Categoria: Eletricidade

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Charles De Coulomb e a Lei da Força Elétrica

Neste 14 de junho, é aniversário de ninguém menos que Charles-Augustin de Coulomb. Esse físico francês nasceu na França em…

Neste 14 de junho, é aniversário de ninguém menos que Charles-Augustin de Coulomb. Esse físico francês nasceu na França em 1736 e fez uma importante contribuição para o estudo das ciências exatas. Por isso, vamos contar a sua história no dia do seu aniversário.
A vida de Charles de Coulomb
Célebre pelas suas descobertas nos campos da eletricidade e do magnetismo, Charles viveu nas Índias Ocidentais como engenheiro militar ao longo de nove anos. Nos intervalos de suas atividades profissionais, dedicava-se a investigações sobre mecânica aplicada.
Quando voltou à França, se interessou por pesquisas em relação à eletricidade e ao magnetismo, principalmente por causa de um concurso feito pela Academia de Ciências da França para a fabricação de agulhas imantadas.
Após a publicação de inúmeros artigos de grande repercussão nos meios científicos, tornou-se integrante da Academia em 1781.
Contribuições para Física
Coulomb construiu uma balança de torção para medir a intensidade da força elétrica atuante sobre duas cargas elétricas colocadas a uma determinada distância uma da outra.

E através da realização dessa experiência, verificou que a lei da atração universal de Newton também se aplicava à eletricidade.
Seus estudos o levaram a “Lei de Coulomb”, assim denominada em sua homenagem, que determina a força de interação elétrica entre materiais portadores de cargas.

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A Lei de Coulomb foi enunciada como:
“A força de atração ou de repulsão entre duas cargas é diretamente proporcional ao produto do módulo das cargas elétricas e é inversamente proporcional ao quadrado da distância entre elas”.
Analiticamente, é expressa a seguir:
F= K x (Q1xQ2)|d2
F = força de interação elétrica entre dois portadores de carga (N – newton);
Q1 e Q2 = cargas elétricas (C – coulomb);
d = distância entre as cargas elétricas (m);
K = permissividade elétrica do vácuo (k = 9,0 x 109 N.m2.C – 2).
Os resultados de suas pesquisas foram publicados entre 1785 e 1789 na Mémoires de l’Académie Royale des Sciences.

Suas contribuições para os estudos da eletricidade e do magnetismo fizeram com que estas áreas fossem consideradas parte das ciências exatas e não da filosofia, como acontecia até então.

Charles Augustin de Coulomb morreu em Paris, no dia 23 de agosto de 1806, aos 70 anos de idade.

Fonte: Só Física e Mundo Educação

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Por que o motor elétrico é tão importante?

“Escondidos” dentro do aparelho ou por vezes expostos, são os motores elétricos os responsáveis por dar vida a muitos dos…

“Escondidos” dentro do aparelho ou por vezes expostos, são os motores elétricos os responsáveis por dar vida a muitos dos equipamentos tão importantes para o nosso dia a dia. Isso vale para atividades cotidianas dentro de casa às grandes necessidades na Indústria. Você já se deu conta disso?

Pois é! E você sabe como um motor elétrico entra em ação?

Para transformar a energia elétrica em mecânica, portanto em movimento, o motor elétrico funciona basicamente pela repulsão entre dois imãs, um natural e outro não natural (eletroímã). Assim, o campo magnético criado faz mover uma parte giratória, o rotor, a partir da ação repelente dos pólos opostos.

O motor elétrico pode funcionar através de uma corrente alternada ou contínua. A distribuição de energia elétrica é feita normalmente em corrente alternada, por isso é a mais utilizada. Já o motor de corrente contínua, ou DC, precisa de uma fonte contínua, isto é, um fluxo ordenado de elétrons sempre numa mesma direção, como as baterias.

Onde estão os motores?
Em muitas coisas!

Em casa

Aparelhos eletrodomésticos como geladeira, ventilador, máquina de lavar roupa, secadora, lavadora de louças, liquidificador, batedeira, espremedor de frutas, entre outros.

Na indústria

Compressores, elevadores, bombas centrífugas, esteiras transportadoras, ventiladores, veículos elétricos, misturadores, agitadores, depenadeiras, discos de corte, estações de saneamento, mesas de rolo, elevadores, talhas, transportadores, dobradeiras, polias automáticas, guinchos, pontes rolantes, exaustores, moinhos, bombas, laminadores e máquinas de todo o tipo.

