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Energia geotérmica: conheça a energia que vem do centro da Terra

O calor do magma terrestre também é capaz de gerar energia.

Falamos muito sobre os recursos naturais utilizados para gerar energia, como a luz do sol, a água dos rios, a força dos ventos e os materiais orgânicos. Mas você sabia que o calor do magma terrestre também é capaz de gerar energia? É o que chamamos de energia geotérmica.

Neste artigo, você vai entender como o centro da Terra é capaz de gerar energia e quais as suas vantagens e as suas desvantagens. Boa leitura!

O que é energia geotérmica?

Como o nome sugere, energia geotérmica é a energia que se encontra abaixo da superfície terrestre. De origem grega, a palavra “geotérmica” é formada pelos termos geo, que significa Terra, e therme, que corresponde à temperatura.

Ela é obtida pelo calor do magma – uma camada de rocha líquida – proveniente do interior da Terra que, por muitas vezes, escapa do interior através dos vulcões. Para se ter uma ideia, o magma pode alcançar 6 mil °C. 

O magma aquece os reservatórios de água subterrâneos. Essa água pode ultrapassar os 200 °C. Em algumas regiões, a água sobe à superfície e constitui lagos de águas quentes, geralmente usadas para aquecer residências, piscinas termais e produção de eletricidade.

O calor do centro da Terra é uma fonte inesgotável de energia. Portanto, é considerada uma energia renovável, sendo uma alternativa aos combustíveis fósseis para gerar eletricidade.

Como a energia geotérmica é gerada?

Em resumo, o processo de aproveitamento dessa energia é feito por meio de grandes perfurações no solo – as chamadas usinas geotérmicas, nas quais o calor interno da Terra é transformado em energia elétrica.

Instaladas em locais em que há um grande volume de vapor e água quente, as usinas captam esse calor, que é drenado à superfície e transferido para a central elétrica, onde faz girar as turbinas que, por sua vez, ativam um gerador que produz eletricidade. 

Depois, o vapor é encaminhado a um tanque onde é arrefecido. A água é novamente encaminhada ao reservatório, onde é aquecida e transformada em vapor para reiniciar o processo.

A usina geotérmica de Nesjavellir, próxima a Þingvellir, Islândia.

Agora, sabendo do que se trata a energia geotérmica, vale a pena entender suas principais vantagens e desvantagens. Vamos lá!

Benefícios da energia geotérmica

No mundo todo, existe a necessidade urgente em reduzir a dependência de petróleo, carvão mineral e gás natural, e o caminho para isso é recorrer às fontes alternativas de energia, como a energia geotérmica. Conheça as suas vantagens:

  • Menos poluição, pois não opera por meio da queima de combustíveis. 
  • Menor custo se comparado com usinas petrolíferas ou nucleares, que possuem um alto custo para a aquisição de produtos primários.
  • Sem emissão de gases poluentes. Ou seja, não contribui para a intensificação do efeito estufa.
  • Não agride o solo. Pode parecer estranho, mas, apesar das perfurações internas, a energia geotérmica não desgasta o solo, não inunda grandes áreas nem contamina lençóis freáticos, como pode ocorrer com outras fontes de energia.
  • Uma pequena quantidade de solo é necessária para construir centrais geotérmicas.
  • As variações climáticas não interferem no funcionamento das centrais geotérmicas, como pode ocorrer com a energia solar ou eólica, por exemplo.
  • Acesso à energia em áreas afastadas. As usinas geotérmicas podem atender às necessidades da população em regiões onde a energia elétrica não chega facilmente.
  • Por terem baixos custos de administração nas usinas, os preços da eletricidade também são mais baixos.

Desvantagens da energia geotérmica

Essa ótima fonte de energia renovável e que não emite gases do efeito estufa também possui desvantagens relevantes. Uma delas é em relação à emissão de gás sulfídrico, que, em exposição em grande escala, pode não ser danoso para a atmosfera, mas causa diversos danos à saúde de um trabalhador.

