Categoria: Ciência

Ao lado das estrelas, a lua ilumina nossas noites e encanta todo o planeta Terra com sua beleza, sua luz e suas formas.

Diante de tanto encanto, ela também levanta muitas questões, como, por exemplo: qual é a sua composição? Como surgiu? Por que ela muda de forma e tamanho? 

Não é à toa que o astro iluminado já recebeu tripulações espaciais, e muitas suposições já surgiram sobre ele. Conheça agora algumas curiosidades sobre a lua.

Como se formou a lua?

A lua não é um planeta, mas sim um satélite natural da Terra. Segundo os astrólogos, a lua se formou da própria Terra há 4,5 mil milhões de anos. O evento é conhecido como Teoria do Impacto:

  1. Um asteroide do tamanho de Marte (aproximadamente metade do diâmetro da Terra) colidiu com a Terra a uma velocidade de 40 quilômetros por segundo.
  2. Pedaços do asteroide e do manto rochoso da Terra formaram um anel a sua volta.
  3. Os pedaços ficaram em órbita e, ao longo de milhões de anos, se chocaram uns contra os outros e fundiram-se.
  4. Formaram assim um grande corpo, o qual chamamos de lua que, lentamente, chegou a sua órbita atual.

Qual é o tamanho da lua?

A Terra e a lua estão muito mais próximas em tamanho se comparadas a outros planetas e suas luas. O tamanho da lua é de cerca de 3.500 quilômetros de largura, o equivalente a mais de 1/4 do tamanho da Terra (cerca de 12.600 quilômetros de largura). 

Tamanho da Terra comparado ao da lua. 

A distância média da Terra até a lua é de 384.000 quilômetros. Outra curiosidade é que a lua é 400 vezes mais pequena que o sol, mas, por estar 400 vezes mais próxima da Terra, parece ser do mesmo tamanho.

Do que a lua é feita?

Diferente da Terra, a lua não tem atmosfera, sendo desprovida de gases como oxigênio e hidrogênio. A água em estado líquido também é inexistente em sua superfície. Durante o dia, é quente, mas, à noite, é gelada. 

Assim como a Terra, a lua se subdivide em três partes: crosta, manto e núcleo, sendo que, em virtude de um maior resfriamento, a crosta da lua é bem dura.

A superfície da lua é bastante irregular, cheia de rochas e crateras, a maior delas é chamada de South Pole-Aitken Basin e tem aproximadamente 2.500 km de diâmetro.

Na lua também existem áreas mais escuras, chamadas de maria (ou mares), que são grandes piscinas de lava que esfriaram há muito tempo.

A composição da lua foi comprovada por meio de amostras retiradas do espaço na década de 1960. A análise revelou a presença de basalto (um componente rochoso), o que comprova se tratar de uma rocha vulcânica, como as encontradas aqui na Terra.

O basalto surgiu em nosso planeta com a erupção de vulcões, que, por sua vez, lançaram rochas derretidas para o ar e o mar. O basalto é composto por ferro, alumínio, magnésio e silício, sendo o silício encontrado em maiores quantidades.

Acredita-se que a lua também tenha um pequeno núcleo com cerca de 300 quilômetros de diâmetro, e que ele é composto de ferro sólido. Por ser um núcleo sólido, a lua não tem seu próprio campo magnético.

Por que a lua muda de forma e tamanho?

Apesar de parecer, a lua não muda de tamanho. A impressão de ver a lua maior é simplesmente uma questão de um truque de nossa visão. Ela também não muda de forma, embora pareça que sim.

Isso acontece porque a forma que vemos no céu depende de quanto a face da lua está iluminada. Ou seja, a forma como vemos a lua é alterada conforme sua posição em relação ao sol, é isso que origina o que chamamos de fases da lua:

  • Chamamos de lua cheia quando o sol ilumina totalmente a parte voltada para a Terra.
  • A lua minguante acontece quando ela fica pouco iluminada. A maior parte da lua fica no escuro, e nós vemos apenas um pedacinho iluminado que parece a letra C ao contrário.
  • A lua nova acontece quando está pouco iluminada, dando uma sensação de “apagadinha”, porque a parte que está voltada para a Terra fica pouco iluminada pelo sol.
  • Chamamos de lua crescente quando ela está mudando de lua nova para lua cheia. Neste ciclo, a lua recebe a luz do sol apenas em um dos lados, sendo o lado oposto da lua minguante.
A forma como vemos a lua é alterada conforme sua posição em relação ao sol.

A primeira visita à lua

A primeira pessoa a pisar na lua foi Neil Armstrong em 20 de julho de 1969. Buzz Aldrin fez o feito logo em seguida, 19 minutos depois. Os astronautas viajaram na Apollo 11, e suas pegadas na lua mudaram a história para sempre.

Legal, não é? Se quiser saber mais sobre a primeira visita à lua, clique aqui para saber mais!

Por que acontecem tempestades de areia?

Você sabe o motivo por trás das tempestades de areia?

Em setembro deste ano, tempestades de areia foram registradas em diferentes proporções por várias cidades do Brasil nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Maranhão.

Você sabe o motivo por trás das tempestades de areia? Em resumo, o fenômeno mostra a necessidade de ações locais e de âmbitos maiores para conter os extremos climáticos. Continue lendo para entender mais sobre o assunto.

O que são tempestades de areia?

Normalmente, as tempestades de areia ocorrem durante o verão e a primavera em lugares com climas áridos e semiáridos, onde o solo é geralmente coberto por areia e pequenas rochas. É comum em países da Ásia, onde é conhecido como haboob.

As tempestades de areia são causadas por temporais de chuva com ventos fortes que entram em contato com o solo seco, encontram resquícios de queimadas, poeira e vegetação em regiões por onde não chove há muito tempo. Com o impacto, esses detritos acabam criando um “rolo compressor” de sujeira que, segundo especialistas, pode chegar a 10 quilômetros de altura – a chamada tempestade de areia.