No transporte

Bicicleta, canoa e barcos movidos a eletricidade já são uma realidade. No caso das bikes, mais de 4 milhões de unidades foram comercializadas somente por uma das marcas fabricantes, desde 1993.

Quanto aos veículos automotivos, existem mais de 100 protótipos, com autonomia e desempenho semelhantes aos carros movidos à combustível, além de não poluir o meio ambiente.

Venha conhecer mais sobre o motor elétrico e suas transformações. O Museu WEG está aberto de terça a domingo, das 10h às 18h.

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Museu WEG de Ciência e Tecnologia oferece Programa de Capacitação para professores

Programa voltado para professores do ensino fundamental e médio das redes municipais e estaduais e particulares.

O Museu WEG sempre realizou visitas guiadas para grupos, sendo em sua maioria grupos escolares. Desde sua reinauguração em 2014, passou a desenvolver e aplicar ações educativas voltadas para as escolas, com temáticas, programações e conteúdos específicos, a fim de dinamizar o processo de comunicação dos espaços do museu, tornando estas ações em ferramentas educacionais, melhorando o diálogo entre museu x escola.

O Programa de Capacitação para Professores vem ao encontro deste processo, onde oportuniza o professor a conhecer as ações desenvolvidas no museu e os potenciais para tornar este momento uma extensão da sala de aula, do mesmo modo que o engaja para que dê continuidade da temática trabalhada em sala de aula e o responsabiliza em orientar o aluno para que ele, de uma maneira mais autônoma, construa a sua experiência e o seu conhecimento durante a visita.

Para participar da programação o Museu convida os professores do ensino fundamental e médio das redes municipais e estaduais e das escolas particulares de toda a microrregião.

As inscrições vão do dia 19.03 até o dia 30.03.

A capacitação será dividida por 7 módulos, sendo que um independe do outro (o professor poderá escolher qual módulo quer participar, sem restrição de participação).

Módulos:                                                                                                 Data:

Módulo 1: Minha Cidade Sustentável                                                 02/04/2018

Módulo 2: Fenômenos Eletromagnéticos                                          05/04/2018

Módulo 3: A Evolução das Máquinas e a Revolução Industrial     06/04/2018

Módulo 4: Montando um Motor Elétrico Didático                            09/04/2018

Módulo 5: Histórias e Culturas de Jaraguá do Sul                           11/04/2018

Módulo 6: Gerando e Transformando Energia                                  13/04/2018

Módulo 7: Também sou Cientista                                                       16/04/2018

 

Metodologia:

- Nome: Programa de Capacitação para Professores

- Data: 02 a 16/abril

- Horários: 14h às 17h ou 18h30 às 21h30

- Duração: 3 horas (haverá entrega de certificado de participação)

- Local do curso: Museu WEG de Ciência e Tecnologia

- Período para inscrições: 19 a 30/03

- Inscrições: clique aqui

Mais informações pelo telefone 3276-4551 ou museu@weg.net

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A história do telefone que você precisa conhecer

“Sr Watson, venha aqui. Quero ver você”. Esta foi a primeira frase dita através de um telefone, há exatos 142…

“Sr Watson, venha aqui. Quero ver você”. Esta foi a primeira frase dita através de um telefone, há exatos 142 anos. Quem fez a ligação – de um cômodo a outro – foi Graham Bell, um professor escocês que morava nos Estados Unidos e o inventor do aparelho. Do outro lado da linha estava Thomas Watson, seu auxiliar e que participou de todo o processo de construção do primeiro protótipo.

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De lá para cá, nem precisa dizer o quanto o telefone mudou e a vida de todos nós também a partir dele. A invenção de Graham Bell, patenteada em 10 de março de 1876, está entre as principais ações no terreno da ciência e da tecnologia do século XIX – considerado o século da Segunda Revolução Industrial e das pesquisas em torno dos fenômenos relacionados com a eletricidade e o eletromagnetismo.

Também é importante referenciar o italiano Antonio Meucci, que foi responsável pela criação do telégrafo e do princípio que daria origem ao telefone. Inclusive, em 2002 os Estados Unidos reconheceram Meucci como o inventor oficial do telefone.

Quando o telefone chegou no Brasil?
Foi um ano depois, em 1877, quando foram instaladas as primeiras linhas telefônicas do país. Essas linhas ligavam o Palácio da Quinta da Boa Vista à residência dos ministros do imperador.

