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O magnetismo e sua relação com o motor

Certamente você já ouviu – e também usou – aquela famosa expressão “pólos iguais se repelem e os diferentes se…

Certamente você já ouviu – e também usou – aquela famosa expressão “pólos iguais se repelem e os diferentes se atraem”. Na verdade, essa frase resume a essência das propriedades dos ímãs. Formados por duas extremidades, os pólos norte e sul, são chamados assim em referência ao campo magnético da Terra.

Sua importância é tal que o ímã tem uma área exclusiva para estudar os fenômenos, denominada magnetismo. Os primeiros estudos surgiram no século VI a.C., mas foi no século VI que ela passou a ser aplicada na prática, com os chineses. A bússola foi a primeira invenção baseada na interação do campo magnético de um ímã (a agulha) com o campo magnético terrestre.

magnetismo

Até o século XIX, magnetismo e eletricidade eram considerados fenômenos completamente distintos. Quando essa relação passou a ser feita provocou uma verdadeira revolução nas pesquisas. Surgia a teoria do eletromagnetismo, segundo a qual cargas elétricas em movimento geram campo magnético e este em movimento gera corrente elétrica.

A partir daí, foi um boom de invenções que mudariam o curso da história, a começar pelos motores elétricos, que impulsionaram a era industrial no planeta. A produção de energia nas usinas hidrelétricas, raios-X, cartões magnéticos, ondas de rádio e televisão, aparelhos de telecomunicação. As ondas eletromagnéticas estão presentes onde quer que seja e fazem o mundo funcionar.
Venha conhecer mais sobre essa área da ciência aqui no Museu!

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15 anos de Museu WEG: como tudo começou

Você sabia que o Museu WEG está instalado no mesmo prédio que abrigou a primeira sede da empresa? Visitar o…

05 de setembro de 2018
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Você sabia que o Museu WEG está instalado no mesmo prédio que abrigou a primeira sede da empresa? Visitar o museu é retornar às suas raízes e descobrir muitas curiosidades. Neste 16 de setembro festejamos nossos 15 anos. Mas a nossa história começa bem antes disso, lá em 1982.

Foi quando o diretor superintendente da Eletromotores WEG S/A, Vicente Donini, durante a convenção anual de representantes da empresa, anunciou a criação de um acervo histórico. O Museu do Motor Elétrico teria como objetivo criar um registro da evolução dos motores elétricos.

O critério adotado para compor o acervo era a antiguidade das peças, que deveriam ter acima de 40 anos. E foi através de cartas, com pedidos de doações a empresas e pessoas chaves da área, que a coleta dos motores foi realizada. Em 10 meses, o museu já havia recebido 20 motores. A expectativa era captar 60 unidades para a inauguração oficial.

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Primeiro motor produzido pela WEG: uma das primeiras peças do museu

Inicialmente o projeto ficava localizado no Parque Fabril WEG II, na área de administração das empresas, que contava com 210 metros quadrados de exposição permanente, e estava disponível para visitação de todos os colaboradores e visitantes da empresa.

A ação causou um grande envolvimento dos colaboradores, que se engajaram na causa em busca das peças e pesquisas realizadas em livros e revistas de motores antigos. A criação do museu era algo inédito, até então não havia registros no mundo de um museu exclusivamente de máquinas elétricas girantes.

Curiosidades

01 - A inauguração do Museu do Motor Elétrico ocorreu em 1986, no aniversário de 25 anos da WEG.

02 - Todos os pedestais para apoiar os motores eram feitos de troncos de madeiras de lei, com diversas espécies de árvores nativas, vindas de todo o país.

03 - As duas peças que despertavam mais interesse eram um motor fabricado em 1883, pela Damoulin Froment, de Paris, e o primeiro motor elétrico fabricado pela WEG, em 1961.

Criação do Museu WEG

Durante o evento de celebração dos 40 anos da empresa, em 2001, foi anunciada a criação do Museu WEG. A cerimônia contou com a presença de diretores, colaboradores, autoridades do município e comunidade. Com o novo projeto, a área de instalação do museu passaria para 960 metros quadrados, com estrutura para espaços interativos e exposições.

