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Terra 2.0: Pesquisadores planejam criar novos métodos para encontrar um novo planeta

Marte é um destino que esteve em alta, mas chegou a vez da Terra 2.0. Descubra o que é e por que ela é motivo das missões exploratórias.

Explorações espaciais e viagens para Marte são tópicos que estão em alta nos últimos tempos, tanto no Twitter quanto em portais de notícia.

Mas você já ouviu falar em “Terra 2.0”? Nesta matéria você irá entender o que esse termo significa e por que ele está sendo motivo de missões exploratórias no espaço.

O que significa “Terra 2.0”?

Através de telescópios de alta precisão, foram confirmados mais de 5 mil exoplanetas na Via Láctea. Dentre eles, foram encontrados tanto planetas pequenos e rochosos, como a Terra, quanto planetas gigantes e gasosos, maiores que Júpiter.

E algo interessante a ser considerado, é a estimativa de que pode ser inevitável encontrar algum tipo de vida em outros planetas, sendo elas, possivelmente primitivas.

Claro, nem todo exoplaneta é próprio para a vida humana, tudo isso depende da localização em que esse planeta se encontra. É necessário que o mesmo esteja localizado, na chamada “Zona Habitável”, orbitando sua estrela.

A Zona Habitável, resumidamente, é a localização de um sistema que fica em uma faixa de órbitas ao redor de uma estrela, como o Sol, por exemplo. Essa faixa não está nem tão próximo da estrela e nem muito longe, possibilitando que haja vida nesses planetas.

Pensando no exemplo do Sol, o planeta estaria localizado em uma faixa de órbita não muito próxima ao sol, para que não tenha uma temperatura muito elevada, mas também não muito longe, para que a temperatura não fique muito fria.  

Mas onde se encaixa a Terra 2.0 nisso? Como toda versão 2.0, a Terra 2.0 é uma “nova” Terra, ou seja, um exoplaneta que possibilite a vida (que esteja na zona habitável de sua órbita). Parece loucura, mas China e Portugal já estão planejando explorações em busca da tão cobiçada Terra 2.0. Confira mais detalhes abaixo.

A China entra na “nova corrida espacial”

Alguns países já começaram a procurar a tão desejada Terra 2.0, como é o caso da China. Até 2026 os chineses planejam lançar um satélite para procurar um planeta rochoso que seja habitável. O satélite Terra 2.0, como é chamado, ficará cerca de quatro anos estudando o céu.

Financiado pela Academia Chinesa de Ciências, o satélite já está nos últimos preparativos de design, apenas aguardando a última revisão de todos os detalhes do projeto para montá-lo.

No total, o satélite contará com sete telescópios, que farão o reconhecimento espacial através do método do trânsito, seis deles estarão trabalhando juntos para analisar as constelações de Cygnus e Lira.

Um de seus telescópios, ainda contará com a tecnologia de detectar a mudança de luz das estrelas, com base na gravidade do planeta. Se tudo correr como planejado, ele se tornará o primeiro telescópio de microlente gravitacional em funcionamento no espaço.

FIERCE e a busca pela Terra 2.0

Uma equipe de pesquisadores, liderada pelo pesquisador do Instituto de Astrofísica de Ciências do Espaço (IA) em Portugal, Nuno Cardoso Santos, planeja criar um método que “escute” os ruídos estelares, esse projeto foi chamado de FIERCE.

O objetivo do projeto é conseguir modelar e caracterizar as causas dos ruídos captados no espaço. Por mais doido que pareça, esse estudo terá um fundamento lógico que possibilitará que outras “Terras” sejam encontradas.

A ideia inicial é, através do telescópio conectado ao espectrógrafo ESPRESSO, instalado no Chile, estudar o ruído causado pelo nosso Sol no espaço, descobrindo o que causa os ruídos que afetam os dados coletados de outras estrelas durante as pesquisas.

O método que será utilizado no projeto FIERCE possibilitará, além de auxiliar na busca da Terra 2.0, que sejam aprofundados os estudos sobre o Sol e a física estelar.

PLATO, o monitorador de luz

No começo de 2022, a ESA (Agência Espacial Europeia) anunciou que até 2024 pretende enviar ao espaço a missão PLATO, um projeto que irá monitorar o brilho de até um milhão de estrelas próximas, utilizando 34 telescópios e câmeras individuais.

A ideia é monitorar os eclipses que acontecerão com as estrelas analisadas. Outro fato importante do projeto PLATO está na sua equipe de pesquisadores: os brasileiros. Cerca de dez instituições de pesquisa nacionais têm contribuído com cientistas e engenheiros para o desenvolvimento do projeto PLATO.

O futuro será em uma “Terra” nova?

Muitos pesquisadores estão unidos em busca da tão cobiçada Terra 2.0, é verdade, mas será que é possível que haja uma viagem para outra galáxia?

Um cientista da Áustria resolveu analisar o método publicado pela revista Acta Astronáutica em 2022, sobre a possibilidade de uma nave espacial coletar hidrogênio para manter sua “vida” e aguentar uma viagem tão longa.

Na teoria, essa ideia funcionaria muito bem! O aprisionamento das partículas de hidrogênio realmente poderia ser utilizado em um reator de fusão, trazendo toda a velocidade necessária para a viagem.

Na prática, para essa teoria funcionar, seria necessário um funil magnético com o comprimento da Grande Muralha da China para obter um impulso de 10 milhões de newtons (o dobro de um ônibus espacial).

