O que é eletroquímica?

Você sabe do que se trata a eletroquímica?

A eletroquímica está muito presente no nosso dia a dia, inclusive, se você está lendo este artigo, é porque a eletroquímica está em ação.

Ela é encontrada em pilhas e baterias, celulares, lanternas, calculadoras, computadores e muitos outros objetos do nosso cotidiano. Trata-se de um dos ramos da físico-química que estuda as relações existentes entre reações químicas e a corrente elétrica.

As reações estudadas na eletroquímica podem ser divididas em oxirredução (oxidação e redução), pilhas, baterias e a eletrólise. Lendo sobre cada uma dessas reações, você terá uma compreensão mais aplicada sobre o que é a eletroquímica. Vamos lá?

Reações da eletroquímica

Para entender melhor e observar a aplicação da eletroquímica no nosso dia a dia, confira abaixo como cada uma das reações estudadas por esse ramo da físico-química funciona. 

Reações de oxirredução

A oxirredução é um fenômeno químico. Nele, há a produção de energia elétrica a partir da ocorrência da oxidação e da redução de espécies químicas. Suas reações são caracterizadas pela perda e pelo ganho de elétrons:

  • Oxidação é a perda de elétrons. É provocada pelo elemento chamado de agente oxidante.
  • Redução é o ganho de elétrons. É provocada pelo elemento chamado de agente redutor.

Em resumo, isso significa que, no processo de oxirredução, ocorre a transferência de elétrons de uma espécie para outra. 

Quando um átomo ou íon recebe elétrons e tem a sua carga ou o seu número de oxidação (Nox) diminuído, dizemos que ele sofreu uma redução. Já a espécie que perde os elétrons sofre a oxidação, tendo o seu Nox aumentado.

As ações de oxirredução estão presentes no cotidiano, como na oxidação do ferro (quando forma a ferrugem), na redução de minérios metálicos para a produção de metais, formação do aço, corrosão de navios, etc.

Pilhas e baterias

Em resumo, a pilha converte energia química em energia elétrica de modo espontâneo. Ela também é chamada de célula eletroquímica, é composta por dois eletrodos e um eletrólito. Quando conectamos duas ou mais pilhas, forma-se uma bateria.

A conversão de energia química em energia elétrica ocorre por meio de uma reação de oxirredução. 

Esse processo acontece espontaneamente, pois há a transferência de elétrons entre um metal que tem a tendência de doar elétrons (lado negativo: ânodo) por meio de um fio condutor para um metal que tem a tendência de receber elétrons (lado positivo: cátodo).

Algumas pilhas ou baterias não podem ser recarregadas, essas são chamadas de primárias. Nelas, a reação de oxirredução funciona por determinado período, fornecendo energia ao sistema até que a reação química se esgote e o dispositivo pare de funcionar.

No entanto, as pilhas ou as baterias secundárias são recarregáveis e podem ser utilizadas diversas vezes. Um exemplo disso é a bateria usada em automóveis (baterias chumbo/óxido de chumbo ou chumbo/ácido).

Esse tipo de bateria é recarregada quando recebe uma corrente elétrica contínua, a diferença de potencial recebida é capaz de inverter os polos e mudar o sentido da reação química, fazendo com que a bateria funcione e grande parte do ácido sulfúrico se regenere.

Conheça o inventor da pilha voltaica.

Eletrólise

Ao contrário das pilhas, a eletrólise é a reação de oxirredução que ocorre de modo não espontâneo e converte energia elétrica em energia química.

Existem dois tipos de eletrólises:

Eletrólise ígnea: é aquela que se processa a partir de um eletrólito fundido, ou seja, pelo processo de fusão. É feita com ausência de água. A corrente elétrica passa pela substância iônica na fase líquida (fundida). 

Um exemplo disso é a eletrólise do cloreto de sódio (sal de cozinha) fundido, que produz o gás cloro e o sódio metálico – este último é tão reativo que chega a explodir em contato com a água.

Eletrólise aquosa: neste caso, temos íons fornecidos pela substância dissolvida na água. Em solução aquosa, a eletrólise pode ser realizada com eletrodos inertes ou eletrodos ativos (ou reativos).

Um exemplo da utilização da eletrólise aquosa é no revestimento de peças com metais que se oxidam mais facilmente que o metal que constitui a peça para protegê-la contra a corrosão. 

Aplicações da eletroquímica

Para visualizar melhor todos os exemplos citados neste artigo, descrevemos mais algumas circunstâncias do nosso cotidiano nas quais a eletroquímica entra em ação, são elas:

  • – Reações no corpo humano.
  • – Fabricação de aparelhos eletrônicos.
  • – Carregamento de pilhas e baterias.
  • – Galvanoplastia: revestimento de peças de ferro e aço com zinco metálico, impedindo a ferrugem de materiais.
  • – Dezenas de aplicações na indústria química.

Agora já descobrimos um pouco mais sobre a eletroquímica, que ela estuda as relações entre reações químicas e a corrente elétrica e está muito presente no nosso dia a dia. 

Leia também sobre o eletromagnetismo terrestre. 

Compostagem doméstica: aprenda o que é e como fazer a sua

Vamos entender mais sobre a compostagem e como fazer a sua composteira em casa?

Muito se fala sobre a importância da reciclagem de materiais como plástico, papel e vidro separando-os dos resíduos orgânicos, que exigem decomposição.

Mas boa parte do resíduo que geramos em casa é orgânico, principalmente restos de comida. É aqui que entra a compostagem doméstica feita por composteiras. Elas são dispositivos que podem ser feitos em casa e que dão o destino correto aos resíduos.

Ter uma composteira contribui de modo sustentável com o meio ambiente, reduzindo o descarte de resíduo orgânico em aterros, e ainda pode enriquecer o solo do seu quintal ou da sua horta com um material rico em nutrientes. 

Vamos entender mais sobre a compostagem e como fazer a sua composteira em casa?

O que é uma compostagem?

Para o Ministério do Meio Ambiente, a compostagem é definida como “uma forma de recuperar os nutrientes dos resíduos orgânicos e levá-los de volta ao ciclo natural, enriquecendo o solo para agricultura ou jardinagem.

Além disso, é uma maneira de reduzir o volume de lixo produzido pela sociedade, destinando corretamente um resíduo que se acumularia nos lixões e aterros gerando mau cheiro e liberação de gás metano e chorume.”

