Invenções ligadas à eletricidade que mudaram o mundo

Muitas invenções ligadas à eletricidade mudaram o mundo, mas algumas têm destaque. Confira a lista!

Uma das principais características do ser humano é a capacidade de lidar com situações de maneira criativa, criando meios e ferramentas para solucionar problemas ou simplesmente para compreender melhor o universo. Nessa bagagem, está a descoberta do fogo, a criação da roda, a invenção da escrita e até a descoberta do DNA, citando apenas alguns exemplos.

Entre as invenções pelo mundo mais significativas e também mais importantes para nossa evolução, está a eletricidade, é dela que advém parte do mundo moderno em que vivemos hoje.

Muitas invenções ligadas à eletricidade mudaram o mundo, mas algumas têm destaque por sua importância e pela maneira que afetaram nosso modo de agir e pensar nos dias atuais. 

Invenções elétricas de importância mundial

1. Semicondutores

Os semicondutores são a base de todos os aparelhos eletrônicos da era digital moderna. São pequenos chips que fazem parte de núcleos essenciais de smartphones e smart TVs até dispositivos médicos e sistemas militares.

Por serem, em sua maioria, feitos de silício, estão por trás do apelido “Vale do Silício”, lar das maiores empresas de computação do mundo. O primeiro eletrônico com semicondutores foi apresentado em 1947 por John Bardeen, Walter Brattain e William Shockley.

A partir dos avanços feitos nas tecnologias de semicondutores, foram desenvolvidos computadores, equipamentos de telecomunicação digital e até robôs industriais.

2. Lâmpada

James Bowman Lindsay, em 1835, apresentou ao mundo a primeira lâmpada elétrica. No entanto, sem ter consciência da importância de sua invenção, ele não se preocupou em registrar sua patente e abandonou o projeto para trabalhar em tecnologias de telegrafia sem fio. Graças a inventores como Thomas Edison, o invento se manteve vivo e recebeu a devida importância, tornando-se praticamente indispensável nos dias atuais.

3. Pilhas e baterias

Em meados de 1779, o cientista italiano Alessandro Volta apresentou a pilha voltaica, dando início ao que, tempos depois, iria se transformar em baterias de íon-lítio que utilizamos em nossos aparelhos eletrônicos.

Sem essa invenção, dificilmente teríamos aparelhos que não necessitam ficar o tempo todo conectados a uma tomada para funcionar corretamente.

4. Telefone

Há controvérsias sobre a invenção do telefone. Segundo o Congresso dos Estados Unidos, o aparelho foi inventado por volta de 1860 pelo Italiano Antonio Meucci, que o chamou de “telégrafo falante”.

Mas coube a Alexander Graham Bell, em 1876, aprimorar o invento e apresentar as bases do que viria a se transformar nos aparelhos presentes nas casas de grande parte da população mundial. Foi Graham Bell o primeiro a produzir o dispositivo em grande escala, fazendo com que, em 1886, 150 mil residências nos Estados já tivessem a invenção.

5. Televisão

Desde 1926, a televisão tem sido utilizada como meio de levar entretenimento, notícias e educação a grande parte da população mundial. Especialistas concordam que o título de “pai da televisão” é do físico escocês John Logie Bardie. Já que seus experimentos em 1925 resultaram na primeira transmissão de imagens em nível de cinza em movimento.

Em 1928, aconteceu a primeira transmissão transatlântica, entre Londres e Nova York, e a primeira transmissão ao vivo ocorreu três anos depois. Em 1930, Bardie lançou um sistema para transmitir sons de maneira simultânea com as imagens, é aí que a televisão surgiu oficialmente.

6. Internet 

A rede mundial dos computadores começou a dar os primeiros passos durante a década de 60. Foi originalmente usada pelo exército norte-americano para transmitir dados entre redes pequenas. Em pouco tempo, a internet progrediu e cresceu em escala assustadora.

Seu potencial comercial começou a ser explorado, e hoje é uma das principais ferramentas de trabalho e comunicação no mundo todo.

O primeiro site do mundo foi criado em 06 de agosto de 1991 por Tim Berners-Lee, físico do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear, considerado o pai da Web. A página nomeada de “The Project” pode ser acessada até hoje e conta com a descrição dos principais fundamentos da World Wide Web.

7. Motor elétrico

Foram quase três séculos entre os primeiros estudos, as primeiras pesquisas e invenções até o surgimento dos motores elétricos em 1886. A descoberta é atribuída ao cientista alemão Werner Siemens, inventor do primeiro gerador de corrente contínua autoinduzido.

Hoje os motores elétricos são utilizados no dia a dia doméstico e industrial, e é quase impossível pensar na vida sem eles.

Atualmente, milhares de inventos facilitam nossa vida. Eles são resultados de muito estudo e experimentos de inventores e cientistas que não mediram esforços por suas criações.

É por isso que a ciência é tão importante para nossa vida. Sem ela, não existiria a eletricidade e, consequentemente, nenhuma das invenções citadas acima. Um super viva às grandes descobertas! 🙂

Leia também: Como seria o mundo sem eletricidade?

Como seria o mundo sem eletricidade?

A energia elétrica foi responsável por diversos avanços no mundo.

A humanidade passou por diversos estágios em sua história evolutiva. Algumas descobertas nesses estágios moldaram nosso futuro – entre elas, está a eletricidade. A energia elétrica foi responsável por diversos avanços no mundo, e seu desenvolvimento pôde proporcionar a evolução da tecnologia.

Ao pensar em um mundo sem eletricidade, milhares de dispositivos não existiriam, como por exemplo: computadores, celulares, geladeiras, chuveiros elétricos, postes de luz e elevadores. Você já imaginou viver sem depender da energia elétrica? 

Vivendo em um mundo sem eletricidade

Grandes feitos da humanidade foram realizados sem eletricidade. Porém, a partir da sua descoberta, vivemos em um mundo que depende dela para continuar a evolução. 