Em resumo, ainda não existe um transporte que possibilite que pessoas viagem entre as galáxias. Mas se você quer saber mais sobre o universo e continuar a expandir o seu conhecimento pelas galáxias, continue acompanhando o nosso blog!

Aproveite e confira quais os eventos científicos que valem a pena acompanhar em 2022, clicando aqui!

Natureza como inspiração tecnológica: conheça 5 invenções inspiradas na natureza

A criatividade está presente em quem sabe observar o que acontece ao seu redor. Confira 5 invenções que foram inspiradas na natureza.

Estamos constantemente aprendendo algo com a natureza, mas, com a correria do dia a dia, fica difícil prestar atenção em todos os detalhes e esses aprendizados acabam guardados em nosso subconsciente.

Porém, quando se analisa com o olhar de aprendiz alguns fenômenos naturais, a criatividade voa pelos ares das invenções. Já ouviu a expressão “nada se cria, tudo se transforma”? Tendo ela em mente, fica mais fácil exemplificar o que será abordado neste conteúdo.

Continue a leitura e confira 5 invenções inspiradas na natureza.

5 invenções inspiradas na natureza

A natureza é a fonte de muitos recursos essenciais para a vida humana, assim como é uma fonte de inspiração também. Confira abaixo 5 invenções que foram inspiradas pela natureza:

1.Painéis Girassolares

Os girassóis são flores conhecidas por “perseguirem” a luz solar, voltando-se sempre para onde o sol se encontra.

Com a recente popularização das energias renováveis, a energia solar ganhou muito destaque. Além de muito mais eficiente que as demais, a energia fotovoltaica é ainda menos prejudicial ao meio ambiente.

Com base no estudo do Massachusetts Institute of Technology (MIT), foi desenvolvido uma forma de captação solar otimizada, sendo inspirada nas flores dos girassóis.

Essa estratégia reduziu em 20% o espaço necessário para a geração energética, assim como se aproximou do “ângulo dourado” de 137° presente nessas flores.

2.Ventosas de Lagartixa

Já ouviu falar na fita Gecko Tape? Essa fita adesiva possui alta fixação, sendo inspirada nas patas das lagartixas, permitindo que objetos de peso muito elevado sejam fixados na parede e no teto sem causar nenhum perigo.

Como as lagartixas, a fita Gecko Tape não deixa vestígios nas paredes e pode ser retirada facilmente quando puxada em direção oposta à fixação.

Isso acontece porque as patas das lagartixas contam com vilosidades minúsculas, permitindo sua movimentação em qualquer ângulo.

3.Olhos de Gatos

Já percebeu como os olhos dos gatos refletem a luz durante a noite? Esse fenômeno acontece porque, ao refletir a luz, os gatos conseguem enxergar melhor durante a escuridão.

Analisado esse efeito de “brilho” foi inventado o revestimento refletivo, presente em sinais de trânsito e roupas de pilotagem.

4.Escaravelho do Deserto e o poder de criar água

Está bem, não é bem “criar” água, mas sim “captar” a água do ar. O couro desses insetos tem o poder de captar a umidade do ar e transformá-la em água para sua sobrevivência.

Analisando sua fisiologia, os cientistas inventaram um material que capta a humidade do ar e o transforma em água, transferindo o líquido pra regiões mais secas.

Levando em consideração o aumento da temperatura global e, por consequente, a evaporação das águas, essa tecnologia poderá manter um recurso hídrico para as populações.

Outro ponto legal que essa invenção pode auxiliar, está em poder inspirar projetos de resfriamento evaporativo mais eficientes que reduzam o consumo de água em usinas de energia e instalações industriais.

5.Olhos de borboleta e a absorção de luz

Já percebeu como os olhos de uma borboleta sempre parecem pretos nas fotos? Isso acontece porque os olhos das borboletas absorvem totalmente a luz visível (como um buraco negro, mas sem causar mal a ninguém).

Esse fenômeno ocorre porque seus olhos são formados por várias filas de microesferas que, quando a luz as atravessa, não consegue ser refratada.

Tendo essa fisiologia incrível, os cientistas desenvolveram um plástico que é utilizado em baterias de energia solar, mantendo seu funcionamento durante a noite e dentro dos edifícios.

A capacidade de projetar uma superfície bidimensional final para a captura de luz em uma faixa espectral é necessária para aplicações de energia, optoeletrônica e espectroscopia.

Gostou dessa matéria? Então continue em nosso blog para acompanhar mais conteúdos como este e confira esses três conteúdos ligados à inovação listados abaixo:

O que é física quântica?

Conheça o ramo da ciência que estuda os fenômenos ocorridos com partículas atômicas e subatômicas.

A física quântica é um dos ramos mais bem-sucedidos da ciência. Ela é capaz de estudar o comportamento de diversos fenômenos que ocorrem em escalas moleculares, atômicas e nucleares. 

Ao longo dos anos, muitas teorias foram sendo difundidas sobre a física quântica, passando pela física, química e até mesmo pela espiritualidade. Graças ao surgimento da mecânica quântica, por exemplo, temos tecnologias de ponta que cabem na palma das nossas mãos.

Mas afinal, o que é física quântica? Você sabe por que ela é conhecida por ser “impossível” de entender? É isso que vamos ver!

O que é a física quântica?

A física quântica é o ramo da ciência que estuda os fenômenos ocorridos com partículas atômicas e subatômicas, isto significa que essas partículas são do mesmo tamanho ou menores que os átomos. Como: os elétrons, os fótons, as moléculas e os prótons.