Logo, a compostagem doméstica é uma solução simples e que ocupa pouco espaço. Podendo ser feita dentro de casa, em apartamento ou no seu jardim, o material produzido pode ser usado nas suas plantas ou doado para vizinhos e amigos.

As vantagens são muitas: além de aproveitar toda a matéria orgânica, esse processo é ambientalmente sustentável, seguro e natural; auxilia na recuperação e na fertilidade do solo e pode até mesmo ser uma fonte de renda.

Para quem não tem tempo de fazer uma compostagem doméstica, existem empresas que recolhem resíduos orgânicos e fazem a compostagem, garantindo uma destinação sustentável para o resíduo.  

Ciclo da compostagem. Fonte: WWF

Em grande escala, os resíduos orgânicos podem até mesmo produzir energia e substituir combustíveis fósseis e poluentes, como o petróleo e o carvão, por exemplo. 

Tipos de compostagem

O processo é geralmente dividido em dois tipos: vermicompostagem e micro-organismos. A primeira, vermicompostagem, é realizada com a presença de minhocas californianas de origem Europeia.

O resultado é o húmus da minhoca que atua na melhoria das características físicas, químicas e biológicas do solo. Para um bom resultado, alguns cuidados extras são exigidos: não se deve colocar alimentos cítricos ou cozidos, ossos, queijos e processados. 

Já no processo por micro-organismos não há presença de minhocas, ela é feita exclusivamente pelos resíduos. O resultado é um composto orgânico que também atua na melhoria das qualidades do solo. É mais fácil de controlar quando comparado com a vermicompostagem.

Como fazer compostagem doméstica de micro-organismos

A compostagem em pequena escala é utilizada, em geral, em residências, e você pode ter uma na sua casa. Mas, antes de sair criando sua compostagem, é preciso entender que ela não é uma prática baseada somente em depositar os resíduos orgânicos.

Algumas variáveis precisam ser controladas no ambiente interno das caixas da composteira, como temperatura, umidade e pH. Veja algumas dicas para começar a sua!

Passo 1: escolha do local adequado

Escolha um local arejado ou ao ar livre, mas cuidado para que ela não fique exposta ao sol, à chuva e ao vento. 

Passo 2: escolha o recipiente

A composteira pode ser uma lata de lixo grande ou um balde de plástico, por exemplo. É necessário fazer alguns furos no fundo do recipiente para que o líquido do material orgânico em decomposição possa passar.

Embaixo, deve haver outro recipiente para armazenar esse líquido, como uma bacia mais rasa, por exemplo. Porém, ela não pode ficar em contato direto com a composteira, é preciso de espaço para que os materiais se separem. 

Passo 3: prepare os resíduos

Misture o lixo da sua cozinha e do seu jardim. O ideal é ter mais resíduos marrons (serragem, folhas secas, papelão e folhas de jornal) do que verdes (frutas, vegetais, grama, borra de café). 

Essa divisão é importante pois os elementos marrons são ricos em carbono, enquanto que os verdes contribuem com nitrogênio. Seu composto também precisa de oxigênio e umidade; por isso, caso o material fique muito seco, acrescente um pouco de água.

Tenha atenção com materiais que não devem ser utilizados, como, por exemplo, carnes, óleos e gorduras, fezes de animais domésticos, pão e massas, temperos fortes (alho, pimenta) e limão.

Passo 4: distribua o material na composteira

O segredo para acelerar o processo de decomposição é distribuir o material em camadas: uma de nitrogênio (material úmido) para três de carbono (material seco, como folhas, papelão e serragem).

Passo 5: adube o seu solo

Agora é só esperar para poder recolher o material e adubar o solo. Ao longo das próximas semanas, os restos de comida vão se transformar em solo. 

Quando tiver aspecto e cheiro de terra, o seu composto estará pronto. Lembre-se de que ele não é um substituto para a terra, mas sim um fertilizante natural para nutri-la.

Como citamos anteriormente, o resíduo orgânico pode, além de virar adubo, ser uma solução para produzir energia elétrica. Continue no blog e veja como a WEG tem aproveitado os resíduos sólidos urbanos para produzir energia.

Cores: por que enxergamos colorido?

Será que as cores realmente existem?

Um dos principais sentidos do corpo humano, a visão é uma das formas mais potentes de percepção e interpretação de tudo o que nos cerca. 

As cores e as luzes atraem o nosso olhar, e tudo que está à nossa volta parece ser colorido: a natureza, os objetos, as cidades. Mas e se você descobrisse que, na verdade, as cores não existem? Elas são fabricadas pelo nosso cérebro.

Isso acontece porque os objetos absorvem as cores que estão na luz branca. Quando essa luz reflete nos nossos olhos, na camada chamada de retina, as células chamadas de cones e os bastonetes transmitem a informação sobre as cores para o nosso cérebro. 

Por ser um processo individual, cada pessoa percebe as cores de um jeito. Continue a leitura para entender melhor como as cores se formam e por que enxergamos colorido.

Como as cores se formam

Antes de falarmos sobre como os nossos olhos enxergam as cores, vamos entender como elas se formam.

Quando dizemos que as cores não existem, é porque as tonalidades só aparecem na presença da luz branca, que é a mistura de várias cores. Sem a luz, não há cor, apenas um espaço vazio representado pelo preto.

Ou seja, a cor é a impressão causada nos olhos pela luz. A cor neutra é o branco, ele é a união de todas as cores que podemos enxergar, compostas pelos espectros de vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta. 

A ausência de luz – ou inexistência de cor – é representada pelo preto, já que não consegue refletir luminosidade nos objetos.

Diferenciamos uma tonalidade da outra por meio do fenômeno físico chamado “comprimento de onda”. Isso quer dizer que as cores são ondas que vibram em velocidades diferentes. Quanto mais rápida a onda, mais azulada ela fica; e quanto mais lenta, mais avermelhada.

Quando um feixe de luz toca um objeto colorido, parte desse feixe é refletida enquanto parte é absorvida pelo objeto, porém, só podemos ver a cor correspondente à frequência que foi refletida.

Logo, a cor de um objeto é justamente a cor que ele não absorveu. Se uma maçã é vermelha, é porque ela absorve muito todas as cores, menos a vermelha – que é refletida para o nosso olho.

Newton e o prisma

A descoberta de que as cores são nada mais que luzes refletidas sobre o branco pode ser um pouco impactante. Imagine então em 1665 quando Newton apresentou a sua teoria.

