Novas tecnologias para o agronegócio

A WEG vem trabalhando para o desenvolvimento de motores e outras soluções para atuar em aplicações agrícolas.

Com o crescimento da população mundial, a demanda da produção agrícola também aumentou, e o seu desenvolvimento só é possível com novas tecnologias e maneiras de alcançar resultados mais assertivos e sustentáveis. Esse cenário foi iniciado com a chegada da mecanização no campo, possibilitando a produção em grande escala, e essa alta produtividade necessita de processos que oferecem mais praticidade ao produtor rural.

De acordo com a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a produção agrícola mundial deve crescer 20% em dez anos, logo, a tecnologia tem um papel fundamental nessa revolução.

É por isso que a WEG vem trabalhando para o desenvolvimento de motores e outras soluções para atuar em aplicações agrícolas. A implementação de motores nos diversos segmentos primários, como na pecuária, vêm exigindo equipamentos com tecnologia cada vez mais avançada, que sejam projetados e construídos para atender as demandas de operações de serviço contínuo. Esse tipo de ação, que implica em partidas e paradas frequentes, requer motores de alta confiabilidade e que sustentem a carga adicional imposta pelo ambiente severo.

agro1

A WEG produz soluções que vão desde a captação de água para o cultivo, até sistemas completos para o acompanhamento de processos.

 

Tecnologias WEG para o agronegócio

Com produtos para atender os mais diversos segmentos, a WEG tem diversas soluções, como:

 

  • SISTEMAS DE BOMBEAMENTO DE CAPTAÇÃO E IRRIGAÇÃO, E BEBEDOUROS: solução solar para as bombas de captação e irrigação, em pivôs de irrigação, bebedouros de animais, etc.

 

  • SISTEMAS OFF GRID: solução solar para locais remotos sem energia elétrica disponível.  

 

  • SISTEMAS FLUTUANTES: solução de geração solar para colocar em lagos e reservatórios de água, espaço sem utilização, e com redução na evaporação de água.

 

  • SISTEMAS FINAMIZÁVEIS: a WEG possui os geradores fotovoltaicos com índice de nacionalização para financiamentos com recursos do BNDES, exclusivos para produtores rurais. 

 

  • ALTERNADORES SÍNCRONOS: disponíveis a partir de 7,5 kVA, os alternadores síncronos são aplicados em grupos geradores a diesel e gás. Operam nos regimes de emergência, horário de ponta ou operação contínua. São alternadores de alta performance, com rendimentos mais altos – menor consumo de combustível, menor emissão de perdas – menor geração de calor no ambiente, com caixa de ligação ampla, com facilidade de acesso para manutenção e reconexão de cabos e flexibilidade de fixação dos pés, adequando a base do cliente. 

 

  • W22 – EFICIÊNCIA ENERGÉTICA PARA O AGRONEGÓCIO: com o olhar voltado para o desenvolvimento tecnológico para o agronegócio, a WEG lança a linha de motores W22, que garante alta eficiência, excelente relação custo-benefício, redução do consumo de energia elétrica, fácil manutenção e baixos níveis de ruído e vibração. Os motores elétricos W22 são para uso geral e têm como principais aplicações: pivô de irrigação, bombas, ventiladores, compressores, moinhos, britadores e talhas. A principal linha de motores industriais da WEG também apresenta maior rigidez e excelente dissipação de calor, o que aumenta a vida útil dos mancais e os intervalos entre lubrificações. 

 

  • MOTOR PARA AERADOR – AUMENTO DE PRODUTIVIDADE: amplamente utilizado no segmento de piscicultura e carcinicultura, o motor para aerador garante um rendimento de alta performance, que resulta em um maior intervalo entre as manutenções e lubrificações, além de apresentar redução nos ruídos e facilidade na instalação, maximizando a produtividade e também o tempo do produtor. Conta com exclusivo sistema de isolamento WISE® (WEG Insulation System Evolution), que eleva a rigidez dielétrica do bobinado, permitindo a operação com inversores de frequência até 690 Volts e motor com índice de rendimento IR3, que atende os níveis de rendimento exigidos pela Portaria interministerial nº 01, que entrou em vigor a partir de agosto de 2019.

 

  • WEG MOTOR SCAN – MONITORAMENTO PERIÓDICO DOS MOTORES ELÉTRICOS: ícone de performance e tecnologia, a WEG trouxe muito mais conectividade para a indústria 4.0 com o WEG Motor Scan, um sensor de fácil instalação para o monitoramento periódico dos motores elétricos. O dispositivo permite analisar a performance do motor, evitando paradas e perdas na produção, e assim, garante a integridade dos motores instalados na fábrica, a fim de aumentar a eficiência e produtividade do trabalho. O WEG Motor Scan capta os dados do motor, envia ao smartphone ou tablet via Bluetooth® ou Gateway e passa por Wi-Fi todas as informações em tempo real para a nuvem, que armazena os dados e os transmite para a WEG IoT Platform, onde podem ser acessados em maior profundidade. E o melhor: o WEG Motor Scan foi atualizado com novas funcionalidades. O sensor que não para de evoluir agora também monitora redutores, geradores, bombas, compressores, transformadores e tudo mais que você imaginar e a sua produção precisar. 

 

Exemplo de aplicação do Motor W22 no agronegócio

Para que você possa entender como essas soluções funcionam na prática, descrevemos a seguir um caso real da aplicação do Motor W22.

Um distribuidor de equipamentos para processamento de grãos, que utilizava um motor para acionar seus secadores, realizou a substituição para os motores WEG W22, próprios para regime de serviço pesado, e descobriu que esta linha era mais adequada às suas necessidades e trazia mais valor à sua aplicação. O retorno sobre o investimento foi tão expressivo que, após a mudança, ao longo dos últimos 18 meses, continuaram a modernizar seus equipamentos utilizando produtos WEG.

