O mistério do Triângulo das Bermudas

Os mistérios de uma região onde diversos aviões, barcos e navios desapareceram e nunca mais foram encontrados.

Imagine que exista no planeta Terra uma região onde diversos aviões, barcos e navios desapareceram e nunca mais foram encontrados — e até hoje ninguém sabe certamente o motivo, dando espaço para diversas explicações extrafísicas ou sobrenaturais.

Essa região é conhecida como o Triângulo das Bermudas (ou Polígono das Bermudas), situada no Oceano Atlântico entre as ilhas Bermudas, Porto Rico, Fort Lauderdale na Flórida e as Bahamas, compreende uma área com mais de 2.000.000 Km² em forma de um triângulo imaginário.

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Região onde encontra-se o Triângulo das Bermudas

 

Embora existam diversos eventos anteriores, os primeiros relatos mais sistemáticos começam a ocorrer entre 1945 e 1950. E os números não são nada precisos: os incidentes vão de 200 a 1000 nos últimos 500 anos. Estudiosos dizem que em 1973 a Guarda Costeira dos EUA respondeu a mais de 8.000 pedidos de ajuda na área e que mais de 50 navios e 20 aviões se perderam na zona, durante o Século XX.

 

Teorias

São dezenas de teorias sobre o Triângulo das Bermudas. Os escritores de fantasias apostam em extraterrestres, outras dimensões, resíduos de cristais da Atlântida, armas antigravidade e outras tecnologias esquisitas. Entre as teorias mais técnicas estão campos magnéticos estranhos e emissão de gás metano do fundo do oceano. Para os investigadores mais céticos, a causa dos desaparecimentos é o tempo: tempestades, furacões, terremotos, ondas gigantes e outras causas naturais e humanas.

 

Variações nas bússolas

Os problemas com bússolas são um dos mais citados em vários incidentes no triângulo.

Algumas teorias dizem que existem anomalias magnéticas incomuns nesta área, porém elas nunca foram confirmadas. É válido citar que as bússolas têm variações magnéticas naturais em relação aos pólos magnéticos. Por exemplo, nos Estados Unidos os únicos lugares onde o pólo norte magnético e o pólo norte geográfico são exatamente os mesmos estão em uma linha passando do Wisconsin até o Golfo do México. Os navegadores sabem disso há séculos, mas o público em geral pode não estar informado, o que leva a crer que existe alguma coisa misteriosa na “mudança” na bússola numa área tão extensa como o triângulo, apesar de ser um fenômeno natural.

 

Tempestades e ondas gigantes

Para vários especialistas há muito exagero em torno do assunto e fenômenos bem mais comuns, como tempestades, explicariam boa parte dos naufrágios. Em meados de 2018, cientistas da Universidade de Southampton, na Inglaterra, divulgaram um estudo que atribuiu os desaparecimentos à incidência de ondas gigantes, comuns na região. O fenômeno, registrado pela primeira vez em 1997, mostrou que ondas de até 30 metros de altura aparecem subitamente, duram poucos minutos e têm potência suficiente para afundar grandes navios.

Os cientistas ressaltam que o Triângulo das Bermudas é um local no qual podem se encontrar várias tempestades oceânicas originárias de três regiões diferentes: o Mar do Caribe, o Atlântico Sul e o Atlântico Norte, aumentando ainda mais a potência das ondas.

 

Gás metano 

Uma das teorias mais recentes e com maior crédito no meio científico culpa o gás metano, estocado como hidrato gasoso no subsolo oceânico do Triângulo. O movimento das placas tectônicas muda a pressão e a temperatura das profundezas, transformando esse hidrato em gás. A liberação desse gás atinge a superfície oceânica e se dissolve na água, reduzindo a capacidade de flutuação de um navio e provocando naufrágios.

Além do risco de naufrágio, o gás também provocaria explosões ao atingir a atmosfera, podendo entrar em combustão com a faísca de um motor de barco ou avião.

 

Más lembranças

As histórias e mistérios sobre o Triângulo ainda impressionam. Do Brasil, a catarinense Heloisa Schurmann, que deu a volta ao mundo em um barco entre 1984 e 1994, navegou pela região com o marido Vilfredo alguns anos antes, em 1978. Suas lembranças não são muito boas, Heloisa diz que quando entraram no arquipélago das Bahamas, uma forte tempestade se aproximou. De repente, avistaram um redemoinho de água e imediatamente mudaram de rumo para fugir daquele lugar.

 

***

É importante lembrar que todos os dias uma grande quantidade de aviões e embarcações passa pelo local e saem ilesas. A polêmica e os supostos mistérios existem em virtude de desaparecimentos aparentemente inexplicáveis e ocasionais.

Existem diversos livros e estudos sobre o Triângulo das Bermudas, contudo, boa parte das teses apresentadas são contestadas por parte da comunidade científica. Sendo assim, há a necessidade do desenvolvimento de mais pesquisas para solucionar esse mistério.

Conheça os diferentes tipos de lâmpadas

Você conhece os diferentes tipos de lâmpadas e qual é o melhor jeito de descartá-las?

Quando vamos comprar uma lâmpada nos deparamos com diferentes tipos, voltagens, formatos e cores. São lâmpadas incandescentes, halógenas, fluorescentes e LED, cada uma com suas características, durabilidade e preço. Além de serem essenciais para nossas residências, elas também funcionam como decoração. Hoje vamos falar sobre os tipos de lâmpadas, quais trazem diferenças significativas no ambiente e também na conta de luz.

 

1 . Lâmpada incandescente

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Inventada pelo Thomas Edison em 1879, foi o primeiro modelo que permitiu usar a eletricidade para a geração de luz. Por serem os modelos mais baratos, as lâmpadas incandescentes ainda são muito procuradas no país. Porém, elas não são muito econômicas. Por converter a energia em luz e calor, esse tipo de lâmpada consome mais. Apenas 5% da energia gerada é convertida em luz. Os 95% restantes são transformados em calor, explicando o grande desperdício que geram. A média de vida é de 750 horas, durabilidade considerada baixa por conta do rápido desgaste do filamento de tungstênio. Ela não é mais fabricada desde 2016.