Os detritos que sobem ao céu e são carregados por esses ventos de no mínimo 40 quilômetros por hora têm entre 0,08 milímetro e 1 milímetro e, apesar de pequenos, podem causar muitos danos a casas e rede elétrica. 

Uma intensa haboob registrada no Arizona em 2018. (Foto: Mike Olbinski)

Diferença entre tempestades de poeira e areia

As tempestades de poeira e as tempestades de areia são muito similares e acontecem pelo mesmo motivo. O que muda é somente a grossura dos grãos em suspensão.

Nas tempestades de areia, encontramos partículas maiores de rocha, já as tempestades de poeira são formadas por partículas menores.

As partículas maiores acabam ficando em suspensão por menos tempo devido ao seu peso, enquanto as partículas menores se mantêm mais tempo no ar formando nuvens mais altas, densas e duradouras. 

Tempestades de areia são perigosas?

Independentemente do tipo, da duração ou do tamanho, as tempestades de areia podem causar alguns problemas. Entre eles, estão problemas de saúde causados pelo efeito que a areia tem sobre as mucosas do nariz, do ouvido, da boca e dos olhos. Também podem ser responsáveis pela movimentação de fungos e bactérias, causando problemas respiratórios.

Além disso, seus detritos podem causar danos à infraestrutura elétrica das cidades (ferramentas, carros e edifícios), provocando também atrasos em voos e pousos de avião.

Outro problema causado pelas tempestades de areia é a baixa visibilidade para motoristas, o que pode ocasionar colisões e outros acidentes; por isso, é recomendado que o motorista pare fora da via e espere que a tempestade passe. 

Tempestades de areia no Brasil

Os registros do fenômeno no Brasil estão relacionados tanto a fatores locais quanto de espaços mais amplos.

As questões locais são, por exemplo, as queimadas registradas em regiões atingidas pelas tempestades de areia. Isso porque as queimadas deixam fuligens e a vegetação destruída, cujas partículas entram em suspensão com a força dos ventos. 

Entre os fatores de espaços mais amplos, está a devastação da Amazônia, cuja evapotranspiração (umidade liberada pelas árvores) regula o regime de chuvas de outras partes do País, como a região sudeste, onde a maioria das tempestades de areia foram registradas. 

Apesar da devastação da Amazônia e das tempestades no sudeste estarem distantes, os fenômenos estão muito ligados. Se a floresta amazônica continuar sofrendo, o cenário das chuvas ficará cada vez mais irregular, e a tendência é que o tempo fique cada vez mais seco. 

Caso você esteja em um local onde ocorra uma tempestade de areia, a recomendação é buscar proteção e ficar em um local fechado. Se precisar sair, tente sempre proteger o nariz, o ouvido, a boca e os olhos para evitar danos à saúde. 

Já que o assunto é areia, aproveite e leia o artigo como as areias do deserto do Saara contribuem com a diversidade da Amazônia. 

Você também pode aprender a fazer uma “areia mágica” em casa! Clique aqui para descobrir como.

Voz dos Oceanos: conheça a expedição que está dando a volta ao mundo estudando a poluição dos oceanos

A iniciativa Voz dos Oceanos conta o apoio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA)

A expedição Voz dos Oceanos tem o intuito de testemunhar, registrar e sensibilizar a população mundial a respeito da poluição dos oceanos, causada especialmente por detritos plásticos e, enquanto navega, buscar soluções inovadoras para combater esse problema.

A viagem começou em agosto de 2021 e possui apoio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). A bordo do veleiro Kat, liderado pela Família Schurmann, os tripulantes visitarão 60 destinos durante 2 anos, entre eles, 11 cidades brasileiras.

Diferente das expedições passadas, desta vez, a viagem está sendo registrada pelas redes sociais, aumentando ainda mais o alcance para falar sobre a necessidade de ações urgentes para a preservação das águas.

O plástico nos Oceanos

Nos últimos 37 anos, a família Schurmann realizou três voltas ao mundo a bordo de veleiros. Nessas viagens, a família constatou de perto que os oceanos estão sofrendo mudanças severas devido ao aumento da poluição. 

A poluição causada por detritos plásticos é visível em nossos oceanos.

Um estudo global publicado na revista científica Nature Sustainability em junho de 2021 revelou que 80% do lixo encontrado nos oceanos é composto por plástico, em sua maioria, sacolas e garrafas. 

Para se ter uma ideia da gravidade disso, pelo menos 11 milhões de toneladas de plástico entram em nossos mares anualmente – o equivalente a um caminhão de lixo sendo despejado nos oceanos a cada minuto. 

Como consequência disso, a vida marinha sofre diariamente. Animais como tartarugas, baleias e aves marinhas morrem devido à ingestão de plásticos e microplásticos.

O tema é tão urgente que a ONU definiu o período de 2021 a 2030 como a Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável.

Voz dos Oceanos: conheça a expedição

A iniciativa Voz dos Oceanos conta o apoio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) como parte da Campanha Mares Limpos e tem como objetivo aumentar a sensibilização sobre a poluição por plásticos e microplásticos, bem como encontrar soluções inovadoras a bordo do veleiro Kat, que zarpou no Sul do Brasil com previsão de terminar sua rota na Nova Zelândia em 2023.

Família Schurmann parte para sua quarta volta ao mundo. Foto: divulgação

O movimento será coletivo. A Família Schurmann envolverá nesta jornada cientistas, educadores, ambientalistas, empreendedores, empresas, influenciadores, formadores de opinião, ONGs, gestores públicos e sociedade civil com ações de empreendedorismo e educação. 