E foi assim que o Museu WEG foi instalado no prédio que, em 1961, foi a primeira sede da WEG, quando a empresa possuía apenas seis funcionários e abrigou a produção por cerca de quatro anos. A inauguração do Museu WEG aconteceu em 16 de setembro de 2003.

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Em 2001, WEG adquire prédio onde esteve localizada sua primeira fábrica

Curiosidades

01 - Os três primeiros visitantes de honra foram os sócios fundadores da empresa, Eggon João da Silva, Werner Ricardo Voigt e Lilian Werninghaus, esposa de Geraldo Werninghaus.

02 - O sucesso do museu foi imediato. Com apenas um mês de funcionamento, mais de 4 mil visitantes passaram por ele, entre colaboradores, comunidade e turistas.

Um novo passo

Uma grande história foi construída de 1986 para cá. Em 2013, o Museu WEG completou 10 anos e passou por uma nova reformulação. O acervo, as atrações e layout foram renovados e o nome também mudou. Hoje o Museu WEG de Ciência e Tecnologia conta com o apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, um passo muito importante para o reconhecimento cultural.

Além do acervo fixo, o museu passou a ser um grande fomentador de cultura, abrigando ações educativas, exposições de arte, lançamentos de livros e apresentações musicais.

Curiosidades

01 - Hoje, o visitante do museu pode conhecer os conceitos básicos de física, essenciais para a compreensão da elétrica e do magnetismo.

02 - O visitante pode interagir com as atrações e descobrir na prática suas aplicações no dia a dia.

03 - Visitar o museu também é fazer uma história no tempo e conhecer a história da WEG e seu impacto para a cidade de Jaraguá do Sul.

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Museu Weg de Ciência e Tecnologia, acervo de 2018

Temos muito orgulho da nossa história e adoramos poder contá-la para você! Agora, que tal fazer uma visita a vivenciar de perto cada detalhe contado até aqui? Você é nosso convidado, venha conhecer o Museu WEG de Ciência e Tecnologia.

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Que tal uma aula eletrizante?

Você pode oferecer uma aula criativa e diferente para os seus alunos. Aqui no Museu WEG, é possível agendar uma aula sobre fenômenos eletromagnéticos e até sobre o motor elétrico, para mostrar como a teoria funciona na prática.

Você pode oferecer uma aula criativa e diferente para os seus alunos. Aqui no Museu WEG, é possível agendar uma aula sobre fenômenos eletromagnéticos e até sobre o motor elétrico, para mostrar como a teoria funciona na prática.

Nada melhor do que mostrar através de experimentos e da história da Física, eletricidade e do eletromagnetismo, onde aplicamos e como são gerados esses dois fenômenos, assim como aplicações destes fenômenos no nosso dia a dia.

Aqui no Museu WEG, as ações educativas são perfeitas para as crianças e adolescentes dividirem espaço, trabalharem em grupo e expandirem seu conhecimento sobre Ciência e Tecnologia.

Você pode usar nossas ações educativas ou desenvolver a sua própria de acordo com os temas que julgar mais adequados à sua turma de alunos. Caso não seja possível visitar antecipadamente, desfrute de toda a interatividade do museu fazendo o Tour Virtual e entre em contato conosco para tirar dúvidas e buscar mais informações.

Conheça aqui todas as ações educativas do Museu WEG

Aprenda com o Museu

Caso não seja possível fazer a visita in-loco, você também pode desfrutar de toda interatividade do museu no nosso site. Seja no tour virtual, aqui no blog, com o jogo da memória, quiz ou na aba “Aprenda com o Museu”, onde falamos sobre eletricidade, magnetismo, eletromagnetismo, motores, automação, geradores e transformadores, com o Museu WEG você sempre aprende se divertindo e brincando.

Programe-se e faça uma aula diferente! Entre em contato conosco e faça o seu agendamento clicando aqui.

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Quem foi Hans Christian Oersted?

