A Prensa de Gutenberg: como essa invenção mudou o mundo?

Você já ouviu falar na Prensa de Gutenberg? Descubra por que ela foi inventada e como ela revolucionou o mundo da comunicação.

O livro na sua estante, os outdoors que você vê pela rua e os anúncios online que você recebe todos os dias são frutos de uma invenção muito mais antiga e que, quando foi inventada, revolucionou o mundo: a Prensa de Gutenberg!

Mesmo que hoje os jornais impressos não tenham tanta circulação e os portais de notícias digitais tomaram conta da maior parcela da divulgação de informações, todo o mundo que conhecemos hoje só foi possível graças ao pai da imprensa, Gutenberg.

“Mas como era o mundo da comunicação antes da prensa de Gutenberg e como ela foi inventada?”
Para descobrir estas e muitas outras respostas sobre a prensa de Gutenberg, é só continuar lendo este conteúdo!

Como era o mundo antes da prensa?

Na antiguidade, a comunicação era passada pelas gerações através da linguagem oral e, com o passar dos séculos, as pessoas desenvolveram meios de guardar estas informações através da escrita.

A ideia de contar com um documento físico, possibilitou que o conhecimento começasse a se difundir pelo mundo. Mesmo que a maioria da população ainda não soubesse ler ou escrever.

Com a evolução da escrita, começaram a surgir mais e mais formas de se comunicar de forma permanente com as outras gerações e pessoas da sociedade.

Os romanos desenvolveram seus Acta diurna, Acta Populi e Acta Urubis (as famosas revistas da época); os árabes sua Charta Damascena; os portugueses seu Chife; e muitos outros exemplos.

Mesmo com a criatividade do homem e a necessidade de divulgar conhecimentos, os materiais utilizados para a escrita eram muito caros e de difícil acesso, já que o papel como conhecemos hoje ainda não existia e todos os materiais escritos precisavam ser escritos a mão.

Até a invenção da xilografia, na China.

Antes que Gutenberg desse uma cara nova para a transmissão de conhecimentos, em 1.300, com mil anos de atraso, chegou à Europa o método de xilografia chinês, que, de forma bem resumida, trata-se de uma prensa de madeira com escritos em grande quantidade.

Mesmo com a melhora causada pela prensa chinesa, por volta do século XIV, Johann Gutenberg revoluciona o mundo da comunicação com a invenção de sua prensa.

O que foi e como surgiu a Prensa de Gutenberg?

A prensa de Johann Gutenberg foi uma espécie de máquina que conseguia mecanizar o processo da impressão, tanto de palavras simples quanto de livros inteiros.

O grande diferencial entre a invenção de Gutenberg e qualquer outra tecnologia de impressão da época, estava na forma como este mecanismo rudimentar operava: com letras e símbolos esculpidos em moldes feitos de chumbo, estanho e antimônio.

Diferente das outras prensas que contavam com tábuas de moldes fixos e únicos com base na mensagem, Gutenberg possibilitou que a prensa pudesse ser moldada manualmente com base no conteúdo que seria publicado, sem que fosse necessário criar outras tábuas a cada impressão.

Ou seja, a prensa de Gutenberg não só modernizou o processo de transmissão de conhecimento, que antes era um serviço ocioso dos escribas, mas também possibilitou a maior velocidade na reprodução dos materiais escritos. A invenção foi tão revolucionária que alcançou o desejo de todos, inclusive da Igreja Católica (não é à toa que o primeiro livro publicado foi a Bíblia). Foi graças à prensa de Gutenberg que a produção de livros decolou pelo mundo.

Como funcionava a Prensa de Gutenberg?

A prensa de Gutenberg funcionava como um carimbo gigante, onde era possível montar e desmontar a ordem das palavras e símbolos que estavam sendo usados para criar inúmeras outras mensagens. Para ficar mais claro e fácil de entender, você pode assistir o vídeo abaixo onde um profissional mostra na prática o funcionamento da prensa de Gutenberg.



Já pensou em inventar algo que revolucione o mundo como a prensa de Gutenberg? No Instagram do Museu WEG você encontra várias experiências divertidas e fáceis de fazer para dar uma variada na rotina. Acesse o perfil do Museu WEG e confira!

Não esqueça de dar uma olha aqui no Blog do Museu WEG para encontrar mais assuntos como este. É só clicar aqui.

Fontes:

Como funcionava a prensa de Gutenberg? – Superinteressante

Os primeiros livros impressos: 8 curiosidades sobre a prensa de Gutenberg – Aventuras na história

Invenção da imprensa – Brasil escola

O poder da empatia: por que nos emocionamos ao assistir um filme?

Existem muitos filmes que geram impacto nas pessoas, mas você sabe por que nos emocionamos ao assistir um filme? Descubra!

Quem nunca chorou assistindo Sempre Ao Seu Lado que atire a primeira pedra. Mas, além da choradeira que um bom filme de drama proporciona, quem é que nunca chorou de rir ao assistir um filme de comédia como Minha Mãe É Uma Peça?

É gigante a lista de filmes ou séries que geram algum tipo de impacto em uma pessoa, mas você sabe por que nos emocionamos ao assistir um filme? Empatia.

Neste conteúdo, descubra o porquê de sentirmos empatia com os personagens audiovisuais e saiba quais são os efeitos que um bom filme ou uma boa série causam no cérebro. Confira!

O que é empatia?

A chave para entender o porquê de nos emocionarmos assistindo um filme é saber o que é a empatia. Empatia é uma competência emocional que nos possibilita ver o mundo com sensibilidade “colocando-nos no lugar do outro”.

Uma pessoa empática consegue compreender os sentimentos alheios identificando o sentimento que sentiria caso vivesse uma situação parecida.

O que muita gente confunde quando se trata de empatia é que ela é algo muito mais profundo que apenas compreender uma situação. A empatia também é uma espécie de conexão que surge quando vivemos com o outro sem julgamentos, possibilitando que ele seja quem realmente é.