Praticamente todas as áreas da nossa vida mudariam sem eletricidade. Ao começar pela indústria médica, que entraria em colapso. Doenças extintas poderiam voltar, e muitos diagnósticos e tratamentos deixariam de existir, ou se tornariam medievais.

Nós também teríamos que reaprender a cozinhar, lavar, transportar, se divertir e trabalhar sem os dispositivos eletrônicos que usamos no dia a dia. A eletricidade também é, praticamente, o coração da civilização trabalhadora, e muitos empregos teriam que ser reinventados.

Veremos abaixo algumas áreas que seriam extremamente afetadas caso a energia elétrica não existisse.

Fim do mundo moderno

A eletricidade é responsável pelo funcionamento de muitos aparelhos e máquinas. Sem energia elétrica, a tecnologia seria escassa, muitas pessoas iriam trabalhar nos campos até o anoitecer. Praticamente não haveria movimento à noite, muito menos trabalhos noturnos, já que não haveria iluminação adequada.

Trens elétricos não existiriam, e muitas pessoas não poderiam se deslocar para trabalhos longe de casa. Nas casas, o bombeamento de água de poços seria uma tarefa manual. Computadores, smartphones e internet também não existiriam, logo, nada de redes sociais. 

Em contrapartida, a vida sem eletricidade traria outras demandas. Sem televisão, o homem poderia procurar mais por teatros, por exemplo, e a comunicação à distância voltaria a ser por cartas. Certamente também haveria menos poluição tecnológica. 

A cozinha sem eletricidade

Um dos lugares mais importantes de uma residência, onde é preparada a alimentação da família, também sofreria muitos impactos sem eletricidade.

É assim que seria nossa cozinha: o fogão e o forno seriam a lenha, e, sem geladeira, não seria possível fazer gelo ou sorvetes, por exemplo. Os eletrodomésticos que conhecemos hoje como micro-ondas, batedeira e liquidificador também não existiriam.

Seria necessário desenvolver técnicas para conservar alimentos durante o verão e o inverno, lugares frios e escuros como cavernas poderiam armazenar o alimento de caça e coleta. Muitos alimentos deveriam ser cozidos logo após a coleta para durar mais tempo. E é na cozinha que encontramos um item capaz de gerar energia sem eletricidade, veja aqui como é possível gerar luz a partir de uma batata.

O fogo como aliado

Sem o domínio da energia elétrica, as pessoas teriam o hábito de viver conforme a luz natural. Isso significa que, no início da noite, seria a hora de dormir, e, ao raiar o sol, seria hora de começar a rotina do dia.

O fogo seria muito utilizado para iluminação. Fogueiras seriam acesas a fim de aquecer e iluminar o espaço de convivência. Não haveria estufas nem aquecedores elétricos. Nos dias frios, precisaríamos de fogo, fogão a lenha ou lareiras, que, além de aquecer, acolhem todos os membros da família em comunhão em uma noite fria.

Lista de escassez no mundo sem eletricidade

  • Não haveria aquecedor elétrico.
  • Não haveria ventilador nem condicionador de ar elétrico.
  • Faltaria luz em ruas e residências.
  • Adeus aos semáforos e pedágios automáticos.
  • Não haveria chuveiro elétrico, geladeira e todos os eletrodomésticos que conhecemos hoje.
  • Não haveria refrigeração para conservação de alimentos.
  • Fim do equipamento de escritório (copiadoras, scanners, computadores, internet e telefones).
  • A maioria dos nossos equipamentos médicos não existiria.
  • O homem só seria capaz de trabalhar durante o dia.
  • Grande parte da produção seria feita à mão porque as fábricas não teriam linhas de montagem.

Em resumo, nossa vida sem eletricidade remete ao passado. O instinto de sobrevivência dos nossos antepassados, como busca pela caça e o uso do fogo, faria parte do nosso dia a dia. Como muitas pessoas precisariam de lenha para seus fogões e suas lareiras, seria necessária uma política de regras de plantio, ou nossas matas estariam em constante perigo por causa do alto número de desmatamento. 

A comunicação global praticamente não existiria, e só saberíamos das notícias por meio do boca a boca. Muitas coisas que hoje são simples poderiam ser verdadeiros desafios no nosso dia a dia.

 Já parou para pensar que, se vivêssemos em um mundo sem eletricidade, você não estaria agora lendo este conteúdo? Neste artigo, conseguimos imaginar um pouco sobre como seria um mundo sem eletricidade, mas você já pensou como seria um mundo sem sol? Clique aqui e continue lendo para saber.

Caminhões autônomos: o futuro do transporte de cargas

Essa tecnologia promete mudar a realidade do setor de transportes no país.

24 de março de 2021
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A história da mobilidade vem passando por muitas mudanças ao longo dos anos. Em 1900, os carros elétricos se tornaram populares, mas, com a baixa do valor da gasolina, baixa tecnologia de baterias, a construção de um sistema de rodagem mais desenvolvido para conectar as cidades e a descoberta doméstica de petróleo, os carros elétricos acabaram perdendo valor de mercado.

Atualmente, os carros elétricos vêm ganhando nova popularidade, assim como os ônibus elétricos, caminhões e mais recentemente os veículos autônomos. Inclusive no Brasil, onde, por exemplo, existem caminhões autônomos sendo desenvolvidos. Essa tecnologia promete mudar a realidade do setor de transportes no país. 

Caminhões autônomos 

No Brasil, grande parte da produção agrícola é transportada por caminhões que cruzam as estradas, conduzidos por motoristas que passam horas dirigindo para transportar diversos materiais e alimentos.

Pensando nessa realidade, diversas empresas já têm desenvolvido projetos de caminhões autônomos, alguns dispensam até mesmo a presença do motorista, outros aboliram inclusive a cabine. 

