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Transformações químicas: o que são e exemplos práticos do dia a dia

Transformações químicas fazem parte do dia a dia. Entenda o que são, como identificá-las e veja exemplos simples do cotidiano.

18 de fevereiro de 2026
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Ao observar o mundo ao nosso redor, é possível perceber a ciência em diversos acontecimentos comuns: um prego que enferruja, um bolo que cresce no forno, um alimento que é digerido pelo corpo são alguns exemplos de transformações químicas que acontecem diariamente.

Essas mudanças acontecem o tempo todo e são fenômenos fundamentais para a vida e para o funcionamento da natureza.

Compreender o que são essas transformações ajuda a interpretar situações simples do cotidiano com um olhar mais atento e investigativo. A química é mais que um conteúdo escolar: ela pode explicar acontecimentos que fazem parte da nossa rotina e carregam muita ciência! Leia mais a seguir.

Leia também: A química do espelho: você sabe como ele é feito?

O que são transformações químicas?

As transformações químicas ocorrem quando uma ou mais substâncias, chamadas de reagentes, se transformam em novas substâncias, conhecidas como produtos, com propriedades diferentes das originais. Isso acontece porque os átomos se reorganizam durante uma reação química, formando novas combinações.

Diferentemente de mudanças apenas visuais, como quebrar um objeto ou mudar a forma de algo, nas transformações químicas há alteração na composição da matéria. O resultado é algo novo, que não pode simplesmente voltar ao estado inicial.

Como identificar uma transformação química?

Alguns sinais ajudam a reconhecer quando uma transformação química está acontecendo. Entre os mais comuns, estão:

  • Mudança de cor
  • Liberação de gás
  • Formação de um sólido a partir de líquidos
  • Produção de luz ou calor
  • Liberação de cheiro característico

Nem sempre todos esses sinais aparecem juntos, mas a presença de um ou mais deles costuma indicar que uma reação química está ocorrendo, com a transformação dos reagentes em produtos.

Leia também: Nobel de Química 2024: saiba como o superlaboratório no interior de SP contribuiu para o prêmio

Transformações químicas no cotidiano: exemplos práticos

Canos enferrujados.

A química está presente em atividades simples, muitas vezes sem que a gente perceba. Alguns exemplos comuns ajudam a aproximar o conceito da vida real.

Oxidação do ferro

Quando o ferro entra em contato com o oxigênio e a umidade do ar, ocorre a formação da ferrugem. Esse processo, chamado de oxidação, transforma o ferro em uma nova substância, alterando sua aparência e resistência.

Combustão

Ao acender uma vela ou um fogão, ocorre uma reação de combustão, um tipo de reação química em que o combustível reage com o oxigênio do ar.

Esse processo libera energia na forma de luz e calor e pode ser classificado como uma termólise, pois envolve a liberação de energia térmica durante a transformação dos reagentes em produtos gasosos.

Fermentação

A fermentação acontece na produção de pães, bolos e bebidas. Microrganismos transformam açúcares em outras substâncias, liberando gás carbônico. No pão, esse gás forma bolhas que fazem a massa crescer.

Digestão dos alimentos

No nosso corpo, a digestão é um conjunto de transformações químicas. Enzimas e ácidos transformam os alimentos em substâncias menores, que podem ser absorvidas e utilizadas pelo organismo.

Mistura de vinagre e bicarbonato de sódio

Quando vinagre e bicarbonato de sódio são misturados, ocorre uma reação química que libera gás carbônico. O surgimento de bolhas indica a formação de um produto gasoso a partir dos reagentes, sendo um exemplo bastante utilizado em experiências educativas por ser simples, visual e seguro.

Mudança de cor em reações químicas

Frutas em decomposição.

Alguns materiais mudam de cor ao reagirem com outras substâncias ou com o ambiente. Um exemplo comum é o escurecimento de frutas cortadas, resultado de reações químicas com o oxigênio do ar.

Transformações químicas e transformações físicas: qual a diferença?

É comum confundir transformações químicas com transformações físicas, mas elas não são a mesma coisa.

  • Transformações físicas alteram apenas o estado ou a forma da matéria, sem criar novas substâncias. Exemplos incluem derreter gelo, rasgar papel ou dissolver açúcar em água.
  • Transformações químicas, por outro lado, formam novas substâncias, com propriedades diferentes das iniciais, como ocorre na ferrugem, na combustão ou na digestão.

Saber diferenciar esses dois tipos de transformação ajuda a compreender melhor os fenômenos do dia a dia.

Por que as transformações químicas são tão importantes?

As transformações químicas estão na base de processos essenciais para a vida, a indústria, a produção de alimentos, a geração de energia e o desenvolvimento tecnológico.

Além das reações mais conhecidas do cotidiano, existem transformações específicas como a eletrólise, que utiliza corrente elétrica para provocar reações químicas, e a fotólise, que ocorre pela ação da luz, ampliando ainda mais as aplicações da química na ciência e na tecnologia.

Ao observar essas mudanças com atenção, é possível perceber que a química não está restrita aos laboratórios. Ela acontece na cozinha da nossa casa, no corpo humano, na natureza e em experiências simples que despertam a curiosidade e o aprendizado.

Leia também: O que é eletroquímica?

Ciência para observar, experimentar e descobrir

Cientista manuseando misturas químicas.

Explorar as transformações químicas é um convite para enxergar o cotidiano com mais interesse e senso investigativo. Ao entender como e por que essas mudanças acontecem, o conhecimento científico se torna mais próximo, acessível e envolvente.

O Museu WEG é um espaço ideal para transformar conceitos como esse em experiências vivas e inspiradoras, aproximando públicos de todas as idades da ciência, da tecnologia e dos fenômenos que moldam o mundo ao nosso redor. Agende sua visita e venha explorar a ciência de perto.

Fontes:
Transformações Químicas – Educa+Brasil
Transformações Químicas – Toda Matéria

Tecnologia na educação: confira as principais tendências para 2026

Conheça as principais tendências para 2026 em tecnologia na educação e veja como inovações digitais apoiam escolas, professores e alunos.

09 de fevereiro de 2026
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A tecnologia na educação se tornou uma força que reorganiza tarefas cotidianas e amplia possibilidades de ensino e aprendizagem, alinhada a competências previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que inclui a cultura digital como parte das habilidades essenciais a serem desenvolvidas pelos estudantes.

Em muitas escolas brasileiras, professores e estudantes já usam recursos didáticos tecnológicos, como tablets, jogos e ambientes virtuais, para explorar conteúdos que antes só apareciam em livros.

Esse movimento também influencia a forma como conteúdos são apresentados, como o aprendizado é acompanhado e como professores, estudantes e famílias se envolvem com a educação. Confira neste conteúdo as principais tendências tecnológicas para a educação em 2026!

Aprendizagem personalizada com apoio da tecnologia na educação

Professora sentada em mesa com alunos.

A diversidade de ritmos, interesses e formas de aprender sempre esteve presente nas salas de aula. A diferença é que, agora, a tecnologia permite lidar com essa diversidade de forma mais organizada e eficaz.

Plataformas educacionais baseadas em dados conseguem mapear o desempenho dos estudantes, identificar pontos de dificuldade e sugerir caminhos de aprendizagem personalizados. Um aluno que apresenta dificuldade em matemática pode receber exercícios extras focados naquele conteúdo, enquanto outro avança para desafios mais complexos.

Para professores, esse tipo de recurso significa:

  • Facilidade no planejamento pedagógico
  • Visão clara do progresso dos alunos
  • Acompanhamento do desenvolvimento da turma

Já para as famílias, a personalização amplia a compreensão sobre como cada estudante aprende e evolui. Agora, como isso funciona na prática? Confira a seguir.

Inteligência artificial aplicada ao ensino

A inteligência artificial ganha espaço no ambiente educacional como ferramenta de apoio, organização e análise. Em 2026, seu uso tende a ser ainda mais integrado a plataformas de ensino e gestão escolar.

Na prática, a IA pode auxiliar na correção de atividades, no acompanhamento de desempenho e na criação de relatórios que ajudam educadores a tomar decisões pedagógicas mais embasadas.

Tutores virtuais, por exemplo, conseguem responder dúvidas frequentes, orientar estudos e indicar materiais complementares, ampliando o tempo de aprendizagem fora da sala de aula:

  • Para professores, isso representa mais tempo disponível para atividades que exigem interação humana, escuta e mediação
  • Para estudantes, significa acesso mais rápido a orientações e feedbacks
  • Para escolas e famílias, a IA contribui para um acompanhamento mais consistente e transparente do processo educacional

Leia também: IA na educação: como a inteligência artificial está chegando à escola

Realidade aumentada e virtual para conteúdos complexos

Nem todo conteúdo é fácil de visualizar apenas por meio de textos ou imagens estáticas. Conceitos científicos, históricos ou tecnológicos se tornam mais claros quando podem ser explorados de forma visual e interativa.

A realidade aumentada e a realidade virtual permitem criar experiências imersivas que ajudam a compreender fenômenos complexos. É possível observar o funcionamento de máquinas, explorar o interior do corpo humano, simular experimentos físicos ou visitar ambientes históricos sem sair da sala de aula.

Esses recursos ampliam o engajamento dos estudantes e favorecem a aprendizagem ativa, estimulando a curiosidade e a investigação. Para educadores, representam novas possibilidades didáticas. Para escolas, agregam valor ao projeto pedagógico ao integrar tecnologia, ciência e experimentação.

Gamificação como estratégia de engajamento

Elementos inspirados em jogos seguem como uma forte tendência em tecnologia na educação. A gamificação utiliza desafios, metas, pontuações e recompensas para tornar o aprendizado mais envolvente.

Plataformas gamificadas ajudam a transformar atividades tradicionais em experiências mais dinâmicas, incentivando a participação contínua dos estudantes. Resolver um problema pode render pontos, completar um módulo libera novos conteúdos e o progresso se torna visível ao longo do percurso.

Além de aumentar o interesse, a gamificação contribui para o desenvolvimento de habilidades como autonomia, colaboração e resolução de problemas. Para professores, oferece novas formas de avaliar o aprendizado. Para escolas e famílias, ajuda a manter o vínculo dos estudantes com os estudos.

Educação híbrida e modelos flexíveis de ensino

A combinação entre atividades presenciais e digitais se consolida como um modelo educacional relevante para os próximos anos. A educação híbrida permite que parte do conteúdo seja acessada on-line, enquanto o tempo presencial é dedicado à troca, ao debate e à prática.

