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A origem da bússola

Esse pequeno objeto é considerado uma das maiores invenções da humanidade até hoje.

A bússola é um objeto utilizado para orientação geográfica, durante muito tempo foi utilizada na navegação como forma de localização. Esse pequeno objeto é considerado uma das maiores invenções da humanidade até hoje. Seu nome vem do italiano e significa “caixa pequena”.

Consiste, basicamente, em uma caixa com uma agulha magnetizada ao meio, que aponta para o ponto cardeal norte. A bússola teve grande importância para o desenvolvimento das civilizações no século XVI, foi ela que permitiu e facilitou, por exemplo, a exploração do novo mundo na época das grandes navegações.

Não há registros da sua origem exata. Sabe-se que os gregos antigos já conheciam o magnetismo. Os chineses, há pelo menos 2 mil anos, já sabiam que um pedaço de metal esfregado numa pedra Magnetita adquire a propriedade de apontar uma extremidade para o norte e outra para o sul.

 

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A bússola permitiu e facilitou a exploração do novo mundo

 

O navegante e inventor italiano Flavio Gioia contribuiu com o aperfeiçoamento da bússola, no século XIII. Ele colocou a agulha sobre um cartão com o desenho de uma rosa dos ventos, que indicava os pontos cardeais. Em alguns desenhos o leste era substituído pelo desenho de uma cruz, mostrando a localização da Terra Santa. Para alguns, ele é tido como o próprio inventor do objeto.

Um pouco mais tarde intelectuais pertencentes à Escola de Sagres, pioneira na tecnologia marítima, desenvolveram o modelo de bússola que conhecemos hoje: protegida por uma tampa de vidro, o que impede a interferência de outros metais.

No entanto, foi somente no século XIX que a bússola moderna foi elaborada. Isso porque o inventor e físico inglês William Sturgeon construiu em 1825 o primeiro eletroímã. A partir disso, surgiram diversos tipos de bússola. Hoje, com os avanços tecnológicos é possível hoje ter uma bússola nos dispositivos móveis, como celular, tablet ou computador. A bússola digital pode ser utilizada por qualquer pessoa que queira se localizar.

 

Como funciona a bússola?

A bússola funciona por meio de uma agulha magnetizada colocada de maneira horizontal, sendo capaz de localizar os pontos cardeais (norte, sul, leste e oeste). Em seu interior está a rosa dos ventos, que indica os pontos cardeais, colaterais e subcolaterais da Terra.

Ela atua sob o magnetismo terrestre, sendo atraída para a direção dos pólos do planeta. A agulha, suspensa pelo centro de gravidade, gira de acordo com os movimentos realizados e aponta sempre para o pólo norte da Terra. É que o planeta funciona como um enorme ímã que exerce força de atração sempre para essa direção.

Experimente fazer uma bússola em casa!

Com poucos objetos você pode construir sua própria bússola. Chamamos ela de bússola caseira de baixa precisão. Você vai precisar de: um imã, uma agulha, um pedaço de isopor ou cortiça, uma fita adesiva e uma vasilha com água.

Basta esfregar a agulha durante alguns segundos no imã, para magnetizar. Depois prenda a agulha no isopor ou na cortiça por meio da fita adesiva. Ao colocar este aparato na vasilha com água, você irá perceber que a agulha irá se alinhar com o campo magnético da Terra, indicando a direção norte-sul.

Quer saber mais sobre esse invento? Venha fazer uma visita ao Museu WEG! =)

 

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Sala “Descobertas e invenções” no Museu WEG

 

Entre vários outros assuntos, você irá aprender de forma interativa sobre o magnetismo terrestre e como as correntes elétricas formam campos magnéticos, fenômeno que pode ser observado colocando bússolas próximas a um circuito elétrico. Assim que o circuito é fechado, a agulha passa a se orientar na direção do campo magnético gerado pela corrente, não mais ao campo magnético da Terra. Curioso, né? Vem conhecer!

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William Sturgeon: o pai do eletroímã

Hoje, em 22 de maio de 1783, nascia no Reino Unido o físico Willian Sturgeon. Ele foi o responsável por…

Hoje, em 22 de maio de 1783, nascia no Reino Unido o físico Willian Sturgeon. Ele foi o responsável por uma das invenções que alterou o curso da história: o eletroímã. A partir dele, outros dispositivos centrais da tecnologia moderna puderam surgir, como o telégrafo e o motor elétrico.

A vida antes e depois da física

Willian Sturgeon nasceu em Whittington, em Lancashire, um dos condados da Inglaterra, onde foi aprendiz de sapateiro. Ele se juntou ao exército em 1802 e se dedicou ao ensino de matemática e física.

Autodidata em fenômenos elétricos e ciências naturais, passou muito tempo lecionando e conduzindo experimentos elétricos. Em 1824, tornou-se professor de Ciências e Filosofia no Royal Military College, em Addiscombe, Surrey. Foi no ano seguinte que Sturgeon apresentou seu primeiro eletroímã.

Como se deu a invenção?