A bordo do veleiro Kat, estão: Vilfredo Schurmann (capitão), Heloisa Schurmann (pesquisadora), Wilhelm Schurmann (skipper), Erika Ternex (chef de cozinha), Carmina Reñones (assistente de câmera), Alan Schvarsberg (diretor de fotografia) e o jaraguaense Jeferson França (criador de conteúdo digital).

Desta vez, a tripulação está registrando e compartilhando em suas redes toda sua viagem e as ações pelo caminho. Graças à evolução da tecnologia, todos podemos acompanhar o dia a dia da expedição pelos 60 destinos nacionais e internacionais nestes dois anos pelos mares.

Ações são registradas no Instagram Voz dos Oceanos.

Os três pilares da expedição

Assim como os oceanos são gigantes, o desafio da expedição também é. Por isso, a iniciativa se divide em três pilares: Vozes do Oceano Inovação, Vozes do Oceano Científico e Vozes do Oceano Educação.

O primeiro deles, Vozes do Oceano Inovação, possui vertente empreendedora e atua junto com a aceleradora SPIN, focada em encontrar soluções ambientais para indústrias.

A ideia é ajudar empreendedores e startups que tenham como proposta encontrar soluções para diminuir ou eliminar o uso do plástico no âmbito industrial. Buscando, por exemplo, soluções e novas tecnologias para reduzir os impactos dos plásticos e microplásticos de indústrias de polímeros.

Para investigar os diferentes níveis de impactos que os oceanos estão sofrendo, o segundo pilar, Vozes do Oceano Científico, coletará dados usando aparelhos e tecnologias de alta qualidade em parceria com a Infinito Mare, empresa fundada pelo cientista ambiental e marinho Bruno Libardoni.

Este pilar está dividido em três metas principais: investigar a qualidade da água e a biogeoquímica dos oceanos; com voos de drone e sensoriamento remoto via satélite, analisar áreas mais amplas dos oceanos; e construir uma rede global para disponibilizar, de modo veloz, dados e informações confiáveis para a comunidade científica e a população em geral.

Dados coletados serão compartilhados com a comunidade científica.

A presença científica conta ainda com a participação do Conselho Científico Consultivo, composto por 14 renomados cientistas brasileiros e estrangeiros.

O terceiro pilar, Vozes do Oceano Educação, em parceria com o Instituto IRAPA e o Instituto Supereco, fará o levantamento de escolas, ONGs e parceiros locais nos pontos de parada da expedição.

O objetivo é realizar jornadas educativas nesses locais, que incluem: núcleos locais Voz dos Oceanos, criação dos materiais educativos e gamificação, oficinas de formação com estudos sobre os oceanos, resíduos e sustentabilidade, rádio e TV Voz dos Oceanos para divulgação de notícias da expedição e das ações em terra, e proposta de inclusão temática no currículo escolar.

WEG Tintas e Voz dos Oceanos

O veleiro Kat, casa da tripulação pelos próximos dois anos, conta com o apoio da WEG Tintas. Isso porque as tintas têm um papel de extrema importância para se ter mais resistência e gerar mais segurança ao barco.

Veja abaixo o depoimento do sr. Vilfredo Schurmann, capitão da tripulação Voz dos Oceanos, sobre a parceria com a WEG Tintas.

Incrível, não é mesmo? Esperamos que os bons ventos acompanhem a expedição! E, se você quiser acompanhá-los, basta acessar o site e a Instagram do projeto: @vozdosoceanos.

Continue no blog e entenda também: por que os navios não afundam?

Asteroides, cometas, meteoroides, meteoros e meteoritos: descubra a diferença entre eles

Descubra a diferença entre asteroides, cometas, meteoroides, meteoros e meteoritos.

Em poucas palavras, asteroides, cometas, meteoroides, meteoros e meteoritos são corpos celestes – ou rochas espaciais – que se encontram sempre em movimento no Sistema Solar. 

Aproximadamente 40 mil toneladas dessas rochas espaciais se chocam com planetas e luas a cada ano, principalmente em forma de poeira e pequenos meteoritos. 

Para monitorar esses objetos e certificar-se de que não sejam perigosos à Terra, existe toda uma força-tarefa internacional, envolvendo agências espaciais e astrônomos independentes.

A classificação desses corpos celestes gera confusão, pois, em poucas palavras, o mesmo objeto recebe nomes diferentes dependendo do local onde é visto. Mas chega de dúvidas! Abaixo, você vai descobrir a diferença entre asteroides, cometas, meteoroides, meteoros e meteoritos.

Asteroides

Asteroides são corpos rochosos compostos por minerais e metais que orbitam o Sistema Solar. Eles são menores do que planetas, mas maiores que meteoroides. Há asteroides de tamanhos que variam de 20 metros, 500 metros e 900 quilômetros de diâmetro, geralmente com formatos irregulares.

Normalmente os asteroides estão localizados em órbitas bem definidas e estáveis, concentrados entre as órbitas de Marte e Júpiter, região que é conhecida como Cinturão de Asteroides.

Asteroide Ida Ida, descoberto em 1993. Foto: QAI Publishing/Getty Images

Cometas

Da mesma forma que os asteroides, os cometas também orbitam o Sol, mas eles possuem uma diferença bem nítida: em vez de serem rochosos, os cometas são compostos de gelo e poeira.

Ao se aproximarem do Sol, o gelo e a poeira dos cometas começam a vaporizar, emitindo gases e poeira que criam uma cauda luminosa, característica dos cometas. 

É possível vê-los até mesmo quando estão muito distantes da Terra. Alguns têm órbitas regulares, mas outros são vistos apenas uma vez. Atualmente, existem 3.679 cometas conhecidos pela NASA.