Isto aconteceu porque os motores WEG da linha W22 oferecem um fator de serviço de 1,25 cv com 100HP, que os produtos concorrentes não ofereciam. O motor é o mais propício para aplicações agrícolas, pois oferece compatibilidade com “harmônicas em sistemas elétricos”, que é uma anormalidade na qualidade da energia que está sendo entregue a um sistema. Essas anormalidades podem incluir baixo fator de potência, variações de tensão, variações de frequência e surtos. Os motores WEG são projetados para acomodar esses tipos de problemas, que podem ocorrer em aplicações agrícolas.

Além disso, os motores W22 suportam o desequilíbrio de tensão, que ocorre porque as fazendas contam com energia fornecida pelas concessionárias em muitas fases diferentes. Essa corrente variável representa um desafio para os agricultores e seus equipamentos, pois eles precisam de motores que possam operar com eficiência sem perder potência. À medida que as fazendas se expandem para espaços maiores — alguns de até 5.000 acres — surge a necessidade de mudança para motores próprios para regime de serviço pesado, pois é necessária mais tensão, e um motor trifásico ajuda a reduzir os custos. Assim, a construção dos motores WEG, em comparação com motores de uso geral, é a melhor opção para o tipo de aplicação exigido pelas fazendas.

Seja para o pequeno, médio ou grande produtor, não param de surgir novas tecnologias para a praticidade do homem do campo. O uso de equipamentos agrícolas como os produtos WEG garante aos proprietários de fazendas a confiabilidade que eles precisam para operar sem ter o risco de uma parada não planejada.

Poluição tecnológica: qual é o destino de celulares, tablets, notebooks e demais dispositivos?

Você já parou para pensar que a proliferação dos dispositivos digitais está se tornando um problema para o planeta?

Você já parou para pensar que a proliferação dos dispositivos digitais está se tornando um problema para o planeta? Atualmente, o Brasil produz 1,5 mil toneladas de lixo eletrônico por ano, e a reciclagem existente não é suficiente, pois uma pequena porcentagem tem descarte adequado. Os resíduos eletrônicos contêm elementos como cádmio, chumbo, antimônio, níquel ou mercúrio, por isso, encontrar soluções e aumentar a reciclagem é essencial para evitar os danos ao meio ambiente e frear as mudanças climáticas.

 

Tipos de lixo eletrônico

Quando você compra um celular novo, o que faz com o antigo? Onde está o seu antigo computador? A resposta para essas perguntas podem nos dar ideia do impacto gerado pelo lixo eletrônico no planeta. A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) define resíduo eletrônico como qualquer dispositivo alimentado com energia elétrica cuja vida útil tem um final. Entram no conjunto de Resíduos dos Equipamentos Elétricos e Eletrônicos (REEE) os seguintes itens:

  • Geladeiras, congeladores e outros equipamentos refrigeradores;
  • Equipamentos de computação e telecomunicações;
  • Equipamentos eletrônicos de consumo e painéis solares;
  • Televisores, monitores e telas;
  • Lâmpadas LED;
  • Máquinas de venda automática.

 

lixo

Qual foi o destino do seu último celular?

 

O problema do lixo eletrônico no mundo

Em seu relatório de 2018, a ONU anunciou que foram gerados 48,5 milhões de toneladas de lixo eletrônico no mundo todo. Desses resíduos, apenas 20% foram reciclados. Seguindo essa tendência, poderíamos chegar em 2050 produzindo 120 milhões de toneladas de lixo eletrônico.

A quantidade de resíduos eletrônicos e a má administração de sua reciclagem ameaçam nosso meio ambiente. Entre as substâncias que esses resíduos possuem, estão elementos como: cádmio, chumbo, óxido de chumbo, antimônio, níquel ou mercúrio. Ambos componentes tóxicos que poluem rios, lagos e mares e emitem gases na atmosfera capazes de provocar desequilíbrios nos ecossistemas. Por isso, é inadiável reverter o modelo de produção, consumo e reciclagem desses resíduos.

Para dar um exemplo do problema e perigo do descarte inadequado, os toners de impressoras — aparentemente inofensivos — contêm um pó que, ao entrar em contato com fogo, libera gás metano, que não só potencializa o efeito estufa e causa problemas respiratórios em humanos, como também é inflamável e pode causar explosões. Já a tinta que sobra nos cartuchos de impressoras contamina o solo e o lençol freático, tornando a terra estéril e a água imprópria para o consumo.

 

Como reduzir o lixo eletrônico?

Uma das respostas para o problema, é, certamente, o consumo responsável e prolongar a vida útil dos dispositivos para frear o crescimento dos resíduos eletrônicos. Reutilizar equipamentos tecnológicos é uma das únicas alternativas contra um sistema de reciclagem ineficiente. Diante desse contexto, algumas medidas devem ser urgentemente implementadas, como: reduzir, reutilizar e reciclar.

60b7a9c7f8f059d39969bc8b772908f1

 

Reduzir: existe uma tendência onde o consumo de aparelhos cresce e são substituídos com rapidez. Mudar esta ideia depende não apenas do usuário, mas das estratégias de marketing que incentivam o consumo consciente, como dos fabricantes que optam por seguir tendências como o design ecológico.

Reutilizar: lembre-se de dar seu aparelho antigo para alguém que precisa ou vender em mercados de segunda mão. Você também pode doar o produto a uma ONG especializada.

Reciclar: quando o aparelho deixa de funcionar e não há possibilidade de ser utilizado por outra pessoa, a opção é reciclar. Você pode entregar o aparelho no estabelecimento onde for comprar o novo ou levá-lo em alguma empresa que se dedique a recuperação de equipamentos eletrônicos.

