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Conheça os principais métodos de ensino do Brasil

Conheça os fundamentos e os objetivos dos principais métodos de ensino do Brasil.

O direito à educação foi universalizado nos últimos 100 anos em diversos países do mundo, ou seja, o que antes era restrito a um pequeno número de pessoas passou a ser uma oportunidade para grande parte da população em idade escolar ou não.

Nesse tempo, muitos educadores transformaram a educação pelo mundo. No Brasil, o surgimento das novas escolas resultou em diferentes metodologias de ensino com propostas distintas, mas com o mesmo objetivo: ensinar. Inclusive, é comum que esses métodos sejam utilizados de maneira mesclada nas escolas. 

Conheça agora os fundamentos e os objetivos dos principais métodos de ensino do Brasil

O que são métodos de ensino?

Para começar, precisamos entender que um método de ensino é o caminho pelo qual se atinge os objetivos de ensino/aprendizagem. Ou seja, o método é um conjunto de ações de ensino que visam garantir que o aluno esteja aprendendo. 

Eles também tornam a aula mais dinâmica e interessante. Ao conhecer os diferentes métodos de ensino, o educador pode promover diversas experiências e oportunidades de aprendizado para seus alunos. Vamos conhecê-los?

Método 1 – Tradicional

A abordagem de ensino tradicional é predominante no país. Seu objetivo está em preparar o aluno para a vida em sociedade por meio de uma relação hierárquica. Nela, o foco está no professor, que detém conhecimentos e repassa-os ao aluno.

O conteúdo é apresentado igualmente para os alunos que recebem metas e prazos para cumprir suas atividades, que são verificadas, avaliadas e pontuadas. Sem atingir a meta mínima, o aluno é reprovado.

Nessas instituições, o aluno é preparado para ir bem em provas como o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e o vestibular.

Método 2 – Construtivista

Desenvolvida pelo pensador suíço Jean Piaget. A abordagem construtivista traz a ideia central de que o conhecimento é uma construção e que as crianças têm um papel ativo no processo de aprendizagem.

Nela, o conhecimento é ativamente construído pelo sujeito que está aprendendo, e o professor tem o papel de mediar as atividades que estimulem o aprendizado. Cada estudante é visto como alguém que tem um tempo único de aprendizado, e o trabalho em grupo é valorizado.

O construtivismo considera que o desenvolvimento cognitivo acontece por meio de um movimento que Piaget classifica como assimilação e acomodação. Nela, são criadas situações em que o estudante é estimulado a pensar e a solucionar os problemas propostos.

Nessas instituições, também há provas e reprovação.

Método 3 – Montessoriano

Criado pela educadora italiana Maria Montessori, o método de ensino montessoriano dá maior autonomia à criança, que é estimulada pelos adultos a buscar sua autoformação e construção. Assim, ao aprender sozinha, desenvolve seu conhecimento por meio da curiosidade e da independência.

Isso porque o método montessori acredita que é agindo que se adquire o conhecimento. Ao adulto, cabe ordenar e atribuir dificuldade crescente às atividades, respeitando o ritmo de cada aluno.

As classes têm crianças de idades diferentes, e o ambiente da sala de aula é preparado para que o aluno tenha a possibilidade de vivenciar diversas experiências. 

Exemplo de sala de aula seguindo o modelo montessoriano.

Tanto os objetos quanto o mobiliário da sala de aula são feitos em tamanhos e formatos adequados para a criança ter autonomia sobre eles. Neste método, a avaliação é feita a partir da observação dos professores.

Método 4 – Waldorf

Desenvolvido pelo filósofo austríaco Rudolf Steiner, o método Waldorf ficou conhecido em todo o mundo por visar o desenvolvimento integral do aluno, formando as crianças para a vida.

Nele, procura-se equilibrar os aspectos cognitivos (capacidade de adquirir conhecimento) com o desenvolvimento de habilidades artísticas por meio de atividades corporais, manuais, musicais, contato com a natureza e artesanato, por exemplo, além das disciplinas exigidas pela Lei de Diretrizes e Bases (legislação que regulamenta o sistema educacional do Brasil).

São aplicados testes e provas em algumas matérias, e os pais têm papel fundamental para estimular as habilidades dos estudantes em casa.

A avaliação do aluno engloba a execução de trabalhos, o empenho em aprender, o comportamento e a atitude diante das tarefas solicitadas.

