciso

O GPS é uma invenção do início dos anos 1970 e conta com satélites em órbita que se comunicam com receptores na Terra para mapear todo o planeta e auxiliar nas navegações.

Mesmo assim, ainda existiam muitas incertezas das posições exatas daqueles satélites, o que podia gerar erros nos dados. Logo, em 1990, a NASA criou um software capaz de corrigir os erros da rede global de receptores de GPS. 

A tecnologia foi cada vez mais aprimorada até chegarmos aos GPS que temos hoje, funcionando em qualquer celular, com alta precisão e em tempo real.

O que vimos acima são apenas algumas das tecnologias criadas para a exploração espacial que usamos no dia a dia. Todos os anos, engenheiros e cientistas do mundo todo trabalham em novas invenções para melhorar a experiência espacial e também aqui na Terra.

Conheça também 10 invenções criadas no Brasil.

Como os cegos navegam na internet?

Você já parou para pensar como um cego navega na internet?

Como milhares de pessoas, os deficientes visuais também consomem conteúdo digital e navegam por sites, blogs, redes sociais e aplicativos. 

Mas para que isso aconteça, é necessário o uso de recursos de acessibilidade que promovem o acesso dos cegos ao mundo digital.

Você já parou para pensar como um cego navega na internet? Entenda no decorrer do texto o que é acessibilidade na web e como ela funciona para o deficiente visual.  

O que é Acessibilidade na web e como funciona

A principal contribuição da acessibilidade na internet é a segurança e a autonomia que as pessoas com deficiência possuem ao navegar em sites, blogs, aplicativos e redes sociais. 

Com a acessibilidade na web, todas as pessoas podem perceber, entender, navegar, interagir e contribuir com os conteúdos que encontramos ao navegar pela internet.

Para isso acontecer, os sites devem seguir as Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web (WCAG2), fornecer alternativas textuais para imagens, alternativas para multimídia (audiodescrição) e tornar a visualização mais fácil (contrastes, tamanho das fontes etc).

Também é essencial que todas as funcionalidades estejam disponíveis no teclado – veremos o motivo no decorrer do artigo –, além de maximizar a compatibilidade entre as interfaces utilizadas pelos usuários. 

Você pode conferir todas as diretrizes do WCAG2 através desse link.

Como os cegos navegam na internet?

A resposta é simples: os cegos navegam na internet com a ajuda de um programa que lê em voz alta cada palavra escrita em uma página web. E os primeiros programas deste tipo surgiram na década de 1980.

O computador que os cegos usam é um modelo comum, possuem apenas alguns programas especiais instalados, às vezes com algum periférico como sintetizadores de voz, impressoras braille, display braille, entre outros.

Além disso, por não poder ver o cursor do mouse, o deficiente visual usa apenas o teclado – e ele não precisa, necessariamente, ser especial. Verifique em seu teclado a existência de três pontos, no “F”, “J” e o “5” da calculadora.

É para isso que servem essas saliências, elas ajudam a memorizar a posição das outras teclas, por exemplo: o D fica ao lado esquerdo do F, o M fica embaixo e ao lado direito do J. Outra opção para digitar é utilizar a digitação por voz, também conhecida como “ditado”.

Para os dispositivos móveis, os sistemas operacionais Android e IOS já disponibilizam leitores de tela. Essas ferramentas já vêm instaladas como recurso de acessibilidade padrão para deficientes visuais, basta apenas ativá-los nas opções de acessibilidade do dispositivo.

Para esses usuários, é importante conhecer o movimento ou combinações de gestos para realizar as tarefas e ações em seus dispositivos. Quando um leitor de tela estiver ativo, os toques e gestos na tela ganham novas funções, como por exemplo:

• Tocar: fala e seleciona um item;

• Tocar duas vezes: ativa o item selecionado;

• Deslizar para a direita: move o foco para o próximo item na tela;

• Deslizar para a esquerda: move o foco para o item anterior da tela.

Além dos gestos básicos citados acima, cada leitor de tela possui suas particularidades, podendo a mesma ação ser realizada por um gesto diferente, conforme o sistema operacional. 

O canal Ponto de Vista, criado pelo desenvolvedor de software Lucas Radaelli, traz videos objetivos sobre como pessoas cegas interagem com o computador sem a resposta visual:

#PraCegoVer: conheça a hashtag

A hashtag #PraCegoVer foi idealizada pela professora Patrícia Braille em meados de 2016, com o objetivo de incluir nas esferas da internet pessoas cegas ou com baixa visão. 

É uma ferramenta simples, educativa e inclusiva, que qualquer pessoa nas redes sociais pode utilizar.

A #PraCegoVer possibilita a audiodescrição para a compreensão de imagens, transformando elementos visuais em palavras que podem ser lidas pelo leitor de tela. Várias marcas e empresas aderiram a hashtag para tornar seus posts mais acessíveis.

Para utilizar a ferramenta é muito simples. Após colocar a legenda normalmente em suas publicações, adicione a #PraCegoVer e em seguida, faça uma descrição da imagem classificando o tipo (foto, ilustração, gif etc).

Depois faça uma descrição da direita para a esquerda e de cima para baixo, descreva também as cores e utilize frases curtas e objetivas. Evite adjetivos, pois é a pessoa que irá decidir os adjetivos da publicação a partir da sua própria percepção.

***

Como vimos, existem recursos específicos para os deficientes visuais utilizarem a internet, isso faz com que muitos, inclusive, atuem no mercado de trabalho na área da tecnologia e computação. 

Porém, há muitos sites e aplicativos que não adotam os padrões internacionais de acessibilidade. Informe-se para ajudar a construir um mundo mais acessível e comece hoje mesmo com as páginas web que estão em suas mãos.

Aqui no blog do Museu WEG, por exemplo, é possível baixar aplicativos para leitura na internet: Museu WEG Acessibilidade. Entre eles estão aplicativos recomendados para pessoas com diferentes níveis de visão e também para pessoas com deficiência auditiva. 

Juntos fazemos uma internet mais acessível! Continue no blog e conheça: mulheres que transformaram o mundo a partir da educação.