Outro mito envolvendo a empatia está na crença das pessoas de que ela é um sentimento, mas isso não é verdade. A empatia já é considerada um comportamento humano, portanto, ela pode ser aprendida e adquirida na vida de qualquer pessoa.

Tipos de empatia

Segundo os psicólogos Daniel Goleman e Paul Ekman, a empatia pode ser dividida em três tipos: a cognitiva, a emocional e a compassiva. Veja as diferenças de cada uma delas:

Empatia Cognitiva

Também conhecida como Tomada de Perspectiva, a Empatia Cognitiva está totalmente ligada à habilidade de compreender o que o outro sente e até o que ele pensa. Trata-se da preparação da mente para compreender a intelectualidade de outras pessoas.

Este tipo de empatia é muito estimulado na formação de líderes e de profissionais da área da comunicação.

Empatia Emocional

A Empatia Emocional (também conhecida como empatia afetiva) é a capacidade de sentir o mesmo que o outro está sentindo.

Existem relatos de pessoas que conseguem sentir a mesma dor que outra pessoa está sentindo; por isso, precisa ser muito bem trabalhada a fim de evitar que haja esgotamento psicológico.

Empatia Compassiva

Ultrapassando o “saber” e o “sentir”, a Empatia Compassiva está associada ao “fazer”. Uma pessoa empata compassiva não só entende os sentimentos e vivencia a dor ou o sentimento de outra pessoa, mas também se mobiliza para ajudá-lo.

Pessoas que lidam com esse tipo de empatia precisam estar atentas ao excesso de responsabilidade que geralmente abraçam.

Por que nos emocionamos ao assistir um filme?

Quando estamos assistindo a algum filme, as emoções são afloradas devido a um “bug” no nosso cérebro, já que ele não consegue diferenciar o que é um filme de o que é real.

O fenômeno que nos permite sentir emoções ao assistir a um filme ou a uma série acontece devido ao neurotransmissor [ocitocina]. De forma prática, a ocitocina possibilita que associemos a cena do filme com uma emoção que já conhecemos, como medo, alegria ou tristeza, por exemplo.

Quando os atores que estão representando o filme são realmente fantásticos, é muito mais fácil se emocionar ao assistir a história, já que mostram de modo muito convincente o que uma pessoa realmente sentiria naquela situação.

Já existem estudos que comprovam que pessoas que choram ao assistir um filme ou uma série são emocionalmente mais fortes, justamente por não terem medo de expressar seus sentimentos e por contarem com grande influência empática em suas ações.

E aí? Curtiu este conteúdo? Então não deixe de conferir o nosso Blog, lá você encontrará mais matérias tão interessantes quanto esta!

Fontes:

Um estudo neurocientífico afirma que as pessoas que choram vendo filmes são emocionalmente mais fortes – Incrível.club

O poder da empatia: como ela impacta a vida das pessoas? – Escola da Inteligência

Por que nos emocionamos assistindo filmes e séries? – Meon

Por que gostamos de séries e filmes que nos fazem chorar? – Cineclick

Presença Negra na Ciência: conheça 5 cientistas que marcaram o mundo da ciência

Confira 5 cientistas negros que marcaram o mundo da ciência com suas invenções.

24 de novembro de 2022
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O dia 20 de novembro é uma data cheia de importância e que merece receber o devido respeito. Nesse dia, celebramos o Dia da Consciência Negra no nosso país, uma data de muita reflexão.

Neste conteúdo, vamos falar sobre a importância do Dia da Consciência Negra, e você descobrirá como a presença negra na ciência aumenta a cada dia. Confira cinco cientistas negros que mudaram o mundo da ciência.

O Dia da Consciência Negra

O racismo, infelizmente, continua estruturado em muitos comportamentos da nossa sociedade. Atualmente, quase 61% da população carcerária é negra, e quase 100% dela não possui estudo básico.

Compreender que há uma lacuna entre as oportunidades de negros à educação e ao emprego é o mínimo que pode ser feito. O dia de hoje, 20 de novembro, é uma data com o intuito de gerar reflexão sobre questões como essas e contra a violência gerada pelo racismo.

Mas como ela surgiu?  

Em 1971, um grupo de jovens, conhecido como Grupo Palmares, sugeriu que no dia 20 de novembro, o dia em que Zumbi dos Palmares foi assassinado, fosse marcado como o dia da celebração do povo negro. Data comemorativa que antes era celebrada no dia 13 de maio, dia da aprovação da Lei Áurea. Mesmo assim, a alteração da data só foi aprovada em 2017.

A data escolhida traz a reflexão sobre a violência e o ódio destinados ao povo negro. A troca da data 13 de maio para 20 de novembro reforça que a liberdade negra não foi dada, e sim conquistada.

Presença Negra na Ciência: Os 5 cientistas negros que mudaram o mundo da ciência

Existem inúmeros cientistas e pesquisadores negros que deixaram sua marca no mundo das ciências, e hoje separamos 5 exemplos que fizeram história. Confira!

1 – Arthur Bertram Cuthbert Walker II (1936 – 2001)

Sabe as fotos da coroa solar? São presentes de Walker II. Este físico dedicou sua vida ao estudo sobre o Sol utilizando raios-x e sensores ultravioletas.

Suas ideias continuam sendo muito relevantes para a astrofísica. Seus telescópios, SOHO/EIT e o TRACE por exemplo, ainda são usados nos dias de hoje, assim como sua metodologia é seguida na construção de microchips via fotografia ultravioleta.

2 – Patricia Era Bath (1942-2019)

Antes de tudo, vamos enfatizar que Patricia Era Bath se formou no ensino médio em apenas dois anos e depois já entrou no curso de medicina da Howard University.

Bath, após uma pesquisa bem elaborada, descobriu que os negros tinham oito vezes mais chances de desenvolverem a doença e ficarem cegos.

Após sua pesquisa, Bath desenvolveu um processo que possibilitava o atendimento oftalmológico para quem não tinha condições de pagar pelo tratamento.