O professor acompanha a mesma turma por toda uma etapa (elas são divididas de 0 a 7 anos, de 7 a 14 e de 14 a 21 anos).

Método 5 – Freinet

Apesar de não ser exatamente uma linha pedagógica, o método do pedagogo francês Célestin Freinet também é utilizado em algumas escolas. Ao colocar em prática seus conceitos, o aprendizado acontece por meio do trabalho e da cooperação.

Ou seja, a criança é incentivada a compartilhar suas produções com os colegas de sua classe, de outras turmas ou de escolas diferentes.

Escolas que se identificam com o pensamento de Freinet valorizam também o desenvolvimento da capacidade de análise pelos estudantes.

Algumas atividades comuns são, por exemplo, estudos de campo nos quais as aulas acontecem em locais fora da sala de aula; elaboração de jornais em grupo e debates.

Neste caso, as avaliações levam em conta o progresso do aluno em comparação a seu desempenho anterior, e não em relação aos demais alunos.

Método 6 – Ensino Freireano

O pedagogo Paulo Freire é um dos intelectuais brasileiros mais respeitados no mundo todo graças a sua metodologia de ensino. O método freireano foi criado pelo brasileiro na década de 1960. 

Neste método, a alfabetização não ocorre somente a partir de letras, palavras e frases, mas também com base no dia a dia do estudante, levando em conta sua realidade e os problemas que enfrenta. Outra característica é o diálogo entre aluno e educador, isto é, há uma relação horizontal entre eles.

Na educação freireana, o foco está na liberdade e na autonomia. O professor não é apenas quem faz a mediação do conhecimento, ele também aprende com o aluno a partir do compartilhamento de suas vivências e sabedoria popular.

Bônus: educação não formal

A educação não formal ocorre fora do sistema tradicional de ensino. O processo de ensino e aprendizagem é feito de maneira organizada, mas sem seguir vários requisitos formais, não substitui outros métodos formais, mas existe para complementá-los.

Alunos em visita ao Museu WEG.

Este tipo de educação acontece por meio do desenvolvimento de atividades fora do ambiente escolar, como ONGs, instituições religiosas, visitas a espaços públicos e privados, museus e outras alternativas.

A educação não formal utiliza ferramentas didáticas atrativas, e os espaços devem ser prazerosos para aumentar o interesse dos alunos.

É por isso que o Museu WEG também atua em parceria com os professores para complementar as atividades propostas em salas de aula de maneira divertida e interativa. 

Entre em contato e conheça nossas oficinas educativas on-line e presenciais. Clique aqui para saber mais. 🙂

Cientistas brasileiros: conheça 10 invenções criadas no Brasil

Conheça alguns dos inventos mais notáveis criados por cientistas brasileiros.

Ao pensar em grandes invenções, muitos tendem a considerar o Brasil um país que pouco contribuiu com a história dos avanços científicos, sendo pouco afamado por suas contribuições ao mundo moderno. 

Porém, a verdade é que, durante séculos e até mesmo hoje em dia, cientistas brasileiros têm se destacado e criado importantes elementos da sociedade utilizados no mundo todo – e que também servem de base para novas invenções.

Conheça agora alguns dos inventos mais notáveis criados por cientistas brasileiros

1. Transmissão radiofônica

A tecnologia de transmissão do som por ondas de rádio foi desenvolvida no final do século XIX, e, apesar da criação do rádio ser atribuída a Nikola Tesla, foi o padre e inventor brasileiro Roberto Landell de Moura que, em 1893, realizou a primeira transmissão radiofônica do mundo. 

Na época, outros inventos gringos já enviavam sinais telegráficos a curta distância, mas foi Landell quem conseguiu se comunicar através da voz humana com outros bairros, algo impensável na época. 

Infelizmente, ele não teve apoio do governo nem de iniciativas privadas e acabou abandonando seus experimentos.

2. Urna eletrônica

Foi em 1989 que um juiz eleitoral do estado de Santa Catarina chamado Carlos Prudêncio e seu irmão, um empresário da área de informática, criaram o que seria o primeiro terminal de votação por computador. 

No mesmo ano, ele foi instalado em caráter experimental na cidade de Brusque, em Santa Catarina. Seis anos depois, em 1995, o estado de SC experimentou a primeira eleição totalmente informatizada da história.

Graças a essa invenção, o Brasil é o país responsável pela maior eleição informatizada do mundo e, consequentemente, com a apuração mais rápida.