Irritações nos olhos, no nariz ou na garganta são alguns dos sintomas iniciais. Mas os problemas podem atingir o sistema respiratório, causando perdas de memória, dores de cabeça, comprometimento da função motora, entre outros problemas de saúde. Conheça outras desvantagens:

  • Apesar de não desgastar o solo, pode haver um eventual afundamento do terreno.  As centrais geotérmicas podem desgastar as áreas internas da crosta, podendo provocar abalos na superfície.
  • Embora muito raro, a perfuração profunda no solo pode induzir atividades sísmicas e causar terremotos. Em 2017, o sistema geotérmico em Pohang causou um terremoto de magnitude 5,4.
  • Poluição sonora e elevado aquecimento local, o que inviabiliza a instalação de casas e comunidades em suas proximidades.
  • Opera em poucos lugares. Assim como boa parte das fontes de energia, a geotérmica só pode ser operada em áreas propícias, de elevado aquecimento interno e onde o acesso às áreas termais seja fácil.
  • Possível contaminação de rios e lagos se não cumprir o processo corretamente. Os fluidos térmicos podem liberar composições minerais que devem ser retidas; caso isso não aconteça, podem afetar cursos d’água em áreas próximas às usinas.
  • Elevado custo de investimento. Embora a manutenção das usinas geotérmicas seja pequena, a sua construção e a sua instalação são caras em razão da tecnologia utilizada atualmente, o que deve mudar nos próximos anos.

Como podemos observar, a energia geotérmica provém de um recurso natural inesgotável, que não emite gases poluentes. Entretanto, emite gás sulfídrico, que é prejudicial à saúde dos trabalhadores. Possui um alto custo de instalação e um baixo custo de administração e, apesar de operar em poucos lugares, consegue levar energia para locais onde ela ainda é escassa, sendo uma ótima alternativa aos combustíveis fósseis.

Outra fonte de energia muito curiosa é a biomassa, você conhece? Ela é produzida a partir de matéria orgânica como plantas, lenha, bagaço de cana-de-açúcar, resíduos agrícolas, restos de alimentos, excrementos e até do lixo. Clique aqui para conhecer como é produzida a energia a partir da biomassa.

O que você precisa saber sobre os diferentes tipos de energia solar

A demanda pelo uso da energia solar em território nacional aumenta a cada ano.

A luz do sol é uma das principais fontes de energia renovável, e, como o Brasil é um dos principais países com maior irradiação solar do mundo, a demanda pelo uso da energia solar em território nacional aumenta a cada ano. 

Mas você sabe quais são os tipos de energia solar existentes e como ela funciona? A energia solar é produzida por painéis instalados em grandes campos ou telhados das construções, que absorvem a luz proveniente do sol e a transformam em energia elétrica. 

A energia solar é considerada limpa porque não produz resíduos poluentes e gases de efeito estufa. Ela é sustentável porque é gerada por um processo natural que se repõe constantemente, necessitando apenas da emissão de raios solares para existir. 

Existem três principais tipos de energia solar desenvolvidos com tecnologias distintas para aproveitar os raios solares:

  • Tecnologia solar fotovoltaica, que converte diretamente a luz solar em eletricidade, usando painéis feitos de células semicondutoras.
  • Tecnologia solar térmica, que capta o calor do sol, usado diretamente ou convertido em energia mecânica e, por sua vez, em eletricidade.
  • Tecnologia de energia solar concentrada, que concentra o calor dos raios solares usando coletores para aquecer um fluido de transferência.

Essas diferentes tecnologias aproveitam a energia do sol localmente e em fazendas solares em larga escala. Falaremos mais sobre os diferentes tipos de energia solar neste artigo.

Energia solar fotovoltaica

A energia solar fotovoltaica pode ser produzida até mesmo em dias nublados e chuvosos, porém, quanto maior for a radiação solar, maior será a quantidade de eletricidade produzida. 

O efeito fotovoltaico (ou efeito fotoelétrico), que converte luz em eletricidade, foi descoberto em 1839 pelo físico francês Edmond Becquerel e usado pela primeira vez em aplicações industriais em 1954. Seu princípio se baseia em uma corrente elétrica que ocorre quando os elétrons são deslocados. Para que isso aconteça, os fótons (partículas de luz) excitam os elétrons mais externos dos átomos dos elementos semicondutores.

