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Energia geotérmica: conheça a energia que vem do centro da Terra

O calor do magma terrestre também é capaz de gerar energia.

Falamos muito sobre os recursos naturais utilizados para gerar energia, como a luz do sol, a água dos rios, a força dos ventos e os materiais orgânicos. Mas você sabia que o calor do magma terrestre também é capaz de gerar energia? É o que chamamos de energia geotérmica.

Neste artigo, você vai entender como o centro da Terra é capaz de gerar energia e quais as suas vantagens e as suas desvantagens. Boa leitura!

O que é energia geotérmica?

Como o nome sugere, energia geotérmica é a energia que se encontra abaixo da superfície terrestre. De origem grega, a palavra “geotérmica” é formada pelos termos geo, que significa Terra, e therme, que corresponde à temperatura.

Ela é obtida pelo calor do magma – uma camada de rocha líquida – proveniente do interior da Terra que, por muitas vezes, escapa do interior através dos vulcões. Para se ter uma ideia, o magma pode alcançar 6 mil °C. 

O magma aquece os reservatórios de água subterrâneos. Essa água pode ultrapassar os 200 °C. Em algumas regiões, a água sobe à superfície e constitui lagos de águas quentes, geralmente usadas para aquecer residências, piscinas termais e produção de eletricidade.

O calor do centro da Terra é uma fonte inesgotável de energia. Portanto, é considerada uma energia renovável, sendo uma alternativa aos combustíveis fósseis para gerar eletricidade.

Como a energia geotérmica é gerada?

Em resumo, o processo de aproveitamento dessa energia é feito por meio de grandes perfurações no solo – as chamadas usinas geotérmicas, nas quais o calor interno da Terra é transformado em energia elétrica.

Instaladas em locais em que há um grande volume de vapor e água quente, as usinas captam esse calor, que é drenado à superfície e transferido para a central elétrica, onde faz girar as turbinas que, por sua vez, ativam um gerador que produz eletricidade. 

Depois, o vapor é encaminhado a um tanque onde é arrefecido. A água é novamente encaminhada ao reservatório, onde é aquecida e transformada em vapor para reiniciar o processo.

A usina geotérmica de Nesjavellir, próxima a Þingvellir, Islândia.

Agora, sabendo do que se trata a energia geotérmica, vale a pena entender suas principais vantagens e desvantagens. Vamos lá!

Benefícios da energia geotérmica

No mundo todo, existe a necessidade urgente em reduzir a dependência de petróleo, carvão mineral e gás natural, e o caminho para isso é recorrer às fontes alternativas de energia, como a energia geotérmica. Conheça as suas vantagens:

  • Menos poluição, pois não opera por meio da queima de combustíveis. 
  • Menor custo se comparado com usinas petrolíferas ou nucleares, que possuem um alto custo para a aquisição de produtos primários.
  • Sem emissão de gases poluentes. Ou seja, não contribui para a intensificação do efeito estufa.
  • Não agride o solo. Pode parecer estranho, mas, apesar das perfurações internas, a energia geotérmica não desgasta o solo, não inunda grandes áreas nem contamina lençóis freáticos, como pode ocorrer com outras fontes de energia.
  • Uma pequena quantidade de solo é necessária para construir centrais geotérmicas.
  • As variações climáticas não interferem no funcionamento das centrais geotérmicas, como pode ocorrer com a energia solar ou eólica, por exemplo.
  • Acesso à energia em áreas afastadas. As usinas geotérmicas podem atender às necessidades da população em regiões onde a energia elétrica não chega facilmente.
  • Por terem baixos custos de administração nas usinas, os preços da eletricidade também são mais baixos.

Desvantagens da energia geotérmica

Essa ótima fonte de energia renovável e que não emite gases do efeito estufa também possui desvantagens relevantes. Uma delas é em relação à emissão de gás sulfídrico, que, em exposição em grande escala, pode não ser danoso para a atmosfera, mas causa diversos danos à saúde de um trabalhador.

Irritações nos olhos, no nariz ou na garganta são alguns dos sintomas iniciais. Mas os problemas podem atingir o sistema respiratório, causando perdas de memória, dores de cabeça, comprometimento da função motora, entre outros problemas de saúde. Conheça outras desvantagens:

  • Apesar de não desgastar o solo, pode haver um eventual afundamento do terreno.  As centrais geotérmicas podem desgastar as áreas internas da crosta, podendo provocar abalos na superfície.
  • Embora muito raro, a perfuração profunda no solo pode induzir atividades sísmicas e causar terremotos. Em 2017, o sistema geotérmico em Pohang causou um terremoto de magnitude 5,4.
  • Poluição sonora e elevado aquecimento local, o que inviabiliza a instalação de casas e comunidades em suas proximidades.
  • Opera em poucos lugares. Assim como boa parte das fontes de energia, a geotérmica só pode ser operada em áreas propícias, de elevado aquecimento interno e onde o acesso às áreas termais seja fácil.
  • Possível contaminação de rios e lagos se não cumprir o processo corretamente. Os fluidos térmicos podem liberar composições minerais que devem ser retidas; caso isso não aconteça, podem afetar cursos d’água em áreas próximas às usinas.
  • Elevado custo de investimento. Embora a manutenção das usinas geotérmicas seja pequena, a sua construção e a sua instalação são caras em razão da tecnologia utilizada atualmente, o que deve mudar nos próximos anos.

