Aprender brincando: 5 brincadeiras para aprender sobre Ciências



Fizemos uma lista de 5 brincadeiras para aprender sobre ciências. Vamos conhecer?

Entreter as crianças durante as férias nem sempre é uma tarefa fácil, é preciso buscar alternativas para que elas se divirtam e aproveitem os dias de descanso. A boa notícia é que é possível aproveitar as férias e ainda aprender sobre assuntos importantes que são vistos em aula. Pesquisas já identificaram que crianças que usam jogos para aprender conceitos de ciência conseguem absorver o conhecimento com mais facilidade. As brincadeiras educativas podem ajudar as crianças a desenvolverem o senso crítico e a capacidade de observação, bem como seguirem etapas, processos e regras. 

Desse modo, uma das opções para tornar as férias mais legais e o aprendizado mais simples e prazeroso é buscar brincadeiras alternativas para que elas se divirtam e também aprendam. É por isso que fizemos uma lista de 5 brincadeiras para aprender sobre ciências. Vamos conhecer?

1 – Propriedades do Ar

Este é um desafio para ajudar a explicar as propriedades do ar e ver, na prática, a lei de Newton que determina que dois corpos não ocupam o mesmo lugar ao mesmo tempo. Também ensina que, apesar de ser invisível e intocável, o ar tem peso e pode ser comprimido e expandido.

Para fazer esse experimento com as crianças, você precisará de:

– Uma bacia cheia de água

– Um canudo

– Uma garrafa pet pequena

A brincadeira consiste em colocar a garrafa destampada dentro da bacia e deixar que a água entre. A garrafa afundará. Chame as crianças e solte o desafio: fazer a garrafa subir sem encostar a mão nela. Deixe que elas tentem encontrar várias soluções tendo apenas um canudo em mãos.

O ar faz o trabalho

A solução é a seguinte: ao colocar o canudo na garrafa (ainda com ela dentro da bacia) e assoprar, o ar entra, e a água que está dentro da garrafa sai. Ou seja: dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço. Assim a garrafa subirá, e o desafio estará concluído. Legal, não é? Mais uma descoberta para a conta!

2 – Erupção colorida

O bicarbonato de sódio é um material bem simples e com mil utilidades. O experimento Erupção Colorida faz o maior sucesso entre as crianças. Acompanhe o passo a passo no vídeo abaixo. 

Material necessário: 

– Bicarbonato de sódio

– Corante de alimentos (não é obrigatório, mas faz a brincadeira ficar mais divertida)

– Vinagre

– Detergente líquido

– Recipientes de vidro (garrafinhas ou copos)

– Colheres de sopa

Gostou? As crianças ficam encantadas! O que acontece neste experimento é uma reação química entre o vinagre e o bicarbonato de sódio. Na hora em que eles entram em contato um com o outro, uma espuma começa a borbulhar. Isso ocorre porque eles passam por uma reação química conhecida como ácido carbônico. A grande questão é que esse ácido carbônico imediatamente se decompõe e vira dióxido de carbono – responsável por formar as bolhas.

3 – Um modelo de DNA construído com balas de goma

O DNA contém as informações a respeito de todas as nossas características. Ele é constituído por duas cadeias de nucleotídeos ligadas entre si através de ligações de hidrogênio. Essa estrutura se mantém em uma forma de hélice, como uma escada disposta em espiral. Contudo, poucas pessoas conhecem a estrutura e os componentes dessa impressionante molécula.

Uma boa forma de despertar a atenção das crianças para conhecer um pouco mais sobre o DNA é construindo a estrutura do DNA com balinhas de goma.

Você precisará de:

– Balas de goma, que representarão as bases nitrogenadas

– Palitos de dente, que representarão as ligações de hidrogênio

– Arame fino e maleável, que representará açúcar e fosfato

A montagem é simples: corte o arame em dois pedaços iguais. O ideal é que tenha até 30 centímetros de comprimento cada um. Pegue as balas de goma e coloque uma em cada ponta do palito de dente. Você deverá padronizar as cores para cada base nitrogenada. Por exemplo: amarela para a adenina e verde para a timina. Desse modo, a bala verde só poderá fazer par com a amarela.

Depois de formar os pares de balinhas, passe o arame pelo interior delas ligando os pares uns aos outros. Após passar por todos os pares, você terá um modelo semelhante a uma escada, mas lembre-se de que o DNA possui forma helicoidal. Por isso, você precisará torcer o arame.

Ele deverá se parecer com o resultado abaixo:

DNA de balinhas de goma. Fonte Colégio Ressurreição 

4 – Plante um feijão para aprender sobre ciências

Este experimento já é um clássico, e as crianças amam. A proposta é que essa experiência seja feita com um pote de geleia – ou qualquer outro pote de vidro reutilizado – de modo que seja possível ver a germinação por completo. É um jeito muito bonito e oportuno de observar o crescimento de uma planta. Observar a germinação da vida é um aprendizado importante, e essa atividade poderá gerar interesse e curiosidade sobre plantas.

Materiais necessários:

– Pote de vidro

– Um feijão

– Algodão

– Água

A “plantação” é super fácil: umedeça o algodão com a água e encha o vidro com o algodão úmido. Encaixe o feijão no algodão na lateral do vidro de modo que possamos ver o grão através do vidro.

A responsabilidade da criança é não deixar o algodão ficar seco. Uma vez por dia (ou quando necessário), ela deverá regar com água aos pouquinhos para manter o algodão úmido o tempo todo. Em cerca de 3 dias, a raiz começará a aparecer no feijão. Quando o feijão crescer mais de 20 centímetros, tire ele do vidro e convide a criança para plantar ele em um pote de terra.

Dica: tire uma foto da planta todos os dias para depois lembrar como foi o seu crescimento. Foto: My first nature book

5 – Jogos digitais educativos

Existe um site recheado de jogos educativos e que está ao alcance de todos gratuitamente. Trata-se do Ludo Educativo. O objetivo dos jogos disponíveis no portal é conseguir que a criança aprenda sem notar que está praticando matérias curriculares (pré-concebidas como “chatas”).

Por meio de reforços positivos e recompensas imediatas, podemos fazer com que, por repetição, o aluno associe que o conhecimento não é entediante nem uma questão de memorização, mas sim de integração do conhecimento ao seu dia a dia. Feitos por professores e universidades, os jogos foram desenvolvidos para matérias ou temas curriculares. 

Gostou das dicas? Aproveite para chamar as crianças e fazer uma visita virtual no Museu WEG

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