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Ao lado das estrelas, a lua ilumina nossas noites e encanta todo o planeta Terra com sua beleza, sua luz e suas formas.

Diante de tanto encanto, ela também levanta muitas questões, como, por exemplo: qual é a sua composição? Como surgiu? Por que ela muda de forma e tamanho? 

Não é à toa que o astro iluminado já recebeu tripulações espaciais, e muitas suposições já surgiram sobre ele. Conheça agora algumas curiosidades sobre a lua.

Como se formou a lua?

A lua não é um planeta, mas sim um satélite natural da Terra. Segundo os astrólogos, a lua se formou da própria Terra há 4,5 mil milhões de anos. O evento é conhecido como Teoria do Impacto:

  1. Um asteroide do tamanho de Marte (aproximadamente metade do diâmetro da Terra) colidiu com a Terra a uma velocidade de 40 quilômetros por segundo.
  2. Pedaços do asteroide e do manto rochoso da Terra formaram um anel a sua volta.
  3. Os pedaços ficaram em órbita e, ao longo de milhões de anos, se chocaram uns contra os outros e fundiram-se.
  4. Formaram assim um grande corpo, o qual chamamos de lua que, lentamente, chegou a sua órbita atual.

Qual é o tamanho da lua?

A Terra e a lua estão muito mais próximas em tamanho se comparadas a outros planetas e suas luas. O tamanho da lua é de cerca de 3.500 quilômetros de largura, o equivalente a mais de 1/4 do tamanho da Terra (cerca de 12.600 quilômetros de largura). 

Tamanho da Terra comparado ao da lua. 

A distância média da Terra até a lua é de 384.000 quilômetros. Outra curiosidade é que a lua é 400 vezes mais pequena que o sol, mas, por estar 400 vezes mais próxima da Terra, parece ser do mesmo tamanho.

Do que a lua é feita?

Diferente da Terra, a lua não tem atmosfera, sendo desprovida de gases como oxigênio e hidrogênio. A água em estado líquido também é inexistente em sua superfície. Durante o dia, é quente, mas, à noite, é gelada. 

Assim como a Terra, a lua se subdivide em três partes: crosta, manto e núcleo, sendo que, em virtude de um maior resfriamento, a crosta da lua é bem dura.

A superfície da lua é bastante irregular, cheia de rochas e crateras, a maior delas é chamada de South Pole-Aitken Basin e tem aproximadamente 2.500 km de diâmetro.

Na lua também existem áreas mais escuras, chamadas de maria (ou mares), que são grandes piscinas de lava que esfriaram há muito tempo.

A composição da lua foi comprovada por meio de amostras retiradas do espaço na década de 1960. A análise revelou a presença de basalto (um componente rochoso), o que comprova se tratar de uma rocha vulcânica, como as encontradas aqui na Terra.

O basalto surgiu em nosso planeta com a erupção de vulcões, que, por sua vez, lançaram rochas derretidas para o ar e o mar. O basalto é composto por ferro, alumínio, magnésio e silício, sendo o silício encontrado em maiores quantidades.

Acredita-se que a lua também tenha um pequeno núcleo com cerca de 300 quilômetros de diâmetro, e que ele é composto de ferro sólido. Por ser um núcleo sólido, a lua não tem seu próprio campo magnético.

Por que a lua muda de forma e tamanho?

Apesar de parecer, a lua não muda de tamanho. A impressão de ver a lua maior é simplesmente uma questão de um truque de nossa visão. Ela também não muda de forma, embora pareça que sim.

Isso acontece porque a forma que vemos no céu depende de quanto a face da lua está iluminada. Ou seja, a forma como vemos a lua é alterada conforme sua posição em relação ao sol, é isso que origina o que chamamos de fases da lua:

– Chamamos de lua cheia quando o sol ilumina totalmente a parte voltada para a Terra.

– A lua minguante acontece quando ela fica pouco iluminada. A maior parte da lua fica no escuro, e nós vemos apenas um pedacinho iluminado que parece a letra C ao contrário.

– A lua nova acontece quando está pouco iluminada, dando uma sensação de “apagadinha”, porque a parte que está voltada para a Terra fica pouco iluminada pelo sol.

– Chamamos de lua crescente quando ela está mudando de lua nova para lua cheia. Neste ciclo, a lua recebe a luz do sol apenas em um dos lados, sendo o lado oposto da lua minguante.

A forma como vemos a lua é alterada conforme sua posição em relação ao sol.

A primeira visita à lua

A primeira pessoa a pisar na lua foi Neil Armstrong em 20 de julho de 1969. Buzz Aldrin fez o feito logo em seguida, 19 minutos depois. Os astronautas viajaram na Apollo 11, e suas pegadas na lua mudaram a história para sempre.

Legal, não é? Se quiser saber mais sobre a primeira visita à lua, clique aqui para saber mais!

As imagens mais baixadas da NASA

Nebulosas, supernovas, sistemas estelares, galáxias, a primeira viagem à Lua.

Nebulosas, supernovas, sistemas estelares, galáxias, a primeira viagem à Lua, a NASA (Agência Espacial dos Estados Unidos) acumula desde 1958 milhares de imagens e fotos do espaço sideral em seus arquivos.

Há alguns anos, o site da agência foi atualizado para que o acesso a essas imagens ficasse mais fácil, pondo a um par de cliques milhares de fotos incríveis, em alta resolução, procedentes dos arquivos de diversos centros de pesquisas.