ísico, químico e eterno estudioso, foi ele quem abriu caminho para o desenvolvimento do eletromagnetismo. Nascido em 1777, na Dinamarca, Hans Oersted desenvolveu desde cedo o interesse pela ciência. Sob influências do pai farmacêutico, formou-se em Farmácia no ano de 1797 e tornou-se doutor em Filosofia em 1799.

Físico, químico e eterno estudioso, foi ele quem abriu caminho para o desenvolvimento do eletromagnetismo. Nascido em 1777, na Dinamarca, Hans Oersted desenvolveu desde cedo o interesse pela ciência. Sob influências do pai farmacêutico, formou-se em Farmácia no ano de 1797 e tornou-se doutor em Filosofia em 1799.

Em uma viagem pela Europa, conheceu Johann Wilhelm Ritter, um físico que acreditava na existência de uma ligação entre a eletricidade e magnetismo. A partir daí, Oesrted começou sua incansável busca pela relação entre os dois fenômenos. Isso porque, naquela época, a eles eram encarados como fenômenos independentes e totalmente excludentes.

A experiência de Oersted

Foi em 1820, através do “Experimento de Oersted”, que o cientista comprovou a relação entre a eletricidade e o magnetismo.

Oersted posicionou uma bússola próximo a um circuito elétrico simples e percebeu que a agulha imantada da bússola sofria deflexões quando existia corrente elétrica no circuito. Se a corrente era interrompida, a agulha voltava à sua posição normal, apontando sempre para o norte geográfico.

A única explicação possível para a deflexão sofrida pela agulha imantada era a presença de um campo magnético que concorria com o campo magnético terrestre. Assim, Oersted concluiu que cargas elétricas em movimento geravam campo magnético.

Esse experimento possibilitou a criação e fabricação do galvanômetro, instrumento composto por uma agulha imantada e uma bobina que era capaz de indicar a presença de corrente elétrica em um circuito.

Ao utilizar o aparelho galvânico, muito mais poderoso, percebeu o mesmo fenômeno com muito mais clareza. Após obter o mesmo resultado diversas vezes, surge uma nova ciência nascida da união entre a eletricidade e o magnetismo: o eletromagnetismo. E estabeleceu-se a lei fundamental do eletromagnetismo.

Leia mais sobre o Eletromagnetismo aqui.

Depois de ter realizado estudos de química, física e ter comprovado o eletromagnetismo, Hans fundou na Dinamarca uma Sociedade para o Desenvolvimento do Estudo da Ciência, foi nomeado Conselheiro do Estado e fundou a Escola Politécnica de Copenhagen. Oersted faleceu em Copenhagen em 9 de março de 1851.

Fonte: Brasil Escola, Mundo Educação e UFJF

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Charles De Coulomb e a Lei da Força Elétrica

Neste 14 de junho, é aniversário de ninguém menos que Charles-Augustin de Coulomb. Esse físico francês nasceu na França em…

Neste 14 de junho, é aniversário de ninguém menos que Charles-Augustin de Coulomb. Esse físico francês nasceu na França em 1736 e fez uma importante contribuição para o estudo das ciências exatas. Por isso, vamos contar a sua história no dia do seu aniversário.
A vida de Charles de Coulomb
Célebre pelas suas descobertas nos campos da eletricidade e do magnetismo, Charles viveu nas Índias Ocidentais como engenheiro militar ao longo de nove anos. Nos intervalos de suas atividades profissionais, dedicava-se a investigações sobre mecânica aplicada.
Quando voltou à França, se interessou por pesquisas em relação à eletricidade e ao magnetismo, principalmente por causa de um concurso feito pela Academia de Ciências da França para a fabricação de agulhas imantadas.
Após a publicação de inúmeros artigos de grande repercussão nos meios científicos, tornou-se integrante da Academia em 1781.
Contribuições para Física
Coulomb construiu uma balança de torção para medir a intensidade da força elétrica atuante sobre duas cargas elétricas colocadas a uma determinada distância uma da outra.

E através da realização dessa experiência, verificou que a lei da atração universal de Newton também se aplicava à eletricidade.
Seus estudos o levaram a “Lei de Coulomb”, assim denominada em sua homenagem, que determina a força de interação elétrica entre materiais portadores de cargas.