 

Vantagens da lâmpada incandescente:

  • É mais barata
  • Gera muita luz

 

Desvantagens da lâmpada incandescente:

  • Esquenta muito
  • Consome mais energia elétrica
  • Tem vida útil reduzida


2. Lâmpada halógena

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Desenvolvidas em 1955 pelos engenheiros da Philips, as lâmpadas halógenas são um tipo de lâmpada incandescente, só que mais eficientes, possuem filamento de tungstênio, normalmente envolvido por quartzo — diferentemente das lâmpadas comuns, em que o filamento fica livre. Isso significa que o seu processo de iluminação é diferenciado e mais eficiente. A lâmpada halógena possui uma potência superior e gera mais calor comparada à lâmpada de LED. Parte desse calor é jogada para o ambiente, o que aumenta a temperatura do local. Estima-se que as lâmpadas halógenas durem 2000 horas, podendo chegar até 5000 horas.

 

As principais características das lâmpadas halógenas são a aparência natural que ela traz ao ambiente com uma luz branca e brilhante, se assemelhando à iluminação natural e mantendo maior fidelidade das cores. Esse tipo de lâmpada tende a ser mais barata e é encontrada em vários modelos.

 

Vantagens das lâmpadas halógenas:

  • Alto índice de reprodução de cores;
  • Variedade de formatos;
  • Lâmpadas compactas e de elevada intensidade luminosa.

 

Desvantagens das lâmpadas halógenas:

  • Elevado consumo;
  • Baixa durabilidade, comparada com outras tecnologias de iluminação, como a LED;
  • Elevado aquecimento, podendo ser um problema conforme o local de instalação.

 

3 . Lâmpada fluorescente

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Criada em 1895 por Nikola Tesla. Esse tipo de lâmpada pode ser tubular ou compacta, é 80% mais econômica e dura quase 10 vezes mais que a incandescente. Nela, a corrente elétrica emite radiação ao passar por uma mistura de gases e vapor de mercúrio, que fica dentro do tubo. Esse tubo é revestido por um fósforo que transforma a radiação em luz visível. Fornece Luz agradável com temperatura de cor que pode variar de 2.700K (luz quente) até 6.500K (luz fria). Sua média de vida é de 8.000 horas e, apesar do custo ser quase 5 vezes mais do que as incandescentes, duram mais e são mais eficientes. Você pode economizar até 80% na conta de luz ao substituir uma lâmpada incandescente de 60W de potência por uma fluorescente de apenas 15W.

 

Vantagens da lâmpada fluorescente:

  • É mais eficiente energeticamente;
  • Consome menos energia do que as incandescentes;
  • Emite luz branca;
  • Apesar de ser mais cara, ainda é acessível;
  • Pode ser encontrada em vários modelos.

 

Desvantagens da lâmpada fluorescente:

  • Altamente poluente por ter mercúrio e fósforo, logo seu descarte deve ser feito em empresa especializada;
  • Apesar de mais econômica, consome muita energia elétrica se comparada com os modelos de LED, por exemplo.

4 . Lâmpada LED

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Inventadas em 1961 por Robert Biard e Gary Pittman, as lâmpadas de LED são as mais modernas do mercado. São totalmente eletrônicas, compostas de um ou mais diodos emissores de luz, ou seja, semicondutores elétricos fabricados com arseneto de alumínio e gálio, entre outros, que ao receberem energia elétrica, convertem-na em luz, gerando bem menos calor do que as lâmpadas incandescentes, o que representa menos perdas. Esse modelo chega a durar até 50 vezes mais que a incandescente e proporciona economia de até 80% na conta de luz. A versatilidade, a alta eficiência energética e a altíssima durabilidade são os benefícios mais consagrados do LED.

 

Vantagens das lâmpadas de LED

  • É muito econômica;
  • Não emite calor e portanto é considerada uma lâmpada fria;
  • Tem longa durabilidade;
  • Há vários modelos e várias aplicações.

 

Desvantagens das lâmpadas de LED

  • O custo é bastante elevado se comparado com os demais modelos. Mas a longevidade justifica o custo; 
  • Gera pouca luminosidade e portanto é preciso de mais lâmpadas para o mesmo efeito.

 

Bônus: Lâmpada de Filamento

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Inspirada nas primeiras lâmpadas criadas por Thomas Edison no final do século XIX, as queridinhas dos amantes da decoração possuem um estilo retrô e filamentos de carbono que formam diversos desenhos dentro do bulbo de vidro, dando charme para as lâmpadas. Elas transformam o local, sendo utilizadas em luminárias, lustres e pendentes. Por consumirem bastante energia elétrica, não devem ser usadas como iluminação principal de um ambiente, apenas com um toque decorativo. 

 

Uma lâmpada muito antiga

No acervo do Museu WEG você pode ver uma lâmpada de 1890 que pertencia a um dos donos da WEG, o Sr. Werner. Ela é composta por uma base em alumínio dourado rosqueado, um bulbo de vidro contendo gás inerte ou vácuo em seu interior para proteger o filamento de carbono de alta resistência muito fina que, aquecida acima de aproximadamente 900K, passa a emitir luz, inicialmente bastante avermelhada e fraca, passando ao alaranjado e alcançando o amarelo, com uma intensidade luminosa bem maior, ao atingir sua temperatura final, próximo do ponto de fusão do carbono, que é de aproximadamente 3800K.


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Lâmpada de 1890 – acervo do Museu WEG

 

Descarte correto

Quando é necessário fazer o descarte de uma lâmpada, é comum termos dúvida sobre o modo de descartar: podemos jogar as lâmpadas no lixo comum? Além do perigo que o vidro pode causar para os garis, algumas lâmpadas como as fluorescentes possuem substâncias tóxicas que são prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.

Todos os componentes das lâmpadas são reaproveitáveis: vidro, metal e os componentes químicos. Quando estes materiais são separados adequadamente e descontaminados, conforme determinado em legislação ambiental específica, eles podem ser reaproveitados. 

Tanto os fabricantes quanto as lojas que vendem lâmpadas devem possuir postos para a coleta e o descarte correto das mesmas. Então, não deixe que este material seja levado para aterros comuns, quando for comprar uma nova lâmpada, encaminhe as velhas ou queimadas para o descarte correto.

