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O que fazer com pneus velhos? Confira dicas para descartar ou reutilizar

Descartados da maneira correta, os pneus podem ter novos usos.

Pneus são feitos com materiais muito resistentes. A partir da data de fabricação, eles possuem cerca de 5 a 6 anos de vida útil, depois disso, precisam ser trocados por estepes temporários ou novos.

Mas você já parou para pensar o que acontece com os pneus que não podem mais ser utilizados? Sabemos que jogá-los na natureza não é uma opção, pois podem demorar até 600 anos para se decompor.

Descartados da maneira correta, os pneus podem ter novos usos, como virar asfalto de borracha e até mesmo móveis para sua casa. Entenda agora o que fazer com pneus velhos e confira dicas de como reutilizá-los.

Os perigos de não fazer o descarte correto dos pneus 

Os pneus são produzidos com borrachas especiais, poliéster, aço e nylon, materiais tóxicos que podem causar grandes problemas quando são jogados nas ruas ou na natureza. 

Durante o período de decomposição (cerca de 600 anos), os pneus descartados de forma incorreta causam a contaminação do solo e dos rios. 

Além disso, pneus espalhados no meio ambiente acumulam água e tornam-se criadouros de mosquitos transmissores de doenças, como o Aedes aegypti, um grave problema de saúde pública.

Cabe lembrar que pneus descartados inadequadamente resultam em sérios riscos ao meio ambiente, pois podem provocar o entupimento de redes de esgoto e colaborar com enchentes, por exemplo.

É por isso que o descarte dos pneus deve ser feito em um local apropriado, onde sejam reciclados ou recebam o tratamento adequado para reduzir os impactos ambientais.

Como fazer o descarte correto de pneus? 

Existem diversas alternativas para o reaproveitamento dos pneus. Desde opções mais simples, como transformá-los em objetos decorativos, até mesmo a transformação do material em em pó para a fabricação do asfalto de borracha.

Os pneus também podem ser transformados em gramado sintético, tapetes, combustível para a indústria cimenteira, pisos para quadras poliesportivas e industriais, e até mesmo compor solados de sapato. 

Escolher produtos feitos a partir de materiais reciclados é uma ótima forma de ser mais sustentável. Caso você tenha um pneu em casa e não saiba o que fazer para descartá-lo, temos quatro dicas para você:

1. Devolva ao fabricante

Essa é uma atitude simples. Você pode levar o pneu a qualquer fabricante ou revendedor de pneus. Com o processo de logística reversa, as empresas recebem esses pneus usados para reciclar o que for possível e eliminar os demais componentes.

É importante conferir a marca dos seus pneus para descobrir a loja onde pode levá-los.

2. Deixe na borracharia

Ao fazer a troca dos pneus em uma borracharia, é comum a possibilidade de deixar os antigos por lá mesmo. 

Esses locais, além de usarem os pneus para recapagem, se encarregam de destinar corretamente os componentes fora de circulação, livrando o motorista dessa responsabilidade. 

3. Leve até um ponto de coleta

São raras as cidades que não possuem pontos de coleta de materiais recicláveis. Nesses locais, é possível fazer o descarte de pneus e diversos materiais que não devem ser jogados no lixo comum.

Você pode encontrar os pontos de coleta entrando em contato com a prefeitura ou pela internet. O site Reciclanip aponta locais em todo o Brasil, cheque o ponto de coleta mais próximo à sua residência acessando: www.reciclanip.org.br.

4. Faça você mesmo: transforme pneus em objetos 

Com um pouco de criatividade, imaginação e habilidade para manusear os materiais necessários, um pneu inutilizado pode se tornar um móvel, brinquedo ou adorno novo para decorar a sua casa. 

Você já pensou em fazer artesanato com pneus? Separamos algumas peças para te inspirar! Confira: 

Brinquedos para as crianças e suporte para plantas

Pneus podem ser ótimos suportes para plantas e ainda servirão como itens decorativos divertidos e charmosos. Caso você tenha crianças em casa, fazer brinquedos artesanais com os pneus também podem ser ótimas opções, como por exemplo gangorras e balanços. 

Pufes, mesas de centro e caminhas para pets

Pensando na linha de móveis artesanais e praticidades do lar, o uso de pneus com aplicações e revestimentos é muito utilizado para fazer pufes, mesas de centro e até mesmo caminhas acolchoadas para pets.

Gostou? Seguindo as dicas deste artigo, temos certeza que você vai garantir o descarte correto dos pneus e colaborar ainda mais com a preservação do meio ambiente.

Lembre-se que ao usar o pneu no jardim, seja para brincadeiras ou como suporte para plantas, é imprescindível que ele não acumule água, mantenha os pneus secos para evitar a proliferação de mosquitos que possam causar doenças. 

Agora que você sabe como descartar os pneus, que tal descobrir o destino certo para celulares, tablets e notebooks?

Compostagem doméstica: aprenda o que é e como fazer a sua

Vamos entender mais sobre a compostagem e como fazer a sua composteira em casa?

Muito se fala sobre a importância da reciclagem de materiais como plástico, papel e vidro separando-os dos resíduos orgânicos, que exigem decomposição.

