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Faça um tour virtual em museus pelo mundo

Dentre as visitas, encontra-se o Museu Nacional do Rio de Janeiro, destruído em setembro de 2018 por um incêndio.

O Google Arts & Culture, anteriormente chamado Google Art Project, é um projeto que busca compartilhar conteúdos relacionados às artes e à cultura do mundo todo de um modo interativo. 

Utilizando a tecnologia do Street View, o visitante pode fazer tours virtuais gratuitos em algumas das maiores galerias de arte e cultura e museus pelo mundo. Ao transitar por eles, é possível visualizar imagens em alta resolução de obras selecionadas de cada museu. Dentre as visitas, encontra-se o Museu Nacional do Rio de Janeiro, destruído em setembro de 2018 por um incêndio.

Que tal fazer um tour virtual em museus pelo mundo?

Para isso acontecer, o site mantido pelo Google tem a colaboração de museus, centros culturais e locais históricos espalhados por diversos países que disponibilizam seus acervos online, superando assim as fronteiras postas pelo espaço físico de suas instalações. Dessa forma, as pessoas podem visitar e observar em 360° lugares muitas vezes inacessíveis devido a distâncias e custos financeiros.

Para facilitar, a ferramenta permite a busca pelo nome do museu, do artista ou da obra de arte que as pessoas querem conhecer. As descrições vêm com detalhes desde a data até o material utilizado na pintura, na escultura ou na fotografia. Por questões de direitos autorais, algumas das obras capturadas com o Street View foram censuradas.

Entre várias seções, está a Art Camera, na qual são disponibilizados registros fotográficos em alta resolução de obras de arte e objetos culturais acompanhados de suas informações. O conteúdo é apresentado de maneira interativa, e os registros fotográficos permitem uma experiência de visualização única. 

No caso de dúvida de qual local ou artista visitar, o site oferece experiências interativas e temáticas que levam para museus pelo mundo todo, basta escolher um tema e partir para a “viagem”.

Artes em gigapixels

E a tecnologia não para por aí. Além do tour virtual, algumas obras específicas receberam atenção especial para o projeto: elas foram digitalizadas por meio da tecnologia de gigapixel, o que permite sua visualização em até 7 bilhões de pixels. Os museus puderam escolher uma de suas obras de arte para ser capturada em resolução de um gigapixel.

No Brasil, duas obras receberam esse processo de digitalização: a obra “Saudade” de Almeida Jr, localizada na Pinacoteca do Estado de São Paulo; e o painel “Os Gêmeos” da dupla Gustavo e Otávio Pandolfo, exposto no lado externo do Museu de Arte Moderna de São Paulo.

“Autorretrato com Macaco”, por Frida Kahlo (1945).

Apoio aos professores

A plataforma Google Arts & Culture pode ser usada como apoio para professores, isso porque traz informações históricas de movimentos culturais, matérias e textos relacionados aos museus pelo mundo.

Para conhecer mais sobre algumas das instituições culturais mais importantes do mundo e fazer passeios virtuais, acesse o Google Arts & Culture.

Em Jaraguá do Sul, além do tour virtual pelo Museu WEG, os museus municipais Emílio da Silva, Casa do Colonizador e Museu da Paz – FEB também possuem visitas virtuais. Que tal começar o passeio pela nossa região?

Continue no blog e veja os Museus mais estranhos do mundo.

Curiosidades sobre museus brasileiros de importância mundial

Você sabia que boa parte dos melhores museus da América Latina fica no território brasileiro?

Você sabia que boa parte dos melhores museus da América Latina fica no território brasileiro? A cidade de São Paulo é o lugar com a maior quantidade de museus visitados por turistas anualmente. Se pararmos para comparar com outros países, no Brasil ainda há bastante descuido com museus, mas após o incêndio no Museu Nacional, em 2018, por exemplo, a reivindicação da população por preservação, cuidado e zelo pelo patrimônio tem crescido.

Já falamos aqui no blog sobre 10 museus em Santa Catarina que você precisa conhecer e hoje vamos apresentar curiosidades sobre museus brasileiros de importância mundial. Vamos lá!

1. MAM

O Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) é uma das mais importantes instituições culturais do Brasil. O prédio no Parque do Ibirapuera ocupado pelo museu foi construído para abrigar uma exposição sobre a Bahia, realizada em 1960,  o edifício está inserido no conjunto arquitetônico projetado por Oscar Niemeyer em 1954. Ele deveria ter sido destruído, mas foi aproveitado para sediar o Museu do Presépio. O MAM mudou-se para o local em 1968. Seu jardim de esculturas ocupa 6 mil metros quadrados e abriga 25 obras feitas por 21 artistas brasileiros.