Um dos mais famosos é o cometa Halley. Ele foi identificado em 1696 por Edmond Halley como um cometa periódico. Desde então, a cada 76 anos, aproximadamente, o cometa Halley orbita em torno do Sol, podendo ser visto da Terra. Sua próxima aparição está prevista para 29 de julho de 2061.

Cometa Halley, 1986. Foto: NASA

Meteoroides

Os meteoroides surgem do choque entre corpos maiores – como asteroides e cometas. Por serem fragmentos desses corpos, os meteoroides variam de tamanho, porém não passam de 10 metros, podendo ser até mesmo pequenos grãos. Alguns são rochosos, outros são metálicos e outros são uma combinação dos dois.

As rochas espaciais são classificadas como meteoroides somente quando estão à deriva no espaço (área não ocupada por corpos celestes), após serem desprendidas do objeto principal.

Meteoros

Quando entram na atmosfera da Terra ou de outro planeta com muita velocidade e alta temperatura, os meteoroides geram um rastro luminoso no céu e passam a se chamar de meteoros.  

São identificados por flashes de luz no céu, pois o metereoide em questão queima e se desintegra na atmosfera terrestre. Por vezes, podem ser mais luminosos que Vênus e ganham o nome de “bolas de fogo”.

Em razão do rastro de luz que deixam no caminho, muitas vezes são confundidos com cometas e, popularmente, são conhecidos como “estrelas cadentes”. 

Chuva de meteoros

Chuva de meteoros. Foto: Shutterstock

Você sabia que a chuva de meteoros acontece periodicamente no nosso céu? Todos os dias, cerca de 48,5 toneladas de material meteorítico caem na Terra. Boa parte é vaporizada na atmosfera, deixando um rastro de luz que chamamos de estrela cadente.

Por isso, em qualquer noite, é possível observar a queda de vários meteoros. Mas algumas vezes essa quantidade é tão grande, que origina o evento conhecido como chuvas de meteoros.

Meteoritos

Os meteoritos são muito parecidos com os meteoros. Porém, são rochas que sobrevivem à viagem pela atmosfera terrestre e chegam ao solo. Ao serem vistos no chão, eles parecem pedras, mas têm um exterior “queimado” que pode até parecer brilhante.

Meteorito Winchcombe, encontrado no Reino Unido. Foto: Trustees of the Natural History Museum, London/Divulgação

Calcula-se que mais de 50 mil meteoritos já foram encontrados na Terra, e 99,8% deles são oriundos de asteroides. Os 0,2% restantes são divididos entre meteoritos de Marte e da Lua. Foi um meteorito que atingiu a Rússia em 2013, por exemplo.

Os meteoritos são classificados em três tipos: ferrosos, rochosos e rochosos-ferrosos. A maioria dos que chegam à Terra são rochosos.

Resumindo

De maneira simples, podemos dizer que a diferença entre um asteroide e um cometa é que os asteroides são rochosos e compostos por metais e minerais, enquanto os cometas são compostos de gelo e poeira e produzem uma característica única: uma cauda de gases à medida que se aproximam do Sol.

Tanto os asteroides como os cometas podem perder algum pedaço, que fica à deriva no espaço e é chamado de meteoroide.

Quando entra na atmosfera da Terra em alta velocidade e temperatura, esse meteoroide gera um rastro luminoso no céu e passa a se chamar meteoro, o qual conhecemos também como estrela cadente. 

Se algum fragmento celeste ultrapassar a atmosfera e atingir a superfície terrestre, ele leva o nome de meteorito

Agora você já sabe como diferenciar esses corpos celestes! Não se preocupe, os agentes espaciais estão sempre trabalhando para identificar e prevenir que algum deles caia na sua cabeça. Quedas de grandes rochas podem ser previstas com anos de antecedência.

Que tal continuar no blog e descobrir 6 mistérios que a física ainda não conseguiu explicar? 

Conheça o webdocumentário “Sirius: Acelerando o futuro da Ciência”

Produzido entre 2017 e 2021, o webdocumentário retrata as principais fases de desenvolvimento do Sirius.

O primeiro acelerador de partículas da América Latina, Sirius, é a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil.

O laboratório que foi projetado e construído por brasileiros e financiado pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) é uma das fontes de luz síncrotron mais avançadas do mundo, gerando novas oportunidades de pesquisa científica em diversas áreas de conhecimento. 

Para contar sua história, o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) lançou, no dia 13 de agosto, o primeiro episódio de uma série especial de vídeos sobre o Sirius.

O webdocumentário “Sirius: Acelerando o futuro da Ciência” é composto por sete episódios independentes, cada um com cerca de 5 minutos, que explicam os principais desafios envolvidos no seu desenvolvimento. Continue lendo este artigo para conhecer e assistir ao primeiro episódio.

O que são aceleradores de partículas?

Eles são laboratórios gigantes. Por fora, parecem grandes túneis, que podem ser retos ou em forma de anel e ter vários quilômetros de extensão. Dentro deles, as partículas que compõem os átomos – como prótons e elétrons – são aceleradas a velocidades próximas à da luz para que elas possam bombardear núcleos atômicos estáveis.

A utilização desse tipo de equipamento é muito importante, afinal de contas, só com ele é possível quebrar partículas incrivelmente densas e milhões de vezes menores que o átomo.

Existem diversos tipos de aceleradores de partículas, como: Aceleradores de elétrons, Colisores de Partículas e Aceleradores de Prótons. 

Por que o Sirius é tão importante? 

Sirius é uma infraestrutura aberta, à disposição da comunidade científica brasileira e internacional. É financiado com recursos do MCTI e projetado por pesquisadores e engenheiros do CNPEM em parceria com a indústria nacional.