Como podemos observar, a energia geotérmica provém de um recurso natural inesgotável, que não emite gases poluentes. Entretanto, emite gás sulfídrico, que é prejudicial à saúde dos trabalhadores. Possui um alto custo de instalação e um baixo custo de administração e, apesar de operar em poucos lugares, consegue levar energia para locais onde ela ainda é escassa, sendo uma ótima alternativa aos combustíveis fósseis.

Outra fonte de energia muito curiosa é a biomassa, você conhece? Ela é produzida a partir de matéria orgânica como plantas, lenha, bagaço de cana-de-açúcar, resíduos agrícolas, restos de alimentos, excrementos e até do lixo. Clique aqui para conhecer como é produzida a energia a partir da biomassa.

6 inovações tecnológicas a favor do meio ambiente

Existem milhares de pessoas preocupadas em desenvolver técnicas para ajudar nosso ecossistema.

Estamos longe de alcançar um planeta ecologicamente sustentável e, nesta busca, muito se fala sobre sustentabilidade para construir um mundo melhor para as futuras gerações. A tecnologia tem um papel importantíssimo nisso – e existem milhares de pessoas preocupadas em desenvolver técnicas para ajudar nosso ecossistema, investindo em desenvolvimento sustentável e buscando maneiras de utilizar o meio ambiente sem esgotar seus recursos naturais.

O ser humano é realmente uma criatura inovadora e muitos trabalham buscando soluções para melhorar nosso dia a dia e salvar nosso planeta. Essa inquietude ajuda a solucionar problemas antigos e outros que ainda estão por vir, a tecnologia nem sempre é um aparelho moderno, ela também pode ser uma nova técnica, processo, método ou instrumento que facilite, ou mude algo, no nosso cotidiano. Conheça a seguir 06 inovações tecnológicas a favor do meio ambiente.

1. Flores robóticas impressas em 3D

Talvez você já tenha lido em algum lugar que as abelhas estão desaparecendo a uma velocidade sem precedentes. E isso é verdade. As abelhas estão sofrendo devido a diversas doenças, ácaros ectoparasitas, mudanças climáticas, pesticidas e fragmentação de seus habitats.

O cenário é preocupante porque o declínio desses pequenos insetos voadores afeta diretamente a biodiversidade e a produção global de alimentos. Abelhas são uma parte vital do ecossistema – são elas que mantêm nossas plantas polinizadas.

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O artista Michael Candy desenvolveu um método inovador de polinização artificial (Crédito: Sarah Werkmeister)

Preocupado com a situação das abelhas em todo o mundo, o artista Michael Candy desenvolveu o Synthetic Pollenizer, um método inovador de polinização artificial. O sistema usa flores robóticas impressas em 3D para atrair os insetos e também conclui a fecundação das plantas com eficiência e segurança. Sem perceber a diferença para uma flor normal, os insetos bebem o néctar e transportam os grãos de pólen a outras flores, concluindo o processo de fecundação.

O Synthetic Pollenizer é equipado com pólen, néctar, pétalas impressas em 3D e um estame (órgão masculino das plantas que produzem flores) sintético. A estrutura é conectada a uma rede complexa de motores e tubos, que empurram uma solução de néctar artificial até a superfície das flores para, então, convidar as abelhas e iniciar o processo de de polinização.

2. Autodestruição eletrônica

Você já parou para pensar qual é o destino de celulares, tablets, notebooks e demais dispositivos eletrônicos, quando não possuem mais uso? A tecnologia faz com que os aparelhos eletrônicos sejam substituídos por outros mais modernos com muita rapidez. E, geralmente, as pessoas não sabem o que fazer com esses aparelhos ‘antigos’ e fazem o descarte em locais impróprios. Pensando nisso, alunos e professores da Universidade do Iowa, nos Estados Unidos, criaram um mecanismo de autodestruição, que faz com que os aparelhos desapareçam quase instantaneamente – o “botão” de autodestruição pode ser acionado por calor ou por controle remoto.

A equipe já conseguiu criar alguns diodos de emissão de luz que podem ser destruídos automaticamente, mas o que eles querem fazer é mais complexo, como criar um cartão de crédito que é dissolvido em caso de perda – exigindo apenas um sinal remoto, que poderia ser enviado de um smartphone. Apesar de ainda estarmos longe disso, planos mais ambiciosos vão desde os smartphones autodestrutíveis até aplicações militares. 