Mas essa ainda não foi a maior invenção de Bath, já que ela inventou a sonda a laser que tratava da catarata.

3 – Percy Julian (1899-1975)

Um dos maiores e mais conhecidos químicos da história, Julian possibilitou, por meio de sua pesquisa sobre compostos de soja, que compostos de plantas fossem utilizados como versões sintéticas do hormônio feminino progesterona e da cortisona, possibilitando uma melhora no tratamento de artrite reumatoide.

Mesmo com a carreira de sucesso, como todos os cientistas desta lista, Julian também enfrentou muito preconceito e muitas dificuldades devido ao racismo, sendo neto de escravos.

4 – Marie Maynard Daly (1921-2003)

Daly foi uma grande pesquisadora, tendo sido a primeira mulher negra a obter um doutorado em química.

Uma bioquímica dedicada à pesquisa da área da saúde, Marie auxiliou muito com estudos sobre os efeitos do envelhecimento, do tabagismo, da hipertensão e do colesterol no coração e nas artérias.

Os estudos de Daly foram, predominantemente, dedicados ao processo que o corpo exerce para transformar a energia que precisa para funcionar. 

5 – Viviane dos Santos Barbosa (1975-)

Para finalizar esta lista, vale dar créditos para a cientista brasileira Viviane dos Santos Barbosa, uma engenheira química e bioquímica e mestre em nanotecnologia que desenvolveu catalisadores que possibilitaram uma nova alternativa para a produção de energia e para o combate aos danos ambientais devido ao poder de redução de gases poluentes.

A matéria chegou ao fim, mas a reflexão pelo dia de hoje precisa se manter viva!

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Fontes:

Dia da Consciência Negra, 50 anos: liberdade conquistada, não concedida – Agência Senado

23 cientistas negros que você precisa conhecer – Revista Galileu

Esses cientistas negros deixaram sua marca na história – Canal Tech

Missão Artemis 1: Saiba tudo sobre a nova missão com destino para a Lua

Mais uma missão com destino à Lua decolando! A Missão Artemis 1 trará ainda mais conhecimento aos humanos sobre o espaço. Saiba mais!

18 de novembro de 2022
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Em 1969, Neil Armstrong foi o primeiro homem a pisar na Lua, e, em 1972, Eugene Cernan foi o último. A pergunta é, por que agora, 50 anos após a última expedição para a Lua, realizaremos esse mesmo percurso mais uma vez?

A NASA (Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço) está trabalhando na Missão Artemis I, a primeira de uma séria de missões muito complexas que irão permitir a exploração humana na Lua e em Marte. Continue a leitura e saiba mais sobre a missão para ter a resposta!

O que é a Missão Artemis 1?

A Missão Artemis 1 será uma expedição não tripulada por animais ou pessoas, apenas por três manequins chamados de Helga, Zohar e Comandante Moonikin Campos, para que sejam coletados dados para análises.

O objetivo da Missão Artemis 1 é, inicialmente, realizar experimentos que, no futuro, possibilitem o envio de astronautas em segurança para que passem uma semana em território lunar, evoluindo gradativamente a estadia até serem alcançados assentamentos permanentes.

Caso você seja tão curioso quanto nós do Museu, já deve ter percebido o “1” logo após do “Missão Artemis”, e, sim, isso significa que haverá mais dessas missões.

O plano é que até 2028 aconteçam mais 5 missões à Lua; justamente por isto a Artemis 1 não será tripulada por humanos: para garantir maior segurança aos astronautas. A rota da Missão Artemis 1 será voar ao redor da Lua e retornar para a Terra.

Tem mais uma curiosidade: o nome Artemis se origina na mitologia grega, é o nome da deusa irmã de Apolo. Lembrando que o Programa Apolo foi o conjunto de missões coordenadas pela NASA que tinha por objetivo colocar o primeiro homem na Lua.

Experimentos da Missão Artemis 1

Mas, se a Missão Artemis 1 não vai levar ninguém para a Lua, por que vai transportar três manequins?

A ideia de levar os manequins Helga, Zohar e Comandante Moonikin Campos para a Lua veio da possibilidade de medir como a radiação, a aceleração e a vibração ao longo da missão poderiam interferir na segurança de pessoas reais por meio de sensores.

Para garantir mais credibilidade às informações, os manequins contam em sua composição com materiais que imitam ossos, tecidos e órgãos. Para coletar informações mais precisas, cada um dos três contará com equipamentos de proteção diversos.

Enquanto o manequim Comandante Moonikin Campos estará vestido com os trajes oficiais dos astronautas, Zohar estará com um colete protetor Astrored vermelho (um novo equipamento que também será testado), e Helga viajará sem proteção alguma.

Um dos focos desse experimento será medir a exposição do corpo humano feminino à radiação após a orbita da Estação Espacial Internacional (ISS).

Serão dados importantíssimos considerando que a astronauta Christina Koch fará parte da missão tripulada para a lua em 2024, ou seja, é possível que ela seja a primeira mulher a pisar na lua.

A NASA também desenvolverá mais um experimento biológico levando para o espaço profundo algumas leveduras, algas e sementes para, assim, conferir se sofrerão alguma interferência devido ao ambiente inóspito.

Além dos experimentos biológicos, a Missão Artemis 1 será responsável pela “carona” de dez satélites que serão lançados no espaço para realizar ainda mais investigações científicas.

Por que a Missão Artemis 1 foi adiada?

No planejamento inicial, a Missão Artemis 1 iria decolar no dia 29 de agosto, mas não foi isso o que aconteceu. Após alguns problemas técnicos, a missão foi adiada para o dia 5 de setembro, mas esse prazo também não foi cumprido.

Você pode ficar tranquilo, o adiamento não foi por falta de interesse na missão. É muito comum que haja alterações em datas de lançamentos devido a falhas técnicas em foguetes.

Inicialmente, os engenheiros da NASA detectaram um vazamento dentro da nave, por exemplo. O problema do atraso da missão está no comprometimento dos experimentos que serão lançados com o foguete, os cubesats.