O acervo conta hoje com mais de 5.000 peças, a maioria produzida por artistas brasileiros ativos a partir da década de 1960. Possui uma das maiores bibliotecas especializadas em arte da cidade de São Paulo, com mais de 60.000 volumes. Desde 1969 organiza a mostra bienal Panorama da Arte Atual Brasileira, uma das mais tradicionais exposições periódicas do país e importante ferramenta para a ampliação do acervo.

2. MASP

Também em São Paulo, o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – ou apenas MASP, é um dos museus mais importantes do Hemisfério Sul. Localizado em um dos pontos mais icônicos da Avenida Paulista, numa área de 5 mil metros quadrados com um vão livre em concreto de extensão por 8 metros de altura (o maior das Américas). O projeto é da arquiteta Lina Bo Bardi, que fez o vão para que a vista do centro da cidade não fosse perdida.

Ele recebe exposições de todo o mundo e tem em seu acervo cerca de 9 mil obras importantíssimas de artistas renomados do mundo todo, como Renoir, Botticceli, Monet, Van Gogh, Degas, Vélazquez, Goya, Bosch e muitos outros. Um verdadeiro passeio pela história da arte.

3. Instituto Inhotim

Localizado na cidade de Brumadinho em Minas Gerais, é um dos museus mais lindos do mundo e o maior museu de arte ao ar livre da América Latina, unindo natureza e criação humana de uma forma incrível. Possui um acervo repleto de arte contemporânea com mais de 500 obras, como estátuas de bronze, fuscas coloridos e esferas que flutuam na água. São mais de 96 hectares de área com exposições (sendo mais de 700 hectares ao todo de preservação ecológica) onde o visitante pode interagir com o meio ambiente e as obras, de forma harmoniosa e interessante. Outra curiosidade é que seu Jardim Botânico possui mais de 4.500 espécies nativas e exóticas e a maior coleção de palmeiras do mundo, cerca de 1.500, também se encontra no local. Uma experiência única.

4. Museu do Ipiranga

O Museu Paulista da Universidade de São Paulo, ou Museu do Ipiranga, foi inaugurado no primeiro aniversário da República, em 15 de novembro de 1890, no local onde foi proclamada a Independência do Brasil. Seu estilo arquitetônico foi inspirado nos palácios renascentistas. Na época, a técnica da alvenaria em tijolos e cerâmica era inovadora na cidade, que ainda construía com taipa de pilão. É considerado um edifício-monumento, possui 123 metros de comprimento por 16 de largura.

Em exposição estão 125 mil objetos, que vão de móveis e roupas a documentos dos anos de 1600 ao século XX. Há também o equivalente a 640 metros de documentos textuais. Possui 1500 m² de jardins, construídos em 1922. Em 4 de agosto de 2013, o museu foi fechado para visitação por tempo indeterminado e deverá reabrir apenas em 2022, pois exige uma restauração e modernização muita ampla em suas instalações. Estamos torcendo para que sua reabertura aconteça em breve!

5. Pinacoteca do Estado de São Paulo

A Pinacoteca é o primeiro museu de arte da cidade de São Paulo, foi inaugurada em 1914. O prédio foi projetado por Francisco de Paula Ramos de Azevedo, em 1897, em uma área do Parque da Luz. O terreno foi comprado por 100 contos de réis. Antes de virar museu, em 1905, o local abrigou a sede do Liceu de Artes e Ofícios, o Ginásio do Estado e diversas repartições públicas. Em 1930, a Pinacoteca foi ocupada pelo exército e transformada em quartel-general durante 2 meses. Outra ocupação aconteceu em 1932, durante a Revolução Constitucionalista.

A Pinacoteca é especialmente interessante para quem gosta de arte brasileira. O acervo do museu reúne cerca de 9 mil obras, entre pinturas dos séculos XIX e XX, com destaque para os modernistas Tarsila do Amaral, Cândido Portinari, Di Cavalcanti e Anita Malfatti. Além disso, também recebe a Coleção Brasiliana, que traz estudos e obras feitas por artistas estrangeiros sobre o nosso país.

6. Museu de Futebol

Localizado nas arquibancadas do Estádio do Pacaembu, em São Paulo, é um museu cheio de interatividade para contar a história do esporte. Nele é possível ver jogadas históricas, ouvir narração de jogos que fizeram história e ainda se emocionar com homenagens aos clubes, jogadores e torcedores do país. Além disso, possui uma biblioteca com o maior acervo sobre futebol do mundo. O acervo é uma coleção cheia de divertimento e emoção para quem ama futebol.