 

WEG e o gerenciamento do lixo eletrônico

A WEG também está preocupada em cuidar do nosso meio ambiente. Entre as atitudes tomadas pela empresa, estão: destinação correta do lixo eletrônico — as portarias da WEG possuem um local para o depósito de dispositivos eletrônicos que são encaminhados para locais especializados. Projeto em parceria com o Senai — os computadores descartados pela WEG são doados para que os alunos do ensino técnico possam reutilizar suas partes, construindo um novo computador para doar a comunidade.

 

Plano de trocas WEG

plano-de-troca-weg

Na WEG, motor usado vira desconto

 

Este programa incentiva a substituição de motores usados, antigos, danificados ou com baixos níveis de rendimento, de qualquer marca, garantindo desconto na compra de um motor WEG novo, de alta eficiência. Desta maneira, a WEG promove a utilização de motores mais econômicos e cria consciência da conservação de energia, tornando sua planta industrial mais eficiente.

Para participar, no momento da compra de um motor novo, o cliente deve informar que quer incluir o motor usado no Plano de Trocas, então o motor (sucata) que será enviado para troca é avaliado pela WEG. O motor usado pode estar queimado/danificado, mas deve estar completo com o estator bobinado, rotor, carcaça, tampas, mancais e trocador de calor (se aplicável).

Você pode saber mais sobre o programa e quais são os procedimentos para participar clicando aqui: Plano de Trocas WEG.

***

O descarte correto de equipamentos eletrônicos melhora a qualidade do meio ambiente e também traz consigo outros benefícios. Se receberem o tratamento de reciclagem adequado, esses objetos podem gerar oportunidades cujo valor ultrapassa 62,5 bilhões de dólares anuais e criar milhões de novos empregos em todo o mundo. Por isso, uma das metas determinadas pela ONU é aumentar a porcentagem global de reciclagem até 30% e alcançar 50% nos países com legislação sobre resíduos eletrônicos.

Cabe a nós, como consumidores, não apenas reduzir, reutilizar e reciclar, mas também comprar produtos que possuam algum tipo de certificação de sustentabilidade. Procure locais adequados para descarte, como os pontos de coleta nas portarias da WEG ou empresas especializadas para que esse lixo não vá para o descarte comum e prejudique nosso ecossistema. Nosso meio ambiente agradece.

Benjamin Franklin, ciência e eletricidade

Em 1706 nascia alguém muito importante para a história da ciência e da eletricidade. Conheça essa história!

Em 1706 nascia alguém muito importante para a história da ciência e da eletricidade. Estamos falando de Benjamin Franklin que, durante sua vida, foi um grande diplomata, escritor, jornalista, filósofo político e cientista norte-americano.

Para se ter ideia da sua importância, Benjamin Franklin assinou três documentos principais na criação dos Estados Unidos: a “Declaração da Independência”, o “Tratado de Paz” e a “Constituição”. Como cientista, investigou e interpretou o fenômeno elétrico da carga positiva e negativa, estudo que levou mais tarde à invenção do para-raios.

A influência e os benefícios de Benjamin Franklin transformaram a Filadélfia na cidade líder das colônias inglesas. Em 1731, com 25 anos, fundou a primeira biblioteca circulante dos Estados Unidos. Criou o Corpo de Bombeiros em Filadélfia e contribuiu para a formação da primeira companhia norte-americana de seguros contra fogo. Em 1740 ajudou a fundar a Academia da Pensilvânia, que mais tarde se transformou na Universidade da Pensilvânia.

Autodidata, Benjamin Franklin nunca deixou de estudar e aprendeu diversas línguas, tocava vários instrumentos e se dedicava às ciências. Em 1737 escrevera sobre terremotos. Em 1741 inventa um aparelho de aquecimento dos lares. Logo concentra sua atividade em pesquisas científicas. Em 1752, através de diversos experimentos em eletricidade, inventa o para-raios e criou termos técnicos que são usados até hoje, como “bateria” e “condensador”. Criou também as lentes bifocais.

 

Benjamin Franklin e a energia elétrica

Iniciando sua pesquisa sobre estática, Benjamin Franklin deu início a vários experimentos científicos para que comprovasse suas teorias sobre eletricidade, como a que sugeria que ela e os raios teriam a mesma natureza. Após vender bens e negócios, teve mais tempo e recursos para suas pesquisas, o que lhe rendeu uma reputação internacional. Seu estudo mais famoso depois do descobrimento da energia foi quando descobriu as cargas positivas e negativas em raios e como estes fenômenos tinham sua origem elétrica.

ben


Em outubro de 1752, ao empinar uma pipa em meio a uma tempestade de raios, Benjamin Franklin resolveu fazer um experimento. O objeto era simples, usou um fio de metal para empinar uma pipa de papel. Este fio estava preso a uma chave, também de metal, manipulada por um fio de seda. Franklin a soltou junto com o filho e observou que a carga elétrica dos raios descia pelo dispositivo.

Todos os documentos que escreveu citam os perigos da experiência e como estava consciente dos riscos, por isso, estudiosos acreditam que Benjamin Franklin não fez exatamente como descreveu, pois a experiência teria sido fatal para o inventor.

A perigosa experiência comprovou para a comunidade científica da época que o raio é uma corrente elétrica de grandes proporções. Mais tarde, Franklin demonstrou ainda que hastes de ferro ligadas à terra e posicionadas sobre ou ao lado de edificações serviriam de condutores de descargas elétricas atmosféricas. Estava inventado o para-raios.