3. Chaminés não poluentes

Segundo estimativas, a poluição na China é responsável por causar cerca de 350 a 400 mil mortes prematuras todos os anos. Preocupados com a situação, iniciativas vêm surgindo para reduzir esses índices. Um exemplo disso é que o país construiu uma enorme chaminé de 60 metros em Xi’an, uma das cidades mais poluídas.

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A China construiu uma enorme chaminé de 60 metros em Xi’an (Crédito: David Y. H. Pui)

Apesar de parecer somente uma chaminé tradicional, a estrutura foi projetada para atuar como um sistema de purificação do ar externo, filtrando partículas nocivas e soprando ar limpo no céu. O design aproveita o aquecimento solar para aquecer as partículas poluentes na base da chaminé.

4. Fazendas solares flutuantes

Fazendas solares flutuantes na cidade de Kato, Japão Foto: Kyocera / Divulgação

Essa tecnologia desenvolvida por engenheiros norte-americanos pode ser utilizada para evitar a evaporação da água de represas e ainda gerar energia. Um exemplo disso foi que uma empresa japonesa apresentou duas fazendas solares flutuantes, construídas na cidade de Kato, no Japão. A primeira gera 1,7 MWh (megawatts/hora), e a segunda gera 1,2 MWh – o suficiente para abastecer cerca de 1.000 casas. Segundo a empresa, além de evitar a perda de água das lagoas pela evaporação, painéis solares instalados sobre a água produzem mais energia por causa do efeito de resfriamento induzido pela água – já que as células solares operam de forma mais eficiente em temperaturas mais baixas.

5. Brinquedos feitos de materiais biodegradáveis

O plástico usado em brinquedos infantis vem prejudicando muito o meio ambiente. Esse material é capaz de permanecer em aterros sanitários durante séculos ou mesmo sobreviver nos oceanos por milhares anos, prejudicando o ecossistema e fazendo mal os animais marinhos.

Sabendo da contribuição com o problema – e sendo uma das maiores produtoras de blocos de plástico coloridos todos os anos –, a empresa LEGO lançou uma nova linha feita inteiramente de materiais biodegradáveis. Os novos brinquedos são “tecnicamente idênticos” à versão tradicional, possuindo a vantagem de poluir menos o planeta.

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Linha de brinquedos feita inteiramente de materiais biodegradáveis (Crédito: LEGO)

Esses brinquedos de materiais biodegradáveis são feitos a partir de um processo que transforma a cana-de-açúcar em plástico vegetal. O composto é macio ao toque e ecologicamente correto, possuindo a mesma qualidade ou aparência dos já conhecidos bloquinhos de montar.

6. Compostagem doméstica

Esta técnica você pode fazer em casa! A compostagem doméstica é um grande exemplo de tecnologia tradicional, e é bem simples de construir: normalmente, são 3 caixas plásticas sobrepostas com uma torneira acoplada, preenchidas com terra e minhocas, e nada além disso. A estrutura serve para reduzir a quantidade de lixo orgânico descartado e reaproveitá-lo, transformando-o em adubo para hortas ou demais cultivos.

Estima-se que, com a compostagem residencial, seja possível reduzir até 70% do lixo orgânico gerado em casa. Cascas de frutas e legumes, talos, folhas de verduras, folhas secas, alimentos cozidos, borra de café, entre outros resíduos, podem ser depositados na composteira e reaproveitados. E já que o assunto é reaproveitar o lixo, você conhece a tecnologia que a WEG desenvolveu para gerar energia a partir de Resíduos Sólidos Urbanos

Viu só? Essas são só algumas das milhares de inovações tecnológicas usadas em favor do meio ambiente. Os avanços obtidos nessa área também ajudam na preservação do planeta e criam novos empregos todos os anos. Ah! Mas uma coisa é certa: de nada adiantam tantas invenções maravilhosas se cada um não fizer sua parte. Dificilmente a tecnologia sozinha irá dar conta de reverter todos os danos ambientais, é nosso dever cuidar do nosso lar e do nosso meio ambiente. Seja consciente! 

Você sabe como escolher aparelhos que consomem menos energia?

Economizar energia elétrica é uma prática que proporciona benefícios que vão além da economia na conta de luz.

Economizar energia elétrica é uma prática que proporciona benefícios que vão além da economia na conta de luz. Ao escolher produtos certificados e mudar alguns hábitos você também estará economizando recursos naturais, contribuindo para evitar a degradação do meio ambiente e incentivando outras pessoas a seguirem o mesmo caminho.