Alguns cientistas já estão preocupados com a redução da bateria dos satélites que serão enviados com o foguete, já que a missão tem um atraso de mais de um mês.

A princípio, o lançamento do foguete acontecerá no dia 12 de novembro. Vamos torcer para que, desta vez, ele possa ir ao espaço!

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Fontes:

Missão Artemis I – NASA

Sacani responde [missão artemis] – ciência sem fim

Missão Artemis 1 entregará o primeiro experimento de biologia no espaço profundo – CNN

NASA adia começo da missão Artemis I à Lua – lançamento seria hoje (03) – Jovem Nerd

Helga e Zohar: conheça os manequins gêmeos prontos para a missão Artemais I – Canal Tech

Conheça as 10 maiores bibliotecas do mundo

Quer aumentar seu repertório de curiosidades? Nesta matéria, você descobrirá quais são as 10 maiores bibliotecas do mundo.

16 de novembro de 2022
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Bibliotecas cativam tanto os leitores assíduos quanto os turistas mais exigentes. No mundo inteiro, existem diversas pessoas que amam apenas entrar em uma biblioteca e contemplar seu interior (inclusive tem as que adoram o cheiro de livros).

E não é à toa! Além de contarem com histórias cativantes, muitas bibliotecas presentes no mundo são referência em arquitetura e criatividade.

Nesta matéria, você irá descobrir algumas curiosidades sobre as 10 maiores bibliotecas do mundo. Para descobrir, é só continuar lendo!

Ranking das 10 maiores bibliotecas do mundo

Separamos a lista, em ordem decrescente, das 10 maiores bibliotecas do mundo. Confira!

10. National Library of China, na China

Começando a lista, a Biblioteca Nacional da China ocupa o décimo lugar, mas não se deixe enganar por essa informação, já que estamos falando de 37 milhões de itens!

Antigamente conhecida como Biblioteca Imperial de Pequim durante sua inauguração em 1912, conta com o mais diversificado acervo de literatura chinesa de todo o mundo, assim como conta com a maior quantidade de documentos históricos do país.

Por ano, esta biblioteca contabiliza cerca de 5 milhões de visitas.

9. Bibliothèque Nationale de France, na França

É claro que a Biblioteca Nacional da França não ficaria fora desta lista, já que conta com um acervo de 40 milhões de itens.

Por mais incrível que possa parecer, esta biblioteca não foi a primeira em solo francês, sendo a sucessora da antiga biblioteca real que havia sido inaugurada em 1368 dentro do Palácio do Louvre.

A Biblioteca Nacional da França foi fundada em 1461, mas só em 1692 foi aberta ao público.

8. National Diet Library, no Japão

Não, a Biblioteca Nacional da Dieta não tem nada a ver com alimentação… Decepcionante, nós sabemos, mas, de modo geral, ela é tão importante para o Japão quanto a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos é importante aos norte-americanos.

Esta é a única biblioteca oficial do país. Falando de quantidade de itens, a Biblioteca Nacional da Dieta alcançou o marco de 42 milhões de itens.

7. Royal Danish Library, na Dinamarca

Construída em 1648 como uma biblioteca pública, em 1989, ela foi fundida à Biblioteca da Universidade de Copenhagen (fundada em 1482), o que faz da Biblioteca Real Dinamarquesa uma das maiores bibliotecas do mundo.

Com 43 milhões de itens, esta biblioteca está localizada em Copenhague e Aarhaus (sim, duas cidades diferentes).

6. Russian State Library, na Rússia

Com mais de 1,5 milhão de documentos digitalizados e 47 milhões de itens dispostos em pelo menos 275 km de prateleiras, a Biblioteca Estatal Russa ocupa o sexto lugar no ranking.

Antes de receber uma atualização em 1992, esta biblioteca ainda era conhecida como Biblioteca Estadual de Lenin da URSS.

5. Library and Archives Canada, no Canadá

Desde 2004, a Biblioteca e Arquivos do Canadá encontra-se em Ottawa e conta com 54 milhões de itens em exposição. O foco desta biblioteca é ser uma forma de preservar a história e a identidade nacional.

4. New York Public Library, nos Estados Unidos

Quando o assunto é “maiores bibliotecas”, a Biblioteca Pública de Nova York se destaca em quarto lugar. É reunida em um complexo de 92 prédios em todo o estado, com 55 milhões de itens, sendo considerada a maior fonte de busca da América até o surgimento das ferramentas de busca on-line.

3. Shanghai Library, na China

Mais uma biblioteca chinesa para a nossa lista das dez maiores bibliotecas do mundo! Com 56 milhões de itens dispostos em uma torre de pouco mais de 100 metros, a Biblioteca de Shangai foi construída em 1952, sendo fundida à antiga Biblioteca Zi-Ka-Wei (fundada em 1847).

2. Library of Congress, nos Estados Unidos

Claro que a Biblioteca do Congresso em Washington não poderia ficar de fora desta lista! Atingida por uma Guerra e por um incêndio catastrófico, a Library of Congress precisou atualizar seu inventário de itens algumas vezes para se manter de pé.

Atualmente, a Biblioteca do Congresso conta com cerca de 170 milhões de itens em exposição.

1.  The British Library, na Inglaterra

Com mais de 200 milhões de itens em exposição (e recebendo cerca de 8 mil novos títulos POR DIA), a Biblioteca Britânica fixou seu lugar no pódio como a maior biblioteca do mundo!

Fundada em 1973 a partir do British Museum, a British Library conta com um acervo totalmente gratuito.

BÔNUS: Biblioteca WEG

Você sabia que, em 13 de junho de 1980, a Biblioteca da WEG foi fundada?

Iniciada com o intuito de incentivar o gosto pela leitura em seus colaboradores, por meio de um pequeno acervo de livros doados pelo Prof. Walter Christian, nasceu a Biblioteca Prof. Walter Christian.