Benjamin Franklin propagou suas ideias através de uma carta, sugerindo a ampla instalação dessas estacas de proteção contra a ação dos raios. A ideia espalhou-se rapidamente e, apenas um ano depois, um padre construía o primeiro para-raios na Europa.

Hoje, um para-raios é composto por hastes e cabos metálicos, colocados no ponto mais alto do local a ser protegido. Estes cabos, que ligam o topo de um prédio ao solo, recebem as descargas dos raios, direcionando-as para a terra. A outra extremidade do fio condutor é ligada a uma barra metálica enterrada no solo, que recebe a corrente elétrica.

ben1

De fato, Benjamin Franklin foi uma personalidade notória e de grandes contribuições para o avanço da Nação Americana e da história da ciência e eletricidade. Até hoje é o seu rosto que ilustra a mais valiosa moeda internacional, e de mais alto valor americano, a nota de 100 dólares.

 

O que é Patrimônio Cultural?

Patrimônio Cultural é o conjunto de conhecimentos e realizações de uma comunidade.

A palavra patrimônio vem de pater, que tem origem no latim e significa pai. Patrimônio é o que o pai deixa para o filho. Transmitido como uma herança – ou legado – o Patrimônio Cultural remete à riqueza simbólica e tecnológica desenvolvida pela sociedade. É o conjunto de conhecimentos e realizações de uma comunidade, acumulados ao longo de sua história, e que lhe dá os traços de sua identidade. A diversidade cultural pode ser considerada um dos maiores patrimônios da humanidade.

O Patrimônio Cultural de um povo, segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, é formado pelo conjunto de saberes, fazeres, expressões, práticas e seus produtos que remetem à história, memória e identidade dessa sociedade. No caso das políticas públicas, a escolha de um Patrimônio Cultural tem a participação do Estado, por meio de leis, instituições e políticas específicas, considerando o que é mais importante e representativo para o povo.

 

Patrimônio Cultural no Brasil

No Brasil, cabe à Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania, por meio do IPHAN, proteger o patrimônio local, além de preservar o Patrimônio Cultural brasileiro. De acordo com o Art. 216 da Constituição Federal Brasileira constituem Patrimônio Cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação e à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira.

santuario de bom jesus

Patrimônio Cultural brasileiro: em Congonhas do Campo, ao sul de Belo Horizonte, fica o Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, construído na segunda metade do século 18. Seu interior é inspirado no rococó italiano; possui uma escadaria externa decorada com estátuas dos profetas; e sete capelas ilustrando a Via Crúcis. Na última estão as famosas esculturas de Aleijadinho, feitas em pedra-sabão e consideradas obras-primas do barroco.

 

Os bens materiais tombados pelo IPHAN são bens culturais de caráter tangível, podem ser imóveis, como as cidades históricas, ou móveis, como os acervos e coleções. Já os bens imateriais não são protegidos pelo tombamento, mas pelo registro, eles dizem respeito às práticas da vida social que se manifestam em ofícios, manifestações culturais e modos de fazer e se expressar, por exemplo.

 

Patrimônio Cultural Mundial

A organização responsável pelo Patrimônio Cultural mundial é a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura). Para a UNESCO, a definição de Patrimônio Cultural está dentro da Convenção para a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural, de 1972. Logo, mundialmente os Patrimônios Culturais são:

– “Os monumentos  – Obras arquitetônicas, de escultura ou de pintura monumentais, elementos de estrutura de caráter arqueológico, inscrições, grutas e grupos de elementos de valor universal excepcional do ponto de vista da história, da arte ou da ciência;”

– “Os conjuntos – Grupos de construções isoladas ou reunidos que, em virtude de sua arquitetura, unidade ou integração na paisagem têm valor universal excepcional do ponto de vista da história, da arte ou da ciência;”

– “Os locais de interesse – Obras do homem, ou obras conjugadas do homem e da natureza, e as zonas, incluindo os locais de interesse arqueológico, com o valor universal excepcional do ponto de vista histórico, estético, etnológico ou antropológico”.

Pelourinho in Salvador da Bahia, Brazil

Patrimônio Cultural brasileiro: como primeira capital do Brasil, entre 1549 e 1763, Salvador testemunhou a mistura das culturas europeia, africana e ameríndia. A capital baiana conseguiu preservar diversos de seus edifícios renascentistas, com destaque para as típicas casas coloridas que ocupam o centro histórico.

 

Com base nesse documento, a UNESCO fornece uma lista de Patrimônios Mundiais, e o Brasil aparece nessa com 14 Patrimônios Culturais, são registros arqueológicos, ruínas e construções que impressionam não só pela beleza como pela importância cultural e social, que nos levam a entender o Brasil de hoje.

  1. A cidade histórica de Ouro Preto, em Minas Gerais, desde 1980;
  2. O centro histórico de Olinda, em Pernambuco, desde 1982;
  3. As ruínas de São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul, desde 1983;
  4. O centro histórico de Salvador, na Bahia, desde 1985;
  5. Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas do Campo, Minas Gerais, desde 1985;
  6. O Plano Piloto de Brasília, no Distrito Federal, desde 1987;
  7. O Parque Nacional da Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato, no Piauí, desde 1991;
  8. O centro histórico de São Luís, no Maranhão, desde 1997;
  9. O centro histórico de Diamantina, em Minas Gerais, desde 1999;
  10. O centro histórico de Goiás, desde 2001;
  11. A Praça de São Francisco, em São Cristóvão, em Sergipe, desde 2010;
  12. As paisagens do Rio de Janeiro, entre a montanha e o mar, desde 2012;
  13. O conjunto da Pampulha, em Belo Horizonte, desde 2016;
  14. O sítio arqueológico de Cais do Valongo, no Rio de Janeiro, desde 2017.

parque nacional serra da capivara

Patrimônio Cultural brasileiro: um dos sítios arqueológicos mais antigos da América do Sul, o Parque Nacional da Serra da Capivara é mundialmente famoso por suas cavernas rochosas cobertas de pinturas rupestres. Algumas pinturas foram feitas há mais de 25 mil anos.