Essas micropartículas não são influenciadas pelas leis que compõem a física clássica, como a gravidade, a lei da inércia, ação e reação, etc. Isso quer dizer que ao contrário da física clássica, a física quântica é classificada como “não intuitiva”. 

Neste ramo teórico, determinadas coisas são tidas como verdade mesmo quando aparentam não ser. 

Como surgiu a física quântica?

A física quântica tem sua origem no início de 1920, com os estudos de Max Planck (1858 – 1947). Na sua teoria quântica, Planck explica o fenômeno da emissão de radiação por um corpo negro ao sugerir a quantização da energia contida na radiação térmica.

Max Planck: o pai da física quântica

A palavra quântico (quantização) indicava que cada átomo emitido pelo corpo negro só poderia trocar pequenos pacotes de energia (hoje chamados de fótons). 

Ela se refere à alteração instantânea dos elétrons que contém um nível mínimo de energia para um superior, caso sejam aquecidos. 

Assim, a teoria de Planck contrariava a física clássica que afirmava que quaisquer valores de energia estavam ligados a ondas eletromagnéticas.

Planck utilizava o argumento da quantização da energia para explicar seus experimentos e essa ideia foi adotada um tempo depois por outro físico brilhante, Albert Einstein.

Para Einstein a quantização não se aplicava exclusivamente à radiação térmica, mas também às demais frequências de ondas eletromagnéticas. Foi, inclusive, Albert Einstein que batizou a equação de Planck de quantum (do latim, que significa “quantidade”). 

A partir desse momento, Einstein explicou com sucesso o mecanismo por trás do efeito fotoelétrico, que sugeriu que a luz e as demais ondas eletromagnéticas tinham capacidade para se comportar ora como onda, ora como partículas.

Em seguida foi a vez do físico francês Louis de Broglie entrar em cena e sugerir que partículas como prótons, nêutrons e elétrons pudessem se comportar como ondas.

De Broglie calculou o comprimento de onda relacionado a cada partícula e com o resultado do seu experimento, mostrou que as partículas podiam sofrer interferência, difração, reflexão etc., da mesma forma que sofrem as ondas. Nascia assim a mecânica quântica.

O princípio da incerteza

Mesmo com muitos experimentos, por muito tempo não era possível entender como um elétron podia se comportar como uma partícula e como uma onda (o que chamamos de “dualidade onda-partícula”). 

A resposta veio com o estudo de Werner Heisenberg, que apresentou o princípio da incerteza. O princípio da incerteza de Heisenberg mostra que é impossível de se obter, com precisão, a velocidade e a posição de uma partícula no mesmo instante.

Isso quer dizer que se fosse possível saber, com certeza, a posição da partícula, a informação sobre sua velocidade seria perdida e vice-versa. O princípio de Heisenberg nos mostrou que a física quântica não é determinística como a física clássica, ela é probabilística.

Werner Heisenberg apresentou a teoria conhecida como “O princípio da incerteza”

Além dos já citados, diversos outros cientistas e físicos contribuíram para o desenvolvimento da física quântica ao longo do século XX, como: 

  • Niels Bohr (1885 – 1962),
  • Erwin Schrödinger (1887 – 1961),
  • Max Born (1882 – 1970),
  • John von Neumann (1903 – 1957),
  • Wolfgang Pauli (1900 – 1958),
  • Richard Feynman (1918 – 1988),
  • entre outros.

Aplicações da física quântica

Agora que já entendemos o mundo improvável da física quântica, vamos conferir algumas de suas aplicações no dia a dia:

  • Espectroscopia: é o estudo da interação entre a radiação eletromagnética e a matéria, analisando a luz emitida e absorvida por átomos. A técnica é largamente utilizada na detecção de materiais, desde gases a sólidos.
  • Datação por carbono-14: é possível estimar a idade de uma amostra de qualquer material orgânico medindo o percentual de carbono-14 em seu interior. Ele está presente em toda a matéria, mas sua quantidade total diminui pela metade a cada 5700 anos.
  • Energia solar: a energia que é obtida através dos painéis solares só existe graças à descoberta e à interpretação do efeito fotoelétrico explicado por Einstein. Nesse fenômeno os fótons colidem com os elétrons do material, ejetando-os para fora do próprio material.

Física quântica e espiritualidade

Muito se fala sobre a ligação entre a física quântica e conceitos filosóficos e espirituais, entretanto, do ponto de vista da física, não existe qualquer relação entre os temas.

Para os defensores desta relação, a resposta é o princípio da causalidade e incerteza da teoria, que diz ser possível existir duas situações diferentes e simultâneas para determinado corpo subatômico. 

E, já que o assunto é física, que tal continuar no blog e conhecer 10 descobertas premiadas pelo Nobel de Física?

O ano de 2021 foi de muitos acontecimentos tecnológicos e principalmente científicos, já que o mundo se encaminha para o terceiro ano de pandemia, e o estudo do vírus da COVID-19 e suas variantes continua acontecendo em ritmo acelerado.

Mas o que esperar de 2022? Alguns assuntos já começaram o ano em alta e devem fazer parte dos noticiários pelo mundo afora, como: a vacinação, as missões espaciais, as ações climáticas, as criptomoedas e a inteligência artificial. 

Conheça agora os principais eventos científicos e tecnológicos que valem a pena acompanhar em 2022.