Uma galeria viciante! É possível passar horas admirando as imagens que podem ser filtradas por palavras-chaves, datas ou viagens espaciais. Além do site, a agência possui uma conta no Twitter, com milhões de seguidores, onde compartilha imagens do dia a dia:

 

tweet

 

 Pesquisadora-chefe de fotografia da NASA durante 30 anos e grande conhecedora desses arquivos fotográficos, Connie Moore apontava em um artigo no Google Arts and Culture quais foram as imagens mais solicitadas quando ela estava a cargo do arquivo. Apesar da passagem dos anos, algumas continuam despertando a mesma curiosidade do público. O jornal EL PAÍS fez uma seleção das imagens mais baixadas do site. A ordem de popularidade varia a cada dia, mas as imagens listadas se mantém entre as campeãs de downloads. Vamos ver quais são?

1. Vista da Terra

 

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Uma das imagens mais detalhadas da Terra já feitas até hoje. Chamada de Blue Marble Earth (“Terra bola de gude azul”), foi feita com uma superposição de imagens do instrumento Visir, a bordo do satélite Suomi NPP. Na foto, podemos ver com riqueza de detalhes o Hemisfério Norte. Connie Moore diz que essa imagem de 2012 foi vista mais de seis milhões de vezes na conta do Flickr da NASA.

2. Blazar

 

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Blazar é uma fonte de energia muito compacta e altamente variável, associada a um buraco negro. À medida que a matéria cai em direção ao buraco negro supermaciço no centro da galáxia, parte dela se acelera para fora quase à velocidade da luz, ao longo de vários jatos que apontam em direção oposta. Quando um destes jatos aponta para a Terra, a galáxia parece especialmente brilhante. Impressionante!

3. Auroras na atmosfera de Júpiter

 

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Graças ao telescópio Hubble, cientistas puderam descobrir estes fenômenos de luz na atmosfera do maior planeta do sistema solar, Júpiter. As auroras se produzem quando as partículas de alta energia estão perto dos polos magnéticos de um planeta e colidem com átomos de gás.

4. Vista da Terra da Lua

 

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Em julho de 1969 a nave Apollo 11 captou uma das imagens mais célebres do acervo da NASA. Nela a Terra aparece se erguendo sobre o horizonte da Lua. Tripulantes da Apollo 8 haviam feito uma foto semelhante a partir do satélite natural, um ano antes, que ficou conhecida como Earthrise (“nascer da Terra”).

5. A espada do Orion

 

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Feita pelo telescópio espacial Spitzer, esta imagem mostra a nebulosa de Orion, considerada pela NASA como a “fábrica maciça de estrelas mais próxima da Terra”. É uma das nebulosas mais brilhantes que existem, razão pela qual pode ser vista perfeitamente no céu noturno. As nebulosas são formadas por grandes nuvens de poeira e gás.

6. Primeiro passeio pelo espaço

 

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Em 1965, o astronauta Edward H. White II, piloto do voo espacial Gemini-Titan 4, tornou-se a primeira pessoa a caminhar no espaço. Permaneceu fora da nave por 21 minutos, conectado à nave por um cabo umbilical de sete metros. Dois anos depois, em 27 de janeiro de 1967, White morreu no incêndio da Apollo/ Saturno 204 no Cabo Kennedy.

7. A montanha mística

 

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Mais uma vez ele: o telescópio espacial Hubble captou em 2010 esta formação de gás e poeira na nebulosa de Carina. Esta imagem foi escolhida para celebrar os 20 anos do Hubble. Surreal, né?

8. Vistas únicas da Via Láctea

 

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Para celebrar o Ano Internacional da Astronomia, em 2009, produziu-se este trio de imagens da região central da nossa galáxia. Isto foi possível graças ao trabalho combinado dos grandes observatórios da NASA, o telescópio espacial Hubble, o telescópio espacial Spitzer e o Observatório de Raios-X Chandra.

9. Aldrin caminha sobre a superfície lunar

 

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Em 20 de julho de 1969, o astronauta Edwin E. Aldrin, piloto do módulo lunar, caminha sobre a superfície do satélite durante a atividade externa da Apollo 11. A imagem foi feita pelo conhecido astronauta Neil Armstrong.

10. Andrômeda

 

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Criada pela NASA Galaxy Evolution Explorer, a imagem mostra a galáxia Andrômeda, a mais maciça do grupo local de galáxias que inclui a Via Láctea.

11. Buraco negro

 

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Esta imagem gerada por computador mostra um buraco negro supermaciço no núcleo de uma galáxia.

12. Solo de Marte

 

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Tirada em 1997, a foto mostra o solo e a atmosfera do planeta vermelho. Quem topa um passeio?

13. A Terra e a Lua

 

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Durante seu voo, a sonda Galileo, da NASA, devolveu imagens da Terra e da Lua que foram combinadas para criar esta.

14. Lua

 

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A sonda Galileo registrou esta imagem da Lua em 7 de dezembro de 1992, no seu trajeto para explorar Júpiter.

15. Nebulosa Helix

 

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Sua forma de olho gigante e suas cores vivas fizeram dela uma das nebulosas mais conhecidas. Esta imagem em infravermelho da nebulosa Helix foi tirada pelo Telescópio Spitzer da NASA.

Dá vontade de ficar horas e horas explorando essas imagens, né? E pensar que a Ciência e Tecnologia possibilitam imagens cada vez melhores, em altíssima definição. Quer ver mais? Então clica no site a seguir e divirta-se! 😉 https://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/