7. Museu Imperial

Localizado em Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, o Museu Imperial fica no antigo palácio do imperador Dom Pedro II e representa uma das arquiteturas mais bem preservadas da época imperial. Lá é possível se sentir como um Imperador e respirar o ar da nobreza brasileira, você vai poder conferir de perto objetos importantes de nossa história, como as coroas de Dom Pedro II e de seu pai, Dom Pedro I, o trono usado pelo imperador, muitas jóias e objetos pessoais e, além disso, pode fazer um passeio pelo jardim do palácio.

Existem muitos outros museus brasileiros de importância mundial, que representam e preservam a história e o patrimônio do nosso país. Resta à sociedade apoiar e criar laços com nossa história para que as futuras gerações continuem preservando o que foi construído até aqui. Deu vontade de fazer uma visita? Que tal começar fazendo um passeio virtual pelo Museu WEG de Ciência e Tecnologia? Aproveite também para conhecer o Guia dos Museus Brasileiros, organizado pelo Ibram (Instituto Brasileiro de Museus).

Conheça alguns dos museus mais estranhos do mundo

Conheça alguns dos museus mais estranhos do mundo.

Museus têm a finalidade de conservar, estudar e valorizar de diversas maneiras elementos de valores culturais: desde coleções de objetos à narrativa de histórias. Inclusive, pelo mundo afora existem museus dedicados a coleções muito estranhas e curiosas. Uma linha tênue entre bizarrice e diversão.

Mas, independentemente da aparência estranha, todos os museus nos oferecem janelas para a história, nos ligando ao passado e abrindo caminhos para o futuro. Alguns revelam nossas preocupações mais obscuras, nossas ideias mais brilhantes e a infinita criatividade da mente humana. Conheça alguns dos museus mais estranhos do mundo.

Plastinarium – Guben, Alemanha

O Instituto de plastinação Gunther Von Hagens exibe corpos animais e humanos preservados em posições criativas para revelar as complexidades da forma humana.

Após passar 39 anos estudando medicina, dissecção e química, o alemão Gunther von Hagens desenvolveu o método de preservação de corpos chamado plastinação, o método consiste na retirada de água e lipídios do corpo humano ao aplicar polímeros sintéticos no lugar, o que evita que haja a decomposição dos tecidos.

Em Guben, na Alemanha, os visitantes que exploram o Plastinarium recebem uma lição de história da anatomia, testemunham o processo gráfico de plastinação e exposições itinerárias Body Worlds, que foram objeto de vários debates de ética sobre a obtenção de corpos e o tratamento de cadáveres humanos.   

Museu de Ramen Instantâneo de Momofuku – Osaka, Japão

Em 1958, depois de várias experiências em seu quintal, o japonês Momofuku Ando criou as primeiras fórmulas de macarrão instantâneo do mundo, o ramen de frango. O sucesso foi tanto que, os cupnoodles e macarrões instantâneos representam a cultura alimentar japonesa mundo afora e também ganharam um museu.

O Momofuku Ando Instant Ramen Museum documenta este capítulo da cultura culinária do Japão, o espaço mostra aos visitantes os diversos pacotes de macarrão instantâneo que existem pelo mundo, que também podem experimentar edições limitadas da marca Hokkaido and Tohoku e até criar sua própria embalagem na “A Minha Fábrica de Noodles Instantâneos”. A exposição Túnel de Noodles Instantâneos exibe aproximadamente 800 pacotes de noodles, mostrando a evolução do ramen ao longo de décadas.

Museu do Espião – Washington, Estados Unidos

O  Museu Internacional de Espionagem em Washington D.C. contém a maior coleção pública de artigos de espionagem. Minicâmeras, dinheiro falso, armas camufladas, máquinas de criptografia, entre mais de 200 artefatos usados por agentes da CIA e do FBI, mostram a inteligência humana e dos espiões ao longa da história.  

Além disso, algumas seções exclusivas do museu só podem ser exploradas por meio de técnicas de espionagem, aprendidas em workshops, é necessário entrar na história como um verdadeiro James Bond.

Museu das Múmias – Guanajuato, México

Na pequena cidade de Guanajuato — Patrimônio Mundial da UNESCO — centenas de corpos foram enterrados nas criptas do panteão de Santa Paula em meados do século XIX. Isso, porque se as famílias não conseguissem pagar os impostos funerários de seus entes queridos, teriam de abrir mão dos corpos para serem exumados.

Ao desenterrarem os corpos, foi descoberto que eles estavam mumificados através de um processo natural, provavelmente por fatores climáticos da região. Agora, esses cadáveres, incluindo os de crianças, são itens de exposição do Museo de Las Momias, ou Museu das Múmias de Guanajuato. Você teria coragem de fazer uma visita?

