Categoria: Eletricidade

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Energia renovável: por que é tão importante falar sobre isso?

O sol, o vento, a chuva, as marés e a energia geotérmica são as principais fontes da chamada energia renovável….

O sol, o vento, a chuva, as marés e a energia geotérmica são as principais fontes da chamada energia renovável. Como se utiliza de recursos naturais que podem ser restabelecidos pela natureza, cada vez mais ela tem se firmado como a solução para atender as necessidades energéticas globais e afastar efeitos nocivos, como a emissão de gases de efeito estufa e o aquecimento global.

Quais são as principais fontes renováveis?

Biomassa: produção de combustível e energia elétrica a partir da matéria orgânica animal e vegetal. A casca de arroz usada para gerar energia na fábrica de processamento de arroz, o Etanol, feito a partir da cana-de-açúcar e o bagaço desta cana é usado para gerar energia nesta mesma indústria.

Energia eólica: gerada a partir da força dos ventos através de sistemas de turbinas eólicas e aerogeradores.

Energia solar: geração de energia elétrica ou térmica a partir da captação da luz solar com o uso de painéis fotovoltaicos.

Energia hidrelétrica: proveniente do aproveitamento do potencial hidráulico de um rio, utilizando desníveis naturais (quedas) ou artificiais (barragens).

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Dados do Brasil

Em que pese todo o potencial do Brasil, o país tem pouco mais de 40% de sua energia gerada por fontes renováveis. As hidrelétricas são as principais forças, responsáveis por 64% da produção nacional. Com a matriz ainda pouco diversificada, a segurança energética pode ficar comprometida, caso da crise enfrentada pelo Brasil em 2015.

O desafio reside justamente aí, em ampliar outras fontes para garantir a complementariedade, ou seja, a alternância suprindo as necessidades conforme a demanda e a disponibilidade destas fontes. Por exemplo, à noite, quando não há captação de energia solar, utilizar a hidrelétrica ou eólica.

Os custos e a viabilidade operacional são, ainda, os principais desafios para garantir essa diversificação. O importante é a ação governamental através de políticas públicas e também o engajamento e consciência coletivos. O Museu WEG está fazendo a sua parte.

Entender o funcionamento das principais fontes de geração de energia, os impactos causados por cada uma delas nos índices de sustentabilidade e compreender que o uso eficiente de energia elétrica é fundamental para a conservação dos recursos naturais são os objetivos da Minha Cidade Sustentável. Uma ação educativa do Museu WEG para alunos do ensino fundamental e médio que acontece através de métodos como cognição e cooperação.

Fonte: EBC

 

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A história do motor elétrico que você precisa conhecer

No mundo atual, repleto de tecnologias e constantes inovações, fica até difícil imaginar a vida longe dos motores elétricos e…

No mundo atual, repleto de tecnologias e constantes inovações, fica até difícil imaginar a vida longe dos motores elétricos e todas as facilidades que eles trouxeram, do dia a dia doméstico às indústrias. Mas se hoje tudo isso parece tão simples como ter um liquidificador, saiba que atingir esse estágio foi um processo lento e gradativo.

Levou quase três séculos entre os primeiros estudos, pesquisas e invenções até o surgimento dos motores elétricos, propriamente, em 1886. A descoberta é atribuída ao cientista alemão Werner Siemens, inventor do primeiro gerador de corrente contínua auto induzido.

Voltando no tempo…

Em 1600 o cientista inglês William Gilbert publicou uma obra descrevendo a força de atração magnética. A primeira máquina eletrostática foi construída em 1663, pelo alemão Otto Guericke, e aperfeiçoada em 1774 pelo suíço Martin Planta.

Já o professor de Medicina italiano Aloiso Galvani notou, em 1786, que ao tocar com o bisturi em coxas de rãs que estavam penduradas numa grade de ferro, estas apresentavam uma contração, a qual chamou “eletricidade animal”. Outro italiano, Alessandro Volta, descobriu que entre dois metais diferentes, imersos em líquido condutor, surgia uma tensão elétrica.

Em 1799 ele desenvolveu uma fonte de energia que chamou de “coluna de Volta”, que podia fornecer corrente elétrica. O físico dinamarquês Hans Christian Oersted, em 1820, verificou por acaso que a agulha magnética de uma bússola era desviada de sua posição norte-sul quando passava perto de um condutor no qual circulava corrente elétrica. Essa observação foi o primeiro passo em direção ao desenvolvimento do motor elétrico.