Esse formato amplia o acesso ao conhecimento, respeita diferentes rotinas e favorece a autonomia dos estudantes. Para educadores, possibilita diversificar estratégias de ensino. Para as instituições, oferece maior flexibilidade na organização curricular.

A tecnologia atua como suporte para integrar esses formatos, garantindo continuidade, acompanhamento e qualidade no processo de aprendizagem.

Alfabetização de dados e pensamento tecnológico

Aluno usando computador da escola.

Entender dados, interpretar informações e desenvolver raciocínio lógico tornam-se competências cada vez mais relevantes no cotidiano escolar. No Brasil, o letramento digital e a integração das tecnologias já são garantidos pela Política Nacional de Educação Digital (PNED) como parte da formação básica.

Isso representa a implementação de práticas pedagógicas que incluem o pensamento crítico, uso de dados e competências tecnológicas desde as etapas iniciais do ensino. Na prática, isso envolve:

  • Aprender a analisar gráficos
  • Compreender indicadores
  • Questionar fontes
  • E usar dados para resolver problemas reais

Para educadores, representa a oportunidade de integrar ciência, matemática, tecnologia e pensamento crítico de forma aplicada. Essa tendência contribui para a formação de cidadãos mais preparados para compreender e atuar em contextos complexos e tecnológicos.

Tecnologia como ferramenta de inclusão

A tecnologia na educação também amplia o acesso à educação ao oferecer recursos que atendem diferentes necessidades. Ferramentas de acessibilidade, conteúdos adaptáveis, leitores de tela, legendas automáticas e interfaces mais inclusivas ajudam a reduzir barreiras no aprendizado.

Esses recursos permitem que mais pessoas participem ativamente do processo educacional, independentemente de limitações físicas, cognitivas ou sociais. Para escolas e educadores, representam um passo importante rumo a um ensino mais equitativo e diverso.

Segurança digital e uso consciente da tecnologia

Com o crescimento do uso de plataformas digitais, a atenção à segurança e à ética digital se torna indispensável. Em 2026, a tecnologia na educação caminha junto com práticas voltadas à proteção de dados, privacidade e bem-estar no ambiente on-line.

Escolas passam a investir em sistemas mais seguros e em ações educativas que orientam estudantes e famílias sobre o uso responsável da tecnologia. Questões como tempo de tela, comportamento on-line e proteção de informações pessoais ganham espaço no debate educacional.

Esse cuidado contribui para um ambiente de aprendizagem mais saudável e confiável, fortalecendo a relação entre tecnologia, educação e cidadania digital.

Leia também: ChatGPT na educação: entenda quais são as possibilidades e os impactos dessa IA

Educação para adultos e formação continuada de profissionais

O processo de aprendizagem não termina com a conclusão da educação formal. Para adultos, profissionais e educadores, a necessidade de atualização constante tem se intensificado nos últimos anos, diante das rápidas mudanças no mercado de trabalho e nas demandas pedagógicas.

Além de conteúdos técnicos, há uma valorização crescente de competências socioemocionais, como empatia, autogerenciamento e resiliência, que auxiliam tanto no contexto profissional quanto nas relações interpessoais.

Estudos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) apontam que sistemas de aprendizagem para adultos precisam ser mais flexíveis e orientados para a aquisição contínua de habilidades essenciais ao longo da vida, integrando formatos curtos e acessíveis de aprendizagem como o microlearning e cursos modulares.

O que acontece na prática?

Programas de formação continuada para educadores têm sido estruturados para apoiar professores na adaptação a novas tecnologias, metodologias ativas e práticas inclusivas.

Esses programas combinam workshops presenciais, cursos on-line e redes colaborativas de aprendizagem, onde docentes trocam experiências, materiais e estratégias didáticas. Isso significa:

  • Fortalecimento das competências pedagógicas
  • Contribuição para um ambiente escolar mais dinâmico
  • Maior preparo para responder às necessidades dos estudantes

Além disso, o reconhecimento e valorização de competências socioemocionais também permeiam esse cenário. O desenvolvimento dessas habilidades ajuda adultos a gerenciar melhor desafios cotidianos, colaborar em equipes e adaptar-se a mudanças.

Na educação, isso significa que iniciativas formativas não focam apenas no conteúdo técnico, mas também em fortalecer capacidades que sustentam o desempenho profissional e a qualidade das interações humanas.

Leia também: Mulheres que transformaram a educação pelo mundo

Educação em constante evolução

Alunos fazendo experimento de robótica.

As tendências para 2026 mostram que a tecnologia na educação atua como um meio para ampliar possibilidades, conectar pessoas e criar experiências de aprendizagem mais significativas. Quando utilizada com propósito, ela contribui para um ensino mais interativo, acessível e alinhado aos desafios do presente e do futuro.

A educação segue em movimento, acompanhando as transformações da sociedade, e o Museu WEG permanece como um aliado na missão de inspirar a curiosidade, estimular novas habilidades e aproximar diferentes públicos das inovações científicas e tecnológicas que moldam o futuro do conhecimento.

Fontes:
O que a BNCC fala sobre tecnologia?
Lei nº 14.533, de 11 de janeiro de 2023
Tendências em Educação: O que esperar em 2026?
Competências socioemocionais de educadores
Trends in Adult Learning

Banner com imagem de professora em sala de aula.

10 atividades para receber os alunos na volta às aulas

Confira 10 atividades simples e criativas para acolher os alunos na volta às aulas e começar o ano com mais conexão.

30 de janeiro de 2026
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O início do ano letivo é sempre cheio de expectativa. Enquanto novos cadernos são abertos e rotinas começam a ganhar forma, também surge aquela mistura de ansiedade e entusiasmo típica da volta às aulas.

Esse recomeço é uma oportunidade preciosa para aproximar os estudantes, fortalecer vínculos e estimular a curiosidade, especialmente quando usamos atividades que conectam brincadeira, criatividade e investigação científica.

Com propostas simples, acessíveis e inspiradas no universo da ciência e tecnologia, é possível transformar os primeiros dias de aula em um espaço leve, acolhedor e cheio de descobertas. Continue lendo para descobrir todas as atividades!

Leia também: 5 dicas para proteger crianças na internet: guia prático para pais e educadores

Por que começar o ano com atividades de acolhimento?

Antes de iniciarmos as brincadeiras, vale lembrar: o primeiro contato da turma define muito o clima dos meses seguintes. Momentos leves e dinâmicos ajudam a:

  • Quebrar o gelo entre estudantes
  • Criar vínculos positivos
  • Estimular curiosidade e participação
  • Desenvolver escuta, diálogo e cooperação
  • Despertar a sensação de pertencimento ao grupo
  • Transformar a volta às aulas em uma experiência acolhedora e motivadora

Com essas bases firmadas desde o primeiro dia, fica bem mais fácil construir um ano de descobertas, aprendizados e convivência.

A seguir, você encontrará 10 atividades criativas para iniciar o ano com energia e engajamento, todas pensadas para acontecer em sala de aula ou em casa.

1. Mapa das Curiosidades Científicas

Crianças em atividade prática na escola.

Objetivo: criar conexão entre os alunos e despertar interesse pela exploração do desconhecido.

Como fazer: distribua post-its e peça que escrevam algo que gostariam de entender melhor este ano, pode ser “por que chove?”, “como funcionam robôs?”, “por que ficamos gripados?”, etc.
Cole tudo em um mural coletivo.

Por que funciona: a turma começa a aula com perguntas reais, que podem virar temas de projetos ao longo do ano.

Variação: para os mais velhos, peça que incluam hipóteses ou explicações iniciais.

2. Caça ao Tesouro Científico

Crianças brincando de caça ao tesouro na escola.

Objetivo: estimular observação, colaboração e imaginação.

Como fazer: esconda pela sala pequenos objetos simples (clips, folhas, papel colorido, tampa de garrafa) e entregue pistas relacionadas a conceitos científicos (“algo que rola”, “algo transparente”, “algo que pode conduzir energia”).

Benefícios: os alunos começam o ano investigando e trabalhando em equipe.

Dica: finalize com uma roda de conversa sobre o que descobriram.

3. Linha do Tempo das Descobertas

Crianças lendo livro na escola.

Objetivo: integrar memórias pessoais e história da ciência.

Como fazer: peça que os alunos desenhem ou escrevam um acontecimento marcante na vida deles (primeiro livro lido, viagem especial, aprendizado). Ao lado, apresente feitos científicos ocorridos em anos próximos.

Por que funciona: cria identificação e mostra que ciência faz parte do cotidiano.

4. Garrafa das Perguntas

Roda de crianças sentadas na escola.

Objetivo: fortalecer a comunicação e abrir espaço para que todos se expressem.

Como fazer: deixe uma garrafa ou caixa decorada na sala. Cada aluno coloca uma pergunta que gostaria de responder durante o ano (sobre a escola, amizades, ciência, projetos, etc.).

Benefício: dá voz aos estudantes e gera temas espontâneos para conversas futuras.

Versão rápida: perguntas podem ser compartilhadas oralmente em um círculo.

5. Meu Superpoder Científico

Fileira de alunos sentados em suas carteiras.

Objetivo: aumentar autoestima e estimular autoconhecimento.

Como fazer: peça que todos escolham um “superpoder científico”: observar bem, fazer boas perguntas, ser criativo, ter paciência, gostar de desafios, entre outros. Em seguida, cada um explica sua escolha.

Por que funciona: ajuda a turma a perceber forças individuais e coletivas.

6. Laboratório Mágico da Sala

Criança vestida com jaleco em laboratório escolar.

Objetivo: criar um clima de encantamento e apresentar o espaço como lugar de experiências.

Como fazer: monte estações simples com objetos cotidianos (lupa, ímã, água com corante, tampas metálicas, folhas secas). Peça que explorem livremente e registrem o que descobriram.

Benefícios: desperta curiosidade natural e aproxima os alunos do método científico sem complicação.

Variação: pode ser feito em casa com materiais improvisados.

Leia também: Uso excessivo de telas: impactos na saúde mental e no desenvolvimento dos jovens

7. Quem Sou Eu? Versão Cientista

Crianças sentadas no chão com notas adesivas coladas na testa.

Objetivo: promover integração de maneira divertida.