Curiosamente, o primeiro usuário do telefone foi o próprio imperador D. Pedro II. Interessado em assuntos de tecnologia, ele havia participado da Exposição Centenária, que comemorou os 100 anos de independência dos Estados Unidos. Na ocasião, Graham Bell apresentou sua invenção ao público e fez uma demonstração.

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E as centrais telefônicas?
O Rio de Janeiro foi a segunda cidade do mundo a ter uma linha telefônica, depois de Chicago, nos Estados Unidos. Por conta da rápida popularidade do telefone, houve a necessidade de implantar as centrais telefônicas para atender o crescente número de linhas.

As centrais eram operadas por telefonistas que se conectavam manualmente aos telefones dos usuários e assim eram feitas as ligações. A série “As Telefonistas”, do Netflix, mostra como funcionavam as primeiras centrais. Ela se passa na Espanha dos anos 1920, mas serve para demonstrar como era essa realidade que literalmente ficou no passado.

Encurtando distâncias
O telefone foi uma das grandes invenções do século XX. Até parece que o mundo ficou menor com ele. Afinal, na prática o telefone encurtou distâncias, já que quase tudo passou a ser resolvido ao discar números no aparelho.

Passados 142 anos, seu formato evoluiu e ele se tornou móvel, firmando-se como uma peça imprescindível na vida de todos, a ponto de em alguns países, como o Brasil, o número de aparelhos de celular superar o de habitantes.

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O que é um gerador elétrico?

Gerador elétrico (Alternadores, Turbo e Hidrogeradores) é uma das máquinas elétricas mais utilizada para conversão de energia mecânica – na…

Gerador elétrico (Alternadores, Turbo e Hidrogeradores) é uma das máquinas elétricas mais utilizada para conversão de energia mecânica – na forma de torque – em energia elétrica. Para essa função também são utilizados, mas em menor escala, o gerador de corrente contínua, o gerador assíncrono e o alternador de ímãs permanentes.

Os aspectos construtivos dos alternadores sofrem variações dependendo da escolha da máquina acionante, ou máquina primária.

Aplicações do gerador elétrico

Para aplicação em turbinas hidráulicas, de geração de energia em hidroelétricas, se dará atenção ao sistema de excitação de rápida resposta e às fixações dos polos do rotor, que precisam ser resistentes à velocidade de disparo dessas turbinas.

Para aplicação em turbinas à gas e à vapor se deposita atenção aos mancais e seus sistemas de lubrificação, bem como aos sistemas de refrigeração dedicados. Para aplicação em motores à combustão, seja do Ciclo Otto ou Diesel, se dá atenção à suportabilidade do alternador a níveis de vibração severos.

Listadas as características associadas à cada máquina primária, os conceitos eletromagnéticos e mecânicos para projeto, fabricação e controle de qualidade dos alternadores são comuns a todas as aplicações.

Alternadores

Os alternadores são utilizados para fornecimento de energia ao Sistema Elétrico Interligado, através das hidroelétricas e termelétricas, para geração em regime de emergência.

Por exemplo, em casos de falta de energia da concessionária, geradores a diesel, gás ou etanol podem ser montados em grupos ou em sistemas remotos isolados, como grupos geradores em regiões não cobertas pelo Sistema Elétrico Interligado ou em micro e pequenas centrais elétricas.

Em menores quantidades os alternadores são utilizados para tração híbrida, nobreaks rotativos e em conversores rotativos de frequência.

Geradores elétricos (Alternadores, Turbo e Hidrogeradores)

Em termos construtivos, um gerador basicamente contém:

– Estator (Armadura) que, através de seus terminais fornece energia para carga ou rede;
– Rotor (Campo ou Induzido) que normalmente é formado por eletroímãs, mas pode ser fabricado com ímãs permanentes. Nos dois casos há o agrupamento de pares de polos, sempre se intercalando um polo de polaridade Norte com um de polaridade Sul;

Nos casos em que o rotor é formado por eletroímãs, a energia que chega a esse rotor pode ser conduzida por anéis e escovas, ou pode ser fornecida por uma segunda máquina elétrica chamada Excitatriz Principal ou Excitatriz Rotativa.

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Como surgiu o gerador elétrico?