 

Museus na era digital

Estamos na era digital e os museus tradicionais precisam se transformar e criar novas formas de apresentar seus conteúdos e engajar seus visitantes.

Com o advento da tecnologia mudamos a maneira e a velocidade que nos relacionamos com as pessoas e também com os lugares — restaurantes, lojas, universidades e espaços culturais estão descobrindo novas maneiras de atuar, reinventando seus serviços a fim de acompanhar esse novo ritmo. É porque, enquanto o mundo vem se transformando por meio dos avanços tecnológicos e da hiperconexão, cabe a nós a inclusão e criação de experiências agradáveis para quem nasceu numa época onde o digital era apenas uma previsão do futuro, e para quem nasceu numa época onde o digital está presente desde o seu primeiro dia de vida. 

 

Não dá para negar. Estamos na era digital e os museus tradicionais precisam se transformar e criar novas formas de apresentar seus conteúdos e engajar seus visitantes. O que estamos vendo hoje é a inclusão da linguagem interativa, recursos multimídia, realidade aumentada, a união das experiências digitais em espaços físicos e o trabalho em rede entre os museus. Além disso, as instituições também contam com novas formas de realizar seus serviços burocráticos de gestão e salvaguarda do acervo. 

IMG_7056O Museu WEG se preocupa em atender uma geração que já nasceu conectada

 

As tendências para o museu da era digital abrangem o desenvolvimento de médio a longo prazo na sociedade, tecnologia, economia, meio ambiente e política e são identificadas como:

 

Diversificação de Conteúdo

Enquanto as pessoas têm cada vez mais acesso ilimitado à informação, como é possível que os museus apresentem seus conteúdos de maneira atrativa? Como falamos no início do texto, é preciso atender uma população em envelhecimento no meio de um número crescente de Millennials (a geração da internet), logo, é preciso diversificar o conteúdo a fim de atender as necessidades dos que esperam interfaces digitais como parte de sua experiência de usuário e aqueles que podem preferir uma experiência mais tradicional.

virtual1No Museu WEG, o virtual e o tradicional se complementam

 

Experiências imersivas

O avanço da tecnologia e serviços digitais já transformou o modo como interagimos e vivenciamos as experiências em espaços físicos. Estamos migrando para ambientes híbridos, onde as tecnologias digitais e o espaço tradicional se encontram para criar experiências imersivas. Com os dados gerados pelos visitantes, os museus podem continuar a melhorar e aprimorar suas experiências e exposições.

 

Espaços sustentáveis e abertos

Os museus devem considerar a importância de seu papel na criação de espaços públicos, incentivando o intercâmbio cultural entre visitantes tão distintos em idade, habilidades e origens sociais e econômicas. Aqui entram as questões ambientais, de segurança, acesso e inclusão universal. É preciso pensar no conforto e no local de fala das pessoas, permitindo que o público tenha uma experiência completa, sem esquecer dos impactos no ecossistema.

passeioNo site do Museu WEG o visitante pode fazer um passeio virtual por todas as salas do museu museuweg.net/tour-virtual 

 

Sites, exposições interativas e redes sociais, quando falamos de experiências digitais, é importante lembrar que a experiência digital não substitui a real. Um objeto não deixa de existir no museu, mas passa a existir também em um ambiente virtual, onde pode ser visto por um número muito maior de pessoas, possibilitando a democratização do conhecimento. O museu que disponibiliza seu acervo on-line não transferiu a experiência para o universo tecnológico, mas agregou novos olhares à visitação.

 

Hoje, os visitantes buscam uma participação mais ativa na visita aos museus — que não precisam deixar de ser o que são, mas devem agregar experiências que ofereçam inclusão e contem histórias memoráveis.

 

Fontes: Triscele | Revista Museu

Seis descobertas da ciência que aconteceram por acaso

A ciência está geralmente associada a muito estudo e experimentos cuidadosos, mas existem inúmeras descobertas que foram por acaso.

Você já ouviu falar sobre serendipidade? De maneira simples, essa palavra pouco usada no nosso vocabulário quer dizer “um acaso feliz”, é um acontecimento favorável, uma descoberta acidental, o dom de fazer boas descobertas ao acaso. E é sobre isso que vamos falar hoje.

A ciência está geralmente associada a muito estudo e experimentos cuidadosos, mas existem inúmeras descobertas que foram pura serendipidade: descobertas que aconteceram por um erro, resultado inesperado ou puro acaso feliz! Vamos conhecer algumas?

 

Raios-X

Em 1895, o físico alemão Wilhelm Conrad Rontgen estudava o fenômeno da luminescência produzida por tubos catódicos, quando cobriu com papel preto um tubo de vidro onde eram realizados experimentos com corrente elétrica e observou uma fluorescência sobre uma tela que estava do outro lado da sala. Ele chamou essa “luz invisível” de “raios-X”, pois a considerava muito enigmática. Ao fazer testes, descobriu que essa radiação atravessava tecidos moles, deixando os ossos como sombras visíveis. Testou a radiação na mão de sua mulher usando uma chapa fotográfica e produziu a primeira imagem de raio-X da história. Pela descoberta, o cientista recebeu o primeiro Nobel de Física, em 1901.

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Wilhelm Conrad Rontgen deu início à radiografia

 

Penicilina

Em 1928, o biólogo escocês Sir Alexander Fleming estava fazendo testes com a bactéria Staphylococcus, durante o estudo percebeu que um dos pratos do experimento foi contaminado por mofo. Em vez de descartar e recomeçar do zero, ele decidiu ver o que ia acontecer. Percebeu, então, que a bactéria não crescia onde o mofo, identificado como Penicillium, havia se desenvolvido. A substância produzida por ele deu origem a penicilina, um antibiótico utilizado para tratar diversas doenças infecciosas até hoje.

 

Forno de microondas

Ao perceber que uma barra de chocolate derreteu em seu bolso, o engenheiro norte-americano Percy Spencer, então gerente de uma empresa de equipamentos de uso militar, descobriu, em 1946, a lógica do microondas. O doce amoleceu porque Spencer ficou parado próximo a um magnetron, dispositivo usado no desenvolvimento de radares. Intrigado, expôs grãos de milho que rapidamente se transformaram em pipoca. Ele então criou um campo de alta densidade, injetando as microondas de um magnetron em uma caixa metálica, para que não pudessem escapar. A primeira versão do forno foi colocada à venda cinco anos depois.

