Categoria: Magnetismo

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10 atividades para receber os alunos na volta às aulas

Confira 10 atividades simples e criativas para acolher os alunos na volta às aulas e começar o ano com mais conexão.

30 de janeiro de 2026
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O início do ano letivo é sempre cheio de expectativa. Enquanto novos cadernos são abertos e rotinas começam a ganhar forma, também surge aquela mistura de ansiedade e entusiasmo típica da volta às aulas.

Esse recomeço é uma oportunidade preciosa para aproximar os estudantes, fortalecer vínculos e estimular a curiosidade, especialmente quando usamos atividades que conectam brincadeira, criatividade e investigação científica.

Com propostas simples, acessíveis e inspiradas no universo da ciência e tecnologia, é possível transformar os primeiros dias de aula em um espaço leve, acolhedor e cheio de descobertas. Continue lendo para descobrir todas as atividades!

Leia também: 5 dicas para proteger crianças na internet: guia prático para pais e educadores

Por que começar o ano com atividades de acolhimento?

Antes de iniciarmos as brincadeiras, vale lembrar: o primeiro contato da turma define muito o clima dos meses seguintes. Momentos leves e dinâmicos ajudam a:

  • Quebrar o gelo entre estudantes
  • Criar vínculos positivos
  • Estimular curiosidade e participação
  • Desenvolver escuta, diálogo e cooperação
  • Despertar a sensação de pertencimento ao grupo
  • Transformar a volta às aulas em uma experiência acolhedora e motivadora

Com essas bases firmadas desde o primeiro dia, fica bem mais fácil construir um ano de descobertas, aprendizados e convivência.

A seguir, você encontrará 10 atividades criativas para iniciar o ano com energia e engajamento, todas pensadas para acontecer em sala de aula ou em casa.

1. Mapa das Curiosidades Científicas

Crianças em atividade prática na escola.

Objetivo: criar conexão entre os alunos e despertar interesse pela exploração do desconhecido.

Como fazer: distribua post-its e peça que escrevam algo que gostariam de entender melhor este ano, pode ser “por que chove?”, “como funcionam robôs?”, “por que ficamos gripados?”, etc.
Cole tudo em um mural coletivo.

Por que funciona: a turma começa a aula com perguntas reais, que podem virar temas de projetos ao longo do ano.

Variação: para os mais velhos, peça que incluam hipóteses ou explicações iniciais.

2. Caça ao Tesouro Científico

Crianças brincando de caça ao tesouro na escola.

Objetivo: estimular observação, colaboração e imaginação.

Como fazer: esconda pela sala pequenos objetos simples (clips, folhas, papel colorido, tampa de garrafa) e entregue pistas relacionadas a conceitos científicos (“algo que rola”, “algo transparente”, “algo que pode conduzir energia”).

Benefícios: os alunos começam o ano investigando e trabalhando em equipe.

Dica: finalize com uma roda de conversa sobre o que descobriram.

3. Linha do Tempo das Descobertas

Crianças lendo livro na escola.

Objetivo: integrar memórias pessoais e história da ciência.

Como fazer: peça que os alunos desenhem ou escrevam um acontecimento marcante na vida deles (primeiro livro lido, viagem especial, aprendizado). Ao lado, apresente feitos científicos ocorridos em anos próximos.

Por que funciona: cria identificação e mostra que ciência faz parte do cotidiano.

4. Garrafa das Perguntas

Roda de crianças sentadas na escola.

Objetivo: fortalecer a comunicação e abrir espaço para que todos se expressem.

Como fazer: deixe uma garrafa ou caixa decorada na sala. Cada aluno coloca uma pergunta que gostaria de responder durante o ano (sobre a escola, amizades, ciência, projetos, etc.).

Benefício: dá voz aos estudantes e gera temas espontâneos para conversas futuras.

Versão rápida: perguntas podem ser compartilhadas oralmente em um círculo.

5. Meu Superpoder Científico

Fileira de alunos sentados em suas carteiras.

Objetivo: aumentar autoestima e estimular autoconhecimento.

Como fazer: peça que todos escolham um “superpoder científico”: observar bem, fazer boas perguntas, ser criativo, ter paciência, gostar de desafios, entre outros. Em seguida, cada um explica sua escolha.

Por que funciona: ajuda a turma a perceber forças individuais e coletivas.

6. Laboratório Mágico da Sala

Criança vestida com jaleco em laboratório escolar.

Objetivo: criar um clima de encantamento e apresentar o espaço como lugar de experiências.

Como fazer: monte estações simples com objetos cotidianos (lupa, ímã, água com corante, tampas metálicas, folhas secas). Peça que explorem livremente e registrem o que descobriram.

Benefícios: desperta curiosidade natural e aproxima os alunos do método científico sem complicação.

Variação: pode ser feito em casa com materiais improvisados.

Leia também: Uso excessivo de telas: impactos na saúde mental e no desenvolvimento dos jovens

7. Quem Sou Eu? Versão Cientista

Crianças sentadas no chão com notas adesivas coladas na testa.

Objetivo: promover integração de maneira divertida.

Como fazer: entregue cartões com nomes de cientistas famosos (Marie Curie, Tesla, Darwin, etc.) ou profissões científicas (engenheiro, astrônoma, bióloga). Cada aluno recebe um cartão na testa e a turma dá dicas até que ele descubra quem é.

Benefícios: leve, dinâmica e excelente para quebrar o gelo.

Dica: altere para versões mais simples com os pequenos.

8. Tempestade de Ideias: Como seria uma escola do futuro?

Professor apresentando robô humanóide aos alunos.

Objetivo: gerar debate, colaboração e pensamento criativo.

Como fazer: no quadro, escreva “Escola do futuro”. Peça que a turma sugira ideias (salas transparentes, recreio com energia solar, laboratórios interativos, professores holográficos…) tudo vale.

Por que funciona: estimula imaginação e mostra que aprender pode ser divertido.

9. Meu Nome em Código Secreto

Criança negra sorridente escrevendo em papel.

Objetivo: promover curiosidade e introduzir lógica e padrões.

Como fazer: entregue uma tabela simples transformando letras em símbolos. Os alunos escrevem seus nomes usando o código e trocam mensagens.

Benefício: trabalha comunicação, lógica e diversão.