Em 2011, após uma parceria entre a WEG e o SESI, a biblioteca ganhou um novo espaço no Parque Fabril II, ocupando cerca de 200 m² de área construída.

Atualmente, a biblioteca possui um acervo de mais de 5 mil itens, abraçando diversos assuntos, como: generalidades, filosofia, religião, ciências sociais, línguas, arte, literatura, história, geografia e biologia.

Além disso, a Biblioteca da WEG conta com livros técnicos relacionados aos processos de fabricação e aos produtos da WEG.

Em 21 de maio de 2018, foi inaugurada uma sala de leitura em Itajaí. A sala tem 57,5 m² e conta com dois computadores para pesquisa e um acervo doado pelos colaboradores e pelo SENAI Itajaí.

Colaboradores de todas as unidades no Brasil podem solicitar o empréstimo de livros da biblioteca WEG via e-mail e receber via malote. ​Você é colaborador WEG e procura mais informações?

Ligue para o ramal *55 47 6400 ou mande e-mail para biblioteca@weg.net.

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Fontes:

As 20 bibliotecas mais impressionantes do mundo – El País

Conheça as 5 maiores bibliotecas do mundo – Unama

As 10 maiores bibliotecas do mundo para amantes da literatura – Rotas de Viagem

O que é inteligência artificial e como ela ajudará espécies ameaçadas de extinção?

Entenda, de uma vez por todas, o que é inteligência artificial e descubra como ela ajudará espécies ameaçadas de extinção!

Diferente do que muitos filmes de ficção científica nos mostram, a Inteligência Artificial não precisa ser temida. Ela pode servir como ferramenta para auxiliar os humanos em variadas situações.

Muito se fala em Inteligência Artificial (IA) atualmente, mas ainda existem informações incorretas que são divulgadas. Nem todos possuem entendimento de tudo que essa temática abrange, como por exemplo, poucos sabem o quanto ela pode auxiliar na preservação de espécies em extinção.

Nesse conteúdo vamos explicar o que é Inteligência Artificial e como ela ajudará na preservação de espécies em extinção. Para descobrir, continue a leitura.

Leia também: Robôs serão colegas dos seres humanos, não rivais

O que é Inteligência Artificial?

A Inteligência Artificial é um agrupamento de várias tecnologias que, como o cérebro humano, processam as informações que recebem e simulam capacidades “pensantes” para executar uma tarefa.

De forma resumida, a IA é uma tecnologia que identifica padrões e consegue agir de forma inteligente sem que seja necessário um ser humano coordená-la para tal.

Parece algo bem recente, mas na realidade o conceito de IA surgiu na década de 1920.

O primeiro artigo publicado sobre o assunto foi escrito por McCulloch e Pitts, em 1943, onde denominaram estruturas de raciocínio artificial que tinha como base de decisão modelos matemáticos. Confira os tipos de Inteligência Artificial:

Como a IA funciona?

A Inteligência Artificial usa como base algumas tecnologias específicas para funcionar, assim como para que ela evolua por si só. Atualmente existem quatro funcionalidades para os tipos de IA:

IA Reativa: Que funciona através de ordens pré-programadas, ou seja, que não é capaz de aprender com a experiência.

IA de Memória Limitada: Consegue se lembrar de ações que já fez anteriormente e usa sua experiência para informar novas possíveis decisões.

IA de Teoria da Mente: “Empática”, essa IA consegue compreender crenças, intenções e desejos.

IA Autoconsciente: Como o nome já diz, essa IA conseguiria compreender seus próprios “sentimentos” e tomar decisões próprias, assim como raciocinar sobre o mundo no geral.

Inteligência Artificial e Espécies Ameaçadas de Extinção

Agora que ficou mais claro sobre o que é a Inteligência Artificial e quais as funcionalidades, você deve estar se perguntando o que toda essa tecnologia tem haver com as espécies ameaçadas de extinção.

A resposta é simples: apuração de dados.

As espécies são organizadas em oito categorias distintas referente à sua probabilidade de extinção: Pouco Preocupante; Quase Ameaçada; Vulnerável; Em Perigo; Criticamente em Perigo; Extinta na Natureza; Extinta; e Deficiente de Dados.

Para que sejam catalogadas corretamente as espécies que entram nessas classificações, cientistas utilizaram IA para fazer uma “prova real” da lista de animais na categoria Deficiente de Dados.

Ao analisarem mais de 7 mil espécies, os cientistas puderam compreender algumas da lista de Deficiente de Dados estão ainda mais em perigo que outras espécies mais conhecidas. Ou seja, a IA utilizada no estudo desses cientistas possibilitou que descobrissem espécies que precisavam de proteção com maior rapidez para que continuassem existindo.

Curtiu esse conteúdo? Continue acompanhando nosso blog para você poder conferir muito mais conteúdos como esse!

Fontes:

Como a inteligência artificial pode ajudar espécies ameaçadas de extinção – Superinteressante

Inteligência Artificial: o guia completo sobre o assunto! – TOTVS

O que é inteligência artificial? – Tecnoblog

Por que ainda não conhecemos todo o oceano?

Você sabia que conhecemos mais a superfície lunar do que os nossos oceanos? Acesse e descubra por que ainda não conhecemos todo o oceano!

Os oceanos representam 70% da superfície do nosso planeta. São muito vastos e profundos e, apesar dos estudos, ainda não conhecemos todo o oceano.

Se você pesquisar sobre o motivo na internet, provavelmente irá encontrar várias teorias horripilantes sobre monstros marinhos e que, devido a isso, os cientistas teriam prioridade em pesquisar e observar o espaço. Mas será que é verdade?

Na realidade, essa visão é bem romantizada e digna de um filme de terror, mas não é o real motivo para ainda não conhecermos nossos oceanos a fundo. Quer saber mais? Continue a leitura!

O interesse referente as explorações marítimas

Nos últimos anos, o interesse pelas explorações marítimas aumentou. Muito além das suposições e das lendas urbanas, o maior motivo para que o fundo do oceano seja explorado é pela possibilidade de encontrar recursos minerais, que ficam mais escassos a cada dia.