 

Fogos de artifício

Essa é uma das descobertas acidentais mais antigas. Cerca de 2.000 anos atrás, na China, um cozinheiro misturou enxofre, salitre (nitrato de potássio, um produto parecido com o sal de cozinha) e carvão em fogo. Onde o cozinheiro estava tentando chegar? Não se sabe, mas ele acabou fazendo uma descoberta que seria conhecida em todo o mundo. A mistura foi chamada de “fogo químico” e quando comprimida em pedaços de bambu, ela explodia. Através da experimentação, os chineses descobriram que podiam produzir um impulso que faria o bambu voar pelo e assim nasceram os fogos de artifício. Uma curiosidade é que eles  acreditavam que o barulho dos fogos de artifício mantinham os maus espíritos longe da cerimônia.

 

Marcapassos

Wilson Greatbatch estava trabalhando em um dispositivo para monitorar e gravar as batidas do coração humano quando cometeu um erro. Inseriu um transistor em seu dispositivo 100 vezes mais poderoso do que ele normalmente usaria. Isso fez com que o instrumento criasse impulsos elétricos que simulavam perfeitamente a batida do coração. Em vez de arruinar tudo, o equívoco fez com que o dispositivo não monitorasse o batimento cardíaco, mas sim o criasse. Sua mais nova invenção foi um marcapasso interno.

O primeiro protótipo de Greatbatch foi implantado em um cão em 1958 e controlou seus batimentos cardíacos com sucesso e sem dificuldade. O primeiro paciente humano a receber um foi um homem de 77 anos que viveu 18 meses, enquanto um jovem receptor viveu 30 anos com o seu. Greatbatch começou a procurar melhorias para o invento e fundou sua própria empresa e hoje tem 350 patentes em seu nome.

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Wilson Greatbatch, inventor do marcapassos

 

Teflon

Essa é para quem gosta de química. Em 1938, o químico norte-americano Roy Plunkett usava um cilindro durante uma pesquisa com fluidos refrigerantes, quando o fluxo de gás emperrou dentro do equipamento. Para ver o que tinha acontecido, desmontou o cilindro e encontrou dentro dele um pó branco — o politetrafluoretileno — que mais tarde seria conhecido também como teflon. Considerado o material menos aderente que existe na Terra, é usado nas indústrias aeroespaciais e de comunicações e também, para a alegria dos cozinheiros, nas panelas.

 

Viu, só? Muitas coisas que nos cercam foram descobertas por acaso e, ainda bem, não foram deixadas de lado. Insistir no estudo e experimentação é a chave para que grandes descobertas facilitem nossa vida. Que a serendipidade — ou acaso feliz — te acompanhe! 😉

Os elementos da natureza como fonte de energia renovável

Há muito tempo a água corrente move moinhos, o fogo cozinha alimentos e os ventos movimentam as velas das embarcações.

Desde os primórdios a humanidade busca formas de produzir e armazenar energia. Há muito tempo a água corrente move moinhos, o fogo cozinha alimentos e os ventos movimentam as velas das embarcações. Com o passar dos anos, o homem descobriu maneiras cada vez mais engenhosas de utilizar os elementos da natureza como fonte de energia.

Os recursos naturais usados para gerar energia são chamados de fontes de energia renováveis, isto porque são recursos que se renovam, como a luz do sol, água dos rios, força dos ventos, materiais orgânicos, força das ondas, força das marés e o calor do interior da Terra. Veremos mais sobre eles no decorrer do texto!

 

Fontes de energia renováveis:

1. SOL: o sol cumpre função na matriz energética renovável e pouco poluente. A energia solar é produzida por painéis instalados nos telhados das construções. Esses painéis absorvem a luz proveniente do sol e a transformam em energia elétrica. A energia solar é considerada limpa porque não produz resíduos poluentes e gases de efeito estufa. Ela é sustentável porque é gerada por um processo natural que se repõe constantemente, necessitando apenas da emissão de raios solares para existir.

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2. VENTO: a energia produzida a partir do vento é chamada de eólica. Para aproveitar o vento que sopra em terra, são criados enormes parques eólicos com turbinas instaladas em torres de até 150 metros de altura que transformam os ventos em energia cinética. As hélices giram ativando aerogeradores que produzem eletricidade para abastecer residências, empresas e indústrias. Há milhares de anos versões menores e mais rudimentares dessas turbinas são usadas para bombear água e moer grãos. Ela é barata, renovável e também não contribui para o efeito estufa. 

3. ÁGUA: a energia hídrica ou hidráulica é produzida, geralmente, por meio de centrais hidroelétricas associadas a barragens de grande ou média capacidade; requer uma grande infraestrutura para ser produzida em escala. Para uma usina hidrelétrica funcionar, por exemplo, é preciso levantar uma barragem. Com ela, acumula-se um volume significativo de água que será liberado aos poucos e com grande pressão para fazer girar as turbinas hidráulicas e gerar energia elétrica.

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4. ONDAS E MARÉS: a força que provém do aproveitamento das ondas e marés oceânicas também pode gerar energia. As marés são influenciadas pelas forças de atração (gravidade) que o Sol e a Lua exercem sobre o nosso planeta. Quanto mais alinhados estiverem o Sol, a Lua e a Terra, maior será o efeito de alta nas marés. A energia marítima é uma fonte renovável — já que o movimento das águas dos oceanos é um fenômeno natural, abundante e contínuo — e limpa, por não poluir nem contribuir para o aquecimento global.

5. BIOMASSA: a biomassa é gerada a partir da decomposição de materiais orgânicos como esterco, restos de alimentos e resíduos agrícolas e é fonte renovável e inesgotável de energia. Por meio dos processos de combustão, gaseificação, fermentação e líquidos resultantes da decomposição de materiais, a biomassa pode gerar eletricidade, calor e até biocombustíveis. Essa fonte é considerada uma forma de energia limpa, já que dá um novo uso a resíduos que iriam para lixões ou aterros.  