Na prática, a luz solar que atinge uma célula fotovoltaica é convertida em eletricidade por meio de um semicondutor, geralmente o silício. Um painel fotovoltaico é composto de várias células que produzem corrente contínua que então é convertida em corrente alternada por meio de um inversor. 

Os painéis podem ser usados ​​em pequenos sistemas ou grandes plantas e instalados por profissionais de empresas de energia solar. 

A energia fotovoltaica pode oferecer solução para diversas necessidades: desde ligar uma simples lâmpada de um poste de iluminação até uma grande usina solar, produzindo energia para milhares de famílias. 

Atualmente, esse é um dos principais tipos de energia solar utilizados com a finalidade de gerar eletricidade e resulta em uma grande economia nos gastos com energia. A grande vantagem desse tipo de energia é que a quantidade de energia gerada que sobra pode ser revertida em crédito, que fica disponível para ser utilizado em até 5 anos.

Energia solar térmica 

A tecnologia de energia solar térmica produz calor a partir dos raios solares e é o tipo de energia solar mais comum utilizado no mundo. 

A principal diferença entre a energia fotovoltaica e a energia solar térmica é que a primeira gera eletricidade e atua em todo o funcionamento de uma construção, já a segunda oferece o aquecimento solar que pode ser utilizado somente em alguns pontos da residência ou do estabelecimento. 

Portanto, as instalações da energia solar térmica atendem residências e indústrias para fornecer água quente e aquecimento, bem como uma ampla variedade de necessidades industriais em locais determinados. Ela funciona da seguinte forma: os coletores solares térmicos são usados ​​para absorver o calor dos raios solares e, em seguida, transferi-los para um fluido de transferência de calor, como ar, água ou anticongelante, que por sua vez o transporta para as áreas a serem aquecidas.

Os mais difundidos são os coletores de placas planas, eles são constituídos por uma superfície escura que absorve os raios solares e uma camada de isolamento térmico coberta com uma folha de vidro, responsável por gerar um efeito estufa. Os coletores operam em até 70 °C acima da temperatura ambiente. 

Existem também coletores solares térmicos de ar, usados ​​para secagem de culturas agrícolas, por exemplo, e sistemas feitos de borracha ou plástico, em vez de uma cobertura de vidro, usados principalmente para aquecer piscinas. 

Diferença entre energia solar fotovoltaica e energia solar térmica

Energia solar concentrada

Também chamada de energia termossolar, essa tecnologia concentra o calor dos raios solares usando coletores para aquecer um fluido de transferência, como gás, óleo ou sal fundido, por exemplo, a uma temperatura alta. O fluido aquece uma rede de água que produz vapor e aciona uma turbina (energia mecânica), gerando eletricidade.

O calor dos raios solares é coletado em grandes usinas nas quais espelhos (ou concentradores) planos ou curvos são instalados em vastas áreas.

A tecnologia é mais adequada para países onde a luz solar é intensa, por exemplo, em regiões desérticas. Esse é o tipo de energia solar é menos utilizado devido ao alto custo e à complexidade.

Alternativa para o futuro

A energia provinda do sol é inesgotável – uma excelente fonte de calor e luz e uma das grandes alternativas energéticas para o futuro. 

Ao comparar os três tipos de energia, a energia solar térmica é a que possui menor custo para aquisição, porém fornece somente aquecimento sem gerar a energia necessária para acender uma lâmpada, por exemplo.

Já a energia fotovoltaica é muito versátil e confiável, e o avanço dessa tecnologia está proporcionando o aumento da capacidade de fornecimento de energia elétrica no mundo todo. Apesar de mais cara que a solar térmica, ela está cada vez mais atrativa, e o retorno acontece com poucos anos de uso.

Por último, a energia solar concentrada também tem restrições devido ao alto custo e é mais adequada para grandes instalações. Ela une as vantagens da energia solar térmica por possibilitar a armazenagem do calor enquanto também apresenta a versatilidade da energia fotovoltaica.

Você sabia que a WEG é pioneira no fornecimento de energia solar fotovoltaica no Brasil? Com uma parceria global de fornecedores e uma forte rede de integradores capacitados e homologados, a WEG oferece capacidade e flexibilidade para atender grandes usinas, indústrias de diversos portes e segmentos, pequenos comércios ou residências. Saiba mais sobre a WEG Solar aqui.