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A Lei de Coulomb foi enunciada como:
“A força de atração ou de repulsão entre duas cargas é diretamente proporcional ao produto do módulo das cargas elétricas e é inversamente proporcional ao quadrado da distância entre elas”.
Analiticamente, é expressa a seguir:
F= K x (Q1xQ2)|d2
F = força de interação elétrica entre dois portadores de carga (N – newton);
Q1 e Q2 = cargas elétricas (C – coulomb);
d = distância entre as cargas elétricas (m);
K = permissividade elétrica do vácuo (k = 9,0 x 109 N.m2.C – 2).
Os resultados de suas pesquisas foram publicados entre 1785 e 1789 na Mémoires de l’Académie Royale des Sciences.

Suas contribuições para os estudos da eletricidade e do magnetismo fizeram com que estas áreas fossem consideradas parte das ciências exatas e não da filosofia, como acontecia até então.

Charles Augustin de Coulomb morreu em Paris, no dia 23 de agosto de 1806, aos 70 anos de idade.

Fonte: Só Física e Mundo Educação

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A história do telefone que você precisa conhecer

“Sr Watson, venha aqui. Quero ver você”. Esta foi a primeira frase dita através de um telefone, há exatos 142…

“Sr Watson, venha aqui. Quero ver você”. Esta foi a primeira frase dita através de um telefone, há exatos 142 anos. Quem fez a ligação – de um cômodo a outro – foi Graham Bell, um professor escocês que morava nos Estados Unidos e o inventor do aparelho. Do outro lado da linha estava Thomas Watson, seu auxiliar e que participou de todo o processo de construção do primeiro protótipo.

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De lá para cá, nem precisa dizer o quanto o telefone mudou e a vida de todos nós também a partir dele. A invenção de Graham Bell, patenteada em 10 de março de 1876, está entre as principais ações no terreno da ciência e da tecnologia do século XIX – considerado o século da Segunda Revolução Industrial e das pesquisas em torno dos fenômenos relacionados com a eletricidade e o eletromagnetismo.

Também é importante referenciar o italiano Antonio Meucci, que foi responsável pela criação do telégrafo e do princípio que daria origem ao telefone. Inclusive, em 2002 os Estados Unidos reconheceram Meucci como o inventor oficial do telefone.

Quando o telefone chegou no Brasil?
Foi um ano depois, em 1877, quando foram instaladas as primeiras linhas telefônicas do país. Essas linhas ligavam o Palácio da Quinta da Boa Vista à residência dos ministros do imperador.

Curiosamente, o primeiro usuário do telefone foi o próprio imperador D. Pedro II. Interessado em assuntos de tecnologia, ele havia participado da Exposição Centenária, que comemorou os 100 anos de independência dos Estados Unidos. Na ocasião, Graham Bell apresentou sua invenção ao público e fez uma demonstração.

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E as centrais telefônicas?
O Rio de Janeiro foi a segunda cidade do mundo a ter uma linha telefônica, depois de Chicago, nos Estados Unidos. Por conta da rápida popularidade do telefone, houve a necessidade de implantar as centrais telefônicas para atender o crescente número de linhas.

As centrais eram operadas por telefonistas que se conectavam manualmente aos telefones dos usuários e assim eram feitas as ligações. A série “As Telefonistas”, do Netflix, mostra como funcionavam as primeiras centrais. Ela se passa na Espanha dos anos 1920, mas serve para demonstrar como era essa realidade que literalmente ficou no passado.

Encurtando distâncias
O telefone foi uma das grandes invenções do século XX. Até parece que o mundo ficou menor com ele. Afinal, na prática o telefone encurtou distâncias, já que quase tudo passou a ser resolvido ao discar números no aparelho.

Passados 142 anos, seu formato evoluiu e ele se tornou móvel, firmando-se como uma peça imprescindível na vida de todos, a ponto de em alguns países, como o Brasil, o número de aparelhos de celular superar o de habitantes.