O físico e matemático André-Marie Ampère, com base nesses e outros estudos e constatações, construiu o primeiro eletroímã. Esse dispositivo foi fundamental para a invenção de vários aparelhos, como o telefone, o microfone, o alto-falante, o telégrafo. Depois, o inglês Michael Faraday descobriu, em 1831, a indução eletromagnética.

Em 1832 o cientista italiano S. Dal Negro construiu a primeira máquina de corrente alternada com movimento de vaivém. No ano seguinte, o inglês W. Ritchie inventou o comutador, construindo um pequeno motor elétrico em que o núcleo de ferro enrolado girava em torno de um ímã permanente. Para dar uma rotação completa, a polaridade do eletroímã era alternada a cada meia volta, através do comutador.

O professor alemão Moritz Hermann von Jacobi, em 1838, desenvolveu um motor elétrico e aplicou-o a uma lancha. A aplicação prática da energia elétrica em trabalho mecânico ficou assim comprovada. Entretanto, toda a energia provinha de baterias, que eram caras e de uso restrito. A preocupação, então, voltou-se à geração de energia elétrica de baixo custo.

A era Siemens

Em 1856 o eletrotécnico Werner Siemens relatou o sucesso obtido na construção de um gerador de corrente, magnético, com induzido T duplo. Mas esse aparelho não podia gerar energia suficiente para alimentar indústrias e equipamentos domésticos. Os ímãs permanentes eram de ação restrita.

Somente dez anos depois Siemens construiu um gerador sem ímã permanente, provando que a tensão necessária para o magnetismo podia ser retirada do próprio enrolamento do rotor, isso é, que a máquina podia auto excitar-se. O primeiro dínamo de Werner Siemens possuía uma potência de aproximadamente 30 watts e uma rotação de 1.200 rpm. A máquina também podia funcionar como motor, desde que se aplicasse uma corrente contínua aos seus bornes.

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Em 1879 a firma Siemens & Halske apresentou a primeira locomotiva elétrica, com potência de 2 kW. Mas a máquina tinha alto custo e era vulnerável em serviço, exigindo o desenvolvimento de um motor mais barato, robusto e de menor custo de manutenção.

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Mais avanços

1885: o engenheiro eletricista italiano Galileu Ferraris construiu um motor de corrente alternada de duas fases.
1887: o iugoslavo Nicola Tesla apresentou um pequeno protótipo de motor de indução bifásico com rotor em curto-circuito.

1889: o engenheiro eletricista russo Michael von Dolivo Dobrowolsky, da firma AEG, de Berlim, persistindo na pesquisa do motor de corrente alternada, entrou com pedido de patente de um motor trifásico com rotor de gaiola. Ele era simples, silencioso, tinha menos manutenção e alta segurança em operação.

1891: Dobrowolsky iniciou a fabricação em série de motores assíncronos, nas potências de 0,4 a 7,5 kW.

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Em resumo, cientistas, físicos e outros profissionais nem sempre ligados à ciência contribuíram para a descoberta do motor elétrico, que acelerou a industrialização mundial e transformou radicalmente o modo de vida das pessoas. Essa história, de forma completa, está disponível no livro “O Motor Elétrico” que está disponível no site do Museu WEG.

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A incrível transformação dos motores no seu dia a dia

O nosso dia a dia está cercado de equipamentos movidos por energia. Do carregador do seu smartphone à máquina de…

O nosso dia a dia está cercado de equipamentos movidos por energia. Do carregador do seu smartphone à máquina de lavar. Mas, antes de chegarem até você, esses inventos sofreram muitas transformações, assim como o motor elétrico, que contaremos hoje. (mais…)

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Novas ações educativas no museu

Para continuar estimulando o conhecimento em torno de ciência e tecnologia, o Museu WEG ampliou o seu programa educacional com duas novas ações educativas.

Para continuar estimulando o conhecimento em torno de ciência e tecnologia, o Museu WEG ampliou o seu programa educacional com duas novas ações educativas, “Também sou cientista” e “Gerando e transformando energia”, direcionadas para alunos do 6º ao 9º do Ensino Fundamental e Médio. Ao todo, são sete opções de ações educativas para professores e alunos participarem.

Cada ação educativa é composta por uma temática, com conteúdo e ações específicas sobre o tema. Com uma dinâmica divertida, os alunos aprendem conceitos técnicos e práticos sobre ciência, integrando o assunto abordado na sala de aula.