 

Mais que lindos e impressionantes, os Patrimônios Culturais revelam a dimensão e diversidade da nossa história, e são considerados pela comunidade científica de inigualável e fundamental importância para a humanidade. Você conhece algum?

Dia Mundial da Água — água potável é um direito humano

Apesar de ser um direito de todos, quase ⅓ da população mundial não tem acesso à água.

Dados de 2019 apontam que 2,1 bilhões de pessoas não têm acesso à água potável e 4,3 bilhões não dispõem de saneamento básico. Ou seja, apesar de ser um direito de todos, quase ⅓ da população mundial não tem acesso à água, e sem ela não há dignidade e igualdade. A falta deste bem natural causa exclusão, miséria e morte.

Com o objetivo de não deixar ninguém para trás, a Agenda 2030, lançada pela ONU em 2016, apresenta 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e entre eles, está o objetivo 6: assegurar a disponibilidade e gestão de água e saneamento para todos. Veja as metas:

água-1

 

– Até 2030, alcançar o acesso universal e equitativo à água potável e segura para todos;

– Até 2030, alcançar o acesso a saneamento e higiene adequados e equitativos para todos, e acabar com a defecação a céu aberto, com especial atenção para as necessidades das mulheres e meninas e daqueles em situação de vulnerabilidade;

– Até 2030, melhorar a qualidade da água, reduzindo a poluição, eliminando despejo e minimizando a liberação de produtos químicos e materiais perigosos, reduzindo à metade a proporção de águas residuais não tratadas e aumentando substancialmente a reciclagem e reutilização segura globalmente;

– Até 2030, aumentar substancialmente a eficiência do uso da água em todos os setores e assegurar retiradas sustentáveis e o abastecimento de água doce para enfrentar a escassez de água, e reduzir substancialmente o número de pessoas que sofrem com a escassez de água;

– Até 2030, implementar a gestão integrada dos recursos hídricos em todos os níveis, inclusive via cooperação transfronteiriça, conforme apropriado;

– Até 2020, proteger e restaurar ecossistemas relacionados com a água, incluindo montanhas, florestas, zonas úmidas, rios, aquíferos e lagos;

– Até 2030, ampliar a cooperação internacional e o apoio à capacitação para os países em desenvolvimento em atividades e programas relacionados à água e saneamento, incluindo a coleta de água, a dessalinização, a eficiência no uso da água, o tratamento de efluentes, a reciclagem e as tecnologias de reuso;

– Apoiar e fortalecer a participação das comunidades locais, para melhorar a gestão da água e do saneamento.

 

Sem água e saneamento seguros e acessíveis as pessoas enfrentam múltiplos desafios provocados pelas condições de vida precárias: doenças, desnutrição e falta de oportunidades de educação e emprego. Por isso, é mais do que urgente que sejam criadas e implantadas políticas inclusivas. Em geral, o retorno do investimento é alto, também no caso de pessoas vulneráveis e desfavorecidas, especialmente quando são considerados benefícios mais amplos, como saúde e produtividade.

Só o pensamento que prioriza o coletivo – com empatia e intenção de igualar as condições de todos – vai nos ajudar a avançar neste tema. O que você tem feito? Na WEG algumas ações são implantadas para preservar este bem tão precioso, como por exemplo: uso de torneiras e mictórios com sistema de desligamento automático da água, sistema de caixa acoplada em vasos sanitários que consome só 6 litros por descarga, e o reuso de água, que em 3 anos economizou mais de 90 milhões de litros de água, o que equivale ao consumo médio de 100 residências.

 

Fontes: Conexão Planeta | ONU

Capacitação de Professores 2020

Inscrições abertas até o dia 30/03/2020. Clique e se inscreva.

O Museu WEG de Ciência e tecnologia está preparando uma experiência especial para os professores do ensino fundamental e médio das redes municipais, estaduais e particulares de Jaraguá do Sul.

Com a prática de sempre realizar visitas guiadas para grupos, sendo em sua maioria escolas, o museu vai oferecer, pelo xxx ano consecutivo, um treinamento para os professores interessados em levar às salas de aula uma temática que aproxima a escola do museu, consequentemente de ações relacionadas a ciência e tecnologia.

O programa, além de dar a oportunidade dos professores conhecerem a exposição e as ações desenvolvidas no museu previamente, vai direcionar o profissional a construir uma experiência mais autônoma durante a visita com seus alunos, aproximando-os da realidade e criando conexões com a sala de aula e o cotidiano.

Para participar da programação os professores interessados devem se inscrever até dia 30 de março no site do Museu http://museuweg.net/ e escolher um dos horários disponíveis. O curso tem duração de 3 horas e será realizado no dia 04 de maio em dois horários: às 13h30 e às 18h30. Todos os participantes ganharão certificado de participação.

Professores já capacitados também podem participar, pois o Museu promete novidades na programação.

Inscrições:

Até 30/3 no site do Museu: https://forms.gle/Ur84KMajFfuiufia8

Dúvidas e informações: 3276-4550

As inscrições já iniciaram e vão até 24/04/2020.

O que é e quais são os principais parques eólicos do Brasil?

Para aproveitar o vento que sopra em terra são criados enormes parques eólicos.

Para aproveitar o vento que sopra em terra, são criados enormes parques eólicos capazes de extrair ao máximo o potencial desse recurso de energia limpa e renovável. 