Como fazer: entregue cartões com nomes de cientistas famosos (Marie Curie, Tesla, Darwin, etc.) ou profissões científicas (engenheiro, astrônoma, bióloga). Cada aluno recebe um cartão na testa e a turma dá dicas até que ele descubra quem é.

Benefícios: leve, dinâmica e excelente para quebrar o gelo.

Dica: altere para versões mais simples com os pequenos.

8. Tempestade de Ideias: Como seria uma escola do futuro?

Professor apresentando robô humanóide aos alunos.

Objetivo: gerar debate, colaboração e pensamento criativo.

Como fazer: no quadro, escreva “Escola do futuro”. Peça que a turma sugira ideias (salas transparentes, recreio com energia solar, laboratórios interativos, professores holográficos…) tudo vale.

Por que funciona: estimula imaginação e mostra que aprender pode ser divertido.

9. Meu Nome em Código Secreto

Criança negra sorridente escrevendo em papel.

Objetivo: promover curiosidade e introduzir lógica e padrões.

Como fazer: entregue uma tabela simples transformando letras em símbolos. Os alunos escrevem seus nomes usando o código e trocam mensagens.

Benefício: trabalha comunicação, lógica e diversão.

Variação: os mais velhos criam seus próprios códigos.

10. Minha Descoberta Favorita

Mulher e menina trabalhando juntas em uma bancada de cozinha.

Objetivo: conectar experiências pessoais ao universo científico.

Como fazer: cada aluno compartilha uma descoberta que já fez na vida (grande ou pequena). Pode ser “descobri como amarrar meu tênis”, “descobri uma nova estrela”, “aprendi a cozinhar”.

Benefício: isso cria conexões emocionais com o aprender.

Um recomeço cheio de descobertas

A volta às aulas é mais do que preencher cadernos em branco: é uma chance de despertar perguntas novas, fortalecer laços e transformar o início do ano em um momento leve e inspirador. Atividades simples, acessíveis e cheias de criatividade podem fazer toda a diferença nesse processo, seja em sala de aula ou em casa.

O Museu WEG se coloca como parceiro nesse recomeço, oferecendo ideias que tornam a aprendizagem mais curiosa, mais viva e mais próxima do dia a dia. Que este novo ciclo venha cheio de descobertas!

Estudantes observando exposições do Museu WEG.

Fonte:
11 dinâmicas para integrar os alunos na volta às aulas – Nova Escola
20 atividades para o primeiro dia de volta às aulas – Slidesgo
Atividades de volta às aulas: 10 criativas para começar o ano letivo! – Estante Mágica

Banner com imagem de duas pessoas parecidas e texto na cor branca.

O que é genética? Entenda de forma simples como nossos genes funcionam

Você já se perguntou o que é genética e por que ela é tão importante para entendermos quem somos? A…

14 de janeiro de 2026
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Você já se perguntou o que é genética e por que ela é tão importante para entendermos quem somos?

A genética é a área da ciência que estuda como características físicas e biológicas são transmitidas entre as gerações, ajudando a explicar desde a cor dos olhos até a diversidade das espécies.

Presente em descobertas científicas, avanços da saúde, tecnologias e até na agricultura, ela faz parte do nosso dia a dia muito mais do que imaginamos.

Neste conteúdo, vamos explorar sua história, seus conceitos básicos e algumas curiosidades que mostram como a genética influencia o mundo ao nosso redor.

Leia também: MicroRNAs e Regulação Genética: a revolução científica do Prêmio Nobel 2024

O que é genética?

Ilustração moderna de DNA em cores azuis.

A genética é o ramo da biologia que estuda a herança biológica, ou seja, como características são transmitidas de pais para filhos. Ela investiga como os genes, unidades básicas de informação genética, aperfeiçoam desde traços físicos (como cor dos olhos e tipo de cabelo) até funções internas, como o metabolismo, a produção de hormônios e o funcionamento das células.

Além disso, a genética também procura responder perguntas como:

  • Por que indivíduos da mesma família podem ser tão parecidos ou tão diferentes?
  • O que causa variações entre seres de uma mesma espécie?
  • Como características evoluem ao longo do tempo?

Hoje, a genética é uma área interdisciplinar que une biologia, química, medicina, evolução, biotecnologia e até computação, mostrando como a informação contida no DNA influencia o corpo e a vida como um todo.

Como a genética começou a ser estudada

Pesquisadoras em laboratório estudando genética.

A curiosidade sobre herança é antiga, mas a genética como ciência começou no século XIX. Um dos personagens mais importantes dessa história foi Gregor Mendel, um monge e botânico cujos experimentos com plantas de ervilha revolucionaram o entendimento da hereditariedade.

Mendel observou que algumas características, como cor das flores e formato das sementes, seguiam padrões previsíveis ao serem transmitidas. Ele percebeu que existiam “fatores” invisíveis que passavam de uma geração para outra.

Só anos depois cientistas descobriram que esses fatores eram, na verdade, genes localizados no DNA, molécula dentro do núcleo celular e organizada em cromossomos.

Com o desenvolvimento de tecnologias como microscópios avançados, sequenciamento de DNA e biologia molecular, a genética se expandiu. Hoje é possível:

  • Visualizar mutações individuais
  • Identificar genes associados a doenças
  • Mapear genomas completos
  • Manipular genes em laboratório

Esses avanços permitiram compreender como características surgem, como sofrem alterações e como organismos se relacionam evolutivamente.

Conceitos básicos: DNA, genes, cromossomos e hereditariedade

Antes de aprofundar exemplos e aplicações, vale conhecer alguns conceitos fundamentais.

DNA

O DNA (ácido desoxirribonucleico) é a molécula que guarda toda a informação genética de um organismo. Ele funciona como um “manual de instruções” que orienta o desenvolvimento, o funcionamento e até o envelhecimento das células.

Sua estrutura em dupla hélice permite copiar informações com precisão, passando-as de geração em geração.

Genes

Genes são trechos específicos do DNA que contêm instruções para produzir proteínas que, por sua vez, desempenham funções essenciais no organismo.

Cada gene pode influenciar características como tipo sanguíneo, cor da pele, sensibilidade a sabores, predisposição a certas doenças, etc.

Existem milhares de genes no genoma humano, e muitos deles trabalham juntos, de forma combinada.

Cromossomos

Cromossomos são estruturas que organizam o DNA dentro das células. Humanos possuem 46 cromossomos distribuídos em 23 pares, metade herdada da mãe, metade do pai.

Eles garantem que o DNA seja dividido e transmitido corretamente durante a formação de óvulos, espermatozoides e no desenvolvimento embrionário.

Genoma

Genoma é o conjunto completo de toda a informação genética de um indivíduo. Ele inclui todos os genes e também regiões do DNA que ajudam na regulação e organização do material genético.

Hereditariedade

Hereditariedade é o processo pelo qual características são transmitidas entre gerações.
Cada filho recebe uma combinação única de genes dos pais, por isso irmãos podem ser diferentes, mesmo dentro da mesma família.

A presença de alelos, versões distintas de um mesmo gene, explica variações como:

  • Olhos azuis, verdes ou castanhos
  • Cabelos lisos, ondulados ou crespos
  • Maior ou menor tolerância à lactose

Vale lembrar: genes não determinam tudo. O ambiente (alimentação, atividade física, clima, saúde, estilo de vida) influencia bastante na expressão dos genes e no desenvolvimento individual.

Usos atuais da genética no cotidiano

Imagem de um microscópio em um laboratório.

A genética está muito mais presente no nosso dia a dia do que imaginamos. Veja alguns exemplos a seguir!

Genética a saúde

Exames genéticos hoje ajudam a identificar riscos de doenças hereditárias, assim como a predisposição a cânceres familiares. Também podem ser utilizados para orientar tratamentos personalizados (medicina de precisão) e acompanhar condições metabólicas ou cardiovasculares.

Além disso, testes de ancestralidade revelam origens geográficas, combinação de etnias e até características peculiares sobre o organismo.

Aplicação genética em pesquisa e na conservação

A genética é fundamental para entender a biodiversidade. Ela contribui para estudos de evolução, análise de parentesco entre espécies, proteção de espécies ameaçadas, e reprodução e desenvolvimento de plantas e animais mais resistentes.

A agricultura moderna usa genética para produzir alimentos mais nutritivos e adaptados ao clima.

Na educação

Em laboratórios escolares, atividades com genética aproximam estudantes do pensamento científico. Modelagem de DNA, análise de traços familiares e observação de células são práticas que despertam curiosidade e criam conexões com a ciência.

Leia também: A Ciência Explica: Por que envelhecemos?

Curiosidades da genética

Dois meninos negros felizes sorrindo em um parque ao ar livre.

O campo da genética é cheio de peculiaridades e fatos interessantes, como, por exemplo:

  • Cerca de 99,9% do DNA humano é igual entre pessoas — nossas diferenças surgem de apenas 0,1% do genoma
  • Irmãos podem ser completamente diferentes porque o embaralhamento genético durante a reprodução cria combinações únicas de genes
  • Gêmeos idênticos têm praticamente o mesmo DNA, mas ainda assim podem apresentar diferenças devido à influência do ambiente
  • A epigenética, área que estuda como o ambiente altera a expressão dos genes sem modificar o DNA, mostra que hábitos e estilo de vida podem “ligar” ou “desligar” genes específicos
  • Humanos compartilham parte do DNA com diversos seres vivos, como plantas e animais, mostrando nossa ligação evolutiva ao longo da história da Terra

Estudar genética não é apenas necessário para conhecer nosso passado e entender nosso futuro, mas também pode ser divertido!

O papel da genética hoje no Brasil e no mundo

A genética cresceu tanto que, além da medicina, hoje está presente na agricultura e agroecologia, biotecnologia, desenvolvimento farmacêutico e pesquisas ambientais.

No Brasil, cresce o interesse por educação científica. Museus, institutos de pesquisa, escolas e projetos culturais promovem atividades que ajudam jovens e adultos a compreenderem conceitos genéticos de forma acessível.

Essa aproximação da ciência com o público reforça a importância da genética para a sociedade moderna.

Genética: um caminho para entender a vida

A genética amplia nossa compreensão sobre quem somos, de onde viemos e como características surgem ao longo das gerações. Estudar esse tema estimula curiosidade e aproxima pessoas de todas as idades da ciência e do pensamento investigativo.

Se este conteúdo despertou seu interesse, compartilhe com amigos, familiares e professores. E continue acompanhando o blog do museu e nossas redes sociais para receber novos materiais educativos sobre ciência, biologia e o mundo natural.

