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Calendário gregoriano: por que o ano termina no dia 31 de dezembro?

Afinal, por que o ano termina no dia 31 de dezembro?

Muitos historiadores acreditam que o Ano-Novo foi o primeiro feriado a ser comemorado pelos povos antigos. Existem registros de que essa festa acontecia na Babilônia desde 2.000 a.C. 

A passagem de ano muda de acordo com o país e a cultura que está inserida. No Brasil, celebramos o Ano-Novo no dia 1° de janeiro, na China, a festa acontece no início de fevereiro. 

Para os judeus, no final de setembro; para os muçulmanos, a passagem do ano ocorre durante o mês de maio.

A noite em que comemoramos a passagem de ano é nomeada de “réveillon”, a palavra tem origem francesa e significa “despertar, acordar”, uma referência ao novo ano que se inicia.

Para entender a origem dessa festa, precisamos entender o calendário gregoriano. Vamos lá?

O que é e como surgiu o calendário gregoriano?

A palavra calendário vem do latim calendarium, que significa livro das calendas – esse livro era usado na Roma Antiga para contar os dias das festividades religiosas marcadas no início de cada mês lunar.

O calendário gregoriano, também conhecido como cristão ou ocidental, é o calendário solar para contagem dos anos, dos meses, das semanas e dos dias pela maioria dos países, incluindo o Brasil, e que tem como base as estações do ano.

Surgiu com o objetivo de corrigir os erros do calendário anterior: o calendário juliano, que não contemplava o movimento de translação da Terra, ou seja, o tempo que a Terra demora para dar volta em torno do Sol. 

O novo calendário foi criado na Europa em 1582 por iniciativa do papa Gregório XIII, que dá origem ao nome gregoriano, e tornou-se o mais usado no mundo atualmente. O calendário gregoriano não é perfeito, mas é mais preciso do que o seu antecessor.

O calendário gregoriano surgiu para corrigir o calendário juliano.

Entre os defeitos dele estão: a irregularidade da duração dos meses, que possuem entre 28 a 31 dias, a relação entre a data e o dia da semana e a mobilidade de datas cristãs, como a Páscoa.

Como funciona o calendário gregoriano?

A implementação do calendário gregoriano permitiu ajustar o calendário com os eventos astronômicos, como o equinócio de primavera e o solstício de inverno. Conheça algumas curiosidades:

  • É um calendário solar, baseado no movimento da Terra ao redor do Sol.
  • Possui 365 dias que são divididos em 12 meses, desses, 4 meses possuem 30 dias (abril, junho, setembro e novembro), e 7 meses possuem 31 dias (janeiro, março, maio, julho, agosto, outubro e dezembro).
  • Fevereiro varia entre 28 dias e 29 dias, fazendo com que o ano tenha 365 ou 366 dias.
  • Esse dia a mais acontece nos anos bissextos, que são aqueles múltiplos de 4 e 400, mas que não são divisíveis por 100. Acontecem a cada quatro anos.
  • O calendário possui 52 ou 53 semanas com 7 dias iniciados pela segunda-feira, segundo o padrão internacional.

Por que o ano termina no dia 31 de dezembro?

Para entender o motivo de o ano terminar em 31 de dezembro, precisamos voltar para a história do calendário. Até o século VIII antes de Cristo, o ano possuía 10 meses lunares, iniciando sempre na primavera, que acontecia em meados de março. 

Porém, o ritmo dos meses não se ajustava muito bem com as estações, o que prejudicava a dominante atividade em plantações e colheitas. 

O segundo rei de Roma, Numa Pompilio, resolveu então fazer algumas alterações e acrescentou o 11º mês, ianuarius (janeiro), e o 12º, februarius (fevereiro). Do mesmo jeito, o ano romano continuou começando na primavera até 153 a.C.

Todos os anos, naquela época, em Roma, os cônsules romanos eram nomeados anualmente pelo Senado em março. Mas, em 153 a.C, o Senado precisou antecipar a data das nomeações devido à Guerra. As nomeações então passaram a acontecer em janeiro. 

Esse novo esquema de calendário acabou sendo adotado, e, depois de muito estudo, alterou-se o calendário de Roma, que deu lugar, em 46 a.C., ao calendário juliano.

Mesmo com a mudança do calendário, boa parte dos povos continuou comemorando a virada de ano em outras datas – a preferida continuava a ser em 25 de março. Ainda demoraria para que o dia 1° de janeiro fosse adotado na maior parte do mundo.

Foi só em 1350 que Pedro IV de Aragón definiu o dia do Natal, 25 de dezembro, como o ano novo oficial. No decorrer dos séculos XIV e XV, outros monarcas acabaram adotando essa mesma data. 

Já no século XVI, o reino da Espanha, em consequência ao êxito de sua expansão para a Europa, adotou o dia 1° de janeiro como a data do início do ano, e, com o passar do tempo, isso se alastrou pelo ocidente.

Ou seja, a comemoração do Ano-Novo do dia 31 de dezembro para o 1° de janeiro é bem recente. Além disso, em grande parte do mundo, principalmente em regiões onde o cristianismo não prevalece, a comemoração do “réveillon” acontece em outras datas.

Outros calendários que você pode conhecer são, por exemplo, os calendários islâmico, chinês e maia.

Gostou de descobrir a história do Ano-Novo? Continue no blog e faça uma viagem pelos museus mais antigos do mundo.