Sturgeon curvou uma barra de ferro comum, criando o formato de uma ferradura. Depois, a revestiu com verniz e enrolou com fio de cobre desencapado. Quando provocou a passagem de corrente gerada por uma pilha voltaica pelo fio, a ferradura se tornou um imã capaz de sustentar o peso de quase 4 quilos, o que representava muito para a época. Surgia, assim, o eletroímã.

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Outros inventos e estudos

Em 1832 o físico também inventou o comutador, parte integrante dos motores elétricos mais modernos. Em 1836, ano em que fundou a revista mensal Annals of Electricity, Willian Sturgeon inventou o primeiro galvanômetro de bobina suspenso, um dispositivo para medir a corrente.

Ele também melhorou a bateria voltaica e trabalhou na teoria da termoeletricidade. De mais de 500 observações de pipa, estabeleceu que, em climas serenos, a atmosfera é invariavelmente carregada positivamente em relação à Terra, tornando-se mais positiva com o aumento da altitude.

Aplicações práticas

O eletroímã é, basicamente, um imã obtido por meio de corrente elétrica, portanto um imã não natural. É o que faz, por exemplo, o motor elétrico funcionar, já que sua base é composta pela repulsão entre dois ímãs, um natural e o eletroímã.

O eletroímã também é usado em campainhas, telefones, aparelhos de telégrafo, relés, alto-falantes, relógios elétricos, ventiladores, geladeiras, lavadoras, batedeiras, geradores, chaves automáticas, disjuntores. Guindastes com eletroímãs são usados para carregar e descarregar ferro, e para separar o ferro e o aço de outros materiais. O eletroímã é parte importante de uma infinidade de outros aparelhos, dispositivos e máquinas.

Conheça agora outras pesquisas e inventos que, juntos, ajudaram a dar origem ao motor elétrico.

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3 coisas comuns hoje que eram high-tech há 100 anos ou menos

O século XX foi marcado por inúmeros avanços tecnológicos, criando facilidades na vida moderna, da rotina doméstica ao ambiente industrial….

O século XX foi marcado por inúmeros avanços tecnológicos, criando facilidades na vida moderna, da rotina doméstica ao ambiente industrial. O curioso é que muitos desses avanços considerados high tech à época são hoje objetos comuns.
Isso é resultado da própria tecnologia, que se desenvolve em um ritmo muito acelerado. Assim, um produto high tech pode, rapidamente, transformar-se em algo de baixa tecnologia ou obsoleto.

De toda forma, os high tech de ontem não perderam sua utilidade. Pelo contrário, continuam firmes e fortes cumprindo seus propósitos no meio de nós.

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1. Geladeiras domésticas (1911)

Parece loucura pensar que a humanidade viveu até pouco mais de 100 anos – portanto quase toda a sua história – sem geladeira. Seu surgimento provocou uma verdadeira revolução, na medicina, na indústria e, por fim, no cotidiano das pessoas.

A primeira geladeira elétrica surgiu em 1911. A Domelre (Domestic Electric Refrigerator) foi uma invenção da General Eletric, que depois passou a ser chamada de Kelvinator. Assim como a maioria das geladeiras modernas, ela era arrefecida por uma bomba de calor de duas fases.

Vale dizer que tudo começou com o londrino Michael Faraday, no começo de 1800, e seus estudos sobre a liquefação da amônia. Ele descobriu que bombas mecânicas poderiam transformar o gás em um líquido e depois ser evaporada para causar resfriamento, levando a refrigeração comercial.

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2. Linha de produção de automóveis (1913)

Na fábrica de Highland Park (EUA), a linha de montagem começou a se mover no dia 7 de outubro de 1913 e pela, primeira vez na história, os carros passavam na frente dos operários, que ficavam parados, ao contrário do que acontecia antes.

Na tocada da Revolução Industrial, a criação da linha de montagem, concebida por Henry Ford, desenvolveu conceitos que podem ser vistos até hoje na indústria. A produção, na época, se tornou mais eficiente e permitiu uma enorme redução de preços, sonho de Ford de produzir “um carro para as massas”.

A forma de produção em série com operários e engenhos metálicos, em funções especializadas e realizadas em repetição, foi reproduzida à exaustão em diversos setores, do próprio setor automotivo até as cadeias de fast-food.

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3. Os foguetes de Robert Goddard (1915)

O engenheiro e físico experimental Robert Hutchings Goddard é o inventor do foguete espacial de combustível líquido. O interesse pelos foguetões o levou a provar, em 1915, que estes aparelhos poderiam progredir no vácuo, recorrendo às leis de ação e reação.

E propôs que eles poderiam chegar à lua, como registrou na publicação “A Method of Reaching Extreme Altitudes” (Um Método para Alcançar Altitudes Extremas). Goddard lançou o primeiro foguete com combustível líquido em 16 de março de 1926. Ele utilizava uma mistura de petróleo e oxigênio líquido.

O aparelho atingiu uma altura de 12,5 metros e percorreu 56 metros durante 2,5 segundos. As contribuições de Goodard foram consideradas precursoras dos modernos mísseis bélicos e dos foguetes de lançamento de naves espaciais.

Quando morreu, Goddard tinha registrado 214 patentes.