Algumas empresas já realizaram viagens com veículos autônomos nos Estados Unidos, como a Daimler Trucks em parceria com a empresa de tecnologia Torc Robotics. As viagens nesses testes, por questões de segurança, foram acompanhadas por um engenheiro que supervisionou o funcionamento do sistema e por um motorista.

Os caminhões autônomos da Daimler estão no nível 4 de automação de direção na escala definida pela SAE International (Society of Automotive Engineers). Isso quer dizer que, nesse nível, o veículo pode se “autodirigir” sob condições limitadas. No nível 5, os recursos de direção automatizados do veículo fazem com que ele possa ser conduzido em qualquer condição. Entre outras empresas iniciantes americanas que trabalham com caminhões autônomos, estão TESLA, TuSimple, Kodiak, Einride e Waymo.

Caminhão autônomo sem cabine

Se já é difícil imaginar caminhões autônomos, então imagine um caminhão que sequer tem cabine. O conceito foi apresentado pela empresa sueca Scania em setembro de 2019.

Caminhão autônomo sem cabine. Fonte: Scania Group/Divulgação

O protótipo “AXL” percorreu um trecho em asfalto molhado e, para mostrar sua eficácia, técnicos da Scania deixaram um automóvel no meio do trajeto para que o AXL pudesse desviar.

Nos testes, o caminhão passou a aproximadamente 1 metro do carro. Uma faixa de LEDs foi colocada em todo o caminhão, e as cores indicam a direção que o caminhão fará. Por exemplo: luzes azuis significam que ele seguirá em frente; já a luz vermelha aponta que ele começará a andar em marcha à ré.

Caminhões autônomos nos setores agrícola e mineração

Já há diversos exemplos de produtores rurais que utilizam caminhões autônomos. Uma companhia canavieira do Paraná recebeu em 2017, após 2 anos de desenvolvimento, um caminhão autônomo da Volvo com o objetivo de aumentar a produtividade da cultura. 

Como resposta, o uso do caminhão autônomo conseguiu diminuir a perda ao rodar ao longo das linhas de plantação sem esmagar os brotos da cana que ficam para trás após a colheita. A perda foi de aproximadamente 4% da produção total, enquanto o método convencional chega a ter 12% de perda.

Frota autônoma da Caterpillar em obra de mineração. Fonte: Caterpillar/Divulgação

Caminhões e tratores já estão trabalhando no mundo todo em obras de mineração sem um operador a bordo das cabines dos veículos. Para os especialistas, os resultados são: segurança humana, eficiência, precisão, produtividade e mais lucratividade.

Vale lembrar que, apesar de dispensar um motorista, essas máquinas necessitam de controle humano à distância, no qual os operadores técnicos podem monitorar os veículos confortavelmente. 

Curtiu o assunto? Então fique conosco e conheça os robôs e máquinas que vão a lugares onde o ser humano não é capaz de ir.

Eletricidade: países e exemplos de fiação subterrânea pelo mundo

A fiação subterrânea pode abranger toda a rede elétrica, bem como a rede de cabos de telefonia e TV.

Além da questão estética que confere um visual urbanístico mais agradável às cidades, a fiação subterrânea evita problemas de descarga na rede elétrica, diminui os apagões nos bairros e reduz riscos de queda de raios. Cidades como Barcelona, Londres, Amsterdã, Paris e Washington são citadas com frequência por engenheiros e arquitetos como exemplos de cidades que enterraram praticamente toda a sua fiação. 

Em contrapartida, a realidade brasileira possui apenas uma pequena parte da rede de eletricidade feita por redes subterrâneas. Neste artigo veremos países e exemplos de fiação subterrânea pelo mundo.

Fiação subterrânea: o que é

É comum nos depararmos com postes e fios de energia cortando o céu das cidades. Porém o cabeamento aéreo pode representar alguns perigos. Além da poluição visual e do alto custo de manutenção, ele está exposto ao risco de vandalismo, ventanias e trovoadas.

Uma das soluções inteligentes para substituir esse tipo de fiação é a subterrânea, ela pode abranger toda a rede elétrica, bem como a rede de cabos de telefonia e TV, e apresenta diversas vantagens do ponto de vista da infraestrutura das cidades. 

 Além da poluição visual, o cabeamento aéreo pode representar alguns perigos 

O procedimento para instalação da rede subterrânea consiste na instalação de dutos enterrados em valas. O sistema subterrâneo é mais duradouro e, em longo prazo, acaba sendo economicamente mais viável. Isso acontece porque os custos com reparos chegam a ser até 80% menores do que na rede aérea, exigindo menos substituições de cabos e consertos mais espaçados.

As redes subterrâneas tiveram as primeiras experiências no Brasil ainda em 1938 no Rio de Janeiro, o que na época se justificava apenas como medida estética.

Em Santa Catarina, onde está localizada a matriz da WEG, várias cidades já deram início – mesmo que em pequena porcentagem – à instalação de redes subterrâneas. É o caso, por exemplo, de Joinville, São José, Florianópolis e Lages.

Instalação da fiação subterrânea 

A fiação subterrânea possui um sistema composto por dutos embutidos separadamente no solo a uma profundidade de aproximadamente 50 cm. As concessionárias de energia elétrica utilizam geralmente o duto de PEAD – Polietileno de alta densidade – nessas instalações.

A mudança da rede elétrica aérea para a subterrânea é bastante complexa. Os dutos são apoiados em uma base de concreto. Depois, a cobertura é feita, geralmente, com areia para que seja possível acompanhar a movimentação da terra de modo que, ao passar um caminhão, por exemplo, o impacto da vibração não traga prejuízos. Dependendo da situação, no final, a via volta a ser coberta por terra ou pavimentação.