Leia também: 5 descobertas da ciência dignas do Prêmio Nobel, que talvez você ainda não conheça – Blog com Ciência

Fonte:
Genética: o que é, resumo, conceitos, história – Brasil Escola
O que é genética? – CropLife
Genética: o que é, história, conceitos básicos – Mundo Educação

Banner de crianças felizes saindo da escola.

Passatempos para as férias escolares: conheça 6 atividades sem telas

Descubra ideias de passatempos para as férias escolares, com atividades sem telas que unem diversão, criatividade e ciência.

22 de dezembro de 2025
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As férias escolares são o momento perfeito para descansar, brincar e descobrir novas formas de aprender. Longe das telas, há um mundo de experiências que estimulam a criatividade, fortalecem os laços familiares e despertam a curiosidade científica.

Neste artigo, você vai conhecer seis atividades interativas, dentro e fora de casa, que tornam as férias mais divertidas e cheias de descobertas.

Leia também: Uso excessivo de telas: impactos na saúde mental e no desenvolvimento dos jovens

Por que aproveitar as férias escolares sem telas?

Com o tempo livre, é comum que crianças e adolescentes passem horas em frente ao celular, videogame ou TV. Mas as férias podem ser muito mais do que isso.

Brincadeiras ao ar livre, experiências científicas e visitas culturais estimulam o raciocínio, a imaginação e o convívio com a família. Além disso, afastar-se um pouco das telas melhora o foco, o sono e o bem-estar.

E um dos lugares mais inspiradores para viver essas experiências é o museu, onde ciência e lazer se encontram de forma leve e divertida.

Atividades científicas para fazer em casa

Nem sempre é preciso sair para se divertir e aprender. Com criatividade e alguns materiais simples, é possível transformar a casa em um pequeno laboratório de descobertas. Essas experiências despertam a curiosidade, estimulam o raciocínio científico e criam momentos de convivência em família.

A seguir, conheça seis atividades fáceis, seguras e divertidas para fazer durante as férias escolares, todas sem telas.

Leia também: 5 dicas para proteger crianças na internet: guia prático para pais e educadores

Monte um vulcão em miniatura

Família negra montando vulcão em miniatura.

Uma das experiências caseiras mais clássicas e empolgantes. Basta misturar vinagre e bicarbonato de sódio para reproduzir uma reação química parecida com a erupção de um vulcão.

Como fazer:

  1. Pegue um copo ou garrafa pequena e envolva com massinha ou argila, moldando o formato de um vulcão.
  2. Coloque duas colheres de bicarbonato dentro.
  3. Adicione algumas gotas de corante vermelho (opcional).
  4. Despeje o vinagre e observe a espuma subir.

O que acontece: a mistura libera dióxido de carbono (CO₂), o mesmo gás presente em refrigerantes e efervescências.

Por que é interessante: além de visualmente divertido, ajuda a compreender reações químicas e o conceito de liberação de gases.

Hóquei de bexiga

Perfeito para gastar energia e trabalhar coordenação motora, o hóquei de bexiga é uma brincadeira simples e muito divertida.

Como fazer:

  1. Construa os tacos com tubos de papel filme, colando um pedaço de papelão em uma das pontas para formar a “pá”.
  2. Encha uma bexiga (ou uma bexiga com água, se for ao ar livre).
  3. Marque o campo com fita adesiva no chão.
  4. Coloque uma trilha sonora animada e comece o jogo!

O que se aprende: equilíbrio, agilidade e noções de física, como força e impulso.

Dica: envolva toda a família e crie times. Quem fizer mais “gols” ganha o direito de escolher a próxima brincadeira!

Crie um quiz de ciências em família

Mãe e filha brincando de perguntas e respostas.

Que tal transformar o aprendizado em um jogo divertido? O quiz científico é uma maneira leve de testar conhecimentos e aprender juntos.

Como fazer:

  1. Prepare perguntas sobre temas variados: animais, espaço, corpo humano, meio ambiente e invenções.
  2. Escreva as perguntas em papéis e sorteie a cada rodada.
  3. Quem acertar ganha pontos e o vencedor pode escolher o lanche da noite!

Por que é legal: estimula a memória, o pensamento lógico e a curiosidade.

Dica: envolva toda a família, os adultos também podem aprender (ou se surpreender) com as respostas!

Construa brinquedos científicos

A física está em todo lugar, inclusive nas brincadeiras. Criar brinquedos com princípios científicos ajuda as crianças a entender como as forças agem no mundo real.

Ideias simples:

  • Avião de papel: descubra como o formato das asas muda o tempo de voo.
  • Catapulta de palito: use palitos de picolé, elásticos e uma tampinha para lançar bolinhas.
  • Barquinho movido a ar: com papel alumínio e um balão, crie um barquinho que se desloca empurrado pelo ar.

O que se aprende: princípios de aerodinâmica, força, impulso e equilíbrio.

Benefício: desenvolve coordenação motora e raciocínio criativo enquanto diverte.

Confecção de instrumentos musicais com sucata

Além de divertida, essa atividade estimula a criatividade e o senso musical. A proposta é construir instrumentos com materiais recicláveis, mostrando que é possível criar som e ritmo com quase tudo.

Como fazer:

  1. Use latas, potes plásticos, tampinhas e rolos de papel para montar tambores, chocalhos e pandeiros.
  2. Decore com tintas, fitas e adesivos.
  3. Após prontos, forme uma “banda da família” e faça uma apresentação musical.

O que se aprende: conceitos de som, vibração e sustentabilidade.

Benefício: além de estimular a imaginação, promove o reaproveitamento de materiais e o trabalho em grupo.

Monte uma miniestufa com garrafa PET

Essa é uma ótima maneira de entender como as plantas crescem e o que é o efeito estufa natural.

Como fazer:

  1. Corte uma garrafa PET ao meio.
  2. Na parte de baixo, coloque terra e sementes (feijão ou lentilha germinam rápido).
  3. Use a parte de cima como tampa, criando um ambiente fechado.
  4. Deixe em local iluminado e observe as mudanças dia a dia.

O que se aprende: o papel da umidade e da luz no crescimento das plantas, além da importância da sustentabilidade e da reciclagem.

Benefício: promove o cuidado com o meio ambiente e incentiva a observação da natureza.

Férias no museu: ciência, criatividade e diversão

Mãe explorando um museu com os filhos.

Durante as férias escolares, o museu se transforma em um espaço cheio de atividades interativas. É o momento ideal para explorar, experimentar e aprender de forma prática.

Entre as programações que costumam acontecer nessa época, destaque para:

  • Oficinas criativas: construção de brinquedos com princípios de física, como aviões de papel e catapultas de palito.
  • Experiências científicas: demonstrações simples e seguras que mostram como a ciência está presente no dia a dia.
  • Exposições temáticas: espaços interativos que combinam história, tecnologia e arte.
  • Visitas mediadas: passeios guiados que revelam curiosidades e histórias por trás de cada experimento ou objeto.

Essas atividades transformam o museu em um verdadeiro laboratório de ideias, despertando o olhar curioso e investigativo de cada visitante.

A conquista mostra que o estranho comportamento das partículas pode, aos poucos, ser traduzido em tecnologia funcional.

Benefícios de visitar museus nas férias escolares

Além de entretenimento, as visitas ao museu também oferecem benefícios reais para o desenvolvimento das crianças e adolescentes:

  • Estímulo à criatividade: o contato com novas ideias e experimentos inspira soluções originais.
  • Convivência familiar: as atividades em grupo fortalecem vínculos e criam memórias afetivas.
  • Curiosidade científica: o ambiente interativo desperta o desejo de investigar e compreender o mundo.
  • Contato com novas tecnologias: exposições digitais e experiências imersivas mostram como a ciência está presente no cotidiano.

Visitar um museu é muito mais do que apenas um passeio, é uma oportunidade de aprendizado vivo e divertido.

Férias que inspiram o aprendizado contínuo

Essas atividades transformam qualquer casa em um espaço de descoberta. Com curiosidade, criatividade e alguns materiais simples, é possível viver férias cheias de aprendizado e diversão, sem precisar de telas para se encantar com a ciência.

O museu é o ponto de partida, um convite para levar a ciência e a imaginação para dentro de casa, transformando cada descoberta em uma nova aventura.

Leia também: IA na educação: como a inteligência artificial está chegando à escola

Fonte:
Férias escolares: Preparamos 30 ideias de Atividades – Sae Digital
Brincadeiras sem telas: 10 ideias diferentes para as férias – International School
O que fazer nas férias escolares? 20 dicas de lazer e segurança – Seguros Unimed

Banner do blog sobre o Prêmio Nobel 2025.

Prêmio Nobel 2025: conheça os vencedores e suas descobertas científicas

Conheça os vencedores do Prêmio Nobel 2025 e entenda como suas descobertas estão transformando a ciência, a tecnologia e a medicina no mundo.

11 de dezembro de 2025
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O Prêmio Nobel 2025 celebra os cientistas e pesquisadores cujas ideias e descobertas estão redefinindo o conhecimento humano. Criado em 1901, o Nobel reconhece feitos que mudam nossa compreensão do universo, da física das partículas aos mistérios do corpo humano.

Neste conteúdo, vamos conhecer quem foram os laureados do Prêmio Nobel 2025 nas categorias de Física, Química e Medicina, entender suas contribuições e descobrir por que essas inovações são tão importantes para o nosso futuro.

Leia também: 5 descobertas da ciência dignas do Prêmio Nobel, que talvez você ainda não conheça

O que é o Prêmio Nobel e por que é tão importante?

O Nobel é uma das maiores honrarias científicas do mundo, concedido anualmente pela Fundação Nobel, na Suécia, a pessoas ou grupos que realizam descobertas com impacto global nas áreas de Física, Química, Medicina, Literatura, Economia e Paz.

Em 2025 ele destaca a importância de investir em ciência e tecnologia em um momento em que o mundo busca soluções sustentáveis, novas fontes de energia e avanços na saúde. Mais do que uma homenagem, o prêmio representa a força da curiosidade humana, a busca incessante por respostas e por um futuro melhor.

Sua relevância está não apenas no prestígio histórico, mas também no impacto prático das inovações premiadas — muitas das quais influenciam tecnologias, tratamentos de saúde e novos rumos para a pesquisa científica.

Os vencedores do Prêmio Nobel 2025: o que mudou na ciência este ano?