Variação: os mais velhos criam seus próprios códigos.

10. Minha Descoberta Favorita

Mulher e menina trabalhando juntas em uma bancada de cozinha.

Objetivo: conectar experiências pessoais ao universo científico.

Como fazer: cada aluno compartilha uma descoberta que já fez na vida (grande ou pequena). Pode ser “descobri como amarrar meu tênis”, “descobri uma nova estrela”, “aprendi a cozinhar”.

Benefício: isso cria conexões emocionais com o aprender.

Um recomeço cheio de descobertas

A volta às aulas é mais do que preencher cadernos em branco: é uma chance de despertar perguntas novas, fortalecer laços e transformar o início do ano em um momento leve e inspirador. Atividades simples, acessíveis e cheias de criatividade podem fazer toda a diferença nesse processo, seja em sala de aula ou em casa.

O Museu WEG se coloca como parceiro nesse recomeço, oferecendo ideias que tornam a aprendizagem mais curiosa, mais viva e mais próxima do dia a dia. Que este novo ciclo venha cheio de descobertas!

Estudantes observando exposições do Museu WEG.

Fonte:
11 dinâmicas para integrar os alunos na volta às aulas – Nova Escola
20 atividades para o primeiro dia de volta às aulas – Slidesgo
Atividades de volta às aulas: 10 criativas para começar o ano letivo! – Estante Mágica

Banner de crianças felizes saindo da escola.

Passatempos para as férias escolares: conheça 6 atividades sem telas

Descubra ideias de passatempos para as férias escolares, com atividades sem telas que unem diversão, criatividade e ciência.

22 de dezembro de 2025
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As férias escolares são o momento perfeito para descansar, brincar e descobrir novas formas de aprender. Longe das telas, há um mundo de experiências que estimulam a criatividade, fortalecem os laços familiares e despertam a curiosidade científica.

Neste artigo, você vai conhecer seis atividades interativas, dentro e fora de casa, que tornam as férias mais divertidas e cheias de descobertas.

Leia também: Uso excessivo de telas: impactos na saúde mental e no desenvolvimento dos jovens

Por que aproveitar as férias escolares sem telas?

Com o tempo livre, é comum que crianças e adolescentes passem horas em frente ao celular, videogame ou TV. Mas as férias podem ser muito mais do que isso.

Brincadeiras ao ar livre, experiências científicas e visitas culturais estimulam o raciocínio, a imaginação e o convívio com a família. Além disso, afastar-se um pouco das telas melhora o foco, o sono e o bem-estar.

E um dos lugares mais inspiradores para viver essas experiências é o museu, onde ciência e lazer se encontram de forma leve e divertida.

Atividades científicas para fazer em casa

Nem sempre é preciso sair para se divertir e aprender. Com criatividade e alguns materiais simples, é possível transformar a casa em um pequeno laboratório de descobertas. Essas experiências despertam a curiosidade, estimulam o raciocínio científico e criam momentos de convivência em família.

A seguir, conheça seis atividades fáceis, seguras e divertidas para fazer durante as férias escolares, todas sem telas.

Leia também: 5 dicas para proteger crianças na internet: guia prático para pais e educadores

Monte um vulcão em miniatura

Família negra montando vulcão em miniatura.

Uma das experiências caseiras mais clássicas e empolgantes. Basta misturar vinagre e bicarbonato de sódio para reproduzir uma reação química parecida com a erupção de um vulcão.

Como fazer:

  1. Pegue um copo ou garrafa pequena e envolva com massinha ou argila, moldando o formato de um vulcão.
  2. Coloque duas colheres de bicarbonato dentro.
  3. Adicione algumas gotas de corante vermelho (opcional).
  4. Despeje o vinagre e observe a espuma subir.

O que acontece: a mistura libera dióxido de carbono (CO₂), o mesmo gás presente em refrigerantes e efervescências.

Por que é interessante: além de visualmente divertido, ajuda a compreender reações químicas e o conceito de liberação de gases.

Hóquei de bexiga

Perfeito para gastar energia e trabalhar coordenação motora, o hóquei de bexiga é uma brincadeira simples e muito divertida.

Como fazer:

  1. Construa os tacos com tubos de papel filme, colando um pedaço de papelão em uma das pontas para formar a “pá”.
  2. Encha uma bexiga (ou uma bexiga com água, se for ao ar livre).
  3. Marque o campo com fita adesiva no chão.
  4. Coloque uma trilha sonora animada e comece o jogo!

O que se aprende: equilíbrio, agilidade e noções de física, como força e impulso.

Dica: envolva toda a família e crie times. Quem fizer mais “gols” ganha o direito de escolher a próxima brincadeira!

Crie um quiz de ciências em família

Mãe e filha brincando de perguntas e respostas.

Que tal transformar o aprendizado em um jogo divertido? O quiz científico é uma maneira leve de testar conhecimentos e aprender juntos.

Como fazer:

  1. Prepare perguntas sobre temas variados: animais, espaço, corpo humano, meio ambiente e invenções.
  2. Escreva as perguntas em papéis e sorteie a cada rodada.
  3. Quem acertar ganha pontos e o vencedor pode escolher o lanche da noite!

Por que é legal: estimula a memória, o pensamento lógico e a curiosidade.

Dica: envolva toda a família, os adultos também podem aprender (ou se surpreender) com as respostas!

Construa brinquedos científicos

A física está em todo lugar, inclusive nas brincadeiras. Criar brinquedos com princípios científicos ajuda as crianças a entender como as forças agem no mundo real.

Ideias simples:

  • Avião de papel: descubra como o formato das asas muda o tempo de voo.
  • Catapulta de palito: use palitos de picolé, elásticos e uma tampinha para lançar bolinhas.
  • Barquinho movido a ar: com papel alumínio e um balão, crie um barquinho que se desloca empurrado pelo ar.

O que se aprende: princípios de aerodinâmica, força, impulso e equilíbrio.

Benefício: desenvolve coordenação motora e raciocínio criativo enquanto diverte.

Confecção de instrumentos musicais com sucata

Além de divertida, essa atividade estimula a criatividade e o senso musical. A proposta é construir instrumentos com materiais recicláveis, mostrando que é possível criar som e ritmo com quase tudo.