A energia eólica abastece milhões de residências no Brasil, já são mais de 520 parques eólicos no país, o que totaliza 13 GW de capacidade instalada. Atualmente 80% dos parques eólicos estão na região nordeste, sendo o Rio Grande do Norte e a Bahia os maiores estados produtores. Entre os meses de agosto e setembro acontece o pico da geração eólica, período conhecido como “safra dos ventos”.

 

O que é um parque eólico? 

Os parques eólicos são infraestruturas capazes de gerar energia elétrica a partir do vento que sopra em determinados locais. É no parque eólico — ou usina eólica — que são instalados aerogeradores, turbinas capazes de converter a energia cinética do ventos em energia elétrica, essa conversão acontece através de seus movimentos mecânicos das turbinas, enquanto são empurrados pelo vento, depois disso, a energia é convertida em eletricidade apta para o consumo.

 

parque

Parques eólicos devem ser construídos em locais despovoados

 

Eles podem estar em terra ou no mar, geralmente são instalados em áreas rurais despovoadas, longe de núcleos populacionais. A construção de um parque eólico deve considerar algumas questões, principalmente em relação a sua localização, e não pode, por exemplo, estar em áreas de migração das aves, pois pode acarretar na morte em massa desses animais.

Outras questões a se considerar são: impacto ambiental, potencial energético da zona, variação espacial, temporária e vertical do vento ao longo dos anos, condições geológicas e geotécnicas da localização e a viabilidade ambiental, legal e territorial, assim como a acessibilidade ao lugar.

Para construir um parque eólico no Brasil é necessária a realização de um Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA). Esse estudo vai considerar, entre outras coisas, a poluição sonora que o parque pode gerar, pois as hélices dos aerogeradores produzem muito zumbido.

As turbinas, transformadores e os sistemas de grande de um parque eólico são muitas vezes feitos com materiais extraídos de forma impura. No entanto, uma vez instalados, os equipamentos não requerem a produção de energia adicional. Este é um contraste marcante com uma usina que depende de carvão ou produtos petrolíferos.

 

Principais complexos e parques eólicos no Brasil:

 

– Complexo Eólico Cutia

Localização: Pedra Grande/RN

Capacidade Instalada: 180,6 MW

 

– Complexo Eólico Bento Miguel

Localização: São Bento do Norte/RN

Capacidade Instalada: 180,6 MW

 

– Complexo Eólico Santo Inácio

Localização: Icapuí/CE

Capacidade Instalada: 98,7 MW

 

– Complexo Eólico Aracati

Localização: Aracati/CE

Capacidade Instalada: 98,7 MW

 

– Parque Eólico Giribatu

Localização: Santa Vitória do Palmar (RS)

Capacidade instalada: 258 MW

 

– Complexo Eólico do Alto do Sertão I

Localização: Caetité, Guanambi e Igaporã (BA)

Capacidade instalada: 293,6 MW

 

– Parque Eólico de Osório

Localização: Osório (RS)

Capacidade instalada: 300 MW

 

– Complexo Eólico Desenvix Bahia

Localização: Macaúbas, Novo Horizonte e Seabra (BA)

Capacidade instalada: 95,2 MW

 

– Parque Eólico Sangradouro

Localização: Arroio Sangradouro (RS)

Capacidade instalada: 50 MW

 

– Parque Eólico Elebrás Cidreira 1

Localização: Tramandaí (RS)

Capacidade instalada: 70 MW

 

– Parque Eólico Enacel

Localização: Aracati (CE)

Capacidade instalada: 31,5 MW

 

– Parque Eólico Giruá

Localização: Giruá (RS)

Capacidade instalada: 11 MW

 

– Parque Eólico Beberibe

Localização: Beberibe (CE)

Capacidade instalada: 25,6 MW

 

– Parque Eólico Cabeço Preto

Localização: João Câmara (RN)

Capacidade instalada: 19,8 MW

 

– Parque Eólico Lanchina

Localização: Tenente Laurentino Cruz (RN)

Capacidade instalada: 28 MW

 

– Complexo Eólico Calango

Localização: Bodó (RN)

Capacidade instalada: 150 MW

 

– Parque Eólico Volta de Rio

Localização: Acaraú (CE)

Capacidade instalada: 42,4 MW

 

– Parque Eólico Bons Ventos

Localização: Aracati (CE)

Capacidade instalada: 50 MW

 

– Parque Eólico de Praia Formosa

Localização: Camocim (CE)

Capacidade instalada: 104,4 MW

Mulheres que fazem Ciência

A inclusão das mulheres na Ciência não foi fácil, exigiu das pioneiras coragem e muita determinação.

No mês do Dia Internacional da Mulher, não podemos deixar de lembrar das mulheres que fizeram — e fazem cada vez mais — história com contribuições sensacionais para a Ciência.

A inclusão das mulheres na Ciência não foi fácil, exigiu das pioneiras coragem e muita determinação. É o caso, por exemplo, de Marie Sklodowska Curie (1867 – 1934), a primeira mulher a receber o Prêmio Nobel nas áreas de Física e Química e primeira cientista a receber a dupla premiação. Marie Curie construiu sua trajetória de maneira admirável. Soube burlar as proibições de estudo superior para as mulheres e se inserir nos grupos científicos que realizavam pesquisas avançadas em Física e Química. O reconhecimento ao seu trabalho científico se deve, principalmente, ao fato de ter desvendado uma nova área de conhecimento, a radioquímica.

O exemplo de Marie Curie e de outras pioneiras abriu caminho para a luta pela igualdade entre homens e mulheres no campo da Ciência. O número de cientistas criativas, talentosas e bem sucedidas foi crescendo ao longo do século XX e construindo uma nova mentalidade para a sociedade, que segue sendo desconstruída. 