Museu Subaquático de Arte – Cancún, México

Que tal um museu no fundo do mar? Cancún, uma das cidades mais turísticas da América Central, ganhou em 2009 um museu imerso nas águas azuladas de suas praias paradisíacas. O Museu Subaquático de Arte (MUSA) conta com mais de 500 esculturas em tamanho real fixadas no fundo do mar.

As artes oceânicas, que retratam construções, carros, pessoas, animais e objetos, funcionam como um recife artificial feito especialmente para promover o crescimento de corais da região, que transformam continuamente a paisagem aquática. Os visitantes podem explorar o museu a bordo de um barco com fundo de vidro, por mergulho ou snorkeling.

Sulabh Museu Internacional de Privadas – Nova Delhi, Índia

Na agitada capital da Índia existe um museu que detalha a história da higiene e saneamento de 2500 a.C. até a atualidade. Aberta por Bindeshwar Pathak em 1970, a Fundação Sulabh reúne mais de 50 mil voluntários dedicados a difundir o uso de vasos sanitários pela Índia.

Das casas de banho douradas dos imperadores romanos às latrinas medievais, o museu documenta a evolução dos sanitários ao longo das eras. Como se os bacios com pinturas intrincadas não fossem suficientes, o museu também tem em seu acervo  uma coleção de raros poemas de latrina.

Museu da Tortura – Amsterdam, Holanda

A linda Amsterdam abriga o sinistro Museu da Tortura. Nele os visitantes fazem uma viagem através do tempo para um período obscuro na Europa, onde torturas e execuções eram comuns e aceitas pelas leis.

Entre os mais de 40 instrumentos de tortura expostos com tutoriais que explicam cada uma das histórias e seu uso na sociedade, há uma cadeira da inquisição coberta de espinhos e espadas que eram usadas para decapitação. O espaço também educa estudantes sobre as torturas que ainda são praticadas até hoje em quase 100 países — e oferece apoio à Convenção Contra a Tortura das Nações Unidas.

Museu de Marionetes Vent Haven – Fort Mitchell, Estados Unidos

Instalado no estado de Kentucky, o museu foi iniciado por William Shakespeare Berger, em 1910, quando comprou seu primeiro boneco de marionete: Tommy Baloney. Em 1947, a coleção já tinha crescido tanto que Berger renovou a sua garagem para albergar as personagens e, em 1962, teve de construir um segundo edifício.

Hoje, o museu conta com mais de 800 bonecos, livros históricos, fotos e playbills. O museu também abriga o ConVENTion, um evento anual de ventríloquos que atrai profissionais e entusiastas do mundo inteiro. O Museu Vent Haven é o único desta modalidade no mundo.

Museu do Cabelo – Avanos, Turquia

Conhecida por muitas coisas maravilhosas, como o Castelo Uchisar, as belíssimas chaminés de fadas e lojas de cerâmica, a região da Capadócia, na Turquia, abriga o Avanos Hair Museum – o único museu do mundo que exibe uma coleção exclusiva de cabelos humanos. Embora as paredes cobertas de fios possa dar uma impressão esquisita, a história original do lugar é emocionante.

O dono da coleção, Galip Körükçü, especialista local em cerâmica, recebeu uma mecha de cabelo de sua amiga íntima como lembrança antes de deixar a cidade. Körükçü resolveu pendurar o presente em sua loja. Ao longo dos anos, quando as visitantes ouviam sua comovente história, passaram a cortar e dar seus próprios cachos de cabelo como um sinal de bondade. Hoje, o museu tem mais de 16 mil mechas de cabelo em exposição, doadas por mulheres de todo o mundo.

E você, conhece algum outro museu estranho? Conta pra gente 😉

Museus na era digital

Estamos na era digital e os museus tradicionais precisam se transformar e criar novas formas de apresentar seus conteúdos e engajar seus visitantes.

Com o advento da tecnologia mudamos a maneira e a velocidade que nos relacionamos com as pessoas e também com os lugares — restaurantes, lojas, universidades e espaços culturais estão descobrindo novas maneiras de atuar, reinventando seus serviços a fim de acompanhar esse novo ritmo. É porque, enquanto o mundo vem se transformando por meio dos avanços tecnológicos e da hiperconexão, cabe a nós a inclusão e criação de experiências agradáveis para quem nasceu numa época onde o digital era apenas uma previsão do futuro, e para quem nasceu numa época onde o digital está presente desde o seu primeiro dia de vida. 