Como fazer:

  1. Use latas, potes plásticos, tampinhas e rolos de papel para montar tambores, chocalhos e pandeiros.
  2. Decore com tintas, fitas e adesivos.
  3. Após prontos, forme uma “banda da família” e faça uma apresentação musical.

O que se aprende: conceitos de som, vibração e sustentabilidade.

Benefício: além de estimular a imaginação, promove o reaproveitamento de materiais e o trabalho em grupo.

Monte uma miniestufa com garrafa PET

Essa é uma ótima maneira de entender como as plantas crescem e o que é o efeito estufa natural.

Como fazer:

  1. Corte uma garrafa PET ao meio.
  2. Na parte de baixo, coloque terra e sementes (feijão ou lentilha germinam rápido).
  3. Use a parte de cima como tampa, criando um ambiente fechado.
  4. Deixe em local iluminado e observe as mudanças dia a dia.

O que se aprende: o papel da umidade e da luz no crescimento das plantas, além da importância da sustentabilidade e da reciclagem.

Benefício: promove o cuidado com o meio ambiente e incentiva a observação da natureza.

Férias no museu: ciência, criatividade e diversão

Mãe explorando um museu com os filhos.

Durante as férias escolares, o museu se transforma em um espaço cheio de atividades interativas. É o momento ideal para explorar, experimentar e aprender de forma prática.

Entre as programações que costumam acontecer nessa época, destaque para:

  • Oficinas criativas: construção de brinquedos com princípios de física, como aviões de papel e catapultas de palito.
  • Experiências científicas: demonstrações simples e seguras que mostram como a ciência está presente no dia a dia.
  • Exposições temáticas: espaços interativos que combinam história, tecnologia e arte.
  • Visitas mediadas: passeios guiados que revelam curiosidades e histórias por trás de cada experimento ou objeto.

Essas atividades transformam o museu em um verdadeiro laboratório de ideias, despertando o olhar curioso e investigativo de cada visitante.

A conquista mostra que o estranho comportamento das partículas pode, aos poucos, ser traduzido em tecnologia funcional.

Benefícios de visitar museus nas férias escolares

Além de entretenimento, as visitas ao museu também oferecem benefícios reais para o desenvolvimento das crianças e adolescentes:

  • Estímulo à criatividade: o contato com novas ideias e experimentos inspira soluções originais.
  • Convivência familiar: as atividades em grupo fortalecem vínculos e criam memórias afetivas.
  • Curiosidade científica: o ambiente interativo desperta o desejo de investigar e compreender o mundo.
  • Contato com novas tecnologias: exposições digitais e experiências imersivas mostram como a ciência está presente no cotidiano.

Visitar um museu é muito mais do que apenas um passeio, é uma oportunidade de aprendizado vivo e divertido.

Férias que inspiram o aprendizado contínuo

Essas atividades transformam qualquer casa em um espaço de descoberta. Com curiosidade, criatividade e alguns materiais simples, é possível viver férias cheias de aprendizado e diversão, sem precisar de telas para se encantar com a ciência.

O museu é o ponto de partida, um convite para levar a ciência e a imaginação para dentro de casa, transformando cada descoberta em uma nova aventura.

Leia também: IA na educação: como a inteligência artificial está chegando à escola

Fonte:
Férias escolares: Preparamos 30 ideias de Atividades – Sae Digital
Brincadeiras sem telas: 10 ideias diferentes para as férias – International School
O que fazer nas férias escolares? 20 dicas de lazer e segurança – Seguros Unimed

Sessão de orientação sobre interpretação de texto no ENEM, com dicas simples para melhorar o desempenho na prova, promovida pelo Ministério da Cultura.

Interpretação de texto no ENEM: como melhorar com dicas simples

Aprenda como melhorar sua interpretação de texto no ENEM com dicas simples, exercícios práticos e estratégias para evitar pegadinhas e aumentar sua nota na prova.

09 de setembro de 2025
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Saber fazer uma boa interpretação de texto no ENEM é como ter uma vantagem extra na prova. Seja em Matemática, História ou Ciências, tudo começa entendendo exatamente o que o enunciado pede.

O erro de muita gente é achar que basta ler rápido — quando, na verdade, interpretar envolve perceber palavras-chave, captar a intenção do autor, analisar imagens e escapar das famosas pegadinhas.

A melhor parte? Essa habilidade pode ser treinada no dia a dia, com exercícios simples e objetivos. Neste guia, você vai encontrar técnicas práticas para afiar sua leitura, ganhar segurança e encarar a prova com muito mais tranquilidade.

Leia também: 10 temas que podem cair na redação do ENEM 2025

Por que é importante aprender interpretação de texto?

Antes de aprender as técnicas, é essencial entender o porquê dessa importância. Quando o estudante percebe o papel central da interpretação no exame, ele muda sua abordagem de estudo: não lê apenas para “passar o olho”, mas para construir sentido.

Interpretar bem no ENEM é mais do que responder corretamente:

  • Aumenta a velocidade de resolução: ao entender o que realmente está sendo pedido, você foca no ponto certo da questão.
  • Evita erros bobos: questões com pegadinhas de “NÃO” ou “EXCETO” perdem efeito quando a leitura é cuidadosa.
  • Melhora a performance em todas as áreas: um aluno que lê bem um texto de História também entenderá melhor uma questão de Química que tenha descrição detalhada.

Continue lendo para descobrir quais são os erros mais comuns e como evitá-los — essa é a primeira grande mudança para aumentar a sua nota.

Principais erros que fazem alunos perderem pontos

Estudante triste com cabelo afro em sala de aula, ao lado de colegas felizes, representando dificuldades no aprendizado.

Saber onde você pode escorregar é fundamental para evitar repetir o erro. Aqui, além de explicar o problema, vamos incluir exercícios simples para treinar e corrigir cada um.

Ler rápido demais e ignorar palavras-chave

Muitos alunos acham que precisam correr para ganhar tempo, mas, na pressa, acabam cometendo erros básicos. Isso acontece porque deixam de perceber palavras que mudam completamente o sentido da questão, como “exceto”, “principalmente” ou “apenas”.

Esse tipo de descuido é responsável por erros que poderiam ser evitados com uma leitura mais consciente.

Lembre-se: rapidez só vem depois da precisão. É melhor gastar alguns segundos a mais e entender a pergunta corretamente do que acertar apenas pela sorte.