O ano de 2025 trouxe descobertas que expandem fronteiras e redefinem questões fundamentais da ciência moderna.

Os laureados deste ciclo se destacaram por pesquisas que não apenas respondem perguntas antigas, mas também abrem caminhos inéditos para tecnologias emergentes, terapias inovadoras e novas formas de compreender a matéria, a energia e a vida.

Conheça quem são os vencedores e entenda por que suas contribuições se tornaram marcos científicos e como elas devem influenciar a sociedade nos próximos anos.

Nobel de Física 2025: da teoria quântica à engenharia de circuitos

Ilustração dos vencedores do Nobel de Física 2025 John Clarke, Michel H. Devoret e John M. Martinis

John Clarke, Michel H. Devoret e John M. Martinis receberam o prêmio por demonstrarem que fenômenos quânticos podem ser observados e controlados em circuitos elétricos de tamanho macroscópico, algo que, até pouco tempo atrás, parecia impossível.

Eles conseguiram registrar efeitos como o tunelamento quântico, em que partículas atravessam barreiras aparentemente intransponíveis, e a quantização de energia, que mostra como a energia é absorvida e emitida em pacotes discretos, e não de forma contínua.

Tudo isso em dispositivos que lembram os circuitos que encontramos em computadores ou sensores comuns, só que com comportamento governado pelas leis da mecânica quântica.

Essas experiências transformaram a física teórica em engenharia quântica prática, abrindo caminho para tecnologias antes restritas à imaginação científica. O impacto é profundo:

  • Computadores quânticos mais estáveis e escaláveis, capazes de realizar cálculos que levariam séculos para os sistemas convencionais.
  • Sensores ultra precisos, que podem detectar variações mínimas de campo magnético ou gravitacional, com aplicações na medicina e na exploração espacial.
  • Sistemas de comunicação invioláveis, baseados em princípios quânticos de entrelaçamento e segurança absoluta.

Essa conquista mostra que o mundo microscópico da física quântica está, enfim, se tornando palpável. A ponte entre teoria e tecnologia nunca esteve tão sólida.

Nobel de Química 2025: estruturas que respiram (metal-organic frameworks)

Ilustração dos vencedores do Nobel de Química 2025 Susumu Kitagawa, Richard Robson e Omar M. Yaghi.

Susumu Kitagawa, Richard Robson e Omar M. Yaghi foram reconhecidos pelo desenvolvimento dos metal-organic frameworks (MOFs), materiais extraordinários que combinam a rigidez dos metais com a flexibilidade das moléculas orgânicas.

Essas estruturas criam uma espécie de rede tridimensional com milhões de poros microscópicos, como uma esponja em escala molecular. Essa arquitetura permite capturar, armazenar e liberar substâncias específicas com alta eficiência.

Para se ter uma ideia, um único grama de MOF pode ter uma área interna equivalente a vários campos de futebol.

O potencial desses materiais é imenso e já começa a ser explorado em várias frentes:

  • Captura e armazenamento de CO₂, ajudando a mitigar o aquecimento global.
  • Extração de água do ar, oferecendo uma alternativa sustentável para regiões áridas.
  • Filtragem e purificação de gases e líquidos, com aplicações que vão da indústria farmacêutica à purificação de ar em ambientes urbanos.

Pesquisas mais recentes também apontam para o uso de MOFs em baterias mais leves e duráveis, armazenamento de hidrogênio e até na entrega controlada de medicamentos dentro do corpo humano.

O impacto vai além da química: é um exemplo claro de como o design molecular pode responder a desafios ambientais concretos.

Leia também: A história por trás dos objetos do Museu WEG

Nobel de Medicina 2025: como o corpo evita atacar a si mesmo

Ilustração dos vencedores do Nobel de Medicina 2025 Mary E. Brunkow, Fred Ramsdell e Shimon Sakaguchi.

Mary E. Brunkow, Fred Ramsdell e Shimon Sakaguchi receberam o Nobel por desvendar um dos maiores mistérios da biologia moderna: como o sistema imunológico reconhece o próprio corpo e evita destruí-lo.

O trio identificou o papel essencial das células T reguladoras (Tregs) e do gene FOXP3, responsáveis por manter o sistema imune sob controle. Elas funcionam como “freios” biológicos, impedindo que as defesas do corpo confundam células saudáveis com invasores.

Quando esse mecanismo falha, o resultado é devastador, surgem doenças autoimunes como o lúpus, o diabetes tipo 1 e a esclerose múltipla. A descoberta não apenas esclarece a origem dessas condições, mas também muda completamente a forma como a medicina lida com o equilíbrio imunológico.

Graças a esse avanço, agora é possível:

  • Projetar terapias de imunorregulação, que modulam as defesas do corpo de forma mais precisa e personalizada.
  • Reduzir rejeições em transplantes, ajustando a resposta imune sem comprometer a proteção contra infecções.
  • Explorar novas estratégias contra o câncer, aproveitando o controle das Tregs para reforçar a destruição de células tumorais.

O trabalho de Brunkow, Ramsdell e Sakaguchi mostra que compreender o corpo em seu nível mais íntimo é o primeiro passo para intervir com segurança, eficiência e humanidade, um verdadeiro marco para a imunologia moderna.

Impacto das pesquisas ganhadoras do Prêmio Nobel 2025 no cotidiano

As descobertas reconhecidas pelo Prêmio Nobel 2025 não permanecem apenas nos laboratórios, elas influenciam em tecnologias, rotinas e soluções que afetam diretamente a sociedade.

Dos avanços em computação quântica às inovações em captação de recursos naturais e aos novos caminhos da medicina personalizada, cada estudo premiado abre portas para aplicações práticas que podem transformar a forma como vivemos, trabalhamos e cuidamos da saúde.

Esses impactos também chegam às salas de aula, estimulando estudantes a compreenderem a ciência como algo presente no dia a dia.

Da ciência ao cotidiano: onde esses avanços já fazem diferença

Confira os principais impactos das pesquisas vencedoras no mundo atual:

  • Tecnologia: circuitos quânticos mais eficientes podem acelerar o processamento de dados, aprimorar sensores de alta precisão e impulsionar áreas como telecomunicações, criptografia e inteligência artificial.
  • Meio ambiente: materiais como os MOFs ampliam a capacidade de capturar carbono, filtrar poluentes e extrair umidade do ar em regiões áridas, contribuindo para soluções sustentáveis e mitigação climática.
  • Saúde: novas descobertas sobre tolerância imunológica permitem desenvolver terapias mais personalizadas, eficazes e com menos efeitos adversos, abrindo espaço para tratamentos inovadores contra doenças autoimunes, alergias e até certos tipos de câncer.

É importante ressaltar que discutir o Nobel de 2025 nas escolas e universidades aproxima os alunos das pesquisas atuais, tornando feiras, projetos científicos e debates mais relevantes ao mostrar, na prática, como a ciência molda o presente e pavimenta o futuro.

Ciência e inspiração: o legado do Prêmio Nobel 2025

O Prêmio Nobel 2025 reafirma que as grandes transformações do mundo nascem da curiosidade humana e do compromisso com a verdade científica.

Das partículas quânticas aos sistemas biológicos, cada descoberta amplia nossos horizontes e reforça a importância de cultivar mentes criativas e curiosas.

Visitar museus de ciência e tecnologia, participar de projetos de pesquisa e incentivar o aprendizado são formas de manter viva a chama da descoberta e inspirar a próxima geração de cientistas, engenheiros e pensadores.

Leia também: Amor na ciência: conheça os casais de cientistas que entraram para a história

Fonte:
INFOGRÁFICO: quem são os vencedores do Nobel 2025 e por quê – G1
Nobel de Química 2025 vai para pesquisadores Susumu Kitagawa, Richard Robson e Omar M. Yaghi por estudo sobre estruturas metal-orgânicas – BBC News Brasil
All Nobel Prizes 2025 – Nobel Prize

Banner com imagem do Sol.

Quais são as consequências das mudanças climáticas? Veja como será o calor em 2026

Entenda de forma clara as consequências das mudanças climáticas e como cada um de nós pode agir para proteger saúde, economia e meio ambiente.

26 de novembro de 2025
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As mudanças climáticas deixaram de ser um cenário remoto para se tornar parte da nossa realidade. Fenômenos como secas severas, chuvas intensas, ondas de calor e elevação do nível do mar são apenas algumas das consequências das mudanças climáticas e indicam que o planeta está reagindo ao desequilíbrio provocado pela ação humana.

Neste conteúdo, você vai entender os principais efeitos da ação humana no planeta e como eles já afetam nosso cotidiano e os ecossistemas, o que pode estar reservado para o Brasil e como ainda é possível agir para frear os piores impactos.

Leia também: Adaptação do corpo humano: como sobrevivemos a situações extremas

O fenômeno global: causas e efeitos observados das mudanças climáticas

As consequências das mudanças climáticas já são perceptíveis em todas as regiões do mundo. O fenômeno é causado principalmente pelo aumento dos gases de efeito estufa que intensificam o efeito estufa natural da Terra, retendo mais calor na atmosfera.

Desde a Revolução Industrial, a queima de combustíveis fósseis, o desmatamento e a expansão industrial vêm alterando o equilíbrio climático global.

Segundo relatórios da ONU e do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), o planeta já aqueceu cerca de 1,1 °C em relação ao período pré-industrial. Esse aquecimento tem provocado mudanças drásticas, como o derretimento de geleiras, elevação do nível do mar, alteração dos regimes de chuva e aumento na frequência de eventos extremos.

Esses indicativos mostram que as mudanças climáticas não são um problema do futuro: são uma realidade presente que exige compreensão e ação urgente.

Consequências das mudanças climáticas no cotidiano humano

Quando falamos em desequilíbrio climático, não estamos apenas olhando para grandes eventos ou estatísticas distantes. Muitas das consequências das mudanças climáticas já se fazem presentes nas nossas cidades, nas estações do ano, no ciclo de chuva, na saúde das pessoas e no bolso.

Confira a seguir impactos perceptíveis em variadas áreas:

Saúde, doenças e impactos físicos

Mulher idosa com expressão de dor ou desconforto sentada próximo a um ventilador, representando risco de insolação ou calor excessivo.

As mudanças climáticas já afetam diretamente a saúde humana. O aumento das temperaturas e as ondas de calor mais frequentes elevam o risco de doenças respiratórias, cardiovasculares e casos de insolação, principalmente entre idosos, crianças e pessoas com condições crônicas.