Em 1820, o Dinamarquês Hans Christian Oersted identificou, durante suas aulas, que ao circular corrente elétrica em um fio condutor, esta corrente gerava um campo magnético ao redor deste mesmo condutor, e essa constatação permitiu que outros cientistas pudessem buscar criar movimento usando eletricidade.

Em 1831, Michael Faraday descobriu que se a posição entre ímãs e condutor (ou superfície condutora) sofresse diferença durante o passar do tempo era gerada Energia Elétrica (Potencial Elétrico). E contruiu o primeiro Gerador Elétrico Experimental.

Essa foi a demonstração do primeiro gerador que transforma a energia mecânica em energia elétrica. Até então, as únicas fontes de energia elétrica eram as pilhas e baterias.

Faraday criou seu próprio gerador com um disco de cobre que girava no campo magnético formado pelos polos de um ímã com formato semelhante a uma ferradura, onde, ao girar a manivela produzia uma corrente elétrica contínua.

Graças aos esforços destes cientistas, e dos que se seguiram, hoje temos acesso à energia elétrica em nossos lares com segurança, controle e qualidade. Podemos utilizar essa energia gerada pelos geradores nas nossas mais diversas necessidades, desde iluminação, ar condicionado até os diversos eletrodomésticos, portões eletrônicos e elevadores.

Quer saber mais? Venha visitar o Museu WEG, a entrada é gratuita!

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Energia renovável: por que é tão importante falar sobre isso?

O sol, o vento, a chuva, as marés e a energia geotérmica são as principais fontes da chamada energia renovável….

O sol, o vento, a chuva, as marés e a energia geotérmica são as principais fontes da chamada energia renovável. Como se utiliza de recursos naturais que podem ser restabelecidos pela natureza, cada vez mais ela tem se firmado como a solução para atender as necessidades energéticas globais e afastar efeitos nocivos, como a emissão de gases de efeito estufa e o aquecimento global.

Quais são as principais fontes renováveis?

Biomassa: produção de combustível e energia elétrica a partir da matéria orgânica animal e vegetal. A casca de arroz usada para gerar energia na fábrica de processamento de arroz, o Etanol, feito a partir da cana-de-açúcar e o bagaço desta cana é usado para gerar energia nesta mesma indústria.

Energia eólica: gerada a partir da força dos ventos através de sistemas de turbinas eólicas e aerogeradores.

Energia solar: geração de energia elétrica ou térmica a partir da captação da luz solar com o uso de painéis fotovoltaicos.

Energia hidrelétrica: proveniente do aproveitamento do potencial hidráulico de um rio, utilizando desníveis naturais (quedas) ou artificiais (barragens).

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Dados do Brasil

Em que pese todo o potencial do Brasil, o país tem pouco mais de 40% de sua energia gerada por fontes renováveis. As hidrelétricas são as principais forças, responsáveis por 64% da produção nacional. Com a matriz ainda pouco diversificada, a segurança energética pode ficar comprometida, caso da crise enfrentada pelo Brasil em 2015.

O desafio reside justamente aí, em ampliar outras fontes para garantir a complementariedade, ou seja, a alternância suprindo as necessidades conforme a demanda e a disponibilidade destas fontes. Por exemplo, à noite, quando não há captação de energia solar, utilizar a hidrelétrica ou eólica.

Os custos e a viabilidade operacional são, ainda, os principais desafios para garantir essa diversificação. O importante é a ação governamental através de políticas públicas e também o engajamento e consciência coletivos. O Museu WEG está fazendo a sua parte.

Entender o funcionamento das principais fontes de geração de energia, os impactos causados por cada uma delas nos índices de sustentabilidade e compreender que o uso eficiente de energia elétrica é fundamental para a conservação dos recursos naturais são os objetivos da Minha Cidade Sustentável. Uma ação educativa do Museu WEG para alunos do ensino fundamental e médio que acontece através de métodos como cognição e cooperação.

Fonte: EBC

 

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A história do motor elétrico que você precisa conhecer

No mundo atual, repleto de tecnologias e constantes inovações, fica até difícil imaginar a vida longe dos motores elétricos e…

No mundo atual, repleto de tecnologias e constantes inovações, fica até difícil imaginar a vida longe dos motores elétricos e todas as facilidades que eles trouxeram, do dia a dia doméstico às indústrias. Mas se hoje tudo isso parece tão simples como ter um liquidificador, saiba que atingir esse estágio foi um processo lento e gradativo.