Exercício de treino:

  • Pegue 5 questões antigas do ENEM
  • Leia apenas o enunciado, sem olhar as alternativas
  • Sublinhe todas as palavras-chave e reescreva a pergunta no seu caderno com suas próprias palavras
  • Compare com a original e veja se não deixou nada de fora
  • Faça isso com frequência e você vai começar a perceber que muitas pegadinhas do ENEM estão escondidas nessas palavrinhas

Não perceber ironias e figuras de linguagem

O ENEM adora testar se o candidato entende a intenção real do autor, principalmente usando ironia, sarcasmo, metáforas e duplos sentidos. Ler de forma literal é um dos maiores erros e pode fazer você cair em armadilhas sutis.

Por exemplo, uma charge criticando o consumo exagerado pode mostrar um personagem comemorando uma compra absurda — se você não captar a ironia, pode achar que o autor está incentivando aquele comportamento.

Exercício de treino:

  • Separe 3 charges de jornais, revistas ou redes sociais
  • Tente explicar qual é a crítica implícita em cada uma
  • Pergunte-se: “O que o autor realmente quer dizer com isso?
  • Troque com um colega e veja se a interpretação bate
  • Dica extra: tente identificar qual elemento visual ou textual deixa clara a ironia (uma expressão no rosto, uma frase exagerada, um símbolo, etc.)

Interpretar gráficos e tabelas de forma apressada

Um gráfico pode parecer óbvio à primeira vista, mas as conclusões rápidas podem ser enganosas. Ignorar o título, a legenda e a unidade de medida é um erro clássico.

Por exemplo, um gráfico mostrando “crescimento” pode estar medindo percentuais e não valores absolutos, o que muda totalmente a interpretação.

Exercício de treino:

  • Escolha um gráfico simples (de uma revista, site de notícias ou livro didático)
  • Descreva com palavras o que ele mostra, incluindo valores, unidades e variações
  • Depois, troque com um amigo para ver se ambos chegaram à mesma interpretação
  • Para reforçar, tente criar uma pergunta de múltipla escolha baseada no gráfico e desafie outra pessoa a responder

Como melhorar sua interpretação de texto

Mulher sorrindo e lendo uma carta ou documento, em ambiente de escritório, com expressão de alegria, transmitindo felicidade e surpresa.

Agora que você já sabe os erros mais comuns, vamos aprender 7 estratégias práticas para treinar, fixar e aplicar interpretação no ENEM.

Cada técnica pode ser treinada sozinho ou em grupo e, quanto mais você praticar, mais rápido seu cérebro vai identificar padrões de texto, intenção do autor e pegadinhas.

Ah, e não se esqueça: interpretação de texto não é só sobre ler — é sobre ler, pensar, relacionar e questionar.

Leia também: IA na educação: como a inteligência artificial está chegando à escola

1. Leia o enunciado com atenção redobrada

Antes de se jogar no texto, descubra exatamente o que a questão quer. Isso evita perder tempo com informações irrelevantes e mantém o foco na resposta. Um enunciado bem entendido é metade do caminho para o acerto.

Treino:

  • Pegue 10 questões antigas e leia apenas o enunciado
  • Escreva, em uma frase curta, o que é pedido
  • Só depois leia o texto completo e veja se sua interpretação inicial estava correta
  • Se errou, marque qual palavra-chave passou despercebida

2. Destaque palavras-chave

Marcar termos importantes ajuda a manter o foco e evita distrações. Palavras como “nunca“, “sempre“, “somente” e “de acordo com o texto” podem mudar completamente a resposta.

Treino:

  • Em todo texto, use marca-texto para sublinhar datas, nomes, lugares e palavras que indicam posição (ex.: principalmente, exceto, incorreto)
  • Depois, releia só as partes destacadas e veja se consegue entender o contexto geral
  • Tente criar uma lista com as palavras-chave que mais aparecem no ENEM e mantenha-a à mão durante os estudos

3. Analise o contexto e a intenção

Cada gênero textual tem um propósito. Saber identificá-lo agiliza a interpretação e evita confusões.
Por exemplo, um poema e uma notícia sobre o mesmo tema terão abordagens completamente diferentes — e o ENEM pode querer que você perceba isso.

Treino:

  • Leia diferentes tipos de texto (poema, propaganda, notícia, artigo)
  • Anote no caderno qual é o objetivo de cada um (informar, emocionar, convencer, criticar…)
  • Compare com a opinião de um colega ou professor para confirmar
  • Desafie-se a identificar o público-alvo de cada texto, pois isso também ajuda a entender o tom e a intenção

4. Interprete imagens e charges com atenção

Imagens podem conter símbolos, exageros e metáforas visuais que mudam totalmente o sentido. Às vezes, um pequeno detalhe é o que revela a crítica do autor.

Treino:

  • Pegue uma charge sem legenda e escreva qual você acha que é a mensagem
  • Depois, procure a legenda original ou comentários do autor e compare
  • Marque quais elementos visuais levaram você à sua interpretação
  • Repita o exercício com memes e campanhas publicitárias para ampliar a percepção

5. Avalie gráficos e tabelas sem pressa

Os dados precisam ser lidos com calma, observando o que eles mostram e o que não mostram. Lembre-se de que o ENEM pode apresentar gráficos para reforçar ou contrariar o texto principal.

Treino:

  • Escolha um gráfico de jornal
  • Anote três conclusões que ele permite tirar
  • Troque com um amigo e veja se chegaram às mesmas conclusões
  • Como desafio extra, tente criar uma pergunta de prova usando o gráfico como base

6. Relacione com conhecimentos prévios

O ENEM gosta de misturar interpretação com conteúdo aprendido em aula. Um texto sobre mudanças climáticas, por exemplo, pode exigir que você relacione Geografia e Ciências.

Treino:

  • Ao ler um texto, pense: “O que eu já sei sobre isso?
  • Anote conexões com História, Geografia, Ciências ou Literatura
  • Quanto mais você relacionar, mais rápido conseguirá entender textos complexos
  • Crie um mapa mental ligando temas e áreas do conhecimento

7. Treine com provas anteriores

Nada substitui o treino real. Resolver questões antigas ajuda a entender o estilo da prova, as pegadinhas recorrentes e a gestão de tempo.