Principais eventos científicos e tecnológicos para 2022

Selecionamos aqui os 6 principais eventos científicos e tecnológicos previstos para 2022  que você deve ficar de olho, confira:

1. COVID e vacinas em desenvolvimento

Apesar de grande parte da população mundial já ter sido vacinada, o fim da pandemia ainda é muito incerto. O avanço de novas cepas, como a Ômicron — de rápida disseminação — e o aumento de casos, ainda preocupam.

É por isso que os cientistas pesquisam sobre a gravidade da nova variante e, em 2022, pesquisadores e autoridades de saúde pública continuarão monitorando o aumento de novas variantes do SARS-CoV-2, bem como os efeitos de longo prazo na população. 

Neste ano poderemos ver o desenvolvimento de novas vacinas direcionadas a variantes específicas. O progresso nas vacinas também é esperado para outros vírus e doenças, incluindo HIV, malária e doença de Lyme.

2. Missões lunares

Este será mais um ano de grandes viagens espaciais, e muitas têm o mesmo destino: a lua. A NASA, por exemplo, fará o primeiro teste de lançamento do orbitador Artemis I, há muito tempo esperado, que tem o objetivo de levar astronautas de volta para a superfície da lua.

O orbitador CAPSTONE, também da NASA, vai conduzir experimentos em preparação para o Gateway, a primeira estação espacial a orbitar a lua. Em 2022 a lua também receberá alguns pousos suaves (que não danificam a nave). 

A Índia pretende mandar sua Chandrayaan-3, e o Japão a missão SLIM. Já a Coreia vai inaugurar a própria exploração lunar com o orbitador lunar Pathfinder. E a Rússia pretende reviver a glória do programa lunar soviético com a sonda Luna 25.

3. Para Marte e às estrelas

Marte também deve ser explorado neste ano. Uma missão épica russo-europeia chamada de ExoMars será um dos fenômenos mais interessantes para assistir durante 2022. 

A viagem está programada para setembro e levará para Marte o rover (veículo robótico) Rosalind Franklin, da Agência Espacial Europeia para procurar sinais de vida.

Também neste ano a China planeja concluir sua estação espacial, Tiangong, que será responsável por mais de mil experimentos, que vão desde observações astronômicas e da Terra até os efeitos da microgravidade e da radiação cósmica no crescimento bacteriano.

4. Ações climáticas

Precisamos voltar nossos olhares para as ações climáticas. Em 2022, autoridades e defensores do meio ambiente, do mundo, irão a Sharm El-Sheikh, no Egito, para a COP27, onde vai acontecer mais um debate de negociações climáticas das Nações Unidas.

Os países devem apresentar compromissos climáticos consistentes com a meta de limitar o aquecimento global abaixo de 2˚ C. 

Enquanto o evento não chega, pesquisadores seguem monitorando as emissões de gases de efeito estufa para confrontar as promessas feitas na COP26 — que incluíram reduzir o uso de carvão e cortar as emissões de metano.

5. Oportunidades para o uso de criptomoedas

Os pagamentos com criptomoedas vieram para ficar. Em setembro de 2021, a nação de El Salvador legalizou o bitcoin como meio de pagamento, se tornando o primeiro país onde a criptomoeda se tornou uma moeda oficial. 

Durante 2021, grandes organizações como PayPal, Visa e Mastercard adotaram o uso de criptomoedas para fins transacionais, e a tendência parece ser permanente.

Porém, até mesmo os principais especialistas do setor não se comprometem a prever qual será a situação com as criptomoedas no prazo de um ano, cinco ou dez anos. Mas não podemos negar que elas já são parte integrante da vida de milhões de pessoas no mundo.

É cedo para prever como o setor de blockchain e criptoativos irá evoluir, mas a tendência é clara: esse tipo de tecnologia está se tornando popular. 

6. Uso de inteligência artificial

O uso da Inteligência Artificial (IA) vem ganhando cada vez mais força. Por um tempo houve o rumor que a Inteligência Artificial iria substituir os humanos, mas já se provou que a IA vai apenas ajudar a melhorar a automatização de processos. 

Com auxílio da IA, os processos se tornam mais produtivos e proveitosos, ajudando, por exemplo, na segurança da informação. A tendência para 2022 é de que a IA continue fazendo parte integrante do nosso cotidiano em várias áreas, como: 

●     Produção: a implementação da IA na operação de linhas de máquinas e a automação dos processos produtivos.

●     Esfera financeira: a IA é utilizada no desenvolvimento de aplicações comerciais, automação e execução de operações de tecnologia da informação.

●     Medicina: a IA é utilizada para analisar dados médicos complexos, diagnósticos e tratamentos. Grandes corporações como IBM, Microsoft, Google, Intel e Medtronic estão investindo para o desenvolvimento de tecnologias de informação para a medicina. 

●     Educação: a IA pode ser utilizada para a aprendizagem de idiomas e também para a formação de planos educacionais individuais para cada aluno. O progresso nesta área ainda é curto, mas existe grande potencial de crescimento em 2022.

Segundo pesquisa da IDC (International Data Corporation), até 2023 um quarto das empresas adquirirá pelo menos um projeto de software de IA e suas vertentes, como machine learning e deep learning.

Esses são apenas alguns dos eventos tecnológicos e científicos que terão destaque em 2022 e podem mudar nossas vidas num futuro próximo. 

Não podemos deixar de mencionar o gigante Sirius, o acelerador de partículas brasileiro, que vem colaborando com projetos científicos de importância mundial e certamente fará um grande ano. O que mais você colocaria nessa lista? 

