A tecnologia na educação se tornou uma força que reorganiza tarefas cotidianas e amplia possibilidades de ensino e aprendizagem, alinhada a competências previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que inclui a cultura digital como parte das habilidades essenciais a serem desenvolvidas pelos estudantes.
Em muitas escolas brasileiras, professores e estudantes já usam recursos didáticos tecnológicos, como tablets, jogos e ambientes virtuais, para explorar conteúdos que antes só apareciam em livros.
Esse movimento também influencia a forma como conteúdos são apresentados, como o aprendizado é acompanhado e como professores, estudantes e famílias se envolvem com a educação. Confira neste conteúdo as principais tendências tecnológicas para a educação em 2026!
Aprendizagem personalizada com apoio da tecnologia na educação

A diversidade de ritmos, interesses e formas de aprender sempre esteve presente nas salas de aula. A diferença é que, agora, a tecnologia permite lidar com essa diversidade de forma mais organizada e eficaz.
Plataformas educacionais baseadas em dados conseguem mapear o desempenho dos estudantes, identificar pontos de dificuldade e sugerir caminhos de aprendizagem personalizados. Um aluno que apresenta dificuldade em matemática pode receber exercícios extras focados naquele conteúdo, enquanto outro avança para desafios mais complexos.
Para professores, esse tipo de recurso significa:
- Facilidade no planejamento pedagógico
- Visão clara do progresso dos alunos
- Acompanhamento do desenvolvimento da turma
Já para as famílias, a personalização amplia a compreensão sobre como cada estudante aprende e evolui. Agora, como isso funciona na prática? Confira a seguir.
Inteligência artificial aplicada ao ensino
A inteligência artificial ganha espaço no ambiente educacional como ferramenta de apoio, organização e análise. Em 2026, seu uso tende a ser ainda mais integrado a plataformas de ensino e gestão escolar.
Na prática, a IA pode auxiliar na correção de atividades, no acompanhamento de desempenho e na criação de relatórios que ajudam educadores a tomar decisões pedagógicas mais embasadas.
Tutores virtuais, por exemplo, conseguem responder dúvidas frequentes, orientar estudos e indicar materiais complementares, ampliando o tempo de aprendizagem fora da sala de aula:
- Para professores, isso representa mais tempo disponível para atividades que exigem interação humana, escuta e mediação
- Para estudantes, significa acesso mais rápido a orientações e feedbacks
- Para escolas e famílias, a IA contribui para um acompanhamento mais consistente e transparente do processo educacional
Leia também: IA na educação: como a inteligência artificial está chegando à escola
Realidade aumentada e virtual para conteúdos complexos
Nem todo conteúdo é fácil de visualizar apenas por meio de textos ou imagens estáticas. Conceitos científicos, históricos ou tecnológicos se tornam mais claros quando podem ser explorados de forma visual e interativa.
A realidade aumentada e a realidade virtual permitem criar experiências imersivas que ajudam a compreender fenômenos complexos. É possível observar o funcionamento de máquinas, explorar o interior do corpo humano, simular experimentos físicos ou visitar ambientes históricos sem sair da sala de aula.
Esses recursos ampliam o engajamento dos estudantes e favorecem a aprendizagem ativa, estimulando a curiosidade e a investigação. Para educadores, representam novas possibilidades didáticas. Para escolas, agregam valor ao projeto pedagógico ao integrar tecnologia, ciência e experimentação.
Gamificação como estratégia de engajamento
Elementos inspirados em jogos seguem como uma forte tendência em tecnologia na educação. A gamificação utiliza desafios, metas, pontuações e recompensas para tornar o aprendizado mais envolvente.
Plataformas gamificadas ajudam a transformar atividades tradicionais em experiências mais dinâmicas, incentivando a participação contínua dos estudantes. Resolver um problema pode render pontos, completar um módulo libera novos conteúdos e o progresso se torna visível ao longo do percurso.