Estudos realizados em cidades como São Paulo, apontam que os períodos de calor extremo estão associados a um aumento na mortalidade e em internações hospitalares.

Além disso, o clima mais quente e as chuvas irregulares favorecem a proliferação de mosquitos transmissores de doenças como dengue, zika e malária, que tendem a se espalhar para regiões antes menos afetadas.

Outro impacto importante está relacionado ao saneamento: o desabastecimento de água e os problemas de esgoto agravam a disseminação de doenças gastrointestinais e infecções, especialmente em áreas com infraestrutura precária.

Impactos econômicos, sociais e em infraestrutura

As mudanças climáticas também trazem consequências significativas para a economia, a estrutura das cidades e a vida em sociedade.

O aumento das temperaturas intensifica o consumo de energia, com o uso mais frequente de ar-condicionado e ventiladores, e pressiona sistemas de transporte, abastecimento de água e drenagem urbana. Esses fatores elevam os custos de manutenção e exigem investimentos constantes em adaptação e infraestrutura.

As desigualdades sociais se tornam ainda mais evidentes diante desse cenário. Bairros periféricos, com menor arborização, poucas áreas de sombra e moradias mal ventiladas, sofrem de forma mais intensa os efeitos do calor extremo.

Além disso, as populações mais vulneráveis costumam ter menos recursos para se proteger e se adaptar, o que amplia as disparidades socioeconômicas em tempos de crise climática.

Esses efeitos combinados demonstram que o aquecimento global vai muito além do meio ambiente: ele é também um fenômeno social. Suas consequências redefinem padrões de vida, exigem mudanças estruturais e impõem novos custos à sociedade como um todo.

Projeções para o Brasil 2026: impactos das mudanças climáticas

Por sua dimensão continental e diversidade climática, o Brasil está entre os países mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas. Vamos ver algumas projeções e consequências esperadas para 2026, como exemplo concreto de como as consequências podem já estar se manifestando.

Projeções para calor e extremos climáticos

Os efeitos do aquecimento global já são sentidos no Brasil, e as projeções para 2026 indicam que as ondas de calor podem se tornar ainda mais intensas. Em 2025, milhões de brasileiros foram impactados por temperaturas recordes e os especialistas alertam que o próximo ano pode repetir ou até superar esses extremos.

Nas cidades, o fenômeno das ilhas de calor urbanas tende a agravar a sensação térmica. Regiões densamente povoadas, com muito concreto e asfalto, retêm calor e dificultam o resfriamento natural do ambiente, tornando os dias e as noites mais quentes.

De acordo com previsões meteorológicas, áreas do Centro-Oeste e Sudeste podem registrar temperaturas até 3 °C acima da média histórica. Em contrapartida, regiões com menor índice de chuvas enfrentam risco de secas prolongadas, afetando o abastecimento de água e a agricultura.

Já em outras partes do país, há a possibilidade de chuvas intensas e repentinas, que aumentam a ocorrência de enchentes e deslizamentos.

Consequências para agricultura e segurança alimentar

As mudanças climáticas representam um desafio crescente para a agricultura brasileira e para a segurança alimentar.

Estimativas indicam que, até 2030, o país poderá perder cerca de 11 milhões de hectares de terras agricultáveis, sendo que a região Sul pode ser a mais afetada, com até 5 milhões de hectares a menos.

Essa redução, somada à instabilidade do clima, tende a diminuir a produtividade de culturas essenciais como soja, milho, arroz e café, principalmente em áreas que dependem de regimes climáticos mais previsíveis.

Além disso, a combinação de perdas de produção e aumento dos custos de cultivo pressiona os preços dos alimentos para o consumidor final, evidenciando como o aquecimento global impacta diretamente a vida cotidiana e a economia.

Impactos ambientais e nos ecossistemas

As mudanças climáticas também provocam transformações profundas nos ecossistemas e nos recursos naturais. A perda de biodiversidade é uma das principais preocupações: espécies dos biomas brasileiros podem perder seus habitats e enfrentar risco de extinções locais.

Os recursos hídricos sofrem com a redução da recarga de aquíferos e o aumento das secas em bacias importantes, comprometendo o abastecimento de água.

Nas áreas costeiras, a elevação do nível do mar ameaça cidades vulneráveis, gerando enchentes, erosão e a intrusão de água salgada em solos e lençóis freáticos.

Além disso, os ciclos naturais estão se tornando mais imprevisíveis, com chuvas intensas, longos períodos de estiagem e tempestades cada vez mais severas.

Leia também: A ciência explica: por que terremotos acontecem?

O que podemos fazer para enfrentar as consequências das mudanças climáticas

Pessoa criança observando solo rachado em uma terra seca, símbolo dos efeitos da seca e mudança climática.

Embora muitos impactos já estejam em curso e alguns talvez irreversíveis, ainda há espaço expressivo para ação coordenada entre governos, comunidades, ciência e cidadãos:

Políticas públicas e ações coletivas

Enfrentar as consequências das mudanças climáticas exige planejamento, cooperação e políticas públicas eficazes. Cidades e estados podem investir em infraestruturas urbanas mais resilientes ao calor, com ruas permeáveis, mais arborização e projetos de planejamento urbano que ajudem a reduzir as ilhas de calor e melhorar a qualidade de vida nas áreas urbanas.

Outra frente essencial é a criação de planos de adaptação climática, com sistemas de alerta para eventos extremos, monitoramento de saúde pública e controle de vetores de doenças.

Paralelamente, o incentivo às fontes de energia limpa, à eficiência energética e ao transporte sustentável contribui para reduzir a emissão de gases de efeito estufa e acelerar a transição dos combustíveis fósseis.

Por fim, a proteção e restauração de ecossistemas atua como uma forma natural de mitigação, ajudando a absorver carbono, regular o clima e aumentar a resiliência ambiental das comunidades.

Mudanças no estilo de vida e atitudes individuais

As mudanças climáticas também pedem uma transformação nas nossas atitudes diárias. Pequenas escolhas no dia a dia podem gerar grandes impactos coletivos.

Reduzir o consumo excessivo, evitar o desperdício de água e energia e optar por meios de transporte sustentáveis, como transporte público, bicicletas ou caronas, são ações simples que diminuem a emissão de gases de efeito estufa.

Além disso, apoiar projetos locais de reflorestamento, hortas urbanas e iniciativas de bairros sustentáveis fortalece o senso de comunidade e ajuda na recuperação ambiental.

A educação ambiental também tem papel essencial nesse processo: escolas, associações e movimentos civis contribuem para formar uma consciência coletiva mais responsável e comprometida com o futuro do planeta.

Um novo clima de consciência diante das consequências

Imagem de uma forte explosão solar com brilho intenso, partículas energéticas e uma atmosfera brilhante e avermelhada, refletindo intensa atividade solar.

As consequências das mudanças climáticas já não são mais uma projeção distante, são realidades que se desdobram agora, em múltiplas frentes. O calor projetado para 2026 é um sinal de alerta: mostra que, sem mudança, os efeitos extremos se tornarão regra, não exceção.

Mas esse alerta também carrega um convite: o de transformar conhecimento em ação, medo em mobilização, e vulnerabilidade em resiliência. Cuidar do planeta é cuidar de nossa sobrevivência, da cultura, da diversidade e das gerações futuras.

Leia também: Como surgem as nascentes de água?

Fonte:
Causes and Effects of Climate Change – United Nations
8 consequências das mudanças climáticas, segundo a ONU – Contec Brasil
Calor extremo é uma ameaça crescente na Copa do Mundo de 2026; entenda – CNN Brasil

Banner do Museu WEG sobre sistemas de governo do Brasil.

Sistemas de governo do Brasil: uma linha do tempo até a Proclamação da República

Entenda os sistemas de governo do Brasil em uma linha do tempo até a Proclamação da República e a formação da nossa democracia.

12 de novembro de 2025
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Os sistemas de governo representam a forma como o poder político é organizado e exercido em uma nação. Eles definem quem governa, como as decisões são tomadas e de que modo o povo participa da administração pública.

No caso do Brasil, compreender a evolução dos sistemas de governo é essencial para entender as transformações sociais, econômicas e culturais que moldaram o país desde o período colonial até a Proclamação da República, em 1889.

Essa trajetória mostra como o poder foi distribuído, centralizado e, pouco a pouco, democratizado. Entender esse processo é fundamental para quem deseja compreender as bases da democracia brasileira e como ela se consolidou ao longo dos séculos.

Leia também: Como surgiu o primeiro Museu?

Tipos de sistemas de governo no mundo

Existem três modelos principais de governo adotados globalmente, cada um com formas distintas de distribuição do poder político:

  • Presidencialismo: o presidente acumula as funções de chefe de Estado e chefe de governo. É eleito pelo povo e exerce mandato por tempo determinado. Esse sistema oferece estabilidade e autonomia executiva, sendo adotado em países como Brasil, Estados Unidos e México.
  • Parlamentarismo: o chefe de governo é o primeiro-ministro, escolhido pelo parlamento, enquanto o chefe de Estado (rei ou presidente) tem funções simbólicas. É comum em países como Reino Unido, Canadá, Japão e Alemanha.
  • Semipresidencialismo: combina elementos dos dois sistemas anteriores. O presidente compartilha o poder executivo com o primeiro-ministro, como ocorre em França e Portugal.

Cada sistema reflete as tradições políticas e históricas de cada país, influenciando diretamente a forma de representação e participação popular.

Sistemas de governo do Brasil: uma visão geral

Imagem do Congresso Nacional do Brasil em Brasília.

A trajetória política brasileira passou por transformações profundas. Do domínio colonial português até a instauração da República, o Brasil experimentou diferentes formas de organização do poder.

Essa linha do tempo ajuda a compreender como a autoridade foi estruturada, disputada e transformada ao longo de mais de três séculos.

Brasil Colônia: a administração portuguesa (1500–1822)

Durante o período colonial, o Brasil era uma possessão de Portugal e seguia o modelo absolutista europeu, em que todo o poder se concentrava nas mãos do rei.

O território foi inicialmente dividido em 15 capitanias hereditárias, doadas a donatários que tinham autonomia administrativa limitada.

Apesar de algumas capitanias terem prosperado, como Pernambuco e São Vicente, muitas fracassaram devido à falta de recursos, conflitos com povos indígenas e dificuldades de comunicação.