Comente aqui embaixo e compartilhe conosco! Acompanhe nosso blog para saber mais sobre as inovações tecnológicas e científicas, curiosidades e muito mais.

Conheça o webdocumentário “Sirius: Acelerando o futuro da Ciência”

Produzido entre 2017 e 2021, o webdocumentário retrata as principais fases de desenvolvimento do Sirius.

O primeiro acelerador de partículas da América Latina, Sirius, é a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil.

O laboratório que foi projetado e construído por brasileiros e financiado pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) é uma das fontes de luz síncrotron mais avançadas do mundo, gerando novas oportunidades de pesquisa científica em diversas áreas de conhecimento. 

Para contar sua história, o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) lançou, no dia 13 de agosto, o primeiro episódio de uma série especial de vídeos sobre o Sirius.

O webdocumentário “Sirius: Acelerando o futuro da Ciência” é composto por sete episódios independentes, cada um com cerca de 5 minutos, que explicam os principais desafios envolvidos no seu desenvolvimento. Continue lendo este artigo para conhecer e assistir ao primeiro episódio.

O que são aceleradores de partículas?

Eles são laboratórios gigantes. Por fora, parecem grandes túneis, que podem ser retos ou em forma de anel e ter vários quilômetros de extensão. Dentro deles, as partículas que compõem os átomos – como prótons e elétrons – são aceleradas a velocidades próximas à da luz para que elas possam bombardear núcleos atômicos estáveis.

A utilização desse tipo de equipamento é muito importante, afinal de contas, só com ele é possível quebrar partículas incrivelmente densas e milhões de vezes menores que o átomo.

Existem diversos tipos de aceleradores de partículas, como: Aceleradores de elétrons, Colisores de Partículas e Aceleradores de Prótons. 

Por que o Sirius é tão importante? 

Sirius é uma infraestrutura aberta, à disposição da comunidade científica brasileira e internacional. É financiado com recursos do MCTI e projetado por pesquisadores e engenheiros do CNPEM em parceria com a indústria nacional.

Ele permitirá que centenas de pesquisas acadêmicas e industriais sejam realizadas anualmente, por milhares de pesquisadores, contribuindo para a solução de grandes desafios científicos e tecnológicos, como novos medicamentos e tratamentos para doenças, novos fertilizantes, espécies vegetais mais resistentes e adaptáveis e novas tecnologias para agricultura, fontes renováveis de energia, entre muitas outras potenciais aplicações, com fortes impactos econômicos e sociais.

Entre os primeiros experimentos já realizados no Sirius, estão imagens em 3D de estruturas de proteínas de SARS-CoV-2, os detalhes obtidos por essas imagens puderam auxiliar na compreensão do vírus e no desenvolvimento ou melhoramento de remédios contra o COVID-19.

Assista webdocumentário “Sirius: Acelerando o futuro da Ciência”

O webdocumentário “Sirius: Acelerando o futuro da Ciência” possui sete episódios que explicam os desafios para a construção do maior projeto da ciência brasileira, produzidos ao longo de quatro anos de acompanhamento.

Produzido entre 2017 e 2021, o webdocumentário retrata as principais fases de desenvolvimento do Sirius, e cada episódio da série explica um aspecto diferente do projeto. 

Entre os temas apresentados, estão: obras civis, estabilidade, aceleradores, estações de pesquisa, parcerias com empresas brasileiras e perspectivas científicas.

A série conta com a participação de algumas das mentes mais brilhantes que estiveram envolvidas no projeto ao longo dos seus anos de desenvolvimento.

Uma delas é Ricardo Rodrigues, extraordinário cientista e engenheiro, falecido em janeiro de 2020, que foi um dos principais responsáveis pela origem da primeira fonte de luz síncrotron brasileira e um dos principais idealizadores do projeto Sirius. 

Os episódios da série podem ser vistos no canal da CNPEM do YouTube. Vamos começar assistindo ao primeiro episódio agora mesmo? Dê o play!

Incrível, não é mesmo? Não deixe de assistir aos demais episódios para se tornar um conhecedor desse projeto tão importante para a ciência e tecnologia do Brasil e do mundo.

Falando em mundo, que tal continuar no blog para ler o bate papo que tivemos com o jaraguaense que trabalha com aceleradores de partículas na Suécia?

Fonte: CNPEM

Férias escolares com o Museu WEG

Um passeio virtual no Museu WEG com uma convidada especial!

O período das férias escolares chegou, e, como de costume, o Museu WEG preparou algo especial para todo mundo brincar e aprender nessa época do ano. As atividades são virtuais, mas os alunos podem seguir as experiências e replicá-las em casa.

A programação conta com um tour virtual pelo Museu WEG apresentando as salas com uma participação super especial: a Sofia, uma criança que, acompanhada de um profissional, mostrará o Museu de criança para criança.

O objetivo é proporcionar uma visita amigável e o aprendizado sobre eletricidade, eletromagnetismo, história e cultura geral para os pequenos que estão de férias escolares.

Durante o passeio, os alunos podem acompanhar experiências que também podem fazer em casa. São elas: erupção colorida, areia mágica e tornado colorido. Ficou curioso? Então, prepare-se para dar o play e acompanhar essa aventura!

Se você gostou do vídeo compartilhe com sua turma e ajude a espalhar as maravilhas da Ciência e Tecnologia. E, se fizer a experiência na sua casa, poste nas redes sociais e marque o @museuweg. Vai ser um prazer ver as experiências de vocês! 

Continue no blog e confira nossas dicas de leitura e canais para aprender sobre ciência durante as férias.