Treino:

  • Baixe provas antigas do ENEM
  • Resolva 5 questões por dia, focando na interpretação
  • Marque seus erros e analise o motivo
  • Monte um “diário de erros” para evitar cair na mesma armadilha no futuro

Exemplos práticos de interpretação no ENEM

Nada melhor do que aprender vendo situações reais ou muito parecidas com as que caem na prova. Aqui você vai encontrar modelos de questões e, mais importante, vai aprender como treinar para não errar quando aparecer algo similar no exame.

Tipo de questãoExemplo adaptado do ENEMArmadilha comumComo treinar
ChargePersonagem sorrindo diante de tragédiaInterpretar literalmente e achar que é elogioAnalise 5 charges diferentes e tente identificar a crítica em cada uma
GráficoCrescimento populacionalNão perceber que o eixo Y está invertidoProcure 3 gráficos com escalas diferentes e descreva-os oralmente
Texto literárioPoema com metáfora sobre “asas”Interpretar como asas reaisLeia 5 poemas e sublinhe todas as metáforas, explicando seu sentido
TabelaConsumo de água por regiãoLer rápido e confundir númerosReescreva as informações da tabela em forma de texto corrido

Dica de treino: pegue um caderno e crie sua “coleção de pegadinhas”. Toda vez que errar uma questão por distração ou má interpretação, anote o motivo. Antes da prova, revise essa lista para não cair no mesmo erro.

Transforme seu estudo em experiência

Jovem lendo um livro na companhia de plantas e livros na estante, criando um ambiente acolhedor para leitura.

Interpretar bem é uma habilidade que se constrói com treino diário. Cada leitura, questão antiga resolvida e imagem analisada é um passo a mais rumo à sua aprovação. O segredo? Constância! Um pouco todos os dias vale mais que muito só de vez em quando.

Desafio para os próximos 30 dias: resolva 5 questões antigas do ENEM por dia, focando na interpretação. Anote seus erros, entenda as causas e evite repeti-los. No fim, seu olhar estará mais apurado e suas respostas, mais certeiras.

E que tal potencializar essa habilidade em um espaço que une aprendizado, cultura e experiências únicas? No Museu, exposições e recursos interativos estimulam sua observação, análise e curiosidade intelectual. Venha nos visitar — estamos te esperando!

Leia também: Da pré-história ao metaverso: a história da tecnologia

Fontes:
10 dicas para interpretar os textos no ENEM – ProEnem
Interpretação de texto no Enem: 5 dicas essenciais para se dar bem – Aprova Total
Questões de interpretação de texto: Dez Dicas para Não Errar – Estratégia Concursos

Por que ainda não conhecemos todo o oceano?

Você sabia que conhecemos mais a superfície lunar do que os nossos oceanos? Acesse e descubra por que ainda não conhecemos todo o oceano!

Os oceanos representam 70% da superfície do nosso planeta. São muito vastos e profundos e, apesar dos estudos, ainda não conhecemos todo o oceano.

Se você pesquisar sobre o motivo na internet, provavelmente irá encontrar várias teorias horripilantes sobre monstros marinhos e que, devido a isso, os cientistas teriam prioridade em pesquisar e observar o espaço. Mas será que é verdade?

Na realidade, essa visão é bem romantizada e digna de um filme de terror, mas não é o real motivo para ainda não conhecermos nossos oceanos a fundo. Quer saber mais? Continue a leitura!

O interesse referente as explorações marítimas

Nos últimos anos, o interesse pelas explorações marítimas aumentou. Muito além das suposições e das lendas urbanas, o maior motivo para que o fundo do oceano seja explorado é pela possibilidade de encontrar recursos minerais, que ficam mais escassos a cada dia.

Graças ao desejo da indústria de continuar produzindo, a exploração dos oceanos já está se tornando uma espécie de “corrida do ouro”.

Acredita-se que, no fundo do mar encontram-se sedimentos que contém elementos como manganês, ferro, cálcio e outros metais necessários na produção de equipamentos eletrônicos de robótica e aeroespaciais.

Em 2019, a Comissão Jurídica e Técnica da ISA (criada pela ONU para garantir o Direito do Mar, estando responsável por regular a exploração de atividades de mineração no oceano) começou a projetar um código de mineração que irá equilibrar a busca por minerais, garantindo a máxima proteção ambiental.


O quanto exatamente conhecemos dos oceanos?

Prepare-se para ficar chocado: menos de 10%.

Chega a ser bizarro comparar o quanto conhecemos do solo lunar e o quanto conhecemos dos nossos próprios oceanos. Mesmo nos dias de hoje, ainda conhecemos o oceano em apenas 200 metros de profundidade.

Você deve estar se perguntando: ué, mas como eu estudei na escola sobre o fundo do mar?

A resposta é que, mesmo não conseguindo alcançar o fundo, é possível prever e deduzir o que há por lá graças ao uso de satélites.

Analisando o relevo do fundo do mar, estima-se que a profundidade média do oceano seja de 3,8 km, sendo que na Fossa das Marianas (o local mais profundo do mundo) a profundidade chegue a 11 km.

Caso você esteja achando pouco, tenha em mente que o Monte Everest tem pouco mais de 8 km de altitude, ou seja, a Fossa das Marianas é mais profunda do que o Monte Everest é alto.

Os recursos que mais têm auxiliado nessa exploração foram: os sonares, que usam a emissão de sondas acústicas na água; a utilização da batimetria, que fornece dados sobre a profundidade; e o uso dos veículos autônomos subaquáticos, que possibilitam o mapeamento do fundo do oceano.

Por que não conhecemos todo o oceano?

Por mais incrível que possa parecer, viajar em direção ao centro da Terra é mais complicado que sair dela. Esse fenômeno acontece devido à pressão presente no fundo do oceano.

Já parou para perceber que quando você mergulha até o fundo da piscina, os seus ouvidos começam a ser pressionados? Mesmo com poucos metros de profundidade, já é possível sentir a pressão que vai aumentando gradativamente.

Agora imagine mergulhar até o fundo da Fossa das Marianas: você seria atingido por 1.000 vezes a pressão exercida na superfície terrestre da Terra, ou seja, você viraria um patê.