Graças ao desejo da indústria de continuar produzindo, a exploração dos oceanos já está se tornando uma espécie de “corrida do ouro”.

Acredita-se que, no fundo do mar encontram-se sedimentos que contém elementos como manganês, ferro, cálcio e outros metais necessários na produção de equipamentos eletrônicos de robótica e aeroespaciais.

Em 2019, a Comissão Jurídica e Técnica da ISA (criada pela ONU para garantir o Direito do Mar, estando responsável por regular a exploração de atividades de mineração no oceano) começou a projetar um código de mineração que irá equilibrar a busca por minerais, garantindo a máxima proteção ambiental.


O quanto exatamente conhecemos dos oceanos?

Prepare-se para ficar chocado: menos de 10%.

Chega a ser bizarro comparar o quanto conhecemos do solo lunar e o quanto conhecemos dos nossos próprios oceanos. Mesmo nos dias de hoje, ainda conhecemos o oceano em apenas 200 metros de profundidade.

Você deve estar se perguntando: ué, mas como eu estudei na escola sobre o fundo do mar?

A resposta é que, mesmo não conseguindo alcançar o fundo, é possível prever e deduzir o que há por lá graças ao uso de satélites.

Analisando o relevo do fundo do mar, estima-se que a profundidade média do oceano seja de 3,8 km, sendo que na Fossa das Marianas (o local mais profundo do mundo) a profundidade chegue a 11 km.

Caso você esteja achando pouco, tenha em mente que o Monte Everest tem pouco mais de 8 km de altitude, ou seja, a Fossa das Marianas é mais profunda do que o Monte Everest é alto.

Os recursos que mais têm auxiliado nessa exploração foram: os sonares, que usam a emissão de sondas acústicas na água; a utilização da batimetria, que fornece dados sobre a profundidade; e o uso dos veículos autônomos subaquáticos, que possibilitam o mapeamento do fundo do oceano.

Por que não conhecemos todo o oceano?

Por mais incrível que possa parecer, viajar em direção ao centro da Terra é mais complicado que sair dela. Esse fenômeno acontece devido à pressão presente no fundo do oceano.

Já parou para perceber que quando você mergulha até o fundo da piscina, os seus ouvidos começam a ser pressionados? Mesmo com poucos metros de profundidade, já é possível sentir a pressão que vai aumentando gradativamente.

Agora imagine mergulhar até o fundo da Fossa das Marianas: você seria atingido por 1.000 vezes a pressão exercida na superfície terrestre da Terra, ou seja, você viraria um patê.

Mesmo com o avanço da ciência e da tecnologia, ainda não foi desenvolvido nenhum material que suportasse uma pressão tão elevada quanto essa.


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Fontes:

Mais de 80% do oceano ainda é desconhecido. Entenda o porquê! – Canaltech

Por que grande parte do oceano permanece inexplorado? – Tempo.com

Fundo do mar é mais desconhecido que solo lunar, dizem especialistas – G1

Conhecemos mais o espaço ou o oceano? – Socientifica

A Ciência Explica: por que terremotos acontecem?

Os terremotos podem causar efeitos catastróficos. Acesse e entenda o que são e por que terremotos acontecem!

Os terremotos são eventos geológicos que podem causar efeitos catastróficos, tanto no ambiente como também na sociedade. Dependendo da intensidade, pode-se observar graves desastres causadores de mortes e destruição.

No Japão, em 2011, um terremoto de grande magnitude foi tão avassalador que ocasionou um dos maiores tsunamis da história da humanidade, chegando a uma velocidade média de 800 km/h, com ondas de até 10 metros de altura.

Paralelo a isso, existem terremotos de pouquíssima intensidade, que podem ser imperceptíveis. Esses fenômenos naturais, normalmente, geram muitas dúvidas, como, por exemplo: por que terremotos acontecem? Continue a leitura e compreenda!

O que são e por que acontecem os terremotos?

O mundo é dividido em camadas, como diria o Shrek é como uma cebola: abaixo da superfície, ou seja, abaixo de onde vivemos, encontra-se a crosta terrestre.

A crosta terrestre possui rachaduras e é formada por vários blocos, chamados de Placas Tectônicas. Essas placas flutuam em um líquido chamado de magma, aquele mesmo líquido que, durante uma erupção, os vulcões expelem.

Devido a essa flutuação, existem momentos em que as placas podem colidir entre si, e é graças a essa colisão que acontecem os terremotos. Na nomenclatura científica, os terremotos são chamados de abalos sísmicos.

Para ficar mais claro, pense em uma prancha de surf sobre a água, onde a prancha de surf é a placa tectônica e a água é o magma.

Como essa prancha de surf está sobre uma superfície volátil, é normal que ela continue se mexendo, o que facilita que, quando outra prancha cruze seu caminho, às duas se batam.

A força do choque dessas duas ou mais placas tectônicas é tão forte que pode ser sentido através de tremores na superfície onde vivemos, o que nós chamamos de terremotos.

Além dos terremotos causados por processos internos (chamados de tectônicos), também existem terremotos atectônicos, que são fenômenos que acontecem com base nos eventos externos, como desabamento de rochas, por exemplo.

Como é medida a intensidade da magnitude de um terremoto?

A intensidade da magnitude de um terremoto é medida através do sismógrafo, onde seus dados serão analisados com base na Escala Richter (que, teoricamente, é medida entre 0 e 10) ou na Mercalli (que foca em medir o poder de destruição dos terremotos, entre I e XII).

Diz-se teoricamente porque nunca ocorreu de fato um terremoto que chegasse ou ultrapassasse o 10, sendo que o terremoto mais forte já catalogado, que aconteceu em 1950, no Chile, apresentou 9,5 graus na Escala Richter.