Novidades

O programa “Também sou cientista” permite que os estudantes conheçam as histórias e descobertas dos cientistas, reconstruam suas experiências e aprendam a identificar onde essas técnicas são aplicadas no dia a dia.

Com a ação “Gerando e transformando energia” os estudantes podem aprender sobre os geradores e o sistema de funcionamento e claro, as diversas maneiras que promovem a transformação e a geração de energia.

Nas duas ações educativas são aplicadas as técnicas de cognição, metacognição, cooperação, sócio-afetiva e aprendizagem para a vida. As atividades possuem duas horas de duração.

Com o programa educacional, as ações se transformam em ferramentas de comunicação próxima entre escola e Museu WEG, transformando o espaço em um sistema de educação continuada para alunos e professores.

Como participar

Todas as ações educativas são gratuitas e incluem material de atividade e monitoria da equipe do museu. Para participar, o professor deve escolher a ação educativa e agendar um horário aqui. www.museuweg.net/contato/agendamento

Ainda não conhece o Museu WEG? Faça um tour virtual e prepare uma atividade educacional com seus alunos aqui.

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Programa de Capacitação para Professores 2017

O Programa de Capacitação para Professores oportuniza o professor a conhecer as ações desenvolvidas no museu e quais os potenciais para tornar este momento uma extensão da sala de aula. Para participar da programação o Museu convida os Professores do ensino fundamental e médio das redes Municipais e Estaduais.

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O Museu WEG sempre realizou visitas guiadas para grupos, sendo em sua maioria grupos escolares. Desde sua reinauguração em 2014, passou a desenvolver e aplicar ações educativas voltadas para as escolas, com temáticas, programações e conteúdo específicos, a fim de dinamizar o processo de comunicação dos espaços do museu, tornando as estas ações em ferramentas educacionais, melhorando a comunicação entre museu x escola.  O Programa de Capacitação para Professores oportuniza o professor a conhecer as ações desenvolvidas no museu e quais os potenciais para tornar este espaço uma extensão da sala de aula. Para participar da programação o Museu convida os Professores do ensino fundamental e médio das redes Municipais e Estaduais.

Horários

O professor pode optar pelos três horários

08h00 as 11h00 (matutino)

13h30 as 16h30 (Vespertino)

18h00 as 21h00 (Noturno).

Módulos: Data
Módulo 1: Minha Cidade Sustentável 20/03/2017
Módulo 2: Fenômenos Eletromagnéticos 21/03/2017
Módulo 3: A Evolução das Máquinas e a Revolução Industrial 22/03/2017
Módulo 4: Montando um Motor Elétrico Didático 23/03/2017
Módulo 5: Histórias e Culturas de Jaraguá do Sul 24/03/2017
Módulo 6: Geradores, transformações e gerações de energia 27/03/2017
Módulo 7: Também sou cientista 28/03/2017

- Período para inscrições até 17/03/2017

Faça aqui sua Inscrição: https://goo.gl/forms/SsNnOtrsBR224udh2

Mais informações pelo telefone (47) 3276-4550 ou (47)3276 -4551

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No dia 16 de setembro, o Museu WEG de Ciência e Tecnologia, comemora seu 13º aniversário e para marcar a data, vai oferecer uma programação especial de palestras sobre “Energia Solar Fotovoltaica: soluções para o alto consumo” e uma exposição de placas solares.

Para participar da programação o Museu convida alunos dos cursos técnicos e superior, e demais interessados no tema. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas até 12/09.  Inscrições encerradas!!

As palestras acontecerão no Museu WEG em horários alternados entre os dias 13 e 16 de setembro.

Confira a programação:

13/09 – 14h30 às 15h30 ou 19h às 20h

14/09 – 10h às 11h ou 19h às 20h

15/09 – 14h30 às 15h30 ou 19h às 20h

16/09 – 14h30 às 15h30

O Museu WEG de Ciência e Tecnologia é considerado um dos museus mais modernos, interativos e acessíveis do país e referência entre os museus de ciência e tecnologia do Brasil. Inaugurado originalmente em 2003, no prédio que abrigou a primeira fábrica da WEG, o Museu WEG passou por uma ampla reformulação em 2014, que incluiu a definição do novo foco em ciência e tecnologia e determinou uma reforma profunda das instalações e a renovação do acervo.

Aberto de terça a domingo, das 10h às 18h, com entrada gratuita, o espaço recebe grupos de estudantes, que participam de ações educativas especialmente desenvolvidas para cada turma, além de clientes e turistas de negócios que visitam as empresas da região.