Mesmo com o avanço da ciência e da tecnologia, ainda não foi desenvolvido nenhum material que suportasse uma pressão tão elevada quanto essa.


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Fontes:

Mais de 80% do oceano ainda é desconhecido. Entenda o porquê! – Canaltech

Por que grande parte do oceano permanece inexplorado? – Tempo.com

Fundo do mar é mais desconhecido que solo lunar, dizem especialistas – G1

Conhecemos mais o espaço ou o oceano? – Socientifica

Europa: Uma das luas de Júpiter que pode abrigar vida!

Pesquisas apontam que o oceano subterrâneo em uma das luas de Júpiter pode ser habitável. Saiba mais aqui!

27 de setembro de 2022
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O oceano subterrâneo descoberto há alguns anos em uma das luas de Júpiter, conhecida como Europa, segue sendo estudado – e recentes pesquisas apontam, para os amantes da ciência, que há possibilidade de vida nele.

Graças às pesquisas desenvolvidas a partir da conexão entre a camada de gelo da lua Europa e a camada de gelo presente na Groelândia (na Terra), foi concluído que o oceano da lua Europa pode ser habitável.

A observação que possibilitou essa descoberta ocorreu através do uso de radar de penetração no gelo, comandado por pesquisadores na Groelândia, onde foi descoberta uma espécie de montanha semelhante a uma disponível na lua Europa.

Ficou curioso para saber mais sobre o oceano subterrâneo da lua Europa? Então continue lendo a matéria para saber mais.

Um Oceano em uma das luas de Júpiter

Antes de aprofundar a explicação no oceano da lua Europa, primeiro você precisa saber um pouco mais sobre ela. Com mais de 3 mil quilômetros de diâmetro, a lua Europa é menor que a lua da Terra, estando localizada a mais de 700 milhões de quilômetros do Sol.

Devido ao seu distanciamento com a grande estrela do nosso sistema, na superfície da lua Europa, a temperatura permanece igual ou menor a -160 °C, sendo inabitável para os seres humanos. Porém, nós ainda não conseguimos descobrir qual é a temperatura do oceano subterrâneo presente nesta lua de Júpiter.

Ainda não existem estudos que comprovem como o oceano da lua Europa foi formado, desse modo, a ciência conta apenas com teorias referente à decomposição de minerais.

Já estão definidas duas missões espaciais com destino à Europa, buscando compreender mais sobre o misterioso oceano da lua: a Juice (da Agência Espacial Europeia) e a Europa Clipper (da NASA). Em breve, teremos novidades.

O que leva os cientistas a acreditarem que a lua Europa possa sustentar a vida?

Vamos lá, primeiro, é preciso diferenciar “vida por si só” e “vida inteligente”. Enquanto o primeiro diz respeito a organismos vivos (assim como as plantas), o segundo se refere à vida racional (como nós, seres humanos).

Os cientistas acreditam que a lua Europa, graças aos seus oceanos e à química da água presente por lá, seria um local possível para que surja vida fora da Terra.

Mas, contrariando a vontade de muitos, em relação à possibilidade de viver em outros planetas: nós, provavelmente, não seriamos os “habitantes” nesse caso.

Porém, a descoberta de que a lua Europa é propícia à vida irá impactar em muitas informações inovadoras para a ciência, em que será possível compreender com mais exatidão a evolução da vida na Terra e fora dela.

Você gosta de astronomia e quer ficar por dentro de todas as novidades sobre o Universo e do mundo das ciências? Continue acompanhando o nosso blog!

Fontes:

Lua de Júpiter pode ter uma camada de gelo habitável, diz estudo – CNN Brasil

NASA descobre que lua de Júpiter pode abrigar vida – Revista Galileu

Estudo reforça que lua de Júpiter tem oceano e pode ser habitável – Jovem Pan

A origem da bússola

Esse pequeno objeto é considerado uma das maiores invenções da humanidade até hoje.

A bússola é um objeto utilizado para orientação geográfica, durante muito tempo foi utilizada na navegação como forma de localização. Esse pequeno objeto é considerado uma das maiores invenções da humanidade até hoje. Seu nome vem do italiano e significa “caixa pequena”.

Consiste, basicamente, em uma caixa com uma agulha magnetizada ao meio, que aponta para o ponto cardeal norte. A bússola teve grande importância para o desenvolvimento das civilizações no século XVI, foi ela que permitiu e facilitou, por exemplo, a exploração do novo mundo na época das grandes navegações.

Não há registros da sua origem exata. Sabe-se que os gregos antigos já conheciam o magnetismo. Os chineses, há pelo menos 2 mil anos, já sabiam que um pedaço de metal esfregado numa pedra Magnetita adquire a propriedade de apontar uma extremidade para o norte e outra para o sul.

A bússola permitiu e facilitou a exploração do novo mundo

O navegante e inventor italiano Flavio Gioia contribuiu com o aperfeiçoamento da bússola, no século XIII. Ele colocou a agulha sobre um cartão com o desenho de uma rosa dos ventos, que indicava os pontos cardeais. Em alguns desenhos o leste era substituído pelo desenho de uma cruz, mostrando a localização da Terra Santa. Para alguns, ele é tido como o próprio inventor do objeto.

Um pouco mais tarde intelectuais pertencentes à Escola de Sagres, pioneira na tecnologia marítima, desenvolveram o modelo de bússola que conhecemos hoje: protegida por uma tampa de vidro, o que impede a interferência de outros metais.

No entanto, foi somente no século XIX que a bússola moderna foi elaborada. Isso porque o inventor e físico inglês William Sturgeon construiu em 1825 o primeiro eletroímã. A partir disso, surgiram diversos tipos de bússola. Hoje, com os avanços tecnológicos é possível hoje ter uma bússola nos dispositivos móveis, como celular, tablet ou computador. A bússola digital pode ser utilizada por qualquer pessoa que queira se localizar.

 

Como funciona a bússola?

A bússola funciona por meio de uma agulha magnetizada colocada de maneira horizontal, sendo capaz de localizar os pontos cardeais (norte, sul, leste e oeste). Em seu interior está a rosa dos ventos, que indica os pontos cardeais, colaterais e subcolaterais da Terra.

