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Faça um tour virtual em museus pelo mundo

Dentre as visitas, encontra-se o Museu Nacional do Rio de Janeiro, destruído em setembro de 2018 por um incêndio.

O Google Arts & Culture, anteriormente chamado Google Art Project, é um projeto que busca compartilhar conteúdos relacionados às artes e à cultura do mundo todo de um modo interativo. 

Utilizando a tecnologia do Street View, o visitante pode fazer tours virtuais gratuitos em algumas das maiores galerias de arte e cultura e museus pelo mundo. Ao transitar por eles, é possível visualizar imagens em alta resolução de obras selecionadas de cada museu. Dentre as visitas, encontra-se o Museu Nacional do Rio de Janeiro, destruído em setembro de 2018 por um incêndio.

Que tal fazer um tour virtual em museus pelo mundo?

Para isso acontecer, o site mantido pelo Google tem a colaboração de museus, centros culturais e locais históricos espalhados por diversos países que disponibilizam seus acervos online, superando assim as fronteiras postas pelo espaço físico de suas instalações. Dessa forma, as pessoas podem visitar e observar em 360° lugares muitas vezes inacessíveis devido a distâncias e custos financeiros.

Para facilitar, a ferramenta permite a busca pelo nome do museu, do artista ou da obra de arte que as pessoas querem conhecer. As descrições vêm com detalhes desde a data até o material utilizado na pintura, na escultura ou na fotografia. Por questões de direitos autorais, algumas das obras capturadas com o Street View foram censuradas.

Entre várias seções, está a Art Camera, na qual são disponibilizados registros fotográficos em alta resolução de obras de arte e objetos culturais acompanhados de suas informações. O conteúdo é apresentado de maneira interativa, e os registros fotográficos permitem uma experiência de visualização única. 

No caso de dúvida de qual local ou artista visitar, o site oferece experiências interativas e temáticas que levam para museus pelo mundo todo, basta escolher um tema e partir para a “viagem”.

Artes em gigapixels

E a tecnologia não para por aí. Além do tour virtual, algumas obras específicas receberam atenção especial para o projeto: elas foram digitalizadas por meio da tecnologia de gigapixel, o que permite sua visualização em até 7 bilhões de pixels. Os museus puderam escolher uma de suas obras de arte para ser capturada em resolução de um gigapixel.

No Brasil, duas obras receberam esse processo de digitalização: a obra “Saudade” de Almeida Jr, localizada na Pinacoteca do Estado de São Paulo; e o painel “Os Gêmeos” da dupla Gustavo e Otávio Pandolfo, exposto no lado externo do Museu de Arte Moderna de São Paulo.

“Autorretrato com Macaco”, por Frida Kahlo (1945).

Apoio aos professores

A plataforma Google Arts & Culture pode ser usada como apoio para professores, isso porque traz informações históricas de movimentos culturais, matérias e textos relacionados aos museus pelo mundo.

Para conhecer mais sobre algumas das instituições culturais mais importantes do mundo e fazer passeios virtuais, acesse o Google Arts & Culture.

Em Jaraguá do Sul, além do tour virtual pelo Museu WEG, os museus municipais Emílio da Silva, Casa do Colonizador e Museu da Paz – FEB também possuem visitas virtuais. Que tal começar o passeio pela nossa região?

Continue no blog e veja os Museus mais estranhos do mundo.

Visita Guiada no Museu WEG

Venha conosco conhecer um pouco da história da WEG, da cultura de Jaraguá do Sul e das maravilhas da ciência e da tecnologia reunidas num só lugar.

Enquanto o Museu permanece com sua exposição fechada aos visitantes, que tal conferir uma visita guiada virtual?

Desta forma, mesmo longe você consegue conhecer mais sobre a história da WEG, de seus fundadores, sobre a cultura de Jaraguá do Sul e ciência e tecnologia, todas reunidas num só lugar.

Confira:

E aí, curtiu? Conta pra gente 😉

Museus na era digital

Estamos na era digital e os museus tradicionais precisam se transformar e criar novas formas de apresentar seus conteúdos e engajar seus visitantes.

Com o advento da tecnologia mudamos a maneira e a velocidade que nos relacionamos com as pessoas e também com os lugares — restaurantes, lojas, universidades e espaços culturais estão descobrindo novas maneiras de atuar, reinventando seus serviços a fim de acompanhar esse novo ritmo. É porque, enquanto o mundo vem se transformando por meio dos avanços tecnológicos e da hiperconexão, cabe a nós a inclusão e criação de experiências agradáveis para quem nasceu numa época onde o digital era apenas uma previsão do futuro, e para quem nasceu numa época onde o digital está presente desde o seu primeiro dia de vida. 

 

Não dá para negar. Estamos na era digital e os museus tradicionais precisam se transformar e criar novas formas de apresentar seus conteúdos e engajar seus visitantes. O que estamos vendo hoje é a inclusão da linguagem interativa, recursos multimídia, realidade aumentada, a união das experiências digitais em espaços físicos e o trabalho em rede entre os museus. Além disso, as instituições também contam com novas formas de realizar seus serviços burocráticos de gestão e salvaguarda do acervo. 

IMG_7056O Museu WEG se preocupa em atender uma geração que já nasceu conectada

 

As tendências para o museu da era digital abrangem o desenvolvimento de médio a longo prazo na sociedade, tecnologia, economia, meio ambiente e política e são identificadas como:

 

Diversificação de Conteúdo

Enquanto as pessoas têm cada vez mais acesso ilimitado à informação, como é possível que os museus apresentem seus conteúdos de maneira atrativa? Como falamos no início do texto, é preciso atender uma população em envelhecimento no meio de um número crescente de Millennials (a geração da internet), logo, é preciso diversificar o conteúdo a fim de atender as necessidades dos que esperam interfaces digitais como parte de sua experiência de usuário e aqueles que podem preferir uma experiência mais tradicional.

virtual1No Museu WEG, o virtual e o tradicional se complementam

 

Experiências imersivas

O avanço da tecnologia e serviços digitais já transformou o modo como interagimos e vivenciamos as experiências em espaços físicos. Estamos migrando para ambientes híbridos, onde as tecnologias digitais e o espaço tradicional se encontram para criar experiências imersivas. Com os dados gerados pelos visitantes, os museus podem continuar a melhorar e aprimorar suas experiências e exposições.

 

Espaços sustentáveis e abertos

Os museus devem considerar a importância de seu papel na criação de espaços públicos, incentivando o intercâmbio cultural entre visitantes tão distintos em idade, habilidades e origens sociais e econômicas. Aqui entram as questões ambientais, de segurança, acesso e inclusão universal. É preciso pensar no conforto e no local de fala das pessoas, permitindo que o público tenha uma experiência completa, sem esquecer dos impactos no ecossistema.

passeioNo site do Museu WEG o visitante pode fazer um passeio virtual por todas as salas do museu museuweg.net/tour-virtual 

 

Sites, exposições interativas e redes sociais, quando falamos de experiências digitais, é importante lembrar que a experiência digital não substitui a real. Um objeto não deixa de existir no museu, mas passa a existir também em um ambiente virtual, onde pode ser visto por um número muito maior de pessoas, possibilitando a democratização do conhecimento. O museu que disponibiliza seu acervo on-line não transferiu a experiência para o universo tecnológico, mas agregou novos olhares à visitação.

 

Hoje, os visitantes buscam uma participação mais ativa na visita aos museus — que não precisam deixar de ser o que são, mas devem agregar experiências que ofereçam inclusão e contem histórias memoráveis.

 

Fontes: Triscele | Revista Museu