Na sua extensão, são instaladas caixas de passagem a distâncias variáveis, e pode ser preciso fazer caixas maiores denominadas câmaras de transformação – salas subterrâneas, que abrigam os equipamentos das concessionárias, como transformadores e chaves de desligamento. Essas salas são colocadas nas calçadas e, em casos específicos, em áreas também acessíveis pelos consumidores.

Depois de enterradas, as tubulações são interligadas com os imóveis dos consumidores. As caixas de passagem ao longo da extensão da via servem também de caixa de derivação para atender o consumidor final, fazendo a ligação com cada uma das casas ou dos escritórios.

Exemplos de fiação subterrânea 

São Paulo: a energia da região central da cidade de São Paulo é subterrânea há mais de 20 anos. A Enel Distribuição São Paulo realizou dois projetos de conversão: um na Vila Olímpia, onde foram enterrados fios elétricos em 13 vias da região, correspondentes a 4,2 quilômetros de extensão, e outro na área do Mercado Municipal com nove quilômetros em 40 vias. Existe um decreto que obriga a cidade a enterrar a cada ano cerca de 250 quilômetros de cabos. O projeto em ruas como a Oscar Freire foi iniciativa de empresários. 

Londres: a empresa responsável pela infraestrutura elétrica em Londres investiu mais de US $1 bilhão nos últimos anos para criar um sistema de linhas de transmissão em túneis mais profundos, substituindo a fiação que já ficava embaixo da camada de asfalto. 

Buenos Aires: apesar de ainda ter muita rede aérea, o governo da capital argentina tem avançado na troca dos cabos aéreos por fios subterrâneos. No centro da cidade, a substituição já foi feita. A medida foi incluída em uma grande reforma na área promovida pela prefeitura da cidade na década de 1950. Em outros bairros, está proibida a instalação de novas fiações sobre o solo. 

Paris: a rede elétrica subterrânea de Paris começou a ser instalada em 1910. Conhecida como Cidade Luz, a capital francesa tem toda a sua fiação no subsolo há mais de 60 anos. 

Vantagens e desvantagens da fiação subterrânea

Vantagens da fiação subterrânea

  • Maior confiabilidade
  • Menores indicadores de interrupção/queda de energia
  • Vida útil maior do que 30 anos
  • Paisagem urbana mais limpa

Desvantagens da rede subterrânea

  • Alto custo de implantação (varia de três a 15 vezes mais do que a aérea)
  • Manutenção corretiva demorada pela dificuldade de localização de defeito
  • Interferência de outras empresas (de telefonia, gás, água, TV a cabo)
  • Operação e manutenção especializadas

Agora que você aprendeu um pouco mais sobre a fiação subterrânea pelo mundo, que tal conferir quais são os maiores parques eólicos do Brasil? Clique aqui e saiba mais.

Como funciona o raio-x? Descubra sua história e suas características

Os raios-x foram descobertos em novembro de 1895.

Os raios-x são um tipo de radiação de alta energia produzida a partir da colisão de feixes de elétrons com metais. Essa radiação pode não ser percebida a olho humano, pois está além da frequência máxima que o ser humano pode distinguir. Além disso, possui capacidade de penetrar em organismos vivos e atravessar tecidos de menor densidade.

É muito importante na medicina, pois o raio-x é absorvido pelas partes mais densas do corpo, como ossos e dentes. Também é usado industrialmente, para observar a estrutura interna de objetos, procurando ver se há falhas em sua estrutura.

A descoberta

Os raios-x foram descobertos em novembro de 1895 quando o físico alemão Wilhelm Conrad Röentgen (1845-1923) realizava experimentos em seu laboratório. Trabalhando com tubos de raios catódicos (descobertos por Crookes), Röentgen observou uma inesperada luminosidade e, ao interrompê-la com a mão, viu a imagem de seus ossos exposta em uma tela.

Ao investigar mais a fundo, para entender a origem dessa luminosidade, Roentgen colocou vários objetos entre a ampola e a tela e observou que todos pareciam ficar transparentes. O físico observou que a radiação era capaz de enegrecer filmes fotográficos. Visto que considerava esses raios ainda muito enigmáticos, ele os denominou raios-x.

Em dezembro de 1895, ele pediu que sua esposa, Anna Bertha Röentgen, colocasse a mão entre um filme fotográfico e o tubo no qual os raios eram produzidos. Depois de cerca de 15 minutos, ele percebeu que a imagem dos ossos e as partes moles da mão da mulher estavam impressas no filme fotográfico. Essa foi a primeira radiografia feita no mundo. Em 1901, Wilhelm Conrad Röentgen ganhou o prêmio Nobel de Física por sua descoberta.

Röentgen e a primeira radiografia realizada no mundo
Röentgen e a primeira radiografia, reproduzida em 1985.

Características dos raios-x

O raio-x é produzido em um tubo de raios catódicos. O cátodo, após ser aquecido pela passagem de corrente elétrica, libera elétrons com alta velocidade. Esses elétrons são fortemente atraídos pelo ânodo; nessa atração, eles se colidem. Logo, quando os elétrons dos átomos pertencentes ao ânodo recebem a energia oriunda dos elétrons em movimento, o resultado é a produção de radiações eletromagnéticas que são denominadas raios-x.

Assim como toda radiação eletromagnética, os raios-x não precisam de meio de propagação e movem-se na velocidade da luz (3,0 x 108 m/s). Essa radiação é ionizante, isso quer dizer que ela pode gerar danos ao corpo humano em caso de exposições prolongadas; quanto mais distante da fonte, menor será a intensidade dos raios.

Por isso, pessoas que trabalham com radiografias usam aventais de chumbo (que não permitem que essas radiações atravessem) e se mantêm longe no momento do disparo. 

O equipamento de raio-x na medicina

O grande benefício oriundo da descoberta dos raios-x foi a possibilidade de realizar diagnósticos por imagens. O equipamento de raio-x serve para tirar radiografias, que são como fotografias da parte interna do corpo.