3. Radiografia

As radiografias também foram criadas por um brasileiro. Foi o médico Manuel de Abreu quem pesquisou durante muitos anos uma forma de radiografar órgãos do corpo humano. Em 1936, conseguiu criar um sistema que usava chapas radiográficas para fotografar a parte interna do corpo, em especial, os pulmões. 

A invenção criada no Brasil foi chamada de “abreugrafia” e permitia que doenças como a tuberculose fossem diagnosticadas de maneira mais rápida. Graças a essa invenção, Manuel de Abreu foi indicado ao Prêmio Nobel.

Recentemente, a revista Nature publicou os nomes dos cientistas mais importantes de 2020, provando que invenções e estudos médicos têm seu lugar de destaque na nossa história.

4. Walkman

O aparelho considerado o “avô do iPod” foi inventado por um alemão naturalizado brasileiro. Andreas Pavel mudou-se para São Paulo quando criança e, aos 27 anos, em 1972, criou o aparelho de toca-fitas portátil, batizado de stereobelt. 

Sete anos mais tarde, em 1979, a Sony lançou seu grande sucesso de vendas, o Walkman. Após anos de brigas judiciais, o inventor e a Sony entraram em um acordo, e a empresa reconheceu a autoria do invento a Pavel.

5. Máquina de escrever

Outra invenção brasileira é a primeira máquina de escrever da qual se tem registro de 1861 em Recife. Ela foi criada pelo padre João Francisco de Azevedo quando ele teve a ideia de adaptar um piano de 24 teclas para que ele pudesse imprimir letras em um papel. 

Sem dúvida, a ideia era bastante promissora. Azevedo confiou a sua invenção ao negociante George Napoleon, que dizia ter possíveis interessados em fabricá-la nos Estados Unidos.

Nunca mais teve notícias do vendedor, mas, anos depois, um modelo quase igual foi apresentado em solo americano por Christofer Sholes. Em seguida, a empresa Remington comprou a ideia e passou a fabricá-la em escala comercial.

6. Coração artificial

Em 2000, o engenheiro mecânico Aron de Andrade do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (SP) elaborou o primeiro coração artificial, um aparelho ligado ao coração natural e alimentado por um motor elétrico.

A invenção brasileira dá uma chance aos pacientes em estado grave que não conseguem se adaptar às medicações e permite que possam ter mais tempo de vida enquanto esperam por um doador real.

7. Balão a ar

Bartolomeu Lourenço de Gusmão é conhecido como o primeiro inventor e cientista brasileiro graças à criação do balão a ar quente.

Na época, Bartolomeu de Gusmão observou que o ar quente era mais leve que o ar exterior e que, com essa informação, seria possível criar um veículo que, com esse princípio, pudesse levitar.

Em 1709, seu invento chamado de “Passarola” foi exibido para a corte portuguesa. O aparelho movido a ar quente subiu a quatro metros de altura.

8. Câmbio automático

Em 1932, os engenheiros mecânicos José Braz Araripe e Fernando Lehly Lemos desenvolveram um sistema de troca de marchas automática por fluido hidráulico. 

O projeto e o protótipo foram vendidos para a General Motors que, em 1940, lançou um modelo do carro Oldsmobile com a chamada transmissão “Hydra-Matic”, uma precursora do que pode ser encontrado em veículos automáticos de hoje em dia.

9. Cinema 3D

Apesar de parecer uma tecnologia um tanto quanto nova, a ideia do cinema 3D não é tão recente assim. Ela surgiu em 1934 quando Sebastião Comparato criou dois modelos de projetores 3D e os apresentou no Rio de Janeiro.

O projeto do italiano naturalizado brasileiro consistia em um pequeno equipamento que podia ser adaptado a projetores comuns e a uma tela especial. A imagem projetada era refletida por um espelho, e o processo criava a sensação de que a imagem estava passando em um espaço vazio, como uma espécie de palco de teatro.

Sebastião estudou na Faculdade de Medicina de São Paulo e chegou a receber convites para aprimorar seu projeto fora do Brasil, mas recusou, pois queria que essa fosse uma criação brasileira. Infelizmente, com o passar do tempo, suas criações acabaram caindo no esquecimento.

10. Avião

Um dos maiores inventores brasileiros de todos os tempos, Alberto Santos Dumont, mudou completamente a aviação moderna contribuindo diretamente no desenvolvimento de dirigíveis e aviões.