Benefícios da robótica para as crianças

É na infância que experiências e descobertas são levadas para o resto da vida.

A ciência explica quase tudo que nos cerca, e ensinar ciência para as crianças colabora para a compreensão do mundo e do nosso papel como parte do universo. É na infância que experiências e descobertas são levadas para o resto da vida.

Nesse contexto, a robótica tem se destacado como uma excelente ferramenta de educação para estas novas gerações que nasceram inseridas em um mundo tecnológico.

A prática ajuda a desenvolver o lado intelectual e cognitivo das crianças. Além disso, abre um grande leque de oportunidades no mercado de trabalho no futuro.

Neste artigo, apresentamos alguns dos benefícios que o aprendizado da robótica para crianças pode trazer para o seu filho. Você vai se surpreender.

Conheça os benefícios da robótica para crianças

Apesar de parecer uma tarefa para adultos, o desenvolvimento de máquinas inteligentes pode começar ainda na infância, sendo uma forma de estimular habilidades e desenvolver competências essenciais para o futuro.

Conheça agora os benefícios do aprendizado da robótica.

1. Raciocínio lógico

O raciocínio lógico é a habilidade de organizar o pensamento para chegar a uma conclusão ou resolver um determinado problema, e essa é uma das áreas mais estimuladas pela robótica.

Isso porque é preciso que as crianças tenham uma visão completa do processo de criação, programação e resposta da máquina que está sendo elaborada, pensando em qual é a melhor forma de construir comandos para o robô.

Com isso, elas encontram caminhos diferentes e soluções alternativas para resolução de problemas — e esse raciocínio se torna cada vez mais fácil.

2. Criatividade e curiosidade

Criatividade e curiosidade são características fundamentais para o aprendizado e a educação infantil. Por meio dos questionamentos, podemos descobrir os interesses dos pequenos.

A robótica desperta esse sentimento de modo natural por meio de questões como: Qual peça devo utilizar? O que vai acontecer se eu desconectar essa peça? E se o robô não funcionar? Como o robô vai resolver o problema proposto?

Ao serem estimuladas, curiosidade e criatividade são refletidas no dia a dia, despertando o senso de investigação dos pequenos.

3. Senso de organização

A tecnologia precisa seguir uma determinada ordem para que se consiga alcançar os resultados esperados. Todas as ações devem ser realizadas passo a passo para evitar erros no processo.

Por essa razão, o desenvolvimento do senso de organização é fundamental para crianças e adolescentes inseridos na robótica tanto para criação e programação do robô como para determinar tarefas dos membros de uma equipe.

Ao desenvolver essa habilidade, a criança passa a ter mais comprometimento e desenvolvimento da sua responsabilidade. Isso pode ajudar na organização das tarefas do dia a dia durante seu crescimento pessoal.

4. Trabalho em equipe

Aprender robótica não é uma prática exclusivamente individual. Logo, ela também estimula o trabalho em equipe. Essa habilidade é desenvolvida porque a criança precisa interagir com seus colegas, pais ou professores, entendendo que a cooperação é fundamental.

Logo, as crianças aprendem a dividir tarefas e exercitar a comunicação. Também são estimuladas a paciência e a disciplina para aceitar e respeitar opiniões diferentes.

5. Interdisciplinaridade

O aprendizado tecnológico compreende uma série de conhecimentos. Brinquedos que envolvem eletrônica, kits educacionais e até mesmo a montagem de pequenos robôs permitem que diversas matérias sejam contempladas.

Números, novas palavras e curiosidades gerais são absorvidas em teoria e aplicadas na prática. Até mesmo a língua inglesa é trabalhada nesse processo, pois muitos termos presentes no mundo tecnológico ainda não têm tradução.

Algumas áreas de estudo estimuladas pelo aprendizado da robótica para crianças são:

  • física;
  • matemática;
  • ciências;
  • mecânica;
  • eletrônica;
  • engenharia;
  • português e inglês etc.

Como inserir a robótica para crianças

É válido lembrar que a robótica não diz respeito apenas a máquinas gigantes, utilizadas em grandes unidades fabris. Ela está presente em nossa vida cotidiana de diferentes formas, desde brinquedos até utensílios domésticos.

Uma opção para inserir as crianças no estudo da robótica é matricular os pequenos em instituições de ensino que oferecem esse diferencial, que já é uma tendência no mercado. Também é possível encontrar escolas com cursos específicos do ensino de robótica.

É possível, ainda, aprender os conceitos básicos da robótica por meio de criadores de conteúdos nas redes sociais, kits e brinquedos de robótica e ensino de programação e sites educacionais.

Idade para aprender robótica

Como vimos, a infância pode ser a melhor fase para aprender sobre robótica. Veja abaixo o que as crianças podem aprender em cada faixa etária:

  • A partir dos 2 anos, é possível começar a aprender robótica por meio da montagem de brinquedos.
  • A partir dos 4 anos, a criança já é capaz de começar a solucionar pequenos problemas, como consertar um brinquedo.
  • A partir dos 7 anos, as crianças podem lidar com atividades lúdicas e softwares especiais, por exemplo, inserindo um comando para que os robôs realizem funções.
  • A partir dos 14 anos, com maior habituação sobre a linguagem técnica da programação, é possível tornar o ensino mais complexo, ensinando os adolescentes a criarem aplicativos específicos.

Como vimos, a robótica pode ser uma forma de incentivar o aprendizado de diversos assuntos. É uma atividade que desperta o senso de responsabilidade, organização, criatividade e cooperação das crianças, preparando-as para os desafios ao longo da vida.