 

Não dá para negar. Estamos na era digital e os museus tradicionais precisam se transformar e criar novas formas de apresentar seus conteúdos e engajar seus visitantes. O que estamos vendo hoje é a inclusão da linguagem interativa, recursos multimídia, realidade aumentada, a união das experiências digitais em espaços físicos e o trabalho em rede entre os museus. Além disso, as instituições também contam com novas formas de realizar seus serviços burocráticos de gestão e salvaguarda do acervo. 

IMG_7056O Museu WEG se preocupa em atender uma geração que já nasceu conectada

 

As tendências para o museu da era digital abrangem o desenvolvimento de médio a longo prazo na sociedade, tecnologia, economia, meio ambiente e política e são identificadas como:

 

Diversificação de Conteúdo

Enquanto as pessoas têm cada vez mais acesso ilimitado à informação, como é possível que os museus apresentem seus conteúdos de maneira atrativa? Como falamos no início do texto, é preciso atender uma população em envelhecimento no meio de um número crescente de Millennials (a geração da internet), logo, é preciso diversificar o conteúdo a fim de atender as necessidades dos que esperam interfaces digitais como parte de sua experiência de usuário e aqueles que podem preferir uma experiência mais tradicional.

virtual1No Museu WEG, o virtual e o tradicional se complementam

 

Experiências imersivas

O avanço da tecnologia e serviços digitais já transformou o modo como interagimos e vivenciamos as experiências em espaços físicos. Estamos migrando para ambientes híbridos, onde as tecnologias digitais e o espaço tradicional se encontram para criar experiências imersivas. Com os dados gerados pelos visitantes, os museus podem continuar a melhorar e aprimorar suas experiências e exposições.

 

Espaços sustentáveis e abertos

Os museus devem considerar a importância de seu papel na criação de espaços públicos, incentivando o intercâmbio cultural entre visitantes tão distintos em idade, habilidades e origens sociais e econômicas. Aqui entram as questões ambientais, de segurança, acesso e inclusão universal. É preciso pensar no conforto e no local de fala das pessoas, permitindo que o público tenha uma experiência completa, sem esquecer dos impactos no ecossistema.

passeioNo site do Museu WEG o visitante pode fazer um passeio virtual por todas as salas do museu museuweg.net/tour-virtual 

 

Sites, exposições interativas e redes sociais, quando falamos de experiências digitais, é importante lembrar que a experiência digital não substitui a real. Um objeto não deixa de existir no museu, mas passa a existir também em um ambiente virtual, onde pode ser visto por um número muito maior de pessoas, possibilitando a democratização do conhecimento. O museu que disponibiliza seu acervo on-line não transferiu a experiência para o universo tecnológico, mas agregou novos olhares à visitação.

 

Hoje, os visitantes buscam uma participação mais ativa na visita aos museus — que não precisam deixar de ser o que são, mas devem agregar experiências que ofereçam inclusão e contem histórias memoráveis.

 

Fontes: Triscele | Revista Museu

Museu WEG na 18º Semana de Museus: confira a programação

O tema definido para a edição de 2020 é: “Museus para a Igualdade: diversidade e inclusão”.

As coisas andam um pouco diferentes, e é reinventando o jeito chegar até vocês que o Museu WEG participa de mais uma Semana de Museus. A ação é permanente e coordenada pelo Ibram – Instituto Brasileiro de Museus. Desde 2003, ocorre anualmente em todo o território nacional em comemoração ao Dia Internacional de Museus (18 de maio). 

 

Em todas as edições, o Ibram empreende um conjunto de ações que visa à mobilização das instituições a partir de uma programação especial em torno do tema sugerido pelo ICOM – Conselho Internacional de Museus. O tema definido para a edição de 2020 é: “Museus para a Igualdade: diversidade e inclusão”. O Museu WEG é referência em acessibilidade e, unindo a experiência com o tema proposto, pretende fazer com que pessoas com necessidades especiais se sintam ainda mais convidadas a participarem dessa história.

 

O formato neste ano não poderia ser diferente: para falar sobre o assunto, acontecerão duas lives no Instagram do Museu nos dias 18 e 20 de maio. No Instagram, as convidadas irão discorrer um bate-papo sobre acessibilidade em museus e espaços culturais, conceitos sobre acessibilidade e os desafios que este campo tem dentro dos espaços culturais, assim como acessibilidade museológica em tempos de pandemia e pós pandemia. O público também poderá participar enviando perguntas que serão respondidas ao final das lives.

 

Programação

 

Live: Autismo e inclusão nos Museus: uma visão familiar!

Dia 18/05/2020 às 19h

Mediação: Patrícia Tatiane Schubert – Educadora no Museu WEG

Convidada: Alessandra Caputo Costa — Química industrial e mãe realizada de duas pessoas fantásticas, sendo uma delas com autismo.