Mais informações pelo telefone (47) 3276-4550

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Férias no Museu WEG de Ciência e Tecnologia

Você sabia, que se passarmos um balão muitas vezes nos cabelos este balão fica eletrizado!?
Aprenda isso e muito mais no programa de férias do museu.

Com o balão eletrizado você pode mover pequenos objetos de um lado para outro e até mesmo arrepiar os seus cabelos!

Como isso acontece?

Vocês já ouviram falar do princípio de que os opostos se atraem?

Se você esfregar um balão nos cabelos bem limpos e secos, causando bastante atrito, você poderá usá-la para atrair uma latinha de refrigerante vazia sem tocá-la.

O balão arranca algumas cargas negativas do cabelo, que são minúsculas partículas que não conseguimos ver, conhecidas como elétrons (-). Quando a gente aproxima o balão da latinha, esta latinha também estará cheia de cargas elétricas, acabamos atraindo as cargas positivas e com isso conseguimos puxar a latinha sem tocá-la.

Fonte: http://migre.me/ukwny

Fonte: http://migre.me/ukwny

Ficou interessado em saber como isso é possível e fazer você mesmo está experiência?

O museu está preparando especialmente para você uma série de atividades entre jogos e brincadeiras onde você poderá aprender muitas coisas novas, mas sem deixar de se divertir, pois, diversão não pode faltar nas férias, não é mesmo!?

As atividades acontecerão nos dias abaixo (vagas limitadas):

Crianças de 4 a 6 anos:

20/07 – quarta-feira

27/07 – quarta-feira

Crianças de 7 a 12 anos:

19/07 – Terça-feira

21/7 – Quinta-feira

26/07 – Terça-feia

28/07 – Quinta-feira

 Você pode escolher o horário: das 10h às 12h ou das 15h às 17h.

Peça para um adulto ligar ou enviar um e-mail para fazer sua inscrição. A participação é totalmente gratuita. Você não pode perder!

E-mail: museu@weg.net

Telefone: 3276-4550

Local: Museu WEG de Ciência e Tecnologia – Av. Getúlio Vargas, 667 – Centro.

Curta e fique por dentro das novidades: facebook.com/museuweg

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Férias no Museu WEG

O programa Férias no Museu vai de 21 de janeiro a 5 de fevereiro.

O Museu WEG de Ciência e Tecnologia lança o programa “Férias no Museu”, com atividades e jogos educativos para crianças. O objetivo é proporcionar um tempo de lazer, interação e aprendizado para os pequenos que estão de férias na região.

Por meio de jogos e brincadeiras, as crianças de 5 a 12 anos aprendem sobre eletricidade, eletromagnetismo, história e cultura geral.

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Confira as atividades:

Conhecendo a história da WEG
Cabo de guerra eletrostático
Formas de energia e transformação
Jogo da memória: Salas do Museu
Jogo das profissões
Jogo da siga-eletrônica: CTW
Passa ou repassa: WEG no mundo
Conhecendo a história de Jaraguá do Sul
Quebra cabeça
Colorindo no Museu

A diversão está garantida!

As atividades são realizadas no Museu WEG, de terça a sexta-feira, em dois horários: 10h às 12h e das 15h às 17h. A participação é gratuita e não é preciso inscrição prévia.

Maiores informações, através do telefone (47) 3276-4550

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Por que às vezes sentimos um choque ao encostar na maçaneta do carro?

Eletrização por atrito, é o fenômeno que causam pequenos choques em nosso corpo.

27 de agosto de 2015
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Somos feitos de átomos, assim como tudo ao nosso redor. E átomos possuem cargas elétricas (prótons positivos e elétrons negativos). Geralmente, em um átomo, o número de prótons é igual ao número de elétrons. Dessa forma, a carga elétrica total num corpo tende a ser nula (nêutron). Mas é possível alterar essa situação de neutralidade elétrica em processos chamados de eletrização por atrito.

E é este tipo de eletrização que acontece ao sentirmos o choque ao encostar em um carro!

É mais comum acontecer em dias mais secos: o carro, quando está em movimento, fica eletrizado por atrito com o ar, que funciona como um bom isolante elétrico. Ao parar, a carga que se forma na lataria do carro permanece nela, pois os pneus isolam a carroceria do automóvel do chão.

Nessas condições, alguém que toque na maçaneta do carro ou em qualquer outro ponto dele, funciona como um fio terra para aquela carga armazenada. Uma corrente elétrica passa por seu corpo, ocasionando o choque elétrico.