Com o tempo, Portugal criou o cargo de governador-geral para centralizar o controle e garantir o envio de riquezas à metrópole.

A chegada da família real portuguesa em 1808, fugindo das invasões napoleônicas, marcou um ponto de virada: o Brasil deixou de ser apenas uma colônia e tornou-se sede do Império Português. Essa mudança abriu caminho para a Independência e para o nascimento de um novo sistema político.

Características do sistema colonial

O sistema colonial brasileiro possuía traços marcantes do absolutismo europeu e da exploração mercantilista:

  • Poder concentrado no monarca e exercido por representantes da Coroa
  • Ausência total de participação popular nas decisões políticas
  • Economia voltada para o lucro da metrópole, baseada em atividades extrativistas, agricultura de exportação e trabalho escravo
  • Dependência econômica e política de Portugal
  • Estrutura social hierarquizada, com grandes proprietários de terras no topo e escravizados na base

Essa organização manteve o Brasil como uma colônia produtora de riquezas, mas sem autonomia nem direitos políticos.

A Independência e o surgimento de um novo sistema de governo (1822–1831)

Em 7 de setembro de 1822, Dom Pedro I proclamou a Independência do Brasil, rompendo formalmente com Portugal.

O novo Estado adotou o sistema de Monarquia Constitucional, inspirado em modelos europeus que equilibravam o poder entre o monarca e as instituições políticas.

A Constituição de 1824, a primeira do país, estabeleceu quatro poderes:

  • Executivo, exercido pelo imperador
  • Legislativo, formado pela Câmara dos Deputados e o Senado
  • Judiciário, independente, mas subordinado ao imperador
  • Poder Moderador, exclusivo do imperador, que podia intervir nos demais poderes

Apesar de seu caráter liberal, o sistema manteve o voto censitário, restrito aos homens livres e proprietários, e o imperador concentrava ampla autoridade. As tensões entre centralização e liberdade levaram à abdicação de Dom Pedro I, em 1831, abrindo espaço para um período de instabilidade política.

O Período Regencial (1831–1840) e suas revoltas

Com o trono vago até a maioridade de Dom Pedro II, o Brasil foi governado por regentes. Esse período foi marcado por intensos conflitos regionais e disputas de poder.

Revoltas populares e provinciais como a Cabanagem (Grão-Pará, 1835–1840), a Sabinada (Bahia, 1837–1838), a Balaiada (Maranhão, 1838–1841) e a Farroupilha (Rio Grande do Sul, 1835–1845) expressaram o descontentamento de grupos que exigiam maior autonomia política e justiça social.

Essas revoltas revelaram as fragilidades do sistema monárquico e a falta de representatividade das províncias, acelerando o processo de centralização e culminando no Golpe da Maioridade, que antecipou a coroação de Dom Pedro II, em 1840.

O Segundo Reinado (1840–1889): estabilidade e contradições

O governo de Dom Pedro II trouxe estabilidade política e avanços econômicos. O país viveu o auge da cafeicultura, o início da industrialização, a expansão da imprensa, das ferrovias e da educação.

Contudo, o sistema monárquico mantinha contradições profundas:

  • Dependência do trabalho escravo, mesmo diante da pressão internacional pelo abolicionismo
  • Centralização do poder nas mãos do imperador
  • Exclusão política da maioria da população
  • Conflitos entre liberais e conservadores no Parlamento
  • Crescimento de ideias republicanas e positivistas, especialmente entre militares e intelectuais

A Guerra do Paraguai (1864–1870) também abalou o regime: fortaleceu o Exército e disseminou o sentimento de que a monarquia estava ultrapassada. A abolição da escravidão, em 1888, foi o golpe final em um império sustentado por elites rurais insatisfeitas.

A Proclamação da República de 1889

Em 15 de novembro de 1889, o marechal Deodoro da Fonseca liderou o movimento que depôs Dom Pedro II e proclamou a República Federativa do Brasil.

O ato, embora pacífico, marcou o fim da monarquia e o início de um novo sistema de governo, o presidencialismo.

A República inspirou-se no modelo dos Estados Unidos, estabelecendo:

  • Eleições diretas para presidente e vice
  • Separação dos três poderes
  • Autonomia das províncias (agora chamadas de estados)
  • Mandatos temporários e representatividade política

A Constituição de 1891 consolidou o sistema republicano, inaugurando uma nova era de organização política no país.

Comparando a Monarquia Constitucional e a República Presidencialista

AspectoMonarquia ConstitucionalRepública Presidencialista
Chefe de EstadoImperador hereditárioPresidente eleito
Poder ExecutivoVitalício e centralizadoTemporário e representativo
Participação popularRestrita, censitáriaAmpliada (embora inicialmente limitada) 
Base de poderHereditariedadeSufrágio e cidadania
Modelo políticoCentralizador e unitárioFederalista e descentralizado

A transição para o presidencialismo

Máquina de votação eletrônica com teclado numérico e painel de confirmação, usada em eleições no Brasil.

Com a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, o Brasil deixou para trás séculos de monarquia e adotou o presidencialismo, sistema inspirado no modelo dos Estados Unidos.

O novo regime foi oficialmente estabelecido pela Constituição de 1891, que instituiu a República Federativa do Brasil, dividindo o poder entre Executivo, Legislativo e Judiciário.

No lugar de um imperador hereditário, passou a existir um presidente eleito para mandatos temporários. As antigas províncias se tornaram estados autônomos, e a Igreja se separou do Estado, marcando o início de uma nova fase política.

Apesar do discurso de liberdade e participação, o poder continuou concentrado nas mãos das elites rurais e militares, e o voto seguia restrito a uma pequena parcela da população. Mesmo assim, o presidencialismo representou um avanço institucional, criando as bases do sistema democrático que o Brasil mantém até hoje.

A importância de entender os sistemas de governo

Bandeira do Brasil ao vento com o Pão de Açúcar ao fundo ao pôr do sol.

Compreender a evolução dos sistemas de governo do Brasil é compreender a própria formação da identidade nacional. Cada etapa revela como o poder foi construído, disputado e transformado.

Estudar essa trajetória permite enxergar que o sistema político é resultado de séculos de disputas sociais, econômicas e ideológicas.

Conhecer o passado é essencial para fortalecer a democracia e formar cidadãos conscientes do papel que exercem na construção de um país mais justo e participativo.

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Os sistemas de governo são construções históricas que refletem o momento social e político de cada época.

A Proclamação da República marcou uma transição essencial para o modelo que temos hoje, e entender essa trajetória é fundamental para compreender a democracia brasileira contemporânea.

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Leia também: A história por trás dos objetos do Museu WEG

Fonte:
Sistemas de governo: história do parlamentarismo no Brasil – Politize!
Sistema de governo: o que é, tipos e como eles funcionam? – FIA
Sistemas de Governo, formas de Governo e formas de Estado – Jusbrasil

Imagem de divulgação do evento do Ministério da Cultura discutindo o medo, a ciência e nossas reações, com foco na saúde mental e emocional, incluindo uma criança na cama.

Por que sentimos medo? A ciência por trás das nossas reações

Você já percebeu como o medo está presente em vários momentos da vida? Desde um simples susto no escuro até…

22 de outubro de 2025
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Você já percebeu como o medo está presente em vários momentos da vida? Desde um simples susto no escuro até os arrepios ao assistir um filme de terror, esse sentimento mexe com a gente de uma forma única. Mas afinal, por que sentimos medo? Será que é apenas algo ruim ou existe uma explicação científica para isso?

Na verdade, o medo é um dos sentimentos mais antigos e essenciais da humanidade. Ele não só ajudou nossos ancestrais a sobreviver em ambientes cheios de perigos, como ainda hoje continua sendo um mecanismo natural de defesa.

Leia também: Diferença entre amor e paixão segundo a ciência

O que é o medo do ponto de vista científico

O medo é uma resposta emocional do cérebro diante de uma ameaça real ou imaginária. Ele ativa sistemas complexos que envolvem o cérebro, os hormônios e até os músculos do corpo.

A ciência mostra que a principal região cerebral ligada ao medo é a amígdala, que funciona como um “radar de perigo”. Sempre que percebemos algo estranho — um barulho repentino, uma sombra suspeita ou até uma cena de terror no cinema — a amígdala é acionada.

Esse sistema foi essencial para a evolução humana. Sem ele, provavelmente não teríamos conseguido fugir de predadores, reagir a situações de risco ou aprender a evitar perigos.

Como o cérebro reage a esse sentimento

Menina com cabelo castanho claro e olhos castanhos, ajoelhada na cama, segurando o cobertor, com expressão pensativa, em um quarto com iluminação suave e céu azul ao fundo.

Quando pensamos na origem desse medo, é impossível não falar do cérebro. O processo acontece em segundos, mas envolve várias etapas:

  1. Identificação do perigo: a amígdala reconhece a ameaça.
  2. Alerta o corpo: o cérebro envia sinais para o sistema nervoso.
  3. Descarga hormonal: adrenalina e cortisol são liberados no sangue.
  4. Reação física: coração acelera, músculos se preparam, respiração aumenta.

Esse mecanismo é conhecido como “luta ou fuga”, quando o corpo se prepara para enfrentar o perigo ou fugir dele.

Curiosidade: algumas pessoas, em situações extremas, ficam “paralisadas pelo medo”. Esse é outro tipo de reação, chamado de freeze (congelamento).

Mudanças físicas: o que acontece no corpo

Além do cérebro, o corpo também passa por várias mudanças rápidas. Entre elas:

  • Coração acelerado: para bombear sangue mais rápido.
  • Respiração curta e rápida: aumenta a entrada de oxigênio.
  • Pupilas dilatadas: melhoram a visão em ambientes escuros.
  • Arrepio na pele: resultado da contração dos folículos pilosos, como defesa.
  • Suor nas mãos e corpo: ajuda a manter a temperatura equilibrada.

Todos esses sinais explicam de forma prática porque sentimos medo: é a preparação natural para escapar ou resistir.

Por que sentimos medo mesmo quando não há perigo real?

Mulher e menina assustadas explorando uma caverna com lanterna de cabeça, em uma aventura cheia de suspense e surpresa.

Um detalhe curioso é que nosso cérebro não diferencia completamente o perigo real do imaginário. É por isso que sentimos medo em situações seguras, como ao ver um palhaço assustador em uma festa de Halloween ou durante um filme de terror.