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Aula no Museu: Oportunidade de interação com o conhecimento

Professores de plantão, vocês já pensaram em fazer uma aula diferente para os seus alunos neste ano? Talvez uma aula…

Professores de plantão, vocês já pensaram em fazer uma aula diferente para os seus alunos neste ano? Talvez uma aula no Museu WEG fosse uma ótima oportunidade de trazer seus alunos para conhecerem um museu. Um espaço não formal, que vira extensão da sala de aula onde pode-se aprender fazendo e possibilitando que o aluno se torne um investigador ativo dos temas trabalhados.

Aqui no Museu WEG as ações educativas são perfeitas para as crianças e adolescentes dividirem espaço, trabalharem em grupo e expandirem seu conhecimento sobre Ciência e Tecnologia.

Você pode aproveitar datas comemorativas como o Dia do Inventor, o Dia da Ciência ou o dia do aniversário de cientistas importantes, datas muitas vezes pouco lembradas, e combinar com uma visita guiada.

No Museu WEG você tem a possibilidade de conhecer desde os processos geradores de energia até suas aplicações no cotidiano. Compreender os fenômenos e a forma como nossa sociedade se apropria deles, levará você a entender a complexidade das operações envolvidas no simples ato de acender uma lâmpada.

Perceber como, em tão pouco tempo, as máquinas evoluíram tecnologicamente e entender a revolução industrial. Estudar a História e Geografia da cidade de Jaraguá do Sul através de uma maquete.

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Aula no Museu
É muito importante que você conheça a exposição para poder usa-la no máximo de sua potencialidade e montar as atividades ou roteiros para seus alunos. Uma pré-visita pode estimular você a planejar as atividades educacionais a serem desenvolvidas no Museu WEG de Ciência e Tecnologia.

Pode ser uma visita guiada ou você pode levar a sua turma para uma ação educativa específica e trabalhar apenas um tema.

Aprenda com o Museu
Caso não seja possível fazer a visita in-loco, você também pode desfrutar de toda interatividade do museu disponíveis no site para complementar as suas aulas.
Seja no tour virtual, aqui no nosso blog, jogo da memória, Quiz para testar os conhecimentos sobre a WEG ou na aba Aprenda com o Museu, onde falamos sobre eletricidade, magnetismo, eletromagnetismo, motores, automação, geradores e transformadores.

Programe-se, faça uma aula diferente e mostre a história de Jaraguá do Sul e da WEG para alunos de diferentes idades. Entre em contato conosco e faça o seu agendamento clicando aqui.

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Por que comemoramos aniversário de André-Marie Ampère?

Certamente você lembra do ampere, a unidade de medida da corrente elétrica ensinada nas aulas de física. Pois então! Esse…

Certamente você lembra do ampere, a unidade de medida da corrente elétrica ensinada nas aulas de física. Pois então! Esse nome é uma homenagem ao físico e matemático francês André-Marie Ampère. Aproveitamos o dia de nascimento dele para registrar sua história e sua importante contribuição à ciência em praticamente todos os ramos do conhecimento.

André-Marie Ampère nasceu em 1775 na cidade de Lyon, filho de um intelectual e uma comerciante. Autodidata, antes mesmo de ler e escrever, resolvia problemas aritméticos, demonstrando aptidão excepcional para o cálculo. Aos 12 anos ele já dominava os principais teoremas de álgebra e geometria.

Seu pai foi o principal incentivador de seus estudos. Criou uma biblioteca para o filho, que aos 11 anos Ampère havia lido completamente, e o ensinou o latim, idioma que aprendeu em poucas semanas e o permitiu leituras de importantes obras escritas na língua.

Duas grandes perdas o aproximaram ainda mais da vida científica. Primeiro seu pai, que foi decapitado durante a Revolução Francesa, quando Ampère estava com 18 anos. A segunda foi de sua esposa, Julie Carron, com quem se casou em 1799 e teve seu filho, Jean Jacques Ampère. Julie faleceu em 1803.