Bombeamento de água através da energia solar: uma solução para lugares remotos

O bombeamento solar é uma solução para todos, sendo uma excelente opção para a agricultura e pecuária, mas ela também ganha destaque em lugares isolados.

O bombeamento solar é uma solução para todos, sendo uma excelente opção para a agricultura e pecuária, mas ela também ganha destaque em lugares isolados, onde é preciso bombear água mas a energia elétrica não chega.

Existem muitas pessoas mundo afora que ainda não possuem acesso a energia elétrica ou à água. Por vezes, para ter acesso à água é preciso tirá-la de um poço, com muito esforço físico ou sistemas arcaicos e poluentes. O bombeamento solar permite que essas pessoas possam ter acesso a água de uma maneira muito mais fácil, usando energia renovável.

O bombeamento solar é uma técnica que permite a extração de água do subsolo através da energia solar fotovoltaica. A mesma que muitas empresas e residência vêm utilizando para gerar energia através da luz do sol. O objetivo é garantir acesso à água mesmo nas zonas distantes dos cursos de água, onde os recursos hídricos não se encontram ou não podem ser acessados com facilidade, assim como para áreas agrícolas e remotas que não permitem infraestruturas adequadas. 

O sistema pode ser utilizado em diversos setores como: residencial, irrigação (agricultura), pecuária, artesanato, indústria, combate a incêndios e purificação.

Vantagens do bombeamento solar

Geralmente, nas áreas isoladas a alimentação do sistema de bombeamento ainda passa por grupos geradores, que apresentam combustíveis caros, manutenção difícil e alta poluição. Como o bombeamento solar utiliza uma fonte de energia renovável e completamente sustentável, ele permite reduzir a utilização de combustíveis fósseis com alta emissão de CO2. As principais vantagens de um sistema de bombeamento solar são:

  • Eliminação dos custos de combustível, pois utiliza a luz solar, sempre disponível;
  • Possui longa duração de vida;
  • O sistema é confiável e durável;
  • É fácil para utilizar e manter;
  • Garante o retorno do investimento inicial;
  • É sustentável.

O vídeo abaixo, do canal da ONU, mostra de forma simples e intuitiva as vantagens e o funcionamento do bombeamento solar, olha só:

Como funciona o sistema de bombeamento alimentado por energia solar?

O ponto de partida são os raios solares, que irradiam os módulos. Ao converter a luz solar em eletricidade, o sistema aciona uma motobomba que puxa a água de poços, cursos de água, pântanos ou lagoas. A água bombeada vai para um lugar de armazenamento, geralmente colocado a uma certa altura (barragem, cisterna, reservatório, etc), a partir da qual será redistribuída pela força da gravidade.

É necessário analisar e compreender as necessidades de cada local, conforme o consumo de água, as exigências e a área de uso. Bombeamento para irrigação, por exemplo, pedirá um sistema diferente, talvez mais poderosos, do que sistemas para uso doméstico. Os fatores climáticos também devem ser avaliados.

É muito difícil que sistemas fotovoltaicos, qualquer que sejam as condições atmosféricas, fiquem inativos durante o dia: sempre vai ter radiações solares, até mínimas, para alimentá-los. Contudo, é necessário lembrar que as usinas, independentemente de sua localização, sempre precisam de manutenção, ou seja, limpeza periódica dos módulos.É muito bom ver que os antigos sistemas, geralmente poluentes, estão sendo substituídos por sistemas renováveis, não é mesmo? Se você quer saber mais detalhadamente sobre o que é e  funciona um sistema solar fotovoltaico, dê um pulinho neste artigo que escrevemos para você!

Os benefícios da energia solar

Um dos principais benefícios da energia solar fotovoltaica é a economia, mas escolher esta energia limpa traz muitas outras vantagens.

Se você acompanha nosso blog, já sabe que é possível gerar energia através da luz do sol, certo? Sem dúvidas, um dos principais benefícios da energia solar fotovoltaica é a economia, mas escolher esta energia limpa traz um conjunto de benefícios, sejam eles sustentáveis ou econômicos, para o consumidor e também o resto da população.