Levou quase três séculos entre os primeiros estudos, pesquisas e invenções até o surgimento dos motores elétricos, propriamente, em 1886. A descoberta é atribuída ao cientista alemão Werner Siemens, inventor do primeiro gerador de corrente contínua auto induzido.

Voltando no tempo…

Em 1600 o cientista inglês William Gilbert publicou uma obra descrevendo a força de atração magnética. A primeira máquina eletrostática foi construída em 1663, pelo alemão Otto Guericke, e aperfeiçoada em 1774 pelo suíço Martin Planta.

Já o professor de Medicina italiano Aloiso Galvani notou, em 1786, que ao tocar com o bisturi em coxas de rãs que estavam penduradas numa grade de ferro, estas apresentavam uma contração, a qual chamou “eletricidade animal”. Outro italiano, Alessandro Volta, descobriu que entre dois metais diferentes, imersos em líquido condutor, surgia uma tensão elétrica.

Em 1799 ele desenvolveu uma fonte de energia que chamou de “coluna de Volta”, que podia fornecer corrente elétrica. O físico dinamarquês Hans Christian Oersted, em 1820, verificou por acaso que a agulha magnética de uma bússola era desviada de sua posição norte-sul quando passava perto de um condutor no qual circulava corrente elétrica. Essa observação foi o primeiro passo em direção ao desenvolvimento do motor elétrico.

O físico e matemático André-Marie Ampère, com base nesses e outros estudos e constatações, construiu o primeiro eletroímã. Esse dispositivo foi fundamental para a invenção de vários aparelhos, como o telefone, o microfone, o alto-falante, o telégrafo. Depois, o inglês Michael Faraday descobriu, em 1831, a indução eletromagnética.

Em 1832 o cientista italiano S. Dal Negro construiu a primeira máquina de corrente alternada com movimento de vaivém. No ano seguinte, o inglês W. Ritchie inventou o comutador, construindo um pequeno motor elétrico em que o núcleo de ferro enrolado girava em torno de um ímã permanente. Para dar uma rotação completa, a polaridade do eletroímã era alternada a cada meia volta, através do comutador.

O professor alemão Moritz Hermann von Jacobi, em 1838, desenvolveu um motor elétrico e aplicou-o a uma lancha. A aplicação prática da energia elétrica em trabalho mecânico ficou assim comprovada. Entretanto, toda a energia provinha de baterias, que eram caras e de uso restrito. A preocupação, então, voltou-se à geração de energia elétrica de baixo custo.

A era Siemens

Em 1856 o eletrotécnico Werner Siemens relatou o sucesso obtido na construção de um gerador de corrente, magnético, com induzido T duplo. Mas esse aparelho não podia gerar energia suficiente para alimentar indústrias e equipamentos domésticos. Os ímãs permanentes eram de ação restrita.

Somente dez anos depois Siemens construiu um gerador sem ímã permanente, provando que a tensão necessária para o magnetismo podia ser retirada do próprio enrolamento do rotor, isso é, que a máquina podia auto excitar-se. O primeiro dínamo de Werner Siemens possuía uma potência de aproximadamente 30 watts e uma rotação de 1.200 rpm. A máquina também podia funcionar como motor, desde que se aplicasse uma corrente contínua aos seus bornes.

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Em 1879 a firma Siemens & Halske apresentou a primeira locomotiva elétrica, com potência de 2 kW. Mas a máquina tinha alto custo e era vulnerável em serviço, exigindo o desenvolvimento de um motor mais barato, robusto e de menor custo de manutenção.

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Mais avanços

1885: o engenheiro eletricista italiano Galileu Ferraris construiu um motor de corrente alternada de duas fases.
1887: o iugoslavo Nicola Tesla apresentou um pequeno protótipo de motor de indução bifásico com rotor em curto-circuito.

1889: o engenheiro eletricista russo Michael von Dolivo Dobrowolsky, da firma AEG, de Berlim, persistindo na pesquisa do motor de corrente alternada, entrou com pedido de patente de um motor trifásico com rotor de gaiola. Ele era simples, silencioso, tinha menos manutenção e alta segurança em operação.

1891: Dobrowolsky iniciou a fabricação em série de motores assíncronos, nas potências de 0,4 a 7,5 kW.

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Em resumo, cientistas, físicos e outros profissionais nem sempre ligados à ciência contribuíram para a descoberta do motor elétrico, que acelerou a industrialização mundial e transformou radicalmente o modo de vida das pessoas. Essa história, de forma completa, está disponível no livro “O Motor Elétrico” que está disponível no site do Museu WEG.