O sismógrafo é um aparelho que mede com precisão as falhas geológicas da terra, possibilitando a análise em três tipos de movimentos diferentes do solo: o horizontal norte-sul, o horizontal leste-oeste e o vertical cima-baixo.

Mesmo com a sua precisão em captar os tremores da terra, ainda não é possível prever quando esses tremores terrestres irão acontecer, apenas acompanhar e catalogar as áreas mais propensas aos fenômenos.

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Fontes:

Terremotos – Escola Kids

Terremotos – PrePara Enem

Terremotos – Brasil EscolaTerremotos – Secretaria da Educação

TDAH

TDAH na escola: Como ajudar o aluno com estratégias pedagógicas

Você já ouviu falar em TDAH? Devido a uma grande repercussão na mídia, várias pessoas estão procurando auxílio médico e…

Você já ouviu falar em TDAH? Devido a uma grande repercussão na mídia, várias pessoas estão procurando auxílio médico e estão sendo diagnosticadas com TDAH, Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade.

Por outro lado, ainda há quem nem imagine que esse transtorno exista, associando os comportamentos de crianças com TDAH na escolaà rebeldia.

Justamente pela falta de conhecimento envolvendo esse transtorno, algumas crianças e adolescentes acabam sendo prejudicados em sua vida escolar e, em grande maioria, não chegam a receber o tratamento adequado.

Continue a leitura e saiba como ajudar no desempenho escolar do aluno com TDAH na escola.

O que é o TDAH?

Mesmo sendo um transtorno descoberto no século XIX, o TDAH já atinge cerca de 3 a 5% das crianças – em algumas instituições, os portadores ainda são desconsiderados dentro do sistema de ensino, dificultando assim o seu tratamento.

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um transtorno causado em grau genético, sendo categorizado como um distúrbio neurobiológico crônico. Atualmente, o TDAH é reconhecido pela OMS com diferentes graus de intensidade, variando entre leve, moderado ou grave.

O TDAH é um transtorno que tem influência do ambiente onde a criança está inserida, embora existam estudos que comprovem outros fatores: a hereditariedade (que causa predisposição ao transtorno), sofrimento fetal (como problemas no parto), entre outras causas.

Leia também: Como funciona o cérebro humano

TDAH na escola

Tipos de TDAH e seus sintomas

Existem três tipos diferentes de TDAH, confira abaixo as diferenças:

TDAH Hiperativo

Também conhecido como TDAH Impulsivo, esta categoria do transtorno está associada à movimentação e à rapidez de pensamentos. É comum em pessoas mais agitadas que falam muito e com temperamento mais explosivo.

Essas pessoas acabam, muitas vezes, perdendo o raciocínio do que estão falando por já estarem pensando em outros assuntos.

TDAH Desatento

O portador de TDAH de Desatenção acaba sendo muito prejudicado na escola e em trabalhos regrados, isso porque não conseguem prestar atenção em um mesmo tópico por tanto tempo.

Além disso, pessoas com esse tipo de TDAH raramente conseguem seguir orientações detalhadas, apresentam também falhas de memória e facilidade de serem influenciadas por distrações.

TDAH Misto

A pessoa diagnosticada com o TDAH Misto conta com sintomas tanto do TDAH Hiperativo quanto do TDAH Desatento, facilitando no desenvolvimento de doenças psicológicas, como a ansiedade.

Apresentam sintomas como agitação constante de membros, balançar as pernas, estalar os dedos e entre outros.

Como identificar se meu aluno tem TDAH?

O diagnóstico seguro e recomendado é o oferecido por profissionais como neuropsicólogos, neurologistas, psiquiatras ou psicólogos clínicos. Porém, é importante estar atento ao comportamento da criança sem julgar os sintomas identificados.

Outro ponto fundamental para o tratamento de uma criança com TDAH é reforçar a importância da comunicação com seus pais e professores, sempre deixando a criança confortável para se expressar.

TDAH

Como auxiliar o desenvolvimento de crianças com TDAH na escola?

Na questão escolar, é aconselhável que os pais participem efetivamente da educação de seus filhos.

Quanto à rede de ensino, é necessário que a didática das aulas seja adaptada para possibilitar que os alunos com TDAH consigam compreender o que está sendo ensinado. Existem diversas técnicas que poderão facilitar o aprendizado desses alunos. Por exemplo:

◦ Trabalhar a atenção e a memória do aluno com ações diárias, por exemplo: dar uma instrução e pedir ao aluno que repita ou compartilhe com um amigo.

◦ Ao aluno finalizar uma atividade, passar um feedback positivo de imediato.

◦ Dar suporte e encorajamento através de parceria e adaptações. Ter uma atitude positiva e não o criticar por falhas de desempenho.

◦ Trazer mais diversidade de materiais para uso na aula, sempre que possível, audiovisuais. Isso trará mais interesse do aluno e mais atenção. Além do uso de sinais visuais e orais.

◦ Aplicar aprendizagem ativa através de trabalhos em duplas e respostas orais.

◦ Ter cuidado com o ambiente na sala de aula, trabalhar o layout em um formato que evite distrações.

◦ Respeite o tempo que o aluno precisa para desenvolver uma atividade.

◦ Defina metas claras e possíveis para que o aluno execute as tarefas, se possível, utilize gráficos para explicar a ele.

◦ Combine momentos específicos e permita que o aluno se levante, isso ajudará na inquietação.

É preciso que crianças, adolescentes e até mesmo adultos que desconfiem tardiamente de sua condição psicológica busquem ajuda médica. Quanto mais rápido o tratamento começar, mais chances de ter um bom desenvolvimento social.

Leia também: Aprender brincando: vantagens de jogos e brincadeiras na aprendizagem infantil

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Fontes:

TDAH na escola: tudo que o gestor escolar precisa saber – Escolas exponencial

Algumas estratégias pedagógicas para alunos com tdah – ABDA

TDAH: O que é e como influencia na aprendizagem escolar – Mackenzie

TDAH (Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade) – DR DRAUZIO

Teoria das Cordas: entenda a teoria que pode explicar todo o universo

Se você é um amante da física, com certeza já ouviu falar na Teoria das Cordas. Mas você sabe o que ela explica? Acesse e entenda!