Por meio das imagens geradas, é possível observar estruturas anatômicas, como ossos, órgãos e vasos sanguíneos, sem precisar de cirurgia e facilitando diagnósticos em diversas partes do organismo. É um exame barato, não invasivo e indolor.

O estudo de órgãos do abdômen, a radiografia do tórax para análise de doenças do pulmão e a mamografia, exame que busca identificar câncer de mama, são exemplos de aplicações dos raios-x. Inclusive, o exame é muito importante neste momento em que estamos passando pela pandemia do COVID-19, ajudando no diagnóstico da doença através de imagens do pulmão.

Impressionante como algumas descobertas que acontecem, aparentemente por acaso, podem facilitar e melhorar nossa vida, não é mesmo? Uma dessas descobertas é a bússola, quer saber como ela foi inventada? Clique aqui e descubra! =)

Faça um tour virtual em museus pelo mundo

Dentre as visitas, encontra-se o Museu Nacional do Rio de Janeiro, destruído em setembro de 2018 por um incêndio.

O Google Arts & Culture, anteriormente chamado Google Art Project, é um projeto que busca compartilhar conteúdos relacionados às artes e à cultura do mundo todo de um modo interativo. 

Utilizando a tecnologia do Street View, o visitante pode fazer tours virtuais gratuitos em algumas das maiores galerias de arte e cultura e museus pelo mundo. Ao transitar por eles, é possível visualizar imagens em alta resolução de obras selecionadas de cada museu. Dentre as visitas, encontra-se o Museu Nacional do Rio de Janeiro, destruído em setembro de 2018 por um incêndio.

Que tal fazer um tour virtual em museus pelo mundo?

Para isso acontecer, o site mantido pelo Google tem a colaboração de museus, centros culturais e locais históricos espalhados por diversos países que disponibilizam seus acervos online, superando assim as fronteiras postas pelo espaço físico de suas instalações. Dessa forma, as pessoas podem visitar e observar em 360° lugares muitas vezes inacessíveis devido a distâncias e custos financeiros.

Para facilitar, a ferramenta permite a busca pelo nome do museu, do artista ou da obra de arte que as pessoas querem conhecer. As descrições vêm com detalhes desde a data até o material utilizado na pintura, na escultura ou na fotografia. Por questões de direitos autorais, algumas das obras capturadas com o Street View foram censuradas.

Entre várias seções, está a Art Camera, na qual são disponibilizados registros fotográficos em alta resolução de obras de arte e objetos culturais acompanhados de suas informações. O conteúdo é apresentado de maneira interativa, e os registros fotográficos permitem uma experiência de visualização única. 

No caso de dúvida de qual local ou artista visitar, o site oferece experiências interativas e temáticas que levam para museus pelo mundo todo, basta escolher um tema e partir para a “viagem”.

Artes em gigapixels

E a tecnologia não para por aí. Além do tour virtual, algumas obras específicas receberam atenção especial para o projeto: elas foram digitalizadas por meio da tecnologia de gigapixel, o que permite sua visualização em até 7 bilhões de pixels. Os museus puderam escolher uma de suas obras de arte para ser capturada em resolução de um gigapixel.

No Brasil, duas obras receberam esse processo de digitalização: a obra “Saudade” de Almeida Jr, localizada na Pinacoteca do Estado de São Paulo; e o painel “Os Gêmeos” da dupla Gustavo e Otávio Pandolfo, exposto no lado externo do Museu de Arte Moderna de São Paulo.

“Autorretrato com Macaco”, por Frida Kahlo (1945).

Apoio aos professores

A plataforma Google Arts & Culture pode ser usada como apoio para professores, isso porque traz informações históricas de movimentos culturais, matérias e textos relacionados aos museus pelo mundo.

Para conhecer mais sobre algumas das instituições culturais mais importantes do mundo e fazer passeios virtuais, acesse o Google Arts & Culture.

Em Jaraguá do Sul, além do tour virtual pelo Museu WEG, os museus municipais Emílio da Silva, Casa do Colonizador e Museu da Paz – FEB também possuem visitas virtuais. Que tal começar o passeio pela nossa região?

Continue no blog e veja os Museus mais estranhos do mundo.

O que é mata ciliar, a importância de preservá-la e reconstituí-la

As matas ciliares são fundamentais para o equilíbrio do meio-ambiente.

As matas ciliares são fundamentais para o equilíbrio do meio-ambiente. São florestas, ou outros tipos de cobertura vegetal nativa, que ficam às margens de rios, igarapés, lagos, olhos d’água e represas. Elas oferecem proteção para as águas e o solo, reduzindo o acúmulo de terra, areia e detritos em geral, o que ajuda a manter a qualidade da água e impede a entrada de poluentes. Ela também está ligada às mudanças climáticas e à preservação da fauna e flora. 

A mata ciliar se torna diretamente responsável pelas mudanças climáticas do mundo porque, durante seu crescimento, absorve e fixa dióxido de carbono, um composto químico de extrema importância para a realização da fotossíntese, processo que é vital para a manutenção dos seres vivos. Além disso, as matas ciliares também possibilitam que as espécies (tanto da flora quanto da fauna) possam se deslocar, reproduzir e garantir a biodiversidade da região. 

O nome “mata ciliar” vem do fato de serem tão importantes para a proteção de rios e lagos como são os cílios para nossos olhos.

Quais as causas da degradação das matas ciliares?

O processo de urbanização é uma das principais causas da degradação das matas ciliares. O fato provoca o aparecimento de pragas e doenças na lavoura, além de outros prejuízos econômicos às propriedades rurais, e ainda reduz a erosão das margens, o que gera acúmulo de detritos que prejudicam a vida aquática e a qualidade da água para o uso e consumo humano.

Outra razão da destruição das matas ciliares é a pastagem. A maior umidade das várzeas e beira de rios permite o melhor desenvolvimento de pastagens na estação da seca. Por essa razão, os fazendeiros recorrem a essa opção mais simples, substituindo a mata ciliar pelo pasto.