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A incrível transformação dos motores no seu dia a dia

O nosso dia a dia está cercado de equipamentos movidos por energia. Do carregador do seu smartphone à máquina de…

O nosso dia a dia está cercado de equipamentos movidos por energia. Do carregador do seu smartphone à máquina de lavar. Mas, antes de chegarem até você, esses inventos sofreram muitas transformações, assim como o motor elétrico, que contaremos hoje. (mais…)

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Novas ações educativas no museu

Para continuar estimulando o conhecimento em torno de ciência e tecnologia, o Museu WEG ampliou o seu programa educacional com duas novas ações educativas.

Para continuar estimulando o conhecimento em torno de ciência e tecnologia, o Museu WEG ampliou o seu programa educacional com duas novas ações educativas, “Também sou cientista” e “Gerando e transformando energia”, direcionadas para alunos do 6º ao 9º do Ensino Fundamental e Médio. Ao todo, são sete opções de ações educativas para professores e alunos participarem.

Cada ação educativa é composta por uma temática, com conteúdo e ações específicas sobre o tema. Com uma dinâmica divertida, os alunos aprendem conceitos técnicos e práticos sobre ciência, integrando o assunto abordado na sala de aula.

Novidades

O programa “Também sou cientista” permite que os estudantes conheçam as histórias e descobertas dos cientistas, reconstruam suas experiências e aprendam a identificar onde essas técnicas são aplicadas no dia a dia.

Com a ação “Gerando e transformando energia” os estudantes podem aprender sobre os geradores e o sistema de funcionamento e claro, as diversas maneiras que promovem a transformação e a geração de energia.

Nas duas ações educativas são aplicadas as técnicas de cognição, metacognição, cooperação, sócio-afetiva e aprendizagem para a vida. As atividades possuem duas horas de duração.

Com o programa educacional, as ações se transformam em ferramentas de comunicação próxima entre escola e Museu WEG, transformando o espaço em um sistema de educação continuada para alunos e professores.

Como participar

Todas as ações educativas são gratuitas e incluem material de atividade e monitoria da equipe do museu. Para participar, o professor deve escolher a ação educativa e agendar um horário aqui. www.museuweg.net/contato/agendamento

Ainda não conhece o Museu WEG? Faça um tour virtual e prepare uma atividade educacional com seus alunos aqui.

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Programa de Capacitação para Professores 2017

O Programa de Capacitação para Professores oportuniza o professor a conhecer as ações desenvolvidas no museu e quais os potenciais para tornar este momento uma extensão da sala de aula. Para participar da programação o Museu convida os Professores do ensino fundamental e médio das redes Municipais e Estaduais.

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O Museu WEG sempre realizou visitas guiadas para grupos, sendo em sua maioria grupos escolares. Desde sua reinauguração em 2014, passou a desenvolver e aplicar ações educativas voltadas para as escolas, com temáticas, programações e conteúdo específicos, a fim de dinamizar o processo de comunicação dos espaços do museu, tornando as estas ações em ferramentas educacionais, melhorando a comunicação entre museu x escola.  O Programa de Capacitação para Professores oportuniza o professor a conhecer as ações desenvolvidas no museu e quais os potenciais para tornar este espaço uma extensão da sala de aula. Para participar da programação o Museu convida os Professores do ensino fundamental e médio das redes Municipais e Estaduais.

Horários

O professor pode optar pelos três horários

08h00 as 11h00 (matutino)

13h30 as 16h30 (Vespertino)

18h00 as 21h00 (Noturno).

Módulos: Data
Módulo 1: Minha Cidade Sustentável 20/03/2017
Módulo 2: Fenômenos Eletromagnéticos 21/03/2017
Módulo 3: A Evolução das Máquinas e a Revolução Industrial 22/03/2017
Módulo 4: Montando um Motor Elétrico Didático 23/03/2017
Módulo 5: Histórias e Culturas de Jaraguá do Sul 24/03/2017
Módulo 6: Geradores, transformações e gerações de energia 27/03/2017
Módulo 7: Também sou cientista 28/03/2017

- Período para inscrições até 17/03/2017

Faça aqui sua Inscrição: https://goo.gl/forms/SsNnOtrsBR224udh2

Mais informações pelo telefone (47) 3276-4550 ou (47)3276 -4551