Basicamente, a energia solar fotovoltaica é produzida por painéis instalados nos telhados das construções. Esses painéis absorvem a luz proveniente do sol e a transformam em energia elétrica que é diretamente utilizada nas residências. Neste artigo explicamos com mais detalhes sobre seu funcionamento.

Vamos agora aos principais benefícios da energia solar!

 

  1. Compromisso com o meio ambiente

A energia solar é considerada limpa (em oposição aos combustíveis fósseis) porque não produz resíduos poluentes e gases de efeito estufa. Ela é sustentável porque é gerada por um processo natural que se repõe constantemente, necessitando apenas da emissão de raios solares para existir.

Além disso, a instalação de sistemas fotovoltaicos não impacta negativamente a natureza — diferente das hidrelétricas, por exemplo, que precisam inundar áreas quilométricas, destruindo o ecossistema de um lugar.

Em resumo, os benefícios para o meio ambiente são:

  • Capacidade de renovação;
  • Redução das emissões de gases de efeito estufa;
  • Energia limpa, renovável e sustentável;
  • Baixo impacto ambiental;
  • Não faz barulho;
  • Energia inesgotável;
  • Manutenção mínima;
  • Ocupa pouco espaço.

 

  1. Economia

Imagina reduzir até 98% o valor da conta de luz, todos os meses? É possível com a energia solar fotovoltaica. Também é importante frisar que o sistema instalado de forma adequada tem vida útil de 25 anos, os custos que envolvem o sistema são a limpeza periódica dos painéis e a taxa obrigatória da concessionária. Ainda assim, o usuário possui uma economia considerável em seu orçamento.

Mesmo variando de acordo com o consumo, o retorno sobre o investimento costuma ser obtido em um prazo médio de seis anos. Se levarmos em consideração que o equipamento tem uma durabilidade de 25 anos, são 19 anos para produzir energia solar com todo seu investimento já pago.

 

  1. Manutenção mínima

Compostos por apenas dois principais elementos — painéis solares e inversores —, os sistemas de energia solar apresentam pouco trabalho em relação à manutenção. Depois de instalados, a manutenção preventiva dos sistemas fotovoltaicos se resume na limpeza periódica dos painéis solares, variando de a cada dois a três anos, dependendo do clima da região. 

 

  1. Energia compartilhada

A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou, em 2015, a geração compartilhada de energia elétrica. Na prática, isso quer dizer que dois ou mais consumidores podem se unir para dividir os custos e a energia gerada por um único sistema.

Assim, imagine que você tem interesse em instalar um sistema fotovoltaico, mas em sua residência não há espaço suficiente. Dessa forma, é possível formar um consórcio com vizinhos para a instalação de um sistema onde a produção de energia solar estará centralizada em apenas um local, mas fornecerá eletricidade para as casas de todos os membros.

 

  1. Valorização do imóvel

Ao investir em energia solar, seja um imóvel comercial ou residencial, você aumentará o valor de mercado dele. Isso, porque o imóvel será mais eficiente em termos energéticos e sustentáveis e o próximo comprador não precisará passar pelo processo de busca e adequação da energia solar.

Um estudo realizado pelo Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, financiado pelo Departamento de Energia dos EUA, demonstra que os imóveis que possuem sistema solar fotovoltaico têm valorização de 3% a 6%.

 

  1. Energia finita

Já que a fonte da geração de energia fotovoltaica é o sol, podemos afirmar que essa alternativa nunca acabará. Mesmo que alguns dias o sol apareça com menos força, ele sempre será a estrela central do nosso sistema.

 

  1. Criação de empregos

A expansão do mercado de energia solar no Brasil, tanto nas instalações como nos projetos de geração de energia, tem demandado um número cada vez maior de profissionais capacitados para atuar nas diversas frentes do negócio, seja na comercialização, projeto ou instalação. Uma oportunidade para milhares de brasileiros que sofrem com a falta de emprego e buscam no setor uma recolocação no mercado.

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Instalação dos painéis solares

O maior obstáculo para a implantação de um projeto de energia fotovoltaica ainda é o investimento relativamente alto no Brasil. Logo, apesar de hoje em dia existirem vários facilitadores para a aquisição desse tipo de sistema, a energia solar faz parte de um pequeno grupo de consumidores.