Nesses momentos, a amígdala reage como se a ameaça fosse verdadeira, liberando os mesmos hormônios que em uma situação real. A diferença é que, como o cérebro logo percebe que não há risco, a sensação de medo pode se misturar com prazer e diversão.

Leia também: A ciência explica: Por que levamos susto e o que acontece com o nosso corpo?

O medo como ferramenta de aprendizado

O medo também tem uma função educativa. Ao passarmos por experiências que nos assustam, aprendemos a evitar situações perigosas no futuro. Por exemplo:

  • Se você escorregou ao correr em um piso molhado, todos aprendem a tomar mais cuidado ao correr nesse lugar.
  • Se alguém teve uma reação ruim a um animal venenoso, todos ao redor aprendem a manter distância.

Isso mostra que o medo está diretamente ligado à nossa sobrevivência e ao aprendizado em grupo.

Quando o medo deixa de ser saudável?

Criança com febre cobrindo o rosto enquanto está deitado na cama, ao lado de um ursinho de pelúcia, em busca de conforto por causa de uma doença.

Embora esse sentimento seja natural e útil, ele pode se tornar um problema quando aparece em excesso ou sem motivo aparente. Alguns exemplos:

  • Fobias: medos exagerados que atrapalham o dia a dia, como medo de aranhas, palhaços ou de estar em lugares fechados (claustrofobia). Mesmo sabendo que não há perigo real, a pessoa sente pânico.
  • Ansiedade: quando o cérebro interpreta situações comuns como ameaçadoras, como apresentar um trabalho, ir a um evento social ou até sair de casa. Pode gerar tensão constante, preocupação excessiva e dificuldade de concentração.
  • Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT): experiências traumáticas fazem o cérebro manter o corpo em alerta, mesmo quando não há perigo. Isso pode incluir lembranças repetitivas do evento, pesadelos ou reações fortes a situações que lembram o trauma.

Nesses casos, é fundamental procurar ajuda profissional. Psicólogos e psiquiatras podem oferecer tratamentos eficazes, como terapia e técnicas de enfrentamento, para recuperar o equilíbrio emocional e tornar o medo saudável novamente.

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Entender por que sentimos medo nos ajuda a perceber que esse sentimento não é algo negativo por si só. Pelo contrário: o medo fez parte da nossa evolução e foi essencial para a sobrevivência da espécie humana.

Quer descobrir mais curiosidades científicas como essas? Acompanhe o blog e as redes sociais do Museu para conferir mais conteúdos exclusivos.

Leia também: O poder da empatia: por que nos emocionamos ao assistir um filme?

Fontes:
Psicologia do Medo – Revista Arco
Por que sentimos medo fisicamente – University of Western Australia
O que acontece com o corpo durante um susto – Correio Braziliense

Crianças felizes usando smartphone, simbolizando segurança na internet para crianças - guia prático para pais e educadores.

5 dicas para proteger crianças na internet: guia prático para pais e educadores

Veja 5 dicas para proteger crianças na internet. Entenda os riscos digitais e descubra como garantir mais segurança online sem limitar o aprendizado.

08 de outubro de 2025
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Hoje em dia, não é exagero dizer que as crianças praticamente crescem conectadas. Desde cedo, elas já sabem abrir vídeos no YouTube, jogar on-line e até usar redes sociais. Mas, junto com essa facilidade, vêm os riscos: cyberbullying, conteúdos impróprios e contatos com desconhecidos. Com esses riscos, surge a importância de proteger crianças na internet.

A boa notícia? Proteger as crianças não significa cortar o acesso, mas sim ensinar a usar a tecnologia de forma saudável, segura e consciente.

Neste artigo, vamos compartilhar 5 dicas práticas que qualquer pai, mãe, educador ou responsável pode aplicar no dia a dia para criar um ambiente digital mais seguro para os pequenos.

Leia também: Uso excessivo de telas: impactos na saúde mental e no desenvolvimento dos jovens

Por que é importante proteger crianças na internet?

A internet é uma das maiores aliadas no aprendizado e na diversão das crianças. Com ela, é possível assistir a vídeos educativos, jogar, conversar com amigos e até aprender novas habilidades. Mas, ao mesmo tempo, esse universo digital esconde perigos que muitas vezes passam despercebidos pelos adultos.

Por isso, proteger crianças na internet não é apenas uma escolha, mas uma necessidade. O papel da família e da escola neste momento é o de ensinar a usar a tecnologia de forma consciente, equilibrada e segura. É justamente aqui que entram as dicas práticas que reunimos a seguir.

1. Converse abertamente sobre segurança digital

Família feliz sentado no sofá conversando e sorrindo na sala de estar acolhedora e moderna, promovendo relacionamento familiar saudável.

O primeiro passo é criar um espaço de confiança. Muitas vezes, quando algo ruim acontece on-line, a criança tem medo de contar, receio de ser punida ou até de perder o celular. Para evitar isso, é essencial que ela saiba que pode se abrir com você sem julgamentos.

Explique que a internet é como uma “praça pública”: cheia de coisas legais, mas também de riscos. Mostre com exemplos do dia a dia, como a diferença entre falar com amigos de verdade e falar com alguém que não conhecemos.

Pontos importantes para reforçar na conversa:

  • Nem todas as pessoas on-line são quem dizem ser. Perfis falsos são muito comuns.
  • Nem tudo que está na internet é verdade. Ensine a checar informações.
  • Se algo estranho ou desconfortável acontecer (mensagem estranha, pedido de fotos, ameaças), a criança deve procurar imediatamente um adulto de confiança.

Curiosidade: segundo a SaferNet Brasil, mais de 70% dos jovens afirmam já ter passado por alguma situação negativa on-line, mas menos da metade contou aos pais ou professores. Esse dado reforça como o diálogo aberto é fundamental para prevenir problemas maiores.

2. Use ferramentas de controle parental

Mãe e filho sorrindo enquanto conversam e usam um smartphone em casa, promovendo conexão familiar e tecnologia na rotina diária.

Além da conversa, a tecnologia pode ser sua aliada na hora de proteger os pequenos. Ferramentas de controle parental permitem limitar o que a criança acessa e o tempo que passa on-line, além de enviar relatórios de uso.

Com esses recursos, é possível:

  • Bloquear conteúdos impróprios (violência, pornografia, jogos arriscados).
  • Definir horários de uso (por exemplo, nada de internet depois das 22h).
  • Monitorar buscas e aplicativos mais usados.

Alguns exemplos são o Google Family Link, o Kaspersky Safe Kids e até os controles nativos que já vêm em smartphones e videogames.

Dica prática: instale essas ferramentas junto com a criança, mostrando o que elas fazem. Explique que o objetivo não é vigiar, mas sim proteger. Isso evita que ela sinta que está sendo “vigiada em segredo” e cria mais confiança no processo.

3. Ensine sobre privacidade e redes sociais

Mãe e filha usando celular juntas no sofá, momento de diversão e conexão familiar, ambiente de sala de estar com itens decorativos em segundo plano.

As redes sociais são um universo à parte, cheio de oportunidades, mas também de armadilhas. Crianças e adolescentes adoram compartilhar fotos, vídeos e momentos da rotina, mas é aí que mora o perigo: quanto mais informações elas expõem, mais vulneráveis ficam a golpes, assédio ou até perseguições.

Regras básicas para reforçar:

  • Nunca compartilhar endereço, telefone, escola ou localização em tempo real.
  • Cuidado ao postar fotos com uniformes, placas de rua ou detalhes que mostrem onde moram.
  • Não aceitar convites de estranhos, mesmo que pareçam simpáticos ou tenham fotos de crianças.

Curiosidade: a Cartilha de Segurança para Internet do CERT.br explica que muitos golpes on-line começam justamente a partir de informações pessoais que a própria vítima divulgou sem perceber.

Sugestão extra de leitura: IA na educação: como a inteligência artificial está chegando à escola, esse tema ajuda a entender como a tecnologia pode ser usada para o bem.

4. Estabeleça limites de tempo de tela

Duas pessoas usando um smartphone com um símbolo de relógio digital sobreposto, simulando controle de tempo ou gerenciamento de horário.

Não é só o conteúdo que preocupa: o tempo excessivo nas telas também pode prejudicar a saúde. Crianças que passam muitas horas conectadas podem apresentar dificuldade de concentração, problemas no sono e até queda no desempenho escolar.

A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda:

  • Crianças até 2 anos: nada de telas.
  • De 2 a 5 anos: no máximo 1 hora por dia.
  • De 6 a 10 anos: até 2 horas por dia.

Isso não significa cortar a tecnologia, mas usá-la de forma equilibrada. Jogos educativos, filmes em família e pesquisas escolares podem estar dentro desse tempo, desde que haja controle.

Dica extra: crie rituais “off-line” em casa, como refeições sem celular, tardes de leitura ou passeios ao ar livre. Essas pequenas atitudes ensinam que a diversão não precisa estar sempre ligada à tecnologia.

5. Seja exemplo no uso da tecnologia

Família feliz se divertindo em casa, assistindo a conteúdo no computador e smartphone. Momentos de alegria e conexão entre pais e filhos.

As crianças aprendem mais pelo exemplo do que pelas palavras. Se os pais ou professores passam o dia grudados no celular, de nada adianta pedir que elas diminuam o tempo de tela. Atitudes que fazem diferença:

  • Evite mexer no celular durante refeições ou conversas importantes.
  • Mostre interesse pelo que a criança faz on-line, assistindo junto ou perguntando sobre os jogos e vídeos.
  • Sugira atividades digitais em conjunto, como pesquisar curiosidades ou jogar games educativos.

Curiosidade: uma pesquisa da Common Sense Media mostrou que crianças cujos pais usam a internet de forma equilibrada tendem a repetir esse comportamento na adolescência, reduzindo riscos de dependência digital.

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Proteger crianças na internet é um desafio coletivo. Não é só tarefa da família, mas também da escola e de todos que convivem com elas. Quando unimos diálogo, tecnologia e bons exemplos, conseguimos criar um espaço digital mais seguro, acolhedor e cheio de oportunidades.

Lembre-se: proteger crianças na internet é responsabilidade de todos — família, escola e sociedade.

Acompanhe o blog e as redes sociais do Museu para conferir mais conteúdos e orientações práticas sobre segurança digital.

Fontes:
Protegendo os Direitos Humanos na Internet – SaferNet Brasil
Cartilha de Segurança para Internet – CERT.br
Como proteger crianças e adolescentes na Internet – Fundação Abrinq