O desmatamento e as queimadas são outras causas. Um exemplo disso é a Amazônia que sofre, ainda hoje, um processo de diminuição contínua da mata ciliar. O efeito das queimadas também leva ao empobrecimento progressivo do solo.

Leia também: Como é produzida a energia a partir da biomassa, matéria orgânica, de origem vegetal ou animal?

Preservando e reconstituindo a mata ciliar

O Código Florestal Brasileiro, Lei Nº 4.771/65, considera as matas ciliares como Áreas de Preservação Permanente (APPs). A recuperação de áreas degradadas é prevista em leis federais e estaduais. A preservação da natureza é o manejo do uso humano da natureza e compreende a preservação, a manutenção, a utilização sustentável, a restauração e a recuperação do ambiente natural.

A forma de restauração de mata ciliar de mais baixo custo é a regeneração natural, entretanto, é normalmente um processo lento. Se o objetivo é formar uma floresta em área ciliar, em um tempo relativamente curto, visando à proteção do solo e do curso d’água, determinadas técnicas que aceleram a sucessão ecológica podem ser adotadas.

Quanto mais degradada a mata ciliar estiver, maior intervenção humana será necessária, pois a capacidade de regeneração pode estar comprometida. Portanto, é preciso avaliar as condições da área degradada antes de decidir o melhor modo de recuperar e conservar. Essa escolha depende de vários fatores, entre eles: as pessoas envolvidas na recuperação, o grau de degradação da mata ciliar, a existência (ou não) de outras matas semelhantes na região e a distância entre elas e os recursos financeiros disponíveis.

Após a análise dos fatores, o método é escolhido. A seguir estão alguns métodos de recuperação que podem ser aplicados em matas ciliares degradadas.

  1. Plantio total: plantio de todos os indivíduos florestais em espaçamento uniforme por toda a área a ser recuperada.
  2. Enriquecimento: plantio de alguns indivíduos florestais para aumentar a diversidade das espécies pré-existentes.
  3. Regeneração natural: condução das condições ambientais para que a floresta regenere por si só.
  4. Nucleação: combinação de elementos, tanto do meio biótico quanto do físico, que visa proporcionar condições de nichos de regeneração e melhoria da conectividade da paisagem, atuando como base para favorecer a sucessão ecológica.
  5. Sistemas agroflorestais (SAF): sistemas de uso e ocupação do solo em que plantas lenhosas perenes são manejadas em associação com plantas herbáceas, arbustivas, arbóreas, culturas agrícolas, forrageiras e/ou em integração com animais.

Viu como as matas ciliares são importantes? Elas possuem um conjunto de funções extremamente relevantes para a qualidade de vida das populações locais, da bacia hidrográfica, e para a conservação da diversidade de animais e plantas (terrestres e aquáticas) – por isso, devem ser preservadas. Já que o assunto é natureza, você sabe quais elementos naturais são fontes de energia? Clique aqui para conhecer!

Por que as antigas TVs arrepiam os pelos do braço?

Para entender esse desequilíbrio, é preciso conhecer a eletricidade estática.

Chegar perto da tela da TV e sentir os pelos do braço arrepiarem. Se você já experimentou essa sensação, conhece as televisões de tubo, certo? Isso acontece por causa de um fenômeno chamado eletricidade estática, e, com o avanço da tecnologia, os novos televisores não têm o mesmo efeito. Neste artigo, vamos descobrir por que as antigas TVs arrepiam os pelos do braço e podem causar pequenos choquinhos nas pontas dos dedos.

Como funcionam as TVs de tubo

As TVs de tubo funcionam com uma base eletromagnética. Existem três filetes de elétrons que percorrem a tela pela parte de trás em uma grande velocidade, formando a imagem, pixel por pixel, de cima para baixo e da esquerda para direita. A tarefa é tão rápida que o olho não consegue captar a formação da imagem, apenas o resultado dela pronta.

Por que os pelos do braço arrepiam ao chegar perto da tela de TVs antigas?

Quando a televisão de tubo é ligada, seus circuitos internos geram uma alta tensão para o seu funcionamento. Logo, o bombardeio de elétrons responsável pela formação de imagens estabelece uma carga negativa que recobre toda a tela do aparelho. Ao tocarmos nela, reagimos como um fio-terra, que retira a eletricidade do televisor. Os elétrons são atraídos para um corpo não polarizado, sejam as pontas dos nossos dedos ou os pelos do braço, produzindo pequenas faíscas ou deixando os pelos em pé.

De maneira resumida, a alta tensão gerada ao ligar o aparelho é aplicada internamente, bem próximo a tela, e o campo elétrico formado pela alta tensão atrai corpos não polarizados. Para entender esse desequilíbrio, é preciso conhecer a eletricidade estática, que também está relacionada ao pequeno choque que levamos ao encostar nas pessoas ou nos objetos de vez em quando.

Eletricidade estática

Basicamente, a eletricidade estática estuda o comportamento do desequilíbrio elétrico dos átomos de um corpo. Ela está muito presente no nosso dia a dia, seja ao ligar uma TV ou um monitor, ao tomarmos pequenos choques ao encostar na maçaneta de uma porta ou um vidro que, após esfregado com lã, passa a atrair pequenos pedacinhos de papel.

É comum que as pessoas associem o termo eletricidade a equipamentos, algo criado pelo ser humano. Mas, na realidade, a eletricidade se fez presente desde o surgimento do Universo. Um bom exemplo disso é o relâmpago, outro exemplo são os impulsos nervosos que ocorrem em nosso corpo. Muitas vezes, nosso corpo fica tão eletrizado (com acúmulo de elétrons) que acaba descarregando essa energia no primeiro objeto condutor (metal ou o corpo de outra pessoa, por exemplo) que aparece pela frente.