Já que você chegou até aqui, que tal continuar no mundo da ciência e preparar um experimento com os pequenos? Descubra aqui o que é areia mágica e como fazê-la em casa.

Conheça as 10 pessoas mais influentes da ciência em 2020 segundo a revista Nature

Entre as 10 pessoas mais influentes da ciência em 2020, sete estão ligadas à luta para conter a pandemia.

Publicada desde 1869, a revista britânica Nature está entre as mais prestigiadas da comunidade científica do mundo todo. A cada fim de ano, a revista publica a lista das 10 pessoas que se destacaram nos meses anteriores, por contribuições significativas para a ciência.

Em 2020, ano marcado pela pandemia do novo coronavírus, aconteceram muitos estudos científicos em busca do tratamento e das vacinas para a Covid-19, e a lista não poderia ser diferente. Entre as 10 pessoas mais influentes da ciência em 2020, sete estão ligadas à luta para conter a pandemia. É importante frisar que a lista não se trata de um prêmio ou ranking.

Conheça abaixo as 10 pessoas mais influentes da ciência em 2020

Tedros Adhanom Ghebreyesus

Natural da Etiópia, Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde desde 2017, foi um dos nomes mais citados no noticiário global em 2020. Ele foi reconhecido por enfrentar desafios e unir o planeta contra a doença, incluindo os EUA, que acusou a organização de falta de transparência no gerenciamento da pandemia do novo coronavírus. 

Tedros Adhanom Ghebreyesus / Foto: reprodução vídeo

Verena Mohaupt

A alemã Verena Mohaupt foi reconhecida pela Nature por salvar colegas de adversidades no Ártico, onde atuou como chefe de logística de uma missão de pesquisadores. Mohaupt chegou a livrar colegas de um ataque de urso polar ao acionar uma equipe de pesquisa que estava perto do local e manteve cerca de 300 pesquisadores a salvo quando o navio que os transportava ficou preso no gelo por um ano.

Gonzalo Moratorio

Virologista do Instituto Pasteur e da Universidade da República em Montevidéu, Gonzalo Moratorio ficou famoso durante a pandemia da Covid-19 por ser um dos responsáveis pela rápida contenção do vírus no Uruguai. Ele e a pesquisadora Pilar Moreno desenvolveram o teste diagnóstico de coronavírus que permitiu ao Uruguai ter menos de 100 mortes após oito meses de pandemia. O país, que tem sistema de saúde universal e políticas de contenção de epidemias, já se livrou rapidamente de surtos de febre amarela, zika e outras doenças.

Gonzalo Moratorio / Foto: Daniela

Adi Utarini

Em meio à pandemia do novo coronavírus, Adi Utarini,  professora e pesquisadora da Universidade de Gadjah Mada, foi considerada pela Nature uma das personalidades da ciência em 2020 por seu trabalho no combate contra outra doença: a dengue. Ela e sua equipe reduziram em 77% os casos de dengue em partes da cidade de Utarini na Indonésia ao liberarem mosquitos geneticamente modificados, técnica biológica que impede a propagação de doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti.

Kathrin Jansen

Kathrin Jansen é a chefe de pesquisa e desenvolvimento de vacinas da farmacêutica americana Pfizer, uma das poucas empresas do mundo que conseguiram criar uma vacina contra a Covid-19. Atuando junto com a BioNTech, companhia alemã, realizou o projeto em tempo recorde: 210 dias. A vacina traz desafios logísticos como o armazenamento em -70 graus para manter sua eficácia contra o novo coronavírus, mas, ainda assim, o feito científico representou um avanço significativo para a saúde global. Junto a outras vacinas, a vacina da Pfizer ajudará a combater a pandemia e a evitar mortes no mundo todo.

Kathrin Jansen / Foto: Reuters/Carlo Allegri

Zhang Yongzhen

Zhang Yongzhen é virologista do Centro Clínico de Saúde Pública de Xangai e foi reconhecido pela comunidade científica como o primeiro a compartilhar o genoma do novo coronavírus na internet. Tudo começou em 3 de janeiro de 2020 quando ele recebeu uma caixa de metal que continha um tubo de ensaio embalado em gelo seco com cotonetes de um paciente que estava sofrendo de uma pneumonia nunca vista e que varria a cidade de Wuhan na China. Com sua equipe, Zhang analisou as amostras usando a mais nova tecnologia de sequenciamento de alto rendimento para RNA. Em dois dias, depois de trabalharem por 48 horas seguidas, terminaram de mapear o primeiro genoma completo do vírus. A medida permitiu que pesquisadores de todo o mundo pudessem trabalhar a fim de criar tratamentos e vacinas para pessoas infectadas pelo vírus causador da Covid-19.

Chanda Prescod-Weinstein

Apesar da pandemia, 2020 foi um ano bastante agitado para Chanda Prescod-Weinstein, cosmóloga e professora na Universidade de New Hampshire. Ela foi uma das organizadoras do movimento online por diversidade na ciência chamado Strike for Black Lives. O movimento exigia que as instituições científicas enfrentassem o racismo na ciência e na sociedade. Após isso, a comunidade científica adotou a justiça social como parte de sua responsabilidade.