Para homenagear essas mulheres, listamos filmes que mostram a história de grandes cientistas e sua importância para a evolução da sociedade:

 

 

estrelas

“Estrelas Além do Tempo” (2016) No auge da corrida espacial travada entre Estados Unidos e Rússia durante a Guerra Fria, uma equipe de cientistas da NASA, formada exclusivamente por mulheres afro-americanas, provou ser o elemento crucial que faltava na equação para a vitória dos Estados Unidos, liderando uma das maiores operações tecnológicas registradas na história americana e se tornando verdadeiras heroínas da nação.

 

montanhas

“Nas Montanhas dos Gorilas” (1988) Retrata o célebre trabalho da naturalista Dian Fossey (Sigourney Weaver), que após viajar às montanhas africanas de Ruanda para estudar gorilas passou a militar na causa e defendê-los das garras de caçadores. Trata-se de uma bela história de amor pela ciência e pelo direito dos animais. Com belas atuações e direção, o filme venceu dois Globos de Ouro e foi indicado a cinco estatuetas do Oscar.

 

temple

“Temple Grandin” (2010) Inspirado na biografia de Temple Grandin (Claire Danes), este filme  acompanha a inspiradora jornada de uma mulher autista que se torna uma das principais cientistas da indústria de manejo de animais em fazendas e abatedouros. Ela chega à universidade e usa sua sensibilidade e habilidade com os animais para criar uma técnica que revoluciona a indústria agropecuária dos Estados Unidos. Em 2010 ela foi citada pela revista Time na lista das cem pessoas mais influentes do mundo na categoria “heróis”.

 

alexandria

“Alexandria” (2009) Acompanha Hipátia, professora de astronomia e filósofa, considerada a primeira matemática. Ela ousou lecionar na Academia Neoplatônica, em uma época que mulheres não podiam ter acesso ao conhecimento. Por ter se recusado a se converter ao cristianismo, foi acusada de bruxaria. 

 

marie

“Marie Curie: The Courage of Knowledge” (2016) O longa mostra a luta da física e química Marie Curie por reconhecimento na comunidade científica francesa no início dos século 20, dominada por homens. Sua maior contribuição foi a descoberta da radioatividade e de novos elementos químicos. Ela também foi a primeira mulher a ser admitida como professora na Universidade de Paris e a primeira a ganhar um Nobel.

 

katharine

Não podemos deixar de lembrar um fato recente: a americana Katherine Bouman, professora assistente de ciência da computação no Instituto de Tecnologia da Califórnia, entrou para história em 2019 ao capturar a primeira imagem real de um buraco negro no espaço. Pela repercussão do feito, a pesquisadora de 29 anos, se credencia a ter sua vida contada no cinema, a exemplo de outras célebres cientistas.

 

As mudanças no campo da Ciência, em qualquer parte do mundo, depende de todos nós, lutando sempre por um mundo mais equilibrado, onde cientistas mulheres e homens sejam protagonistas na geração do conhecimento que desvendam os segredos do universo, e também sejam líderes na luta de construção de um mundo melhor para as futuras gerações.

A origem da bússola

Esse pequeno objeto é considerado uma das maiores invenções da humanidade até hoje.

A bússola é um objeto utilizado para orientação geográfica, durante muito tempo foi utilizada na navegação como forma de localização. Esse pequeno objeto é considerado uma das maiores invenções da humanidade até hoje. Seu nome vem do italiano e significa “caixa pequena”.

Consiste, basicamente, em uma caixa com uma agulha magnetizada ao meio, que aponta para o ponto cardeal norte. A bússola teve grande importância para o desenvolvimento das civilizações no século XVI, foi ela que permitiu e facilitou, por exemplo, a exploração do novo mundo na época das grandes navegações.

Não há registros da sua origem exata. Sabe-se que os gregos antigos já conheciam o magnetismo. Os chineses, há pelo menos 2 mil anos, já sabiam que um pedaço de metal esfregado numa pedra Magnetita adquire a propriedade de apontar uma extremidade para o norte e outra para o sul.

 

bússola1

A bússola permitiu e facilitou a exploração do novo mundo

 

O navegante e inventor italiano Flavio Gioia contribuiu com o aperfeiçoamento da bússola, no século XIII. Ele colocou a agulha sobre um cartão com o desenho de uma rosa dos ventos, que indicava os pontos cardeais. Em alguns desenhos o leste era substituído pelo desenho de uma cruz, mostrando a localização da Terra Santa. Para alguns, ele é tido como o próprio inventor do objeto.

Um pouco mais tarde intelectuais pertencentes à Escola de Sagres, pioneira na tecnologia marítima, desenvolveram o modelo de bússola que conhecemos hoje: protegida por uma tampa de vidro, o que impede a interferência de outros metais.

No entanto, foi somente no século XIX que a bússola moderna foi elaborada. Isso porque o inventor e físico inglês William Sturgeon construiu em 1825 o primeiro eletroímã. A partir disso, surgiram diversos tipos de bússola. Hoje, com os avanços tecnológicos é possível hoje ter uma bússola nos dispositivos móveis, como celular, tablet ou computador. A bússola digital pode ser utilizada por qualquer pessoa que queira se localizar.

 

Como funciona a bússola?

A bússola funciona por meio de uma agulha magnetizada colocada de maneira horizontal, sendo capaz de localizar os pontos cardeais (norte, sul, leste e oeste). Em seu interior está a rosa dos ventos, que indica os pontos cardeais, colaterais e subcolaterais da Terra.

Ela atua sob o magnetismo terrestre, sendo atraída para a direção dos pólos do planeta. A agulha, suspensa pelo centro de gravidade, gira de acordo com os movimentos realizados e aponta sempre para o pólo norte da Terra. É que o planeta funciona como um enorme ímã que exerce força de atração sempre para essa direção.