A matéria é constituída por átomos, e eles são formados por prótons, nêutrons e elétrons. Os prótons possuem carga positiva, os elétrons possuem carga negativa, e os nêutrons são eletricamente neutros. Os prótons e os nêutrons formam o núcleo, e os elétrons ficam em constante movimento envolta deste.

Estrutura de um átomo

Para eletrizar um corpo, é necessário fazer com que o número de elétrons se torne diferente do número de prótons nos átomos que formam esse corpo. Se o número de elétrons for maior que o número de prótons, o corpo estará eletrizado negativamente; se o número de elétrons for menor que o número de prótons, o corpo estará eletrizado positivamente.

É quando esse processo de eletrizar um corpo acontece que ele passa a ter eletricidade estática. Ou seja, a eletricidade é chamada estática quando as cargas elétricas se acumulam em um corpo e não se movimentam. As cargas elétricas de sinais diferentes, quando aproximadas uma das outras, atraem-se mutuamente, e cargas de sinais iguais tendem a se repelir. 

Vale lembrar que o arrepio dos pelos ou o choquinho não é igual para todo mundo, pois cada pessoa é única e composta por proporções diferentes entre os tecidos que formam o corpo. Imagine quanto estudo foi necessário para termos toda essa informação. Incrível, não é? Agora que você descobriu por que as TVs arrepiam os pelos dos braços, que tal conhecer alguns mistérios que a física ainda não conseguiu explicar?

Conheça as 10 pessoas mais influentes da ciência em 2020 segundo a revista Nature

Entre as 10 pessoas mais influentes da ciência em 2020, sete estão ligadas à luta para conter a pandemia.

Publicada desde 1869, a revista britânica Nature está entre as mais prestigiadas da comunidade científica do mundo todo. A cada fim de ano, a revista publica a lista das 10 pessoas que se destacaram nos meses anteriores, por contribuições significativas para a ciência.

Em 2020, ano marcado pela pandemia do novo coronavírus, aconteceram muitos estudos científicos em busca do tratamento e das vacinas para a Covid-19, e a lista não poderia ser diferente. Entre as 10 pessoas mais influentes da ciência em 2020, sete estão ligadas à luta para conter a pandemia. É importante frisar que a lista não se trata de um prêmio ou ranking.

Conheça abaixo as 10 pessoas mais influentes da ciência em 2020

Tedros Adhanom Ghebreyesus

Natural da Etiópia, Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde desde 2017, foi um dos nomes mais citados no noticiário global em 2020. Ele foi reconhecido por enfrentar desafios e unir o planeta contra a doença, incluindo os EUA, que acusou a organização de falta de transparência no gerenciamento da pandemia do novo coronavírus. 

Tedros Adhanom Ghebreyesus / Foto: reprodução vídeo

Verena Mohaupt

A alemã Verena Mohaupt foi reconhecida pela Nature por salvar colegas de adversidades no Ártico, onde atuou como chefe de logística de uma missão de pesquisadores. Mohaupt chegou a livrar colegas de um ataque de urso polar ao acionar uma equipe de pesquisa que estava perto do local e manteve cerca de 300 pesquisadores a salvo quando o navio que os transportava ficou preso no gelo por um ano.

Gonzalo Moratorio

Virologista do Instituto Pasteur e da Universidade da República em Montevidéu, Gonzalo Moratorio ficou famoso durante a pandemia da Covid-19 por ser um dos responsáveis pela rápida contenção do vírus no Uruguai. Ele e a pesquisadora Pilar Moreno desenvolveram o teste diagnóstico de coronavírus que permitiu ao Uruguai ter menos de 100 mortes após oito meses de pandemia. O país, que tem sistema de saúde universal e políticas de contenção de epidemias, já se livrou rapidamente de surtos de febre amarela, zika e outras doenças.

Gonzalo Moratorio / Foto: Daniela

Adi Utarini

Em meio à pandemia do novo coronavírus, Adi Utarini,  professora e pesquisadora da Universidade de Gadjah Mada, foi considerada pela Nature uma das personalidades da ciência em 2020 por seu trabalho no combate contra outra doença: a dengue. Ela e sua equipe reduziram em 77% os casos de dengue em partes da cidade de Utarini na Indonésia ao liberarem mosquitos geneticamente modificados, técnica biológica que impede a propagação de doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti.

Kathrin Jansen

Kathrin Jansen é a chefe de pesquisa e desenvolvimento de vacinas da farmacêutica americana Pfizer, uma das poucas empresas do mundo que conseguiram criar uma vacina contra a Covid-19. Atuando junto com a BioNTech, companhia alemã, realizou o projeto em tempo recorde: 210 dias. A vacina traz desafios logísticos como o armazenamento em -70 graus para manter sua eficácia contra o novo coronavírus, mas, ainda assim, o feito científico representou um avanço significativo para a saúde global. Junto a outras vacinas, a vacina da Pfizer ajudará a combater a pandemia e a evitar mortes no mundo todo.

Kathrin Jansen / Foto: Reuters/Carlo Allegri

Zhang Yongzhen

Zhang Yongzhen é virologista do Centro Clínico de Saúde Pública de Xangai e foi reconhecido pela comunidade científica como o primeiro a compartilhar o genoma do novo coronavírus na internet. Tudo começou em 3 de janeiro de 2020 quando ele recebeu uma caixa de metal que continha um tubo de ensaio embalado em gelo seco com cotonetes de um paciente que estava sofrendo de uma pneumonia nunca vista e que varria a cidade de Wuhan na China. Com sua equipe, Zhang analisou as amostras usando a mais nova tecnologia de sequenciamento de alto rendimento para RNA. Em dois dias, depois de trabalharem por 48 horas seguidas, terminaram de mapear o primeiro genoma completo do vírus. A medida permitiu que pesquisadores de todo o mundo pudessem trabalhar a fim de criar tratamentos e vacinas para pessoas infectadas pelo vírus causador da Covid-19.