Chanda Prescod-Weinstein / Foto: reprodução vídeo

Li Lanjuan

Aos 73 anos de idade, a epidemiologista Li Lanjuan, da Universidade Zhejiang em Hangzhou, foi rápida ao reconhecer a periculosidade do vírus da Covid-19 para a saúde das pessoas na China. Em 22 de janeiro de 2020, ela pediu uma forte política de isolamento social na populosa cidade de Wuhan. No dia seguinte, a cidade adotou o lockdown que teve importância significativa para conter a propagação do vírus, ainda que algumas pessoas tenham ficado sem atendimento médico durante esse período.

Jacinda Ardern

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, é apontada como a principal responsável pela contenção da pandemia do novo coronavírus no país. Em junho de 2020, ela anunciou que a pandemia estava controlada. Esse cenário foi resultado da adoção rápida de medidas rígidas de isolamento social, logo quando a pandemia foi anunciada pela OMS. Com a colaboração dos 4,8 milhões de habitantes, o país teve 1.504 casos confirmados e apenas 22 mortes. Conheça também outras mulheres que fizeram diferença na história da ciência internacional.

Anthony Fauci

Chefe do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos desde 1984, Anthony Fauci teve uma atuação persistente em 2020, sendo conselheiro do presidente americano Donald Trump sobre como lidar com a pandemia da Covid-19. Mesmo com quase 80 anos de idade, Fauci permanecerá na função para aconselhar o presidente eleito Joe Biden a partir deste ano. Um verdadeiro defensor da ciência, Fauci recebeu ameaças e precisou andar com seguranças para se proteger. 

Anthony Fauci / Foto: Graeme Jennings – Bloomberg – Getty Images

Essa foi a lista tão esperada da revista Nature de 2020. Você citaria mais alguém? Conta para a gente. Já que o assunto é cientistas, conheça os inventos de Marie Curie e como suas descobertas ajudaram centenas de soldados. 😉

Primeiras imagens do acelerador de partículas Sirius são de proteínas do novo coronavírus

Os detalhes obtidos podem auxiliar na compreensão do vírus e no desenvolvimento ou melhoramento de remédios contra o COVID-19.

Aceleradores de partículas são laboratórios onde partículas que compõem os átomos – como prótons e elétrons – são aceleradas a velocidades próximas à da luz. A utilização desse tipo de equipamento é muito importante, afinal, somente com ele é possível quebrar partículas incrivelmente densas e milhões de vezes menores que o átomo. Essas pesquisas são importantes para nossa constante evolução e para o descobrimento de curas para doenças, por exemplo. Quer entender mais sobre esses super laboratórios? Leia nosso artigo sobre aceleradores de partículas.

O maior investimento da ciência brasileira, Sirius, terminou de ser construído a pouco tempo, em Campinas (SP) e entre seus primeiros experimentos, estão imagens em 3D de estruturas de proteínas de SARS-CoV-2, os detalhes obtidos podem auxiliar na compreensão do vírus e no desenvolvimento ou melhoramento de remédios contra o COVID-19.

Esses primeiros experimentos fazem parte de um esforço do Centro Nacional de Pesquisa em Energias e Materiais (CNPEM) para disponibilizar uma ferramenta de ponta à comunidade científica brasileira dedicada a pesquisas com SARS-CoV-2. 

Dentre as 13 estações de pesquisa do Sirius previstas para a 1ª fase do projeto, duas tiveram as montagens priorizadas desde o início da pandemia, por permitirem estudos sobre o vírus e suas intenções com as células humanas: o MACANÁ e o CATERETÊ.

Sirius: acelerador de elétrons revela detalhes do coronavírus

Ao analisar uma proteína já conhecida, os profissionais puderam validar o funcionamento do MACANÁ. Para constatar que estação está dentro dos parâmetros projetados e gerando resultados confiáveis, a pesquisa foi feita com proteínas bem conhecidas (como a lisozima, presente na nossa lágrima e saliva). Após reproduzir as medidas esperadas e verificar a boa performance da máquina, seguiu-se para os experimentos reais, com cristais de proteínas do SARS-CoV-2. 

Oportunidade para pesquisadores do país

Com os testes realizados e validados, o CNPEM, que abriga o Sirius, passa a receber propostas de cientistas interessados em usar a estrutura para avançar em estudos para o enfrentamento da pandemia. Contribuir de forma direta nessa corrida global da ciência por conhecimento sobre o SARS-Cov-2 empolga os pesquisadores, que têm ferramentas e estrutura em mãos.

Com a obtenção de dados confiáveis e competitivos, serão aprofundados os estudos em biologia molecular e estrutural que integram a força-tarefa contra coronavírus. Grupos de pesquisadores estão mobilizados para investigar os mecanismos moleculares relacionados à atividade dessa proteína, buscar inibidores de sua atividade, estudar outras proteínas virais e gerar conhecimentos que podem apoiar o desenvolvimento de medicamentos contra a doença.

José Roque, diretor-geral do CNPEM e do projeto Sirius, destaca que, em resposta à uma situação emergencial, a comunidade científica está sendo chamada a apresentar suas propostas de pesquisa em SARS-CoV-2. Para utilizar o Sirius, as propostas de pesquisa da comunidade científica passarão por uma avaliação técnica dos especialistas do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron. 

Essa é uma condição de pesquisa inédita para os pesquisadores do país. Tanto falamos da importância da ciência e tecnologia para a solução de problemas, e agora temos acesso a uma máquina avançada, projetada por brasileiros e construída em parceria com a indústria nacional. Isso tudo reforça a importância da ciência para a solução dos nossos problemas e as capacidades que temos no Brasil. Um salve à ciência e tecnologia!

Fontes: G1 | CNPEM | Super