Mas, como mostramos neste artigo, a energia solar implica diversos benefícios para o usuário e também para o meio ambiente, impactando a vida de todos a nossa volta. Você economiza dinheiro, seu imóvel valoriza e o ecossistema é preservado. Quanto mais energia limpa, melhor! =)

Energia renovável: como é produzida a energia a partir da biomassa

Biomassa é toda matéria orgânica, de origem vegetal ou animal, utilizada na produção de energia.

Biomassa é toda matéria orgânica, de origem vegetal ou animal, utilizada na produção de energia, como plantas, lenha, bagaço de cana-de-açúcar, resíduos agrícolas, restos de alimentos, excrementos e até do lixo. Para definir a biomassa no contexto da geração de energia, não são contabilizados os tradicionais combustíveis fósseis, apesar de serem também derivados do ramo vegetal e mineral (são exemplos disso o carvão mineral, do ramo vegetal, e o petróleo e gás natural, do ramo mineral), e é por isso que pode ser considerada um recurso natural renovável.

O Brasil possui situação privilegiada para produção de biomassa em larga escala, pois existem extensas áreas cultiváveis e condições climáticas favoráveis ao longo do ano. Cerca de 9% da energia elétrica produzida no país é gerada a partir de biomassa. Você já sabe como a WEG está gerando energia a partir de resíduos sólidos urbanos?

Vantagens e desvantagens da Biomassa

Por meio da intervenção humana adequada, a biomassa é uma alternativa viável para substituir os combustíveis fósseis e poluentes, como o petróleo e o carvão, por exemplo. Além disso, a biomassa é comumente utilizada em usinas termelétricas para gerar eletricidade, tem baixo custo de aquisição, as emissões não contribuem para o efeito estufa, é menos agressiva ao meio ambiente, diminuindo assim o risco ambiental.

Resumidamente, suas vantagens incluem: alternativa de energia renovável; baixo custo; baixa emissão de gases poluentes; produzida a partir de uma grande variedade de materiais.

Porém a produção de biomassa também por comprometer a conservação das florestas e originar novas áreas desmatadas. Existe ainda a dificuldade logística de armazenar os seus resíduos sólidos.

Dentre as principais desvantagens, estão: eficiência reduzida; biocombustíveis líquidos podem emitir enxofre e contribuir com o fenômeno da chuva ácida; pode resultar em impactos ambientais em florestas; elevado custo financeiros de equipamentos; a queima da biomassa é relacionada com aumento de casos de doenças respiratórias; dificuldade de armazenar a biomassa sólida.

 

Fontes de Biomassa

As fontes de biomassa podem ser classificadas como: vegetais lenhosos (madeiras), vegetais não lenhosos (sacarídeos, celulósicos, amiláceos e aquáticos), resíduos orgânicos (agrícolas, industriais, urbanos) e biofluidos (óleos vegetais).

Entre os principais produtos agrícolas usados como fonte energética alternativa geradora da biomassa encontra-se a cana de açúcar, que é aproveitada para a produção de álcool.

O bagaço da cana de açúcar, a casca do arroz, da castanha e do coco também são utilizados para gerar energia para as caldeiras. No Brasil, o bagaço da cana de açúcar é o principal recurso potencial para geração de energia elétrica.

A mandioca, os amidos, os óleos vegetais (dendê, babaçu, mamona etc.) e a celulose, entre vários outros materiais, podem ser utilizados para a produção de combustíveis para os motores.

Os dejetos urbanos, industriais e agropecuários são matérias orgânicas que podem ser transformadas em biogás, usado na produção de energia nas residências, na indústria, nos motores, com alto poder calorífico, semelhante ao gás natural. A queima da madeira ainda é bastante usada na indústria, para geração de energia. 

 

Como a biomassa é utilizada e transformada em energia utilizável?

A biomassa é utilizada diretamente como combustível ou através da produção de energia a partir de processos de pirólise, gasificação, combustão ou co-combustão de material orgânico que se encontra presente num ecossistema. É graças a essas tecnologias de conversão que é possível obter diversas variedades de biocombustíveis como o etanol, o metanol, o biodiesel e o biogás. Conheça os principais processos de conversão da biomassa:

Pirólise: através dessa técnica, a biomassa é exposta a altas temperaturas sem a presença de oxigênio, acelerando a decomposição da mesma. O que sobra da decomposição é uma mistura de gases, líquidos (óleos vegetais) e sólidos (carvão vegetal).