Em 1903, os irmãos Orville e Willbur Wright conseguiram alçar voo com o Flyer I, considerado o primeiro objeto mais pesado que o ar a conseguir essa proeza. O detalhe é que eles precisaram de uma catapulta para impulsionar o aparelho.

Dois anos depois, em 1905, o brasileiro Santos Dumont conseguiu fazer com que o 14-Bis levantasse voo por meios próprios, sem auxílio externo, usando apenas um motor a combustão. 

Graças aos seus projetos, Santos Dumont abriu as portas para o surgimento de uma nova forma de transporte e, ao considerar isto um bem mundial, nunca patenteou suas invenções.

Gostou de saber um pouco mais sobre as invenções criadas no Brasil? Que tal agora conhecer a história de grandes cientistas de todo o mundo? Fizemos uma lista de filmes para você assistir e aprender mais sobre suas trajetórias. Veja no link: Filmes incríveis sobre a vida de grandes cientistas. 🙂

O que é Patrimônio Cultural?

Patrimônio Cultural é o conjunto de conhecimentos e realizações de uma comunidade.

A palavra patrimônio vem de pater, que tem origem no latim e significa pai. Patrimônio é o que o pai deixa para o filho. Transmitido como uma herança – ou legado – o Patrimônio Cultural remete à riqueza simbólica e tecnológica desenvolvida pela sociedade. É o conjunto de conhecimentos e realizações de uma comunidade, acumulados ao longo de sua história, e que lhe dá os traços de sua identidade. A diversidade cultural pode ser considerada um dos maiores patrimônios da humanidade.

O Patrimônio Cultural de um povo, segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, é formado pelo conjunto de saberes, fazeres, expressões, práticas e seus produtos que remetem à história, memória e identidade dessa sociedade. No caso das políticas públicas, a escolha de um Patrimônio Cultural tem a participação do Estado, por meio de leis, instituições e políticas específicas, considerando o que é mais importante e representativo para o povo.

 

Patrimônio Cultural no Brasil

No Brasil, cabe à Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania, por meio do IPHAN, proteger o patrimônio local, além de preservar o Patrimônio Cultural brasileiro. De acordo com o Art. 216 da Constituição Federal Brasileira constituem Patrimônio Cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação e à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira.

santuario de bom jesus

Patrimônio Cultural brasileiro: em Congonhas do Campo, ao sul de Belo Horizonte, fica o Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, construído na segunda metade do século 18. Seu interior é inspirado no rococó italiano; possui uma escadaria externa decorada com estátuas dos profetas; e sete capelas ilustrando a Via Crúcis. Na última estão as famosas esculturas de Aleijadinho, feitas em pedra-sabão e consideradas obras-primas do barroco.

 

Os bens materiais tombados pelo IPHAN são bens culturais de caráter tangível, podem ser imóveis, como as cidades históricas, ou móveis, como os acervos e coleções. Já os bens imateriais não são protegidos pelo tombamento, mas pelo registro, eles dizem respeito às práticas da vida social que se manifestam em ofícios, manifestações culturais e modos de fazer e se expressar, por exemplo.

 

Patrimônio Cultural Mundial

A organização responsável pelo Patrimônio Cultural mundial é a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura). Para a UNESCO, a definição de Patrimônio Cultural está dentro da Convenção para a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural, de 1972. Logo, mundialmente os Patrimônios Culturais são:

– “Os monumentos  – Obras arquitetônicas, de escultura ou de pintura monumentais, elementos de estrutura de caráter arqueológico, inscrições, grutas e grupos de elementos de valor universal excepcional do ponto de vista da história, da arte ou da ciência;”

– “Os conjuntos – Grupos de construções isoladas ou reunidos que, em virtude de sua arquitetura, unidade ou integração na paisagem têm valor universal excepcional do ponto de vista da história, da arte ou da ciência;”

– “Os locais de interesse – Obras do homem, ou obras conjugadas do homem e da natureza, e as zonas, incluindo os locais de interesse arqueológico, com o valor universal excepcional do ponto de vista histórico, estético, etnológico ou antropológico”.

Pelourinho in Salvador da Bahia, Brazil

Patrimônio Cultural brasileiro: como primeira capital do Brasil, entre 1549 e 1763, Salvador testemunhou a mistura das culturas europeia, africana e ameríndia. A capital baiana conseguiu preservar diversos de seus edifícios renascentistas, com destaque para as típicas casas coloridas que ocupam o centro histórico.