Ela atua sob o magnetismo terrestre, sendo atraída para a direção dos pólos do planeta. A agulha, suspensa pelo centro de gravidade, gira de acordo com os movimentos realizados e aponta sempre para o pólo norte da Terra. É que o planeta funciona como um enorme ímã que exerce força de atração sempre para essa direção.

Experimente fazer uma bússola em casa!

Com poucos objetos você pode construir sua própria bússola. Chamamos ela de bússola caseira de baixa precisão. Você vai precisar de: um imã, uma agulha, um pedaço de isopor ou cortiça, uma fita adesiva e uma vasilha com água.

Basta esfregar a agulha durante alguns segundos no imã, para magnetizar. Depois prenda a agulha no isopor ou na cortiça por meio da fita adesiva. Ao colocar este aparato na vasilha com água, você irá perceber que a agulha irá se alinhar com o campo magnético da Terra, indicando a direção norte-sul.

Quer saber mais sobre esse invento? Venha fazer uma visita ao Museu WEG! =)

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Sala “Descobertas e invenções” no Museu WEG

Entre vários outros assuntos, você irá aprender de forma interativa sobre o magnetismo terrestre e como as correntes elétricas formam campos magnéticos, fenômeno que pode ser observado colocando bússolas próximas a um circuito elétrico. Assim que o circuito é fechado, a agulha passa a se orientar na direção do campo magnético gerado pela corrente, não mais ao campo magnético da Terra. Curioso, né? Vem conhecer!

O magnetismo terrestre e as auroras boreais

Existem auroras boreais de diversas cores, que dependem do tipo de gás ou molécula que participou dessa interação com os elétrons provenientes dos ventos solares.

Você já ouviu falar sobre a aurora boreal? Trata-se de um fenômeno óptico que colore os céus nas regiões polares. As auroras boreais são consequência da ação de partículas solares sobre a nossa magnetosfera, elas aparecem quando os ventos solares entram em contato com o campo magnético terrestre. 

O campo magnético terrestre

Embora não possamos ver, o campo magnético terrestre está ao redor da Terra, funcionando para nós como uma “bolha de proteção”. Seu papel principal é bloquear o fluxo constante de radiação cósmica sobre a Terra, impedindo a entrada de partículas, carregadas e superaquecidas, que se chocam a 1,6 milhões km/h e são altamente nocivas, ou seja, o campo magnético é fundamental para a existência da vida terrestre.

O campo magnético nos protege contra partículas vindas do Sol

Os cientistas estimam que, numa profundidade entre 2.800 e 4.800 km abaixo da crosta, há uma camada de fluído, constituída principalmente por ferro. Com o movimento de rotação do planeta, este fluído também roda. Como a parte mais externa do globo é constituída por rochas, há um atrito entre as duas camadas, fazendo com que o fluído gire, formando espirais.  As correntes circulares que se formam neste processo se comportam como os fios de um dínamo, gerando um campo magnético que consegue alcançar altitudes além da ionosfera – a camada superior da atmosfera.

É nessa movimentação que a Terra se transforma, todos os dias, em um imenso ímã. Graças a esse fenômeno, é possível utilizar bússolas magnéticas, por exemplo.


Aurora Boreal

O nome aurora boreal foi dado pelo astrônomo Galileu Galilei em homenagem à Aurora, deusa romana do amanhecer, e seu filho, deus grego do vento forte, Bóreas.

As auroras polares ocorrem somente nas áreas de elevada latitude em razão da força do campo magnético da Terra. O que acontece é que os ventos solares carregados de elétrons movem-se a cerca de 1,6 milhões de km/h e, quando chegam ao nosso planeta, acabam sendo facilmente guiados pela força magnética gerada pelo núcleo terrestre, seguindo para as áreas polares. Nesse momento, parte do vento solar é captada pela ionosfera, sendo conduzida e acelerada em uma espécie de “túnel magnético” que se forma, o que ocasiona a geração dos efeitos de luzes quando há uma interação desse vento solar eletricamente carregado com os gases atmosféricos.

As auroras boreais podem ter diversas cores e formatos

Existem auroras boreais de diversas cores, que dependem do tipo de gás ou molécula que participou dessa interação com os elétrons provenientes dos ventos solares. O oxigênio, a depender da altitude em que o fenômeno acontece, pode gerar auroras boreais verdes ou vermelhas; já o nitrogênio, também a depender da altitude, poderá gerar auroras azuis, púrpuras ou violetas. Muitas vezes, surgem várias cores ao mesmo tempo. Elas também podem ter vários formatos, tais como: pontos luminosos, faixas no sentido horizontal ou circular.

O fenômeno costuma ser um grande atrativo turístico, um evento natural procurado por milhares de pessoas todos os anos. O local do mundo mais visitado para apreciar o belíssimo espetáculo natural é a cidade de Lapônia, na Finlândia, geralmente nos meses de setembro e outubro e também em fevereiro e março, períodos do ano em que é mais provável a manifestação das auroras boreais.

Galileo Ferraris e o campo magnético girante

Galileo Ferraris foi um físico e engenheiro eletricista italiano, seus estudos contribuíram para a história do motor elétrico.

Galileo Ferraris foi um físico e engenheiro eletricista italiano, seus estudos contribuíram para a história do motor elétrico. Isto porque descobriu de maneira independente o campo magnético girante, um princípio de funcionamento básico do motor de indução. Além disso, foi professor, durante mais de vinte anos, de Física Tecnológica, na escola de engenheiros de Turim, e também fundador da primeira Escola Superior de Eletrotecnia, na Itália, em 1886.

Foi durante a Exposição Internacional de Eletricidade de Turim em 1884, onde foi júri internacional, que examinou uma nova invenção – o transformador (“gerador secundário”). Iniciou seu trabalho de divulgação e investigação teórico-experimental sobre os problemas da aplicação dessa máquina elétrica estática. Tendo percebido a importância que a corrente alternada iria ter devido à utilização do transformador, realizou no seu laboratório um conjunto de experiências que fundamentaram o conceito de campo magnético girante, em 1885.

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Campo magnético girante trifásico.

O campo girante é um campo magnético rotativo usado em máquinas elétricas. A maneira mais simples de obter um campo girante é usar um ímã ou eletroimã e fazê-lo rodar por qualquer processo.