Poucos meses depois da perda da esposa, Ampère foi convidado a lecionar matemática no Liceu de Lyon. Antes disso, em 1800, havia publicado sua primeira obra, “Considerações sobre a Teoria Matemática do Jogo”, que o tornou conhecido no meio científico. Em 1814, ele foi eleito para o Institut de France, elaborando vários estudos sobre matemática e física.

As bases do Eletromagnetismo

A obra que imortalizou André-Marie Ampère foi publicada em 1826, intitulada “Teoria dos Fenômenos Eletrodinâmicos”. Com a descoberta de que dois fios condutores atravessados por uma corrente elétrica exercem ações recíprocas um sobre o outro, o físico estabelecia as bases científicas do eletromagnetismo.

Foi ele também o criador do primeiro eletroímã. Dispositivo fundamental para a invenção de vários aparelhos, como o telefone, o microfone, o alto-falante, o telégrafo etc. André-Marie Ampère faleceu em Marselha, França, no dia 10 de junho de 1836.

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Conheça museus que fomentam a Ciência e Tecnologia pelo Brasil

Assim como o Museu WEG, o Brasil conta com diversas outras iniciativas, privadas e públicas, para registrar a história e…

Assim como o Museu WEG, o Brasil conta com diversas outras iniciativas, privadas e públicas, para registrar a história e fomentar a ciência e tecnologia em diferentes espaços. Por acreditar que o intercâmbio, a troca de conhecimento e o aprendizado contribui para o enriquecimento cultural e científico, apresentamos aqui outros museus no país que tem a interatividade como um dos seus pontos fortes e, acima de tudo, a ciência e tecnologia no seu DNA.

Museu de Ciência e Tecnologia (MCT) – PUCRS 

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Suas coleções abrigam um vasto acervo de fósseis, espécimes representantes da biodiversidade e peças provenientes de escavações arqueológicas, que são objetos de pesquisa de mestrandos e doutorandos de várias partes do mundo.
As exposições no museu gaúcho são elaboradas para despertar a curiosidade e o gosto pelas ciências, valorizando a participação do visitante com experiências lúdicas e inusitadas. São cerca de 700 experimentos interativos, em 22 áreas do conhecimento.

Os eventos e atividades também são outro atrativo para públicos distintos, como Férias no Museu, Aniversário genial, Minuto da Ciência e show de eletrostática.

Catavento Cultural e Educacional

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Tocar um meteorito de verdade, encontrar Gandhi em uma escalada, conhecer o corpo humano por dentro, entender como funciona um gerador de energia ou ainda descobrir que o Sol, visto de perto, não é tão redondo como parece quando se está na praia. São estas algumas das experiências proporcionadas no Catavento Cultural.

O museu fica em São Paulo e, dividido entre os eixos Universo, Vida, Engenho e Sociedade, tem como atrações o miniplanetário, o passeio digital, a seção de eletromagnetismo e o aquário com peixes de água salgada.

Museu de Astronomia e Ciências Afins – MAST

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Uma iniciativa pública, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, o MAST tem sua sede na cidade do Rio de Janeiro. É o lugar ideal para quem se interessa pelo espaço sideral e seus elementos: estrelas, planetas e cometas.

O acervo do MAST conta com aparelhos usados pelo Observatório Nacional (ON) para a observação da luz dos astros, como diversos tipos de luneta. No Programa de Observação do Céu, o público pode fazer visitas noturnas para enxergar através de telescópios, binóculos e até por uma luneta centenária.

Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas

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No prédio da primeira instituição brasileira a formar geólogos, em Ouro Preto, funciona o Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas. Nele, o visitante pode conferir de perto fósseis e esqueletos de animais atuais, como porco, golfinho e ornitorrinco.

Um dos destaques é a sala de mineralogia, onde estão expostas rochas e minerais do mundo inteiro. O passeio termina em uma sala onde crianças e adultos podem se divertir com experimentos científicos de eletricidade, cinética e ótica.

A diversidade do nosso país se reflete na composição e na diversidade dos acervos museológicos. Anote essas indicações e, quando visitar alguma dessas cidades, aproveite para se divertir ao mesmo tempo em que aprende sobre ciência e tecnologia.