Experimente fazer uma bússola em casa!

Com poucos objetos você pode construir sua própria bússola. Chamamos ela de bússola caseira de baixa precisão. Você vai precisar de: um imã, uma agulha, um pedaço de isopor ou cortiça, uma fita adesiva e uma vasilha com água.

Basta esfregar a agulha durante alguns segundos no imã, para magnetizar. Depois prenda a agulha no isopor ou na cortiça por meio da fita adesiva. Ao colocar este aparato na vasilha com água, você irá perceber que a agulha irá se alinhar com o campo magnético da Terra, indicando a direção norte-sul.

Quer saber mais sobre esse invento? Venha fazer uma visita ao Museu WEG! =)

 

magnetismo-museu

Sala “Descobertas e invenções” no Museu WEG

 

Entre vários outros assuntos, você irá aprender de forma interativa sobre o magnetismo terrestre e como as correntes elétricas formam campos magnéticos, fenômeno que pode ser observado colocando bússolas próximas a um circuito elétrico. Assim que o circuito é fechado, a agulha passa a se orientar na direção do campo magnético gerado pela corrente, não mais ao campo magnético da Terra. Curioso, né? Vem conhecer!

Fundadores da WEG também estão no Museu Histórico Emílio da Silva

Você sabia que os três fundadores da WEG também estão no Museu que conta a história de Jaraguá do Sul?

Você sabia que os três fundadores da WEG também estão no Museu que conta a história de Jaraguá do Sul? 

Localizado no prédio da antiga prefeitura, na Praça Ângelo Piazera, o Museu Histórico Emílio da Silva é uma instituição sem fins lucrativos, vinculada à Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer e mantida pela Prefeitura Municipal de Jaraguá do Sul. Para proteger o patrimônio museal, desenvolve ações de preservação, pesquisa e estudos, estimulando a releitura crítica das coleções de valor histórico, artístico e científico, e também promove o desenvolvimento de projetos culturais, a fim de conhecer o passado, compreender o presente e construir o futuro da sociedade.

 

Quem foi Emílio da Silva?

Nascido em 01 de novembro de 1900, no distrito de Jaraguá (ainda município de Joinville) Emílio da Silva foi um professor e pesquisador muito importante para a história da cidade. Em 1976, durante o Regime Militar, lançou o livro de histórias de Jaraguá do Sul – sobre a povoação do Vale do Itapocu, reunindo testemunhos sobre a história da cidade.

 

livro-de-jaraguá

O livro de Jaraguá do Sul

 

Emílio colaborou também com exposições fotográficas e de acervos sobre a história da cidade, de onde surgiu a possibilidade da criação de um museu e, em 1976, o então prefeito Eugênio Strebe criou , por meio de uma lei municipal, a instituição destinada a preservar a tradição, cultura e costumes dos antepassados, sendo o senhor Emílio sugerido como patrono do museu.

Ele ainda se dedicou à elaboração de novas pesquisas, assim como realizou palestras em escolas públicas e privadas sobre a história do Vale do Itapocu. 

E sabe qual a ligação dele com o Museu WEG? É que o Sr. Emílio teve 7 filhos, entre eles: Eggon da Silva. Sim! O patrono do Museu Emílio da Silva é o pai do Sr. Eggon, o E de WEG! 🙂

 

fotos-familia

Fotos da família do Sr. Eggon da Silva no Museu Histórico Emílio da Silva

 

Banda da Sociedade Artística-SCAR

Sabe quem também aparece no Museu Histórico Emílio da Silva? O Sr. Werner Voigt — o W de WEG —, isto, porque dedicou parte da sua vida à cultura da cidade. Clarinetista desde os 14 anos, ele tinha verdadeira paixão pela música e, ainda jovem, foi convidado para fazer parte de uma pequena orquestra que daria origem, em 1956, à Sociedade Cultural Artística (SCAR). Nas fotos encontradas no Museu, o Sr. Werner aparece tocando na banda municipal da cidade, na qual Emílio também participava.

 

musica1

Werner Voigt participou da banda municipal de Jaraguá do Sul

 

Galeria de prefeitos

E aqui estamos mais uma vez! Na galeria de prefeitos do Museu é possível encontrar o G de WEG. Sim, o Sr. Geraldo Werninghaus foi uma figura muito importante para o cenário político da cidade. Foi vereador, eleito em 1992, e exerceu funções nos anos de 1993 e 1994. Foi ainda Deputado Estadual, deixando o cargo em 1997 quando tornou-se prefeito de Jaraguá do Sul, infelizmente não pode terminar seu mandato, vindo a falecer dois anos depois, em 1999.

 

geraldo

prefeitos

Sr. Geraldo Werninghaus na galeria de prefeitos da cidade

 

É incrível como as histórias se conectam, não é mesmo? Há mais de uma década, o Museu Histórico Emílio da Silva tem potencializado os elementos dessas histórias e contribuído para uma leitura crítica da realidade, produção de conhecimentos, e para descobrirmos como o local se transformou num ponto de sociabilidade memorial e turística.

 

Nós, do Museu WEG, recomendamos a visitação. Confira abaixo as informações e bom passeio!


Museu Histórico Emílio da Silva

Horário de Funcionamento:Avenida Marechal Deodoro da Fonseca, 247 – Praça Ângelo Piazera – Jaraguá do Sul/SC

Segunda-feira a sexta-feira: 7h30 às 11h30 / 13h às 17h

Sábados: 9h às 12h

Agendamento para grupos: 3371-8346 e/ou 

museuhistorico@jaraguadosul.sc.gov.br