Acontece que, por muitos séculos, o arco-íris era um grande mistério da natureza. Ninguém sabia como ou por que aquele arco colorido surgia. Da mesma forma, o feixe multicolorido que saía de dentro dos prismas também era um mistério.

O surgimento dessas cores era tão misterioso que as pessoas acreditavam serem obras de espectros, como seres fantásticos parecidos com fantasmas.

Até então, artistas e cientistas viam o branco como uma cor pura, e não uma mistura de cores. Mas essa concepção foi alterada pelo cientista inglês Isaac Newton.

Em 1665, Newton fez um experimento que mudaria tudo. Ele dispunha apenas de alguns prismas, lentes e da luz do sol. Através de um pequeno furo em uma cortina, o cientista obteve um feixe de luz que fez incidir sobre o prisma.

A luz, depois de passar pelo prisma, projetava sobre a parede uma mancha com as cores distribuídas do vermelho ao violeta. 

Esse feixe colorido foi focado por uma lente e direcionado para um segundo prisma. As cores então se misturaram, resultando em luz branca.

Para não haver dúvidas, o mesmo feixe atravessou um terceiro prisma e novamente se separou nas cores do arco-íris. Essa é a prova definitiva de que a luz branca é composta por todas as cores.

Como as cores chegam aos nossos olhos

Hora de entender como essa “mágica” funciona para os nossos olhos e por que enxergamos colorido.

O caminho que a luz refletida por um objeto percorre no nosso olho é o seguinte: ela atravessa a córnea, a íris (responsável por regular a quantidade de luz recebida pela pupila), a pupila, o cristalino e chega até a retina.

É dentro da retina que as imagens são formadas, nela, existe uma camada de células bem pequenas e sensíveis à luz – os fotorreceptores. 

Eles são de dois tipos: bastonetes, que funcionam em lugares mais escuros, e os cones, que se adaptam à luz e são responsáveis pelas cores que enxergamos.

Cada um vê uma cor

Uma cor nunca será exatamente igual para todas as pessoas. Isso acontece porque as densidades de recepção da luz variam de um indivíduo para outro. 

É o nosso cérebro que produz as cores, o que gera variações de acordo com cada observador: o azul que você vê pode não ser a mesma tonalidade de azul que seu amigo vê.

Além disso, algumas pessoas têm daltonismo – um distúrbio da percepção visual identificado pelo não funcionamento dos cones, os responsáveis pela diferenciação das cores.

Logo, o indivíduo com daltonismo sente dificuldade em apontar a diferença das tonalidades, como tons de vermelho ou laranja. A confusão também existe entre verde, vermelho, azul e amarelo, que são cores oponentes. 

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Agora você já sabe como somos capazes de ver o mundo colorido e que cada pessoa vê o mundo de um jeitinho. Continue no blog para mais curiosidades! Que tal conhecer um pouco mais sobre a lua?

Como ser mais sustentável em 2022?

Você pode começar a ser mais sustentável ainda hoje.

É comum associar a palavra “sustentabilidade” às ações de grandes empresas, governos e políticas ambientais. Existe a impressão de que, perto delas, o impacto individual é insignificante. Mas isso não é verdade!

A soma das nossas ações pode trazer benefícios enormes. Como cidadãos, podemos escolher ser mais sustentáveis e contribuir com o que está ao nosso alcance, ajudando a construir um mundo melhor para as futuras gerações. 

Quando um novo ano se inicia, sentimos uma carga extra de energia e vontade de mudar o mundo. Que tal aproveitar o momento e pôr em prática alguns hábitos mais sustentáveis?

Você pode começar a ser mais sustentável ainda hoje. Confira as nossas dicas!

Principais dicas para ser mais sustentável

Grandes mudanças podem nos deixar um pouco receosos, mas, quando pensar em como ser mais sustentável, tenha em mente que pequenos hábitos diários fazem toda a diferença.

Abaixo, listamos os principais hábitos que você pode ter como inspiração para uma vida mais sustentável. 

Priorize materiais reutilizáveis na cozinha

Materiais descartáveis podem ser substituídos por reutilizáveis. É o caso do copo plástico ou da embalagem do seu lanche, eles ficam na natureza por centenas de anos, e boa parte vai parar nos oceanos. Quanto mais consumimos, mais o volume desse resíduo cresce.

Um exemplo: se você passar um cafezinho por dia, em um ano, serão mais de 300 coadores e 300 copinhos que deixarão de ir para o lixo, vindo somente de você! 

Opte por soluções simples como: substituir o copo plástico por copo reutilizável, utilizar sacolas retornáveis (ecobags), comprar produtos a granel, trocar o coador de café descartável por opções de cerâmica, inox ou tecido. 

Separe o lixo

Quando resíduos orgânicos se misturam com o lixo reciclável, muitos materiais acabam sendo inutilizados.

Não é difícil fazer a separação do lixo na sua casa: reserve um cesto para o material seco (vidros, plásticos, latas, papéis, embalagens longa vida etc.) e um cesto para os chamados resíduos úmidos, como restos de comida.

Esse é um processo muito simples e que facilita todo o processo de reciclagem, além do trabalho dos catadores que separam e vendem esse tipo de material.

Economize água

Se quisermos ter água potável por mais tempo, precisamos economizar, e não é difícil. Evite banhos demorados e feche a torneira enquanto se ensaboa ou escova os dentes. 

Evite também lavar calçadas e carros com água escorrendo pela mangueira, opte por um balde para fazer isso. Acumule a roupa e lave-as de uma só vez para otimizar a água na máquina de lavar.

Outra dica é identificar e verificar se há vazamentos em casa. Uma torneira pingando uma gota por segundo pode desperdiçar 46 litros de água em um dia. Então, fique atento!

Ilumine-se com consciência

Troque as lâmpadas da sua casa pelas ecológicas. A iluminação de LED, por exemplo, tem maior durabilidade e apresenta uma economia de energia de 88% em relação às lâmpadas incandescentes.

As lâmpadas fluorescentes também são mais econômicas e duram de 6 a 10 vezes mais do que as incandescentes. Veja mais sobre os tipos de lâmpadas clicando aqui.

Olhe com carinho para seu guarda-roupas

Investir em peças duráveis e atemporais é uma ótima dica para comprar roupas e ser mais sustentável, assim você utilizará a peça por mais vezes.

Cuide das peças que você tem. Reforme, troque, revenda, doe, compre também em brechós. Dessa forma, o ciclo da roupa será o mais longo possível. 