Ele permitirá que centenas de pesquisas acadêmicas e industriais sejam realizadas anualmente, por milhares de pesquisadores, contribuindo para a solução de grandes desafios científicos e tecnológicos, como novos medicamentos e tratamentos para doenças, novos fertilizantes, espécies vegetais mais resistentes e adaptáveis e novas tecnologias para agricultura, fontes renováveis de energia, entre muitas outras potenciais aplicações, com fortes impactos econômicos e sociais.

Entre os primeiros experimentos já realizados no Sirius, estão imagens em 3D de estruturas de proteínas de SARS-CoV-2, os detalhes obtidos por essas imagens puderam auxiliar na compreensão do vírus e no desenvolvimento ou melhoramento de remédios contra o COVID-19.

Assista webdocumentário “Sirius: Acelerando o futuro da Ciência”

O webdocumentário “Sirius: Acelerando o futuro da Ciência” possui sete episódios que explicam os desafios para a construção do maior projeto da ciência brasileira, produzidos ao longo de quatro anos de acompanhamento.

Produzido entre 2017 e 2021, o webdocumentário retrata as principais fases de desenvolvimento do Sirius, e cada episódio da série explica um aspecto diferente do projeto. 

Entre os temas apresentados, estão: obras civis, estabilidade, aceleradores, estações de pesquisa, parcerias com empresas brasileiras e perspectivas científicas.

A série conta com a participação de algumas das mentes mais brilhantes que estiveram envolvidas no projeto ao longo dos seus anos de desenvolvimento.

Uma delas é Ricardo Rodrigues, extraordinário cientista e engenheiro, falecido em janeiro de 2020, que foi um dos principais responsáveis pela origem da primeira fonte de luz síncrotron brasileira e um dos principais idealizadores do projeto Sirius. 

Os episódios da série podem ser vistos no canal da CNPEM do YouTube. Vamos começar assistindo ao primeiro episódio agora mesmo? Dê o play!

Incrível, não é mesmo? Não deixe de assistir aos demais episódios para se tornar um conhecedor desse projeto tão importante para a ciência e tecnologia do Brasil e do mundo.

Falando em mundo, que tal continuar no blog para ler o bate papo que tivemos com o jaraguaense que trabalha com aceleradores de partículas na Suécia?

Fonte: CNPEM

Alessandro Volta: conheça o inventor da pilha voltaica

As descobertas de Alessandro Volta abriram portas para muitos experimentos e estudos.

Conhecido apenas como Alessandro Volta,  Alessandro Giuseppe Antonio Anastasio Volta, nasceu em 1745, na Itália, e foi um famoso cientista, que, entre várias contribuições, ficou mais conhecido por sua invenção da pilha elétrica.

Aos 16 anos abandonou o colégio jesuíta para estudar por conta própria, apenas com a assistência de um mentor. Este lhe ensinou os princípios básicos da Física, e também forneceu alguns aparelhos necessários para suas experimentações.

Volta aprendeu sozinho Física, Matemática, Latim, Francês, Alemão e Inglês. Mesmo não possuindo um diploma ou não tendo defendido uma tese, conseguiu um emprego como professor. Com o tempo ele passou de professor substituto a professor regente.

Inventos e descobertas de Alessandro Volta

Volta se tornou um inventor muito notável. Entre 1774 e 1979, lecionou Física na Escola Real de Como, na Itália. Nessa época aperfeiçoou o eletróforo, uma máquina usada para gerar eletricidade estática. O eletróforo foi usado para descobrir muitas das leis que determinaram o funcionamento do que conhecemos hoje como condensador ou capacitor.

Um dos seus primeiros inventos foi realizado em 1776 – o eudiômetro –, um aparelho que por meio de uma centelha elétrica causava a reação entre dois compostos gasosos. Esse aparelho foi usado para confirmar as leis das proporções definidas de Proust e as dos gases, incluindo a lei da dilatação dos gases submetidos a aquecimento, que foi uma lei que Volta determinou, juntamente com Gay-Lussac.

Outro feito de Alessandro Volta foi o isolamento do gás metano, o que aumentou ainda mais a sua fama, levando-o a ser nomeado para organizar o departamento de Física e lecionar na Universidade de Pavia, na Itália, onde permaneceu por 25 anos.

Ele também sugeriu a produção industrial de vacinas, difundiu o uso do amianto para a indústria, difundiu a cultura controlada do bicho-da-seda e também racionalizou o cultivo do lúpulo e da batata.

A invenção da pilha voltaica

O primeiro físico a realizar experimentos relacionados às pilhas elétricas foi Galvani, mas a interpretação dos resultados por ele foi errada. Volta repetiu os experimentos e propôs uma interpretação que se mostrou exata para os fenômenos observados por Galvani.

Foi em 1800, que ele causou uma enorme agitação no mundo científico. Provando sua teoria, Volta empilhou discos alternados de zinco e cobre, separando-os por pedaços de tecidos embebidos em solução de ácido sulfúrico. Sempre que um fio condutor era ligado aos discos de zinco e de cobre das extremidades, o aparelho produzia corrente elétrica. Surgia a pilha de Volta. 

A explicação foi a seguinte: a eletricidade, no caso, era produzida pelo contato entre os dois metais – o cobre e o ferro – cujas cargas elétricas tinham sido ativadas por um fator de desequilíbrio entre os seus potenciais elétricos. Ou seja, por uma força eletromotriz. 

A partir daí, todos os aparelhos que produziam eletricidade por meio de processos químicos passaram a ser denominados de células voltaicas (em homenagem a Volta), pilhas galvânicas (em homenagem a Luigi Galvani) ou, como chamamos, pilhas.

Bateria elétrica de Alessandro Volta (Tempio Voltiano em Como, Itália)

Honrarias

Volta se tornou uma celebridade! Em 1801 foi recebido por Napoleão, no Instituto de Paris, para quem demonstrou suas pesquisas sobre a geração de corrente elétrica por uma bateria. 