 

Com base nesse documento, a UNESCO fornece uma lista de Patrimônios Mundiais, e o Brasil aparece nessa com 14 Patrimônios Culturais, são registros arqueológicos, ruínas e construções que impressionam não só pela beleza como pela importância cultural e social, que nos levam a entender o Brasil de hoje.

  1. A cidade histórica de Ouro Preto, em Minas Gerais, desde 1980;
  2. O centro histórico de Olinda, em Pernambuco, desde 1982;
  3. As ruínas de São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul, desde 1983;
  4. O centro histórico de Salvador, na Bahia, desde 1985;
  5. Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas do Campo, Minas Gerais, desde 1985;
  6. O Plano Piloto de Brasília, no Distrito Federal, desde 1987;
  7. O Parque Nacional da Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato, no Piauí, desde 1991;
  8. O centro histórico de São Luís, no Maranhão, desde 1997;
  9. O centro histórico de Diamantina, em Minas Gerais, desde 1999;
  10. O centro histórico de Goiás, desde 2001;
  11. A Praça de São Francisco, em São Cristóvão, em Sergipe, desde 2010;
  12. As paisagens do Rio de Janeiro, entre a montanha e o mar, desde 2012;
  13. O conjunto da Pampulha, em Belo Horizonte, desde 2016;
  14. O sítio arqueológico de Cais do Valongo, no Rio de Janeiro, desde 2017.

parque nacional serra da capivara

Patrimônio Cultural brasileiro: um dos sítios arqueológicos mais antigos da América do Sul, o Parque Nacional da Serra da Capivara é mundialmente famoso por suas cavernas rochosas cobertas de pinturas rupestres. Algumas pinturas foram feitas há mais de 25 mil anos.

 

Mais que lindos e impressionantes, os Patrimônios Culturais revelam a dimensão e diversidade da nossa história, e são considerados pela comunidade científica de inigualável e fundamental importância para a humanidade. Você conhece algum?

Quais as matrizes energéticas mais utilizadas no Brasil?

Uma matriz energética é o conjunto de todos os tipos de energia que um país, estado, ou até mesmo o…

Uma matriz energética é o conjunto de todos os tipos de energia que um país, estado, ou até mesmo o mundo, produz e consome. Algumas pessoas podem confundir a matriz energética com a matriz elétrica, mas não é difícil diferenciar: enquanto a energética representa o conjunto de fontes de energia disponíveis para movimentar carros, acender o fogo do fogão e gerar eletricidade, a matriz elétrica é formada apenas pelo conjunto de fontes disponíveis para gerar energia elétrica. Ou seja: a matriz elétrica é parte da matriz energética.

Matriz energética no Brasil

Ao contrário da tendência mundial de uso de fontes não renováveis de energia (aquelas que se esgotam com o tempo), a matriz energética no Brasil é uma das mais renováveis do mundo industrializado, ou seja, nosso país possui boa parte — cerca de 43% — de fontes energéticas que se renovam na natureza em um curto espaço de tempo, como a hidráulica, eólica, biomassa e solar.
Essa característica de nossa matriz é muito importante. As fontes não renováveis de energia são as maiores responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa e, como consumimos mais energia de fontes renováveis que em outros países, emitimos menos gases de efeito estufa por habitante que a maioria dos outros países. Você pode entender melhor este assunto em Energia e Aquecimento Global.
Mas ainda podemos melhorar muito: o grande desafio é diminuir nos próximos anos o uso de fontes poluidoras como, por exemplo, petróleo (do qual somos dependentes) e carvão mineral.

 

A Matriz energética do Brasil (dados de 2017)

36,2% – Petróleo e derivados
Principal fonte de energia para motores de veículos. Além de não ser renovável é altamente poluente.

17,4% – Biomassa (bagaço de cana, lenha, lixívia)
Biocombustíveis como, por exemplo, o etanol.

12,9% – Gás Natural
Uso principalmente em automóveis e residências.

11,9% – Hidráulica e eletricidade
Maior fonte de produção de energia elétrica no Brasil. Dado inclui a energia hidráulica produzida e importada pelo Brasil.

9,5% – Lenha e carvão vegetal
Usada, principalmente, por pequenas empresas e residências.

5,6% – Carvão Mineral e derivados
Usada principalmente em termelétricas. Dado inclui gás de coqueria.

5,8% – Eólica
Energia limpa e renovável gerada pelo vento. O Brasil tem grande potencial e sua produção está aumentando a cada ano.