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6. TERRA: você sabia que o calor da Terra também pode gerar energia? É o que chamamos de energia geotérmica, nesse caso o interior da Terra produz vapor e água quente que podem ser usados por geradores de energia, como turbinas, para produzir energia elétrica sustentável ou, para outras aplicações de energia renovável, como o aquecimento e geração de energia para a indústria. Essa energia pode ser extraída de reservatórios subterrâneos profundos através da perfuração, ou de reservatórios geotérmicos mais perto da superfície.

Além de ser imprescindível para a nossa sobrevivência, a natureza também colabora com as modernas invenções do homem, tornando nossa vida mais fácil e sendo uma alternativa para cuidar melhor do nosso meio ambiente. <3

O que aconteceria se o Sol desaparecesse?

Certo dia você acorda e percebe que o sol sumiu! O que vai acontecer com a Terra?

Certo dia você acorda e percebe que o sol sumiu! É claro que essa é uma história impossível de acontecer — ele jamais desapareceria de uma hora para a outra. Alguns astrônomos até calculam que daqui a 7,5 bilhões de anos o nosso sol começará a desaparecer, sofrendo uma explosão que dará origem a uma estrela menor, que continuará a brilhar.

Mas vamos supor que o sol desapareceu. Nesse caso, como ele leva um pouco mais de 8 minutos para viajar até nós, esse seria o tempo que nossa estrela ainda permaneceria visível no céu. A Terra não cairia na mais completa escuridão logo de cara. As cidades continuariam iluminadas enquanto houvesse eletricidade, as estrelas ainda estariam brilhando no céu e os planetas que fazem parte do Sistema Solar ficariam visíveis por um curto período de tempo. Mas logo o planeta ficaria sem luz e os efeitos da escuridão não seriam nada animadores. Dependendo da quantidade de energia que a espécie humana fosse capaz de produzir artificialmente, até poderia resistir alguns anos.

 

 

Sem poder fazer fotossíntese, os primeiros a sumirem da Terra seriam os vegetais, já que não poderiam mais usar os raios solares para produzir alimento, e a maioria das espécies de menor porte iriam sumir em pouco tempo. Em seguida, desapareceriam aqueles que dependem dos vegetais para sobreviver: os animais herbívoros.

 

 

Outro problema seria que nosso planeta sofreria com o resfriamento, a temperatura da superfície da Terra despencaria para zero grau depois da primeira semana sem sol, com o tempo, os oceanos também congelariam e o nosso mundo se transformaria em uma esfera de gelo, interrompendo o ciclo da água. Sem água, é muito difícil imaginar vida. 

 

 

Só que, antes de tudo isso acontecer, precisamos lembrar que o sol concentra 99,8% da massa do Sistema Solar, sendo a força gravitacional que mantém todos os planetas onde estão, “presos” em suas órbitas ao redor do sol. Isso quer dizer que, a primeira coisa que aconteceria, é que tanto a Terra, a lua e demais planetas sairiam “voando” espaço afora.

A Terra orbita a uma velocidade de 107.200 km/h e, a princípio, continuaria na mesma velocidade depois que o sol sumisse, mas em vez de movimentos circulares ele seguiria andando em linha reta. Se não colidisse com outros planetas ou asteróides, a essa velocidade a Terra levaria 43 mil anos para cruzar uma distância de 4,3 anos-luz. De modo que, após 1 bilhão de anos, nosso planeta teria andado 100 mil anos-luz, o que vem a ser a extensão de toda a Via Láctea.

 

 

Muito curioso, né? Mas pode ficar tranquilo, enquanto você existir, o sol vai continuar brilhando! 🙂

10 séries e documentários sobre Ciência & Tecnologia para ver na Netflix

Acreditamos que estudar também pode ser divertido e, por isso, hoje separamos algumas séries e documentários para você aprender muito!

Existem diversas maneiras de aprender um novo tema, estudar, complementar uma leitura ou lembrar de um assunto visto em aula. Acreditamos que estudar também pode ser divertido e, por isso, hoje separamos algumas séries e documentários que estão disponíveis na Netflix — o serviço de streaming possui um catálogo com muita coisa bacana sobre ciência, natureza, tecnologia e curiosidades do universo. Que tal dar uma olhadinha?

 

Confira abaixo as 10 dicas que separamos:

 

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  1. Cosmos: A Spacetime Odyssey

Uma das mais famosas séries documentais do catálogo. Em Cosmos, o astrofísico Neil deGrasse Tyson apresenta como nós descobrimos as leis da natureza e achamos nossas coordenadas no espaço e no tempo.

 

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  1. Bill Nye Saves the World

Com muito humor, o premiado Bill Nye recebe especialistas e celebridades em seu programa de entrevistas e analisa em seu laboratório questões científicas do dia a dia.

 

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  1. O universo

Essa série pioneira do History Channel mistura impressionantes animações com ideias sobre planetas distantes e outras maravilhas celestiais. 

 

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  1. Mission Blue

Nesta série, a oceanógrafa e ecoativista Sylvia Earle divulga as condições dos oceanos e retrata sua campanha para salvar os oceanos do mundo de várias ameaças, como a pesca abusiva e os resíduos tóxicos.

 

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  1. Science of Star Wars

A série de documentários aborda a ciência de “Star Wars” e mostra quais das tecnologias apresentadas nos filmes já estão se tornando realidade.

 

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  1. Eu e o Universo

Nesta série de curiosidades aparecem germes, emoções, mídia social e muito mais. É a ciência presente na nossa vida explicada de um jeito fácil de entender.

 

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  1. Star Trek: Discovery

A série acompanha as viagens da Frota Estelar a bordo da USS Discovery na descoberta de novos planetas e formas de vida, sem esquecer as histórias e questões pessoais dos tripulantes. 

 

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  1. O Código Bill Gates

Minissérie que faz uma jornada pela mente brilhante de Bill Gates — descubra quem o influenciou e quais são as metas que o bilionário ainda pretende alcançar.

 

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  1. Abstract: The Art of Design

Descubra como pensam os designers mais inovadores em diferentes áreas e saiba como seu trabalho influencia todos os aspectos da nossa vida.