Além de uma medalha de ouro e de 2000 escudos de ouro, Alessandro Volta também foi nomeado senador do Reino da Itália em 1810, com o título de conde.

Em 1815, o imperador da Áustria o nomeou como diretor da Faculdade de Filosofia de Pádua. 

Em 1893, o Congresso dos Eletricistas deu o nome de “volt” a unidade de força eletromotriz.

Outra amostra de popularidade foi a imagem de Volta e sua pilha foi reproduzida em uma nota de 10 mil liras, emitida pelo Banco da Itália, em 1984.

Volta nunca se envolveu em movimentos ou controvérsias políticas, tendo uma vida tranquila até os 82 anos de idade, quando faleceu em 1827, na cidade de Cammago, na Itália. 

As descobertas de Alessandro Volta e a invenção da pilha voltaica abriram portas para muitos experimentos e estudos, que, ao longo dos anos, se tornaram em facilidades para nossa vida atual. Que tal continuar no blog e conhecer outras invenções ligadas à eletricidade que mudaram o mundo?

Conheça derivados do petróleo que fazem parte do seu dia a dia

Conheça derivados do petróleo que fazem parte do seu dia a dia.

Você sabia que a presença de derivados do petróleo no nosso dia a dia vai muito além da gasolina, diesel e gás?  Na verdade, é praticamente impossível pensar no nosso cotidiano sem a participação de algum produto obtido a partir da indústria petroquímica.

Antes de começar, vale lembrar que o petróleo é uma mistura de moléculas de carbono e hidrogênio que tem origem na decomposição de matéria orgânica, restos vegetais, algas, alguns tipos de plâncton e restos de animais marinhos. 

No decorrer de milhões de anos, esse material se acumulou no fundo de oceanos, mares e lagos. E, ao ser pressionado pelos movimentos da crosta terrestre, deu origem à substância que chamamos de petróleo.

Derivados do petróleo presentes em nossa casa

A indústria petroquímica transforma o petróleo refinado em produtos que são a base para grande parte da indústria química, muitas vezes não imaginamos quanta tecnologia e conhecimento estão envolvidos nas coisas mais simples da nossa casa.  

Entre os produtos estão roupas, colchões, embalagens para alimentos e medicamentos, brinquedos, eletrodomésticos, carros, aviões e até cosméticos. Conheça agora derivados do petróleo que fazem parte do seu dia a dia:

1. Brinquedos

Muitos utensílios infantis de uso diário são feitos de derivados do petróleo: mamadeiras, chupetas, copos, pratos e principalmente brinquedos. Isso porque eles são, em sua maioria,  feitos de plásticos e polímeros, contribuição da indústria do petróleo.

2. Cosméticos

Xampus, óleos, perfumes, tinturas e cremes de cabelo são alguns exemplos que levam derivados do petróleo em sua composição. Acredite, até 80% dos ingredientes encontrados em cosméticos são provenientes de petróleo, como acrilatos e propilenoglicol.

3. Borracha sintética

A borracha sintética substitui o látex em diversos produtos, como artigos esportivos, tênis e pneus, por ser mais forte e resistente a mudanças intensas de temperatura. Você sabia que, em geral, um pneu demanda o equivalente a 8 galões de petróleo? 

4. Remédios

Parece estranho pensar em petróleo quando estamos tentando resolver algum problema de saúde. Mas a verdade é que muitos medicamentos (em especial os analgésicos e, curiosamente, até mesmo os homeopáticos) contêm benzeno, um derivado do petróleo.

5. Produtos de limpeza

Quase todos os produtos de limpeza são feitos com derivados do petróleo. O interessante (e um pouco assustador) é que todos eles possuem ingredientes que ao mesmo tempo que deixam a casa limpa, podem nos fazer mal. 

Por isso, os rótulos dos produtos de limpeza trazem informações de segurança para que o usuário não deixe entrar em contato com os olhos, e que os mantenha longe de crianças e animais de estimação.

6. Asfalto

O que nós geralmente chamamos de “asfalto” é, na verdade, “concreto asfáltico” – ou seja, uma mistura de diversos minerais unidos graças ao asfalto propriamente dito, que é um derivado semi-sólido do petróleo.

7. Tecidos sintéticos

Sim! Sua roupa também tem petróleo. Os tecidos sintéticos como náilon, acrílico, spandex e poliéster são derivados do petróleo, e por serem mais baratos que os naturais, são largamente utilizados em roupas, cortinas e carpetes, por exemplo.

8. Comida

Para tudo! Você sabia que o petróleo também é utilizado direta e indiretamente na produção de alimentos? Entre os ingredientes estão os corantes, os flavorizantes e os conservantes, utilizados diretamente nos alimentos, e fertilizantes artificiais e pesticidas, utilizados no cultivo de alimentos.

9. Plástico

Este é um dos usos mais conhecidos de derivados do petróleo. O plástico vem das resinas derivadas do petróleo e pertence ao grupo dos polímeros. É um composto sintético extremamente presente no dia a dia da maioria das pessoas, é encontrado em garrafas pet, materiais de construção civil, embalagens, sacolas plásticas e copos descartáveis.

Em resumo, os produtos petroquímicos que vimos nos exemplos acima são classificados como básicos, intermediários e finais. 

Os petroquímicos básicos são eteno, propeno, butadieno, aromáticos, amônia e o metanol, a partir deles são produzidas uma grande diversidade dos intermediários. Estes, por sua vez, são transformados em produtos petroquímicos finais como os plásticos, borrachas sintéticas, detergentes, solventes, fios e fibras sintéticos, tintas, fertilizantes, etc.