2,2% – Gás industrial
Gás utilizado por indústrias, comércio, condomínios etc.

1,4% – Nuclear
Energia limpa produzida nas usinas de Angra 1 e Angra 2 no estado do Rio de Janeiro. Uso de urânio (U308) e derivados.

0,1% – Outras
Entre outras fontes podemos destacar a solar.

Fonte : Ministérios da Minas e Energia do Brasil (Resenha Energética 2018).

 

Curiosidades

– Na década de 1940, cerca de 80% da energia gerada no Brasil era proveniente da queima de lenha.

– Na matriz energética mundial, apenas 13,8% (dados de 2017) é composta por fontes renováveis.

– O uso das usinas hidrelétricas para obtenção de energia representa 75% da geração elétrica no Brasil, que conta com 140 usinas operando na geração de energia.

– O etanol, derivado da cana-de-açúcar, alcançou, no ano de 2015, a marca de 37 bilhões de litros produzidos. O uso desse biocombustível como alternativa ao uso da gasolina (produzida por meio da queima de combustíveis fósseis) evitou que o país emitisse, nos últimos 30 anos, cerca de 800 milhões de toneladas de gás carbônico à atmosfera.

– No que tange à produção de energia eólica em comparação aos países da América Latina e ao Caribe, o Brasil é o que possui maior capacidade de produção de energia por meio dos ventos (dados do Atlas Eólico Nacional).

Porém nossa matriz energética também possui algumas desvantagens como, por exemplo, depender de combustíveis fósseis para geração de energia, e a energia hidráulica, responsável pela maior produção no país, causar grandes impactos socioambientais. Temos um grande caminho pela frente!
Gostou do assunto? Que tal visitar o Museu WEG e conhecer mais sobre nossa matriz energética? Vem pra cá, a entrada é gratuita. 😉

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Energia renovável: por que é tão importante falar sobre isso?

O sol, o vento, a chuva, as marés e a energia geotérmica são as principais fontes da chamada energia renovável….

O sol, o vento, a chuva, as marés e a energia geotérmica são as principais fontes da chamada energia renovável. Como se utiliza de recursos naturais que podem ser restabelecidos pela natureza, cada vez mais ela tem se firmado como a solução para atender as necessidades energéticas globais e afastar efeitos nocivos, como a emissão de gases de efeito estufa e o aquecimento global.

Quais são as principais fontes renováveis?

Biomassa: produção de combustível e energia elétrica a partir da matéria orgânica animal e vegetal. A casca de arroz usada para gerar energia na fábrica de processamento de arroz, o Etanol, feito a partir da cana-de-açúcar e o bagaço desta cana é usado para gerar energia nesta mesma indústria.

Energia eólica: gerada a partir da força dos ventos através de sistemas de turbinas eólicas e aerogeradores.

Energia solar: geração de energia elétrica ou térmica a partir da captação da luz solar com o uso de painéis fotovoltaicos.

Energia hidrelétrica: proveniente do aproveitamento do potencial hidráulico de um rio, utilizando desníveis naturais (quedas) ou artificiais (barragens).

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Dados do Brasil

Em que pese todo o potencial do Brasil, o país tem pouco mais de 40% de sua energia gerada por fontes renováveis. As hidrelétricas são as principais forças, responsáveis por 64% da produção nacional. Com a matriz ainda pouco diversificada, a segurança energética pode ficar comprometida, caso da crise enfrentada pelo Brasil em 2015.

O desafio reside justamente aí, em ampliar outras fontes para garantir a complementariedade, ou seja, a alternância suprindo as necessidades conforme a demanda e a disponibilidade destas fontes. Por exemplo, à noite, quando não há captação de energia solar, utilizar a hidrelétrica ou eólica.

Os custos e a viabilidade operacional são, ainda, os principais desafios para garantir essa diversificação. O importante é a ação governamental através de políticas públicas e também o engajamento e consciência coletivos. O Museu WEG está fazendo a sua parte.

Entender o funcionamento das principais fontes de geração de energia, os impactos causados por cada uma delas nos índices de sustentabilidade e compreender que o uso eficiente de energia elétrica é fundamental para a conservação dos recursos naturais são os objetivos da Minha Cidade Sustentável. Uma ação educativa do Museu WEG para alunos do ensino fundamental e médio que acontece através de métodos como cognição e cooperação.

Fonte: EBC