 

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  1. Explicando… O coronavírus

Em 2020, o mundo mudou. Esta série investiga a pandemia do coronavírus, os esforços para combatê-la e os impactos na saúde mental.

 

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Essas são só algumas dicas entre tantos programas legais para assistir. O universo da natureza, ciência e tecnologia está a um clique de distância. E, se você não possui acesso à Netflix, aproveite para explorar o YouTube ou os podcasts que citamos neste post. Já escolheu por qual vai começar? Então pega a pipoca e tenha uma ótima sessão! =)

Museu WEG na 18º Semana de Museus: confira a programação

O tema definido para a edição de 2020 é: “Museus para a Igualdade: diversidade e inclusão”.

As coisas andam um pouco diferentes, e é reinventando o jeito chegar até vocês que o Museu WEG participa de mais uma Semana de Museus. A ação é permanente e coordenada pelo Ibram – Instituto Brasileiro de Museus. Desde 2003, ocorre anualmente em todo o território nacional em comemoração ao Dia Internacional de Museus (18 de maio). 

 

Em todas as edições, o Ibram empreende um conjunto de ações que visa à mobilização das instituições a partir de uma programação especial em torno do tema sugerido pelo ICOM – Conselho Internacional de Museus. O tema definido para a edição de 2020 é: “Museus para a Igualdade: diversidade e inclusão”. O Museu WEG é referência em acessibilidade e, unindo a experiência com o tema proposto, pretende fazer com que pessoas com necessidades especiais se sintam ainda mais convidadas a participarem dessa história.

 

O formato neste ano não poderia ser diferente: para falar sobre o assunto, acontecerão duas lives no Instagram do Museu nos dias 18 e 20 de maio. No Instagram, as convidadas irão discorrer um bate-papo sobre acessibilidade em museus e espaços culturais, conceitos sobre acessibilidade e os desafios que este campo tem dentro dos espaços culturais, assim como acessibilidade museológica em tempos de pandemia e pós pandemia. O público também poderá participar enviando perguntas que serão respondidas ao final das lives.

 

Programação

 

Live: Autismo e inclusão nos Museus: uma visão familiar!

Dia 18/05/2020 às 19h

Mediação: Patrícia Tatiane Schubert – Educadora no Museu WEG

Convidada: Alessandra Caputo Costa — Química industrial e mãe realizada de duas pessoas fantásticas, sendo uma delas com autismo.

Convidada: Juliana Elis Müller de Jesus — Psicóloga. Formação em Psicodrama. Formação em Neuropsicologia. Especialista em Gestão de Pessoas. Especialista no Transtorno do Espectro Autista. Trabalha há quase cinco anos na Associação de Amigos do Autista.

  

Live: Acessibilidade em Museus: para quê e para quem?

Dia 20/05/2020 às 16h

Mediação: Gabriella Eger Lux – Coordenadora Museológica no Museu WEG

 Convidada: Amanda Tojal – Arteinclusão

Currículo: Museóloga e Educadora de Museus. Graduada em Educação Artística pela Faculdade Armando Álvares Penteado e Pós-graduada em Museologia pela Faculdade de Sociologia e Política de São Paulo. Mestre em Artes e Doutora em Ciências da Informação pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. Consultora em Acessibilidade e Ação Educativa Inclusiva para públicos com deficiências em museu e instituições culturais como, Museu de Arte Contemporânea da USP, Pinacoteca do Estado de São Paulo, Museu do Futebol/SP, Museu Casa de Portinari (Brodowski/SP), M.H.P. Índia Vanuíre (Tupã/São Paulo), Museu WEG de Ciência e Tecnologia/SC, Museu Oscar Niemeyer (Curitiba/PR), Museu de Arte do Rio/RJ, Museu do Amanhã/RJ, Museu Felícia Leirner (Campos do Jordão/SP), Reserva Natural Sesc em Bertioga/SP, entre outros. Docente de cursos de formação em Acessibilidade Cultural e Ação Educativa Inclusiva em diversas instituições do Brasil. Curadora da Exposição Itinerante para públicos inclusivos “Sentir pra Ver: gêneros da pintura na Pinacoteca de São Paulo”, desde 2012. Vice-presidente e Conselheira do Conselho de Museologia (COREM 4R), gestões 2013 a 2018. Sócia diretora da empresa Arteinclusão Consultoria em Ação Educativa e Cultural, desde o ano e 2003.

 

Gostou? Será uma semana incrível e de muito conhecimento! Contamos com sua presença nas lives. <3 Para não perder, siga o Museu WEG no Instagram: www.instagram.com/museuweg

 

O mistérios dos neutrinos de alta energia encontrados na Antártida

Nos últimos anos um mistério envolvendo neutrinos causou muitas perguntas pela Antártida.

A Antártida possui um enorme potencial para descobertas científicas e, desde o final do século XIX, é local de uma verdadeira jornada pelo conhecimento devido às suas condições climáticas e geográficas únicas, no continente estão bases de pesquisadores de cerca de 30 países, incluindo o Brasil. Nos últimos anos um mistério envolvendo neutrinos causou muitas perguntas por lá.

Esse mistério começou quando um equipamento da NASA chamado Anita detectou partículas muito discretas, chamadas de neutrinos, alcançando uma energia altíssima no céu antártico. O problema é que o Anita compartilha espaço com um outro detector de neutrinos, que é muito maior e abrangente, o IceCube, e ele, curiosamente, não observou nenhum outro neutrino de alta energia. Vamos entender essa história?

 

Neutrinos, IceCube e Anita

Neutrinos são partículas tão minúsculas que são as menores partículas conhecidas. Sua massa é 100 milhões de vezes menor que a do próton – uma das partículas que formam o núcleo dos átomos. Isso equivale a um bilionésimo de trilionésimo de trilionésimo de um grama.

Os neutrinos estão por todos os lugares. Bilhões deles estão atravessando seu corpo e toda a Terra nesse momento, muito provavelmente emitidos pelo sol. Apesar de muito abundantes, essas partículas são bastante antissociais. Por serem muito pequenos, os neutrinos fazem suas viagens pelo Universo sem quase nunca interagir com nenhuma outra partícula. Isso os torna basicamente indetectáveis, é por isso que também são conhecidas como “partículas fantasmas”.