Olhe para seu lado agora e perceba quantas coisas são derivadas do petróleo! Já pensou que se ninguém tivesse descoberto esse material, muitos produtos que usamos no dia a dia seriam extremamente diferentes? 

Essa e tantas outras descobertas criaram facilidades na vida moderna, da rotina doméstica ao ambiente industrial. Conheça agora 3 coisas comuns hoje que eram high tech há 100 anos.

Malhe o cérebro: conheça jogos que exercitam a mente

Entre os diversos exercícios para a mente, estão os jogos.

Assim como o corpo necessita de exercícios regulares para o bom funcionamento, o cérebro também deve ser exercitado. Ele realiza funções de extrema importância para nós, como ver, ouvir, sentir cheiro e sabor, lembrar, aprender e memorizar toda a informação que recebemos no dia a dia.

Entre os diversos exercícios para a mente, estão os jogos: sejam digitais, de cartas ou de tabuleiros. Fazer jogadas inesperadas, diversificar os estímulos que recebemos e o tipo de atividade que fazemos, ajuda a mobilizar nossos sentidos e fazer com que nosso cérebro se esforce com novas situações, melhorando o foco, a memória e o raciocínio.

Estudos provam que, em tempos de pandemia, a procura por jogos aumentou já que as pessoas precisaram reinventar sua rotina e o modo como estimulam o cérebro. Você faz parte disso? Confira agora jogos que ajudam a exercitar a mente

Jogos que exercitam a mente

Tetris, Sudoku e até mesmo Candy Crush Saga são alguns exemplos de jogos para estimular o cérebro. Eles melhoram a agilidade, a memória e o raciocínio, assim como a capacidade de tomar decisões e criar soluções rapidamente. 

Mas nada de exageros! É recomendado dedicar em média 30 minutos por dia para jogar. Conheça agora alguns jogos para estimular o cérebro: 

War

Neste jogo de estratégia, o planeta é dividido em seis regiões, os jogadores devem usar a inteligência e a astúcia para derrotar os adversários e conquistar territórios com seus exércitos.

Jogo da memória

O clássico jogo da memória pode ser jogado on-line ou off-line, com cartinhas ou papéis distribuídos aleatoriamente de cabeça para baixo. É um ótimo exercício para afiar a memória de curto prazo (aquela que armazena coisas que acabamos de ver). Clique aqui para jogar o jogo da memória do Museu WEG.

Quebra cabeça

Montar um quebra-cabeça reforça as conexões existentes do cérebro e incentiva a formação de novas ligações. O jogo estimula tanto o lado esquerdo do cérebro, com lógica e racionalidade, quanto o lado direito, com criatividade e visão artística da obra.

Imagem e ação

Além de ser divertido e garantir boas risadas, este jogo estimula a criatividade já que o cérebro deve encontrar diversas estratégias para encontrar a mímica perfeita para determinada palavra.

Xadrez

Um jogo antigo, mas muito jogado ao redor do mundo. O xadrez fortalece a capacidade de concentração e a memória. O jogo também estimula o raciocínio, a criatividade e o processo de tomar decisões.

“O xadrez é a ginástica da inteligência.” (GOETHE, 1876)

Tetris

Um jogo muito popular, o Tetris também ajuda a malhar o cérebro. O jogo sobrevive há gerações como uma forma divertida de estimular o raciocínio lógico e permite que os jogadores exercitem a habilidade de pensar rápido, além disso desenvolve o senso de espaço.

Sudoku

O Sudoku também é muito popular em todo o mundo e faz parte da lista de jogos que exercitam a mente. Nele, o jogador deve preencher 81 quadradinhos, 9 linhas e 9 colunas, usando os números de 1 a 9. O objetivo desse jogo é usar os números de 1 a 9 em cada linha, coluna e quadradinho de 3 x 3 sem repetir os números.

Cada Sudoku tem apenas uma solução, e existem diferentes níveis de dificuldade, que devem ser escolhidos de acordo com a prática, capacidade de cálculo e raciocínio do jogador. 

Candy Crush Saga

Jogos como Candy Crush Saga são muito populares nas redes sociais e também ajudam a exercitar o cérebro. O objetivo dele é formar sequências de “doces” virtuais da mesma cor e formato de modo a atingir os objetivos definidos pelo jogo.

Esse estilo de jogo pode ser encontrado em outras versões semelhantes com nomes diferentes, como Farm Heroes Saga, Pet Rescue Saga, Bejeweled Classic ou Diamond Battle, por exemplo. 

Jogo de 7 Erros

O Jogo de 7 erros é antigo e muito popular nas escolas. O objetivo é comparar duas imagens e encontrar as 7 diferenças (ou os 7 erros) entre as duas imagens. 

Que tal começar procurando eles na imagem abaixo?

Imagem: Youtube.

Viu só? Existem diversos jogos que ajudam a desenvolver as habilidades cognitivas: concentração, memória, raciocínio, linguagem, entre outras. Basta praticar um pouco todo dia – sua mente ficará mais ágil e preparada para desafios.

Outro modo de exercitar o cérebro é por meio de brincadeiras. Veja aqui 5 brincadeiras para aprender ciência. E, se quiser conhecer o segredo de grandes cientistas, leia nossas recomendações de filmes que falam sobre eles.

Férias escolares com o Museu WEG

Um passeio virtual no Museu WEG com uma convidada especial!

O período das férias escolares chegou, e, como de costume, o Museu WEG preparou algo especial para todo mundo brincar e aprender nessa época do ano. As atividades são virtuais, mas os alunos podem seguir as experiências e replicá-las em casa.

A programação conta com um tour virtual pelo Museu WEG apresentando as salas com uma participação super especial: a Sofia, uma criança que, acompanhada de um profissional, mostrará o Museu de criança para criança.