Se você é um amante da física, com certeza já ouviu falar na Teoria das Cordas. Mas você sabe o que ela realmente é?

A Teoria das Cordas é um modelo físico que busca unificar as forças fundamentais da natureza, afirmando que as interações existentes são resultados da oscilação de cordas unidimensionais. 

Ainda que a teoria não seja comprovada, é muito importante compreender a profundidade dessa visão para entender a dimensão do pensamento físico moderno. Quer saber mais sobre a Teoria das Cordas? Continue a leitura!

O que é a Teoria das Cordas? 

No mundo da física, existem quatro forças fundamentais da natureza, também chamadas de interações, que podem explicar os fenômenos físicos existentes, são elas: a gravidade, a eletromagnética, a força fraca e a força forte. 

Resumidamente, a Teoria das Cordas sugere que todos os tipos de interações, são fruto de oscilações em cordas unidimensionais. Ou seja, para os estudiosos da área, as oscilações das cordas são responsáveis por gerar todas as partículas e forças presentes no universo. 

Essa teoria, ainda não comprovada, busca unificar conhecimentos de dois campos da física: a Física Quântica e a Relatividade Geral. Ué, se não foi comprovada, por que tem tanta gente sempre falando sobre ela? 

Porque ela agrada e desagrada os físicos e estudiosos na mesma medida: enquanto alguns desacreditam a teoria e buscam por outras vertentes, temos os estudiosos que acreditam que a Teoria das Cordas apenas não foi compreendida logicamente (como um problema BEM complexo para resolver).

Outro ponto interessante sobre a Teoria das Cordas é sua simplicidade e elegância em comparação as demais teorias. Sua comprovação seria a prova real de todos os conhecimentos físicos que já possuímos.

A Teoria das Cordas é uma interpretação que explica como tudo (desde átomos até universos paralelos) estão ligados por cordas minúsculas e unidimensionais. Devido a essa característica, a teoria também é chamada de “Teoria Unificada”. Parece complicado no primeiro momento, mas logo fará mais sentido. 

Como é explicada a Teoria das Cordas?

A Teoria das Cordas também possui diversas interpretações matemáticas, mas o que é comum em todas elas é que tudo, desde as partículas aos átomos, são ligados por cordas. 

Essas cordas contariam com duas propriedades: a Tensão (as vibrações dessa corda, sendo variáveis) e o Comprimento (a distância entre as partículas que ela estaria ligando, sendo constante). 

Ou seja, de forma resumida, uma corda unidimensional vibrando em determinada frequência somada ao comprimento específico, resultam em uma partícula distinta, como um elétron ou um fóton, por exemplo.

Para entender melhor, imagine uma corda de violão. Conforme o músico bate na corda com a palheta, ela gera uma vibração, ao mesmo tempo, o músico pressiona a corda junto ao braço do violão em uma determinada casa musical. 

Essas ações, fazem com que a corda produza um som específico. Assim como na Teoria das Cordas, elas produzem uma partícula específica. 

Leia também: Por que o som não se propaga no espaço?

Teoria das Cordas e as dimensões do universo

Um dos problemas existentes na Teoria das Cordas está na necessidade de aumentar a quantidade de dimensões possíveis no universo, já que seriam inúmeras cordas vibrando pelo universo como um todo.  

Um exemplo, seria a Teoria-M, proposta por Edward Witten, que sugere pelo menos 11 dimensões diferentes (10 dimensões de espaço e 1 de tempo) e propõe uma unificação entre cinco teses somadas a Supersimetria e Supergravidade. 

Atualmente, conhecemos 4 dimensões: 3 dimensões de espaço e 1 dimensão de tempo (como os filmes 3D, por exemplo). Segundo a Teoria-M, esse número subiria para 11 dimensões. Espera aí, por que não conseguimos ver essas dimensões? 

Porque, provavelmente, elas são muito pequenas para serem percebidas. Imagine que uma pessoa e uma formiga estão em uma corda de slackline: enquanto a pessoa só consegue se locomover para frente e para trás, a formiga consegue caminhar em volta da corda também. 

Esse exemplo facilita a compreensão de porque não conseguimos ver e caminhar por outras dimensões. Pois, possivelmente, contamos com características que não são compatíveis com essa realidade por ela ser compacta e dar voltas em si mesma.

Como no caso do homem e da formiga, já que somos muito grandes para conseguir dar voltas pela corda ou, até mesmo, enxergar que há um caminho pelas suas laterais. 

A Teoria das Cordas pode explicar o universo?

Inicialmente, a Teoria das Cordas foi proposta para explicar os aspectos da interação nuclear forte, porém, desde 1974, passou a ser usada para descrever a força da gravidade. 

Essa mudança de foco possibilitou que uma nova visão da física como conhecemos surgisse, fosse debatida e gerasse maiores interpretações. 

Sim! A Teoria das Cordas é bem complexa, mas, na verdade, ela cria brechas e interpretações variadas nas teorias que já existem. Foi graças a evolução da Teoria das Cordas que a ideia de multiversos surgiu (os universos paralelos), mesmo que ainda não seja comprovada.

Para compreender a Teoria das Cordas é preciso possuir um conhecimento elevado de física e matemática, já que relaciona diversas teorias e avança para o conhecimento ultra subjetivo. 

Mesmo assim, saber pelo menos um pouco auxilia na compreensão e riqueza do nosso conhecimento científico como um todo. Quer saber em primeira mão quando são lançados conteúdos como esse? Então siga o Museu WEG no Instagram

Fontes:

Teoria das Cordas – Mundo Educação

A Teoria das Cordas e a unificação das forças da natureza – USP

Teoria quântica da gravitação: cordas e teoria M – Scielo

O que é a Teoria das Cordas? – Tecmundo

A Teoria das Cordas Explicada – Ciência todo dia