O conjunto de teorias da física que explica o mundo subatômico, prevê a existência de neutrinos de alta energia, essas partículas são mais raras, e também muito mais sociáveis. Isso porque, quanto maior a energia de um neutrino, maior a probabilidade dele interagir com algo em seu caminho.

 

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Neutrino registrado no observatório IceCube, na Antártida – ICECUBE COLLABORATION

 

Para procurar esses viajantes cósmicos existem equipamentos específicos. O Observatório de Neutrinos IceCube é o principal deles, com mais de cinco mil sensores de luz enterrados no gelo da Antártida. Assim, quando um neutrino de alta energia atravessa a Terra, ele pode interagir com um átomo da Antártida e essa interação é pega pelos sensores. Qualquer neutrino pode interagir, mas os de alta energia são mais perceptíveis. Quando um neutrino de energia incomum atinge o IceCube, um sinal é disparado e astrônomos do mundo todo imediatamente apontam os telescópios para a região do espaço de onde ele veio.

 

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IceCube Observatory – Foto de Sven Lidstrom, IceCube, NSF via New York Times

 

Outro aparelho capaz de detectar esses neutrinos de alta energia é da NASA, chamamos ele de Anita. Ele fica em um balão flutuante no céu gelado do continente e procura por neutrinos extremamente energéticos. Os aparelhos são capazes de gerar sinais de rádio e interagirem quando encontram algum átomo no gelo antártico.

É com esses dois detectores que inicia o nosso mistério: o Anita detectou, em três eventos diferentes, neutrinos de energia absurdamente alta saindo do solo da Antártida. O curioso é que quanto mais energéticos são os neutrinos, maior é a probabilidade de que eles interajam com outras partículas, e os detectados vinham de um ângulo onde, provavelmente, teriam atravessado toda a Terra sem parar.

Não é impossível que um neutrino super energético cruze o planeta despercebido. Mas para que um tivesse essa chance, muitos outros teriam que ter falhado na missão. E o IceCube não identificou nenhum outro neutrino de alta energia naquele momento. Também não houve conhecimento de fenômeno cósmico (como um buraco negro supermassivo) que poderia ter originado os neutrinos. Anteriormente, os cientistas haviam descoberto neutrinos vindos do sol e de restos de supernovas próximas, mas nenhuma dessas fontes é forte o suficiente para lançar partículas tão energéticas na direção da Terra. Logo, como o Anita detectou um neutrino sem que o IceCube detectasse dezenas de outros que pertenceriam ao mesmo “lote” com características semelhantes?

Pode ter sido sorte que o Anita detectou um neutrino em um milhão, mas a chance disso ter acontecido é tão pequena que os pesquisadores do IceCube começaram a especular se essa partícula de alta energia é mesmo um neutrino. Um artigo científico com vários autores analisando o caso está disponível aqui, ainda em estágio de pré-publicação (isto é: não foi revisado por outros cientistas)

As detecções do Anita não pareciam fazer sentido para as regras da Física atual. Físicos do mundo todo começaram a estudar o acontecido até que, em 22 de setembro de 2017, um único neutrino viajando a praticamente a velocidade da luz atravessou a Terra e passou pelos detectores do IceCube. Tinha aproximadamente 290 TeV de energia. O impacto provocou um alerta notificando os astrônomos caçadores de neutrinos.

Quando os cientistas rastrearam o caminho do neutrino, chegaram a um ponto no espaço próximo a constelação de Orion, onde simultaneamente vários telescópios registraram um grande clarão. Naquele pedaço do céu estava um objeto grande e distante chamado blazar, que despertou e começou a emitir partículas pelo espaço. Isso incluiu uma grande quantidade de raios gama, que foram detectados pelo telescópio Fermi Gamma-Ray.

Os raios gama vieram de uma galáxia gigante chamada TXS 0506+056, onde há um buraco negro colossal. Enquanto engole tudo ao seu redor, o buraco negro produz partículas extremamente energéticas que estão exatamente na direção da Terra.

Evidências sugerem que TXS 0506+056 é o responsável por atirar os neutrinos em direção a Terra, o que significa que os cientistas descobriram pelo menos uma fonte dessas partículas. A descoberta é um passo na direção de encontrar a origem dos raios cósmicos, um dos maiores quebra-cabeças da astrofísica.

 

Conheça o Blazar TXS 0506+056: 

Apesar de ser uma das prováveis fontes de todos os raios cósmicos, a caçada de outras fontes dessas partículas energéticas continua, galáxias em formação, supernovas interagindo, explosões de raios gama de baixa luminosidade, galáxias de rádio nos centros aglomerados, entre outras variedades de fontes astrofísicas que poderiam contribuir para o fluxo dos neutrinos. Por enquanto, nos resta teorizar, mas uma coisa é certa: os neutrinos captados na Antártida abrem uma nova janela à astronomia e ao universo.

Novas tecnologias para o agronegócio

A WEG vem trabalhando para o desenvolvimento de motores e outras soluções para atuar em aplicações agrícolas.

Com o crescimento da população mundial, a demanda da produção agrícola também aumentou, e o seu desenvolvimento só é possível com novas tecnologias e maneiras de alcançar resultados mais assertivos e sustentáveis. Esse cenário foi iniciado com a chegada da mecanização no campo, possibilitando a produção em grande escala, e essa alta produtividade necessita de processos que oferecem mais praticidade ao produtor rural.

De acordo com a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a produção agrícola mundial deve crescer 20% em dez anos, logo, a tecnologia tem um papel fundamental nessa revolução.

É por isso que a WEG vem trabalhando para o desenvolvimento de motores e outras soluções para atuar em aplicações agrícolas. A implementação de motores nos diversos segmentos primários, como na pecuária, vêm exigindo equipamentos com tecnologia cada vez mais avançada, que sejam projetados e construídos para atender as demandas de operações de serviço contínuo. Esse tipo de ação, que implica em partidas e paradas frequentes, requer motores de alta confiabilidade e que sustentem a carga adicional imposta pelo ambiente severo.