Gasificação: assim como na pirólise, nesse processo a biomassa também é acalorada na ausência do oxigênio, originando como produto final um gás inflamável. Esse gás ainda pode ser filtrado, visando remover componentes químicos residuais. A diferença básica em relação à pirólise é o fato de a gaseificação exigir menor temperatura e resultar apenas em gás.

Combustão: a queima da biomassa é realizada em alta temperatura na presença abundante de oxigênio, produzindo vapor a alta pressão. Esse vapor geralmente é usado em caldeiras ou para mover turbinas. É uma das formas mais comuns hoje em dia e sua eficiência energética situa-se na faixa de 20 a 25%.

Co-combustão: esse processo propõe a substituição de parte do carvão mineral, utilizado em urnas termelétricas, por biomassa. Assim, é reduzida significativamente a emissão de poluentes. A faixa de desempenho da biomassa encontra-se entre 30 e 37%, por isso é uma escolha bem atrativa e econômica atualmente.

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Energia da Biomassa – Esquema de funcionamento

Por ser uma fonte de energia muito ampla e de baixa eficiência, utilizada, principalmente, em países pouco desenvolvidos, existem poucos dados referentes à representatividade dessa fonte de energia para a matriz energética mundial. No entanto, segundo relatório da ANEEL, cerca de 14% da energia consumida no mundo é proveniente da biomassa. Falando nisso, você conhece a matriz energética brasileira? Leia aqui! 😉

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Energia renovável: por que é tão importante falar sobre isso?

O sol, o vento, a chuva, as marés e a energia geotérmica são as principais fontes da chamada energia renovável….

O sol, o vento, a chuva, as marés e a energia geotérmica são as principais fontes da chamada energia renovável. Como se utiliza de recursos naturais que podem ser restabelecidos pela natureza, cada vez mais ela tem se firmado como a solução para atender as necessidades energéticas globais e afastar efeitos nocivos, como a emissão de gases de efeito estufa e o aquecimento global.

Quais são as principais fontes renováveis?

Biomassa: produção de combustível e energia elétrica a partir da matéria orgânica animal e vegetal. A casca de arroz usada para gerar energia na fábrica de processamento de arroz, o Etanol, feito a partir da cana-de-açúcar e o bagaço desta cana é usado para gerar energia nesta mesma indústria.

Energia eólica: gerada a partir da força dos ventos através de sistemas de turbinas eólicas e aerogeradores.

Energia solar: geração de energia elétrica ou térmica a partir da captação da luz solar com o uso de painéis fotovoltaicos.

Energia hidrelétrica: proveniente do aproveitamento do potencial hidráulico de um rio, utilizando desníveis naturais (quedas) ou artificiais (barragens).

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Dados do Brasil

Em que pese todo o potencial do Brasil, o país tem pouco mais de 40% de sua energia gerada por fontes renováveis. As hidrelétricas são as principais forças, responsáveis por 64% da produção nacional. Com a matriz ainda pouco diversificada, a segurança energética pode ficar comprometida, caso da crise enfrentada pelo Brasil em 2015.

O desafio reside justamente aí, em ampliar outras fontes para garantir a complementariedade, ou seja, a alternância suprindo as necessidades conforme a demanda e a disponibilidade destas fontes. Por exemplo, à noite, quando não há captação de energia solar, utilizar a hidrelétrica ou eólica.

Os custos e a viabilidade operacional são, ainda, os principais desafios para garantir essa diversificação. O importante é a ação governamental através de políticas públicas e também o engajamento e consciência coletivos. O Museu WEG está fazendo a sua parte.

Entender o funcionamento das principais fontes de geração de energia, os impactos causados por cada uma delas nos índices de sustentabilidade e compreender que o uso eficiente de energia elétrica é fundamental para a conservação dos recursos naturais são os objetivos da Minha Cidade Sustentável. Uma ação educativa do Museu WEG para alunos do ensino fundamental e médio que acontece através de métodos como cognição e cooperação.

Fonte: EBC