Experimente novos meios de transporte

Sabemos que o automóvel é um facilitador. Mas, sempre que possível, procure alternativas para chegar ao seu destino.

Vale caminhar, pedalar, pedir carona a um amigo ou utilizar transportes coletivos.

Deixar o carro em casa ajuda a reduzir a emissão de gases do efeito estufa, e você ainda economiza com o combustível e contribui para melhorar o trânsito.

Inspire outras pessoas

Por último, mas não menos importante, inspire outras pessoas! Atitudes são contagiantes, por meio do seu exemplo, outras pessoas terão vontade de cuidar do meio ambiente também.

Aqui no Museu WEG queremos ser um exemplo disto. Por isso, hoje o nosso consumo de energia vem de painéis solares e o próximo passo é um sistema de captação da água da chuva, falaremos mais sobre ela no decorrer do ano!

Nada é mais reconfortante do que ter consciência de que estamos fazendo a nossa parte e incentivando outras pessoas a fazerem o mesmo. Seja parte da mudança que você quer ver no mundo! Comece a ser mais sustentável ainda hoje.

Gostou do nosso conteúdo sobre sustentabilidade? Continue no blog e descubra 06 inovações tecnológicas a favor do meio ambiente.

Calendário gregoriano: por que o ano termina no dia 31 de dezembro?

Afinal, por que o ano termina no dia 31 de dezembro?

Muitos historiadores acreditam que o Ano-Novo foi o primeiro feriado a ser comemorado pelos povos antigos. Existem registros de que essa festa acontecia na Babilônia desde 2.000 a.C. 

A passagem de ano muda de acordo com o país e a cultura que está inserida. No Brasil, celebramos o Ano-Novo no dia 1° de janeiro, na China, a festa acontece no início de fevereiro. 

Para os judeus, no final de setembro; para os muçulmanos, a passagem do ano ocorre durante o mês de maio.

A noite em que comemoramos a passagem de ano é nomeada de “réveillon”, a palavra tem origem francesa e significa “despertar, acordar”, uma referência ao novo ano que se inicia.

Para entender a origem dessa festa, precisamos entender o calendário gregoriano. Vamos lá?

O que é e como surgiu o calendário gregoriano?

A palavra calendário vem do latim calendarium, que significa livro das calendas – esse livro era usado na Roma Antiga para contar os dias das festividades religiosas marcadas no início de cada mês lunar.

O calendário gregoriano, também conhecido como cristão ou ocidental, é o calendário solar para contagem dos anos, dos meses, das semanas e dos dias pela maioria dos países, incluindo o Brasil, e que tem como base as estações do ano.

Surgiu com o objetivo de corrigir os erros do calendário anterior: o calendário juliano, que não contemplava o movimento de translação da Terra, ou seja, o tempo que a Terra demora para dar volta em torno do Sol. 

O novo calendário foi criado na Europa em 1582 por iniciativa do papa Gregório XIII, que dá origem ao nome gregoriano, e tornou-se o mais usado no mundo atualmente. O calendário gregoriano não é perfeito, mas é mais preciso do que o seu antecessor.

O calendário gregoriano surgiu para corrigir o calendário juliano.

Entre os defeitos dele estão: a irregularidade da duração dos meses, que possuem entre 28 a 31 dias, a relação entre a data e o dia da semana e a mobilidade de datas cristãs, como a Páscoa.

Como funciona o calendário gregoriano?

A implementação do calendário gregoriano permitiu ajustar o calendário com os eventos astronômicos, como o equinócio de primavera e o solstício de inverno. Conheça algumas curiosidades:

  • É um calendário solar, baseado no movimento da Terra ao redor do Sol.
  • Possui 365 dias que são divididos em 12 meses, desses, 4 meses possuem 30 dias (abril, junho, setembro e novembro), e 7 meses possuem 31 dias (janeiro, março, maio, julho, agosto, outubro e dezembro).
  • Fevereiro varia entre 28 dias e 29 dias, fazendo com que o ano tenha 365 ou 366 dias.
  • Esse dia a mais acontece nos anos bissextos, que são aqueles múltiplos de 4 e 400, mas que não são divisíveis por 100. Acontecem a cada quatro anos.
  • O calendário possui 52 ou 53 semanas com 7 dias iniciados pela segunda-feira, segundo o padrão internacional.

Por que o ano termina no dia 31 de dezembro?

Para entender o motivo de o ano terminar em 31 de dezembro, precisamos voltar para a história do calendário. Até o século VIII antes de Cristo, o ano possuía 10 meses lunares, iniciando sempre na primavera, que acontecia em meados de março. 

Porém, o ritmo dos meses não se ajustava muito bem com as estações, o que prejudicava a dominante atividade em plantações e colheitas. 

O segundo rei de Roma, Numa Pompilio, resolveu então fazer algumas alterações e acrescentou o 11º mês, ianuarius (janeiro), e o 12º, februarius (fevereiro). Do mesmo jeito, o ano romano continuou começando na primavera até 153 a.C.

Todos os anos, naquela época, em Roma, os cônsules romanos eram nomeados anualmente pelo Senado em março. Mas, em 153 a.C, o Senado precisou antecipar a data das nomeações devido à Guerra. As nomeações então passaram a acontecer em janeiro. 

Esse novo esquema de calendário acabou sendo adotado, e, depois de muito estudo, alterou-se o calendário de Roma, que deu lugar, em 46 a.C., ao calendário juliano.

Mesmo com a mudança do calendário, boa parte dos povos continuou comemorando a virada de ano em outras datas – a preferida continuava a ser em 25 de março. Ainda demoraria para que o dia 1° de janeiro fosse adotado na maior parte do mundo.

Foi só em 1350 que Pedro IV de Aragón definiu o dia do Natal, 25 de dezembro, como o ano novo oficial. No decorrer dos séculos XIV e XV, outros monarcas acabaram adotando essa mesma data. 

Já no século XVI, o reino da Espanha, em consequência ao êxito de sua expansão para a Europa, adotou o dia 1° de janeiro como a data do início do ano, e, com o passar do tempo, isso se alastrou pelo ocidente.

Ou seja, a comemoração do Ano-Novo do dia 31 de dezembro para o 1° de janeiro é bem recente. Além disso, em grande parte do mundo, principalmente em regiões onde o cristianismo não prevalece, a comemoração do “réveillon” acontece em outras datas.

Outros calendários que você pode conhecer são, por exemplo, os calendários islâmico, chinês e maia.