Mas fique tranquilo, a corrente nesse tipo de choque é pequena e tem pouca duração, por isso você não terá nada mais do que um pequeno susto.

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Hans Christian Oersted

Já que hoje é aniversário de Hans Christian Oersted, vamos falar de sua importante descoberta, que é fundamental para nosso dia-a-dia: os eletroímãs.

14 de agosto de 2015
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Você já dever ter manuseado pelo menos uma vez com um imã, provavelmente de geladeira ou algum objeto magnético e deve ter percebido que eles são permanentes, ou seja, sempre ficam magnetizados.

Mas será que é possível construir um imã não permanente, que possa ser ligado e desligado quando quiser? E será que existe alguma utilidade para isso?

A resposta para estas duas perguntas é SIM. Esses objetos chamam-se eletroímãs e, como sugere seu nome, são obtidos a partir de eletricidade e integram inúmeros dispositivos do nosso cotidiano.

O físico dinamarquês Hans Christian Oersted publicou, em 1831, um ensaio onde previu a existência de alguma relação entre corrente elétrica e magnetismo, mas ainda não tinha conseguido prová-la experimentalmente. Conta-se que ele imaginou um experimento pouco antes de dar uma aula na universidade da qual era professor, quando chegou em sua classe, decidiu testar a experiência em frente aos alunos. Para sua surpresa, ela funcionou! Assim, pela primeira vez foi verificada, experimentalmente, a relação entre eletricidade e magnetismo. O que nada mais, nada menos é “uma corrente elétrica gera um campo magnético”.

A EXPERIÊNCIA DE OERSTED

O experimento que ele apresentou aos alunos se resume a um circuito elétrico simples com alta corrente elétrica. O físico posicionou uma bússola próxima ao fio condutor e, quando ligou o circuito, a agulha da bússola que geralmente está orientada com o campo magnético terrestre (ao Norte), sofreu uma desorientação instantânea, voltando à posição original quando o circuito foi desligado. Neste momento, percebeu que a corrente elétrica que passa no fio pode gerar um campo magnético ao seu redor, tornado-o capaz de mover materiais magnéticos, tais como a agulha da bússola.

Mais tarde, observou também que, ao colocar materiais ferromagnéticos neste campo, pode-se obter imãs variáveis chamados de eletroímãs, semelhantes ao ímã comum, exceto pelo fato de ser “temporário”, ou seja, o campo magnético só existe quando a corrente elétrica está passando. O fenômeno ficou conhecido como indução magnética.

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Figura 1: indução magnética em um fio

A Figura 1 mostra o efeito observado por Orested. A passagem de corrente elétrica por um fio induz um campo magnético B ao seu redor. Usando sua mão direita é possível identificar a direção do campo B, basta colocar o polegar na direção da corrente elétrica e os outros dedos indicarão a direção do campo.

Usando um enrolamento de fios condutores, como num solenoide, é possível verificar um campo induzido mais intenso do que em apenas um fio e, se no núcleo desse solenoide for colocado um material ferromagnético, podemos construir um imã ainda mais intenso, como ilustra a figura 2. Assim são construídos os Eletroímãs modernos.

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Figura 2 – Solenoide com um núcleo ferromagnético.

 

E ONDE SÃO USADOS ESSES ELETROÍMÃS?

São inúmeras as aplicações. Você pode não ter notado, mas com certeza já utilizou algum dispositivo que funciona a partir do principio de indução magnética. São eles que fazem soar a campainha da porta das residências; possibilitam a transmissão de mensagens telegráficas; estão presentes nos leitores e gravadores de discos rígidos e alto-falantes. Também nos motores elétricos que precisam desses dispositivos para a conversão de energia elétrica em energia mecânica.

Ficou com vontade de conhecer o experimento na prática? Aqui no Museu WEG reproduzimos o feito de Orested, onde você poderá observar as bussolas se movimentando.

 

Horário de Atendimento do Museu: 10h às 18h (sem fechar para o almoço)

Dias: Terça à Domingo

Entrada: Gratuita

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

RESNICK, HALLIDAY, (1996): Física, vol.3, LTC-RJ

ALVARENGA, BEATRIZ E MÁXIMO, ANTÔNIO. Curso de Física, Volume 3, São Paulo, Spicione, 1997.

http://parquedaciencia.blogspot.com.br/2014/03/a-descoberta-de-hans-christian-oersted.html por Ana Caroline Pscheidt