Convidada: Juliana Elis Müller de Jesus — Psicóloga. Formação em Psicodrama. Formação em Neuropsicologia. Especialista em Gestão de Pessoas. Especialista no Transtorno do Espectro Autista. Trabalha há quase cinco anos na Associação de Amigos do Autista.

  

Live: Acessibilidade em Museus: para quê e para quem?

Dia 20/05/2020 às 16h

Mediação: Gabriella Eger Lux – Coordenadora Museológica no Museu WEG

 Convidada: Amanda Tojal – Arteinclusão

Currículo: Museóloga e Educadora de Museus. Graduada em Educação Artística pela Faculdade Armando Álvares Penteado e Pós-graduada em Museologia pela Faculdade de Sociologia e Política de São Paulo. Mestre em Artes e Doutora em Ciências da Informação pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. Consultora em Acessibilidade e Ação Educativa Inclusiva para públicos com deficiências em museu e instituições culturais como, Museu de Arte Contemporânea da USP, Pinacoteca do Estado de São Paulo, Museu do Futebol/SP, Museu Casa de Portinari (Brodowski/SP), M.H.P. Índia Vanuíre (Tupã/São Paulo), Museu WEG de Ciência e Tecnologia/SC, Museu Oscar Niemeyer (Curitiba/PR), Museu de Arte do Rio/RJ, Museu do Amanhã/RJ, Museu Felícia Leirner (Campos do Jordão/SP), Reserva Natural Sesc em Bertioga/SP, entre outros. Docente de cursos de formação em Acessibilidade Cultural e Ação Educativa Inclusiva em diversas instituições do Brasil. Curadora da Exposição Itinerante para públicos inclusivos “Sentir pra Ver: gêneros da pintura na Pinacoteca de São Paulo”, desde 2012. Vice-presidente e Conselheira do Conselho de Museologia (COREM 4R), gestões 2013 a 2018. Sócia diretora da empresa Arteinclusão Consultoria em Ação Educativa e Cultural, desde o ano e 2003.

 

Gostou? Será uma semana incrível e de muito conhecimento! Contamos com sua presença nas lives. <3 Para não perder, siga o Museu WEG no Instagram: www.instagram.com/museuweg

 

Colorir e aprender: ação especial de Dia das Crianças

Outubro é o mês das crianças e, durante todo o mês, queremos ampliar o acesso à cultura e visibilidade dos museus mostrando para crianças e educadores que aprender e ensinar pode ser muito divertido.

Além das funções de preservar, conservar, expor e pesquisar, os museus são instituições a serviço da sociedade e cada vez mais buscam criar ações educativas a fim de tornarem-se elementos procurados dentro do movimento cultural das cidades.

As sessões interativas de educação estão entre as formas mais poderosas e eficazes de atender às necessidades das crianças, um público nem tão tradicional nos museus. As atividades interativas permitem aos pequenos visitantes um olhar interrogador, sem necessidade de conhecimento prévio. As conversas são estimuladas, e o museu também atua como um espelho, fazendo conexões entre as suas próprias vidas e experiências no âmbito físico, intelectual, emocional e tecnológico.

 “Quando o tema é aprendizagem de assuntos relacionados a ciência e tecnologia, os museus desempenham um papel tão importante quanto as escolas.”

 John H. Falk – Institute for Learning Innovation

A escola e a família possuem um papel muito importante para diminuir as barreiras de acesso aos museus, por meio do incentivo à visitação, traremos mais crianças e adolescentes para utilizarem nosso espaço para reflexão, entretenimento e aprendizagem.

 Ao visitarem o Museu WEG, as crianças passam por experiências interativas e desenvolvem a curiosidade pela pesquisa, ciência e tecnologia.  A história e a teoria, desde cedo e de forma simples, entram no cotidiano das crianças e às convidam para encontrar novas razões para o envolvimento com os estudos.

 ***

Para homenagear as crianças da nossa cidade, neste mês os pequenos visitantes poderão participar de uma atividade de pintura em um espaço com mesas, lápis de cor e um desenho super divertido para colorir. Os desenhos deverão ser coloridos e preenchidos com nome e contato, eles ficarão em exposição no Museu até o dia 31 de outubro, neste dia haverá sorteio de brindes entre os participantes. Se a visita for rápida, as crianças poderão levar o desenho para casa e trazê-lo outro dia, até o fim do mês.

Todos os desenhos estarão concorrendo a brindes, sem exclusões. Os ganhadores do sorteio serão divulgados em nossa página do Facebook.