Gostou de descobrir a história do Ano-Novo? Continue no blog e faça uma viagem pelos museus mais antigos do mundo.

Mas, afinal, o que é o pré-sal?

Você está pronto para conhecer as águas ultraprofundas e descobrir o que é o pré-sal?

Muito se fala sobre o pré-sal e como sua descoberta foi importante para todo o mundo nos últimos anos.

O óleo leve e de excelente qualidade possui um alto valor comercial. Uma realidade que coloca o Brasil entre os principais atores no cenário energético mundial.

Cerca de 2/3 da superfície do planeta são cobertos por água, e, para conhecer o pré-sal, precisamos explorar as águas ultraprofundas que são, basicamente, encontradas a uma profundidade de mais de 1.501 metros.

Você está pronto para conhecer as águas ultraprofundas e descobrir o que é o pré-sal

O que é o pré-sal?

Geologicamente falando, o pré-sal se refere a uma área de reservas petrolíferas, formadas principalmente por rochas carbonáticas, localizada abaixo de uma profunda camada de sal no subsolo marinho.

Imagem: Asmetro-SN

Essa área é chamada de pré-sal em razão da escala de tempo geológica, ou seja, o tempo de formação do petróleo. Isso quer dizer que a camada de reserva de petróleo do pré-sal foi formada antes da rocha de camada salina que a cobriu por milhões de anos.

Como o pré-sal foi formado?

A camada de pré-sal foi formada pela separação dos atuais continentes Americano e Africano, que começou há cerca de 150 milhões de anos.

As depressões causadas pela separação dos continentes deram origem a grandes lagos. Nas regiões mais profundas desses lagos, foram acumuladas enormes quantidades de matéria orgânica proveniente, em maior parte, de algas microscópicas. 

Ao se misturar com sedimentos e passar por um processo que envolve altas temperaturas e pressões, essa matéria orgânica transformou-se em óleo e gás em um processo chamado geração.

Durante a separação dos continentes, as partes mais rasas, como as grandes ilhas, receberam muitas conchas calcáreas (as coquinas) e posteriormente viraram depósitos de estromatólitos (tipos de algas que formam rochas calcáreas). 

São esses dois tipos de depósitos que constituem os principais reservatórios do pré-sal.

À medida que os continentes se distanciaram, os materiais orgânicos que estavam acumulados nesse novo espaço foram sendo cobertos pelas águas do Oceano Atlântico, que então se formava. Naquele tempo, o clima árido era predominante.

Esse clima contribuiu para a evaporação da água marinha, que causou a acumulação de sais depositados sob a matéria orgânica. O acúmulo resultou na espessa camada de sal que funcionou como uma barreira para impedir que o petróleo chegasse à superfície.

Nesse período, processos termoquímicos transformaram a camada orgânica em hidrocarbonetos (petróleo e gás natural).

Pré-sal no Brasil

No Brasil, entre os estados de Santa Catarina e Espírito Santo, existe uma área de aproximadamente 149 mil quilômetros quadrados no mar chamada de Polígono do Pré-Sal, uma das mais importantes descobertas de petróleo e gás natural dos últimos anos.

Hoje, o pré-sal brasileiro é um dos três maiores produtores de petróleo do mundo, o que garante que o país se resguarde em caso de eventuais crises energéticas. 

As descobertas de petróleo nos reservatórios do pré-sal reforçam o papel do Brasil como importante ator no cenário energético mundial e geram importante insumo para o desenvolvimento econômico do país.

Obstáculos para a extração do pré-sal

– A profundidade: o petróleo fica abaixo de pelo menos 2 km de água, mais 2 km de rocha e, por fim, 2 km de crosta de sal.

– O sal: este é o maior problema enfrentado. A três ou quatro mil metros de profundidade, o sal se comporta como um material viscoso, instável, obrigando os países a desenvolverem novas tecnologias.

– Manter o petróleo aquecido: o petróleo das camadas do pré-sal ferve dentro das rochas, e é preciso mantê-lo quente, pois a queda de temperatura induz a formação de coágulos que entopem os dutos.

– Custo: em razão da profundidade, da complexidade da operação, das novas tecnologias e do aumento da mão de obra, é necessário um grande investimento por parte do governo.

Apesar das dificuldades, existem muitos benefícios com a extração do petróleo do pré-sal. Esse óleo é considerado leve, ou seja, de baixa densidade, e a camada de sal conserva a sua qualidade. 

Sendo assim, ele é mais fácil de ser refinado, possui menos enxofre, polui menos e, dessa forma, é mais valorizado no comércio mundial.

Você sabia dessas curiosidades sobre o pré-sal? Continue no blog e conheça também o documentário Sirius: acelerando o futuro da ciência.

A química do espelho: você sabe como ele é feito?

Descubra como funciona o processo de fabricação dos espelhos!

Você já reparou que os espelhos fazem parte do nosso dia a dia de uma forma super natural? Eles sempre estiveram ali, seja na nossa casa, no elevador, no carro, nos shoppings, nas lojas e em outros ambientes de trabalho. 

Estamos tão acostumados a ver objetos e corpos refletidos no espelho que muitas vezes não nos perguntamos como é que aquela imagem é, realmente, refletida ali.

Mas nunca é tarde para buscar as respostas dessas e de outras perguntas. Você sabe como é feito o espelho? É isso que descobriremos a seguir. Boa leitura!

As três camadas de um espelho

Basicamente, os espelhos são produzidos a partir de um vidro plano que reflete completamente a luz que incide sobre eles.

Esses vidros devem apresentar alto grau de qualidade, com superfícies perfeitamente planas e paralelas, pois até mesmo pequenos defeitos podem deformar a imagem refletida. Para produzir um espelho, os fabricantes utilizam três camadas:

01. Vidro

A camada que nós enxergamos no espelho é o vidro. Ele dá solidez e protege a película metálica que vem logo atrás, evitando a distorção da luz refletida. Veremos mais sobre cada camada no decorrer do texto.

02. Metal

O metal é a principal camada de um espelho, a superfície metálica super polida reflete a luz e fica no meio do espelho.

03. Base

Atrás da camada de metal, vem a camada que chamamos de base. Isso porque ela impede que a luz absorvida se dissipe pelo metal. Você pode observar que ela é uma camada escura, geralmente pintada de tinta preta.

Encaixando as camadas: como é feito o espelho?