Galileo Ferraris preocupou-se com o problema da diferença de fase entre a intensidade de corrente elétrica primária  e secundária. Surgiu, então, um fenômeno que se relacionou com seus estudos sobre Óptica. Como, naquela época a luz era considerada uma vibração do éter, e da combinação de duas vibrações em quadratura de fase resultava uma vibração circular (luz polarizada), Galileo Farraris encontrou a forma de combinar dois campos magnéticos em quadratura de fase para obter um campo magnético girante — campo magnético criado por uma estrutura estática, mas com os pólos rodando no espaço em torno de um eixo, com uma velocidade constante.

Conseguiu realizar o campo magnético girante (elíptico ou circular) com a composição de dois campos magnéticos alternados, criados por bobinas fixas colocadas em quadratura no espaço, sendo cada uma percorrida por uma corrente elétrica alternada. 

Só em 1888 comunicou sua experiência à Academia de Ciências de Turim, onde refere-se às formas laboratoriais de obter duas correntes elétricas alternadas enfasadas entre si, a descrição de dois aparelhos eletromecânicos que mandou construir e as considerações que as experiências efetuadas resultaram em uma nova forma de converter energia elétrica em mecânica.

Seus estudos foram muito importantes para a aplicação em diversas tarefas, como a distribuição de energia em corrente alternada (divulgação do transformador) e transformação imediata dessa forma de energia em energia mecânica (motor do campo girante). Galileo Ferraris deu evolução a eletrotécnica, suas descobertas, fundamentais para a época, continuam contribuindo para a ciência e tecnologia atuais.

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Museu WEG na Feira Brasileira de Iniciação Científica

Neste mês, acontece em Jaraguá do Sul a Feira Brasileira de Iniciação Científica para estudantes.

A 4ª edição da FEBIC — Feira Brasileira de Iniciação Científica — acontece neste mês em Jaraguá do Sul, a feira é conhecida por ser um espaço para estudantes apresentarem ideias criativas e inovadoras na forma de projetos científicos, onde possam experimentar o fazer ciências e realizar pesquisas.

 É, ainda, um rico ambiente de fomento, integração, mostra de trabalhos, inventos, empreendedorismo e troca de experiências, que aproxima estudantes e professores, e representa mais uma ação de incentivo ao desenvolvimento e divulgação de conhecimentos científicos entre unidades de ensino, comunidade e empresas.

O objetivo da FEBIC é promover a cultura científica, a experimentação, a disseminação e a popularização do conhecimento científico; instigar a criatividade, a inovação e o uso de novas tecnologias, de forma sustentável e inteligente. Promover, na busca da solução de problemas cotidianos, o pensar criativo e inovador, o conhecimento, a utilização de novas tecnologias, a sustentabilidade e a percepção crítica do uso/preservação que se faz do meio ambiente.

No ano passado, a III FEBIC teve mais de 130 projetos participantes e, entre as atividades paralelas, no “Espaço Discutindo Ciência”, o Museu WEG foi sede da palestra “Eficiência Energética”.

 

IV FEBIC – edição 2019

Neste ano a previsão é a exposição de 250 trabalhos nas categorias Educação Infantil ao Ensino Médio, Profissionalizante, Técnico e Educação de Jovens e Adultos), além das Comunicações Orais (Estudantes/Pesquisadores de EJA, Ensino Superior e Pós-Graduações) e a área da Engenhoteca.

Os melhores trabalhos apresentados durante a IV FEBIC, avaliados por especialistas nas respectivas áreas serão premiados com troféus e medalhas, Prêmios de Destaques e Excelência, além de dezenas de credenciais de Feiras Nacionais e Internacionais.

A IV FEBIC acontecerá de 09 a 13 de setembro de 2019 na Arena Jaraguá (Rua Gustavo Hagendorn, 636 – Nova Brasília). As cerimônias de abertura e premiação acontecerão no Parque Municipal de Eventos (Rua Walter Marquardt, 910 – Barra do Rio Molha).

Quem visitar a Feira também poderá encontrar o estande do Museu WEG, onde estaremos apresentando soluções e tecnologias em Tintas, aguardamos sua visita!

Sua participação é importante para todos os envolvidos: voluntários, estudantes/pesquisadores, orientadores e inventores. Visite e ajude a incentivar a Pesquisa, a Educação e as Ciências no Brasil! =)

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Museu WEG promove visita à WEG Automação para falar sobre Profissões do Futuro e Indústria 4.0

O Museu WEG de Ciência e Tecnologia completa 16 anos e vai comemorar compartilhando história e conhecimento.

Neste mês o Museu WEG de Ciência e Tecnologia completa 16 anos e, não há melhor jeito de comemorar senão compartilhando história e conhecimento. Pensando nisso, o Museu preparou uma atividade gratuita para a comunidade, desta vez, a ação é direcionada para estudantes de cursos técnicos e superiores da microrregião.

Há 16 anos o Museu WEG tem o papel primordial de preservar a história da WEG, de seus fundadores e dos processos que a norteiam através da conservação de seus acervos, bem como, oferecer espaço educativo para a sociedade dentro de sua temática. Neste ano não será diferente.

Atualmente, vivemos em constante mudança — a era da Quarta Revolução Industrial. E, assim como as demais revoluções na história da humanidade, que transformaram drasticamente a forma de viver a partir de um novo modelo produtivo, a chamada Indústria 4.0 ou Indústria Inteligente promete mudar a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. Desta mesma maneira, as profissões, os processos e produtos da WEG também estão mudando.

Pensando nessas mudanças e para tratar desse assunto tão relevante para o mercado de trabalho e a indústria, oferecemos para estudantes de escolas técnicas e superiores uma visita à WEG Automação, onde atuam diversos robôs. Aproveite para fazer sua inscrição!

No dia 16 de setembro os grupos irão participar de um bate papo com a área de recrutamento da WEG, onde será explanado o tema “Profissões do Futuro”. Após a conversa, acontece a visita à WEG Automação no parque Fabril II, onde os participantes vão conhecer a influência dos robôs e da automação na indústria 4.0. A participação e o transporte com saída e volta ao Museu são gratuitos.

Data: 16 de setembro
Horários: 8h às 11h30 e 13h às 16h30
Público: estudantes de escolas técnicas e superiores
Inscrições: https://museuweg.net/contato/agendamento
Dúvidas: 3276-4550