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A WEG produz soluções que vão desde a captação de água para o cultivo, até sistemas completos para o acompanhamento de processos.

 

Tecnologias WEG para o agronegócio

Com produtos para atender os mais diversos segmentos, a WEG tem diversas soluções, como:

 

  • SISTEMAS DE BOMBEAMENTO DE CAPTAÇÃO E IRRIGAÇÃO, E BEBEDOUROS: solução solar para as bombas de captação e irrigação, em pivôs de irrigação, bebedouros de animais, etc.

 

  • SISTEMAS OFF GRID: solução solar para locais remotos sem energia elétrica disponível.  

 

  • SISTEMAS FLUTUANTES: solução de geração solar para colocar em lagos e reservatórios de água, espaço sem utilização, e com redução na evaporação de água.

 

  • SISTEMAS FINAMIZÁVEIS: a WEG possui os geradores fotovoltaicos com índice de nacionalização para financiamentos com recursos do BNDES, exclusivos para produtores rurais. 

 

  • ALTERNADORES SÍNCRONOS: disponíveis a partir de 7,5 kVA, os alternadores síncronos são aplicados em grupos geradores a diesel e gás. Operam nos regimes de emergência, horário de ponta ou operação contínua. São alternadores de alta performance, com rendimentos mais altos – menor consumo de combustível, menor emissão de perdas – menor geração de calor no ambiente, com caixa de ligação ampla, com facilidade de acesso para manutenção e reconexão de cabos e flexibilidade de fixação dos pés, adequando a base do cliente. 

 

  • W22 – EFICIÊNCIA ENERGÉTICA PARA O AGRONEGÓCIO: com o olhar voltado para o desenvolvimento tecnológico para o agronegócio, a WEG lança a linha de motores W22, que garante alta eficiência, excelente relação custo-benefício, redução do consumo de energia elétrica, fácil manutenção e baixos níveis de ruído e vibração. Os motores elétricos W22 são para uso geral e têm como principais aplicações: pivô de irrigação, bombas, ventiladores, compressores, moinhos, britadores e talhas. A principal linha de motores industriais da WEG também apresenta maior rigidez e excelente dissipação de calor, o que aumenta a vida útil dos mancais e os intervalos entre lubrificações. 

 

  • MOTOR PARA AERADOR – AUMENTO DE PRODUTIVIDADE: amplamente utilizado no segmento de piscicultura e carcinicultura, o motor para aerador garante um rendimento de alta performance, que resulta em um maior intervalo entre as manutenções e lubrificações, além de apresentar redução nos ruídos e facilidade na instalação, maximizando a produtividade e também o tempo do produtor. Conta com exclusivo sistema de isolamento WISE® (WEG Insulation System Evolution), que eleva a rigidez dielétrica do bobinado, permitindo a operação com inversores de frequência até 690 Volts e motor com índice de rendimento IR3, que atende os níveis de rendimento exigidos pela Portaria interministerial nº 01, que entrou em vigor a partir de agosto de 2019.

 

  • WEG MOTOR SCAN – MONITORAMENTO PERIÓDICO DOS MOTORES ELÉTRICOS: ícone de performance e tecnologia, a WEG trouxe muito mais conectividade para a indústria 4.0 com o WEG Motor Scan, um sensor de fácil instalação para o monitoramento periódico dos motores elétricos. O dispositivo permite analisar a performance do motor, evitando paradas e perdas na produção, e assim, garante a integridade dos motores instalados na fábrica, a fim de aumentar a eficiência e produtividade do trabalho. O WEG Motor Scan capta os dados do motor, envia ao smartphone ou tablet via Bluetooth® ou Gateway e passa por Wi-Fi todas as informações em tempo real para a nuvem, que armazena os dados e os transmite para a WEG IoT Platform, onde podem ser acessados em maior profundidade. E o melhor: o WEG Motor Scan foi atualizado com novas funcionalidades. O sensor que não para de evoluir agora também monitora redutores, geradores, bombas, compressores, transformadores e tudo mais que você imaginar e a sua produção precisar. 

 

Exemplo de aplicação do Motor W22 no agronegócio

Para que você possa entender como essas soluções funcionam na prática, descrevemos a seguir um caso real da aplicação do Motor W22.

Um distribuidor de equipamentos para processamento de grãos, que utilizava um motor para acionar seus secadores, realizou a substituição para os motores WEG W22, próprios para regime de serviço pesado, e descobriu que esta linha era mais adequada às suas necessidades e trazia mais valor à sua aplicação. O retorno sobre o investimento foi tão expressivo que, após a mudança, ao longo dos últimos 18 meses, continuaram a modernizar seus equipamentos utilizando produtos WEG.

Isto aconteceu porque os motores WEG da linha W22 oferecem um fator de serviço de 1,25 cv com 100HP, que os produtos concorrentes não ofereciam. O motor é o mais propício para aplicações agrícolas, pois oferece compatibilidade com “harmônicas em sistemas elétricos”, que é uma anormalidade na qualidade da energia que está sendo entregue a um sistema. Essas anormalidades podem incluir baixo fator de potência, variações de tensão, variações de frequência e surtos. Os motores WEG são projetados para acomodar esses tipos de problemas, que podem ocorrer em aplicações agrícolas.

Além disso, os motores W22 suportam o desequilíbrio de tensão, que ocorre porque as fazendas contam com energia fornecida pelas concessionárias em muitas fases diferentes. Essa corrente variável representa um desafio para os agricultores e seus equipamentos, pois eles precisam de motores que possam operar com eficiência sem perder potência. À medida que as fazendas se expandem para espaços maiores — alguns de até 5.000 acres — surge a necessidade de mudança para motores próprios para regime de serviço pesado, pois é necessária mais tensão, e um motor trifásico ajuda a reduzir os custos. Assim, a construção dos motores WEG, em comparação com motores de uso geral, é a melhor opção para o tipo de aplicação exigido pelas fazendas.

Seja para o pequeno, médio ou grande produtor, não param de surgir novas tecnologias para a praticidade do homem do campo. O uso de equipamentos agrícolas como os produtos WEG garante aos proprietários de fazendas a confiabilidade que eles precisam para operar sem ter o risco de uma parada não planejada.