O espelho não foi uma descoberta por acaso. Para encaixar as três camadas que vimos acima, a produção de espelhos passa por uma sequência de operações que incluem temperaturas elevadas, resfriamentos e acabamentos. Veja só:

Primeira Camada: o uso do vidro

O vidro é composto por 70% de areia, 14% de sódio, 14% de cálcio e 2% de outros componentes químicos. Todos esses componentes são misturados e levados para um forno industrial a uma temperatura de até 1.500 °C. 

Após ser retirado – ainda quente – do forno industrial, o vidro fica com um aspecto de líquido viscoso, por isso é possível moldá-lo tão facilmente. Após ser resfriado e moldado, o vidro endurece assumindo a forma que conhecemos.

Por mais que o estado físico final do vidro pareça sólido, a sua estrutura molecular é de um líquido, sendo classificado por muitos cientistas como “sólido amorfo”, ou seja, sólido sem forma. 

Segunda Camada: a química do espelho

O responsável por refletir as imagens é o metal, também é nele que ocorre o processo de oxidação que escurece o espelho. A superfície de metal, limpa e super polida, é constituída de prata e um produto químico que a faz aderir totalmente ao vidro. 

Você já teve ou viu alguma joia de prata que, depois de certo tempo, ficou escura? Esse é o mesmo processo que acontece com o espelho. 

Quando a prata entra em contato com o ar, que possui pequenas quantidades de sulfeto de hidrogênio, produz o sulfeto de prata, que é preto. É essa substância que dá o aspecto escuro, ou envelhecido, que vemos nos espelhos antigos.

Terceira Camada: a base de proteção

Como vimos, a última camada do espelho (base) existe justamente para proteger a camada de prata, que é sensível ao ambiente, e para impedir que a luz absorvida pela parte de trás do espelho vaze para a camada refletora. 

Ela é constituída de uma tinta preta que é pulverizada atrás da camada de prata. Quando as três camadas estão prontas, o espelho passa por uma estufa para que a tinta fique bem seca. Depois disso, está pronto para ser enviado às lojas.

O processo que conhecemos acima é referente aos espelhos comuns, utilizados nos móveis e nos ambientes internos em geral. 

Os espelhos empregados em retrovisores de veículos, por exemplo, necessitam de maior proteção e são produzidos por meio da deposição de vapores metálicos sobre o vidro. 

Os vidros semirrefletivos, empregados em fachadas de edifícios, também possuem outros processos. Mas o princípio é sempre o mesmo: aplicação de metal na superfície em finíssimas camadas que permitem obtenção de diversas cores e níveis de reflexão.

Agora você já sabe como funciona o processo de fabricação de um espelho! Continue no blog e conheça também as diferenças entre os tipos de lâmpadas.

Cabos submarinos: curiosidades sobre a tecnologia que conecta pessoas e continentes

O primeiro cabo submarino que liga o Brasil à Europa foi inaugurado em junho de 2021.

Você sabia que nosso planeta também é conectado por cabos que atravessam os oceanos? Os chamados cabos submarinos são responsáveis por 99% das comunicações transoceânicas em todo o mundo. 

Assim como os cabos subterrâneos são responsáveis pela distribuição da rede elétrica, de cabos de telefonia e TV pelas cidades, as estruturas submarinas têm o trabalho de levar informações importantes para os computadores de todo o mundo e nos manter conectados. 

O primeiro cabo submarino que liga o Brasil à Europa foi inaugurado em junho de 2021. São 6 mil metros de extensão a 4 mil metros de profundidade no fundo do Oceano Atlântico. 

Quer saber mais? Continue lendo o artigo e conheça as curiosidades da tecnologia que conecta pessoas e continentes.

O que é um cabo submarino?

Cabos submarinos são conexões de fibra óptica submersas nos oceanos usadas para transmitir sinais de telecomunicações e interligar países e continentes. No Brasil, essa tecnologia também é utilizada para fazer a conexão entre as cidades do litoral.

Eles são tão importantes que a internet, como conhecemos hoje, não seria possível sem eles. Isso porque os cabos transmitem todos os tipos de dados digitais, como mensagens de texto, áudio, imagens e vídeos, mesmo a milhares de quilômetros de distância.

Poucos anos após a invenção do telégrafo, surgiram os primeiros cabos submarinos ligando a América do Norte e a Europa na década de 1850. Desde então, usamos cabos de rede para telegrafia, telefonia e, por consequência, para a internet. 

Mapa mostra a extensão de cabos submarinos pelo mundo. Imagem: Submarine Cable Map

De que são feitos os cabos submarinos?

Atualmente, os cabos submarinos usam tecnologia de fibra óptica. Lasers são disparados de uma extremidade levando dados a velocidades extremamente rápidas por fibras de vidro muito finas para receptores na outra extremidade do cabo. 

Para ter durabilidade no fundo do mar, as fibras de vidro são envoltas em diversas camadas de plástico e metais, que incluem vaselina, cobre, policarbonato, aço e polietileno.

Esses cabos não chegam a ultrapassar 3,5 cm de diâmetro. Para se ter uma ideia, eles costumam ser largos como uma mangueira de jardim. As diversas camadas dentro dele são extremamente finas. E, quanto mais perto da costa, mais ganham camadas de proteção.

Mais de 300 cabos se escondem hoje no fundo do mar. Eles são aplicados com auxílio de uma embarcação especialmente desenvolvida para essa função. 

Esse navio de aproximadamente 145 metros de comprimento e 8,5 metros de profundidade consegue acomodar 8.500 toneladas de cabos de fibra óptica e pode operar 42 dias consecutivos em alto mar.

Sistemas de cabos submarinos custam caro

Um único cabo costuma custar centenas de milhões de dólares, e geralmente são realizadas parcerias entre grandes empresas de tecnologia e governos para cobrirem esses valores. 

Provedores de conteúdo como Google, Facebook, Microsoft e Amazon possuem, cada um, vários cabos em todo o mundo e trabalham com governos de diferentes países para manter e atualizar os cabos constantemente. 

Os vilões do fundo do mar

O cuidado com um projeto milionário é enorme, a rota dos cabos precisa evitar falhas geológicas, zonas de pesca e ancoragem e, ainda, suportar profundidade em água salgada de alta pressão.

O que acontece também é que tubarões já tentaram “mastigar a internet”. Existem diversas evidências de que os animais tentam morder cabos no fundo do mar, por isso hoje existem cabos com proteção contra “shark attacks”.