Para começar, na hora de escolher um novo equipamento eletrodoméstico, é possível analisar os selos do Programa Nacional de Conservação da Energia Elétrica (Procel), que servem para indicar a quantidade de energia gasta por cada produto elétrico. Os selos são soluções desenvolvidas pelas empresas de energia e pelo governo para avaliar se um produto realmente é de qualidade.

O Programa Brasileiro de Etiquetagem — PBE, por exemplo, foi desenvolvido com o intuito de oferecer uma métrica confiável de eficiência energética, ela está presente em diferentes categorias de produtos e a escala tem como base as letras de A a G, sendo, respectivamente, a melhor nota em relação ao gasto energético e a pior avaliação possível para um produto eletrônico.

Selo do Programa Nacional de Conservação da Energia Elétrica (Procel)

Esse é um dos principais instrumentos para avaliar a eficiência energética de um eletrodoméstico. Sabendo disso, você pode deixar de lado aqueles itens que apresentam maior consumo ou não possuem certificação.

Dicas práticas para economizar energia com aparelhos eletrodomésticos

Aparelhos que precisam fazer algum tipo de mudança de temperatura, como uma estufa elétrica ou geladeira, precisam de muita energia para executar essa função. Mas, mesmo estando ligadas o tempo todo, é possível diminuir o consumo controlando sua potência. Confira algumas dicas práticas para executar no dia a dia:

Chuveiro elétrico

O chuveiro elétrico representa, em média, 30% do valor da conta de energia. Ele consome muita energia porque esquenta a água por meio do efeito Joule, processo em que a energia elétrica é transformada em calor. A dica é que, para economizar energia, nos dias quentes, o chuveiro deve ser utilizado na posição verão. Outra forma de diminuir o consumo, tanto de energia quanto de água, é reduzir o tempo de banho e até mesmo desligá-lo enquanto se ensaboa.

Ar condicionado

Em épocas mais quentes, o ar-condicionado vira nosso melhor amigo. Mas o aparelho também é responsável por um alto consumo de energia elétrica. A dica é fazer a manutenção regularmente: os filtros desses aparelhos sempre devem estar limpos, pois a sujeira impede a circulação de ar, o que faz com que precise realizar mais força para funcionar adequadamente. Evite usar o ar-condicionado em ambientes abertos, isso prejudica o potencial de resfriamento do ambiente. Opte sempre por temperaturas medianas e que sejam agradáveis. Alguns aparelhos possuem a função de desligamento automático quando atingem a temperatura ideal, certifique-se que essa função está funcionando ou faça o controle manualmente. Procure ainda, proteger a parte externa do equipamento da iluminação solar, sem que as grades de ventilação fiquem bloqueadas; manter as janelas fechadas também é importante.

Geladeira

A maioria das geladeiras possuem níveis de resfriamento, e em épocas mais frias do ano, os níveis mais baixos são suficientes para conservar o alimento. Essas mudanças periódicas garantem um uso mais eficiente das geladeiras e reduzem boa parte do consumo. Além disso, manter a geladeira o mais longe possível de fontes de calor, como o fogão e forno elétrico, evita um consumo exagerado de energia.

Lâmpadas

Quanto à iluminação, as lâmpadas podem representar cerca de 20% da sua conta de energia. A dica para economizar é evitar acendê-las durante o dia e sempre utilizar lâmpadas fluorescentes ou de LED, que consomem menos energia quando comparadas às lâmpadas incandescentes. Clique aqui para conhecer os tipos de lâmpadas.

Resumão: comece a economizar energia

Agora você já sabe como escolher seus equipamentos eletrodomésticos e economizar energia, certo? Vamos ao resumão:

– Uma das formas de conferir se a fabricante do equipamento se preocupa com sustentabilidade e eficiência energética é verificar se há um selo de qualidade colado no produto;

– Além de não tomar banhos demorados, é interessante desligar a torneira enquanto estiver se ensaboando e utilizá-lo na posição verão nos dias mais quentes;

– Instale o ar-condicionado em um local de metragem adequada para sua potência, com boa circulação de ar. Use a opção de desligamento automático e proteja a parte externa da iluminação solar.

– Tanto a geladeira quanto o freezer devem estar posicionados com, em média, 15 centímetros da parede. Mantenha-os longe do fogão ou áreas expostas ao sol. Fique atento a potência recomendada para a estação do ano.

Com essas recomendações você já estará contribuindo com a economia de recursos naturais. Mas se quiser economizar ainda mais, considere investir na instalação de energia solar na sua residência. Dessa forma, além de conquistar uma excelente economia de energia a longo prazo, você estará colaborando para a preservação e equilíbrio do meio ambiente. 

Pronto para colocar tudo isso em prática? E que tal fazer um experimento em casa, construindo seu próprio gerador de energia utilizando uma batata? É isso mesmo, em alguns países há pesquisas para explorar a criação de energia com alimentos abundantes localmente. Veja como isso é possível. 😀