Além de aumentar o interesse, a gamificação contribui para o desenvolvimento de habilidades como autonomia, colaboração e resolução de problemas. Para professores, oferece novas formas de avaliar o aprendizado. Para escolas e famílias, ajuda a manter o vínculo dos estudantes com os estudos.
Educação híbrida e modelos flexíveis de ensino
A combinação entre atividades presenciais e digitais se consolida como um modelo educacional relevante para os próximos anos. A educação híbrida permite que parte do conteúdo seja acessada on-line, enquanto o tempo presencial é dedicado à troca, ao debate e à prática.
Esse formato amplia o acesso ao conhecimento, respeita diferentes rotinas e favorece a autonomia dos estudantes. Para educadores, possibilita diversificar estratégias de ensino. Para as instituições, oferece maior flexibilidade na organização curricular.
A tecnologia atua como suporte para integrar esses formatos, garantindo continuidade, acompanhamento e qualidade no processo de aprendizagem.
Alfabetização de dados e pensamento tecnológico

Entender dados, interpretar informações e desenvolver raciocínio lógico tornam-se competências cada vez mais relevantes no cotidiano escolar. No Brasil, o letramento digital e a integração das tecnologias já são garantidos pela Política Nacional de Educação Digital (PNED) como parte da formação básica.
Isso representa a implementação de práticas pedagógicas que incluem o pensamento crítico, uso de dados e competências tecnológicas desde as etapas iniciais do ensino. Na prática, isso envolve:
- Aprender a analisar gráficos
- Compreender indicadores
- Questionar fontes
- E usar dados para resolver problemas reais
Para educadores, representa a oportunidade de integrar ciência, matemática, tecnologia e pensamento crítico de forma aplicada. Essa tendência contribui para a formação de cidadãos mais preparados para compreender e atuar em contextos complexos e tecnológicos.
Tecnologia como ferramenta de inclusão
A tecnologia na educação também amplia o acesso à educação ao oferecer recursos que atendem diferentes necessidades. Ferramentas de acessibilidade, conteúdos adaptáveis, leitores de tela, legendas automáticas e interfaces mais inclusivas ajudam a reduzir barreiras no aprendizado.
Esses recursos permitem que mais pessoas participem ativamente do processo educacional, independentemente de limitações físicas, cognitivas ou sociais. Para escolas e educadores, representam um passo importante rumo a um ensino mais equitativo e diverso.
Segurança digital e uso consciente da tecnologia
Com o crescimento do uso de plataformas digitais, a atenção à segurança e à ética digital se torna indispensável. Em 2026, a tecnologia na educação caminha junto com práticas voltadas à proteção de dados, privacidade e bem-estar no ambiente on-line.
Escolas passam a investir em sistemas mais seguros e em ações educativas que orientam estudantes e famílias sobre o uso responsável da tecnologia. Questões como tempo de tela, comportamento on-line e proteção de informações pessoais ganham espaço no debate educacional.
Esse cuidado contribui para um ambiente de aprendizagem mais saudável e confiável, fortalecendo a relação entre tecnologia, educação e cidadania digital.
Leia também: ChatGPT na educação: entenda quais são as possibilidades e os impactos dessa IA
Educação para adultos e formação continuada de profissionais
O processo de aprendizagem não termina com a conclusão da educação formal. Para adultos, profissionais e educadores, a necessidade de atualização constante tem se intensificado nos últimos anos, diante das rápidas mudanças no mercado de trabalho e nas demandas pedagógicas.
Além de conteúdos técnicos, há uma valorização crescente de competências socioemocionais, como empatia, autogerenciamento e resiliência, que auxiliam tanto no contexto profissional quanto nas relações interpessoais.
Estudos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) apontam que sistemas de aprendizagem para adultos precisam ser mais flexíveis e orientados para a aquisição contínua de habilidades essenciais ao longo da vida, integrando formatos curtos e acessíveis de aprendizagem como o microlearning e cursos modulares.