Porém, a mordida de peixes (o que inclui os tubarões) foi responsável por um total de zero falhas em cabos entre 2007 e 2014. Isso porque é a atividade humana a maior vilã dos cabos submarinos, principalmente por conta da pesca e da ancoragem.

Os acidentes com cabos são comuns, estima-se que sejam mais de 100 por ano. Barcos de pesca e navios arrastando âncoras enormes são responsáveis por 2/3 dos problemas. Outros vilões são os fatores ambientais como terremotos. 

Os cabos submarinos têm vida útil de 25 anos e geralmente são trocados mais cedo porque já não podem fornecer tanta capacidade quanto os mais novos a um custo comparável e se tornam caros para serem mantidos.

Explore cabos submarinos em todo o mundo

Que tal um Google Maps de cabos submarinos? O Submarine Cable Map é um mapa gratuito e sempre atualizado com todos os cabos que conectam diferentes continentes, países e regiões: Mapa de cabos submarinos

O site é mantido pela HMN Tech, uma das maiores operadoras de redes submarinas do mundo. 

Já que o assunto é cabos em lugares tão remotos quanto o fundo do mar, continue no blog e conheça os robôs que vão a lugares que os seres humanos não conseguem ir.

Ao lado das estrelas, a lua ilumina nossas noites e encanta todo o planeta Terra com sua beleza, sua luz e suas formas.

Diante de tanto encanto, ela também levanta muitas questões, como, por exemplo: qual é a sua composição? Como surgiu? Por que ela muda de forma e tamanho? 

Não é à toa que o astro iluminado já recebeu tripulações espaciais, e muitas suposições já surgiram sobre ele. Conheça agora algumas curiosidades sobre a lua.

Como se formou a lua?

A lua não é um planeta, mas sim um satélite natural da Terra. Segundo os astrólogos, a lua se formou da própria Terra há 4,5 mil milhões de anos. O evento é conhecido como Teoria do Impacto:

  1. Um asteroide do tamanho de Marte (aproximadamente metade do diâmetro da Terra) colidiu com a Terra a uma velocidade de 40 quilômetros por segundo.
  2. Pedaços do asteroide e do manto rochoso da Terra formaram um anel a sua volta.
  3. Os pedaços ficaram em órbita e, ao longo de milhões de anos, se chocaram uns contra os outros e fundiram-se.
  4. Formaram assim um grande corpo, o qual chamamos de lua que, lentamente, chegou a sua órbita atual.

Qual é o tamanho da lua?

A Terra e a lua estão muito mais próximas em tamanho se comparadas a outros planetas e suas luas. O tamanho da lua é de cerca de 3.500 quilômetros de largura, o equivalente a mais de 1/4 do tamanho da Terra (cerca de 12.600 quilômetros de largura). 

Tamanho da Terra comparado ao da lua. 

A distância média da Terra até a lua é de 384.000 quilômetros. Outra curiosidade é que a lua é 400 vezes mais pequena que o sol, mas, por estar 400 vezes mais próxima da Terra, parece ser do mesmo tamanho.

Do que a lua é feita?

Diferente da Terra, a lua não tem atmosfera, sendo desprovida de gases como oxigênio e hidrogênio. A água em estado líquido também é inexistente em sua superfície. Durante o dia, é quente, mas, à noite, é gelada. 

Assim como a Terra, a lua se subdivide em três partes: crosta, manto e núcleo, sendo que, em virtude de um maior resfriamento, a crosta da lua é bem dura.

A superfície da lua é bastante irregular, cheia de rochas e crateras, a maior delas é chamada de South Pole-Aitken Basin e tem aproximadamente 2.500 km de diâmetro.

Na lua também existem áreas mais escuras, chamadas de maria (ou mares), que são grandes piscinas de lava que esfriaram há muito tempo.

A composição da lua foi comprovada por meio de amostras retiradas do espaço na década de 1960. A análise revelou a presença de basalto (um componente rochoso), o que comprova se tratar de uma rocha vulcânica, como as encontradas aqui na Terra.

O basalto surgiu em nosso planeta com a erupção de vulcões, que, por sua vez, lançaram rochas derretidas para o ar e o mar. O basalto é composto por ferro, alumínio, magnésio e silício, sendo o silício encontrado em maiores quantidades.

Acredita-se que a lua também tenha um pequeno núcleo com cerca de 300 quilômetros de diâmetro, e que ele é composto de ferro sólido. Por ser um núcleo sólido, a lua não tem seu próprio campo magnético.

Por que a lua muda de forma e tamanho?

Apesar de parecer, a lua não muda de tamanho. A impressão de ver a lua maior é simplesmente uma questão de um truque de nossa visão. Ela também não muda de forma, embora pareça que sim.

Isso acontece porque a forma que vemos no céu depende de quanto a face da lua está iluminada. Ou seja, a forma como vemos a lua é alterada conforme sua posição em relação ao sol, é isso que origina o que chamamos de fases da lua:

– Chamamos de lua cheia quando o sol ilumina totalmente a parte voltada para a Terra.

– A lua minguante acontece quando ela fica pouco iluminada. A maior parte da lua fica no escuro, e nós vemos apenas um pedacinho iluminado que parece a letra C ao contrário.

– A lua nova acontece quando está pouco iluminada, dando uma sensação de “apagadinha”, porque a parte que está voltada para a Terra fica pouco iluminada pelo sol.

– Chamamos de lua crescente quando ela está mudando de lua nova para lua cheia. Neste ciclo, a lua recebe a luz do sol apenas em um dos lados, sendo o lado oposto da lua minguante.

A forma como vemos a lua é alterada conforme sua posição em relação ao sol.

A primeira visita à lua

A primeira pessoa a pisar na lua foi Neil Armstrong em 20 de julho de 1969. Buzz Aldrin fez o feito logo em seguida, 19 minutos depois. Os astronautas viajaram na Apollo 11, e suas pegadas na lua mudaram a história para sempre.

Legal, não é? Se quiser saber mais sobre a primeira visita à lua, clique aqui para saber mais!

Conheça os principais métodos de ensino do Brasil

Conheça os fundamentos e os objetivos dos principais métodos de ensino do Brasil.

O direito à educação foi universalizado nos últimos 100 anos em diversos países do mundo, ou seja, o que antes era restrito a um pequeno número de pessoas passou a ser uma oportunidade para grande parte da população em idade escolar ou não.