Modelo do desenho para colorir

Modelo do desenho para colorir

O quê? Dia das Crianças no Museu WEG

Quando? De 03 a 31 de outubro

Para quem? Crianças (sem limite de idade)

Onde? Museu WEG de Ciência e Tecnologia

Quanto? Gratuito

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200 anos da presença dos Museus no Brasil

Neste mês de junho, o Brasil comemora 200 anos da criação do primeiro museu brasileiro: o Museu Nacional e da…

Neste mês de junho, o Brasil comemora 200 anos da criação do primeiro museu brasileiro: o Museu Nacional e da presença contínua dos museus na vida social brasileira.

Foi em 1818 que o Rei Dom João VI decretou a criação do primeiro museu brasileiro: o Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Na época, chamado de Museu Real, o casarão foi a residência oficial da família real portuguesa e posteriormente abrigou a primeira Assembleia Constituinte da República.

Desde sua criação, os museus se multiplicaram por todo território nacional. Hoje são mais de 3.800 instituições voltadas para a construção e ampliação de diálogos com suas comunidades.

Ao longo de dois séculos, os museus brasileiros assumiram diferentes modelos, ampliaram suas áreas de atuação e acima de tudo marcaram a cultura brasileira. São memórias, acervos, documentos e imagens que registram histórias de diferentes campos do conhecimento.

 

O Museu Nacional
Pensado para propagar o conhecimento e o estudo das ciências naturais em terras brasileiras, a primeira instituição museológica e de pesquisa do Brasil segue seu pioneirismo com estudos de ponta e acervo enriquecido constantemente.

Hoje reconhecido como centro de excelência de pesquisa em história natural e antropológica na América Latina, o Museu Nacional tem um acervo de mais de 20 milhões de itens, constituído principalmente por materiais relacionados às áreas de Antropologia, Botânica, Entomologia, Geologia e Paleontologia.

Entre as preciosidades do Museu, estão 1560 peças raras, mais de 26 mil fósseis nas coleções paleontológicas e o maior meteorito brasileiro, com 5,36 toneladas, o chamado Bendengó. O espaço abriga ainda os ossos e a reconstituição facial de Luzia, fóssil humano mais antigo do Brasil, com mais de 12 mil anos.

200 anos dos Museus no Brasil
Para comemorar esse marco, o Ibram (Instituto Brasileiro de Museus) vai realizar um seminário temático no Rio de Janeiro e vai lançar uma edição especial da MUSAS – Revista Brasileira de Museus e Museologia.

Aproveite esse mês de aniversário dos museus para conhecer o Museu WEG e outros museus de Santa Catarina. Listamos 10 Museus diferentes em Santa Catarina que você precisa conhecer. Confira!

Fonte: Ibram e Museu Nacional

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10 Museus diferentes em Santa Catarina que você precisa conhecer

A poucos quilômetros do Museu WEG de Ciência e Tecnologia, acervos dedicados a diferentes áreas do conhecimento estão acessíveis ao…

A poucos quilômetros do Museu WEG de Ciência e Tecnologia, acervos dedicados a diferentes áreas do conhecimento estão acessíveis ao público geral. São museus criados e mantidos por instituições públicas e privadas, com o objetivo comum de preservar, pesquisar e expor objetos de caráter cultural ou científico.

Este é o propósito que justifica a existência destes espaços. A Lei 11.904, de 2009, ao instituir o Estatuto de Museus no Brasil, criou uma definição específica no âmbito nacional:

“Consideram-se museus, para os efeitos desta Lei, as instituições sem fins lucrativos que conservam, investigam, comunicam, interpretam e expõem, para fins de preservação, estudo, pesquisa, educação, contemplação e turismo, conjuntos e coleções de valor histórico, artístico, científico, técnico ou de qualquer outra natureza cultural, abertas ao público, a serviço da sociedade e de seu desenvolvimento.”

Outro dia nós mostramos aqui museus que são referência no fomento à ciência e tecnologia no país. Hoje vamos concentrar nossa atenção em Santa Catarina e na região de Jaraguá do Sul, onde fica o Museu WEG, mas com uma proposta diferente. Mapeamos alguns museus dentro desta delimitação geográfica, porém a partir das tipologias, ou seja, do tipo de acervo que salvaguarda e sua narrativa.

Antropologia e Etnografia: coleções relacionadas às etnias, voltadas para o estudo antropológico e social das diferentes culturas. Acervos folclóricos, artes e tradições populares, indígenas, afro-brasileiras, do homem americano e do homem do sertão, por exemplo, compõem essa tipologia.

Museu Nacional do Mar – São Francisco do Sul/SC

Arqueologia: coleções de bens culturais portadores de valor histórico e artístico, procedentes de escavações, prospecções e achados arqueológicos.