O que acontece na prática?
Programas de formação continuada para educadores têm sido estruturados para apoiar professores na adaptação a novas tecnologias, metodologias ativas e práticas inclusivas.
Esses programas combinam workshops presenciais, cursos on-line e redes colaborativas de aprendizagem, onde docentes trocam experiências, materiais e estratégias didáticas. Isso significa:
- Fortalecimento das competências pedagógicas
- Contribuição para um ambiente escolar mais dinâmico
- Maior preparo para responder às necessidades dos estudantes
Além disso, o reconhecimento e valorização de competências socioemocionais também permeiam esse cenário. O desenvolvimento dessas habilidades ajuda adultos a gerenciar melhor desafios cotidianos, colaborar em equipes e adaptar-se a mudanças.
Na educação, isso significa que iniciativas formativas não focam apenas no conteúdo técnico, mas também em fortalecer capacidades que sustentam o desempenho profissional e a qualidade das interações humanas.
Leia também: Mulheres que transformaram a educação pelo mundo
Educação em constante evolução

As tendências para 2026 mostram que a tecnologia na educação atua como um meio para ampliar possibilidades, conectar pessoas e criar experiências de aprendizagem mais significativas. Quando utilizada com propósito, ela contribui para um ensino mais interativo, acessível e alinhado aos desafios do presente e do futuro.
A educação segue em movimento, acompanhando as transformações da sociedade, e o Museu WEG permanece como um aliado na missão de inspirar a curiosidade, estimular novas habilidades e aproximar diferentes públicos das inovações científicas e tecnológicas que moldam o futuro do conhecimento.
Fontes:
O que a BNCC fala sobre tecnologia?
Lei nº 14.533, de 11 de janeiro de 2023
Tendências em Educação: O que esperar em 2026?
Competências socioemocionais de educadores
Trends in Adult Learning
Posts Relacionados
08 de outubro de 2025
5 dicas para proteger crianças na internet: guia prático para pais e educadores
27 de agosto de 2025
Uso excessivo de telas: impactos na saúde mental e no desenvolvimento dos jovens
17 de julho de 2025
IA na educação: como a inteligência artificial está chegando à escola
12 de março de 2025
Áudio Binaural: conheça a técnica que transforma experiências sonoras
11 de fevereiro de 2025
5 tendências tecnológicas para ficar de olho em 2025
10 de dezembro de 2024
Nobel de Química 2024: saiba como o superlaboratório no interior de SP contribuiu para o prêmio
12 de julho de 2024
Da pré-história ao metaverso: a história da tecnologia
20 de março de 2024
Inovações 2023: 5 avanços incríveis para ficar de olho
15 de janeiro de 2024
Conheça Enedina Alves Marques, a primeira engenheira negra do Brasil
14 de setembro de 2023
Museu WEG recebe exposição itinerante do Museu de Ciência e Tecnologia da PUC do Rio Grande do Sul
13 de julho de 2023
ChatGPT na educação: entenda quais são as possibilidades e os impactos dessa IA
28 de março de 2023
O que é Fusão Nuclear e por que ela pode ser o futuro da Energia Limpa?
23 de março de 2023
Relógio Solar digital: conheça o relógio solar que possui display digital
25 de outubro de 2022
O que é inteligência artificial e como ela ajudará espécies ameaçadas de extinção?
09 de agosto de 2022
Som surround: o que é e como funciona a tecnologia que cria áudios 8D
03 de agosto de 2022
Saiba tudo sobre James Webb, o maior telescópio espacial já lançado
27 de junho de 2022
Saiba o que é Turismo Espacial e curiosidades sobre esse assunto
27 de maio de 2022
Natureza como inspiração tecnológica: conheça 5 invenções inspiradas na natureza
08 de abril de 2022
Casa inteligente: o que é e como funciona?
27 de março de 2022