Nesse tempo, muitos educadores transformaram a educação pelo mundo. No Brasil, o surgimento das novas escolas resultou em diferentes metodologias de ensino com propostas distintas, mas com o mesmo objetivo: ensinar. Inclusive, é comum que esses métodos sejam utilizados de maneira mesclada nas escolas. 

Conheça agora os fundamentos e os objetivos dos principais métodos de ensino do Brasil

O que são métodos de ensino?

Para começar, precisamos entender que um método de ensino é o caminho pelo qual se atinge os objetivos de ensino/aprendizagem. Ou seja, o método é um conjunto de ações de ensino que visam garantir que o aluno esteja aprendendo. 

Eles também tornam a aula mais dinâmica e interessante. Ao conhecer os diferentes métodos de ensino, o educador pode promover diversas experiências e oportunidades de aprendizado para seus alunos. Vamos conhecê-los?

Método 1 – Tradicional

A abordagem de ensino tradicional é predominante no país. Seu objetivo está em preparar o aluno para a vida em sociedade por meio de uma relação hierárquica. Nela, o foco está no professor, que detém conhecimentos e repassa-os ao aluno.

O conteúdo é apresentado igualmente para os alunos que recebem metas e prazos para cumprir suas atividades, que são verificadas, avaliadas e pontuadas. Sem atingir a meta mínima, o aluno é reprovado.

Nessas instituições, o aluno é preparado para ir bem em provas como o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e o vestibular.

Método 2 – Construtivista

Desenvolvida pelo pensador suíço Jean Piaget. A abordagem construtivista traz a ideia central de que o conhecimento é uma construção e que as crianças têm um papel ativo no processo de aprendizagem.

Nela, o conhecimento é ativamente construído pelo sujeito que está aprendendo, e o professor tem o papel de mediar as atividades que estimulem o aprendizado. Cada estudante é visto como alguém que tem um tempo único de aprendizado, e o trabalho em grupo é valorizado.

O construtivismo considera que o desenvolvimento cognitivo acontece por meio de um movimento que Piaget classifica como assimilação e acomodação. Nela, são criadas situações em que o estudante é estimulado a pensar e a solucionar os problemas propostos.

Nessas instituições, também há provas e reprovação.

Método 3 – Montessoriano

Criado pela educadora italiana Maria Montessori, o método de ensino montessoriano dá maior autonomia à criança, que é estimulada pelos adultos a buscar sua autoformação e construção. Assim, ao aprender sozinha, desenvolve seu conhecimento por meio da curiosidade e da independência.

Isso porque o método montessori acredita que é agindo que se adquire o conhecimento. Ao adulto, cabe ordenar e atribuir dificuldade crescente às atividades, respeitando o ritmo de cada aluno.

As classes têm crianças de idades diferentes, e o ambiente da sala de aula é preparado para que o aluno tenha a possibilidade de vivenciar diversas experiências. 

Exemplo de sala de aula seguindo o modelo montessoriano.

Tanto os objetos quanto o mobiliário da sala de aula são feitos em tamanhos e formatos adequados para a criança ter autonomia sobre eles. Neste método, a avaliação é feita a partir da observação dos professores.

Método 4 – Waldorf

Desenvolvido pelo filósofo austríaco Rudolf Steiner, o método Waldorf ficou conhecido em todo o mundo por visar o desenvolvimento integral do aluno, formando as crianças para a vida.

Nele, procura-se equilibrar os aspectos cognitivos (capacidade de adquirir conhecimento) com o desenvolvimento de habilidades artísticas por meio de atividades corporais, manuais, musicais, contato com a natureza e artesanato, por exemplo, além das disciplinas exigidas pela Lei de Diretrizes e Bases (legislação que regulamenta o sistema educacional do Brasil).

São aplicados testes e provas em algumas matérias, e os pais têm papel fundamental para estimular as habilidades dos estudantes em casa.

A avaliação do aluno engloba a execução de trabalhos, o empenho em aprender, o comportamento e a atitude diante das tarefas solicitadas.

O professor acompanha a mesma turma por toda uma etapa (elas são divididas de 0 a 7 anos, de 7 a 14 e de 14 a 21 anos).

Método 5 – Freinet

Apesar de não ser exatamente uma linha pedagógica, o método do pedagogo francês Célestin Freinet também é utilizado em algumas escolas. Ao colocar em prática seus conceitos, o aprendizado acontece por meio do trabalho e da cooperação.

Ou seja, a criança é incentivada a compartilhar suas produções com os colegas de sua classe, de outras turmas ou de escolas diferentes.

Escolas que se identificam com o pensamento de Freinet valorizam também o desenvolvimento da capacidade de análise pelos estudantes.

Algumas atividades comuns são, por exemplo, estudos de campo nos quais as aulas acontecem em locais fora da sala de aula; elaboração de jornais em grupo e debates.

Neste caso, as avaliações levam em conta o progresso do aluno em comparação a seu desempenho anterior, e não em relação aos demais alunos.

Método 6 – Ensino Freireano

O pedagogo Paulo Freire é um dos intelectuais brasileiros mais respeitados no mundo todo graças a sua metodologia de ensino. O método freireano foi criado pelo brasileiro na década de 1960. 

Neste método, a alfabetização não ocorre somente a partir de letras, palavras e frases, mas também com base no dia a dia do estudante, levando em conta sua realidade e os problemas que enfrenta. Outra característica é o diálogo entre aluno e educador, isto é, há uma relação horizontal entre eles.

Na educação freireana, o foco está na liberdade e na autonomia. O professor não é apenas quem faz a mediação do conhecimento, ele também aprende com o aluno a partir do compartilhamento de suas vivências e sabedoria popular.

Bônus: educação não formal

A educação não formal ocorre fora do sistema tradicional de ensino. O processo de ensino e aprendizagem é feito de maneira organizada, mas sem seguir vários requisitos formais, não substitui outros métodos formais, mas existe para complementá-los.

Alunos em visita ao Museu WEG.

Este tipo de educação acontece por meio do desenvolvimento de atividades fora do ambiente escolar, como ONGs, instituições religiosas, visitas a espaços públicos e privados, museus e outras alternativas.

A educação não formal utiliza ferramentas didáticas atrativas, e os espaços devem ser prazerosos para aumentar o interesse dos alunos.

É por isso que o Museu WEG também atua em parceria com os professores para complementar as atividades propostas em salas de aula de maneira divertida e interativa. 

Entre em contato e conheça nossas oficinas educativas on-line e presenciais. Clique aqui para saber mais. 🙂