Museu Arqueológico de Sambaqui – Joinville/SC

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Artes Visuais: coleções de pinturas, esculturas, gravuras, desenhos, incluindo a produção relacionada à arte sacra.

Museu de Arte de Santa Catarina (MASC) – Florianópolis/SC

Ciências Naturais e História Natural: bens culturais relacionados às Ciências Biológicas (Biologia, Botânica, Genética, Zoologia, Ecologia etc.), às GeoCiências (Geologia, Mineralogia etc.) e à Oceanografia.

Museu Oceanográfico Univali – Piçarras/SC

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História: bens culturais que ilustram acontecimentos ou períodos da História.
Museu Histórico Emílio da Silva, Museu Wolfgang Weege e Museu da Paz – Jaraguá do Sul/SC
Imagem e Som: documentos sonoros, videográficos, filmográficos e fotográficos.

Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS) – Florianópolis/SC

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Virtual: bens culturais que se apresentam mediados pela tecnologia de interação cibernética (internet).

Museu Virtual Memória da Propaganda

Ciência e Tecnologia: bens culturais representativos da evolução da História da Ciência e da Técnica.

Museu WEG de Ciência e Tecnologia – Jaraguá do Sul/SC
Agora que já foi apresentado, aproprie-se destas informações para montar sua agenda cultural quando vier a Santa Catarina. E se você mora na região, bom, aí não faltam motivos para começar já sua incursão e enriquecer seu conhecimento sobre as descobertas do homem e sua relação com diferentes povos, culturas e valores.

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Conheça museus que fomentam a Ciência e Tecnologia pelo Brasil

Assim como o Museu WEG, o Brasil conta com diversas outras iniciativas, privadas e públicas, para registrar a história e…

Assim como o Museu WEG, o Brasil conta com diversas outras iniciativas, privadas e públicas, para registrar a história e fomentar a ciência e tecnologia em diferentes espaços. Por acreditar que o intercâmbio, a troca de conhecimento e o aprendizado contribui para o enriquecimento cultural e científico, apresentamos aqui outros museus no país que tem a interatividade como um dos seus pontos fortes e, acima de tudo, a ciência e tecnologia no seu DNA.

Museu de Ciência e Tecnologia (MCT) – PUCRS 

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Suas coleções abrigam um vasto acervo de fósseis, espécimes representantes da biodiversidade e peças provenientes de escavações arqueológicas, que são objetos de pesquisa de mestrandos e doutorandos de várias partes do mundo.
As exposições no museu gaúcho são elaboradas para despertar a curiosidade e o gosto pelas ciências, valorizando a participação do visitante com experiências lúdicas e inusitadas. São cerca de 700 experimentos interativos, em 22 áreas do conhecimento.

Os eventos e atividades também são outro atrativo para públicos distintos, como Férias no Museu, Aniversário genial, Minuto da Ciência e show de eletrostática.

Catavento Cultural e Educacional

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Tocar um meteorito de verdade, encontrar Gandhi em uma escalada, conhecer o corpo humano por dentro, entender como funciona um gerador de energia ou ainda descobrir que o Sol, visto de perto, não é tão redondo como parece quando se está na praia. São estas algumas das experiências proporcionadas no Catavento Cultural.

O museu fica em São Paulo e, dividido entre os eixos Universo, Vida, Engenho e Sociedade, tem como atrações o miniplanetário, o passeio digital, a seção de eletromagnetismo e o aquário com peixes de água salgada.

Museu de Astronomia e Ciências Afins – MAST

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Uma iniciativa pública, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, o MAST tem sua sede na cidade do Rio de Janeiro. É o lugar ideal para quem se interessa pelo espaço sideral e seus elementos: estrelas, planetas e cometas.

O acervo do MAST conta com aparelhos usados pelo Observatório Nacional (ON) para a observação da luz dos astros, como diversos tipos de luneta. No Programa de Observação do Céu, o público pode fazer visitas noturnas para enxergar através de telescópios, binóculos e até por uma luneta centenária.

Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas

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No prédio da primeira instituição brasileira a formar geólogos, em Ouro Preto, funciona o Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas. Nele, o visitante pode conferir de perto fósseis e esqueletos de animais atuais, como porco, golfinho e ornitorrinco.

Um dos destaques é a sala de mineralogia, onde estão expostas rochas e minerais do mundo inteiro. O passeio termina em uma sala onde crianças e adultos podem se divertir com experimentos científicos de eletricidade, cinética e ótica.

A diversidade do nosso país se reflete na composição e na diversidade dos acervos museológicos. Anote essas indicações e, quando visitar alguma dessas cidades, aproveite para se divertir ao mesmo tempo em que aprende sobre ciência e tecnologia.