Chanda Prescod-Weinstein

Apesar da pandemia, 2020 foi um ano bastante agitado para Chanda Prescod-Weinstein, cosmóloga e professora na Universidade de New Hampshire. Ela foi uma das organizadoras do movimento online por diversidade na ciência chamado Strike for Black Lives. O movimento exigia que as instituições científicas enfrentassem o racismo na ciência e na sociedade. Após isso, a comunidade científica adotou a justiça social como parte de sua responsabilidade.

Chanda Prescod-Weinstein / Foto: reprodução vídeo

Li Lanjuan

Aos 73 anos de idade, a epidemiologista Li Lanjuan, da Universidade Zhejiang em Hangzhou, foi rápida ao reconhecer a periculosidade do vírus da Covid-19 para a saúde das pessoas na China. Em 22 de janeiro de 2020, ela pediu uma forte política de isolamento social na populosa cidade de Wuhan. No dia seguinte, a cidade adotou o lockdown que teve importância significativa para conter a propagação do vírus, ainda que algumas pessoas tenham ficado sem atendimento médico durante esse período.

Jacinda Ardern

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, é apontada como a principal responsável pela contenção da pandemia do novo coronavírus no país. Em junho de 2020, ela anunciou que a pandemia estava controlada. Esse cenário foi resultado da adoção rápida de medidas rígidas de isolamento social, logo quando a pandemia foi anunciada pela OMS. Com a colaboração dos 4,8 milhões de habitantes, o país teve 1.504 casos confirmados e apenas 22 mortes. Conheça também outras mulheres que fizeram diferença na história da ciência internacional.

Anthony Fauci

Chefe do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos desde 1984, Anthony Fauci teve uma atuação persistente em 2020, sendo conselheiro do presidente americano Donald Trump sobre como lidar com a pandemia da Covid-19. Mesmo com quase 80 anos de idade, Fauci permanecerá na função para aconselhar o presidente eleito Joe Biden a partir deste ano. Um verdadeiro defensor da ciência, Fauci recebeu ameaças e precisou andar com seguranças para se proteger. 

Anthony Fauci / Foto: Graeme Jennings – Bloomberg – Getty Images

Essa foi a lista tão esperada da revista Nature de 2020. Você citaria mais alguém? Conta para a gente. Já que o assunto é cientistas, conheça os inventos de Marie Curie e como suas descobertas ajudaram centenas de soldados. 😉

Areia mágica: conheça seus mistérios e como fazer em casa

Vamos conhecer os mistérios da areia mágica?

Também conhecida como areia cinética ou areia modelar, a areia mágica possui um aspecto diferente, uma textura que se mistura entre areia e massa de modelar. Talvez você já tenha visto vídeos nas redes sociais de pessoas cortando, batendo e escavando o material em uma experiência sensorial que parece incrível e relaxante. 

Vamos conhecer os mistérios da areia mágica?

Além de chamar atenção das crianças pelas cores vibrantes e inúmeras formas que podem ser criadas, a areia mágica ajuda no desenvolvimento da criatividade, na imaginação e na coordenação motora das crianças. O material é indicado para crianças a partir de 3 anos de idade, é atóxico e dermatologicamente testado, para evitar alergias. Entre os adultos, o brinquedo é um aliado para reduzir o estresse e passar um tempo despreocupado.

O brinquedo é composto com cerca de 98% de areia e não faz sujeira. A areia mágica, depois de espalhada, pode se juntar facilmente. É só passar um pedaço da massa de areia sobre a superfície, e a limpeza está garantida 

Explicação química

O que mais desperta curiosidade na areia mágica é o fato de ela conseguir se manter unida mesmo que sua base seja de areia. Isso acontece porque existe nela uma camada de óleo de silicone que transforma o material e dá a tão adorada consistência. Em entrevista ao LiveScience, Rick Sachleben da Sociedade Americana de Química explicou que “os óleos de silicone têm propriedades únicas, pois podem ser líquidos que fluem livremente ou semissólidos que fluem lentamente na ausência de pressão, mas agem como sólidos de borracha sob estresse”. Essa característica, conhecida como viscoelasticidade, depende do comprimento da cadeia de polímeros do óleo de silicone.

As partículas de areia envoltas em silicone possuem uma determinada continuidade e mantêm seu formato por um algum tempo. Assim, caso uma massa de areia de modelar seja deixada sobre uma mesa, ela começará a perder seu formato. De acordo com Sachleben, a grande vantagem do silicone é que, no caso dele, elas grudam somente entre si, deixando outras superfícies livres do material. Por isso, ela não é grudenta e é muito fácil de limpar.

Como fazer areia mágica em casa

Você pode encontrar a areia mágica em lojas de brinquedos e utilidades, mas também pode fazer a sua. Quer aprender? Veja o passo a passo:

Materiais: 

– Uma xícara de chá de areia fina (branca) 

– Duas colheres de sopa de amido de milho (maizena) 

– Duas colheres de chá de detergente líquido  

– Quatro colheres de sopa de água 

– Uma colher de chá de corante alimentício (da cor de sua preferência) 

Como fazer: 

Coloque a areia fina em uma tigela e acrescente o amido de milho mexendo até se misturarem. Coloque o detergente líquido e então uma colher de sopa de água e mexa até dar forma de massinha. Quando terminar de mexer, acrescente mais uma colher de água e mexa. Faça isso aos poucos até obter a consistência desejada. Depois, misture o corante até ficar uniforme e deixe a massinha secar por uma hora e meia. 

Dica: não exagere na água, vá adicionando-a aos poucos. Após secar, guarde em um pote fechado com tampa. 

Depois, é só aproveitar e botar a mão na “massa”. A areia cinética é uma experiência fácil e muito divertida para fazer em casa. Aproveite para ensinar aos pequenos. =)