O objetivo é proporcionar uma visita amigável e o aprendizado sobre eletricidade, eletromagnetismo, história e cultura geral para os pequenos que estão de férias escolares.

Durante o passeio, os alunos podem acompanhar experiências que também podem fazer em casa. São elas: erupção colorida, areia mágica e tornado colorido. Ficou curioso? Então, prepare-se para dar o play e acompanhar essa aventura!

Se você gostou do vídeo compartilhe com sua turma e ajude a espalhar as maravilhas da Ciência e Tecnologia. E, se fizer a experiência na sua casa, poste nas redes sociais e marque o @museuweg. Vai ser um prazer ver as experiências de vocês! 

Continue no blog e confira nossas dicas de leitura e canais para aprender sobre ciência durante as férias.

Como se forma o arco-íris? Conheça algumas curiosidades sobre o fenômeno

A visualização do arco-íris depende da posição de quem o observa.

Quem nunca parou para contemplar a beleza de um arco-íris? O fenômeno chama a atenção das pessoas por suas cores, que são representadas em diversos elementos do nosso dia a dia: desenhos, roupas, músicas, poemas e diversas histórias ao redor do mundo.

Mas o que você sabe sobre o arco-íris? Qual é a explicação para que esse arco colorido apareça no céu? Descubra neste artigo como se forma o arco-íris, assim como algumas curiosidades sobre o fenômeno.

O que é o arco-íris?

Para começar a explicação, precisamos contar uma curiosidade: o arco-íris não existe. Mas calma, você não foi enganado esse tempo todo. É que o arco-íris é uma ilusão óptica. A visualização do fenômeno depende da posição de quem o observa. 

Em resumo, o arco-íris é um belíssimo fenômeno óptico de decomposição da luz solar em seu espectro luminoso. Ele pode ser observado sempre que existirem gotículas de água suspensas no ar e luz solar brilhando acima do observador. 

O arco colorido é formado com a cor vermelha em uma de suas extremidades e o violeta na outra. Assim, como qualquer decomposição da luz branca, o arco possui uma quantidade infinita de cores, sem delimitações entre elas. 

Porém, apesar de uma quantidade infinita de cores, para o ser humano, tendo necessidade de classificar os fenômenos naturais com sua capacidade de distinção de cores e também por questões didáticas, o arco-íris é conhecido por possuir 7 cores, sendo elas: vermelha, laranja, amarela, verde, azul, anil e violeta.

Como se forma um arco-íris?

A luz do sol é uma onda de luz branca – e a luz branca é uma mistura de várias cores. Quando essa luz incide sobre gotículas de água suspensas no ar, sofre algumas reflexões e refrações.

Nesse processo, a luz atravessa uma superfície líquida, e a refração faz aparecer o espectro de cores: violeta, anil, azul, verde, amarela, laranja e vermelha. Como podemos descrever no passo a passo abaixo:

  • 1 – O feixe luminoso solar incide sobre as gotículas de água.
  • 2 – Parte desse feixe reflete voltando para o ar atmosférico. A outra parte, refrata penetrando a gota de água.
  • 3 – O feixe dentro da gota reflete parcialmente e, finalmente, volta a sofrer refração parcial ao sair da gota.

Resumidamente, para que possamos observar um arco-íris, devemos ter o sol baixo e por trás de nós. Assim, a luz que vem do sol é refratada entrando nas gotas de água e sofrendo reflexão interna, retornando e chegando aos olhos do observador. 

Todas as gotas de chuva refratam e refletem a luz do sol da mesma forma, mas somente a luz de algumas gotas chega até o olho do observador formando o arco-íris.

Arco-íris formam círculos perfeitos

Geralmente, quando olhamos para um arco-íris, podemos ver apenas metade do círculo, ou seja, um arco. Mas a realidade é que eles formam círculos completos! 

Não vemos esses círculos porque, quando estamos de pé no chão, só podemos ver a luz que é refletida pelas gotas de chuva acima do horizonte, não conseguindo ver a metade oculta de um arco-íris.

É possível ver o círculo completo de um arco-íris se você estiver em um avião ou helicóptero, podendo observar abaixo do horizonte. Às vezes, pessoas escalando altas montanhas também conseguem ver o círculo completo.

Arco-íris só aparece quando chove?

Sabe aquela frase “primeiro vem a chuva, depois o arco-íris”? Ela faz sentido já que, para ver um arco-íris, é preciso de gotículas de água no ar. Mas ele não se forma apenas com a chuva! 

As gotas de água podem estar no ar por muitas outras razões. Por exemplo, quando há nevoeiro, respingos de água de uma cachoeira ou de ondas quebrando contra pedras no mar. Não importa qual seja a fonte das gotículas de água no ar, se o sol estiver no ângulo correto, você conseguirá ver esse belo fenômeno acontecendo.

Ninguém vê o arco-íris da mesma forma

Este é um dos fatos mais fascinantes sobre o arco-íris. O arco-íris pode ser muito parecido com o que outra pessoa está vendo, e você pode pensar que está vendo exatamente o mesmo arco-íris, mas vocês realmente não estão vendo a mesma coisa.

Isso acontece porque, quando você está olhando para um arco-íris, você está vendo a luz que é refletida pelas gotas de chuva acima do horizonte, mas o horizonte que você vê é sempre único – é uma linha imaginária que se estende do seu olho até o sol. 

Os olhos de outra pessoa, mesmo que ela esteja ao seu lado, não podem estar no mesmo espaço que o seu, logo, vocês não poderão ver o mesmo arco-íris. Nem nossos próprios olhos veem o arco-íris do mesmo modo.

Cada um vê o seu próprio arco-íris! 😀

Já que o assunto são fenômenos naturais, que tal conhecer algumas curiosidades sobre raios que deixarão você com o cabelo em pé? Para ler, basta clicar aqui.