Mas boa parte do resíduo que geramos em casa é orgânico, principalmente restos de comida. É aqui que entra a compostagem doméstica feita por composteiras. Elas são dispositivos que podem ser feitos em casa e que dão o destino correto aos resíduos.

Ter uma composteira contribui de modo sustentável com o meio ambiente, reduzindo o descarte de resíduo orgânico em aterros, e ainda pode enriquecer o solo do seu quintal ou da sua horta com um material rico em nutrientes. 

Vamos entender mais sobre a compostagem e como fazer a sua composteira em casa?

O que é uma compostagem?

Para o Ministério do Meio Ambiente, a compostagem é definida como “uma forma de recuperar os nutrientes dos resíduos orgânicos e levá-los de volta ao ciclo natural, enriquecendo o solo para agricultura ou jardinagem.

Além disso, é uma maneira de reduzir o volume de lixo produzido pela sociedade, destinando corretamente um resíduo que se acumularia nos lixões e aterros gerando mau cheiro e liberação de gás metano e chorume.”

Logo, a compostagem doméstica é uma solução simples e que ocupa pouco espaço. Podendo ser feita dentro de casa, em apartamento ou no seu jardim, o material produzido pode ser usado nas suas plantas ou doado para vizinhos e amigos.

As vantagens são muitas: além de aproveitar toda a matéria orgânica, esse processo é ambientalmente sustentável, seguro e natural; auxilia na recuperação e na fertilidade do solo e pode até mesmo ser uma fonte de renda.

Para quem não tem tempo de fazer uma compostagem doméstica, existem empresas que recolhem resíduos orgânicos e fazem a compostagem, garantindo uma destinação sustentável para o resíduo.  

Ciclo da compostagem. Fonte: WWF

Em grande escala, os resíduos orgânicos podem até mesmo produzir energia e substituir combustíveis fósseis e poluentes, como o petróleo e o carvão, por exemplo. 

Tipos de compostagem

O processo é geralmente dividido em dois tipos: vermicompostagem e micro-organismos. A primeira, vermicompostagem, é realizada com a presença de minhocas californianas de origem Europeia.

O resultado é o húmus da minhoca que atua na melhoria das características físicas, químicas e biológicas do solo. Para um bom resultado, alguns cuidados extras são exigidos: não se deve colocar alimentos cítricos ou cozidos, ossos, queijos e processados. 

Já no processo por micro-organismos não há presença de minhocas, ela é feita exclusivamente pelos resíduos. O resultado é um composto orgânico que também atua na melhoria das qualidades do solo. É mais fácil de controlar quando comparado com a vermicompostagem.

Como fazer compostagem doméstica de micro-organismos

A compostagem em pequena escala é utilizada, em geral, em residências, e você pode ter uma na sua casa. Mas, antes de sair criando sua compostagem, é preciso entender que ela não é uma prática baseada somente em depositar os resíduos orgânicos.

Algumas variáveis precisam ser controladas no ambiente interno das caixas da composteira, como temperatura, umidade e pH. Veja algumas dicas para começar a sua!

Passo 1: escolha do local adequado

Escolha um local arejado ou ao ar livre, mas cuidado para que ela não fique exposta ao sol, à chuva e ao vento. 

Passo 2: escolha o recipiente

A composteira pode ser uma lata de lixo grande ou um balde de plástico, por exemplo. É necessário fazer alguns furos no fundo do recipiente para que o líquido do material orgânico em decomposição possa passar.

Embaixo, deve haver outro recipiente para armazenar esse líquido, como uma bacia mais rasa, por exemplo. Porém, ela não pode ficar em contato direto com a composteira, é preciso de espaço para que os materiais se separem. 

Passo 3: prepare os resíduos

Misture o lixo da sua cozinha e do seu jardim. O ideal é ter mais resíduos marrons (serragem, folhas secas, papelão e folhas de jornal) do que verdes (frutas, vegetais, grama, borra de café). 

Essa divisão é importante pois os elementos marrons são ricos em carbono, enquanto que os verdes contribuem com nitrogênio. Seu composto também precisa de oxigênio e umidade; por isso, caso o material fique muito seco, acrescente um pouco de água.

Tenha atenção com materiais que não devem ser utilizados, como, por exemplo, carnes, óleos e gorduras, fezes de animais domésticos, pão e massas, temperos fortes (alho, pimenta) e limão.

Passo 4: distribua o material na composteira

O segredo para acelerar o processo de decomposição é distribuir o material em camadas: uma de nitrogênio (material úmido) para três de carbono (material seco, como folhas, papelão e serragem).

Passo 5: adube o seu solo

Agora é só esperar para poder recolher o material e adubar o solo. Ao longo das próximas semanas, os restos de comida vão se transformar em solo. 

Quando tiver aspecto e cheiro de terra, o seu composto estará pronto. Lembre-se de que ele não é um substituto para a terra, mas sim um fertilizante natural para nutri-la.

Como citamos anteriormente, o resíduo orgânico pode, além de virar adubo, ser uma solução para produzir energia elétrica. Continue no blog e veja como a WEG tem aproveitado os resíduos sólidos urbanos para produzir energia.